Com o passeio à ilha, os corredores estavam bem mais vazios. Eles passearam por todos os lugares e depois sentaram no bar da piscina, onde conversaram sobre muitas coisas, incluindo sobre a infância (as coisas boas pelo menos).
Por volta das quatro da tarde as pessoas voltaram e eles decidiram ficar no quarto. Grissom sugeriu que ficassem no dela, mas Sara disse que só queria pegar algumas coisas e depois ir para o dele.
Sentou na cama com um livro na mão, enquanto Grissom redigia alguma coisa na escrivaninha. Ela logo se desinteressou do que estava lendo e ficou olhando para ele.
"O que esta fazendo?"
"Tenho que comunicar Ecklie e o xerife que pretendo construir um relacionamento de verdade com você e que nada que eles façam vai interferir nisso".
"Não esta pensando em pedir demissão, não é?"
"Mesmo que eu peça, duvido que vão aceitar."
"Não quero que você desista de tudo por mim. Não pode fazer isso!"
"Querida, fique calma..." disse percebendo o desespero na voz dela.
"Se eu soubesse que era essa a sua idéia para resolver toda a nossa situação, eu não teria ido tão longe. Não teria começado a correr atrás de você, para inicio de conversa".
"O que você pensou que ia acontecer Sara?" Falou num tom bastante serio "Que agora que dormimos junto todo o resto ia se ajeitar?".
"Não. Mas..."
"Todos os casos que trabalhamos até hoje podem ser contestados se um juiz ficar sabendo sobre nós. E não quero ver assassinos à solta por causa disso! E nem você".
"Eu sei. Mas tem que ter outro jeito"
"Tenho certeza que você não vai querer passar para o turno da manhã e trabalhar com Ecklie" disse ele virando novamente para a escrivaninha.
"Não... Mas Catherine pode cuidar da minha avaliação e ao invés de me reportar a você, farei isso a ela. Você não será contestado de favoritismo e nem precisara se demitir (ela levantou da cama, detestando aquele silêncio que se criou e o abraçou por trás.) Não vou agüentar viver com essa culpa, Gil".
Percebendo pela voz que ela estava quase chorando, ele a trouxe para o seu colo e acariciou seu rosto.
"Não tem porque se sentir desse jeito. é uma decisão sobre minha vida, que só eu posso fazer. E prefiro ficar com você a continuar trabalhando lá. Posso ter colocado o trabalho na frente, mas nunca mais vou fazer isso. Além do mais, tenho certeza que outros laboratórios vão querer me contratar".
"Eu sei, mas...".
"Vamos fazer um acordo: se por um acaso não funcionar do seu jeito, não vou hesitar em fazer entregar a carta, ok?"
"ok" disse ela.
Ela pressionou sua boca contra a dele tentando apagar a dor que tomou conta do seu coração durante os últimos minutos. Não estava brincando quando disse que não ia agüentar se ele fosse embora do laboratório por causa dela.
"Faça amor comigo" sussurrou ela, não satisfeita com os beijos.
Grissom sabia que o quanto ela precisava disso, por isso, no instante seguinte estava trabalhando nas roupas. Tirou todas as peças antes de dar atenção - com a boca - a cada parte do corpo dela. Ela fechou os olhos e esperou.
Ele começou pela barriga, subindo para os seios, chegando ao pescoço, mas evitando beijá-la na boca - Não era isso mais que ela queria. Ele mordiscou sua orelha, lambeu e sussurrou o quanto ele a desejava.
Quando estava pronto, Grissom a penetrou com delicadeza e passou a fazer movimentos leves dentro dela. Ela não gemeu, nem na hora e nem quando ele fez com mais rapidez. Ele olhou para ela e ficou surpreso ao ver lágrimas no rosto dela.
"querida... trabalhe comigo... eu preciso de você..." sussurrou "não vou te deixar... eu prometo... Eu te amo querida"
Aparentemente as palavras funcionaram, pois Sara abriu os olhos e arranhou seu peito. "eu te amo também" disse capturando seus lábios com força. Ele continuou com rapidez e ela o ajudou.
Certa hora pediu para ele parar e deitar na cama. Ela colocou uma perna de cada lado e passou a dar atenção especial ao seu membro, primeiro com a língua na volta e depois o revestindo com sua boca. Grissom não achou que Sara fosse do tipo que gostava disso, mas ficou contente ao ver que ela soltava uns pequenos gemidos de prazer enquanto chupava a cabeça e a mão trabalhava na parte de baixo.
