15º e 16º dia da aposta:

- Edward POV:

Imaginei que eu ainda tivesse dormindo, ainda sentia a mão quente de Bella fazendo círculos no meu peito.

Abri os olhos e ela me encarava com aqueles olhos chocolates que me derretia.

- Bom dia dorminhoco! – ela sorriu.

Olhei o relógio. 7:15 da manhã.

- Bom dia! – dei um selinho nela. – Queria entender porque você madruga num sábado. – brinquei.

- Costume. – ela deu de ombros – Uma semana comigo e você se acostuma também.

- Uhm...posso me acostumar com isso. – a puxei pra mais perto.

- Não vou sair desse quarto! – ela escondeu o rosto no vão do meu pescoço – Vou morrer de vergonha da sua mãe.

- Ela já sabe de tudo! – ela me olhou espantada. – Ou pelo menos quase tudo.

Nós rimos.

- Banho? – perguntei me levantando.

- Não acha melhor irmos separados? – ela fez uma careta.

- Não! De jeito nenhum. – a puxei da cama, ela se levantou nua, linda!

Tomamos um longo banho quente depois de fazermos amor mais uma vez.

Descemos e minha mãe nos esperava na cozinha com uma enorme mesa de café-da-manhã posta.

- Bom dia! – ela nos disse sorrindo.

- Bom dia! – respondemos juntos.

Bella estava visivelmente desconfortável de estar ali logo de manhã.

- Esme eu... – ela começou a falar, mas minha mãe a interrompeu.

- Não precisa me dar satisfações querida. – minha mãe falou. – Você sempre foi bem vinda aqui e eu estou muito feliz de vocês estarem juntos. – ela olhou de mim pra Bella.

- Obrigada! – Bella pediu e eu segurei sua mão por baixo da mesa.

Quando acabamos de tomar café ela pediu que eu a levasse até a casa dos seus pais.

- Eu queria ficar com você! – eu disse a ela fazendo um charme.

Não queria me separar dela agora que ela era minha.

- Eu também! – ela fez um carinho no meu rosto – Mas temos que ficar com nossos pais, foi pra isso que viemos. Não foi? – ela perguntou.

- Eu vim atrás de você Bella! – deixei claro, caso ela ainda não tivesse entendido – Mas aproveitei pra ver minha mãe. – sorri.

- Eu realmente tenho que ir! – ela saiu do carro – Meus pais nem sabem onde eu estou minha mãe deve ta pirando.

- Acho que de certa forma sua mãe sabe sim onde você esta! – a puxei pra um abraço. Me lembrei das palavras de Renee quando vim buscar minha mãe ontem.

Ela olhou pra casa, se virou pra mim e colou seus lábios nos meus, passando seus braços pelo meu pescoço.

- Deixo você ir com uma condição! – falei pra ela quando separamos nossos lábios.

- E seria? – ela mordeu os lábios.

- Você dormir comigo essa noite! – falei.

Não tinha sensação melhor do que dormir abraçado a ela, sentindo sua respiração, a ouvindo sussurrar meu nome durante o sono ou simplesmente fazendo carinho em mim.

- Pode fazer esse sacrifício! – ela deu uma risada.

Eu a beijei com carinho, num beijo demorado.

- Então vá! – a soltei – À noite venho te pegar.

Ela me deu mais um selinho e se virou pra entrar em casa.

Antes de passar pela porta acenou e sorriu.

Eu? Estava igual um idiota apaixonado que eu era encostando em um carro vendo ela sorrir pra mim.

- Bella POV:

Acordei antes das sete, mas fiquei praticamente imóvel pra não acordar Edward.

Ele dormia tão lindo, do mesmo jeito de antigamente e como eu me lembrava. De bruços, braço esquerdo em baixo do travesseiro e aquele bico irresistível nos lábios.

Não agüentei e toquei seus lábios com os meus.

Ele se mexeu, mas não acordou, só deitou de barriga pra cima. Percebi que ele estava tateando a cama atrás de mim, então cheguei mais perto pra não acordá-lo.

Chegou uma hora que eu não conseguia apenas ficar olhando pra ele. Comecei a fazer carinho no seu peito com as minhas mãos e ele logo acordou.

Fomos tomar banho juntos, mas não tomamos apenas banho, e descemos pra tomar café. Depois de ele insistir muito porque eu estava morrendo de vergonha de Esme. Quando namorávamos há 5 anos atrás eu não tinha vergonha dela, mas agora era diferente, uma época diferente, situação diferente, sei lá, só não queria sair gritando pra todo mundo ou colocar um neon no meu pescoço "Hey! Estou dando pra Edward Cullen!"

- Esme eu ... – comecei a falar, mas ela me interrompeu.

Ia dizer a ela porque tinha dormido ali, que eu e Edward estávamos tendo uma "coisa", sei lá, qualquer coisa que diminuísse minha vergonha.

- Não precisa me dar satisfações querida. – ela falou. – Você sempre foi bem vinda aqui e eu estou muito feliz de vocês estarem juntos. – olhou pra Edward e depois pra mim.

- Obrigada! – foi à única coisa que consegui dizer.

Edward me levou pra casa dos meus pais que deviam estar pirando por eu não ter dado satisfação a eles.

Quando Edward me deixou na porta de casa estava me sentindo uma adolescente novamente, minha mente foi tomada por lembranças e eu me vi suspirando.

Me despedi dele e entrei. Me encostei na porta e fechei meus olhos tentando manter a sensação dos seus lábios nos meus por mais tempo.

- Boa tarde! – meu pai falou irritado. Lógico que ele estava implicando por eu ter dormido fora de casa, porque ainda não eram nem 9 da manhã.

- Pai... – quando eu ia me explicar minha mãe entrou na sala.

- Charlie, deixe a menina! – ela o repreendeu.

- Só queria uma explicação! – ele cruzou os braços na frente do peito e me olhou.

Pensei alguns minutos no que iria falar.

