Esplendor da Honra


Capitulo 8.

Isabella se sentou na beira da cama e concentrou-se em recuperar as forças de suas pernas. Uma tímida batida ressonou sobre a porta uns minutos depois de que Edward se foi. Bella disse que entrassem e uma faxineira entrou no aposento. Fina como um pergaminho e com aspecto de cansada, tinha os ombros curvados e sua larga face se achava sulcada por profundas rugas de preocupação. Quando se dirigiu para a cama, seus passos foram voltando-se cada vez mais lentos e trabalhosos.

A faxineira parecia estar a ponto de sair correndo a qualquer momento, e foi então que ocorreu a Isabella pensar que possivelmente pudesse estar assustada. A mulher não parava de lançar largos olhares à porta.

Bella sorriu em um intento de aliviar o visível desconforto da faxineira, embora se sentisse bastante perplexa ante o acanhamento com que se estava comportando.

A mulher sustentava algo detrás de suas costas. Movendo-se muito devagar, fez que uma bolsa se tornasse visível e logo balbuciou:

- Trouxe-lhes tua bagagem, minha senhora.

- OH, isso é muito amável por tua parte - respondeu-lhe Isabella.

Bella, em seguida, pôde ver que seu cumprimento comprazia muito à mulher. Agora já não parecia tão preocupada, só um pouco confusa.

- Não sei por que me tem tanto medo - apressou-se a lhe dizer, decidindo fazer frente ao problema da maneira mais direta possível - Não te farei mal, posso assegurar isso. O que os Cullen disseram para que chegasse a te assustar tanto?

A franqueza de Isabella aliviou a tensão que havia na postura da mulher.

- Não me disseram nada, minha senhora, mas não sou surda. Pude ouvir como gritava dentro deste quarto, inclusive quando eu estava lá embaixo fazendo a manteiga, e quase todos os gritos eram seus.

- Eu estava gritando? - perguntou Isabella, horrorizada por aquela revelação e pensando que a mulher tinha que estar enganada.

- Estava - respondeu a faxineira, assentindo vigorosamente com a cabeça - Sabia que tinham a febre e não podiam evitar gritar. Gerty lhe trará comida dentro de um momento. Eu tenho que lhes ajudar a trocar de roupa, se tal for seu desejo.

- Estou faminta - observou Isabella enquanto flexionava as pernas, colocando a prova sua força - Me sinto tão fraca como uma recém-nascida. Qual é o teu nome?

- Meu nome é Maude, como a rainha - anunciou a faxineira – Como a que morreu, naturalmente, dado que nosso rei, Guilherme, ainda não casou-se.

Isabella sorriu.

- Acredita que eu poderia tomar um banho, Maude? - perguntou - Sinto-me tão pegajosa...

- Um banho, minha senhora? - Maude pareceu horrorizar-se ante a idéia - No mais frio do inverno?

- Estou acostumada a tomar banho todos os dias, Maude, e parece que se passou uma eternidade desde última vez em que...

- Um banho todo dia? E para que?

- É que eu gosto de me sentir limpa - respondeu Isabella. Jogou um largo olhar à faxineira e chegou à conclusão de que a aquela boa mulher também precisava de um bom banho, mas guardou seu comentário para ela mesma, por temer ofender a pobre Maude - Acredita que seu senhor me permitiria desfrutar desta pequena vaidade?

Maude encolheu os ombros.

- Pode ter tudo aquilo que desejar, desde que fique neste quarto - respondeu - O barão não quer que tenhas uma recaída por se esforçar. Suponho que poderia encontrar alguma banheira por aí e fazer que meu homem a trouxesse.

- Tem família, Maude?

- Sim, um homem muito bom e um menino que já tem cinco verões.

Maude ajudou Bella a levantar-se e a acompanhou até a cadeira que havia junto ao fogo.

- Meu menino se chama Guilherme - seguiu dizendo - Mas lhe colocamos esse nome por nosso rei morto, e não pelo que governa agora.

A porta se abriu durante o relato de Maude. Outra faxineira se apressou a entrar, trazendo consigo uma bandeja de comida.

- Não há nenhuma necessidade de estar tão nervosa, Gerty - disse-lhe Maude - Ela não é louca como pensávamos.

Gerty sorriu. Era uma mulher bojuda, de olhos castanhos e pele impecável.

- Sou a cozinheira - informou a Isabella - Ouvi dizer que és muito bonita. Mas um pouco fraca, sim, muito fraca. Coma esta comida, ou do contrário o primeiro vento que passar vai te levar para longe.

- Ele quer tomar banho Gerty – Falou Maude quando teve oportunidade.

Gerty arqueou a sobrancelha, parecendo assustada.

- Se assim deseja, tudo bem, mas está muito frio minha senhora – Falou a cozinheira, vendo que Bella não desistiria daquele capricho, completou – Espero que não nos culpe depois, o patrão ficaria muito bravo caso a senhora tivesse uma recaída.

As duas mulheres continuaram conversando animadamente entre elas enquanto foram limpando o aposento de Isabella. Era evidente que eram amigas, e Isabella desfrutou da companhia escutando suas fofocas.

