A luz inundava o quarto, arrancando-me de um sono profundo. Eu me espreguiço e abro os olhos. Era uma bonita manhã de maio, com Seattle aos meus pés. Uau, que vista. Quinn Fabray está profundamente adormecida ao meu lado. Surpreende-me que esteja ainda na cama. Sinto a tentação de esticar a mão e tocá-la, mas está tão adorável dormindo, como uma garotinha.
Eu poderia passar o dia todo a contemplando, mas tenho minhas necessidades... fisiológicas. Levanto nua mesmo e dirijo-me para a uma porta que poderia ser o banheiro, mas acabo dentro de um closet tão grande quanto o meu quarto. Filas e filas de vestidos caros, de camisas, sapatos e "gravatas"? Que mulher tem várias gravatas no seu closet? Claro que Quinn Fabray sempre é uma exceção a tudo. Na verdade, o closet de Santana certamente não fica atrás. Oh, merda. Eu tinha que lhe mandar uma mensagem. Já imagino ela brincando de CSI comigo.
Volto para o quarto, Quinn continua dormido. Abro a outra porta. É o banheiro, maior que meu quarto, acho que ate o armário da cozinha da casa dessa mulher é maior que meu quarto. Porque que essa mulher que mora sozinha precisa de tanto espaço? Duas pias, eu observo com ironia. Se nunca dorme com ninguém, uma das duas não é utilizada.
Olho-me no enorme espelho. Pareço diferente? Sinto-me diferente. Passo os dedos pelos os meus cabelos, ate eles estão diferentes! Se eu soubesse que fazer sexo com Quinn Fabray te deixava tão diferente eu já teria procurado essa mulher muito antes.
Morro de fome. Volto para o quarto. A Bela Adormecida continua dormindo, quem olha ela assim nem pensa que ela gosta de brincar de bater, algemar e chicotear mulheres, a deixo e vou à cozinha. Mas antes eu me abaixo e pego um casaco branco que cobre metade do meu corpo e o visto, ate porque eu não posso simplesmente andar nua pela casa dos outros.
OH, não... Santana. Fiz um tour nessa casa atrás do meu celular, quando finalmente consigo achar vejo que Santana me enviou 3 mensagens.
*Ta tudo bem?*
*onde merdas você se enfiou? (sem ironias) *
*Cacete Rachel! Tem celular pra que? enfiar no c...?*
Ligo pra Santana pra avisar que estou bem e que não precisa se preocupar, mas ela não me atende, então deixo um recado na sua caixa postal. Estou muito confusa. Tenho que tentar me esclarecer e analisar meus sentimentos por Quinn Fabray. É impossível. Movo a cabeça me dando por vencida. Preciso estar sozinha, longe daqui, para pensar.
Encontro na bolsa dois elásticos para o cabelo e rapidamente faço duas tranças. Sim! Possivelmente quanto mais menina pareça, mais a salvo estarei das garras de Quinn. Pego o meu iPod na bolsa e coloco os fones. Não há nada como música, para cozinhar. Coloco o iPod no bolso do casaco de Quinn que peguei no quarto, subo o volume e começo a dançar.
Merda, eu estou faminta.
A cozinha me intimida um pouco. É elegante e moderna, com armários sem puxadores. Possivelmente deveria preparar o café da manhã para Quinn. No outro dia comeu uma panqueca... Bem, ontem, no Heathman. Caramba, quantas coisas aconteceram desde ontem. Abro a geladeira, vejo que há muitos ovos e pego o que quero para panquecas e bacon. Começo a fazer a massa dançando pela cozinha.
