HUGO E MONICA

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.:. CAPÍTULO 9 .:.

DESENCONTROS

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"Vira de novo, Hugo", disse Fred, seu primo, tentando segurar a risada.

"Se tu parasse de rir acho que acabava mais rápido...", disse Hugo emburrado.

"Talvez, mas contigo desse jeito tá difícil", disse rindo novamente. E a situação era realmente engraçada. Há mais ou menos meia hora atrás, dois meninos acharam que seria uma boa idéia misturar a Lama Fedorenta com a Poção de Tosse que haviam acabado de comprar na loja de logros ali dentro mesmo. O resultado foi, digamos, explosivo, mas não fez grandes estragos. Exceto em Hugo, que havia notado que os meninos aprontavam alguma coisa e se aproximou para pedir que fossem fazer o que quer que fosse fora da loja. Isso foi no exato momento que a mistura explodiu, deixando um Hugo roxo, fedorento e com uma terrível crise de tosse. Agora estava ele e seu primo Fred – filho de seu tio Jorge – no estoque da loja tentando melhorar o aspecto de Hugo. Até o momento a tosse havia passado e ele já estava bem menos roxo, mas a garantia de 'fedor por várias horas' estava se mostrando verdadeira.

"Tenta falar com o teu pai de novo", Hugo tinha certeza que havia um contra-feitiço, mas só quem poderia dizer isso era seu tio.

"Eu tentei falar com ele a menos de cinco minutos, ele ainda não voltou pra casa", disse Fred, "Vou tentar outra coisa...". Hugo suspirou e seu primo lançou um novo feitiço.

"Isso não tá adiantando nada...", disse Rose recostada na parede. Havia acabado de conseguir passar pelo amontoado de clientes na loja, mas Lucy já havia lhe explicado a origem do cheiro que tomava conta do lugar. Por mais incrível que possa parecer o local estava lotado.

"Pelo menos eu estou tentando fazer alguma coisa", disse Fred parecendo emburrado.

"Isso não muda o fato de que esse 'alguma coisa' não está fazendo efeito nenhum...", disse Rose.

"Então tente fazer melhor, senhorita", disse Fred voltando para a loja sem deixar de lançar antes um olhar feroz para Rose.

"Esse menino está precisando de tratamento", disse Rose se aproximando do irmão e se sentando num degrau da escada, "Muito sensível..." Rose se recostou na parede e então olhou para seu irmão e viu que ele lhe lançava um olhar nervoso. "Que é?"

"Então..."

"Ahn...", disse Rose com expressão confusa, "Ficasse lindo de lilás?"

"Rose! Não vais fazer nada?"

"Desculpe, Hugo, mas vais ter que ficar fedendo mais algum tempo... Deixar passar sozinho, eu acho".

"Maravilha...", resmungou Hugo sentando no chão.

"Ei,filho... Opa! Não te vi chegando, minha flor", disse Ronald entrando no estoque e depois indo abraçar a filha, "Obrigada por ter vindo, filha. Odeio ter que te incomodar, mas Angelina escolheu uma péssima hora pra ficar doente..."

"Pare de bobagens, pai...", disse Rose rolando os olhos.

"Eu não ouvi ninguém me agradecer por ter vindo...", resmungou Hugo, "E ainda por cima acabei com uma camada de lama fedorenta..."

"Pare de resmungar, Hugo", repreendeu Ronald, "Viesse porque ainda estás de castigo, lembra?", depois virou para a filha, "Podes ajudar a Lucy ali na frente um pouco?"

"Claro", disse Rose depois saiu para a loja vestindo o avental.

"Já mandei uma mensagem pro teu tio, assim que ele responder eu volto aqui, filho", sorriu Ronald. E ali ficou Hugo, esperando que seu tio desse alguma notícia, pensando que se já estava difícil de conseguir ver Monica caso ela passasse na rua, agora tinha ficado ainda mais complicado. Se bem que ele não sabia se queria vê-la na situação que se encontrava. Aqueles dois meninos iam sofrer em Hogwarts...

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Bem, queridos leitores, resolvi voltar um pouquinho no tempo agora, juro que não muito. É que Hugo me fez ficar com saudades de Monica então vamos ver como estão as coisas por lá.

"Anda, Monica... Achei que estavas com fome também!", disse Samantha.

"E estou, mas queria aproveitar essa folguinha pra dar uma olhada nas vitrines...", disse sem encarar a colega. Monica na verdade esperava encontrar alguém, mas nunca admitiria isso.

"Ok, mas vamos tentar não demorar muito... O Caldeirão vai ficar cheio logo mais..."

Monica sorriu em resposta e continuou a caminhar pelas ruas lotadas. Olhava displicentemente as vitrines até que encontrou a que procurava, 'Geminialidades Weasley'. Carregou a amiga até lá e com a desculpa de que procurava algum presente entrou ali, mas Samantha se recusou a entrar e ficou esperando perto da entrada. Estava um tumultuo atípico e um cheiro horrível. Quando uma vendedora se aproximou para perguntar se ela precisaria de ajuda, ela perguntou, "O que houve?"

