Capítulo 10 – Reine sobre mim


Disclaimer: Todos os personagens de Harry Potter pertencem a J. K. Rowling e associados. Não posso, não quero e nem vou lucrar com eles.


Hermione Granger sentira um sopro de ar bater-lhe o rosto e tudo ficar mais quente repentinamente. Uma dor de cabeça irritante e dores no corpo também surgiram. Todas essas sensações novas, até então, fizeram com que se esforçasse para abrir os olhos. E os abriu ainda mais ao identificar a figura de negro que olhava para a porta.

- Pro... professor Snape?

Ele se assustou com o chamado e virou-se rapidamente. Quando seus olhos negros encontraram os castanhos, seu coração pareceu parar de bater por um segundo e foi com muito autocontrole que conseguiu se aproximar e responder.

- Sim, srta. Granger.

Ele soubera que a hora de abrir o jogo estava próxima, mas isso não o impediu de ficar nervoso. Aproximou-se mais e sentou na cadeira ao lado da cama dela; fingir indiferença não mais funcionaria.

- O que aconteceu? – ela olhou mais atentamente para o rosto do professor, identificando um início de barba e franziu o cenho - Há quanto tempo estou aqui?

- Uma pergunta de cada vez, srta. Não se lembra do ataque? – a falta de sarcasmo na voz dele estava realmente assustando-a. O que será que acontecera?

- Sim, eu me lembro. Eu me lembro de tudo... Pelo menos até o feitiço que Malfoy lançou, o Sectumsempra...

- Esse foi o último que pronunciou.

- Por quê? Dumbledore apareceu?

- Ele está morto.

- Morto?

- Sim, eu o matei.

- Mas... por que você, desculpe-me, o senhor fez isso? – ele ignorou a pergunta dela, embora o pedido de desculpas tenha sido como uma pontada no coração.

- Por que você pulou na minha frente, Hermione? – resolvera ser direto.

Ela virou o rosto para o outro lado, e sua expressão, outrora suave, tornara-se carregada e melancólica. Não respondeu.

- Por que, Hermione? – Ele repetiu suavemente.

- Porque... porque era um feitiço seu e eu acredito que ninguém conheça o contra-feitiço. Não haveria como ajudá-lo. – ela se prendeu a primeira resposta racional que lhe veio à mente.

- Claro. – ela percebeu um tom amargo nesta pequena palavra, mas poderia ser apenas sua imaginação. – Bom, de qualquer forma, você não precisaria ter feito aquilo. Dumbledore conhecia o contra-feitiço.

- Ah... – Hermione comentou. Entretanto tinha certeza que faria a mesma coisa se voltasse no tempo, mesmo tendo certeza de que o diretor poderia salvá-lo. – O senhor poderia me contar o que aconteceu depois?

- Sim. Vou lhe contar. – ele respirou fundo. Era agora.

- Depois do duelo e da morte de Malfoy, Dumbledore finalmente apareceu. Ele e a escola toda. Eu lhe prestei os primeiros socorros, juntamente com sua amiga, a Srta. Weasley.

- Gina? – Snape sentiu o receio na voz da grifinória. Com certeza estava pensando se sua amiga não contara o tal segredo.

- Sim, Gina Weasley. Nós a trouxemos para cá e você está sob tratamento há dois dias...

- Tudo isso? Mas Harry me contou que utilizou esse mesmo feitiço em Draco e... – ela parou perante a mão erguida dele.

- O caso de Draco foi bem diferente. Além de ter sido lançada por um bruxo adolescente e não-familiarizado com magia negra, o garoto Malfoy não sofreu metade das agressões a que seu corpo foi submetido anteriormente...

- Então... o que me fez melhorar?

Por que ela tinha que ser tão inteligente? Não fazia parte dos planos dele chegar neste ponto tão cedo... Contudo, Severus sempre soubera que Hermione era assim, não poderia ter esperado por menos.

- O contra-feitiço, essência de ditamno e... uma outra poção.

Diante da hesitação dele, ela se sentiu tentada a perguntar.

- Que poção?

- A Ius Sanguinis... – ele disse de uma vez, como se a rapidez influenciasse no impacto que as palavras teriam.

Ela arregalou os olhos.

- O senhor está falando sério?

- Tenho cara de quem está brincando, srta. Granger? – ele retrucou, sem nenhum tom cruel.

Eles se encararam.

Silêncio.

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Madame Pomfrey atravessou calmamente o Salão Principal, onde poucos estudantes ainda jantavam, até chegar à mesa dos professores. Sua aparição chamou a atenção de alguns alunos, que se dirigiram ao mesmo local.

