Oi pessoal! Como estão todos?
Muito obrigada pelas revews
minha querida amiga Amb.
Aqui está mais um capítulo.
Beijos a todos!
Capítulo 10: Recomeço, transformação e mais uma descoberta
(Inuyasha vem ver Satiko, mas ela está no apartamento de Tsubaki, então ele conversa com Raio de Luz por alguns momentos antes de apanhar a garotinha.)
Inuyasha: - Como vai indo, Kagome? Tenho tentado me manter ocupado dia e noite para não pensar em Keiko, e sei que tem sido mais fácil pra mim do que pra você, mas mesmo assim, estas semanas têm sido difícieis. Eu acordo durante a noite e tudo me vem à mente de novo, como se tivesse acontecido ontem, e eu simplesmente fico lá lutando durante horas. Essas coisas acontecem com as crianças de outras pessoas, mas não com a nossa Keiko. Kikyo tenta compreender, mas acho que a pessoa não consegue quando não é dela.
Raio de Luz: - Nunca sonhei que existisse uma dor assim. Quando você foi embora pensei que eu jamais ia passar por outra dor tão grande de novo, mais isso foi pior. Ela era tão novinha – com toda a vida pela frente. Mas não adianta falar sobre isso. Aconteceu, e nós precisamos continuar. Satiko é uma grande companhia pra mim, e estou aprendendo a confiar em Deus – pelo menos parte do tempo.
Inuyasha: - Antes que isso acontecesse eu nunca tinha compreendido o que é a gente perder alguém. Isso me fez entender que coisa mesquinha eu fiz com você. Eu disse que sentia muito várias vezes, Kagome, sem compreender realmente o que eu estava fazendo você passar. Agora eu quero dizer isso uma vez mais com uma nova compreensão de que nada que eu possa falar, ainda que sincero, pode sequer começar a tocar no problema.
Raio de Luz: - Vamos discutir isso mais uma vez mais e depois esquecer tudo para sempre. Doeu terrivelmente, Inuyasha, porque eu o amava tanto. E eu ainda o amo, mas já não guardo amargura. Não agradeça a mim. Aprendi com Jesus Cristo que só o orgulho faz com que a gente guarde amargura, e Ele tirou o orgulho de mim. Eu o perdôo. Eu digo essas palavras só porque pode ser que você precise ouvi-las para continuar a sua vida, sem qualquer peso na consciência. Agora, por favor, não vamos mais discutir isso. Aqui está a jaqueta de Satiko. Não esqueça que ela tem escola amanhã e precisa chegar cedo em casa.
Inuyasha: - Sabe, você é uma garota e tanto, Kagome. Gostaríamos que você e Satiko almoçassem conosco domingo que vem. Traga o Houjo se quiser.
(Inuyasha desce o corredor para apanha Satiko, e Tsubaki logo chega ao apartamento de Raio de Luz, com a Bíblia na mão.)
Tsubaki: - Bem, já faz um longo tempo, Kagome. Estou labutando com isso sozinha de tudo, e senti sua falta.
Raio de Luz: - Acho que nunca teria voltado ao normal se a Satiko não me tivesse forçado a verificar o paradeiro dos mortos naquela noite. De algum modo, vê-la ali de pé de camisolinha, Bíblia na mão, tão decidida a saber sobre Keiko, me partiu o coração. Eu tinha de ajudá-la.
Tsubaki: - Bankotsu e eu amamos essa criança. Kagome, por causa do longo intervalo de tempo, acho que estudei João mais completamente do qualquer dos outros evangelhos. Na verdade fui mais além no Novo Testamento. Você sentiu alguma vontade de ler?
Raio de Luz: - Não até que Satiko me fez começar, mas depois achei um conforto tão grande naquele texto que eu lhe falei em I Tessalonicenses 4 que tenho estudado desenfreadamente desde então. Tenho que saber tudo Tsubaki.
Tsubaki: - Quando terminei João pareceu-me que sabia tudo, ou pelo menos o suficiente para fazer a minha cabeça girar. Cheguei à conclusão de que alguém que queira ir até o fim nesse negócio precisa de dois batismos, um na água e outro pelo Espírito Santo [João 1:26-34]. Eu não saberia onde obter qualquer um dos dois.