Também a ajudaram com seu banho. Quando a banheira foi tirada do quarto, Isabella já estava exausta. Lavou o cabelo, mas estava demorando uma eternidade para secar, Bella sentou em cima de uma suave pele de animal que tinha estendida em frente do fogo. Logo foi levantando mechas de seu longo cabelo e aproximando-as das chamas para que se secassem mais depressa, até que começaram a lhe doer os braços. Com um ruidoso bocejo que não era nada digno de uma dama. Isabella se estirou sobre aquela peluda pele de animal, pensando em unicamente descansar um par de minutos. Usava apenas a camisa de baixo, pois não queria vestir-se até que seus cabelos estivessem secos e tivessem sido trançados.

Edward a encontrou profundamente adormecida. Estava realmente provocante, assim deitada de lado, diante das chamas da lareira. Suas pernas douradas estavam encolhidas contra o peito, e seus cabelos cobriam-lhe a maior parte do rosto.

Não pôde evitar sorrir. Deus, como recordava a uma gatinha indefesa diante do fogo! Sim, não cabia dúvida de que Isabella estava muito atraente, e provavelmente terminaria morrendo de frio a menos que ele fizesse algo a respeito.

Isabella nem sequer abriu os olhos quando Edward a agarrou em seus braços e a levou a cama. Ele sorriu pela maneira em que ela se aconchegava instintivamente contra seu peito. Também suspirou, como se sentisse muito a prazer e, maldição, ela voltava a cheirar igual às rosas.

Edward a colocou em cima da cama e a cobriu. Tentou colocar-se o mais distante possível, mas mesmo assim não pôde evitar lhe acariciar a pele lisa da bochecha de Bella.

Isabella tinha um aspecto terrivelmente vulnerável quando estava adormecida. Certamente seria essa a razão pela qual agora ele não queria deixá-la. Isabella era tão inocente e confiava nos outros com tanta facilidade que o impulso de protegê-la chegava a voltar-se entristecedor. No fundo de seu coração, Edward já sabia que nunca a deixaria voltar para seu irmão. Isabella era um anjo e ele não permitiria que voltasse a estar perto daquele demônio que era Caius, nunca mais.

As regras tinham se invertido para Edward. Com um gemido de exasperação, Edward foi para a porta. Demônios, pensou, já nem sequer sabia o que lhe passava pela cabeça.

E tudo era obra de Isabella, embora não coubesse dúvidas de que ela não podia ser consciente daquele fato. Distraía-o, e quando se encontrava perto dela Edward quase não podia pensar com juízo.

Decidiu que teria que colocar um pouco de distancia entre ele e Isabella até que pudesse resolver todas as questões que o preocupavam. Mas logo que decidiu manter-se afastado de Isabella, começou a sentir-se muito mau. Finalmente resmungou um juramento, deu meia volta e fechou a porta detrás dele, lentamente e sem fazer nenhum ruído.

.

.

.

.

Isabella ainda se encontrava o bastante fraca para que o isolamento forçado não a incomodasse. Mas depois de dois dias tendo unicamente Gerty e Maude para que lhe fizer alguma visita ocasional, já estava começando a sentir os efeitos de sua prisão. Dedicou a ir e vir pelo aposento até que chegou a decorar ate o último centímetro dele, e logo começou a deixar as faxineiras nervosas quando insistiu em fazer o que elas diziam ser trabalhos plebeus. Isabella limpou o chão e as paredes. O exercício físico tampouco foi de muita ajuda. Sentia-se tão enjaulada como um animal. E esperava, hora detrás hora, mas Edward nunca a visitava.

Isabella não parava de repetir a si mesma que deveria estar agradecida de que Edward parecesse haver esquecido dela. Deus, acaso não estava acostumada a ser esquecida?

Quando passaram-se mais dois dias, Isabella já se achava muito perto de jogar-se pela janela só para quebrar um pouco sua rotina. Sentia-se bastante aborrecida para gritar.

Ficou diante da janela e se dedicou a contemplar o crepúsculo que ia desvanecendo-se sobre os campos enquanto pensava em Edward.

Um instante depois Isabella pensou que o teria conjurado com seus pensamentos, porque Edward apareceu de repente, precisamente enquanto ela estava pensando no quanto queria vê-lo. A porta se abriu de repente, ricocheteando na parede de pedra para anunciar sua chegada, e um instante depois ali estava ele, imponente e poderoso, realmente muito arrumado para tranqüilidade dela. Para falar a verdade, Isabella poderia passar o resto do dia contemplando-o.

- Edmond vai tirar os pontos - disse-lhe Edward.

Edward logo entrou no aposento. Se acomodou diante a lareira. A expressão que sua face assumia dava a certeza a Bella, que ele não estava nada feliz em estar ali com ela.

Não pôde evitar de sentir-se bastante ferida pela frieza de suas maneiras, mas estava decidida de não se deixar ferir mais ainda. Respondeu obsequiando-o com o que esperava ser uma expressão da máxima serenidade.

Deus, realmente não estava digna de ver-se! Isabella usava um vestido de cor creme complementado com uma sobreveste azul. Um cinto delicadamente trançado, rodeava sua esbelta cintura, acentuando suas curvas femininas.

Seus cabelos não estavam arrumados, mas repousavam em cima da curva de seu seios. Eram uma frisada massa de mechas dignas de qualquer rainha, pensou Edward, da cor do azeviche embora também tivesse entrelaçadas nela algumas fios vermelhos. Recordou a sensação de seu contato, tão suave e sedoso.

