Cap 10
Roupa da Bella no perfil :))
Com isso, reclinou a cabeça no encosto do banco, a fim de observá-la melhor. A face de Bella estava corada, seus olhos apresentavam o brilho e o desejo da determinação.
Ela hesitou por um breve instante, mas logo tomou sua decisão. Com movimentos muito lentos, acabou de baixar o zíper da calça de Edward, que imaginara saber tudo sobre as preliminares do sexo, mas começava a constatar que havia se enganado. Pensara ser capaz de se controlar, mas as manobras deliberadas de Bella o estavam levando a loucura, como nunca lhe acontecera antes.
- Espero que saiba o que está fazendo – ele murmurou por entre dentes.
- Está duvidando da minha habilidade?
- Seria uma grande tolice negar o óbvio.
Como se as palavras dele lhe dessem a permissão de que precisava, Bella deslizou a mao por dentro da calça jeans, arrancando mais um gemido de Edward.
- Eu só queria ter certeza de que você sabe no que esta se metendo.
- Como você mesmo disse, seria uma grande tolice negar o óbvio. – Bella iniciou uma exploração minuciosa do novo terreno. – Além do mais, foi você quem nos trouxe a um beco deserto, atrás do edifício. Ninguém vai nos ver.
Definitivamente, Bella falava sério. Queria brincar com fogo. E, uma vez decidido a não recuar, Edward viu o autocontrole abandoná-lo de vez. Com a ajuda dela, despiu-a do short jeans e, ao vê-la ajoelhada no banco, usando apenas a camiseta molhada e uma calcinha minúscula, assobiou baixinho.
Ela corou até a raiz dos cabelos.
- Devo entender que gosta do que vê?
- Você sabe que gosto,só não sabe o quanto. Venha cá, Bella.
- Bella? Não sou mais a princesa?
- Quero você, minha vizinha linda e sexy, não algum produto da minha imaginação. Vai me fazer esperar muito?
Com um brilho de pura felicidade nos olhos, Bella voltou a se posicionar sobre Edward. A diferença era que, agora, somente uma fina e minúscula camada de seda separava seus corpos.
- Ah, você é deliciosa!
- Você até que é ajeitadinho.
Edward segurou-lhe o rosto entre as mãos e disse:
- Espero que não se importe se, só desta vez, eu assumir o comando.
Sem esperar pela resposta, beijou-a com paixão, pois precisava sentir a maciez daqueles lábios, assim como a promessa do que ainda viria.
Uma batida na janela assustou-os, e Bella pulou, quase saltando para longe de Edward. Ele segurou seus quadris com força, mantendo-a exatamente onde estava. Embora quem quer que estivesse fora do carro não pudesse vê-la, graças aos vidros com película. Edward não queria expô-la ainda mais.
- Vão fazer isso lá dentro! – sugeriu o sindico, com uma gargalhada.
Tanto Edward quanto Bella reconheceram a voz familiar.
Com um suspiro embaraçado, Bella apanhou o short jeans. Edward praguejou baixinho e reclinou a cabeça no encosto do banco. Por mais que estivesse gostando do que estava acontecendo, não podia negar que sentia-se grato pela interrupção, pois perdera, definitivamente o controle sobre si mesmo.
Bella abriu o chuveiro, perguntando-se se deveria tomar um banho quente para aquecer a pele gelada, ou frio, para apagar o fogo que ainda a queimava por dentro. Depois de tentar as duas alternativas, concluiu que nada a ajudaria e, por isso, terminou o banho e enrolou-se na toalha.
Seu corpo ainda estava tomado pela corrente de sensações, e somente Edward poderia mudar tal fato. Infelizmente, ele se refugiara no próprio apartamento, com a desculpa de precisar de um banho. Ora, por que não tomaram banho junto? Seria uma experiência nova para Bella, que ela adoraria ter com Edward.
Alias, pensou, havia uma longa lista de experiências que ela gostaria de ter com ele, mas em sua busca por descobertas sexuais, Bella estava descobrindo muito mais, tanto sobre si mesma, quanto sobre Edward.