Raio de Luz: - Pensei nisso também, mas não tenho muita certeza de que já estou pronta para isso. Quando chegar o tempo, quero ser batizada bem mergulhada na água, igualzinho a Jesus. Não posso crer que a aspersão seja suficiente. Deve haver algum significado profundo em ser mergulhado na água desse jeito. Talvez o batismo na água signifique nossa entrega a Cristo e nossa aceitação de Seu sacrifício e então o batismo do Espírito Santo nos habilita a vivermos por Ele depois. Achei um verso em Atos que determina quem recebe o Espírito Santo. Antes de começarmos este estudo, tudo o que eu sabia sobre religião era o que eu lia no jornal ou numa revista ou outra ocasionalmente. Mas eu sei que alguns têm enfatizado que devemos receber o Espírito Santo. Então quando eu vi um texto sobre ter o Espírito Santo, eu o sublinhei na minha Bíblia. Aqui está.
"Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que Lhe obedecem" [Atos 5:32].
Tsubaki: - Então, a menos que a gente esteja vivendo segundo tudo o que se conhece, é bem provável que percamos o dom do Espírito Santo.
Raio de Luz: - Acho que é mais que isso. Não é só a luz que se tem, mas também a luz que se poderia ter obtido se se houvesse aberto a Bíblia e estudado.
Tsubaki: - Kagome, notei que João usou a palavra crer muitas e muitas vezes. Isso nos leva bem ao assunto fé que descobrimos já no nosso primeiro estudo. Fiquei pensando o que significa realmente "crer" em Cristo.
(Raio de Luz atende a uma batida na porta e vê que é Houjo. Ela o convida para entrar.)
Houjo: - Desculpe interromper vocês duas, mas tinha algo que queria partilhar com Kagome. Estou contente que você esteja aqui, Tsubaki. Acho que estamos todos juntos nisso.
Raio de Luz: - Bem, o que é ? Deve ser muito importante para trazer você aqui num domingo à tarde quando há futebol na televisão. Vá falando logo.
Houjo: - Não, quero que vocês prossigam com o que estavam discutindo, e quando terminarem vou revelar minha descoberta. (Ele dá uma risadinha.) Se eu tiver alguma idéia profunda enquanto vocês prosseguem, eu falo.
Tsubaki: - Estamos falando sobre o livro de João e quanta ênfase João põe na fé, e ficamos pensando o que realmente significa crer. Muito tempo atrás concluímos que pelo menos a fé nos disporia a procurar captar tudo o que há para saber sobre Ele, a passar tempo com Ele. Mas há mais alguma coisa?
Raio de Luz: - É muito estranho, mas ultimamente, toda vez que eu pego a Bíblia para ler, fico perturbada com o cigarro que tenho na mão. Acho que não há nada na Bíblia que diga que não se deve fumar ou beber, mas de algum modo eu não me sinto mais à vontade fazendo essas coisas.
Houjo: - Acho que sei por que você pode estar se sentindo dessa maneira. Ambos os hábitos são auto-destrutivos, o que dificilmente parece compatível com o desejo de Deus de que sejamos saudáveis e felizes. Você sempre fumou demais, Kagome. Por que você não larga?
Raio de Luz: - Bem, eu só mencionei isso pensando que talvez ao chegarmos mais perto de Deus, Ele nos faça cientes das coisas em nossa vida que O incomodam. Então crer se expande para abranger a obediência e – acho que a palavra seria submissão. Assim, crer poderia se tornar um grande compromisso. E quanto à sua sugestão, Houjo, tentei deixar de fumar. Mas uma hora já basta para me deixar subindo pelas paredes.
Houjo: - Eu também não tenho me sentido muito confortável, num bar ultimamente. Eu simplesmente deixei de ir, mas acho a cerveja na minha própria geladeira um inimigo mais difícil de vencer.
Tsubaki: - Vocês acham que crer é complicado desse jeito?
Houjo: - Acho que o ato de aceitar a Jesus Cristo como Salvador pessoal é nossa entrada na vida eterna. Ele pagou nossos pecados. É simples assim. Mas por essa escolha de minha parte, eu me tornei o que a Escritura chama um filho de Deus, e como pode um filho de Deus descer a rua dando baforadas de cigarro ou ficar vadiando à noite num bar? É como tentar imaginar o apóstolo Paulo discursando aos gregos com um cigarros entre os dedos. Vamos ser honestos com nós mesmos. Sabemos que esses hábitos não são bons para nós. Se Alguém me deu tanto valor a ponto de morrer por mim, de adotar-me em Sua família do jeito que eu sou, então a simples gratidão e o amor me compelem a refletir Seus valores, Suas tradições de família. Não é isso o que me tornou um membro de Sua família – Sua morte fez isso, sem qualquer condição adicional – mas meu amor por Ele me compele. Para não dizer nada do fato de que Seu estilo de vida tem como objetivo minha suprema felicidade, em contraste com a destrutividade inerente de meus caminhos anteriores.