Estar ocupada é bom. Isso me concede um pouco de tempo para pensar, mas sem aprofundar muito. A música que ressona em meus ouvidos também me ajuda a afastar os pensamentos profundos. Eu vim para cá para passar a noite na cama de Quinn Fabray e consegui, embora ela não permita a ninguém dormir em sua cama. Sorrio. Missão cumprida. Bons momentos. Sorrio. Bons, muito bons momentos, e começo a divagar recordando a noite. Suas palavras, seu corpo, sua maneira de fazer amor... Fecho os olhos, meu corpo vibra ao recordá-la e os músculos de meu ventre se contraem. Meu subconsciente me faz cara feia. Sua maneira de foder, não de fazer amor, ela grita pra mim. Eu ignoro, mas no fundo sei que tem razão. Movo a cabeça para me concentrar no que estou fazendo.
Por que Quinn é assim? Por natureza ou por educação? Nunca conheci ninguém igual.
Coloco o bacon no grill, enquanto frita, bato os ovos. Volto-me e vejo Quinn sentada em um dos bancos, com os cotovelos em cima do balcão de café da manhã e o rosto apoiado na mão. Veste a mesma roupa com que foi dormir ontem. O cabelo revolto lhe fica realmente bem Parece divertida e surpresa ao mesmo tempo. Fico paralisada. Logo me acalmo e tiro os fones. Com os joelhos tremendo, só de vê-la.
— Bom dia, senhorita Berry. Está muito animada esta manhã, — diz em um tom irônica.
— Eu dormi bem, — digo abrindo um sorriso. Ela tenta dissimular meu sorriso.
— Não imagino por que. — ela faz uma pausa e franze o cenho. — Eu também, quando voltei para a cama.
— Está com fome?
— Muita, — responde-me com um olhar intenso, e acredito que não se refere à comida.
— Panquecas, bacon e ovos?
— Soa muito bem.
— Não sei onde estão os guardanapos de mesa.
— Eu me ocupo disso. Você cozinha. Quer que ponha música, então você pode continuar... err... dançando? Por favor, não pare por minha causa. Isso é muito interessante, — diz-me em tom zombador.
Enrugo os lábios. Interessante, verdade? Meu subconsciente se dobra de rir. Viro e sigo batendo os ovos, certamente com mais força do que necessário. Num instante, ela está ao meu lado. Ela gentilmente puxa a minha trança.
— Eu adoro isso, — sussurra. — Mas não vão proteger você.
Meu plano não deu certo...
— Como quer os seus ovos? — pergunto-lhe bruscamente. Ela sorri.
— Completamente batidos e espancados, — ela sorri.
Sigo com o que estava fazendo tentando ocultar meu sorriso. É difícil não ficar louca por ela, especialmente quando está tão brincalhona, o que não é nada frequente. Abre uma gaveta, saca duas toalhas individuais negras e as coloca no balcão. Jogo o ovo batido em uma frigideira, pego o bacon do grill, dou a volta e coloco mais no grill.
Quando me volto, há suco de laranja no balcão e Quinn está preparando café.
— Quer um chá?
— Sim, por favor. Se tiver.
Quinn abre um armário e saca uma caixa de chá Twinings English Breakfast. Franzo os lábios.
— Um monte de conclusões precipitadas, não é?
— Você acha? Não tenho certeza que tenhamos concluído nada, ainda, senhorita Berry — ela murmura.
O que ela quer dizer com isso? Nossa negociação? Nossa, err... relação... seja o que for. Ela ainda é tão enigmática. Sirvo o café da manhã nos pratos quentes, que estão em cima dos guardanapos de mesa. Abro a geladeira e pego xarope de arce.
Olho para Quinn, ele está esperando que eu me sente.
— Senhorita Berry. — diz me mostrando um banco.
— Senhorita Fabray. — Concordo com a cabeça, em reconhecimento.
— Coma, Rachel — Meu apetite se tornou incerto.
— Isto está delicioso, a propósito. — Ela sorri para mim.
—Pare de morder o lábio. É muito perturbador, e acontece que me dei conta de que não está vestindo nada debaixo do meu casaco, e isso me desconcentra ainda mais. — Ela rosna.
Inundo a bolsa de chá no bule que Quinn me trouxe. Minha cabeça está dando voltas.
