Oláááá o/ mais uma fic de Saint Seiya, e dessa vez vai ser de humor rsrs... Pra se caso não entenderem algumas partes da fic, eu recomendo que assistam no youtube aos vídeos de "Nós na fita". Vcs iram adorar xD

E só pra lembrar, os personagens de saint seiya não me pertencem, e é uma fic sem fins lucrativos... Agora, boa leitura ^^


Pleonasmo

E como sempre, as luzes se acendem, a musica diminui e já no palco, estava mais uma dupla, digamos que exóticas. Um deles tinha cabelos lilases e o outro estava de olhos fechados, mas parecia que "enxergava" muito bem.

-Poucas coisas me irritam tanto como tautologia. – começa o loiro - Vocês sabem o que é tautologia? Você sabe Mu?

-Sei, ensaiei vários meses essa peça, então já aprendi. – diz calmo e o loiro riu.

-Bom. Tautologia é a repetição de uma idéia na mesma frase só que com palavras diferentes. – começou a explicar – Redundância, pleonasmo.

-Aaahhh... Hahaha... – ri Mu da pequena explicação – É mesmo é? Porque você não já direto que é redundância, pleonasmo assim de cara, que todo mundo entende, hein? Você gosta de aparecer, de falar bonito, é? – diz com um sorriso divertido.

-De aparecer e de falar bonito não, eu não tenho culpa se eu sou culto! – diz Shaka calmamente.

-É? Ta com livrinho aí? – Mu se controla pra não rir da cara do loiro – Ele adora falar rebuscado, fala hahaha... Fala chique. – vê Shaka olha-lo sem entender do que ele ta rindo – Você sabe por que eu to rindo?

-Por quê?

-É que eu to me sentindo num deserto com esses refletores na minha cara. É sempre um alivio muito grande quando você entra na minha frente.

-Não o pior é que ele fica buscando a minha sombra e eu tirando a minha sombra pra vocês poderem ver ele. – ri Shaka.

-Não, não, não! Não sai pow! – diz Mu que até agora não parava de rir.

-Eu fico aqui assim... – vai Shaka para mais perto de Mu e faz uma sombra – Daí eu penso: "Ih, espera, eu to fazendo sombra no rosto dele", daí eu faço assim... – se inclina um pouco pra traz – Daí agora sim. – ri mais um pouco.

-Deixa pelo amor de Buda, pois toda vez que você tira a sombra da vontade de grita aqui. – diz Mu agora gargalhando.

-Eu to notando que não é possível, o carneirinho tem técnica, pois a gente andou ensaiando essa peça por vários meses e qualquer coisa, a gente sai, a gente acha a luz neh? – diz Shaka meio risonho – E eu to aqui com a sombra na cara dele e ele num tira. –ri mais um pouco.

-Hahaha... É que toda vez é assim: "Rapaz!" Daí agora sai. Shaka se sai da frente e a luz bate no rosto de Mu outra vez – O INFERNO! – grita Mu e os dois gargalham – É uma loucura, rapaz... Nos bastidores eu ouvi os caras sacanearem o Jatobá e eu também sacaneei ele, mas eu estou ficando praticamente o Jatobá. – pequena pausa – Bom eu tava falando de que mesmo?

-De que eu tenho mania de falar difícil.

-Ele tem mania de falar difícil, chique, rebuscado. – se levanta do seu lugar – Eu fico com pena do Shun que chega na casa de virgem e fala: "Mestre! Mestre, eu estava com meus amigos insuportáveis ali treinando e daí..." – começa a dizer com uma voz meio que afetada e de braços cruzados, mas Shaka o interrompe.

-Opa, espera aí... Esse é meu discípulo Shun? – Mu balança a cabeça em concordância e segura o riso – É assim que você vê meu discípulo? Você viu como o Rada fez a mulher do Vale na quarta cena? Se somar a mulher do Valentine com meu discípulo, não a possibilidades do reino de Hades com o santuário serem unidos, com guerras, você sabe neh? – pergunta Shaka e Mu só ri.

