Primeiramente queria agradecer a minha leitora linda & anônima, senhorita Ká (lovelovelove*-*) por todos os elogios, e também por estar acompanhando a história mesmo com atrasos de posts da minha pessoa, é. u_u

Também agradecer o único review da Valeria-chan, no cap 7... Mesmo tendo sido só em um cap, significou muuuuuuuuuuuito para mim, e eu espero que não tenha abandonado a leitura. Prefiro que me bata, o que é melhor do que que parar de ler a fic T.T

Enfim, lindas, sem mais delongas... Só queria mesmo agradece-las. Porque esses preciosos reviews foram o verdadeiro motivo pelo qual voltei a escrever a fic. Obrigada, mais uma vez 3

Cap X – Tudo&Todos contra mim.

Os longos dias de internação de Satoru estavam chegando ao fim, depois de se informar com o médico, Sango e Miroku descobriram que ele ainda precisava de cuidados médicos, mas por pouco tempo, e dentro de 7 dias tinha grandes possibilidades de receber alta e ir para casa.

Quatro dias desde então, haviam se passado. Era chegada a hora da audiência de Sango contra seus familiares e a mulher já estava pronta e com tudo ensaiado para o momento.

- Senhorita Sango, tudo está pronto para a sua audiência, vamos até a sala do juiz – o advogado de defesa da mulher disse com todos os documentos a mão.

- Claro... – A mulher levantou e deu um terno beijo em Miroku, que estava a acompanhado, mas não iria entrar na sala com ela. – Me deseje sorte.

- Boa sorte, Sango. – Além de do beijo em seus lábios, o homem também beijou uma das mãos da mulher e finalmente a soltou para que a mesma pudesse ir.

Miroku estava tenso depois de ouvir o que sua amada o contara sobre o tal advogado dos seus tios. Como um dia já fora um "bandido" podia imaginar do que esse homem seria capaz, mas resolveu não comentar nada com Sango, para não assusta-la.

X-X-X-X-X

Depois que a audiência acabou, o casal fora passear um pouco na praia, que era perto da casa de Sango. Ela queria tomar um pouco de ar antes de entrar em casa para enfrentar as palavras inúteis que sairiam da boca de seus tios e primo, depois de saber que a primeira audiência pareceu favorecer à ela.

- Amor, quer ir lá para casa hoje? – ela perguntava enquanto caminhava de mãos dadas com Miroku, na beira do mar.

- Eu não estou usando roupas adequadas para visitar sua mansão, senhorita. – Miroku dizia divertido, com um sorriso no rosto.

- Baka... – Ela ria da frase do rapaz. – Eu preciso de você lá se não eu cometo um assassinato. Estou sem paciência para ele.

- Kuranosuke?

- Quem mais poderia ser, né?! – Sango parou na frente de seu amado e envolveu seus braços no pescoço dele. – Vamos, por favor, Miroku... – ela o olhou com cara de sofrida.

- Não tem como negar nada quando você faz essa cara! – Ele ria, com os braços envolvidos a cintura da mulher.

- Então vamos correndo! – a mulher o puxou pela mão e saiu correndo pela areia.

- Sango, espera! – o homem era carregado por sua amada, correndo até chegar na porta da casa dela.

- Já tá cansado?

- Claro que estou! É um pouco longe... E você não deixou nem eu respirar! – ele apoiou as mãos nos joelhos, respirando ofegante.

- Você já foi mais resistente, ein! – Sango ria da reação de seu amado e continuava o puxando para dentro da casa até a sala da mesma.

- Uau... – o rapaz olhava para todos os cantos da sala, deslumbrado com tanta beleza. – É digno de uma princesa como você morar nesse castelo...

- Você passou tanto tempo viajando em navios luxuosos e está encantando com a minha sala?

- Claro... Porque isto não é um navio, é uma casa, e eu nunca tinha visto tão de perto assim...

- Então aproveita enquanto há tempo, seu traste... Em breve você e ela não verão nem a cor do portão de entrada...

Sango conhecia muito bem aquela voz, quando virou na direção da cozinha, viu Kuranosuke encostado na parede, com um sorriso irônico no rosto, encarando fixamente Miroku. A mulher notou no mesmo instante que seu amado também o encarava, parecendo estar incomodado com a ousadia de seu primo. Ele estava furioso, essa era a palavra certa.