- Eu dormi na casa de Esme pai...er...depois que sai daqui ontem com Edward demos uma volta...e...fomos pra lá...e...quando Esme voltou me convidou pra ficar...e...eu esqueci de avisar. Foi isso! – olhei pra minha mãe pedindo socorro.

- Bom, ela já explicou! Agora vá trabalhar! – minha mãe o empurrou pra porta e ele me olhou desconfiado.

- Conversamos quando eu voltar Isabella! – ferrou! Ele me chamou de Isabella.

Eles deram um beijo de despedida e ele se foi.

- E então? – minha mãe perguntou se virando pra mim.

- O que mãe? – revirei os olhos e fui pra cozinha.

- Me conte oras! Você e Edward estão juntos de novo? – ela perguntou animada.

- Acho que sim! – suspirei.

- E isso é bom? – ela me perguntou com cautela e eu a olhei confusa – Não me entenda mal querida, torço por vocês, só não quero vê-la sofrer outra vez.

- Eu sei mãe, mas acho que dessa vez será diferente. Não posso afirmar que Edward mudou, mas ele é um homem agora, tudo bem que é bem galinha, mas decidi tentar e ver no que dá. – falei.

- E há quanto tempo estão juntos? – ela me perguntou.

- Nos reencontramos tem duas semanas, mas só nos rendemos ontem. Eu meio que estava fugindo dele. – nós rimos.

- Sei que você já é dona da sua vida Bella, mas me preocupo com você. Quero que você seja feliz e se Edward não contribuir pra isso...a gente entrega ele ao Chefa Swan. – ela brincou levantando uma faca que usava pra cortar um pão.

Conversar com a minha mãe era fácil e agradável. Eu não tinha amiga melhor do que ela.

Depois do almoço fui até meu antigo quarto e acabei dormindo um pouco. Apesar de ter dormido maravilhosamente bem essa noite meu corpo estava cansado.

Acordei com meu telefone tocando, olhei o visor e era Edward.

- Oi Ed! – atendi.

- Oi meu amor! – eu dei um sorriso involuntário. Era a segunda vez que ele me chamava de amor hoje, talvez sem nem perceber, mas eu fiquei feliz com aquilo. – Esta tudo bem?

- Nada mudou desde essa manhã. – brinquei e nós rimos.

- Tô com saudade Bee! – ele disse manhoso.

- Eu também! Mas vamos no ver daqui a pouco. – respondi.

- Acho que não consigo agüentar. – ouvi a campainha tocar e segundos depois minha mãe gritou.

- Bella Visita!

Dei um pulo da cama, porque só podia ser ele. Olhei pela janela e vi o carro que ele estava usando. Resolvi brincar.

- Vai ter que agüentar! Estou de saída com a minha mãe. – falei saindo do meu quarto e descendo as escadas.

- Vai ter que passar pela porta, certo? – quando acabei de descer as escadas dei de cara com ele parado na porta de entrada da casa.

- Certo! – falei ainda no telefone.

Ele desligou e sorriu pra mim. Fui até ele e colei meus lábios nos seus num beijo faminto, cheio de saudade.

- Você é louco! – eu disse enquanto ele beijava meu pescoço.

- Sou! Mas é por você. – suas mãos percorriam meu corpo com pressa, me explorando por cima da roupa. Por um momento esquecemos onde estávamos.

Ouvi uma garganta ser limpa e me afastei dele num pulo.

- Mãe? – a olhei e ela sorria.

- Não se preocupe comigo Bella, você teria que se preocupar se fosse seu pai. – ela riu, mas eu estava tão sem graça que não consegui achar graça.

- Sra. Swan, posso roubar Bella por alguns minutos? – Edward pediu ainda com o rosto vermelho de vergonha.

- Claro querido! – ela sorriu pra ele. – Você volta pro jantar? – ela me perguntou e eu apenas assenti.

- Aonde vamos? – perguntei quando entravamos no carro.

- Pra minha casa!

- Esta vazia? – perguntei cheia de segundas intenções.

- Não, minha mãe esta lá! – ele sorriu.

Ai que vergonha!

- Voce sabe que... – ele me interrompeu quando eu ia falar pra ele que não íamos fazer nada que passasse de beijos com sua mãe em casa.

- Relaxa Bella! – ele me olhou desviando a atenção do transito por alguns segundos. – Não vamos fazer nada! Só quero ficar com você. – ele pegou minha mão.

Ok! Aquilo estava muito esquisito. Edward querendo ficar comigo sem intenção de sexo? E eu que sempre achei que nossa relação se baseava só nisso.

Vai ver que de repente ele tinha realmente mudado

Quando chegamos Esme nos recebeu na porta, sempre muito carinhosa.

Nos sentamos na sala e Edward colocou um filme, que eu não prestei atenção nenhuma. Estava concentrada nos carinhos que ele me fazia.

Sua mão no meu cabelo, alisando meus braços, ele cheirando meu pescoço ou tocando seus lábios nos meus.

Dormi sem nem perceber e acordei sozinha na enorme cama que tinha no quarto dele.

- Edward? – o chamei.

Olhei o relógio no criado mudo, 9 da noite. Meu pai vai me matar! – pensei.

- Edward? – o chamei de novo e me levantei.

Desci e fui até a sala, mas ele não estava lá. Também não achei Esme.

Me deu uma vontade de chorar incontrolável, não sei porque. Talvez estive me sentido abandonada, sozinha...se ele tivesse saído poderia ter deixado um bilhete, me acordado ou me levado junto.

Me sentei no sofá me sentindo uma idiota por estar chorando a toa.

- Bella? – o ouvi me chamar e passei a mão no rosto pra disfarçar as lágrimas. – O que houve? – ele se sentou ao meu lado no sofá e levou sua mão no meu rosto.

- Nada! – funguei.

- Como nada! Ninguém chora por nada! – ele me abraçou.

- É que acordei...e não te vi! – o olhei – Me senti sozinha! – desabafei.

- Me desculpe por isso! – ele beijou meu rosto – Estava trabalhando e não ouvi você me chamar. Me desculpe!

- Esta tudo bem! – sorri – Você esta trabalhando num sábado? – levantei uma de minhas sobrancelhas.