Ela trabalhava tão bem que o gozo foi inevitável.
Ela continuou mais um pouco e depois o beijou com vontade. Quando Sara parou o beijo, Grissom viu através dos olhos dela que ela deseja mais. Ele tentou trocar de posição, mas sara o impediu, pedindo que ele achasse a posição mais confortável assim mesmo.
Assim que o fez, Sara se posicionou de joelhos e o encaixou fundo dentro dela. Grissom soltou um gemido. Começou a se movimentar devagar. Seus seios balançavam na frente dele e foi difícil não toca-los, com a língua e com as mãos. Pegando-o de surpresa, Sara acelerou o movimento. Seus olhos se fecharam e seus lábios estavam selados.
"Meu Deus Sara!"
Ela gritou também, mas permaneceu com os olhos fechados.
Foi muito bom no começo, mas depois um tempo ela começou a perder o controle da sua força sobre ele. "Sara" gritou ele, depois que ela não respondeu as duas primeiras vezes. Sara abriu os olhos e rapidamente saiu de cima.
Grissom fechou os olhos por alguns minutos para acalmar seus batimentos cardíacos e sua respiração e quando abriu, ele viu uma mistura de vergonha e medo no rosto dela.
"Desculpe" falou ela, com os olhos mareados.
"Esta tudo bem"
"Não queria te machucar"
"Não o fez... Venha aqui" (Sara se aninhou no corpo dele.)
"Você seria honesto comigo se eu tivesse feito de mais, não é?" perguntou ela. "Não mentiria para mim."
"Não tenho mais vinte anos Sara, então não tem que se preocupar com isso, ok?"
"Promete?"
"Sim. Eu prometo". Ele sentiu as lágrimas quentes no seu corpo, mas não disse nada.
"Sinto muito". Sussurrou ela.
Não falaram mais nada até o dia seguinte. Sara ficou aninhada perto dele e Grissom só colocou a colcha sobre os dois, antes de adormecerem. Ele já estava vestido e de banho tomado quando ela levantou.
"você esta bem?" perguntou ele.
"Sim. Você?"
Ele acenou afirmativamente. Quando ela passou para ir até o banheiro, Grissom roubou-lhe um beijo. Reafirmando que estava tudo bem entre eles. Sara sorriu e foi tomar banho.
Foram até o restaurante e fizeram quase um banquete. Sara sorria, mas não falava nada e Grissom apenas a observava. (coisa que sempre gostou de fazer, mesmo que fosse sem ela perceber). Depois decidiram tomar um banho de piscina. Sara não quis ficar sentada, como no segundo dia, e ao invés disso ficou nadando.
"Querida, não acha que você esta aí há muito tempo?" perguntou.
"não"
"Sua pele é muito bonita para ficar toda enrugada"
Todos que estavam à volta sorriram ao ouvir o comentário e grissom continuou sorrindo. Ninguém ia falar para os outros, então... Por que se importar?
"Estava pensando de comermos comida chinesa, o que acha?" perguntou ela.
"Parece ótimo" respondeu a beijando. Quando ele deitou novamente e fechou os olhos, Sara torceu o cabelo em cima dele, deixando todo molhado. "Sara!".
"O que?" perguntou com um sorriso malicioso.
Pelo jeito a pequena brincadeira o atiçou, pois ele a puxou para si e começou a fazer cócegas.
"isso não é justo Gris" disse ela.
"Não é para ser" respondeu seriamente. "E você não esta fazendo o que te pedi para fazer"
"Sobre o que?"
"você sabe muito bem"
"Ah sim... você pediu... que eu te chamasse... de Gil." disse em meio de beijos. "Desculpe" Sara sorriu e foi deitar na cadeira ao lado.
"Nunca pensei que eu ia fazer brincadeiras e me sentir uma criança com essa idade."
"Estar amando deixa a gente mais livre, leve e solta"
"acho que tem toda a razão. E já que é para ser 'livre, leve e solto', então nós vamos jogar no cassino hoje. E talvez... só talvez... eu deixe você ganhar um pouco"
"muito engraçado Gil"
A seriedade nas palavras delas o surpreendeu, mas Sara não disse nada.
TBC
