O início de uma lenda se dá no colidir instantâneo de toda sorte de milhares de constelações
Estamos acostumados a esta atmosfera, não é desconfortável.
Logo teremos que esquecer o que são sorrisos e lágrimas reais
Na estrada da vida todos viajamos a fim de encontrarmos nosso verdadeiro "eu"
Fight of Fate – Capítulo Oito
É um pouco cedo para correr e se esconder, certo?
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Domingo – 11h00min
Os cabelos escuros eram estranhamente revoltos, como se de propósito, enquanto os olhos eram do tom mais negro que já vira, um verdadeiro par de pedras ônix frias que não podiam se quebrar.
Tanto ela como os outros homens ali olharam surpresos para o jovem de pose arrogante parado a frente deles, Hyoko não o conhecia, teve medo de seu olhar, mas estava agradecida por sua aparição.
- É melhor cair fora moleque, se não as coisas podem ficar feias pra você. – um dos homens deu alguns passos na direção do jovem e cuspiu no chão ao terminar de falar.
A expressão de Hyoko foi de nojo.
Ele ainda mirou o grupo por mais um instante, até que outro dos homens aproximou-se e apanhou um dos braços da garota.
- Venha comigo! – gritou puxando-a.
- Não! – ela se debateu enquanto era arrastada pelo sujeito.
Os demais permaneceram imóveis, com sorrisos nos rostos. Aquele garoto iria se arrepender por ter falado com eles daquela forma.
No instante em que o primeiro sujeito se aproximou correndo com os punhos a postos o garoto de cabelos escuros em um movimento simples, sem sequer mover os pés do chão, socou-o, fazendo com que o sujeito batesse contra uma das paredes próximas e caísse desacordado.
Antes que aqueles homens compreendessem quem realmente era seu inimigo, a dupla que liderou o ataque na seqüência fora abatida em meros segundos. Era estranho e assustador para todos eles. Permaneceram parados onde estavam, encarando o jovem de cabelos e olhos escuros, vendo os três colegas já abatidos ao chão sem nem ao menos terem se passado cinco minutos desde a chegada do desconhecido.
- Quem... Quem é ele... – balbuciou um dos homens.
Novamente com as mãos nos bolsos ele deu alguns passos, passando por um dos corpos estendidos no chão, ao se aproximar de outro indivíduo que estava apenas paralisado olhando-o ele virou o rosto, e seguiu, passando por todos eles.
Um dos rapazes ali sentiu a própria mão tremer, de onde vinha aquele medo?
Eles permaneceram parados estáticos, enquanto um simples garoto mais novo que eles caminhou em meio a todos de forma imponente, em silêncio.
- Me solte! – ela dera um grito frágil já sentindo o pulso dolorido.
- É melhor eu terminar o serviço antes que apareça mais algum intrometido. – o homem parou subitamente, prensando-a contra a parede de um beco. – Até parece que eu iria dividir uma coisinha dessas com aquele resto de miseráveis. – Ele falou maldoso enquanto segurava ambos os braços da garota com força.
Era um dia bonito, ela pensou. Para tentar não lembrar do ataque da areia ela decidiu ajudar a mãe oferecendo-se para fazer as compras, Hyoko não se lembrava de alguma vez ter estado sozinha daquela forma. Ela não conhecia o sentimento de se estar desprotegida ou mesmo vulnerável, e aquele talvez tenha sido seu pior erro.
Tentou se livrar das mãos do homem, mas ele além de bem mais alto e mais velho que ela era mais forte. Ouviu quando ele riu de suas tentativas de se libertar, e sentiu quando a língua molhada deslizou pelo seu pescoço, fazendo seu sangue ferver em pavor.
- Ei. – chamou-lhe a atenção a voz rouca.
E então, ainda apertando os olhos que já estavam ardendo Hyoko ouviu o barulho de algo se quebrando, bem próximo a ela. Foi tudo rápido, mas ao abrir os olhos, o maxilar do sujeito asqueroso a sua frente estava sendo movido por um punho que surgira no ar.
O sujeito foi ao chão, levando as mãos ao próprio rosto e contorcendo-se de dor. Ela não viu o que aconteceu com ele em seguida, se pode levantar-se ou mesmo se desmaiou, apenas sentiu uma mão firme agarrando um dos seus braços puxando-a dali.
Era ele.
Poderia ter reclamado por estar puxando seu braço sem cuidado algum, mas no fundo estava agradecida por ele ter aparecido, mesmo com todo o ar de mistério, aqueles olhos escuros enigmáticos não haviam assustado-a.
- É que... – começou, tentando dizer algo quando finalmente alcançaram as calçadas da via principal, com outras várias pessoas caminhando pela rua.
Ele finalmente soltou seu braço, mas continuou de costas.
- Muito obrigada. – agradeceu.
O garoto abaixou um pouco os ombros, aliviando a nítida tensão.
- Por isso eu odeio garotas que não sabem nem ao menos se defender. – ele falou, e aquilo não soou agradável aos ouvidos dela. – Mas eles tiveram o que mereciam isso que importa.
Ela tentou responder algo, mas não soube o que dizer.
O moreno começou a caminhar, quando uma voz surpreendeu tanto Hyoko quanto ele.
- Sasuke?