- Costume! – ele sorriu e me puxou pro seu colo. Me sentei de frente pra ele.

Ele beijava meu colo enquanto suas mãos tentavam afastar minha blusa pra ter acesso aos meus seios.

- Edward...sua...mãe! – sussurrei.

- Ela saiu! Esta em Seattle e não volta tão cedo! – ele disse tirando minha blusa.

- Podemos ao menos subir? – perguntei enquanto ele desabotoava meu sutiã.

- Não...quero você aqui! – ele se levantou me levando junto e me pôs de pé.

Tirou minha calça e minha calcinha, me deixando totalmente exposta a ele.

- Você é linda! – ele disse enquanto colava nossos corpos de novo, me beijando com desejo e suas mãos percorrendo meu corpo. Deixando um misto de calor e eletricidade onde sua pele tocava a minha.

- E você está muito vestido! – tirei sua blusa e ele acabou de tirar o resto de suas roupas.

Sentamos no sofá na mesma posição, mas sem nos encaixarmos e ficamos nos beijando, começou com um beijo calmo, mas logo o beijo ficou urgente e eu tinha necessidade de senti-lo em mim.

Minhas unhas arranhavam suas costas e ele me apertava com força onde suas mãos conseguiam me tocar. Sua boca me explorava freneticamente, me mordendo e lambendo cada parte exposta do meu corpo.

Me afastei dele e me sentei no sofá. Encostei minhas costas e abri minhas pernas pra ele ter livre acesso.

- Vem Ed! – disse com uma voz sedutora.

Ele mordeu os lábios e se ajoelhou na minha frente, me estimulando com as suas mãos.

Gemi alto e arqueei minhas costas.

- Oh Edward...por...favor...vem! – falei entre gemidos o puxando pra que me possuísse.

- Adoro quando você me chama de Ed! – ele me penetrou com vontade e eu gemi – Geme meu nome Bella! – ele pediu enquanto me invadia sem nenhum pudor.

- Vai Ed! – eu gemi – Mais...forte!

- Isso Bella! – ele agarrou meu seio – Me deixa louco vai! – ele pedia enquanto me estocava.

Eu rebolava ao encontro dele pra aumentar nosso prazer e ele estocava cada vez mais forte em mim.

Deus! Eu estava perdendo meus sentidos. Que poder é esse que ele tem sobre mim? Poder que faz eu me sentir um bicho no cio toda vez que eu o vejo ou quando ele me toca.

Ele passou a mão pela minha cintura e me ergueu levantando comigo eu seu colo, sem que nos desconectássemos. Ele me segurava com força fazendo com que eu pulasse no seu colo. Joguei minha cabeça pra trás em resposta aquele prazer maravilhoso e fechei meus olhos. Senti minhas paredes se apertarem, meu corpo todo se arrepiar e ser tomado por espasmos violentos quando um orgasmo me atingiu.

- Abra os olhos Bee! – ele pediu me fazendo subir e descer nele.

Eu o obedeci e o olhei. Nossos olhos ficaram grudados um nos outros. E naquela hora eu puder ver que meu sentimento por ele era recíproco. Ele estava olhando minha alma e eu a dele.

Ele parou as investidas e começou a se mover, mas eu só percebi quando senti meu corpo cair num colchão e vi que estávamos no seu quarto.

Ele pegou uma camisinha e colocou.

- Fica de quatro pra mim Bee! – ele pediu e eu fiquei.

Não existe coisa melhor do que você satisfazer seu homem como ele quer.

Ele subiu na cama e me invadiu.

Deus! O homem é insaciável. Devíamos estar a horas transando. Não! Eu não estava reclamando.

- Diz pra mim Bella! Que você gosta quando eu te pego assim! – ele pediu agarrando meu quadril.

- Ohhh...eu amo! Amo quando você me pega assim ...oh...e de...todas as outras formas. – tentei responder, mas os gemidos me atrapalhavam.

- Vem pra mim de novo Bella! – ele pediu. Senti sua boca perto do meu ouvido e ele sussurrou – Me aperta de novo!

MEODEUS! O que era Edward falando sacanagem no meu ouvido? Resultado de sacanagem no ouvido + sexo louco? Um segundo orgasmo maravilhoso.

Meu corpo todo se contorceu e Edward me segurou com seu braço pela minha cintura.

Não demorou muito e ele também chegou ao seu ápice.

Caímos exaustos na cama. Meu corpo não me respondia, eu não conseguia nem levantar minha mão, eu tentava falar, mas as palavras não saiam.

- Isso...foi...sem dúvida..a coisa mais louca que já fiz! – falei ofegante.

- Você é perfeita Isabella Swan! – ele apoiou a cabeça no cotovelo pra me olhar. Eu cheguei mais perto e me aconcheguei nele.

- Temos que descer e pegar nossas roupas, antes que sua mãe chegue. – falei sem graça.

Ele se levantou, foi até o closet e voltou vestido com uma calça de moleton.

Ele ia saindo do quarto, mas se virou e me olhou.

- Está me devendo uma ehn! – ele disse com um sorriso safado nos lábios e eu o olhei confusa – Hoje você ganhou de mim, vou cobrar. – se virou e saiu.

Eu sabia que ele estava falando dos meus dois orgasmos, que por sinal foram maravilhosos. Isso nunca tinha me acontecido antes e a sensação foi maravilhosa, perfeita.

Ele voltou pro quarto e trouxe minhas roupas. Eu as vesti e ele foi tomar banho.

Peguei meu celular e liguei pra casa.

- Alô? – minha mãe atendeu.

- Mãe, é Bella! – eu disse.

- Ó...ainda esta viva? – ela brincou.

- Estou mãe! Estou com Edward! – ela sussurrou um "eu sei!" – Vou dormir aqui. Algum problema?

- Não querida! Pode ficar por ai! Já conversei com seu pai e esta tudo bem. Ele tem que entender que você já é uma mulher e tem sua própria vida.

- Obrigada mãe. – nos despedimos e eu desliguei.