"Apenas alguns meninos brincando de alquimistas", disse a garota sorrindo e indicando um dos cantos da loja com a cabeça.

"Ah, sim...", disse Monica olhando para onde indicava a vendedora e vendo que dois garotos estavam cobertos com uma gosma roxa e fedorenta e que estavam levando uma bronca de uma mulher que ela suspeitava ser mãe deles. "Bem, estou só dando uma olhada".

"Precisando é só chamar, meu nome é Lucy", disse a vendedora já se voltando para outro cliente.

Monica continuou tentando achar seu caminho pela loja e pelos murmúrios dos outros clientes suspeitava que as vendas de Lama Fedorenta tinham aumentado graças à demonstração dos meninos alquimistas. Conseguiu avançar alguns passos quando ouviu uma risada que lhe chamou a atenção, mas ao erguer os olhos viu que apesar da evidente semelhança, aquele não era Hugo. Provavelmente seu pai. Mesmo assim, não conseguiu evitar de ficar parada o observando por um breve tempo, até que um rapaz a tirou de seus devaneios.

"Posso te ajudar?", perguntou.

"Ah... Não, não... Só olhando", respondeu.

"Precisando é só chamar, meu nome é Fred".

"Claro, obrigada", em seguida saiu o mais rápido possível da loja, carregando sua amiga para o Caldeirão Furado com urgência. Assim que entraram foram até uma mesa e logo fizeram seu pedido a uma jovem de cabelos escuros.

"Tás muito estranha hoje, Monica!", reclamou Samantha logo depois que a acabaram de comer.

"Estou normal", disse Monica voltando a comer.

"Ah, sim, claro. É todos os dias que tu sais louca de uma loja e praticamente me arrasta pelo Beco Diagonal. E agora ficas olhando o tempo todo por cima do ombro... Achas que alguém vai te atacar ou algo do tipo?"

"É impressão tua só", fez sinal para a mesma garota que as atendera antes pedindo a conta.

"Tá bom, Monica, vou fazer que acredito... Mas só porque temos que voltar pro St. Mungus agora, nossos queridos pacientes nos aguardam...", disse Samantha entregando o dinheiro para a garçonete e depois aparatando de volta para o hospital com Monica.

A garçonete limpou a mesa e voltou ao balcão para guardar os pratos e o dinheiro. Havia acabado de acionar o feitiço para lavar a louça quando alguém chegou lhe fazendo cócegas na cintura. Ela deu um pulo para o lado e se virou para encarar seu 'agressor'.

"Tu és um idiota, sabias?", disse ela voltando para secar as mãos, visivelmente irritada.

"E tu não tens senso de humor, Alice", disse Hugo, "Resolvesse trabalhar hoje, foi?"

"Não, sou apenas uma ilusão de ótica... Mas sim, resolvi vir ajudar um pouco... Cansei de ficar com minha bisavó. Ela nem lembra mais de mim mesmo... Mas por que tás lilás?"

"Longa história... Só agradeça que pelo menos voltei a ter um cheiro normal...", disse Hugo inspecionando o salão do Caldeirão Furado, depois voltou a olhar sua amiga e disse, "Será que tens uma comidinha aí pra um pobre rapaz faminto?".

"Sabe que temos? Talvez por isso que digam que aqui é um restaurante", disse ela rindo e entregando o cardápio pra Hugo que se sentou num banco do balcão. Ele fez o pedido e voltou a inspecionar o salão, "Procurando alguém?"

"Não", disse ele ficando levemente sem graça, "Só vendo quem estava por aí..."

"Sei...", disse ela indo atender a mesa de outro cliente. Assim que voltou ao balcão, depois de atender ao pedido do cliente, entregou o prato de Hugo e disse, "A menos que tenha duas Monicas trabalhando no St. Mungus, acho que posso te dizer que ela já foi embora..."

"Não sei do que estás falando", disse ele voltando a comer, mas estava visivelmente mais desanimado.

"Bem, só resolvi te avisar antes que te desse um torcicolo de tanto ficares girando o pescoço...", disse Alice, "Mas será que vais poder ir lá em casa hoje a noite? Consegui a sala de TV pra gente assistir o show do F.R.E.A.K. na Alemanha ao vivo..."

"Acho difícil... Ainda estão me mantendo de castigo...", ao ver o olhar pidão da amiga riu e continuou, "Juro que vou tentar, ok?". Acabando de comer, com conversas esporádicas com Alice quando ela não estava atendendo alguém, Hugo voltou para mais uma tarde cheia na loja.


N.A.: Olá, espero que tenham gostado do capítulo, porque eu sinceramente tenho minhas dúvidas... Mas tudo bem, deixem suas opiniões naquela caixinha linda! Beijos!