Franziu o cenho, subitamente irritado ante a maneira em que ela continuava perturbando-o. Tampouco podia deixar de olhar Isabella; então admitiu que tinha sentido falta de tê-la junto a ele. O pensamento era do mais estúpido, algo que Edward nunca admitiria abertamente, mas de todas as maneiras ali estava, esporeando-o para uma nova compreensão do que lhe ocorria.

De repente se deu conta de que Isabella estava usando suas cores, e sorriu. Duvidava que ela estivesse consciente daquele fato, e se não tivesse um aspecto que o convidava a beijá-la, possivelmente mencionaria aquele fato só para ver qual era sua reação.

Bella não podia olhar para Edward durante muito tempo. Temia que ele fosse ver em sua expressão, e notaria que sentia falta dele. Então se sentiria muito ufano, pensou.

- Eu gostaria de saber o que é o que vais fazer comigo, Edward - disse e logo dirigiu o olhar para o chão, não atrevendo-se a levantar os olhos para ver como ele estava reagindo a pergunta. Pois não conseguiria manter uma conversa direito olhando-o.

Sim, sua capacidade para concentrar-se sempre se achava gravemente ameaçada quando se encontrava perto de Edward. Isabella não entendia aquela sua reação ante ele, mas a aceitava de todas maneiras. O barão era capaz de deixá-la nervosa sem chegar a dizer uma única palavra. Perturbava a paz de sua alma, e a enchia de confusão. Quando estava perto de Edward, Bella queria que ele se fosse. Mas quando Edward estava longe dela, então sentia falta dele.

Isabella lhe deu as costas e voltou a olhar pela janela.

- Pensa me manter trancada nesta torre durante o resto de minha vida? - perguntou-lhe finalmente.

Edward sorriu ante a preocupação que tinha ouvido em sua voz.

- Isabella, a porta não estava trancada - disse.

- Estás brincando? - perguntou Isabella, dando a volta e lhe lançando o olhar de incredulidade maior que se pudesse chegar a imaginar - Pretende me dizer que não estive trancada nesta torre durante toda a semana? - Deus, sentia desejos de gritar - Poderia ter escapado?

- Não, não poderias ter escapado, mas poderia ter saído do quarto - respondeu Edward.

- Não acredito - anunciou Isabella. Cruzou os braços diante dela, imitando burlonamente a postura de Edward - Mentiria só para me fazer parecer estúpida. Conta com uma vantagem muito injusta, Edward, porque eu nunca, nunca minto. Por conseguinte - concluiu - o combate é muito desigual.

Edmond apareceu no vão da porta. O irmão do meio usava seu habitual franzimento de cenho. Mesmo assim também lhe via um pouco receoso, e esteve olhando para Isabella durante um bom momento antes de que terminasse entrando no aposento.

- Desta vez tu a segurará - disse a Edward.

Isabella dirigiu um olhar cheia de preocupação a Edward e o viu sorrir.

- Agora Isabella não tem febre, Edmond, e é tão dócil como uma gatinha - observou. Logo se voltou para Isabella e lhe disse que fosse à cama para que Edmond pudesse lhe tirar os pontos.

Bella assentiu.

- Se me permitirem os dois, disporei de um momento de intimidade para fazer a preparação - disse passados uns instantes.

- A preparação do que? - perguntou Edward.

- Sou uma dama muito doce e delicada, de família e respeitada - balbuciou Isabella - Não permitirei que nenhum de vós veja nada que não deva. Seja minha ferida. Isso é o que prepararei.

Ela ficou bastante vermelha ao terminar de falar. Edward compreendeu que falava muito a sério. Edmond começou a tossir, mas o suspiro de Edward foi mais sonoro.

- Não é momento para a modéstia, Isabella. Além disso, eu já vi suas... pernas.

Isabella ergueu os ombros, fulminou-o com o olhar e logo se apressou a ir para a cama. Agarrou uma das peles de animal que tinha caído ao chão, e quando se situou em cima da cama, estendeu a pele por cima dela e logo subiu os objetos até o início de suas coxas. Deixou somente a sua perna machucada exposta.

Edmond se ajoelhou junto a ela enquanto tirava a vendagem; e então Isabella viu que havia uma sombra escura debaixo de seu olho esquerdo. Perguntou-se como teria feito aquele arroxeado, e logo chegou à conclusão de que o responsável por isso provavelmente fosse um de seus irmãos. Que pessoas tão odiosas, disse a si mesma, inclusive quando se deu conta de que Edmond estava sendo muito delicado enquanto tirava os pegajosos fios de sua pele.

- Ah, Edmond, mas isso não dói mais que beliscão - disse-lhe com alívio.

Edward se achava junto à cama, e parecia disposto a saltar sobre Isabella caso ela se movesse.

Ter dois homens olhando sua coxa era bastante incômodo. Isabella não demorou para voltar a sentir-se bastante turvada. Então disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça, pensando que assim poderia desviar a atenção de Edward de sua coxa.

- Por que há fechaduras em cada lado da porta? - perguntou.

- O que? - perguntou ele, expressando perplexidade.