-Mestre, deixa eu te conta uma coisa...

-O meu discípulo é meio estranho. – diz Shaka segurando o riso.

-HAHAHA... Meio? Acredita nisso que é bacana. – Mu tenta controlar o riso – Olha só... Deixa eu te conta uma coisa mestre. – começa de novo a "interpretar" – Eu estava conversando com os meus colegas ali, eles são insuportáveis, eu tava querendo ver a novela e eles não deixaram.

-Que novela?

-Florisbela! – ao escutar isso, Shaka ri – Aí, eu queria que você cantasse mestre, aquela musiquinha que meu antigo mestre, cantava pra eu dormir. Daí o Shaka vira pro Shun e diz assim: "Sim meu filho... Que musica você quer?". – diz Mu também com a voz meio afetada.

-Ou, espera aí! O que? Como é que eu falo com meu discípulo? – se finge de braço, mas ri logo em seguida.

-Meu filho... – diz Mu com a voz ainda afetada – Você não reparou, mas o carnavalesco o Oros, fez estava se inspirando em você ali na hora.

-É né? É no Dido isso sim. Gente, o carnavalesco todo afetado que o Aioros fez, é o Afrodite. – diz Shaka e Mu só ri – Vocês viram como ele fez meu discípulo e agora eu neh? Ele me ama esse cara. – diz com sarcasmo – Mas vamos falar a verdade, meu discípulo é quase isso mesmo, só chora depois. Pronto falei. – Shaka ri.

-O pior é que isso é verdade, isso que é o mais estranho, e sim, eu te amo meu anjo, mas vamos continuar. – se lembra que a peça ainda não acabou – Ele se fira pro filho e fala. – engrossa, mas a voz e faz pose de machão, Shaka só ri da interpretação dele - "Shun, que musica você quer ouvir?", daí o garoto: "Mestre, canta pra mim, cai-cai balão?".

-Então eu vou canta todo empolado pro meu discípulo?

-É sim, e você iria canta mais ou menos assim: "Precipita, precipita aeróstato mais leve que o ar. Precipita aqui na palma dos meus arteiros superiores. Não vou me deslocar, até lá, não vou me deslocar até lá! Tenho medo de ser atingido por objetos contundentes!". – pequena pausa – Por isso que o garoto ficou assim insuportável! – cruza os braços pra "imitar" Shun.

-Bom, aproveitando que você está no embalo... Como seria eu cantando, por exemplo: Atirei o pau no gato? – pergunta Shaka.

-Atirei o pau no gato? É simples! – Mu respira fundo pra poder cantar – "Arremessei o projétil ao felino-no, porém o felino-no, não veio a falecer-cer. Progenitora Francisca-ca, ficou estupefacta-ta, pelo som, pelo som emitido pelo animal: onimatopéia referente aos felinos! – termina a musica bem sério, mas uns segundos depois, não se agüenta e ri.

-Aproveitando que você ainda ta no embalo, como seria eu cantando: O sapo não lava o pé?

-Essa é fácil! – sorriu pra platéia – "O dendrobata não pratica higiene pedicular... Não pratica porque não é de seu feitio! Ele habita em região lacustre, não pratica higiene pedicular porque não é de seu feitio! Que mau odor proveniente dos arteiros inferiores". – termina com um ar de riso.

-Posso continuar? – pergunta Shaka tentando controlar seu riso.

-Claro meu loiro. – se aproxima do loiro com uma cara sapeca – Quer ser meu amigo de orkut? – fala com voz de criança – Eu vou monta uma comunidade. Sabe como vai se chamar? – pergunta com um olhar inocente.

-Não sei não. Como vai se chamar? – Shaka faz de tudo pra não rir da interpretação de Mu.

-Eu amo a Petrobras! – faz um coração com as mãos. Shaka não se agüenta e ri da palhaçada.