— A que hora tem que estar no trabalho?
— Às nove.
— Levarei você ao trabalho amanhã, às nove.
Franzo o cenho. Quer que eu fique outra noite?
— Tenho que voltar para casa esta noite. Preciso trocar de roupa.
— Podemos comprar algo.
Não tenho dinheiro para comprar roupa. Levanta a mão, agarra o meu queixo e faz meus dentes soltarem meu lábio inferior. Eu não estava consciente de que me estava mordendo o lábio.
— O que foi? — pergunta.
— Tenho que voltar para casa esta noite.
Ela aperta a boca em uma linha dura.
— Ok, esta noite, — ela aceita. — Agora acabe o café da manhã.
Minha cabeça e meu estômago dão voltas. Contemplo a metade de meu café da manhã, que segue no prato. Já não tenho fome.
— Coma, Rachel. Ontem à noite não jantou.
— Não tenho fome, de verdade, — sussurro.
Ela aperta os olhos.
— Eu gostaria muito que terminasse o seu café da manhã.
— Qual o seu problema com a comida? — Eu deixo escapar. Ela franze a testa.
— Já te disse que não suporto desperdiçar comida. Coma- diz-me bruscamente, com expressão sombria, doída.
Droga. O que é tudo isto? Pego o garfo e como devagar, tentando mastigar.
Se for ser sempre tão estranha com a comida, terei que lembrar para não encher tanto o prato. Seu semblante se suaviza a medida que vou comendo o café da manhã. Observo ela retirar seu prato. Espera que eu termine e retira o meu também.
— Você cozinhou, eu limpo.
— Muito democrática.
— Sim. — diz-me, franzindo o cenho. — Não é meu estilo habitual. Assim que acabar, tomaremos um banho. — O som de meu telefone me tira do devaneio. É Santana.
— Oi — Afasto-me dela e me dirijo para as portas de vidro da varanda, na minha frente.
— Rach, por que não me mandou uma mensagem ontem à noite? — Ela está zangada.
— Desculpe-me. Eu fui superada pelos acontecimentos.
— Você está bem?
— Sim, perfeitamente.
— Você transou com a Fabray? —Seu tom animado me faz revirar os olhos. — Oh meu Deus, minha melhor amiga pegou a multimilionária Quinn Fabray, da vontade de abrir a janela e gritar.
— Santana, menos por favor.
— Como foi? Ela é tudo o que aparenta ser? Ou é igual aqueles chocolates em que a embalagem é linda porém o chocolate é ruim?
— Muito interessante sua comparação.
— Bora, me fala, quero saber o quão quente Quinn Fabray pode ser.
— Santana, por favor! - Não posso reprimir meu sorriso.
— Rachel, não me oculte isso. Estou a quase 24 horas esperando pra saber disso.
— Nos vemos esta noite. — E desligo.
Vai ser difícil enfrentar Santana, ela sempre gosta de saber os detalhes. Mas não posso falar nada por que assinei um contrato de confidencialidade.
Ela vai ter um ataque e com razão. Tenho que pensar em algo. Volto à cabeça e observo Quinnn movendo-se com desenvoltura pela cozinha, quando ela se vira pra mim e pergunta
—Como foi para você ontem à noite? — A curiosidade ardia nos seus olhos. Estava impaciente para saber. Uau.
— Bom, - eu murmuro.
Esboça um ligeiro sorriso.
— Para mim também, — ela murmura. — Eu nunca fiz sexo baunilha antes. Há muito a ser dito sobre ele. Mas, então, talvez seja porque é com você. — Desliza o polegar por meu lábio inferior.
Eu inalo fortemente. Sexo baunilha?
— Venha, vamos tomar um banho. — Ela se inclina e me beija. O meu coração dá um salto e o desejo percorre o meu corpo.