Ele sabia como proporcionar o carinho e o afeto que ela tanto desejava encontrar, mas seu tempo juntos era limitado. Um mês, não mais. Por isso, Bella optara por um envolvimento casual, sem qualquer compromisso. Se bem que, não seria mal ter um compromisso com um homem como ele.
Ei! Onde iriam parar seus pensamentos, se continuassem a seguir esse rumo? Bella repreendeu-se, pois sabia que estava indo longe demais com suas fantasias. Edward não tinha a menor intenção de se tornar parte de sua vida. Portanto, o melhor seria nem pensar nas possibilidades.
O toque do telefone poupou-a de uma analise mais profunda.
- Alô
- Finalmente! Faz ideia do que seja tentar encontra-la?
Bella sorriu.
- Olá vovó. Desculpe-me por não ter retornado a sua ligação. Tenho estado muito ocupada com... – A sedução de um homem! -... O trabalho.
- Ocupada demais para telefonar para sua avó e dizer que está bem?
- Tem razão. Já pedi desculpas.
Emma suspirou.
- Ora, por essa eu não esperava!
Bella riu.
- Sinto sua falta, vovó!
- Então, venha me visitar.
- Prometo ir... Assim que conseguir organizar melhor a minha agenda.
Assim que Edward sair da minha vida, Bella pensou, vou precisar muito de sua companhia.
- Vejo que estamos progredindo! Até nossa ultima conversa, você não queria sequer considerar a ideia. E não nos vemos desde o casamento de Emmet, há mais de um ano.
- Minha vida esta mudando, vovó. Não posso explicar, agora, mas sinto-me muito melhor com relação a muitas coisas, inclusive eu mesma.
- Não vejo por que deveria ser diferente. Você é o máximo! Agora, conte-me o motivo da mudança. Emprego novo?
- Em parte – Bella admitiu.
Ainda não contara a avó os detalhes de sua vida "pós-pensão", pois queria, antes, ter certeza de que seria capaz de se sustentar.
- Novo namorado?
- Talvez?
A avó resmungou algo incompreensível.
- Muito bem. Continue com a sua rotina silenciosa, mas certifique-se de que ele a trate muito bem no seu aniversario. E, antes que se rebele contra mim, não estou me referindo a presentes caros. Existem muitas coisas que se pode fazer, mesmo tendo um orçamento apertado. Alias, ouvi dizer que aqueles sex shops da cidade grande tem preços bastante razoáveis.
- Vovó!
Apesar de tudo o que fizera com Edward, pouco antes, Bella sentiu um forte rubor tomar conta de sua face.
Emma riu.
- Quando foi que você se tornou tão puritana? Ao que parece, você não usou os sais de banho e as velas perfumadas que lhe mandei, no seu ultimo aniversario.
Em vez de responder, Bella soltou uma risada marota. Ela e o irmão haviam se habituado aos comentários ultrajantes da avó, desde a adolescência. Era seu pai, o juiz, que jamais compreendera a mãe e vivia ameaçando interna-la em um asilo. Mas, como Emmet e Bella jamais permitiriam algo assim, ele acabara desistindo. Desde que Emma não criasse um escândalo em publico, o juiz Montgomery estaria satisfeito.
- Como vai o pessoal? – Bella perguntou.
- Perfeitos, é claro! E, como você nunca vem visita-los, eles estão pensando em ir até Nova York. Mas, se você esta pensando em vir...
- Vamos fazer uma coisa de cada vez, vovó. Preciso desligar agora. Amo você.
- Também amo você, minha querida. E, seja quem for esse rapaz, não bancara a moralista puritana com ele. Homens não se excitam com mulheres assim. Até logo, querida.
Revirando os olhos, Bella desligou. Ao pensar nela e Edward, no banco de trás do carro, semidespidos, colados um ao outros, foi sacudida por um arrepio.