E foi, então, envolvida por quatro grifinórios e uma corvinal que a medibruxa se dirigiu ao diretor.

- A Srta. Granger já tomou a poção, Albus.

- Excelente! – ele respondera.

- Isso quer dizer que ela acordou? – perguntou Ronald Weasley, ao ver os sorrisos de Gina, Harry e Luna.

- Provavelmente. – concordou a medibruxa.

- Vamos vê-la! – falou Neville.

- Não, não... – refreou-os Dumbledore. – Visitas agora só atrapalharão.

- Por quê? – perguntou Gina.

- Papoula, Severus está lá, não está?

Ela assentiu como resposta. Gina e Harry entenderam o recado.

- Tudo bem então – concordou O Eleito – vamos dormir, finalmente. Amanhã falaremos com ela.

- Mas, Harry... – Rony tentou argumentar.

- O Prof. Dumbledore está certo. Não precisamos nos apressar agora. Vamos para a Sala Comunal. – e saiu arrastando Neville e Rony com ele.

Gina e Luna saíram depois... Gina com um sorriso de felicidade e acenando animadamente para o diretor e Luna, pulando, encantadoramente desligada, como só ela conseguia ser. Quando as garotas se afastaram, Pomfrey retomou a conversa, agora com Minerva McGonagall ao lado.

- Albus, eu não quis falar na frente deles, mas... Você acha que deu certo?

- Tenho certeza.

- Mas como pode saber? Severus usou o sangue de quem?

- Em breve saberá. Muito em breve, eu diria.

- Esse garoto precisa saber da responsabilidade que adquiriu com esse gesto. – adicionou a diretora da Grifinória.

- Ele sabe.

- E mesmo assim concordou? – insistiu Papoula.

- Claro.

- Nossa! Esse garoto deve sentir algo muito especial por Hermione, então. Tomara que seja um grifinório também.

Dumbledore riu do desejo bobo de sua colega de trabalho.

- Não espere por isso, minha cara. Nem por um minuto.

E riu novamente, da cara um tanto desgostosa que ela fizera.

O choque seria enorme...

-

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Ela o encarou, perplexa. Como isso podia ser possível? Não havia como preparar tal poção para ela... Faltaria o ingrediente principal: as sete gotas de sangue! Só uma pessoa poderia fornecê-las e, bem, essa pessoa não sentia nada por ela... Mas, a poção funcionara! Hermione tinha certeza que nenhum outro sangue a faria despertar. Então... isso quer dizer que... Não, definitivamente ela estava delirando. Não poderia ser verdade. Como...? Como?

- Isso quer dizer que... – ela tentou confirmar, mas não conseguia completar a frase. E se ele risse dela? Hermione não suportaria. Encarou-o. Ele retribuiu ao seu olhar antes de desviar os olhos e, aparentemente, focá-los em outra coisa; talvez no passado...

- Sim, isso quer dizer que a sua vida está ligada à pessoa que lhe forneceu sangue. Regnum in thema mei é a expressão latina atribuída a essa poção. Traduzida livremente, significa Reine sobre mim. Ou seja, sua vida pertence a ele e a dele pertence a sua. Até o fim.

Ele disse isso de uma vez, com sua voz vazia de sentimento; como aquela que utilizava em suas aulas. Severus se sentia culpado por ter tomado tamanha decisão. Era verdade que não tivera alternativa mas, mesmo assim...

Quando se desprendeu de seus devaneios, percebeu que a garota não se movera. Ouvira suas palavras em silêncio e permanecia quieta. Não agüentou a curiosidade e a expectativa e virou-se, para ver a reação dela, por pior que fosse. Prendeu a respiração ao encontrar aqueles olhos castanhos amendoados olhando diretamente em seus olhos, cheios de incerteza e esperança. Esperança?

Ela insistiu.

- Não foi isso que quis dizer. Eu conheço a poção. Eu... eu gostaria de saber se isso quer dizer que... – Por que ela não conseguia completar a pergunta? Bom, não deveria ter pensado que conseguiria em nenhum minuto, pelo menos enquanto aqueles abissais olhos negros estivessem encarando-a.

- Bem, eu não... – ele desviou o olhar por um segundo. O segundo. O precioso segundo em que tudo se tornou claro. Claro como cristal. Como não entendera? Como fora tão cego? A verdade, como Albus mesmo dissera através de suas bobas metáforas, estava na cara dele! Mas então... Severus olhou novamente para Hermione. E não precisou perguntar nada. Ela tinha os olhos marejados e o encarava ansiosa e preocupada. Tão linda... Como pudera desperdiçar tanto tempo?