A banheira é branca, profunda e ovalada. Quinn se inclina e abre a torneira da parede ladrilhada. Bota na água um óleo de banho que parece muito caro. À medida que a banheira vai enchendo forma-se uma espuma, um doce e sedutor aroma de jasmim invade o banheiro. Quinn me olha com olhos impenetráveis, tira a blusa do seu pijama e a joga no chão.
— Senhorita Berry— diz-me, estendendo a mão.
Estou ao lado da porta, com os olhos muito abertos, receosa e com as mãos ao redor do corpo. Aproximo-me admirando furtivamente seu corpo. Agarro-lhe a mão que me estende, enquanto entro na banheira, ainda com seu casaco. A água quente é tentadora.
— Vire-se e me olhe, — ordena-me em voz baixa. Faço o que pede. Ela me observa com atenção.
— Sei que esse lábio é delicioso, pode deixar de mordê-lo? — diz apertando os dentes. — Quando faz isso, tenho vontade de foder você!
Deixo de me morder o lábio porque fico boquiaberta, impactada.
— Isso — ela desafia. — Você entendeu. — Ela me olha. Concordo com a cabeça, freneticamente. Não tinha nem ideia de que eu pudesse lhe afetar tanto.
— Bom. — Ela aproxima-se, pega o iPod do bolso do casaco e o deixa em cima da pia.
— Água e iPod... não é uma combinação muito inteligente — ela murmura. Inclina-se, agarra o casaco branco por baixo, puxa de meu corpo e a joga no chão.
Afasta-se para me contemplar. Meu Deus, eu estou completamente nua. Fico vermelha e olho para as minhas mãos.
— Ouça — chama. Eu olho para ela. Tem o rosto inclinado para um lado. —Rachel, Você por inteira é linda. Não baixe a cabeça como se estivesse envergonhada. Não tem por que se envergonhar, eu asseguro a você que é um prazer poder lhe contemplar. — Pega o meu queixo e me levanta a cabeça para que olhe para ela. Seus olhos são doces e quentes, até ardentes. Oh meu Deus. Está muito perto de mim. Poderia estender o braço e tocá-la.
— Você pode se sentar agora. — ela me diz, interrompendo meus pensamentos erráticos, agacho-me e me meto na agradável água quente. Deito-me de barriga para cima, fecho os olhos um instante e me relaxo na tranquilizadora calidez. Quando os abro, está me olhando fixamente.
— Por que não toma um banho comigo? — atrevo-me a lhe perguntar, embora com voz rouca.
— Eu acho que vou. Mova-se para frente, — ordena-me.
Ela tira o short do pijama e se mete na banheira atrás de mim. A água sobe de nível quando se senta e me puxa para que me apoie em seu peito. Coloca suas longas pernas em cima das minhas, com os joelhos flexionados e os tornozelos à mesma altura dos meus, e me abre as pernas com os pés. Fico boquiaberta. Coloca o nariz entre meus cabelos e inala profundamente.
— Você cheira bem, Rachel.
Um tremor me percorre todo o corpo. Estou nua em uma banheira com Quinn Fabray.
E ela também está nua. Se alguém me houvesse isso dito ontem, quando despertei na suíte do hotel, não teria acreditado.
Agarra um frasco de gel da prateleira junto à banheira e joga um pouco na mão. Esfrega as mãos para fazer uma ligeira quantidade de espuma, coloca-me isso ao redor do meu pescoço e começa a me o sabão pela nuca e os ombros, massageando-os com força. Eu solto um gemido. Eu adoro sentir suas mãos.
— Você gosta? — Quase posso ouvir seu sorriso.
— Mmm.