Ela se virou com a proximidade da voz, e então viu um garoto de cabelos loiros acompanhado de uma garota de cabelos rosa, ambos olhando em sua direção aflitos, mas não era para ela exatamente que olhavam, e sim para o misterioso garoto de cabelos escuros que parou no instante em que ouviu a voz pronunciar o que parecia ser seu nome.
- Naruto. – Sakura falou baixo enquanto segurava um dos pulsos do amigo, prevendo o que poderia acontecer ali diante daquele encontro.
- Tsc. – o moreno sentiu a tensão nas têmporas, porque encontrar justo aqueles dois ali.
Ele se virou em passos calmos, fitando a dupla pasma pouco a frente.
Hyoko se viu no meio do fogo cruzado dos olhares e se sentiu um pouco mal com a situação.
- Até quando pretende continuar com isso? – o loiro falou entre os dentes, sério.
Sasuke permaneceu quieto.
- Você vai realmente esperar para acabarmos um com o outro naquele torneio? – ele continuou sem obter uma resposta. – ME RESPONDA SASUKE!
Sakura abandonou o pulso de Naruto, apertando ambas as mãos com força, ela teria que ser forte, não era a hora de fraquejar diante daquele encontro.
- Eu não lhe devo explicações há muito tempo Naruto.
O loiro contraiu os punhos com força.
- Sasuke... Aquelas pessoas só querem usá-lo, só iram virá-lo contra nós, seus amigos. Como pode querer isso! – gritou.
O Uchiha respirou fundo.
- Sasuke-kun ouça o Naruto pelo menos uma única vez, por favor. – a garota de cabelos róseos sentiu os olhos embaçarem com as lágrimas que começavam a vir.
- Eu não tenho mais nada haver com vocês, é inútil continuar com isso.
Os olhos verdes se moviam aflitos, ela não compreendia muito bem o que estava acontecendo, mas pôde perceber com nitidez toda a mágoa que havia entre aquelas três pessoas.
- Sasuke você não pode continuar com isso por muito tempo, uma hora ou outra... – ele parou por um instante. - você vai ver qual realmente deve ser o seu lado, nós não vamos desistir de você.
Um meio sorriso se formou no rosto do moreno, o que assustou Hyoko.
- Apenas vou ficar imaginando por quanto tempo vocês vão continuar com essas idiotices. – ele falou arrogante. – É melhor desistirem de uma vez, eu não vou voltar para aquele lugar, eu vou destruí-lo.
O barulho dos carros e todas as pessoas que passavam apressadas entre eles não podia interferir em nada, parecia que tudo aquilo nem ao menos participava daquele mundo onde aqueles jovens estavam inseridos, isso porque eles realmente não participavam, o mundo em que aqueles adolescentes viviam era encoberto por uma fachada estudantil banhada em um passado de sangue.
- Vamos continuar por quanto tempo for necessário! – gritou Naruto com raiva.
- É porque nós somos seus amigos, Sasuke-kun... – dessa vez foi Sakura quem falou, dando um passo a frente e colocando uma das mãos sobre o ombro de Naruto.
Hyoko olhou quando o garoto de cabelos escuros que a salvara poucos minutos atrás dava as costas novamente para o grupo e seguia para longe, os outros ali não tentaram para-lo ou mesmo segui-lo, apenas olharam enquanto ele sumia em meio às demais pessoas que passavam por ali. Naquele instante ela se sentiu triste, mesmo sem entender.
- Eu...
Foi então que Naruto e Sakura finalmente notaram a única pessoa que havia presenciado o ocorrido, a garota que estava parada a frente deles confusa.
- Vocês... Parecem gostar muito dele. – ela falou por fim, esboçando um sorriso tímido.
- Quem é você? – Sakura perguntou tão surpresa quanto Naruto por notar que aquela estranha garota era quem estava com Sasuke quando eles o encontraram. – Amiga do Sasuke?
- Bem, não. – disse meio sem jeito. – Pra falar a verdade só sei o nome dele porque vocês disseram.
Naruto se aproximou indiscreto encarando-a.
- Então você não é algum tipo de namorada dele não é? – ele perguntou do nada.
Tanto Sakura quanto Hyoko assustaram-se com a pergunta do loiro. A garota de cabelos castanhos enrubesceu no mesmo instante.
- N-não! – exclamou.
- Naruto seu baka não faça esse tipo de pergunta assim desse jeito! – Sakura agarrou-o pela camisa e arrastou-o para trás, afastando-o da garota. – Você é uma aluna do Som?
A garota de cabelos róseos adquiriu um olhar sério com a última pergunta, no mesmo instante em que Hyoko se surpreendera da mesma forma.
- Você está falando sobre a Academia do Som? – ela perguntou confusa.
- Sakura você acha que ela é...
- Responda, por favor. – Sakura cortou Naruto, esperando uma resposta da garota.
- Não, na verdade eu..-
- Ufa! – ambos suspiraram aliviados com a resposta. – Não seria bom encontrar um aluno do Som nessa época, acredite em mim.
Os dois sorriram.
- Porque estava com Sasuke então? – Naruto perguntou calmamente.
- Ele me salvou de um ataque.
Ela achou estranho quando os dois pareceram não acreditar no que disse, contou a eles todo o ocorrido e como Sasuke tinha aparecido e ajudado-a a se livrar do bando que tentou atacá-la.
Não conversaram por muito tempo, mas Hyoko pode perceber que tanto Sakura quanto Naruto eram pessoas gentis e que pareciam gostar muito do amigo apesar dos problemas.