Decidido a consertar isso, aproximou-se da morena. Acariciou suas bochechas rosadas com o cuidado que teria com a mais fina porcelana. Percorreu com os dedos cada pedacinho do rosto dela, sentindo a pele suave e macia, enquanto a grifinória o olhava em expectativa. Aproximou seus lábios dos dela e beijou-os. Uma, duas, três vezes... antes de tomá-los para um beijo completo, apaixonado. Seus braços firmemente em torno da cintura dela pareciam tentar evitar que ela escapasse. Bom, isso era o único pensamento que não passava pela cabeça de Hermione naquele momento. Aliás, não era o único, já que não conseguia pensar.

Afastaram-se apenas o suficiente para poderem respirar. E Severus a abraçou, tentando demonstrar tudo o que sentia naquele momento. Ela pareceu entendê-lo.

- Reine sobre mim. - disse. Ela sorriu.

- Eu também te amo, Severus.

E o futuro deixou de lhe parecer sombrio.

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- O quê?

O grito de surpresa da Diretora da Grifinória foi acompanhado do desmaio repentino de Ronald Weasley quando Hermione explicara sobre o proprietário das gotas de sangue – bem, no caso de Rony, ela teve que explicar a poção toda. Severus Snape permanecia calado na cadeira ao lado da cama dela. Sabia que aturar os amigos dela era um pequeno preço a pagar pela felicidade e se esforçaria para não torturar nenhum deles.

Gina não parava de sorrir, Dumbledore tinha os olhos brilhando e Luna estava quase batendo palmas; Harry a impediu no meio do movimento.

Madame Pomfrey reanimara Rony com um simples Enervate. O garoto olhou para o mais novo casal, descrente.

- Você só pode estar brincando.

- Tenho cara de quem está brincando, Rony?

- Mas ele... ele... ele é o professor Snape! – cuspiu o nome como se fosse uma grande ofensa.

- Jura? Se você não me dissesse, eu nunca teria percebido. – ela retrucou e Severus deu um sorrisinho sarcástico. O Weasley tornou-se vermelho-vivo.

- Como... como você...?

- Ora, você foi o único, ou melhor – ela consertou, após dar uma olhada no homem de negro ao seu lado e sorrir-lhe suavemente. McGonagall quase desmaiou também depois disso. – um dos únicos que não percebeu o que eu sentia.

- O Harry... – o ruivo tentou retrucar.

- Ele também descobriu.

Rony olhou para ele com raiva e Harry apenas agitou os ombros, respondendo:

- Eu desconfiei. Tinha aquela pesquisa dela e essa história toda agora...

- E você deixou?

- Quero ver você repetir isso, Ronald Weasley. – Hermione gritou, já de pé, com uma raiva crescendo exponencialmente. Harry a freiou com um aceno de mão.

- Não sou ninguém para interferir na vida dela. Hermione é livre para fazer as próprias escolhas. E, além disso, - completou com um pequeno sorriso – Gina me mataria se eu abrisse a boca.

- Exatamente! – concordou a ruiva, dando um selinho no namorado. Hermione sorriu para eles e Rony saiu pisando forte da enfermaria. Neville, completamente mudo e abismado, saiu do seu estado de torpor e murmurou.

- Vou falar com ele. – e saiu quase que correndo do lugar, com o rosto vermelho. Severus deu outro sorrisinho a isso. Longbottom estava fugindo da situação. Não que fosse contra, apenas fora pego de surpresa.

- Não se preocupe, Srta. Granger. Eles entenderão. - consolou-a Dumbledore.

- Sim, espero que sim, professor. – disse Hermione, voltando a sentar-se na cama. Seus olhos se prenderam em Minerva.

- Professora, eu sinto muito se lhe decepcionei, mas não há a mínima hipótese de voltar atrás ou fingir que nada aconteceu. Eu não quero isso e não o farei.

- Eu sei disso, minha querida. – a professora de transfiguração pareceu finalmente recuperar-se um pouco do choque. – Nunca lhe pediria algo semelhante. Eu apenas esperava que...

- Eu lhe avisei, não, Minerva? – comentou Dumbledore, travesso.

- Então, foi por isso que, no começo de tudo, você chamou pela Srta. Weasley?

- Na verdade, nós criamos um código para nos comunicarmos freqüentemente e sem riscos na época em que eu, Rony e Harry estivemos fora, atrás de Voldemort. Bom, eu a obriguei a aprendê-lo o mais rápido possível. E eu só o usava para perguntar sobre Severus. E, naquela hora, foi a primeira coisa que me veio à cabeça. – respondeu simplesmente.

Severus olhou para Hermione com uma sobrancelha erguida. Ela lhe lançou um olhar envergonhado; nunca pretendera contar isso a ele.