Desce pelos meus braços, logo por debaixo até as axilas, me esfregando brandamente. Desliza as mãos por meus seios, e inala drasticamente à medida que seus dedos os rodeiam e começam a massageá-los brandamente, sem agarrá-los. Arqueio meu corpo instintivamente e empurro os seios contra suas mãos. Tenho os mamilos sensíveis, muito sensíveis, sem dúvida pela pouca delicadeza com que foram tratados ontem à noite. Ela não se entretém muito tempo com eles. Desliza as mãos até meu ventre. Minha respiração acelera e o coração dispara. Ela para e pega uma esponja enquanto eu encosto contra ela, querendo... necessitando. Apoio às mãos em suas coxas. Joga mais gel na esponja, inclina-se e me esfrega entre as minhas pernas. Contenho a respiração. Seus dedos habilmente me estimulam através do tecido, é celestial, e meus quadris começam a mover-se no seu ritmo, pressionando contra sua mão. À medida que as sensações se apoderam de mim, inclino a cabeça para trás com os olhos semicerrados e a boca entreaberta. Gemo. Dentro de mim aumenta a pressão, lentamente... oh meu Deus.
— Sente isso, querida — Quinn sussurra em meu ouvido, e roça suavemente o lóbulo com os dentes. — Sinta para mim.
Suas pernas imobilizam as minhas, contra as paredes da banheira, aprisionando-as, o que lhe dá livre acesso as minhas partes íntimas.
— Oh... por favor — sussurro. Meu corpo fica rígido e tento esticar as pernas. Sou uma escrava sexual desta mulher, que não deixa que me mova.
— Acredito que já está suficientemente limpa — ela murmura e se detém. O que? Não! Não! Não!
Minha respiração está irregular.
— Por que você parou? — pergunto-lhe, ofegante.
— Porque tenho outros planos para você Rachel.
O que... oh meu Deus... mas... eu estava... isso não é justo.
— Vire-se. Eu também tenho que me lavar — ela murmura.
Sorrio para ela, pego o gel e jogo um pouco na mão. Faço o mesmo que ela fez, esfrego o sabão nas mãos até que forme espuma. Não tiro os olhos dos seus. Entreabro os lábios para que fique mais fácil respirar... e deliberadamente mordo o lábio inferior e logo passo a língua por cima, pela zona que acabo de morder. Ela me olha com olhos sérios, impenetráveis, que se abrem enquanto deslizo a língua pelo lábio. Inclino-me e cubro sua feminilidade com uma mão, imitando a maneira como ela próprio fez comigo. Fecho os olhos por um momento. Uau... Percebo que ela colocou a sua mão sobre a minha. — Assim, — ela sussurra e move a mão segurando meus dedos com força. Fecho de novo os olhos e prendo a respiração. Quando volto a abri-los, seu olhar é de um verde abrasador. —Muito bem, querida.
Ela solta a minha mão, deixa que eu siga sozinha e fecha os olhos enquanto movo a mão. Ela flexiona ligeiramente os quadris na minha mão. Do mais profundo da garganta lhe escapa um rouco gemido. Esfrego seus clitóris introduzindo um dedo.
— Cristo, — ela geme, e volta a fechar os olhos.
Enfio mais um. Ela volta a gemer. Ha! Minha deusa interior está encantada. Volto a tirar os dedos e introduzo de novo fazendo movimentos de vai e vem. Tem os olhos abertos, e eles despedem fogo. Volta a arquear-se apertando os dentes.
— Oh... querida... é fantástico, — ela murmura. Eu pressiono a palma da mão em seu clitóris enquanto ainda faço os movimentos com os dedos. . Ela respira com a boca entreaberta e geme. Consigo tocar no seu ponto G.
— Jesus. Até onde você quer chegar? — ela sussurra. — Rachel, eu vou gozar em sua mão, — ela adverte-me ofegante. — Se não quiser, pare agora. —Ela flexiona os quadris outra vez, com os olhos muito abertos, cautelosos e cheios de desejo lascivo... e me deseja. Deseja a minha boca... oh meu Deus.
Ela grita, fica imóvel e sinto um líquido quente deslizando pela minha mão. Mas basta um olhar para ela para que não me importe, ela gozou na banheira por minha causa. Sento-me para trás e o observo com um sorriso triunfal, que me eleva as comissuras da boca. Ela respira entrecortadamente. Abre os olhos e me olha.