Raio de Luz: - Houjo, você colocou o assunto de maneira tão bela que me faz desejar ficar livre de cigarros para sempre. Agora eu vejo isto como algo que eu posso fazer por Ele, como um presente. Mas... mas eu não consigo fazê-lo.
Houjo: - Sinto, não tenho resposta para isso, mas deve haver uma. Deus não pede o impossível. Vamos examinar isso qualquer dia e ver onde Ele vai nos levar.
Raio de Luz(com a face corada de alegria, apertando entusiasticamente as mãos no colo): - Houve um trecho do capítulo 12 de João que eu gostei de maneira especial. Jesus estava falando e é apenas pouco antes de Sua morte. Ele diz no verso 24:"Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto".
Sei que Ele estava falando de Sua morte iminente e o que ela significaria para a humanidade, mas tive a impressão de que Ele estava dizendo que nós, também, precisamos experimentar algum tipo de morte. Que se estivéssemos dispostos, os resultados dessa morte seriam tão maravilhosos como um broto de milho verde saindo do solo. De certa forma presumo que esta "morte" exige coragem – coragem suficiente para confiar que após a experiência da morte virá algo infinitamente melhor do o que agora, chamamos de vida. Será que eu estou deixando vocês mais confusos?
Tsubaki(rindo feliz): - Talvez esta morte signifique dedicar todo nosso ser a Ele. Nossos pensamentos e ambições, nossos motivos e nossas decisões. Tenho impressão que entregar nossa vida a esse ponto seria um tipo de morte.
Raio de Luz: - Acho que posso entender o que você quer dizer. Como talvez se eu dissesse a Ele:"Está tudo certo quanto ao acidente de Keiko. Eu sei que o Senhor ama a ela e a mim e que o Senhor não comete erros", em vez de ficar vasculhando minha mente tentando encontrar a razão.
Houjo: - Deus não matou Keiko, você sabe.
Raio de Luz: - Não, mas Ele podia ter impedido isto. E considerando o pouco tempo que ela começou a conhecê-Lo, Ele não poderia ter encontrado amiguinha mais leal.
Tsubaki: - Talvez seja por isso que Ele não Se interpôs, Kagome. Tudo estava bem entre Ele e Keiko. Se Ele interferisse em todos os planos de Satanás, não seria bem uma experiência. Deus tem de pemirtir certa liberdade a Satanás para que ele faça sua horrosa demonstração. Ninguém iria ficar sabendo como ele é se Deus não permitisse que ele fizesse nada. E Ele confiou que você iria ficar firme, Kagome. Eu sei que parece fácil falar, mas não posso ver qualquer outra maneira que realmente expusesse o diabo como ele é.
Raio de Luz: - Bem, eu quase falhei no teste. Foi Satiko que ficou firme. Mas quero que vocês olhem João 12, versos 27 e 28. Há algo tão humano sobre Jesus aqui que... que me faz ansiar por ir até Ele e tocá-Lo. Ele está dizendo: "Agora está angustiada a Minha alma, e que direi Eu? Pai, salva-Me desta hora? mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o Teu nome".
Fez-me perceber que Cristo realmente lutou com a questão de morrer por nós. E depois sujeitou-Se a Seu compromisso. Não foi apenas dramatização, algum tipo de ritual pelo qual Ele passou.
Tsubaki: - Estou percebendo o que você quer dizer. Tendemos sempre a pensar nEle como o Sr. Mágico num corpo humano, mas quanto mais estudo, mais eu sinto que a única parte dEle diferente de nós era que Ele lutava dia a dia de joelhos com Seu Pai. O que, naturalmente, creio que traz uma mensagem crucial para nós. Mas se vocês desejam obter um quadro mais claro de Sua luta, voltem para a descrição que Marcos faz de Cristo no Jardim do Getsêmani. Vou ler para vocês.