- Refiro a essa pequena tabela de madeira que se desliza dentro dos aros para fechar a porta - explicou Isabella a toda pressa - Colocastes aros em ambos os lados. A que é devido isso? - perguntou, fingindo sentir muito interesse por um tema tão ridículo.

Sua estratégia funcionou. Edward voltou seu olhar para a porta e logo voltou a olhar Isabella. Agora estava contemplando sua face, esquecendo, no momento, sua coxa descoberta.

- E então? - desafiou-o ela – Estavas tão confuso quando colocou a porta que não se decidiu por onde ela deveria ser trancada?

- Isabella, trata-se da mesma razão pela qual a escada se encontra construída à esquerda - replicou Edward. Um tênue, mas inegável brilho reluziu em seus olhos, e Bella comprovou a mudança que aquilo produzia em sua aparência. Quando sorria, Edward não era nada menos que belo.

- E qual é essa razão? - perguntou, sorrindo.

- Que prefiro assim.

- Essa é uma razão muito tola - anunciou Isabella.

Continuou sorrindo até que se deu conta de que tinha pego a mão de Edward, depois do qual se apressou a soltar e se voltou para olhar para Edmond.

O irmão do meio estava olhando para Edward. Logo se incorporou e disse:

- Estás curada.

Isabella baixou a vista para a cicatriz espantosamente irregular que marcava sua coxa e torceu o gesto ante aquela horrível cicatriz. Mas logo recuperou rapidamente o controle de si mesma, envergonhando-se do quão superficial fora sua reação. Pois não era vaidosa.

Edward não tinha visto os resultados do trabalho de Edmond. Inclinou-se para ver o resultado, tentando tirar a pele que cobria a perna dela . Isabella lhe reprovou o ato com a mão e logo apertou a beira do cobertor contra a cama.

- Teu irmão acaba de dizer que estou curada, Edward - disse-lhe.

Obviamente ele queria vê-lo com seus próprios olhos. Isabella soltou um chiado de surpresa quando Edward tirou o cobertor. Isabella tentou baixar o vestido, mas Edward lhe agarrou as mãos e, deliberadamente, foi subindo a sobreveste até que a totalidade da coxa de Isabella ficasse descoberta..

- Não há nenhuma infecção - observou Edmond, dirigindo-se a Edward enquanto contemplava a cena do outro lado da cama.

- Sim, curou-se - anunciou Edward.

Quando soltou as mãos de Isabella, esta se apressou a alisar o vestido. E perguntou:

- Não tinha acreditado em teu próprio irmão? - parecia sentir-se muito consternada.

Edward e Edmond intercambiaram um olhar que Isabella não pôde interpretar.

- É obvio que não lhe acreditaste - murmurou ela - Provavelmente foi tu que lhe causara esse olho roxo - acrescentou, deixando que lhe notasse o desgosto que sentia - Isso é o que tenho que esperar dos irmãos Cullen.

Edward mostrou sua exasperação dando a volta e pondo-se a andar para a porta. Seu estrepitoso suspiro o seguiu. Edmond permaneceu onde estava, contemplando Isabella com o cenho franzido durante um minuto mais, e logo seguiu a seu irmão.

Isabella repetiu seu agradecimento.

- Sei que foi obrigado a cuidar de meu ferimento, Edmond - disse-lhe - mas mesmo assim lhe agradeço de todas as maneiras.

Isabella estava segura que aquele homem tão áspero e mal-humorado desprezaria seu cumprimento, e se preparou para suportar seus insultos. Fosse qual fosse a baixeza que lhe dissesse, ela seria humilde.

Edmond não se incomodou em dizer nada. Isabella se sentiu bastante decepcionada. Como ia poder demonstrar aos Cullen que era uma donzela muito doce e delicada se eles não lhe davam ocasião de mostrar?

- O jantar será servido dentro de uma hora, Isabella. Pode te reunir conosco na sala quando Jasper vier te buscar.

Edward saiu pela porta depois de ter feito seu anúncio. Edmond, entretanto, deteve-se e logo se voltou lentamente para olhar de novo Isabella. Parecia estar meditando alguma decisão.

- Quem é Polifemo? - perguntou finalmente.

Isabella abriu muito os olhos. Que pergunta tão estranha.

- Era um gigante que mandava nos ciclopes no antigo relato de Odisseu - respondeu - Polifemo era um gigante horrivelmente deformado que tinha um só e enorme olho justo no centro de sua face. Comeu os soldados do Ulisses no jantar - acrescentou com um delicado encolhimento de ombros.

Edmond não gostou de nada sua resposta.

- Pelo amor de Deus - murmurou.

- Não deveria estar tomando o nome de Deus em vão! - gritou Bella - E que razão pode ter para me perguntar quem era Polifemo?

O som de uns passos que se afastavam rapidamente fez que Isabella concluísse que Edmond não ia responder.

Mas mesmo assim, nem a descortesia do irmão do meio conseguiu diminuir o prazer que Bella estava sentindo. Saltou da cama e soltou uma gargalhada. Deus, por fim ia poder sair daquele quarto! Não tinha acreditado nem por um só instante que a porta estivesse sem ser trancada durante toda a semana. Edward lhe havia dito aquilo só para brincar com ela.

Isabella rebuscou dentro de sua bolsa. Desejou ter um bonito vestido para ficar bonita, e então compreendeu o insensato daquele desejo. Era uma cativa, pelo amor dos céus, não uma convidada.