— Cristo, Rach... isso foi.. realmente bom, de verdade, muito bom. Embora eu não esperasse. — Ela franze o cenho. —Sabe, você não deixa de me surpreender.
Sorrio e mordo o lábio conscientemente. Ela me olha especulativamente.
— Venha, vamos para cama. Devo-lhe um orgasmo.
Orgasmo! Outro!
Ela se enrola numa toalha, e pega outra para mim. Saio da banheira e lhe agarro a mão que me estende. Envolve-me na toalha, abraça-me e me beija com força, colocando a língua na minha boca.
Desejo estirar os braços e abraçá-la... tocá-la... mas os tenho presos dentro da toalha. Não demoro para me perder em seu beijo. Segura a minha cabeça com as mãos, percorre-me a boca com a língua e me dá a sensação de que está me expressando sua gratidão... talvez...
Afasta-se um pouco, coloca as mãos em ambos os lados do meu rosto, e me olha nos olhos. Parece perdida.
— Diga que sim, — ela sussurra fervorosamente.
Franzo o cenho, porque não entendo.
— Para o quê?
— Sim, para o nosso acordo. Para ser minha. Por favor, Rach — sussurra suplicante, enfatizando o "por favor" e meu nome. Volta a me beijar com paixão, e logo se afasta e me olha piscando. Agarra-me pela mão e me conduz de volta ao quarto, cambaleando um pouco, eu a sigo mansamente. Aturdida. Ela realmente quer isso.
Já no quarto, observa-me junto à cama.
— Confia em mim? — pergunta-me, de repente. Eu concordo, sacudindo a cabeça, com os olhos muito abertos, de repente me dou conta de que, efetivamente, confio nela. O que vai fazer-me agora? Uma descarga elétrica me percorre o corpo.
— Boa garota, — ela me diz, passando o polegar pelo lábio inferior. Aproxima-se do armário e volta com uma gravata cinza de seda.
— Junte as mãos na frente, — ordena-me, tirando a minha toalha e jogando-a no chão.
Faço o que me pede. Rodeia-me os pulsos com a gravata e faz um nó apertado. Seus olhos brilham de excitação. Puxa a gravata para assegurar-se de que o nó não se mova. Tem que ter sido escoteira para saber fazer estes nós. E agora o quê? Meu pulso atravessou o telhado, meu coração pulsa em um ritmo frenético. Desliza os dedos pelas minhas tranças.
— Você parece tão jovem com estas tranças, — ela murmura aproximando-se de mim. Instintivamente, me movo para trás até sentir a cama atrás dos meus joelhos. Ela tira a sua toalha, mas não posso tirar os olhos de seu rosto. Sua expressão é ardente, cheia de desejo.
— Oh, Rachel, o que vou fazer contigo? — sussurra-me. Estende-me sobre a cama, cai ao meu lado e me levanta as mãos por cima da cabeça.
— Deixa as mãos assim. Não as mova. Entendido? — Seus olhos queimam os meus e sua intensidade me deixa sem fôlego. Não é uma mulher que deva ficar com raiva. Nunca.
— Responda-me, — ela me pede em voz baixa.
— Não moverei as mãos. — respondo-lhe sem fôlego.
— Boa garota, — ela murmura e deliberadamente passa a língua pelos lábios muito devagar. E sai de perto de mim, vai ate uma cômoda, abre uma gaveta e tira de la um pênis de borracha com uma espécie de amarra preso a ele, e logo me dou conta do que é um Strap on, e meu corpo vibra pela antecipação. Olha-me nos olhos, e vem caminhado lentamente ate se posicionar em cima de mim.