Edward saiu do banheiro só de toalha e eu tentei não olhar, pra não cair na tentação.

- Quem era? – ele me perguntou.

- Minha mãe. – respondi – A avisei que vou ficar por aqui.

- Isso é bom! – ele disse se moldando em mim.

- Edward! – bati em seu ombro – Se controle! Acabamos de transar como loucos e você ainda pensa em sexo? – brinquei – E logo sua mãe estará em casa.

- Você me deixa louco, descontrolado...já te disse isso. – ele deu um sorriso torto.

Fui em direção ao banheiro e tomei um banho.

Quando sai do banheiro ele não estava no quarto. Fui atrás dele e o encontrei na cozinha fazendo o que me pareceu sanduiches.

- Estava uma delicia! – falei quando acabamos de comer.

- Eu sei! É minha especialidade! – ele piscou o olho pra mim.

- Convencido! – dei um tapa no seu ombro.

Fomos pra sala ver TV e logo depois Esme chegou. Ficamos alguns minutos conversando animados. Esme estava felicíssima após esse passeio em Seattle. Esperava que fosse um encontro, Esme merecia ser feliz.

- Vamos você esta com sono! – Edward disse após ver meu bocejo que quase engoliu a sala inteira.

- Estou mesmo! – murmurei – Boa noite Esme! – me despedi dela e subimos.

Edward se deitou na cama comigo e ficou fazendo carinho em meu cabelo.

- Não vai dormir? – perguntei meio embolado, já estava quase inconsciente.

- Ainda não! Preciso falar com minha mãe! – ele disse – Mas durma, estarei aqui!

Eu estava tentando não dormir. Queria ficar sentindo a sensação dos seus carinhos, o conforto dos seus braços...

Já estava sonhando, mas não completamente dormindo quando senti seus lábios no meu ouvido, sua respiração quente me fazendo arrepiar mesmo em estado de vigília...ele aproximou mas seus lábios do meu ouvido e sussurrou "eu te amo Bee".

Estava sonhando? Era um sonho lindo. Nele Edward era meu e dizia que me amava de novo...fechei meus olhos mais forte e deixei a inconsciência me tomar com um sorriso nos lábios.

- Edward POV:

Deitei com ela naquela noite de sábado, mas além de não estar com sono eu não podia dormir, tinha que conversar com minha mãe sobre a ida dela a Seattle. Eu estava bem desconfiado do que ela foi fazer lá, encontrar meu pai.

Fiquei fazendo carinho nela até ela dormir nos meus braços. Até que ela deu um suspiro e sussurrou meu nome. Eu sorri o sorriso mais bobo que existe no mundo, por ela ser minha e eu dela. Não adiantava mais esconder o que eu estava sentindo. Foda-se o que as pessoas fossem falar quando soubessem que o que eu sempre crucifiquei estava acontecendo comigo, a amor.

A olhei dormindo como um anjo, aproximei meus lábios do seu ouvido e falei o que eu achava que eu nunca repetiria a uma mulher.

- Eu te amo Bee! – e eu sorri. Talvez alívio por finalmente conseguir liberar essas palavras tão fortes da minha boca, da minha alma.

Ouvi barulho de chave no andar de baixo, me soltei de Bella e desci.

- Ainda acordado meu filho? – ela fez uma cara de espanto quando me viu. Estava visivelmente feliz.

- Estava te esperando! – cruzei os braços em frente ao peito. – Onde você foi?

- Em Seattle, não te disse? – ela respondeu.

- Ok! E quem você encontrou em Seattle? – quis saber.

- Umas amigas! – ela deu de ombros – Invertemos as posições? Eu sou a mãe e você é o filho, lembra? – ela beliscou minha bochecha e seguiu em direção a escada.

Eu fui atrás dela.

- Mãe eu sei que você estava com meu pai! – ela parou no caminho do seu closet e me olhou. – Não minta! – pedi.

- Ok! – ela levantou as mãos se rendendo – Eu estava com Carlisle. – disse envergonhada.

- Ele não te merece mãe! Não quero te ver sofrer por causa dele, por favor! – pedi.

Ela veio até mim e pousou sua mão em minha bochecha.

- Não irá acontecer meu bem! – ela afagou meu rosto – Seu pai é um bom homem, só está perdido. Você sabe que ele não costumava ser assim.

Lembranças de quando meu pai era outro homem invadiram minha mente. Quando éramos uma família em Forks até dois anos atrás, até Rose era uma pessoa melhor. Há dois anos atrás meu pai era capaz de dar a vida por Esme e hoje nem pros seus filhos ele liga, nos trata mais profissionalmente do que paternalmente. Aí mudamos pra Nova Iorque, meu pai abriu a empresa e tudo mudou, pra pior. Suspirei...eu sentia falta do velho Carlisle.

- Eu sei mãe! Só não quero que ele te magoe de novo! – a abracei.

- Fique tranqüilo meu filho! – ela se afastou - Bella? – perguntou.

- Esta dormindo! – respondi.

- Ótimo! Também vou! Estou exausta. – ela foi até o closet e pegou uma muda de roupa – Boa noite querido! – me deu um beijo suave na bochecha e foi em direção ao banheiro.

- Boa noite mãe! – sai do seu quarto e fui até a sala.

Estava cansado, mas não conseguiria dormir, depois da conversa com a minha mãe sobre "magoar sentimentos" eu só pensava em uma coisa: a aposta.

Liguei pro meu pai.

- Anthony? – ele atendeu.

- Oi pai! – o cumprimentei – Minha mãe me disse que esta em Seattle!

- Es-estou! – ele gaguejou, provavelmente com vergonha de eu saber que ele estava com a minha mãe.

- Não a magoe novamente pai, por favor, só isso que te peço. – falei firme.

- Esme é minha amiga, meu filho, sempre foi. Não estava com ela como mulher e sim como amiga. – aham! Sei! Deixei passar!

- Não foi pra isso que liguei pai. – ele ficou em silencio e eu continuei. – Pai, não quero mais essa aposta, estou saindo dela, você pode dar a conta e a presidência a Rosalie. Eu não ligo!