-Bom gente, pra encurtar aquela história de redundância, pleonasmo e tautologia. – pequena pausa – Tipo "subir pra cima". Subir pra cima é uma tautologia e todo mundo fala, "lógico, como é que eu vou subir pra baixo", continua falando. – fica sério. - O pior é que no dia-a-dia tem exemplos mais sutis que passam despercebidos, mas que irritam da mesma forma.

-Como, por exemplo: Elo de ligação. – começa Mu meio indignado – Gente, elo É de ligação, pois senão não é elo é argola. Pra uma argola ser promovia a elo, tem que ligar alguma coisa com alguma coisa sempre.

-Outra coisa que todo mundo fala: Não só falta o acabamento final. – diz Shaka – Se é acabamento É final. Não existe acabamento semifinal ou acabamento quarta de final. – diz por fim.

-Tem uma que é um clássico: Não, eu tenho certeza absoluta. – Mu olha pra platéia indignado – Se a pessoa tem certeza... Ela é absoluta. - Tem uma que eu nunca vi ninguém acertar, é uma assim: Ah, é só uma goteira no teto! – aponta pra cima ao falar – Goteira É no teto. Na parede escorre e no chão é poça.

-Tem uma de numero que é assim: O show será nos dias 8, 9 e 10 inclusive. – começa Shaka com uma pitada de ódio – Se o 10 não estivesse incluído... Era só a pessoa NÃO dizer o 10. – diz por fim.

-Divida o melão em duas metades iguais! – diz Mu após uma curta pausa – Se é metade Ana Maria Braga... É IGUAL! – dessa vez Mu tenta controlar o riso.

-Mas então, eu tava num dia desses... Chovia tautologia de um lado, tautologia do outro, não queria contato com o mundo externo, eu não queria falar com ninguém. – começa Shaka calmo – O que eu fiz... Cheguei em casa, tive indo na secretaria eletrônica e fui fazer um miojo pra mim. Sentei pra ver um Tele Jornal, na primeira matéria o repórter mando: "Mas o projeto já foi encaminhado pro vereador da cidade". – pausa – Vereador é da cidade... Não existe vereador da rua, da praça, do bairro. Como também não tem sentido aquela placa "Prefeitura Municipal", pois na Grécia toda prefeitura É DO MUNICIPIO! – fala já irritado – Então eu fui até lá, vomitei meu miojo, voltei... Na matéria seguinte veio outro repórter: "Os carros que forem sair da cidade no feriadão, tem outra alternativa". – outra pausa – Se é alternativa, é outra. Se não é outra, é a mesma e se é a mesma não é alternativa, entendeu?

-Então eu achei que o Shaka tava muito tempo em casa e eu disse que ele precisava se ocupar, então ele resolveu trabalhar. Aonde? Numa biblioteca.

-Ai nem me lembre. – diz Shaka se lembrando do ocorrido – Eu fui, já que é lugar de gente culpa, de gente que fala pouco. Eu liguei pra me inscrever... A moça que me atendeu falou: "Olha, temos até uma vaga, mas o senhor tem que comparecer pessoalmente". – olha irritado pra platéia – Não, foi bacana ela ter me avisado, pois eu ainda não aprendi a comparecer por e-mail.

-Bom eu tinha pensado em tentar um empreguinho na biblioteca, mas depois que aconteceu com o Shaka eu desisti. – começa Mu – Então eu pensei que talvez pudesse ser carência, então fui na casa de minha ex... – sente o olhar maligno de Shaka – Calma meu loiro, to falando daquela de anos atrás lembra? – vê Shaka concordar e se acalmar – Então fui na casa dela, ela começou a me fazer, tava bacana, então ela resolveu conversar e complicou. – pausa – É que ela disse assim pra mim: "Meu bem você precisa se controlar. Está muito difícil conviver junto com você." Eu olhei bem pra ela, eu torci meu pâncreas pra não esboçar nenhuma reação... Mas logo em seguida ela emendou: "Inclusive eu já falei com seus amigos e todos foram unânimes"... Sabe, não é bom a gente andar armado, pois no velório dela... – nessa o Shaka ri – Meus amigos acharam que eu precisava de um auxilio medico e então fui até um psiquiatra.