— Vou beijar seu corpo todo, senhorita Berry, — diz-me em voz baixa, e agarra-me pelo queixo e o levanta, isso lhe dá acesso ao meu pescoço. Seus lábios deslizam pela minha garganta, beijando, chupando e mordiscando. Todo meu corpo vibra... em toda parte. O banho recente me deixou com a pele hipersensível. O sangue quente desce lentamente até meu ventre, entre as pernas, até meu sexo. Eu gemo.
Quero tocá-la. Movo as mãos, mas, como estou amarrada. Deixa de me beijar, levanta os olhos e move a cabeça de um lado a outro estalando a língua. Pega as minhas mãos e volta a me colocar acima da cabeça.
— Se mover as mãos, teremos que recomeçar — ela repreende-me suavemente.
Oh, ela gosta de me provocar.
— Quero tocar em você. — Digo-lhe ofegando, sem poder me controlar.
— Eu sei, — murmura. — Mas deixe as mãos quietas, — ela ordena, sua voz é forte.
Ela levanta o meu queixo de novo e começa a beijar a minha garganta como antes. OH... ela é tão frustrante.
Suas mãos descem pelo meu corpo, sobre meus seios, enquanto seus lábios deslizam pelo meu pescoço. Acaricia-me com a ponta do nariz, e logo, com a boca, dá início a uma lenta travessia para o sul e segue o rastro das suas mãos, pelo esterno, até meus seios. Beija-me e me mordisca um, logo o outro, e me chupa suavemente os mamilos. Caramba.
Meus quadris começam a balançar-se e a mover-se por conta própria, seguindo o ritmo de sua boca, e eu tento desesperadamente lembrar que tenho que manter as mãos acima da cabeça.
— Não se mova, — adverte-me, sinto sua cálida respiração sobre minha pele. Chega ao meu umbigo, introduz a língua e me roça a barriga com os dentes. Meu corpo se arqueia. — Mmm. Você, senhorita Berry é tão doce — Desliza o nariz desde meu umbigo, me mordendo suavemente e me provocando com a língua. Sentando-se, de repente, ela se ajoelha aos meus pés, agarra-me pelos tornozelos e me separa as pernas.
Caramba. Ela agarra o meu pé esquerdo, dobra meu joelho e leva o pé à boca.
Sem deixar de observar minhas reações, beija ternamente cada um dos meus dedos e logo morde cada um suavemente. Quando chega ao mindinho, morde com mais força. Sinto uma convulsão e gemo. Ela desliza a língua pelo peito do meu pé... e já não posso mais vê-la.
Isso é muito erótico. Vou entrar em combustão. Aperto os olhos e tento absorver e suportar todas as sensações que me provoca. Beija-me o tornozelo e segue seu percurso pela panturrilha até o joelho, onde se detém. Então começa com o pé direito, repetindo todo o sedutor e assombroso processo.
— Oh, por favor, — Eu gemo e ela morde meu dedo mindinho, e a dentada se projeta no mais profundo de meu ventre.
— Todas as coisas boas, senhorita Berry, — ela respira.
Desta vez não se detém no joelho. Segue pela parte interior da coxa e de uma vez me separa mais as pernas. Ela muda para o outro joelho e sobe até a coxa me beijando, me chupando, me lambendo e, de repente, está entre minhas pernas, deslizando o nariz por meu sexo, para cima e para baixo, muito suavemente, com muita delicadeza. Retorço-me... oh meu Deus.
Ela para e espera que me acalme. Levanto a cabeça e olho para ela com a boca aberta. Meu acelerado coração tenta tranquilizar-se.
— Sabe o embriagador que seu aroma é, senhorita Berry? — ela murmura, e sem afastar seus olhos dos meus, introduz o nariz em meus pelos púbicos e cheira.
Ruborizo-me, sinto que vou desmaiar e fecho os olhos imediatamente.
Percorre-me muito devagar o sexo. Oh, merda...
— Eu gosto disso. — Ela gentilmente puxa os meus pelos púbicos. — Talvez devamos manter isso.
— Oh... por favor, — suplico-lhe.
— Mmm, eu gosto que suplique, Rachel.