- De novo isso Anthony? – ele quase gritou – Já disse que iremos conversar na segunda, não foi?

- Pai, não tem conversa. Se você não me liberar da aposta vou ter que pedir demissão! – ameacei.

Sabia que não ia funcionar, ele não cede a chantagens, mas eu tinha que tentar. Se eu precisasse desistir do meu emprego, que sempre foi minha vida, pra ficar com Bella eu desistiria.

Sou bom no que faço, arrumaria outro em segundos.

Ele deu uma gargalhada do outro lado da linha.

- Então peça! – e desligou o telefone na minha cara.

Eu ia esperar até segunda, se ele não cedesse eu pediria demissão, já estava decidido.

Disquei outro número no celular, não era muito usado por mim, mas eu era obrigada a ter na minha agenda.

- Alô? – ela gritou. Pelo barulho devia estar numa balada.

- Rose, preciso falar com você, sai daí! – pedi.

Ouvi apenas uma música alta durante alguns segundos e depois um silêncio total.

- Fala enjôo! – ela disse.

- A conta e a presidência são suas! Tô saindo fora! – falei calmamante.

- Tá brincando comigo? – ela perguntou séria.

- Não Rose, estou desistindo só isso! – ouvi meia dúzia de berros do outro lado do telefone.

- Porque ehn? – ela perguntou – Porque esta desistindo assim?

- Por nada! Só não quero fazer parte disso! Tenho que desligar!

- Uhmm...Eddie ta apaixonado! – ela me zombou.

- Num fode Rosalie. Vai pro inferno! – gritei e joguei o aparelho longe.

Sentei no sofá e agarrei meus cabelos com força.

Estava com tanto ódio do meu pai. Eu precisava desistir, eu queria. Se Bella soubesse dessa maldita aposta jamais me perdoaria.

- Edward? – ela me chamou e eu a olhei. Estava parada no meio da escada com os cabelos bagunçados e vestindo uma camisa minha. – Esta tudo bem?

- Esta! – falei ainda sentado exalando raiva.

- Quem era no telefone? – ela se aproximou de mim. Parou na minha frente e tirou minhas mãos dos meus cabelos, substituindo pelas suas. Eu encostei na sua barriga sentindo aquela sensação que só ela me fazia sentir.

- Meu pai! – menti parcialmente.

- Trabalho? – me perguntou, suas mãos massageavam minha cabeça. Cara! Era tão bom. Eu assenti. – Vem, vamos deitar! – ela me esticou sua mão e eu a peguei.

Ainda estava com raiva do meu pai, parecia que eu ia explodir! E se ele não me liberasse? E se ela descobrisse antes dele me liberar? Porra! Isso vai me deitar louco.

Eu precisava dizer a ela como eu estava me sentindo. Dizer a ela que independente de qualquer coisa eu a amava.

Me levantei e segurei seu rosto com minhas mãos.

- Bella? – colei sua testa na minha e olhei nos seus olhos, puxei toda coragem que eu precisava e falei – Eu amo você!

Ela me olhou assustada com enormes olhos chocolate arregalados.

- Edward...eu... – eu a interrompi, não sabia se ela ia dizer a mesma coisa que eu e essa incerteza me fez pará-la.

- Por favor, não diga nada! – fechei meus olhos – Apenas me permita amá-la e acredite em mim, promete?

- Prometo! – ela sussurrou.

Eu a peguei no colo e a levei pro meu quarto.

Tirei sua camisa com carinho, explorei todo seu corpo e nos amamos antes de dormir um no braço do outro.

- x -

- Bella POV:

Quando ouvi Edward dizer que me amava eu não tive outra reação senão pensar "eu também", mas minha voz não saiu, eu travei. Fiquei imaginado no que ele estava pensando quando eu não respondi. Será que ele pensava que eu não sentia o mesmo? Que eu não o queria ou o amava? Pensei em respondê-lo quando chegamos ao quarto, mas minha voz foi silenciada pela sua boca na minha, suas mãos passeando pelo meu corpo e ele me invadindo sem nenhum pudor nos seus atos.

Tenho certeza que dormi sorrindo como uma boba, mas estava inquieta porque precisava logo dizer a ele que me sentia assim também. Que meu amor por ele nunca se foi.

Acordei cedo naquele domingo e Edward ainda dormia. Resolvi deixá-lo dormir mais um pouco já que ele sempre reclamava que eu o acordava cedo demais.

Levantei, tomei um banho e desci, indo pra cozinha. Esme já estava por lá arrumando a mesa de café-da-manhã.

- Bom dia querida, porque acordou tão cedo? – ela me perguntou.

- Bom dia Esme...já me acostumei a acordar cedo. – meu pensamento foi logo em Tânia. Me arrepiei.

- Suco ou café? – ela perguntou.

- Café, por favor! – ela colocou café numa caneca e me deu.

Ficamos alguns minutos em silêncio até que ela resolveu quebrá-lo.

- Edward me disse que você trabalha com a esposa de Carlisle. – ela não me olhou, mas eu pude sentir a tristeza em seu olhar.

- Trabalho sim. – respondi – Infelizmente – sussurrei e esperava que ela não tivesse ouvido.

- Porque infelizmente querida? – merda ela ouviu.

O que eu falava? Mentia ou dizia a verdade? Optei pela segunda opção.

- Ela não é uma pessoa muito sociável Esme. Amarga...seria a palavra perfeita pra ela. – ela deu um sorriso tímido. – Eu prefiro você! – falei.

- Obrigada! – ela sussurrou.

Ficamos num silêncio constrangedor. Fiquei pensando se eu deveria falar tudo que achava da "coisa" da Tânia, mas achei melhor ficar quieta, porque depois ela ainda podia pensar mal de mim.

- Se importa de ficar alguns minutos sozinha? – ela me perguntou depois de longo minutos em silêncio– Tenho que ajeitar umas coisas lá em cima.

- Claro que não! – a respondi e dei um gole no meu café.

Peguei umas torradas que estavam em cima da mesa e um pote de geléia de damasco. Comi lentamente sabendo que teria muito tempo até Edward acordar.