- Então você é o Kuranosuke, não é? – Miroku cruzou os braços.

- Sou sim. E o que você tá fazendo na minha casa? Posso saber? – ele o olhava com desprezo, dos pés a cabeça.

- Sua casa? Não me faça rir! – Sango disse com uma entonação desafiadora. – Vem, amor.

Para evitar brigas, Miroku resolveu apenas ignora-lo e obedecer à sua amada, indo com ela até a escada. Mas antes de subirem, Kuranosuke puxou Sango pelo braço bruscamente, arrancando um grito de dor da mulher.

- "Amor"? O que significa isso, Sango?

Aquilo fez o sangue de Miroku ferver e sem pensar duas vezes ele empurrou Kuranosuke para trás, tirando Sango de seus braços.

- Tire as mãos dela!

Por ter se sentido intimidado, o primo de Sango olhou Miroku embravecido, mas resolveu não revidar, pois estava amedrontado com a possível atitudo do homem. Sem dizer nada, saiu da sala e se dirigiu para outro cômodo da casa. Kuranosuke percebeu que Miroku seria uma grande ameaça à ele. Precisava dar um jeito de tira-lo de seu caminho.

X-X-X-X-X

Era finalmente o dia em que Satoru sairia do hospital. Seus pais o buscaram logo de manhã, e para aproveitar o tempo juntos, foram direto para um parque ali perto, o mesmo que um dia foram com Akemi. Durante toda a manhã ficaram por lá, mas logo Sango tinha que ir embora, pois a segunda audiência estava marcada para esse dia.

- Satoru, nós temos que ir... Eu preciso sair daqui a pouco. – Sango estava agaixada para falar com seu filho.

- Ahhh, mamãe, eu não quero ir embora...

- Então fala com seu pai, se ele puder ficar com você aqui, eu vou e vocês ficam.

- Ebaaaaa!

Sango observou seu filho de longe indo perguntar ao pai se podiam ficar e sorriu alegremente quando soube que a resposta do homem foi positiva. Então se despediu de seus rapazes e foi se aprontar para a outra audiência.

Desta vez a audiência foi mais longa, e muito burocrática. Os mínimos detalhes ainda favoreciam a mulher. O que deixava os pais de Kuranosuke ainda mais raivosos. Foram horas e horas, bem desgastantes dentro daquela sala, justamente no dia em que seu primo teve de comparecer a favor de seus tios. Sango saiu do lugar no início da noite. A mulher suspirava exausta e desanimada por ter perdido o dia numa sala tentando retomar coisas que já a pertenciam.

Ao chegar em casa foi logo tomar um banho, sem nem mesmo se importar com o fato de que Satoru e Miroku não haviam aparecido por lá ainda. Depois que saiu de seu banho e se alimentou, resolveu então pegar o telefone para saber de seus rapazes, porém não conseguia completar nenhuma chamada para Miroku. Já preocupada, Sango pegou o carro e foi até a casa da irmã de seu amado, lugar também onde o mesmo morava.

- Boa noite. Você é a irmã do Miroku?

- Sim. E você é...?

- Meu nome é Sango, eu não sei se ele já falou de mim para você, mas não importa agora... É que eu não consigo falar com ele e não faço ideia de onde ele e meu filho estão agora. Eles estão por aqui?

- Não... Muito estranho isso... Mas venha, entre. Vamos ver seu eu consigo falar com ele.

- Tudo bem.

Ao entrar no apartamento a mulher logo recebeu um abraço da pequena Akemi, tal que fez questão de dizer a sua mãe quem era a Sango, e o que ela significava para seu tio. Mesmo muito pequena, a menina sabia decifrar todas as reações e sentimentos de seu tio em relação a Sango. Agora ficou claro para a mãe de Akemi que Sango era a tal mulher que mudara tanto seu irmão... E isso a determinou ainda mais a ajuda-la.

- Eu também não consigo falar com ele de jeito nenhum...

- Eu estou preocupada... – Sango pôs as mãos no rosto tentando disfarçar a tensão. – Eles estavam comigo numa parque de manhã, mas tive que deixa-los para resolver algumas coisas. Só que já era para eles terem voltado...

- É verdade... Mas fica tranquila, Sango-chan... Nada de ruim aconteceu com eles...

A frase de sua cunhada fez Sango refletir sobre a conversa que havia tido com seu primo antes da primeira audiência.