- Ah, entendo. – Minerva respondeu. – Espero que sejam muito felizes. – A isso, Severus assentiu e Hermione sorriu. – Entretanto, ainda são aluna e professor.

- Isso não é problema... – Dumbledore interveio.

- Como não? O conselho escolar pode... – Minerva tentou chamar o Diretor à razão.

- ... Desde que mantenham segredo. – concluiu o Diretor, piscando. – Bom, agora preciso ir, tenho que comunicar aos alunos que o professor Snape voltará a dar aulas amanhã. Embora não ache que será uma notícia agradável.

Harry riu a isso e recebeu um olhar repressor de Hermione. Sem-graça, murmurou que precisava fazer algo e saiu apressado. Minerva seguiu-o, sem uma palavra.

- Bobo. – Gina riu.

- Muito! – Hermione concordou.

Severus supôs que aquela conversa pouco produtiva era uma forma de controlar o escândalo que fariam se estivessem sozinhas. No fundo, ele queria ver. Aquelas duas foram as pessoas mais próximas dele nesses dias. E, além disso, ele devia, em parte, sua alegria de agora, à Weasley.

- Finjam que não estou presente. – disse. E comprovou sua hipótese quando Gina deu um gritinho e abraçou Hermione. A morena riu.

- Eu estou bem, Ginny!

- Eu sei, Mi! Agora eu tenho certeza disso. – e sorriu marotamente. Severus sentiu-se encabulado. – Eu estou muito feliz por você!

- E eu tenho que lhe agradecer por tudo o que fez por mim.

- Amigas são para isso, certo?

- Sim, claro.

- Mas eu quero algo em troca. – Gina murmurou. Severus arregalou os olhos. O quê? E ficou ainda mais surpreso quando Hermione sorriu.

- Você não presta, hein, Srta. Weasley? – disse Hermione em tom de falsa repreensão. – Tudo bem, mas depois.

- Ah, é claro! Então, até mais tarde, Mi! Até, professor Snape! – disse antes de sair, quase aos pulos, da enfermaria.

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Severus, um pouco atordoado pela conversa das duas, aproximou-se novamente de Hermione, beijando e abraçando-a.

- Não sei se é muito cedo, ou muito tarde... – começou, com o rosto mergulhado nos cachos marrons. Hermione podia sentir a tensão no corpo e na voz dele e também a vibração da voz de barítono em seu ouvido. – Mas... Hermione Granger, você gostaria de ser tornar a Sra. Snape algum dia?

- Por quanto tempo? – foi a resposta dela. Ele se afastou, nervoso, para poder olhar nos olhos dela.

- Pelo tempo que quiser.

- Então para sempre!

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- Ela quer algo em troca? – Severus perguntou, ainda sem entender, depois de algum tempo, na sua masmorra com Hermione. Acabara de relembrar da conversa de sua, agora, noiva e a pequena Weasley.

- Não é nada demais.

- O que é então? – insistiu.

Hermione o encarou, pensando. Ela deveria contar ou não? Era um assunto totalmente feminino. Bom, mas a cara de Severus seria impagável. Valia a pena contar para ver a reação dele? Sim, valia. Ela sorriu antes de responder, tranqüila.

- Bom, assuntos completamente femininos. Sobre como você é comigo; essas coisas...

- O QUÊ???


Último capítulo, gente! *choralitros* Espero que gostem... Eu achei superfofo! *-* E um pouco engraçado (?)... Mas não sei... Quero saber o que vocês acharam! ;D

Aaaaaainda tem EPÍLOGO! Não me abandonem! i.i XDDDDD

Ah, o título da fic é o nome de um filme. Não tenho ideia de como é a história. Só achei o título perfeito para o capítulo e acabou ajudando no desenvolvimento da fanfic! \o/

Agradecendo aos comentários:

Melguinha: Acordou e agora se entenderam! *-* Espero que tenha gostado do capítulo! Obrigada por acompanhar a fanfic. Bjs, Thayz. Marcia B. S.: Que bom que gostou do Xadrez! *-* Tomara que goste deste capítulo também! Tudo se resolveu, finalmente! \o/ Obrigada por acompanhar a fanfic. Bjs, Thayz. Mesquila: Happy Ending? Sim, sim! *-* Oh, também já estou com saudades! Adorei postar aqui! Mas ainda tem o epílogo! \o/ Espero que goste deste capítulo também e obrigada por acompanhar a fanfic. Bjs, Thayz.

É isso, people!
Espero que curtam... ^^

E até o epílogo! o/

Ah, não se esqueçam da campanha:

Review = Autora Feliz! =D