Necessitou a totalidade de cinco minutos para preparar-se. Logo se dedicou a ir e vir pelo quarto durante um bom momento, e depois foi para a porta para averiguar quão solidamente fechada estava. A porta se abriu tão bruscamente com o primeiro puxão que pouco faltou para que a fizesse cair.

Era evidente que Edward tinha deixado a porta aberta só para lhe estender uma armadilha. Bella queria acreditar naquela história... até que se lembrou de que Edward tinha saído do quarto antes de Edmond.

Uns sons subiram pelo vão da escada, atraindo Isabella para o patamar. Inclinou-se sobre o corrimão e se esforçou por ouvir a conversa, mas a distância era muito grande para que pudesse distinguir alguma palavra. Bella finalmente se deu por vencida e voltou para o quarto. Então viu a larga tabela de madeira apoiada na parede de pedra e, seguindo um impulso, colheu-a com as mãos e foi arrastando-a até o interior de seu dormitório. Escondeu a tabela de madeira debaixo de sua cama, sorrindo para si mesma ante a ousadia de sua ação.

- Talvez eu queria te trancar, Edward - disse depois - em vez de permitir que tu me trancafie.

Como se pudesse permitir muito do que fosse, pensou. Deus, tinha passado muito tempo confinada dentro daquele quarto e certamente essa era a razão pela qual agora encontrava tal diversão em seus pensamentos.

Jasper demorou uma eternidade em vir procurá-la. Isabella já tinha chegado à conclusão de que Edward lhe tinha mentido, e que só estava sendo cruel com ela.

Quando ouviu o ruído de passos, sorriu com alívio e se apressou a colocar-se junto à janela. Alisando seu vestido e arrumando os cabelos, obrigou-se a adotar uma expressão de calma.

Jasper não estava franzindo o cenho. Isso já era uma surpresa. Aquela noite lhe via muito elegante, embelezado com a cor do bosque na primavera. Aquele cálido verde o fazia parecer arrumado.

Quando falou, havia ternura em sua voz.

- Lady Isabella, quereria falar um momento contigo antes de descermos - anunciou em vez de pronunciar uma saudação.

Depois lhe lançou um olhar cheia de preocupação, juntou as mãos detrás das costas e procedeu a seguir um caminho, que o levou diretamente diante dela.

- Rosalie provavelmente se unirá à família no jantar - seguiu dizendo - Sabe que está aqui, e ela...

- Não gostou da noticia?

- Um pouco pior. Não disse nada, mas seu olhar me deixou apreensivo.

- Por que me estás contando tudo isto? - perguntou-lhe Isabella.

- Digo-lhe isso porque me parecia que dever-te-ias uma explicação, para que assim pudesse está preparada.

- Por que está preocupado? É evidente que a opinião que tinha a respeito de mim sofreu uma grande mudança. É porque te ajudei durante a batalha contra meu irmão?

- Bom, é obvio que sim - balbuciou Jasper.

- Isso é uma razão realmente lamentável - disse-lhe então Isabella.

- Arrepende-se de haver salvado a minha vida? - perguntou Jasper.

- Não me entende, Jasper. Não gostei de ter que tirar a vida de outro homem para poder te ajudar - explicou-lhe ela - Mas não lamento ter te salvado.

- Contradiz-te, lady Isabella - disse-lhe Jasper. Parecia muito confuso.

Era impossível que a entendesse. Parecia-se muito a seu irmão. Sim, supôs Isabella, Jasper estava acostumado a matar igual Edward , e nunca compreenderia a vergonha que estava sentindo ela pela maneira em que se comportou. Deus, mas se provavelmente via sua ajuda como um ato heróico!

- Acredito que preferiria que tivesse encontrado algo bom em mim, e que essa fosse a razão pela qual trocasse de opinião - disse-lhe.

- Não te entendo - observou Jasper, encolhendo-se de ombros.

- Eu sei. - As palavras foram ditas com tal tristeza que Jasper sentiu o impulso de consolá-la.

- És uma mulher fora do comum.

- Tento não ser. Mas é muito difícil, quando lembro de meu passado.

- Quando te digo que és fora do comum, estou te fazendo um elogio - replicou Jasper a sua vez, sorrindo ante a preocupação que tinha percebido na voz dela e perguntando-se se Isabella pensaria que fora do comum quisesse dizer que tinha algum defeito.

Sacudiu a cabeça e logo se voltou e começou a marcha escada abaixo, explicando a Isabella, enquanto andava, que se escorregasse, era para agarrar-se rapidamente aos ombros dele para não perder o equilíbrio, e precipitar-se escada abaixo. Os degraus se achavam um pouco úmidos, e havia alguns lugares que estavam bastante escorregadios.

Jasper manteve um monólogo enquanto desciam pela escada, pois Bella se encontrava muito nervosa para que pudesse escutá-lo. Por dentro estava preocupadíssima em encontrar Rosalie.

Quando chegaram à entrada da sala, Jasper se apressou a colocar-se junto a Isabella e lhe ofereceu o braço. Bella negou aquele gesto tão galante, temerosa de que a mudança de pensamentos de Jasper não fosse bem vista pelos irmãos.