- Esta fugindo de mim? – ouvi a voz de Edward atrás de mim segundos depois do meu pensamento e dei um sorriso involuntário para aquela voz que faziam borboletas voarem no meu estômago.

- Não! – me virei pra ele – Porque fugiria de você? – perguntei com um sorriso nos lábios.

- Não sei...talvez eu tenha te assustado! – seu rosto caiu.

Dei um longo gole no meu café e me levantei indo na sua direção.

Eu sabia que ele estava falando sobre ele ter dito que me amava ontem. Queria passar a segurança de que eu não estava assustada, zangada ou envergonhada e que sim, eu sentia o mesmo por ele.

- Você é muito bobo! – envolvi sua cintura com meus braços.

- Sou mesmo...um bobo apaixonado! – ele colou seus lábios nos meus, num beijo doce.

Depois de algum tempo me beijando ele se afastou e foi em direção a mesa.

- Edward? – o chamei. Ele parou e se virou pra mim.

- Oi? – ele parecia confuso.

- Eu...eu também amo você! – com certeza eu estava corada num tom intenso de vermelho.

Ele voltou até onde eu estava, moldou seu corpo no meu e me beijou novamente.

- Tem certeza? – ele perguntou ainda com seus lábios nos meus.

- Há 5 anos! – eu afirmei e ele me beijou de novo.

Me suspendeu e eu sentei em um dos bancos que tinha na cozinha o acomodando entre minhas pernas.

Deus! Ele estava só com uma calça de moleton e sem sua boxer e aquilo tudo roçando em mim com certeza não resultaria em boa coisa.

- Su-sua...mãe Edward! –gemi enquanto ele beijava meu pescoço e massageava meu seio por cima da blusa.

- Eu quero você! – ele sussurrou entre a minha pele. – Agora...aqui!

- Nããão senhor! – o afastei – Não vou cair no seu charme de novo. – apertei eu nariz – Tome seu café e me leve pra casa, antes que meu pai venha me buscar e te dê um tiro.

Ele colou seus lábios nos meus de novo num beijo que mostrava todo seu amor por mim.

- Eu amo você! – ele disse ofegante com sua testa colada na minha.

- Tb amo você! – respondi e dei um selinho nele.

Quando nos afastamos ele foi tomar seu café e eu fiz companhia a ele.

Fiquei sentada de frente pra ele vendo ele tomar seu café-da-manhã enquanto eu acabava de tomar meu café.

- Você vai ficar né? – ele me perguntou fazendo uma carinha de cachorro que caiu da mudança.

- Você sabe que não posso! – fiz um carinho no seu rosto – Além disso, tenho que arrumar minha coisas, nós temos que voltar pra Nova Iorque.

-Não quero ir! – ele fez um bico e descansou seu rosto em minha mão. Parecia uma criança de 5 anos.

Dei um pulo do banco e o abracei. Agora eu que estava acomodada entre suas pernas.

- Mas nós temos! – coloquei as minhas palmas e em seu peito e fui descendo até encontrar o cós do seu moleton.

- Bella... – ele sussurrou com uma cara de quem queria mais.

- Oi? – bati meus cílios e coloquei uma de minhas mãos dentro da sua calça segurando todo seu comprimento. Em segundos ele já estava animado. – Você ia falar alguma coisa?

Ele jogou a cabeça pra trás e soltou um gemido baixo.

- O...que...aconteceu...com minha mãe esta em casa? – ele perguntou embolado.

- O que foi Ed? – fiz cara de desentendida – Estou fazendo carinho em você! – queria ter dito namorado, mas eu não sei em qual classificação nós nos encaixávamos.

- Isso não é carinho! É TORTURA! – ele quase gritou.

- Então eu vou parar! – tirei minha mão dele.

- Não, por favor! – ele colocou minha mão de novo no seu membro.

Eu continuei o alisando e estimulando com minha mão e via ele ficando cada vez mais entregue a mim. Aquilo me deu uma sensação de poder, só de pensar que ele estava assim pra mim com apenas minhas mãos. Esse pensamento foi meu deixando cada vez mais excitada. Ele gemia meu nome baixinho e soltava uns sons roucos que estavam me deixando louca, poderia ter um orgasmo só de olhar ele entregue desse jeito a mim.

- Va-vamos subir! – ele pediu. Eu não respondi. O apertei mais forte e aumentei os movimentos. – Bella...por favor...não vou agüentar.

Ele tinha o corpo rígido e os olhos apertados. Suas mãos passeavam pelas minhas costas, tentavam entrar pelo meu jeans ou apertavam meu quadril com força.

- Não quero que você agüente Ed! – sussurrei sedutoramente no seu ouvido.

- Porra Bella...eu...eu... – e então ele se derramou na minha mão.

- Agora você precisa de um banho! – piquei pra ele e me afastei. Precisava de uma toalha de papel.

- O que foi isso? – ele perguntou com a voz ainda ofegante.

Não tinha feito por nada, apenas pra vê-lo tão entregue a mim, mas não podia falar isso pra ele. Então me lembrei de quando ele fez isso comigo na boate e que ele disse que eu estava devendo uma a ele.

- Meu troco! Você se lembra? E também estava te devendo uma – mordi os lábios.

- Você é malvada! – ele deu um sorriso torto e me ergueu, me jogando por cima do ombro.

- O que você está fazendo? – quase gritei ainda pendurada nele quando entramos no seu quarto.

- Agora vou te ensinar que ninguém faz isso com Edward Cullen, entendeu? – ele falou tentando ficar sério, mas ficou tão sexy.

Tirei minha blusa e meu sutiã quando ele me colocou no chão. Queria ver quem se entregaria primeiro.

- E o que você vai fazer comigo "senhor-eu-posso-tudo-Cullen"? – me lembrei de Alice na hora.

Tirei minha calça e minha calcinha. Ahhh! Dane-se a mãe dele em casa.

Andei em sua direção e pulei no seu colo. Passei uma mão pelo seu pescoço e com a outra abaixei sua calça.