- Preciso ir agora, minha mãe está me esperando. Prazer em conhecê-los. Sakura-san, Naruto-san. Espero que nos encontremos outras vezes. – cumprimentou-os educadamente.
- Nós também esperamos por isso. – o loiro sorriu.
Ela se virou, seguindo o rumo para a casa, feliz por ter conhecido aquelas pessoas, sem imaginar que um novo encontro com todas elas poderia ser mais cedo do que imaginava.
Você pode enfrentá-los ou você pode adaptar-se e fugir, mas você tem que fazer um ou outro para seguir adiante.
Segunda – 09h00min
Mais uma vez ela estava enrolando uma das mechas do cabelo castanho claro, poderia cacheá-lo por completo se quisesse já que, graças a Tsunade, estava perdendo seu tempo naquela sala esperando que a diretora dissesse algo que ela realmente ainda não soubesse.
- Hatori está prestando atenção?
A diretora parou de falar por um instante, e olhava para ela com um olhar de nítida reprovação, perfeito, não poderia passar por mais uma daquelas conversas chatas despercebida.
- Estou Tsunade-sama... Apenas não entendo aonde a senhora pretende chegar com outra conversa dessas. – Natsume foi clara, e a diretora da Folha pareceu não ter gostado muito daquilo.
- As coisas estão mais complicadas esse ano Hatori, entenda minha preocupação. Dos dois clãs que formavam a base do time da folha no passado só resta a filha mais velha do líder dos Hyuuga, e espero que me compreenda quando digo que ela não me parece ser um 'Ás' para nós. – a mulher pareceu desapontada.
- Hinata está melhorando a cada dia, mas cobrar dela o destaque que todos esperam é inútil, ainda mais depois do ataque que sofreu no fim de semana. – Natsume cruzou os braços, ajeitando-se na cadeira estofada, mirando a diretora de forma séria.
Tsunade passou uma das mãos sobre os cabelos enquanto suspirava irritada.
- Neji... Ele sim me preocupa. Veja, Hyuuga Neji e Uchiha Sasuke foram duas cartas perdidas para o som, eu não tenho como não estar preocupada, eles se tornaram inimigos da Folha.
- Me desculpe Tsunade-sama, mas não vamos ter medo desses dois idiotas seja lá quem eles foram um dia.
- Por mais que você e o time que está preparando possam ser bons, aqueles dois já foram os melhores daqui.
Natsume revirou os olhos com o comentário.
- Bem, mas não posso pensar nisso agora, tenho que ser confiante. – disse a diretora.
- É o mínimo que esperamos. Tsunade-sama, nós não iremos perder a Taça, a Folha está com ela há 100 anos não é? Ela vai continuar então.
- A questão é que vocês não podem, de maneira alguma, perder a Taça! Não consigo nem ao menos imaginar o que aconteceria se aquilo caísse nas mãos daquele maldito Orochimaru. A Taça da Guerra é um item muito mais importante do que todos podem imaginar, e eu sei que Orochimaru é a primeira pessoa a olhá-la da forma proibida, e é por isso que a Folha deve continuar sendo a guardiã deste bem. Se Sarutobi-sensei ainda estivesse vivo as coisas seriam realmente deferentes.
A voz da diretora saíra mais rigorosa que o normal, Natsume pôde notar o quanto a preocupação estava dominando-a, e pelo rumo que aquela conversa tomara a garota podia pouco a pouco perceber que tudo era maior do que imaginava.
- Eu sei que não deveria perguntar, afinal é um tabu de mais de cinqüenta anos, mas, Tsunade-sama o que realmente a Taça da Guerra pode fazer? Tantas lutas e até mesmo mortes em volta dela, que por sinal eu nem mesmo sei como é, não pode ser simplesmente simbólico, há mais coisas por trás disso, não é?
A garota mantinha a pose interrogativa, com os braços cruzados e o olhar fixo na diretora.
Naquele momento, Natsume havia tocado no assunto proibido, um assunto que há dez anos atrás havia trazido a morte para membros de dois grandes Clãs da Folha: Os Hyuuga e os Uchiha.
A diretora levantou-se imediatamente de sua cadeira, batendo ambas as mãos contra a forte mesa de madeira, e encarando a garota como se estivesse diante de uma pesada travessura.
- Natsume! – gritou repreendendo-a.
- Tsc. – ela murmurou revirando os olhos, no fim fora ingênua tentando conseguir algo da diretora, afinal, aquele era o assunto proibido, e se realmente quisesse saber mais sobre ele não era Tsunade quem iria lhe contar.
- Acho que já perdeu aulas suficientes mocinha, pode se retirar. – falou a loira caminhando até a porta.
- Pra falar a verdade eu perdi todas as primeiras aulas, já estamos no horário do intervalo Oba-san. – dera um sorriso travesso de canto ao passar pela diretora.
- O-oba? Ora sua garotinha! É melhor que suma mesmo da minha frente! – gritou para ela.
Natsume seguiu pelo corredor em passos rápidos, provocar Tsunade era perigoso, tão perigoso quanto divertido.
- Taça da Guerra... – sussurrou baixo enquanto caminhava.
Eram tantas perguntas sem respostas. Queria defender a folha, fora treinada para isso, todos ali sabiam – ou pelo menos deveriam saber – que aquela não era uma escola normal, que havia toda uma história por trás dos grandes colégios de Tóquio, e que eles como alunos daquele lugar deveriam se manter e aceitar a condição de peões naquele jogo grandioso.