Não, não fora moralista, nem puritana. Ao contrario, fora uma menina má. E queria ser ainda pior. Era incrível que uma mulher de mais de oitenta anos estivesse lhe dando conselhos sobre sua vida sexual. Conselhos que ela já estava seguindo a risca.
Lembrando-se das palavras da avó, Bella sorriu, pois era como se Emma já conhecesse Edward.
Bella era, definitivamente, uma encrenca, Edward pensou. Porém, era uma encrenca que valia a pena. E aí estava o problema. Ele mal saíra do banho frio, quando o porteiro interfonara para informa-lo de que Bella acabara de entrar no elevador. Edward detestava ter de recorrer aquele tipo de tática, mas ela não lhe deixara alternativa.
Assim, vestiu-se apressado e desceu correndo pela escada.
- Ela foi por ali – o porteiro anunciou com um sorriso largo.
- É bom saber que está se divertindo com a história – Edward resmungou.
Seguiu-a em uma distancia discreta, incapaz de desviar os olhos dos quadris ondulantes. Esperou na esquina, quando ela entrou na cafeteria e, assim que a viu desaparecer na estação de metrô, fez sinal para um taxi e foi para o parque.
Como não queria confrontá-la, decidiu manter-se fora de vista. Assim, poderia observá-la e a quem quer que tentasse se aproximar. O fato de Bella não estava levando a câmera deveria fazer com que ela não fosse um alvo tão claro, mas assim que se aproximou do parque, os cabelos castanhos, sua pele branca e a postura de princesa a fizeram sobressair-se na multidão.
Sem se dar conta disso, ela entrou no playground e se aproximou de um grupo de mulheres sentadas em um banco, observando seus filhos brincarem. Como não havia mais lugar no banco, Bella não hesitou em se sentar no chão, sem se preocupar com a calça branca que usava.
O que não era de surpreender, Edward pensou. Afinal, ele já sabia que Bella era o tipo de mulher que se sentia muito mais a vontade sentada no chão, do que nos luxuosos sofás que ele vira na mansão Montgomery.
Depois de cumprimentar as mulheres, que a receberam sem qualquer sinal de reserva, ela esticou as pernas e apoiou-se nos cotovelos, parecendo totalmente relaxada. Ao contrario de Edward, que ainda sentia a tensão do desejo a dominar seu corpo.
O grito de uma criança cortou o ar e, sobressaltado, Edward virou-se na direção de onde viera o som. Viu um garotinho pendurado, de cabeça para baixo, em uma das barras de ferro do balanço. No mesmo instante, uma jovem mãe se levantou, mas Bella segurou-lhe o braço e foi buscar o menino. Quando o colocou no chão, em vez de voltar correndo aos brinquedos, o pequeno pulou e agarrou-se ao pescoço de Bella. Era evidente que já se conheciam, e ela o segurou no colo por um longo momento, murmurando coisas que Edward não podia ouvir, mas que provocaram deliciosas gargalhadas do garotinho.
Um súbito nó se formou na garganta de Edward, pois ele se lembrou de incidentes semelhantes em sua própria infância. Aos domingos, o único dia de folga de sua mãe, os dois iam ao parque para brincar e almoçar um piquenique preparado por ela. Sua mãe o observava, ajudava, consolava, como Bella acabara de fazer com aquela criança. Ora, ela podia não saber, mas seus instintos maternais eram fortes. Bella estava tão ocupada em fugir da família que, certamente, ignorava o desejo de ter sua própria família. O mesmo desejo que Edward possuía.
Definitivamente, aquela mulher representava uma grande ameaça... À sua vida, à sua sanidade e ao seu coração.
Já vira várias facetas dela: a mulher despenteada, carregando sacolas de compras, a parceira que o ajudara a lavar o carro sem queixas, a princesa na torre de marfim e cristal. Mas a Bella Montgomery com uma criança nos braços era uma ameaça muito mais perigosa do que a sereia sedutora que o atacara, no banco traseiro do carro.
Sentindo-se como um intruso, Edward virou-se, mas antes de ver Bella olhar na sua direção. Não sabia se ela o veria, mas descobriria em breve.