-Bom, eu gostei da idéia e também fui sabe, eu achava que também tava precisando. – diz Shaka – Então chegando lá eu falei: "Doutor eu estou com um problema" e o psiquiatra diz: "Calma, seja lá qual for seu problema, você tem que pegar e encarar de frente". – olhar de ódio – Eu me dei alta em 5 minutos, pois ENCARAR é de FRENTE! Não existe encarar de costa, pois se existisse seria embundar sei lá. – faz pequena pausa já irritado – Sai de lá achando que o problema podia ser espiritual, então mesmo sendo budista, entrei na primeira igreja que vi, me ajoelhei e falei: "Frei me salve" e ele: "Irmão... Eu já curei aqui, uma multidão de pessoas"... Na impossibilidade de dizer ao cristão algo do tipo: "Frei, multidão de vaca é foda" Falei nada... O frei achou que eu tava duvidando dele e ele falou: "Isso é um fato real". Aí meu Buda... Se é FATO é REAL! E ele continua: "Se é um fato real, você precisa sentir a presença de Deus, aquela surpresa inesperada"... Desmaiei! Acordei no hospital e uma doce enfermeira olhava pra mim...

-Como assim doce enfermeira, hein senhor Shaka de virgem? – interrompe Mu todo enciumado.

-Pelos Deuses Mu, ela era uma senhora já, por isso que a chamei de doce enfermeira.

-Sei... To sabendo.

-Posso continuar? – vê Mu assentir – Bom, eu acordei no hospital e uma doce enfermeira olhava pra mim e me disse: "Olha, você passou a noite inteira na UTI, mas já está no quarto e pode ir embora assim que amanhecer o dia". – Mu ri e Shaka olha sério – Voltei para UTI... Mas desde o dia que sai do hospital me curei.

-Que bom.

-Me curei Mu, pois descobri que o negocio é desabafar, então quando alguém fala alguma tautologia perto de mim eu grito, grito, grito e fico bom na hora.

-É mesmo é?

-Mas eu também não dou uns gritinhos não.

-Você grita alto, neh? – Mu o olha inocentemente.

-Isso, eu grito alto. – Shaka se toca do Mu falou – Grita alto? AAAAAHHHH...

As luzes se apagam e a musica aumenta abafando o grito de Shaka, mas logo ele para com a gritaria e os dois saem do palco para a próxima dupla entrar.

Continua...


Yo meu povo o/ demorei d+ dessa vez neh? Mas espero ter agradado vcs com esse cap... Sei que ele ta meio confuso, mas é que no vídeo, um dos caras fala essa parte inteira sozinho, pra não ficar de um jeito chato de se ler, eu dividi de um jeito que o Muzin e Shakin pudessem apresentar essa peça juntos ^^

A claro, vcs devem qrer saber do pq da demora neh? Simples... Preguiça -.- só de imaginar que tinha que fazer de um jeito que os dois pudessem falar, deu preguiça, e tbm meu humor variava, uma hora eu tava depre, outra eu tava irritada, depois eu qria só escutar musica, daí deu vontade de ficar a tarde inteira dormindo =/ é meu povo... Ficar sem trampo da nisso, mas uma hora eu consigo um ^^

Quaisquer duvidas é só falar comigo e de novo peço desculpas pela demora... E PORRA MEU! Só uma pessoa mando review no cap 9 Ò.Ó taí o motivo do meu desanimo... Se na próxima não tiver mais de 1 review vou demorar pelo menos uns dois meses pra postar e olha q só falta um cap, então agora é com vcs, pois como sempre...

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