Estava tudo tão fixado em sua mente, tão claro e objetivo.
Mas existiam dúvidas.
Era tudo... tão difícil.
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O relógio no alto da lousa marcava o horário do intervalo, mas ela havia insistido em permanecer sozinha na sala, mesmo com todos os apelos de Sakura para que fossem comer algo. A própria Sora não havia vindo à aula, e talvez ela mesma só houvesse decidido estar ali porque seria melhor do que permanecer em sua própria casa e ouvir seu pai falando sobre como fora tola em enfrentar Neji e não fugir.
Os olhos perolados fitaram o pulso fino e frágil enfaixado, ela passou um dos dedos devagar sob o curativo, a marca da luta de sábado contra seu próprio primo.
Hinata pensou por um instante enquanto estava ali sozinha e em silêncio em sua família e todos os problemas que vieram após a morte misteriosa de seu tio Hizashi há dois anos, o que fez com que Neji abandonasse não somente o clã, mas também a Academia da Folha, ele culpou a todos pela morte do pai, e Hinata, até hoje, não sabia dizer se achava que o primo estava realmente errado, porque ela mesma não sabia aonde a ambição de seu clã podia chegar.
O passado que envolvia a Academia da Folha e seus clãs membros ainda era um mistério.
Sentiu a garganta seca, os olhos voltaram-se novamente para o relógio, não havia passado muito tempo desde que o sinal do intervalo batera, por fim afastou a carteira e se levantou desanimada, mas ao dar o primeiro passo avistou uma pessoa parada ao lado do batente da porta da sala.
- Yukishiro-san? – perguntou surpresa.
O garoto olhou o interior da sala, constatando que estava vazia, e então bocejou parecendo desapontado enquanto olhava para Hinata.
- Olá. – cumprimentou-a de forma simples.
- O-o que faz aqui?
Ela perguntou confusa.
- Procurando Natsume. – ele falou levantando uma pequena sacola que trazia. – Ela deixou seu lanche comigo e desapareceu.
- Ela não apareceu por aqui. – falou em tom baixo, aproximando-se da porta.
O garoto pareceu descontente com a resposta, e afastou-se da porta para que Hinata pudesse passar.
- O-obrigada.
Ela agradeceu timidamente, mas antes que pudesse continuar Daiki falou:
- Seu pulso.
Ela levantou o próprio pulso, olhando-o novamente.
- Está doendo? – perguntou calmo.
- N-não muito.
- Me desculpe. – falou em seguida com o olhar terno.
Ela não entendeu.
- P-porque está se de-desculpando? – perguntou um pouco nervosa.
- Pelo Neji...
Os olhos perolados desviaram-se dos castanhos como se automaticamente.
- Uma parte disso é culpa minha, porque não pude ajudá-lo no passado.
Ele suspirou cansado ao se virar, ainda tinha que encontrar Natsume antes que o intervalo acabasse.
- Yukishiro-san! – recuperando o fôlego chamou-o alto, fazendo alguns outros alunos que passavam por ali olharem para ela.
Daiki voltou-se para a Hyuuga curioso, notando o rubor na face da garota.
- O-obrigada por ter aparecido naquele momento. – ela disse mesmo sem olhá-lo, segurando o pulso enfaixado com uma das mãos. – Acredito q-que... que Neji-niisan tenha parado somente porque você apareceu. Você nos ajudou.
Sorriu por um momento, dando alguns passos leves até ela. Tocou-lhe a face calmamente, levantando o rosto da garota que estava abaixado.
Hinata entreabriu os lábios para dizer algo, mas ficou paralisada com a atitude do jovem.
- Você fica fofa quando cria coragem, deveria tentar isso mais vezes. – ainda sorrindo, soltou o rosto de Hinata e depositou um beijo no topo de sua cabeça. – Espero que seu pulso fique bom logo. Até.
Então, com aquele simples gesto ele deixou o lugar.
Hinata não soube como reagir, nem ao menos tentou despedir-se por mera educação. O ar que Daiki trazia envolto a si próprio era estranho, estranho e paralisante. Sentia que o próprio rosto ainda queimava com o nervosismo da aproximação, e até mesmo com o tom aveludado das palavras.
Ela se concentrou por um instante em algumas das palavras dele, realmente o que a Hyuuga precisava naquele momento era coragem. Coragem para enfrentar todos os desafios que estavam por vir.
Por seus amigos, por sua família e pela Folha.
Eu tinha mania de fugir por ter medo de cair
Academia da Areia – 10h30min
O tempo não passava.
Olhou para a carteira ao lado da sua onde o ocupante não fazia a mínima questão de disfarçar estar dormindo no meio da aula.
Estava entediada, e como sua mente trabalhava em práticos 300 km/h aquilo era algo raro que não a agradava nem um pouco.
Olhou a sua volta procurando algo que servisse para suas próximas intenções e bingo! Não encontrou nada. Afinal, ela era Hibiki Yuuri, a garota gênio que não lembrava de exatamente qual a época em que deixou de levar ao menos uma caneta consigo para as aulas, e naquele único momento em que precisava de apenas um pequeno pedaço de papel não havia nada sob sua mesa escolar lisa e branca. Perfeito...
De forma nada discreta virou-se para trás e arrancou uma folha inteira do caderno que estava aberto, deixando sua dona perplexa com o ocorrido.