Flashback

- Eu soube que vai lutar judicialmente para tirar toda a grana dos meus pais... E já te digo que não vai conseguir... – o homem mexia nas plantas como se não tivesse que se preocupar com nada.

- Eu vou conseguir sim! Porque por eu ter idade suficiente para ter total responsabilidade sob meus bens, eles não precisam mais morar aqui. Eu posso muito bem expulsa-los!

- Mas não vai conseguir... Nosso advogado fará de tudo para você perder essa causa... Tudo mesmo.

- E o que ele pode fazer? Não tenho medo dele!

- Você iria se apavorar se eu dissesse como ele ganhou sua última causa... – Kuranosuke riu maleficamente e saiu da estufa, preocupando a moça.

Fim do flashback.

- Não! Não pode ser!

Akemi e sua mãe olharam para Sango curiosas pelo fato da mulher ter falado sozinha. Mas antes de perguntarem qualquer coisa ela saiu o mais rápido possível do apartamento, as deixando preocupadas, mas para não assustar sua pequena filha, a irmã de Miroku resolveu não ir atrás de Sango, prometendo a si mesmo procura-la mais tarde, quando Akemi estivesse dormindo.

X-X-X-X-X

- Kuranosuke! – Sango abriu a porta do quarto de seu primo furiosa, gritando embravecida com ele.

- Oi, San-chan! Que bom te ver aqui no meu quarto... – o homem a olhava sorridente, parecendo não se importar com a raiva que ela demostrava.

- Onde estão o Satoru e o Miroku?

O rapaz ficou em silencio, apenas dando uma risada debochada.

- Fala logo, seu cretino! – ela se aproximou do homem, o puxando pela gola da camisa, mesmo sabendo que não teria força nenhuma para tira-lo do chão.

- O Miroku nessa hora já deve está ardendo no inferno... – ele pousou as mãos nas da mulher e começou a acaricia-las – Agora o moleque... Depende da boa vontade do meu advogado...

Kuranosuke deu ênfase a sua última palavra, fazendo Sango perceber que o homem que estava defendendo seus tios não era apenas advogado...

- Eu vou te matar!

Sem pensar duas vezes ela partiu para cima de seu primo usando as unhas e os punhos. O rapaz, visivelmente mais forte que a mulher, a imobilizou e aproximou o rosto do dela.

- Você não vai tirar nada de mim, San-chan... Já basta ter me trocado por aquele infeliz do Miroku... Mas o seu filho ainda pode ter salvação... Se você retirar a causa, eu posso trazer seu filho bastardo de volta.

Antes mesmo de seu primo a soltar, a mulher já estava sem forças. Não podia acreditar que seus próprios parentes fossem capazes de fazer isso com ela... Agora ela teria que largar tudo o que a pertencia para salvar a vida do seu filho, porque a vida de seu amado possivelmente já estava acabada...

- Eu vou retirar a causa, Kuranosuke... Mas antes quero o meu filho – a voz chorosa da mulher não comovia nem um pouco seu primo.

- Ok, amanhã ele estará em seus braços logo depois que você me provar que realmente cumpriu sua palavra... Agora sai do meu quarto. – ele a empurrou até a porta do mesmo. – Ah! Começa a arrumar as suas coisas e as coisas dele, porque vou dar só três dias para vocês saírem daqui.

- É desse jeito que você me ama? É desse jeito que você se arrependeu de tudo que me fez? – Sango não se preocupava em mostrar suas lágrimas.

- O fato de que eu não vou mais poder ter você eu já tive que digerir... Agora perder todo esse dinheiro? Aí é querer demais da minha parte, né!

- Você é o pior carma que eu tive em toda a minha existência!

- Não fale assim... Você ainda pode ser rica se largar o bastardinho por aí e se casar comigo...

- Eu não sou capaz disso só por dinheiro...

- Então boa sorte no mundo a fora. Mas já aviso que é bem difícil sobreviver no caos, kokoro...

O homem fechou a porta e deixou sua prima desolada do outro lado. Sem ainda ter se conformado de que perdera Miroku novamente, ela apenas sentia seu coração apertado. Com mais a preocupação com seu filho, a mulher estava em choque. Nada se podia fazer a não ser esperar... Esperar por seu filho e esperar eternamente pela vida de seu amado de volta...