"Então foram a um lugar chamado Getsêmani; ali chegados, disse Jesus a Seus discípulos: Assentai-vos aqui enquanto Eu vou orar. E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-Se tomado de pavor e angústia. E lhes disse: A Minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai. E, adiantando-Se um pouco, prostou-Se em terra; e orava para que, se possível, Lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo Te é possível; passa de Mim este cálice; contudo, não seja o que Eu quero, e, sim, o que Tu queres"[Marcos 14:32-36].
Temo que não saibamos nada do que ocorreu durante essa hora. Não posso ler o brado de Cristo na cruz:"Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" sem lágrimas. Nem mesmo compreendo o que estava envolvido, mas creio que Ele sentiu a possibilidade de perder tudo ali nas trevas. Contudo, mesmo sob essas condições, Ele não rejeitou a cruz. Acho que é mais do que a mente humana pode apreender. Pelo menos a minha.
Raio de Luz: - Houjo, eu quero saber o que você veio fazer nos contar.
Houjo: - Vou avisar, são notícias alarmantes, e não sei se vocês estão prontas para elas ou não. Tenho pesquisado desde aquele noite que você me pediu para ler aqueles capítulos, Kagome. O relato da crucifixão veio ao encontro de uma necessidade que doía dentro de mim há anos, e resolvi que se a Bíblia tinha a resposta para as perguntas do mundo, eu ia procurá-las até encontrar.
Em minha pesquisa deparei com muitas referências ao sábado. Parecia que nos evangelhos Cristo sempre estava tentando aperfeiçoar a maneira de se guardar o sábado. Eu estava ciente, como já disse a vocês, que o sábado mencionado no Antigo Testamento e no tempo de Cristo era o sétimo dia, sábado dos judeus, como o conhecemos hoje. Voltei e estudei suas origens em Gênesis [2 e 3] e tracei sua história ao longo da Bíblia. Então comecei a procurar o texto em que Cristo estabeleceu o domingo como dia de culto em honra de Sua ressurreição. Usei a melhor concordância que pude conseguir e não achei nada. O primeiro dia da semana é mencionado algumas vezes, mas não de maneira significativa. Isso me deu um sentimento estranho, pois eu estava completamente certo de que estaria ali, simples e óbvio.
Você se lembra de Sai Nagato, Kagome? Bem, agora ele é um ministro evangélico. Sua igreja é a que fica na rua Leste. Decidi ligar para ele e pedir-lhe que desfizesse a confusão em minha mente. Ele ficou contentíssimo de saber notícias minhas. Disse que tinha perdido todo o contato com a maioria de sua velha turma de segundo grau e insistiu que eu aparecesse por lá à tarde. Após um pequeno bate-papo sobre os velhos tempos, fui direto ao ponto. Estávamos sentados em sua escrivaninha com nossas Bíblias e eu estava esperando que ele abrisse a dele e me mostrasse o texto fujão. Mas em vez disso ele só ficou lá sentado com um aspecto de quem está embaraçado e um pouco divertido. Depois disse:"Odeio ter que desapontá-lo, Houjo, mas você não vai achar o texto que está procurando. Ele simplesmente não se encontra lá".
Nunca esquecerei aquele momento. Milhões de cristãos através dos anos indo fielmente à igreja todos os domingos, sem qualquer base bíblica. Devo ter parecido tão assombrado quanto me senti, porque o Sai deu uma risadinha. Ele disse que não há nem mesmo qualquer registro na Bíblia de que os discípulos fizeram a mudança após a morte de Cristo. Ao contrário, ele me mostrou vários textos indicando que eles simplesmente continuaram a observar o sábado como antes [Atos 13:14;16:13;17:2;18:4].
Posteriormente, contudo, os cristãos começaram a guardar o sábado e o domingo lado a lado – o sábado em deferência à ordem original de Deus e o domingo como um tipo de dia festivo em honra à ressurreição de Cristo. Sai salientou que este dia de festa não resultou de qualquer ordem divina.
Vários fatores evidentemente tiveram influência sobre a mudança gradual do sétimo dia para o primeiro. Devido a várias revoltas no segundo século, os judeus se tornaram impopulares, e era mais confortável evitar toda identificação com eles – sendo o sábado, naturalmente, uma das mais óbvias observâncias judaicas.