Com uma pequena sacudida da cabeça, Isabella cruzou as mãos diante dela e voltou sua atenção para a sala. Deus, era de proporções realmente gigantescas, com uma lareira de pedra ocupando uma considerável porção da parede do outro de onde se encontrava ela. À direita da grande lareira, embora a uma certa distância dela, havia uma enorme mesa, o bastante larga para acolher, pelo menos, uma vintena de pessoas. A mesa estava colocada em cima de uma plataforma de madeira. Tamboretes cheios de sinais se alinhavam ao longo dos dois lados da mesa, alguns deles ainda em pé, mas muitos mais derrubados.

Um aroma estranho chegou até Bella, e ela enrugou o nariz em resposta. Então olhou a seu redor e em seguida descobriu qual era a causa daquele aroma. Os juncos que cobriam o chão da sala estavam escurecidos pelo tempo. De fato, estavam cheios de sujeira acumulada. Um grande fogo ardia na chaminé esquentando o fedor, e se por acaso isso não fosse suficiente para lhe revolver o estômago, uma dúzia de cães acrescentavam a aquela pestilência o aroma da sujeira de seus corpos enquanto dormiam pegos os uns aos outros, formando um satisfeito montão no centro da sala.

Isabella ficou completamente atônita acima de tudo aquela desordem, mas estava decidida a guardar seus pensamentos para ela mesma. Se os Cullen desejavam viver igual a animais, então que assim fosse. Ela que não se incomodaria.

Quando Jasper a empurrou suavemente com o cotovelo, Isabella pôs-se a andar para a plataforma. Edmond já se encontrava sentado à mesa, dando as costas à parede que se elevava detrás dele. O irmão do meio observava Isabella e parecia meditar sobre algo. Tratava de olhar através de Bella, da mesma maneira em que ela tratava de fingir que nada ocorria a seu redor a estava afetando no mais mínimo.

Uma vez que ela e Jasper tiveram passado a ocupar seus lugares na mesa, vários soldados, de diversas estaturas, foram entrando na sala. Os recém chegados ocuparam os tamboretes restantes, salvo o que havia na cabeceira da mesa junto ao lugar de Isabella. Ela supôs que o tamborete vazio seria o que pertencia a Edward, na qual era o chefe da fortaleza Cullen.

Isabella se dispunha a perguntar a Jasper em que momento Edward se reuniria com eles, quando a voz do Edmond ressonou na sala.

- Gerty!

O alarido levou consigo a pergunta de Bella. O grito que acabava de lançar Edmond foi rapidamente respondido por uma estrondosa resposta, procedente da despensa que havia à direita da sala:

- Já o ouvimos!

No momento seguinte apareceu Gerty, equilibrando uma pilha de bandejas em um braço e uma travessa de carne no outro. Duas outras faxineiras seguiram os passos de Gerty carregadas com umas quantas bandejas adicionais, todas elas transbordantes de comida. Uma terceira faxineira, apareceu detrás delas para colocar fim à procissão, com várias vasilhas de um pão de dura casca nas mãos e umas quantas mais apertadas debaixo dos braços.

O que ocorreu a seguir foi tão repulsivo que Isabella ficou sem fala. Gerty foi depositando ruidosamente no centro da mesa a bandeja que havia trazido consigo, e indicou com um gesto às outras faxineiras que fizessem o mesmo que ela. Os pratos voaram pelos ares como discos propulsados em um campo de batalha, girando loucamente ao redor da cabeça de Isabella antes de que terminassem aterrissando sobre a mesa. Os homens, seguindo o exemplo de Edmond, começaram a comer sem perder um instante.

Obviamente aquilo representava algum sinal para os cachorros se apressarem a levantar-se de um salto e correrem a ocupar posições ao longo de ambos os lados da mesa. Bella não entendeu a razão daquele comportamento tão estranho até que o primeiro osso passou voando por cima dos ombros de um dos soldados. O osso assim descartado foi recolhido imediatamente por um dos cães mais enormes, uma espécie de mastim que era quase duas vezes do tamanho dos galgos que o flanqueavam. A seguir houve uma série de ferozes grunhidos até que outro desperdício bruscamente descartado da mesa foi arrojado por cima de outro ombro, e logo este foi seguido por mais e mais desperdícios, até que todos os cães estiveram absortos em um frenético alimentar-se, igual aos homens que os rodeavam.

Bella contemplou aos homens. Não podia ocultar a repugnância que sentia e nem sequer tentou. Sentindo a fome desaparecer enquanto observava.

Ao longo de todo o jantar não se ouviu nenhuma palavra decente, e por cima do estalar de queixos dos cães que ressonava como cortina de fundo só puderam ouvi-los grunhidos obscenos de uns homens profundamente concentrados em desfrutar de seus pratos.

A princípio Bella pensou que aquilo era algum truque para fazê-la vomitar, mas como a coisa seguiu e seguiu até que todos os homens encheram o estômago e arrotaram sua satisfação, viu-se obrigada a reconsiderar sua maneira de pensar.

- Não está comendo nada, Isabella. Não tem fome? - perguntou-lhe Jasper com a boca cheia de comida, já que por fim se deu conta de que Bella não havia tocado nenhuma das carnes que foram aterrissando entre eles.

- Tinha-a, mas perdi - sussurrou Isabella.

Viu como Jasper bebia um longo gole de cerveja e logo limpava a boca com a manga de sua túnica. Bella fechou os olhos.

