Nota da autora mais linda:
Então galera, uma pessoa muito chata e querida por mim pediu pra eu fazer umas modificações no jeito que eu escrevo a fic, então, essa pessoa chata conseguiu me convencer então lá vai. Beijo Jé :*
Regina sente uma claridade muito forte em seus olhos, elas os abre e sua dor de cabeça aumenta. Ela tenta se levantar ainda atordoada e alguém a puxa pra baixo.
"Não levante e não se mova, estamos quase chegando"
O barulho da ambulância fazia com que sua cabeça girasse. Sua boca estava seca. Ela sentia uma dor enorme no braço esquerdo, mas sua perna estava pegando fogo. Regina sente um gosto de sangue na boca, seu lábio superior estava cortado.
"Meus pais, on-onde eles estão?"
" Qual é o seu nome?"
" Re-Regina Mills. Onde estão meus pais?"
"Qual a sua idade Regina?"
" 18, cadê meus pais?"
Quando o médico ia lhe fazer outra pergunta Regina grita.
" ONDE ESTÃO MEUS PAIS?"
O médico olha pra ela levando um susto.
" Regina, vocês sofreram um acidente, eu não sei como seus pais se encontram, mas eu preciso que você se acalme e me ajude a te ajudar ok?"
"não, não.. Eles morreram não foi?" Ele não responde e continua anotando em sua planilha. "Me responda!"
" Regina, acalme-se! Ou eu vou ter que te dopar"
Regina começa a gritar e a chorar descontroladamente, ela sentia que algo estava errado. A pressão dela aumenta e ela desmaia antes mesmo do Dr. DeLeo fazer alguma coisa pra acalma-la. Eles chegam ao hospital e Regina vai acordando aos poucos. Eles abrem a porta da ambulância e descem a maca, uma muher vem falar com o Dr. DeLeo.
"O que aconteceu?"
"Acidente de carro, alta velocidade e capotamento, ela estava no banco de trás sem cinto, fraturas no braço esquerdo e corte profundo na perna direita e talvez um traumatismo crâniano leve, cheque o cérebro pra ter certeza."
" Tudo bem. O resto da família?"
" Duas ambulâncias a caminho com o pai e a mãe. Isso é tudo que eu tenho."
" Obrigada Chris." Ela vira pra Regina.
" Regina? " Ela abre os olhos com dificuldades. " Regina, meu nome é Dra. Eva Zambrano, eu sou a médica de plantão e vou te atender tudo bem? Trauma 3" Ela fala pra um enfermeiro que estava levando a maca da Regina. " Consegue falar querida?"
"Sim. Meu pais, onde eles estão?"
" Estão a caminho, assim que eu tiver noticias deles eu aviso a você tudo bem? Mas eu preciso que você colabore comigo."
" Tudo bem."
"Pronto? Ao meu comando, um, dois, três " Eles levantam ela colocando-a em uma maca cirúrgica e colocando uma máscara de óxigênio nela. Regina se sente zonza, seus olhos começam a fechar.
" A pressão dela ta caindo, rápido"
Eles injetam um medicamento pra regular a pressão e colocam Regina em um coma induzido por ela está muito nervosa. Eles realizam os procedimentos, verificam o cérebro da garota que estava com uma pequena hemorragia, mas nada que precisasse de cirurgia. Eva da os pontos na perna e 2 pontos na boca da Regina. Eles a levam até o equipamento de raio-x onde o enfermeiro o tira, ela estava com o braço quebrado com quase uma fratura exposta. Eles puxam o braço da menina colocando-o no lugar e engessam. Terminado tudo, eles a levam pra um quarto e a Dra. vai atrás dos pais da menina pra saber como eles estavam.
Regina acorda em uma cama estranha, a dor de cabeça estava mais fraca, mas ainda estava lá. A Dra. Zambrano estava sentada em uma cadeira perto da maca.
"Olha só quem acordou "
Regina olha pra ela não a reconhecendo " Oi Regina, eu sou a Dra. Zambrano, você sofreu um acidente e está no hospital. Tudo bem?"
Regina começa a se lembrar do que havia acontecido. Ela se lembra da briga, de ter colocado os fones de ouvido, do barulho do carro batendo e da dor de cabeça.
" Cadê meus pais? "
" Eu disse a você que assim que eu soubesse de alguma coisa, iria te avisar, mas você ficou tão nervosa que eu tive que lhe colocar em um coma induzido e.."
" Dra. eles morreram ?"
" Sua mãe está no quarto ao lado, mas... seu pai não sobreviveu, ele chegou ao hospital com múltiplas fraturas no corpo e eu não pude salva-lo, me desculpe."
Uma lágrima cai. Depois outra. Depois outra. Um turbilhão de emoções veem a tona. Regina se viu completamente só. As lágrimas desciam pelo seu rosto em riachos, e ela tremia de aflição. Henry se fora. A raiva a atravessou, e ela sente uma onda de calor fluir pelo seu corpo. Regina desaba na cama chorando, seu corpo tremendo com soluços desesperados. Uma mão cálida deslizou para seu ombro.
" Regina?"
A voz amorosa de Eva tremia. Regina sacode a cabeça de uma lado para outro com violência, incapaz de compreender o que havia acontecido, não querendo o conforto de ninguém que não fosse Henry. Zambrano se senta na cama tentando confortar a garota que deita em seu colo desesperada. Não era comum isso acontecer no hospital, mas Eva queria ajudar a menina e apenas ficou ali fazendo carinho em sua cabeça e cantarolando uma música em sua lingua nativa.
" Regina, eu tenho que ir, mas eu volto ta bom?"
Ela se levanta desajetadamente e da um beijo na testa de Regina e sai. Ela deita e sem aguentar aquela pressão toda do mundo, puxa um travesseiro pra abafa os sons de seus gritos de desespero, gritando sem parar, ela sentia um vazio em seu coração, o que lhe era mais precioso fora arrancado dela. Se Cora não tivesse começado uma briga, se ela não tivesse feito Henry avançar o sinal, nada disso teria acontecido, se ela não reclamasse de tudo, se ela não fizesse eles saírem de casa naquele dia... Mais um grito, dessa vez de raiva e sem mais forças pra continuar Regina cai na cama soluçando até dormir.