E gemo.
— Não estou acostumado a pagar com a mesma moeda, senhorita Berry, — ela sussurra deslizando-se pelo meu sexo. —Mas hoje me agradou, assim tem que receber sua recompensa. — Ouço em sua voz o sorriso perverso, e enquanto meu corpo palpita com suas palavras, começa a rodear meu clitóris com a língua, muito devagar.
— Ahhh! — Eu gemo, meu corpo se arqueia e se convulsiona ao contato de sua língua.
Segue me torturando com a língua uma e outra vez. Perco a consciência de mim mesma. Todas as partículas de meu ser se concentram no pequeno ponto por cima das coxas. As pernas ficam rígidas. Ouço seu gemido, enquanto me introduz um dedo.
— Oh, querida. Eu adoro que esteja tão molhada para mim.
Move o dedo riscando um amplo círculo, me expandindo, me empurrando, e sua língua segue o compasso do dedo ao redor de meu clitóris. Gemo. É muito... Meu corpo suplica por alivio, e não posso seguir me negando. Deixo-me ir. O orgasmo se apodera de mim e perco todo pensamento coerente, retorço-me por dentro, uma e outra vez. Caramba. Eu grito, e o mundo se desmorona e desaparece de minha vista, enquanto a força de meu clímax torna tudo nulo e sem efeito.
Estou ofegante e vagamente vejo ela envolvendo o Strap on com a mão, ela veste o que parece ser um suporte. Muito lentamente ela penetra em mim e começa a mover-se. Oh... meu.. Deus. A sensação é dolorosa e doce, forte e suave ao mesmo tempo.
— Como está? — pergunta-me em voz baixa.
— Bem. Muito bem, — respondo-lhe. E começa a mover-se muito depressa, até o fundo, investe uma e outra vez, implacável, empurra e volta a empurrar até que volto a estar perto da borda. Eu choramingo. Puta merda, se Quinn Fabray fosse um homem ela seria um homem fudiddamente gostoso.
— Goze para mim, querida. — Ela me fala no ouvido, com voz áspera, dura e selvagem, eu explodo enquanto bombeia rapidamente dentro de mim.
— Obrigada— ela sussurra e empurra forte uma vez mais e geme ao chegar ao clímax apertando-se contra mim. Logo fica imóvel, com o corpo rígido.
Ela desaba sobre mim. Sinto o seu peso me esmagando contra o colchão. Passo minhas mãos atadas ao redor de seu pescoço e o abraço como posso. Eu sei, neste momento, que faria qualquer coisa por esta mulher. Sou dela. A maravilha que está me ensinando é muito mais do que jamais teria podido imaginar. Oh... o que devo fazer?
Apoia-se nos cotovelos, e seus intensos olhos me olham fixamente.
— Vê o bom que nós somos juntas? — ela murmura. — Se você se entregar para mim, será muito melhor. Confie em mim, Rachel. Posso transportar você a lugares que nem sequer sabe que existem. Eu gozei pelo simples fato de assistir você gozando Rachel, esse é o poder que você tem sobre mim.
Suas palavras ecoam em meus pensamentos. Encosta o seu nariz no meu. Ainda não me recuperei da minha insólita reação física e olho para ela com a mente em branco, procurando algum pensamento coerente.
De repente, ouvimos vozes no salão, do lado de fora da porta do quarto. Demoro um momento para processar o que estou ouvindo.
— Se ainda está na cama, tem que estar doente. Ela nunca está na cama a estas horas. Quinn nunca se levanta tarde.
— Senhora Fabray, por favor.
— Noah puckerman, não pode me impedir de ver minha filha.
— Senhora Fabray, ela não está sozinha.
— O que quer dizer com não está sozinha?
— Está com alguém.
— Oh... — Até eu posso ouvir a descrença em sua voz.
Quinn pisca rapidamente, olhando para mim, com olhos arregalados, com humor humorado.
— Merda! É minha mãe.
