Disclaimer: Saint Seya e seus personagens relacionados pertencem ao mestre Masami Kurumada e às editoras licenciadas.
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Sugestão de tema para leitura: "Carry on my wayward son", do Kansas. Eu amo essa música, amo Supernatural e amo, às vezes, "desobedecer" algumas pequenas regrinhas...
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Um, dois, três lançamentos, bolas imensas do fogo que aumentava de intensidade à medida que a chuva caía, se espalhando por entre o exército de Lorde Heinstein. Mas que tipo de bruxaria era aquela? Nervoso, sem conseguir entender o que estava acontecendo, ele voltou-se para o portão de entrada da cidadela, não se daria por vencido antes de qualquer batalha de fato, não seria um feitiço que o faria desistir daquela guerra.
-Radamanthys! – ele gritou ao seu capitão – Derrube aquele portão! Nós tomaremos a cidadela de qualquer maneira!
Assentindo, Radamanthys ordenou à sua tropa o ataque ao portão da cidadela. Assim como seu rei, jamais iria desistir de uma guerra...
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A primeira linha de defesa dentro da cidadela eram as pequenas tropas comandadas por Shura e Máscara da Morte, montados lado a lado em seus cavalos. Era em silêncio que ouviam os gritos de ordem que vinham do lado de fora da cidadela, assim como as batidas estrondosas no portão de entrada. Os gritos dos arqueiros no alto dos muros também lhes chegavam aos ouvidos, assim como o barulho de mais bolas de fogo que eram lançadas contra o exército inimigo. Mas, entre si, não trocavam uma única palavra.
Correndo pelas pequenas ruas vazias, Julia ainda não entendia muito bem a atitude que estava tomando. Em um momento estava com Camus no palácio, cuidando para que as pessoas da cidadela pudessem ter um mínimo de segurança dentro dos muros da edificação. Em outro, deixara o amigo sozinho e correra em direção à saída. Para ser mais precisa, corria para a entrada da cidadela.
Onde Shura se encontrava. E Máscara da Morte também. O coração apertava, sentia algo estranho. Era como se alguma coisa estivesse para acontecer, mas não com ela.
Com algum deles.
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Doida da vida, xingando Aiolos de todos os nomes e palavrões que conhecia em português, inglês, alemão e até lituano (1), Sheila esmurrava a porta da cripta, tentando abrir a dita cuja de algum jeito. Obviamente em vão. Então, cansada de tentar, tentar e nada, ela simplesmente se encostou na porta, de braços cruzados e cara de quem pensava em alguma ideia maluca para atingir seu objetivo.
Sentada ao chão, de cabeça baixa e semblante preocupado, Marin nada dizia, parecia estar em algum outro lugar que não aquela cripta. Seus lábios moviam-se, mas de sua boca não saia som algum, era uma prece silenciosa por seus irmãos, amigos e todo o povo da cidadela.
Ao seu lado, porém em pé, Fernando segurava uma espada que Aiolia lhe dera, caso fosse necessário ter de usar de força para defender a si mesmo e a princesa. Estava com medo, era fato, mas tentava a todo custo se controlar. Não podia demonstrar para Marin o que sentia de fato.
-Fernando? – ouviu-a chamar seu nome e se abaixou junto à ela, com um leve sorriso.
-Diga, Marin.
-Acha que conseguiremos sobreviver ao exército de Lorde Heinstein?
-Eu... – o que iria dizer? Que tinha certeza de que iriam todos morrer, da maneira mais cruel e sangrenta possível? Que as mulheres e crianças da cidadela certamente seriam escravas ou vendidas como tal por aquele homem? – Eu não sei, Marin... Mas eu juro para ti que se tiver que morrer lutando para te proteger, eu o farei.
Um abraço apertado e um beijo caloroso como resposta, pequenas lágrimas salgavam os lábios de Marin. O que aconteceria era uma incerteza. Mas estar ali, naquele momento e se sentir bem ao lado de Fernando, era o que precisava. Até que...