- É por uma boa causa. – Yuuri respondeu baixo, descaradamente.
Novamente os olhos voltaram-se para a carteira do lado, e miraram com aspereza o jovem que dormia com tranqüilidade.
- Kay! – chamou-o baixo ainda com a folha branca nas mãos. – Kay!
Aumentando levemente o tom de voz passou a despertar a atenção dos alunos a sua volta. Ótimo, logo o professor Baki chamaria a atenção se aquilo continuasse.
- Kay! Acorde seu inútil! – chamou novamente, dessa vez amassando a folha entre os dedos.
Amassou. Amassou. Amassou...
Depositou toda sua ira em relação ao tédio da aula chata de Baki e compactou o máximo que pode o pobre papel, transformando-o em uma pequena bolinha.
- Kay! – tentou mais uma vez, sem sucesso.
Então, com uma mira perfeita lançou-a em direção ao topo da cabeleira negra que permanecia abaixada. A pequena bolinha branca iria perfeitamente ao encontro com o topo da cabeça do jovem que dormia, se não fosse é claro pela mão que se levantou mesmo que de forma desleixada colocando-se em meio a trajetória da pobre bolinha, encerrando seu destino quando a rebateu.
- Você está acordado! – falou incrédula.
- Ultimamente todos tentam jogar coisas em mim... – murmurou de forma abafada, ainda com a cabeça abaixada sobre a carteira.
- Posso imaginar o porquê. Estou entediada, acho que deveríamos fazer algo mais produtivo como descobrir quem nos atacou no sábado do que assistir a essas aulas idiotas do Baki-sensei.
...
- Kay!
- Shhh! – fez Baki de costas enquanto escrevia uma fórmula de álgebra na lousa.
- Não fale tão alto... – Kay murmurou.
Yuuri mordeu o lábio inferior diante do comentário, como ele ainda podia repreendê-la se a culpa por ela ter que falar alto era dele?
- Kay pare de fingir que está dormindo!
- Não estou fingindo...
Ela se inclinou enquanto falava, tentando não falar muito alto, mas naquele momento Baki os viu.
- Kay e Hibiki! – chamou-os. – Vejo que minha aula não lhes parece interessante não é? Pois bem senhorita Hibiki, peça para que a direção a mande direto para a faculdade se considera os professores tão inferiores assim, mas quanto ao senhor Kay desconheço os motivos para que ele continue dormindo e ignorando minhas aulas, a não ser que tenha adquirido uma súbita inteligência de um dia para o outro... Muito bem, venha à lousa resolver este exercício.
O professor sério deu um passo à frente e aguardou Kay se levantar.
- Sem chance. – respondeu preguiçosamente.
- Está se recusando a cumprir uma ordem garoto?
- Estou cansado demais para ir até ai... – comentou enquanto bocejava.
- Era só o que faltava, agora vai simplesmente agir da forma que quer? – o homem parecia ficar mais bravo a cada segundo.
- Hmph. – Yuuri murmurou, levantando-se de sua carteira e caminhando até Baki.
Antes que o professor pudesse adverti-la quanto a não estar chamando ela até lá e sim Kay a garota apanhou o giz que estava em sua mão e completou a fórmula na lousa em pouco segundos, preenchendo por completo o quadro com "demais anotações".
- Se o senhor mudasse os sinais neste ponto o exercício seria muito mais proveitoso e não tão obvio. – comentou enquanto circulava um pequeno detalhe em meio aos números.
Virou-se novamente para a turma que a encarava com olhares curiosos, Yuuri era sempre admirada, era o gênio da Areia afinal.
Antes de voltar a sua cadeira lançou o restante do giz para Baki que conseguiu pegá-lo no ar de forma desajeitada.
- Senhorita Hibiki não seja desnecessária, faça as coisas apenas quando lhe pedirem. – o professor falou, por fim apagando o exercício da lousa e mudando o capítulo da matéria.
Sentou-se novamente em sua carteira e dessa vez fora clara e direta, sem se preocupar com o tom de voz, aproveitando os comentários e risos que correram em toda a sala com a reação de Baki.
- Kay, acho que não deveríamos seguir Gaara nessa disputa, não vamos chegar a lugar nenhum.
- Achei que as coisas já estavam decididas.
- Não! – ela exclamou. – Se vocês apenas aceitarem as ordens dele uma hora ou outra iram atacar a Academia da Areia e não poderemos proteger os outros estudantes.
Kay encostou-se na cadeira, e olhou para ela.
- Gaara sabe que não pode deixar aquele ataque impune, ele entende que os outros alunos também estão correndo riscos. – falou calmamente.
Yuuri olhou-o com reprovação.
- Como pode afirmar isso? – ela perguntou cruzando os braços em desgosto.
- Eu acredito no Gaara, e talvez pense da mesma forma que ele. – disse normalmente, jogando a cabeça para trás enquanto se espreguiçava. – Imaginar pessoas como aquelas que vimos tentando ferir alunos da Areia me deixa irritado.
A garota virou-se, ajeitando-se em silêncio em sua cadeira.
Os papéis se invertiam, agora era Gaara que saia como o bonzinho, e ela como a garota implicante. Isso definitivamente não estava certo.
Yuuri tinha o QI mais alto de todo o colégio, será que poderia estar errada a respeito de Gaara?