- Me diga uma coisa, Jasper - conseguiu murmurar finalmente - Por que razão os homens não esperaram por Edward? Pensei que ele exigisse isso.

- OH, Edward nunca come conosco - respondeu Jasper. Arrancou uma parte de pão e ofereceu uma parte a Isabella. Ela sacudiu a cabeça.

- Edward nunca janta na companhia de vocês? - perguntou depois.

- Não, desde que nosso pai morreu e Mary ficou doente - Respondeu Jasper.

- Quem é Mary?

- Era - corrigiu-a Jasper - Agora está morta. - Arrotou antes de seguir falando - Mary era a governanta. Já fazia uns anos que estava morrendo - prosseguiu, de uma maneira sem sensibilidade em opinião de Isabella - Eu pensava que sobreviveria a todos. Rosalie não queria nem ouvir falar de substituí-la, porque dizia que isso feriria seus sentimentos. Para o final, os olhos lhe falharam e a metade das vezes não podia encontrar a mesa.

Jasper deu outra enorme dentada à carne e arrojou distraidamente o osso por cima de seu ombro. Isabella se viu obrigada a esquivar o desperdício. Uma nova onda de ira se apropriou dela.

- Em todo caso - seguiu dizendo Jasper – Edward é o senhor desta fortaleza. Sempre se mantém afastado da família. Acredito que também prefere comer só.

- Não duvido - murmurou Isabella.

E pensar que ela tinha desejado tanto sair de seu aposento!

- Os homens de Edward sempre comem com semelhante entusiasmo? - perguntou.

Sua pergunta pareceu deixar Jasper bastante confuso. Encolheu os ombros e disse:

- Trabalham o dia inteiro, é de se esperar.

Quando Isabella já estava começando a pensar que não poderia seguir vendo aqueles homens nem um só instante mais, a terrível prova chegou a um brusco final. Os soldados foram levantando-se um a um, arrotaram e partiram. Se o ritual não tivesse sido tão repugnante, Bella possivelmente o acharia gracioso.

Os cães também se retiraram, dirigindo-se com lânguidos andar para a lareira para formar uma nova pirâmide diante dela. Isabella decidiu que aqueles animais estavam melhor disciplinados que seus donos. Nenhum deles se despediu com um arroto.

- Não comeste nada - disse Jasper – Não gostou do jantar? - perguntou. Tinha falado em voz muito baixa, e Isabella pensou que o fazia para que Edmond não pudesse ouvir o que lhe estava dizendo.

- Isso era um jantar? - perguntou Bella, sem poder evitar que a ira que sentia fizesse presença em sua voz.

- Como o chamaria? - interveio subitamente Edmond com um franzimento de cenho.

- Eu o chamaria de ração.

- Não entendo o que é o que quer dizer com isso - replicou Edmond.

- Pois então para mim será um imenso prazer lhe explicar - respondeu Bella - Vi animais que tinham melhores maneiras - Assentiu, dando assim mais ênfase a seu comentário - Os homens comem sua comida, Edmond. O que acabo de presenciar não foi um jantar. Não, porque só era um montão de animais vestidos de homens que se enchiam de comida. Isso é o bastante claro para você?

O rosto do Edmond tinha avermelhado durante o discurso de Isabella. Parecia a ponto de saltar através da mesa e estrangulá-la. Bella estava muito furiosa para que pudesse lhe importar. Sentiu-se melhor depois de expressar suas idéias.

- Parece-me que deixaste muito clara qual é tua idéia. Não está de acordo, Edmond?

OH, Deus, quem acabava de falar era Edward e sua profunda voz tinha ecoado justo por trás das costas de Isabella. Não se atreveu a voltar-se, temendo perder sua recém encontrada coragem.

Ele estava terrivelmente perto. Ela reclinou-se apenas um pouquinho, e sentiu os ombros tocarem na coxa dele. Bella deu-se conta de que não deveria tocá-lo, lembrando imediatamente de como era possantes aquelas coxas.

Resolveu então derrubá-lo da plataforma. Levantou-se, e virando-se ao mesmo tempo, viu-se colada ao corpo do barão Cullen. Ele não recuou nem um pouco, e agora ela que se via forçada a contorná-lo. Erguendo a bainha da sala, ela desceu da plataforma, tornou a virar-se, preparada para dizer a Edward o que achava da barbaridade que havia sido o jantar. E foi então que cometeu o erro de olhar para ele, direto para aqueles olhos verdes, sentindo toda a sua coragem desaparecer.

Aquele poder que Edward parecia possuir sobre a mente de Isabella era realmente muito desafortunado. Agora o estava utilizando, disse a si própria, para lhe roubar seus pensamentos. Que Deus a ajudasse, porque nem sequer podia recordar o que queria lhe dizer.

Sem que tivesse chegado a pronunciar uma única palavra de despedida, Isabella deu meia volta e começou a afastar-se lentamente. Pensou que aquilo já era mais que suficiente como vitória depois de tudo, porque na realidade ela queria sair correndo.

Já tinha percorrido a metade da distância que a separava da entrada da sala quando ouviu a ordem de Edward.

- Não te dei permissão para que te retirasse, Isabella.

Cada palavra foi articulada com uma grande lentidão.