-Há, podem dizer o contrário, mas eu sou um gênio! – Sheila gritou, chamando a atenção dos dois – Eu tinha certeza de que pesadas portas de ferro medievais não eram páreo para grampos de cabelo...
E empurrou a pesada porta de ferro, saindo correndo daquela cripta.
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No alto dos muros, Mitie lançava suas flechas com velocidade e precisão, o que espantou até mesmo a própria. Mas, constatou tristemente, que suas habilidades e dos demais arqueiros não ajudavam muito, a tropa comandada por Radamanthys e que não havia sido atingida pelo fogo grego estava quase conseguindo derrubar o portão da cidadela.
-Arqueiros, ao chão! – Shaka gritou a ordem, ao fazer a mesma constatação de Mitie. Seriam muito mais úteis lutando em terra do que no alto dos muros. – E quanto a ti... – ele se voltou para a japonesa, pegando-a pelo braço – Sua ajuda foi de grande valia, mas temo que não possa fazer mais nada... Vá para o palácio, fique por lá com seus amigos... E reze para que eu possa voltar.
Mitie assentiu e antes de descer e voltar ao palácio, puxou o rosto de Shaka e lhe deu um beijo.
-Você vai voltar, sua Barbie oxigenada sem graça!
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Quase sem fôlego por conta da corrida, Julia chegou à entrada da cidadela, bem no exato momento em que o portão ia abaixo e os homens da tropa de Radamanthys entravam com seus cavalos. Com Shura e Máscara da Morte à frente, a primeira linha de defesa da cidadela se lançou contra os inimigos, alguns homens caíram ao chão já mortos ou muito feridos, outros já lutavam no chão.
Escondendo-se atrás de uma carroça de feno, Julia observava a luta, onde havia se metido? Como poderia lutar sem uma espada? Ou escapar dali sem ser notada ou perseguida? Um milhão de pensamentos fervilhavam em sua mente quando ela então viu aquele homem de porte imponente entrara pela cidadela, montado em seu cavalo negro.
Lorde Heinstein. E ela não havia sido a única a vê-lo.
Máscara da Morte havia acabado de ferir um dos soldados inimigos quando também o viu. Em questão de segundos, sua face mudou completamente, transformando-se em ódio puro. Transtornado, montou de volta em seu cavalo, já que estava no chão, e incitou o animal contra Lorde Heinstein, faria aquele desgraçado pagar com sua vida pelo que havia feito com sua família.
Não via mais nada em sua frente, além da raiva e do ódio.
Não viu Radamanthys dar meia volta e vir em sua direção.
Não ouviu o grito de Shura tentando chamar sua atenção.
Mas ouviu uma outra voz, que lhe chegava com clareza aos ouvidos.
-MÁSCARA, NÃO!
A voz de Julia. Mas já era tarde...
Quando a ouviu, Radamanthys já o havia acertado com sua espada, das costas para o peito, atravessado seu corpo com a lâmina muito afiada. Um arrepio de dor queimou por toda sua espinha, ele não conseguiu mais manter seu equilíbrio e caiu do cavalo, tombando com tudo no chão de terra.
Estava próximo à carroça onde Julia havia se escondido. E de onde ela saíra, desesperada, puxando-o pelos braços, virando-o de rosto para cima. Ainda estava vivo.
-Máscara... Não feche os olhos, ouviu? Fique comigo, tá? Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo...
-Não vai... Não para mim...
-Não fale, você vai ficar bem e...
-Seja feliz... Com Shura... E me perdoe...
-Máscara, não! Não feche os olhos, não...
Um sorriso. Um último beijo, ainda que sem força alguma. E foi nos braços de Julia que Máscara da Morte morreu...
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Estava cansada de correr, ainda mais porque o fizera de boca aberta. Sentindo o abdômen latejar, Sheila teve que parar por um momento, encostando-se na pilastra de um dos corredores externos do palácio. Precisava encontrar Aiolos de todo jeito e estar com ele, mesmo que não pudesse ajudar em nada.