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Girou a maçaneta da porta, e como uma verdadeira premonição ele sentiu o que estava por vir.
Ela estava lá, com seus cabelos louros caindo em ondas preguiçosas sobre os ombros, sentada em encima de sua mesa, um típico costume irritante que havia adquirido quando ele assumiu a direção da academia.
Fechou a porta atrás de si e parou pensativo, havia tido um péssimo final de semana, por sorte havia permanecido todo o domingo trancado no quarto tentando se recuperar de toda a exaustão física e mental que aquele sábado havia gerado, mas agora tinha que estar preparado para a pior das partes que estava por vir.
- Gaara. – ela o chamou, sem vacilar por um segundo sequer ou perder a arrogância que inundava o par de olhos amarelados.
Será que Kaminari entendia a situação em que estava?
- Fale. – foi a única coisa que pensou em dizer, afinal, o que ele poderia fazer? Repreende-la? Já fazia isso com freqüência e os resultados só eram piores a cada dia. Então, esperou no mínimo que ela tivesse uma boa explicação para seu comportamento na noite de sábado.
- Você não pode me culpar ok?
- Como? – indagou.
- Você sabe, sobre o beijo.
Gaara respirou por um instante, levando uma das mãos contra a própria testa.
- Nós nem somos irmãos de sangue, não precisa vir e bancar o estressadinho certo? Eu sei que você está bravo, mas discutir comigo não vai fazer diferença alguma. – falou tranquilamente, parando por um instante e analisando as próprias unhas impecavelmente esmaltadas. – Já tive que escutar a Temari por um dia inteiro, por isso estou aqui agora, apenas para poupá-lo de repetir tudo o que ela disse sobre responsabilidades e atitudes, simplesmente não vai adiantar, irmãozinho.
Completou sorrindo, dando um pequeno salto da mesa e ficando de pé.
Gaara apenas continuou parado onde estava, olhando-a.
Ficaram daquela forma por mais alguns instantes, Kaminari esperou vitoriosa pelas broncas e até mesmo gritos vindo de Gaara, ele estava irritado, ela sabia disso, mas o que a surpreendeu não foram broncas ou gritos, mas sim o silêncio.
Gaara não disse uma única palavra.
- Vai ficar ai parado quieto? Desculpe-me irmãozinho, mas não vou sentir remorso com esse silêncio e pedir desculpas enquanto choro. Se está esperando por isso desista. – ela sorriu debochada cruzando os braços.
Novamente nada, Gaara não respondeu.
- Oh Meu Deus! – subitamente levou uma das mãos a boca, sem esconder a expressão de surpresa. – Não me diga que está ai todo 'em choque' porque nunca teve muitas experiências com garotas! Sério, se for por isso que não está falando comigo eu vou rir muito de você Gaara. Você é realmente estranho.
- Kaminari.
Ela parou de rir para prestar atenção no ruivo, quando este finalmente havia decidido dizer algo.
- Eu não irei tolerar atos como aquele.
- Ora Gaara e quand..- mas antes que pudesse provocá-lo ainda mais o ruivo bateu a porta, deixando o escritório.
Sentiu-se estranha por um momento, não esperava aquele comportamento atípico. O que estava acontecendo?
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Academia do Som – 17h00min
Perguntou-se por um instante onde Tenten estaria.
Já fazia algum tempo que estava procurando a colega de quarto, sem obter sucesso algum.
Pensou por um instante em onde diabos poderia ter deixado sua chave. Graças à turbulência incômoda dos últimos dias perder suas coisas estava se tornando um hábito.
Caminhando entediada acabou encontrando Neji próximo a um dos murais de aviso que ficavam no caminho para a divisão de dormitórios.
- Hey. – ela se aproximou casualmente. – Onde está minha querida companheira de quarto, que por sinal é sua namorada?
- Não sei.
Como sempre as respostas do Hyuuga eram secas.
- Como não? Que espécie de namoro vocês levam já que nunca estão juntos quando precisam estar? – perguntou inconformada, levemente risonha.
- Não fico 24hrs com Tenten, e nem quero saber onde ela está a todo momento. Não me irrite Yoshida.
- Yoshida? – ela se surpreendeu. – Só me chama pelo sobrenome quando está mais rabugento que o natural, o que houve?
A garota fitou-o de frente, fazendo com que finalmente o moreno tirasse os olhos dos panfletos fixados no mural.
- Não é da sua conta. – respondeu grosso.
- Argh! Dispenso esse seu mau-humor, ok? – disse revoltada. – Vou procurar Tenten, mesmo ela não sendo minha namorada. – respondeu fazendo questão de trombar em Neji ao passar por ele.
O fato de Neji nunca saber onde Tenten estava não era uma novidade, e ela não poderia se surpreender com aquilo, o namoro dos dois ia de mal a pior, tinha quase certeza de que a amiga estava aprontando nas costas do namorado, e não poderia culpá-la já que namorar alguém com o gênio de Neji não deveria ser fácil.
De relance lembrou-se que Tenten havia comentado algo sobre ter que passar na secretaria para agendar permissões de saída e poder ir visitar os pais que moravam no interior, perfeito, só podia estar lá, não havia outros lugares para procurá-la, e mesmo se houvessem Akemi já estava ficando cansada demais para isso. Decidiu apostar nesta última opção.
Sempre fora péssima em apostas.