Bella se voltou para Edward com a costa rígida, dirigiu-lhe um sorriso que não podia ser menos sincera e lhe lançou sua resposta com o mesmo tom exagerado que tinha empregado ele.

- Tampouco eu pedi - disse-lhe.

Isabella teve tempo de ver a face de assombro, que estava tomando o rosto de Edward, antes de que ela voltasse a lhe dar as costas. Logo se pôs a andar, murmurando para si mesma que depois de tudo, ela não era nada mais que uma cativa, e que uma cativa certamente não tinham porque obedecer a vontade de seus captores. Sim, as injustiças que lhe estavam sendo infligidas eram realmente muito injustas.

Isabella se encontrava tão ocupada falando em sussurros a si mesma, que não chegou a ouvir Edward mover-se. Quando sentiu como suas enormes mãos se posavam sobre seus ombros, Isabella pensou, de maneira um tanto frenética, que agora ele acabava de agir igual a um lobo.

Edward aplicou uma sutil pressão para detê-la, mas na realidade não era necessário. Pois antes de tocá-la, Edward sentiu a rigidez tomar de conta o corpo de Isabella.

Isabella se apoiou nele. Edward a sentiu tremer, e foi então que se deu conta de que Isabella não lhe estava emprestando a menor atenção. Não, Isabella havia tornado o olhar para a entrada da sala. Estava olhando Rosalie.

Fim do Capitulo


Bom, esse capitulo tivemos um pouco de tudo, e eu simplesmente amo essa resposta que a Bella dá para o Edward, acho linda. aiuhsaiuhsiahsa

Bom, e sim, se preparem porque realmente não é uma boa idéia, por enquanto, colocar Bella e Rosalie na mesma sala. A Rose odeia a Bella.

Bom, amanhã é sabado, e eu estou sendo praticamente expulsa de casa para ir ao shopping com umas amigas, mesmo que eu não queira (sou um pouco aversa a saidas dia de sábado ao shopping porque geralmente todo mundo vai e fica aquela loucura), e não sei se poderei postar, mas o capitulo nove é um tanto pequeno, não sei, depende do horario que eu acordar amanhã e tals. Bom, beijos.

: Sim, esse capitulo,é de fato, um dos mais engraçados.A Jane é escritora de Orgulho e preconceito e Razão e sensibilidade, duas obras muito boas e interessantes. Eu prefiro o capitulo sete, não sei porque, o beijo é mais legal, e a Bella ta doidona. Eu devo confessar que prefiro o Duncan que o Edward, não sei exatamente o porque, mas eu prefiro ele. Chamei o louddon de Caius pois o personagem é loiro, e o único loiro que eu realmente colocaria para ser o vilão era o Caius, uma vez que eu sou apaixonada pelo James. Beijos

Sibby Meyer : Que nada, o Jasper não vai AMAR a Bella, ele vai se apaixonar por ela, e o Edward nem vai ligar muito pra isso, ele meio que se garante. Sim, espere os próximos capítulos, vai querer voltar ate aquela época para ficar com Duncan.

Alekamasenhp : Oi! É que tipo, o Caius é homem de uma mulher só, e ele era apaixonado pela mãe da Bella, e quando a Bella voltou para casa, ele percebeu que ela era igualzinha a mãe, e meio que teve atração por ele, mesmo que tivesse muito tempo que não se relacionava com mulheres. Essa historia é muito boa mesmo. Boa leitura.

Pandora: Oi amour, sim, os Cullen não vão deixar o Caius fazer nada com a Bells, e o Jacob (quando aparecer), também vai proteger ela. Bom, o nome do livro é Esplendo da Honra, mas se você for baixar procura por Honra e Paixão.

Ana Krol: O casamento começa no capitulo 13... A historia é muito boa, e eu recomendo a ler. Beijos.

Lariis star: Sim, o Odisseu que ela tanto conversava, e o Aquiles que ela também viu, todos eram o Edward. Só que ela não sabe disso.

Angel Cullen McFellou: Sim, o olho roxo do Edmund foi causado por ela, só que ela nem sabe, nem vai saber. Não foi maldade, ele só matou a curiosidade, e descobriu que o Caius era malvado com ela, e aumentou o instinto protetor que tem por ela.

Ana Carolina: Ok, bom, ai está o capitulo, espero que gostes.

IsabellaPC : Sim, a Bella já ta se soltando mais, ta sem medo de enfrentar o Edward, e vai ficar mais doida depois do casamento.

carla Spooky: Eu gosto da Jane, os filmes e os livros são muito bons de verdade, morro de vontade de ler a continuação de Orgulho e Preconceito, pena que só tenha em inglês e eu nunca vi, é o diário do , um dia eu leio.

Isa Stream: Esse Edward é muito confuso, é difícil entender ele de vez em quando.

Hebe Lima: O Edward não vai falar nada desses delírios da Bella, nem deixar que ninguém fale. Ele é fofo, mas muito confuso também.

Ruth: Faz sentindo sim, pois futuramente a Bella vai considerar o Edward como o Odisseu dela, uma vez que ela considera Odisseu como o herói preferido dela, e o Edward vai ser o herói dela em mais de uma ocasião, e acima de tudo, é ele que vai livrar ela do Caius.

Giovana: Oii, como vai? Bom, ai está, espero que tenha gostado.