E também, porque muitos cristãos jejuavam no sábado, outra regra estabelecida por eles próprios, ele parecia um dia bastante austero em comparação com as festividades do domingo. Sendo a natureza humana o que é, naturalmente eles preferiram comer e cantar a jejuar e meditar.
Tsubaki: - Houjo, você está tentando nos dizer que Jesus Cristo espera que observemos o sábado?
Raio de Luz: - Vamos acabar de ouvi-lo, Tsubaki.
Houjo: - Sei que é um assunto comprido e um pouco pesado, mas é também excitante. No quarto século Constantino o Grande, apareceu e sorriu para o cristianismo. Fim das perseguições. Suspiro de alívio para os cristãos. Ele instituiu o venerável Dia do Sol (domingo) como dia oficial de repouso no qual todas as oficinas deveriam descansar. No sexto século a mudança de culto do sábado para o domingo era quase universal, mas Sai disse que houve alguns em todas as eras que observavam o sétimo dia, como Deus originalmente ordenara. E ainda falou que eles acarretaram perseguição sobre si ao fazer isto.
Sai comentou também que os católicos têm dado suas risadinhas dos prostetantes desde a Reforma. Um oponente de Lutero, chamado Eck, uma vez escreveu (Houjo tira um caderninho de anotações do bolso): "A Escritura ensina: Lembra-te do dia do sábado para o santificar... Contudo a igreja mudou do sábado para o dia do Senhor por sua própria autoridade, a respeito de que vocês não têm nenhum apoio da Escritura"(traduzido de Joan Eck, Enchiridion Locorum Communion... Adversus Lutheranos [Manual de Trechos Contra os Luteranos], ed. de 1953).
Ele me deu outra citação da edição de 11 de junho de 1950 de uma publicação católica, Our Sunday Visitor: "Em todos os seus livros oficiais de instrução os prostetantes afirmam que sua religião é baseada na Bíblia, e na Bíblia somente, e rejeitam a tradição até mesmo como parte de sua regra de fé...
"Não há lugar no Novo Testamento onde se declara distintamente que Cristo mudou o dia de culto do sábado para o domingo. Contudo todos os protestantes... observam o domingo; os protestantes seguem a tradição ao observar o domingo".
Raio de Luz: - Por que Sai tinha todo esse material tão à mão?
Houjo: - Ele tem um arquivo abarrotado sobre este assunto e a mente muito inquieta.
Raio de Luz: - Você quer dizer que ele crê que o dia de repouso é o sábado, Houjo? Então por que ele não prega isto do púlpito?
Houjo: - É preciso coragem, Kagome. Provavelmente ele estaria sem emprego. Verdades que exigem uma mudança raramente são populares. Mas ele está pensando bastante e ficou entusiasmado por achar outra pessoa que não está simplesmente andando com a multidão sem questionar. Contei sobre vocês duas, e ele me segredou que havia um punhado de gente em sua congregação que estava abrindo a Bíblia com uma sede real de conhecer a Deus.
Tsubaki: - Mas de que adianta tudo isso? Que diferença faz?Como nossa vida seria mudada se decidíssemos fazer essa mudança?
Houjo: - Bem, o Sai diz que o sábado se destinava a ser um tempo no qual o homem poria de parte tudo o que é secular ou que distrai a atenção e desfrutaria do companherismo de seu Criador [Êxodo 20:8-11; Isaías 58:13 e 14]. Ele diz que existem hoje pessoas que o observam exatamente dessa maneira, abstendo-se de trabalho secular, adorando e reunindo-se, ministrando aos que estão ao redor, como não poderiam fazer durante a semana por falta de tempo.
Raio de Luz (em silêncio por um momento): - Acho que tenho eu mesma de pesquisar o que a Bíblia tem a dizer antes de tomar uma decisão como essa. Será que Sai nos emprestaria seu arquivo por alguns dias para que pudéssemos estudar suas descobertas?(Ela olha para ele atentamente.) Você já está convicto, não está, Houjo?
Houjo (lentamente acenando a cabeça afirmativamente): - Sem qualquer sombra de dúvida. Na verdade já guardei meu primeiro sábado.
Tsubaki (aparentando surpresa): - O que você ficou fazendo?
Houjo: - Passei a manhã estudando a Bíblia e orando, e à tarde fui com Sai ao hospital. Ele usa o sábado para visitar aos doentes. É sua maneira de observar esse dia sem ficar à toa.