- Ehn? Não vai falar? – perguntei enquanto mordia e beijava seu pescoço.

- Não me provoca Isabella! – ele quase sussurrava.

- Não estou te provocando meu amor! – chamá-lo de meu amor agora era tão natural. – Só quero meu castigo. – falei mordendo meus lábios.

Ele me jogou na cama e tivemos uma sessão – maravilhosa – do nosso incrívei sexo "louco".

Fomos tomar um banho e descemos. Edward ia me ajudar a arrumar a cozinha, já que era o mínimo que eu podia fazer antes de ir.

- Ai estão vocês! – Esme disse entrando na cozinha.

- Bom Dia mãe! – Edward deu um beijo em sua bochecha.

- Bom dia querido! – ela afagou seu rosto. – Bella estou dando uma saída, mas fique a vontade querida. – ela disse se virando pra mim.

- Oh, tudo bem! Também tenho que ir, mas obrigada! – Edward fez um muxoxo.

Esme deu um abraço em Edward e depois um em mim.

- Como não vou vê-los até a hora de vocês irem embora, já estou me despedindo. Cuide bem dela! – ela disse a Edward e ele sussurrou um "vou cuidar!"

Quando Esme estava saindo da cozinha Edward a chamou.

- Mãe? – ela parou e se virou – Você está indo ver meu pai?

No mesmo instante Esme me olhou e voltou seu rosto pra Edward. Eu me senti uma intrusa. Estava na cara que ela não queria falar sobre aquilo na minha frente.

Ao ouvir aquela frase só conseguia pensar em uma coisa: Tânia vai pirar se souber disso e eu vou ser explorada até sangrar, porque quando ela esta atacada sobra pra nós miseras funcionárias.

- Vou querido, mas não se preocupe! – ela olhou pra mim – Façam boa viagem e venham mais vezes, ok? – eu apenas assenti.

Quando ela se foi e fui até Edward e dei um tapa no seu ombro.

- Ei! O que eu fiz? – ele falou esfregando o local onde eu bati,

- Você deixou sua mãe constrangida! Não devia ter perguntado isso na minha frente. Ela sabe que eu trabalho pra coisa...digo Tânia. – eu tive que rir.

- Foi sem querer, saiu! – ele também riu.

- Sabia que Tânia ia enlouquecer se soubesse disso? Ela morre de ciúmes do seu pai! – falei e depois me arrependi, porque ele me olhou com os olhos super arregalados. – Deus! Eu...nunca...eu...não diria isso a ela nunca! – tentei me corrigir.

- Eu sei! – ele me abraçou e beijou meu cabelo.

- Eu realmente tenho que ir! – ele fez um biquinho – Não faz assim! Daqui a pouco vamos nos ver! Você me pega que hora?

- As 5 tá bom? Não quero chegar muito tarde em Nova Iorque. – ele se explicou.

- Perfeito! Me leva? – perguntei.

Ele não disse nada. Me pegou pela mão e me levou até o carro.

- Edward POV:

Ficar sem a Bella era muito mais difícil agora.

Minha felicidade estava completa quando ela disse que me amava e eu sabia o que ela estava sentindo porque de certa forma eu acho que nunca havia superado ela, nunca deixei de amá-la.

Ficar sozinho em casa era um porre. Não dava nada na TV, minha mãe tinha saído, não conhecia ninguém em Forks e a única pessoa que eu queria do meu lado não poderia ficar.

Pensei em ligar pra ela, mas me controlei, senão ela ia achar que eu estava desesperado por ela. Coisa que eu realmente estava, mas tentava não transparecer.

Resolvi ligar pra Jasper, que assim como eu estava apaixonado, então ele me entenderia.

- Fala sumido! – ele atendeu.

- E ai Jazz! Beleza?

- A que devo a honra de ouvir sua linda voz? – ele zuou e deu uma risada, mas não foi pra mim.

- Tá sozinho? – perguntou.

- Não tô com a Alice. Vocês combinaram? – ele perguntou.

- Ehn? – falei sem entender o que ele estava dizendo.

- Você e Bella...ela tá com Alice no telefone. Ela esta ai com você?

- Não, ela esta na casa dos pais dela. – infelizmente – pensei.

- E então? Como esta sendo o final de semana em Forks? – ele perguntou cheio de malícia.

- Promete que não vai rir de mim cara? – perguntei com cautela.

- Que foi Edward? – ele ficou sério.

- Tô apaixonada irmão! – ele segurou o riso – É sério! Nunca pensei que isso fosse acontecer comigo, mas eu amo a Bella, acho até que nunca deixei de gostar dela. Por isso te liguei, precisava falar isso com alguém, senão ia explodir, mas não podia ser o Emm. Já até imagino os agudos da gargalhada dele quando ele souber. – desabafei tudo de uma vez.

- Fica tranqüilo Edward, você vai ver que não é tão ruim assim. – ele disse com uma voz serena – Fico feliz de ver que você perdeu aquele medo sem sentido...e quanto a Emmett não se preocupe, ele tá arriado pela Kate. – nós rimos.

- Sério? Tenho que ver isso! – ahhh! Ele ia ser muito zoado!

- Sério mesmo! Ela manda e desmanda nele. É muito engraçado! – nós rimos mais ainda.

- Você nos pega no aeroporto? – perguntei.

- Peraí! – ele começou a falar, mas não era comigo e também não conseguia entender o que ele falava. – Alice marcou com Bella as 10, beleza?

- Beleza! Nos vemos as dez então! Valeu! – me desepedi.

- Valeu então! – ele desligou e agora sim eu não tinha mais nada pra fazer.

Resolvi subir e ajeitar minha mochila.

Quando deram quatro horas eu não agüentei e fui até a casa da Bella. Toquei a campainha e esperei alguns minutos até a porta abrir.

MERDA! Era o Charlie.

- Boa Tarde Chefe Swan. – tentei passar tranqüilidade, mas estava me cagando. Me senti um menino de 13 anos no primeiro encontro.

Ele não me respondeu, mas saiu da casa e fechou a porta atrás dele.