Depois de dobrar mais alguns corredores deu de cara com uma secretaria completamente deserta, apanhou o celular no bolso da saia constatando que ainda eram 17h10min, era estranho não ter ninguém.
Mas ela iria aproveitar aquela chance, há se iria.
Sabia perfeitamente que atrás do grande balcão de mármore escuro que cortava a sala para deixar os funcionários separados dos alunos, em algum dos armários próximo as paredes havia um especialmente separado, que deveria guardar as cópias das chaves de todos os dormitórios, para que nos fins de semana a equipe da faxina pudesse entrar nos quartos dos estudantes que iam para suas casas.
Aquilo não seria errado, apenas pegaria a chave de seu quarto emprestada por alguns poucos minutos, ninguém iria sentir falta.
Olhou para os lados cautelosa, e ao notar que não havia ninguém por perto, e que a sala da diretoria estava devidamente trancada – claro, não poderia correr o risco de Orochimaru decidir sair de sua sala para tomar um chá bem na hora em que estivesse revirando as gavetas da secretaria. – bateu as mãos contra a base do balcão e saltou por ele, caindo dentro do local onde havia a placa "somente funcionários".
Esgueirou-se entre o amontoado de mesas de funcionários, era uma das salas que administravam o funcionamento de toda academia do Som. Ainda assim estranhava o fato de estar deserta.
Encontrou um dos grandes armários onde estava escrito em letras escuras a palavra "dormitórios", deu um meio sorriso ao lê-las, não poderia ser mais fácil. Abriu à primeira gaveta do alto onde se encontravam em ordem numérica as chaves 1 á 30 de etiquetas azuis – deveriam ser as dos dormitórios masculinos -, e 1 á 30 vermelhas, certo estava no armário das chaves, mas como a sua era a de número 54 imaginou que encontraria a sorte na próxima gaveta.
E foi antes de seus olhos brilharem ao vislumbrar o que poderia ser sua chave que ouviu passos e vozes se aproximando da entrada do local. Seu coração acelerou, e não pensou duas vezes antes de se jogar para baixo de uma das mesas que estavam ali. Encolheu-se abraçando os próprios joelhos, rezando para que a secretária não a visse.
Mas não era a secretária que estava entrando no local, eram outras pessoas, um grupo bem conhecido.
- Não via a hora de finalmente entrar-mos em ação. – tagarelou o loiro batendo um dos punhos contra a mão. – Aqueles merdinhas já tiveram paz por tempo suficiente.
- Deidara-kun.– a garota de cabelos cacheados olhou-o com reprovação.
- Tsk. Cale a boca Deidara. - o jovem de olhos escuros que caminhava a frente repreendeu-o.
O grupo vinha conduzido por uma figura peculiar, ele, o diretor do Som, Orochimaru.
- Acredito que minha sala seja o melhor local para tratarmos disso, por isso fiz questão de deixar que os funcionários da secretária fossem embora mais cedo hoje. – o homem fez menção para que entrassem quando abriu a porta.
- Espero que seja importante. – alertou Uchiha Itachi passando por ele.
O ruivo que caminhava ao lado do companheiro de sala apenas manteve o olhar frio, enquanto os outros dois que os seguiam permaneceram em silêncio.
O homem fechou a porta atrás de si, provocando tanto a curiosidade quando o sexto sentido para problemas da garota que permanecia embaixo da mesa.
Se a Nuvem Vermelha estava ali, então Akemi deveria descobrir quais eram as intenções de Orochimaru.
Lentamente arrastou-se de seu esconderijo, e passando novamente pelo balcão sem que fosse notada, aproximou-se da grande porta de madeira que dava acesso a sala do diretor, para que pudesse ouvir tudo com muita atenção.
- Não entendo o motivo de tanto mistério. – reclamou Sasori ao fundo da sala, visivelmente sério.
- O mistério é o tempero para a arte, você nunca soube ser muito participativo Sasori, então apenas não estrague o momento. – Deidara falou, aproximando-se e jogando-se em uma das poltronas que haviam a frente da grande mesa de Orochimaru.
Umi permaneceu distante de Itachi como de costume, próxima da estante de livros, ligeiramente nervosa. Enquanto o Uchiha permanecia impassível, de pé a frente do diretor.
- Então? – indagou.
- Finalmente começaremos nossa caminhada rumo a Taça, e para isso entregarei a vocês uma simples missão. – o diretor começou calmamente, sorrindo para os alunos.
O clima não era dos melhores, a não ser para Deidara.
- Neel-chan não está aqui, não deveríamos esperá-la? – perguntou Umi com receio.
- Procuramos Neel mas não encontramos. – Sasori respondeu indiferente.
- Quem se importa com aquela garota louca.
O diretor fechou um dos livros em sua mesa de forma que o barulho fizesse que a atenção de todos voltasse a ele.
- Como dizia, a missão de vocês ira causar alguns transtornos em nossos concorrentes.
- Que tipo de transtornos? – perguntou Itachi, era nítida a falta de paciência em seu olhar quando se tratava dos assuntos bizarros de Ororchimaru.
- Vocês iram tirar duas personagens de circulação... – prosseguiu, empurrando um grande envelope marrom na direção de Itachi.
- O que tem ai? O que tem ai? – Deidara saltou da poltrona aproximando-se do Uchiha e apanhando o envelope.
- Iremos matar duas pessoas? – perguntou Umi, surpreendendo os companheiros que estavam na sala.