Raio de Luz: -Inuyasha logo estará de volta com Satiko, mas antes de fecharmos o livro de João, gostaria que todos abríssemos no capítulo 6, versos 66-69. (Ela lê o texto para os outros.)
"À vista disso, muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele. Então perguntou Jesus aos doze: Porventura quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-Lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus".
Houjo, você crê e tem certeza, que Ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo?
Houjo: - Sim.
Raio de Luz: - Tsubaki, você crê, e tem certeza, que Ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo?
Tsubaki (hesitanto por um momento): - Sim.
Raio de Luz: - E eu, também, creio e tenho certeza. Se é que eu li minha Bíblia corretamente, nesta solene declaração de nossa fé acabamos de receber o dom da salvação. Será que é tão simples assim?
Houjo: - Acho que é por isso que as pessoas acham difícil. É tão simples que não somos capazes de entender. Nesta Terra poucos dons são concedidos sem que de uma forma ou outra o tenhamos adquirido. Não sabemos realmente nem como receber algo pequeno, quanto mais o perdão por nossa vida desprezível.
Tsubaki: - Acho que o fato de crermos precisa incluir também a aceitação de Seu poder para salvar e uma resposta de nossa parte.
Houjo: - Certamente Simão Pedro incluiu tudo isto em seu pronunciamento de dedicação, mas foi bom que você o definisse para nós.
Raio de Luz: - Quer por favor orar, Houjo?
Houjo: - Acabamos de fazer-Lhe uma entrega, Senhor. Ao aceitá-Lo como o Cristo, assumimos tudo o que isso envolve, alegremente, voluntariamente, sabendo que o Senhor só tem em mente nossa felicidade. Por favor, guie-nos em nosso estudo futuro. Amém.
Kakashi(observando tudo e pensando): - Houjo fez uma importante descoberta, pois o sábado é, e sempre foi, uma das questões envolvidas na luta entre o Príncipe e Lúcifer. Assim como a árvore no Jardim do Éden foi um teste para Adão e Eva, da mesma forma este assunto do sábado é um teste para os descendentes de Adão.
Lúcifer conseguiu ocultar tão bem a importância disto que poucos a perceberam, embora a Bíblia claramente dê testemunho sobre o sábado.
O Rebelde irá espancar Raio de Luz e seus amigos impiedosamente, como há bem pouco fez Raio de Luz passar pelo trilho mais pedregoso de sua jovem e turbada existência, mas se caírem de joelhos e extraírem das Escrituras tudo o que há ali para eles, ele não terá sucesso. O Amigo da Terra já lhes está inundando a mente de entendimento, da mesma forma que está insistindo com cada habitante da Terra com uma intensidade final e compelente.
O poderoso anjo de Apocalipse 18:1 está agora mesmo derramando sua glória sobre a Terra, proporcionando uma última chance para os perdidos seres humanos. Sua mensagem:"Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e destetável", é realmente uma mensagem solene. Babilônia representa todos os maus programas, movimentos e religiões errôneas que o Rebelde tem criado através dos séculos. O cálice da iniqüidade já está quase cheio. O tempo da Terra está se esgotando.
O poderoso anjo insta com a humanidade: "Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados, e para não participardes dos seus flagelos" [Apocalipse 18:4], e isto devia levar os homens a se porem de joelhos. É em realidade o apelo do Príncipe a Seus seguidores espalhados por toda a Terra, um apelo de tocar o coração, dirigido àqueles por quem Ele morreu – RETIRAI-VOS DELA, POVO MEU. Retirem-se dela antes que seja tarde demais. Abandonem os bares, os aparelhos de televisão, os movimentos sociais que negligenciam as almas dos homens, as igrejas onde há entusiasmo, mas não há a verdade. Coloquem de lado os brinquedos da Terra: os iates, as luxuosas casas urbanas, os aparelhos de som, os jatos que levam os homens de mar a mar. Peguem a Bíblia e a examinem como se sua vida estivesse em jogo. Pois está. "Buscar-Me-eis e Me achareis", o Príncipe diz, "quando Me buscardes de todo o coração". Agora é o momento.
Vejo o ritmo se acelerando em tudo ao meu redor aqui no Reino da Paz. Haverá alguns eventos surpreendentes para registrar, e então este relatório estará para sempre fechado.