-Milady me parece confusa... – ouviu a voz de Mestre Ancião e o viu à sua frente, com aquele ar de sabedoria e certa ironia também.
-E se estiver? Pode me ajudar?
-Não, milady... A decisão que deve tomar é somente sua e de mais ninguém... Mas deve ser uma decisão tomada com sabedoria, pois existe um fator a ser considerado...
-Que fator?
-O futuro... A decisão que milady tomar decidirá essa guerra... E também o futuro deste reino, o seu e de todos os seus amigos...
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Quando chegou ao palácio, a primeira coisa que Mitie viu foi a formação comandada pelo próprio rei, Aiolia e Afrodite. Assim que a viu, Aiolos baixou a cabeça, entendendo tudo. Se Mitie, que havia se posicionado com os arqueiros, estava ali, era porque Lorde Heinstein havia conseguido invadir a cidadela. Era uma questão de pouco tempo até chegar ao palácio, a última linha de defesa do reino.
Ainda correndo, ela foi para dentro do palácio, até o quaro onde Camus estava, ainda às voltas com a fórmula do fogo grego. Parecia cansado, mas não abatido.
-Camus, precisamos fazer alguma coisa a mais para ajudar... Lorde Heinstein já invadiu a cidadela, logo estará aqui... Os homens de Aiolos não vão conseguir resistir por muito mais tempo.
-Estou tentando pensar, Mitie... Eu me lembro de algumas passagens dos livros de história que a Sheila tem sobre Aiolos e seu reino, eu sei que um deles menciona uma vitória sobre o exército de Lorde Heinstein... Mas é uma passagem tão rápida que não consigo me lembrar como teriam conquistado essa vitória...
-E onde ela está? Caramba, a chefa deve ter decorado esses livros todos, ela tem que saber o que fazer!
-Aiolos a trancou na cripta e...
-É, trancou... – Fernando disse, aparecendo de repente, trazendo Marin pela mão – Mas aquela doida conseguiu sair de lá... E nós acabamos fazendo o mesmo!
-Eu não sou doida, não, tá! Só um tanto revolucionária, apensa isso... – Sheila disse, entrando pelo quarto logo em seguida – E você tem razão, Mitie, eu praticamente decorei todos os livros que já li sobre Aiolos e seu reinado... E sim, conheço a passagem que menciona uma vitória sobre Lorde Heinstein. Mas só teremos uma chance para conseguir vencê-lo...
- Quando você faz essa cara, é porque teve uma das suas ideias "brilhantes"... – Fernando falou, com uma enorme gota de preocupação na testa.
Sheila apenas sorriu. Havia tomado sua decisão. E ela iria garantir a vitória de Aiolos sobre Lorde Heinstein de uma vez por todas.
Pena que só teriam uma única chance.
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Ah, eu não aguentei e deixei a melhor parte para o próximo capítulo! Sheila má, além de fazer o povo esperar por uma atualização, deixa o melhor para depois... Bem, é que, na verdade, eu preciso elaborar melhor, a ideia que a Sheila teve eu tive de última hora, sabe...
Vou tentar atualizar mais rápido, mas não prometo... Muito trabalho, a partir desta semana, vou trabalhar todos os dias até as oito da noite e todo os sábados de outubro, das oito da manhã às seis da tarde... Mas prometo que até o fim do ano eu encerro esta fic!
E, aproveitando este finalzinho de capítulo... Próximo domingo, dia 02, é meu aniversário! Quero presentes, hein povo! Senão, não atualizo mais "The Time Line"...
Minha avó paterna era alemã e meu avô paterno, lituano. Sei umas duas ou três palavras em cada língua, mas nenhuma é um palavrão! Meu pai sabe falara s duas, mas nunca me ensinou... E sabem o motivo? Quando eu, minha irmã e meus primos eram pequenos e ele e meus tios queriam conversar sem que ninguém soubesse o que falavam, conversavam entre si misturando alemão e lituano! Eu ficava doida da vida...