Mas o diretor apenas continuou sorrindo para todos.
- Não, não precisaremos disso, ainda não... Tenho um lugar reservado para que vocês as tragam para cá.
Deidara olhava curioso para as duas fotos que havia retirado do envelope. Haviam alguns papéis ali também, contendo endereços e outros detalhes das pessoas das fotos.
- Isso parece estúpido. – Itachi falou repentinamente, chamando a atenção do diretor. – Eles vão saber que fomos nós, estamos lidando com duas academias que já estiveram em outras disputas assim, não irão acreditar que seus integrantes apenas desapareceram de forma simples.
- Itachi, talvez não seja isso.
Dessa vez quem falara fora Deidara, ainda analisando os papéis que estavam em suas mãos.
- Está enganado meu precioso líder. – o diretor atravessou a mesa, aproximando-se do Uchiha de cabelos escuros. – Você não tem o que temer já que as coisas vão seguir conforme o planejado e a última coisa que irão suspeitar será do nosso envolvimento em qualquer coisa.
O líder da Nuvem Vermelha grunhiu em desgosto com a aproximação do homem.
- Então agora passaremos de um grupo especializado em lutas para um bando de seqüestradores? – indagou Itachi cruzando os braços.
- Entenda como quiser, prefiro chamar essa ação apenas de necessária para o fluir dessa empolgante disputa.
- Se é apenas isso, estamos indo. – respondeu seco, dando as costas para o diretor.
Sasori fora o primeiro a desencostar-se da parede, mas ao abrir a porta não pode deixar de notar o pequeno flash da mexa loura que restara no ar de relance, pertencente ao corpo que havia dobrado a entrada da secretária correndo, como um vulto.
- Porque está parado ai Sasori? Vamos logo! – reclamou Deidara esbarrando no colega.
Ela havia estado lá, pensou o ruivo, só podia ser ela.
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Algum lugar no subúrbio de Tóquio – 20h00min
O vento fresco fazia com que as ondas do cabelo negro balançassem no ar. Moveu uma parte das madeixas para trás com brusquidão, revelando o tapa-olho que ocupava uma parte do rosto.
Um sorriso audacioso formou-se em seus lábios.
Ela havia descoberto o que em 50 anos todos diziam não passar de um boato.
Era tudo real, e fora ela quem finalmente descobriu o local onde tudo era planejado.
Neel não era uma aluna qualquer afinal, e sabia que uma hora ou outra seus feitos seriam reconhecidos não apenas pela academia do Som.
- Então são vocês que querem ferrar com a disputa pela Taça em? – falou para si mesma, enquanto o vento soprava forte do alto do prédio. Mirava a pequena janela onde por provável descuido a tinta que deveria cobri-la por dentro havia descascado em uma pequena parte, revelando a movimentação de alguns rostos suspeitos. – Vão se arrepender amargamente por se encontrarem comigo esta noite.
Ela sorriu, crente em sua vitória.
continua...
Mil perdões! Quase um mês atrasada com a atualização, aconteceram mil coisas nos meus quatro finais de semana, incluindo: uma gripe horrível, viagem + falta de internet, e volta as aulas na facul... Mas como me justificar não vai mudar meu deslize, estou trazendo este ótimo capítulo como pedido de desculpas, e eu digo ótimo porque o que vem por ai finalmente vai fazer a coisa andar com mais emoção, eu espero.
Eu fico mal sempre quando posto um capítulo e lembro dos personagens que não apareceram (sim, eu me coloco na pele dos leitores de fanfics de fichas, é triste D:), mas não tem como por todos, espero que não fiquem tristes e parem de me deixar reviews. Falta de reviews me desanima e muito, vocês não fazem idéia, enquanto existem capítulos onde existiram 12~13 reviews, existem outros onde esse número cai brucamente, o que me preocupa, não pelos números em si, mas por acreditar que algo está encomodando vocês :/
Qualquer crítica que tiverem me mandem! Estou totalmente aberta para melhoras, espero que tenham notado mas como me pediram para subir o número de falas, eu coloquei bastante diálogo nesse capítulo, ou pelo menos tentei _
"Sugestões": Se tiverem alguma idéia loca para algo que possa acontecer com ser personagem, mesmo que seja apenas uma sementinha que me instigue a algo repentino não exitem em me falar, estou totalmente disposta a enfiar aventuras nestes pequenos OC's.
PERGUNTA OBRIGATÓRIA: Idependente de qualquer coisa quero que respondam nas reviews: O que acham do Sai? - sim, estou fazendo uma pesquisa sobre ele, idéias... idéias...
O que está por vir nos próximos?
- Mais ação.
- Sequestros :o (quem adivinha as vítimas?)
- Romance (sim, tenho que começar a acelerar as coisas, ta paradinho ainda né?)
- Descobertas (tem tanto segredo oh god .-.')
- Revoltas.
- Traições (sim, mais de uma, eu em..)
É isso ai, sexta-feira de descanço e postagem, volto a trabalhar só na quinta então tenho tempo pra deixar o próximo capítulo pronto pra sábado/domingo, eu espero...
Bom carnaval ( pra quem curte é claro, o que não é o meu caso...) Se beberem não dirijam e não façam filhos em muros pelo amor de Deus, visões no muro da minha casa já me traumatizaram demais na infância - cidade pequena é foda. - por isso alerto a todos D:
Beijos da Unni.