- Só vou te dizer uma coisa filho! – ele respirei fundo e eu comecei a temer pela minha vida – Se você magoar minha filha ou proporcionar a ela qualquer outro sentimento ruim que exista no mundo eu mesmo irei atrás de você, estamos entendidos? – ele perguntou.

- Sim, senhor! – foi a única coisa que eu consegui falar.

- Esperamos que aquele incidente não se repita não é mesmo? – ele deu uns tapinhas nas minhas costas e eu sabia que ele estava falando do "incidente" do baile.

- Sim, senhor! – repeti. Estava me sentindo um soldado no exército.

- Que bom que estamos entendidos! – ele abriu a porta e me deu passagem pra que eu entrasse – Bells, seu namorado esta aqui! – ele gritou.

Depois de alguns minutos, que eu fiquei bem desconfortável ao lado de Charlie no sofá, Bella apareceu no topo da escada com uma mala enorme. Eu me levantei e fui ajudá-la.

Ela tocou seus lábios nos meus e se despediu dos seus pais.

Renee me deu um abraço caloroso e pediu que eu cuidasse de Bella, já Charlie apenas apertou minha mão.

A viagem pra Seattle foi rápida e silenciosa, já que Bella dormiu durante todo trajeto até chegarmos ao Tacoma.

- Ei dorminhoca! – falei beijando seu rosto pra que ela acordasse.

- Estamos em casa? – ela perguntou ainda de olhos fechados.

- Não, mas chegamos ao aeroporto. – dei mais um beijinho nela.

Ela abriu os olhos e se espreguiçou.

- Me desculpe, mas quando estou num carro me sinto um bebê sendo embalado, não consigo resistir. – ela deu um sorriso tímido.

- Você fica linda dormindo. Vamos, ou perderemos o avião. – estendi minha mão a ela pra que saísse do carro.

Devolvi o carro à locadora e fomos até o guichê da companhia aérea e conseguimos trocar a passagem de Bella pro meu vôo.

Quando entramos no avião as palavras de Charlie vieram na minha mente "Bells, seu namorado chegou" e eu percebi que não tínhamos definição do nosso "status".

Amanhã resolverei isso – pensei.

Bella se acomodou em meu abraço e eu sabia que ela dormiria em breve. Dei um beijo em seus cabelos e encostei minha bochecha neles.

Depois de 4 longas horas estávamos chegando no La Guardian. Jasper e Alice já nos esperavam lá.

Alice e Bella pulavam, quicavam e davam uns gritinhos que só de ver me dava dor de cabeça, mas eu entendia, elas não se viam há uma semana.

O mais difícil vinha agora, me separar de Bella.

- Vamos comigo pro meu apartamento? – pedi quando a puxei de perto de Alice.

- Não sei, tenho que ajeitar umas coisas e amanhã a gente trabalha. – ela disse e eu podia sentir que ela queria muito vir comigo, mas que realmente não podia.

- Nos vemos amanhã então? – perguntei.

- Podemos almoçar todos juntos! – ela deu a ideia. – O que vocês acham? – ela se virou pra Jasper e Alice.

- Ótimo! Assim podemos matar a saudade! – Alice disse – Kate vai literalmente morrer quando você chegar em casa. – elas riram de alguma piada só delas.

Entramos todos no carro de Jasper e deixamos primeiro elas em casa.

- Vou sentir sua falta! – ela disse – Nem sei como vou conseguir dormir sem você!

- Eu também! – a abracei apertado, mas a soltei em seguida pra beijar seus lábios.

Ficamos alguns minutos nos beijando até Alice limpar a garganta e nos interromper.

- Vamos? – ela perguntou apontando a porta do prédio com a cabeça.

- Até amanhã! – ela me seu um selinho. Eu a abracei e sussurrei no seu ouvido.

- Não esqueça que eu te amo, por favor!

- Eu também te amo! – ela me beijou e se foi.

Entrei no carro e Jasper me deu uma carona até meu apartamento.

- E então? – Jasper me perguntou.

- Nem sei o que dizer...eu...queria poder ficar do lado dela o tempo todo, mas tenho medo de parecer chato... – passei a mão pelo cabelo meio frustrado.

- É assim mesmo cara! Pelos olhos dela eu sei que ela também ta caidinha por você! – ele riu.

- Jazz...eu não to caidinho...eu a amo, é mais forte do que eu...como se ela fosse uma droga que eu preciso pra sobreviver...só me senti uma vez assim na vida e foi com ela, quando tínhamos 19 anos e foi...antes de eu estragar tudo. – meu rosto caiu ao me lembrar do rosto de Bella quando me pegou naquele maldito banheiro com a vadia da Lauren.

Eu não tiro minha culpa da história, até porque sem uma segunda pessoa não existe sexo. Mas se não fosse a porra da vodka e aquela vadia se esfregando na minha cara eu com certeza não teria feito aquilo. Eu amava Bella e na época ela era tudo pra mim, mas eu fui infantil e inconseqüente e paguei por isso. Vocês podem não acreditar e Bella não saber, mas eu sofri muito quando ela me largou. Fiquei alguns dias sem comer e faltei a escola durante uma semana.

- Chegamos! – Jasper falou me tirando dos meus pensamentos.

- Valeu cara! – nos cumprimentamos com um aperto de mão e eu sai do quarto.

Subi tomei um banho e me deitei. Pensei em ligar pra ela, mas mais uma vez me segurei.

Meu celular tocou e eu logo o peguei. Era ela.

- Bella? – atendi.

- Oi! – ela falou simplesmente.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado.

- Não...só queria ouvir sua voz e desejar boa noite. – ela falou com vergonha. Podia imaginar que ela estava corando. Linda.

- Minha voz você já ouviu, mas com certeza não será uma boa noite...pelo simples fato de você não estar do meu lado. – respondi.

Ficamos alguns minutos ainda no telefone, até ela percebeu que já eram quase uma da manhã e se despedir pra ir dormir.

Fui dormir feliz sabendo que amanhã veria a mulher da minha vida.

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