ATENÇÃO: As partes em itálico são lembranças contadas por Rin.

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10. Envolvidos

Capturou o lábio inferior com seus dentes procurando uma maneira de não lhe dizer a verdade. Ofegou contra a sua vontade sob o corpo de Sesshoumaru. Já deveria imaginar que ele fosse questioná-la sobre o assunto, mas não imaginou que fosse tão cedo. Droga, ele estava absurdamente envolvido! Até mesmo havia sido baleado.

Como mentiria naquela altura do campeonato? Ele olhou-a com expectativa, esperando pacientemente para que Rin dissesse logo de uma vez o que acontecia. Cansado do silencio ensurdecedor que se instalou no aposento, deixou um rosnado no ar antes de voltar a questioná-la.

- Quem era aquele verme? – Voltou a perguntar, aparentemente sem nenhum resquício de paciência na voz.

- E-Eu... – Afastou de seu corpo e se sentou novamente sobre a cama. Olhou para os lados fugindo de seus olhos enquanto aparentava estar procurando algo. – O-Onde está meu celular? E-Eu preciso fazer uma ligação.

Levantou-se da cama e vasculhou o quarto em busca de seu aparelho, antes que pudesse se afastar ainda mais Sesshoumaru a agarrou pelos braços e a puxou novamente de encontro a cama. Mantendo-a sentada. Rin o encarou com os olhos levemente arregalados. Sem paciência alguma ele ordenou á ela:

- Antes irá responder minhas perguntas. Todas de preferência.

A enorme mão ainda a mantinha presa, tentou desvencilhar de Sesshoumaru, mas ele intensificou o aperto fazendo-a parar de se mover. Fechou os olhos com força e suspirou alto. Só sairia daquela situação se contasse a ele toda a verdade e por mais que tentara esconder os problemas que a cercavam, decidiu ceder-se e se abrir com alguém pela primeira vez desde que chegara naquele lugar.

- Estou esperando. – Instigou-a a começar a falar.

- O que você quer saber? – Perguntou em meio á um longo e demorado fungado.

- Ele parecia conhecê-la. – Os olhos estreitos estavam ali, fixos em sua direção. – Quem era aquele verme? – Lembrar-se da figura que invadira a casa de sua Rin, o fez rosnar.

- S-Seu n-nome é... – Apenas a menção de seu nome já lhe causava certo repúdio. – S-Suikotsu!

Os olhos âmbares se estreitaram ainda mais, Sesshoumaru parecia atento em suas palavras, tanto que fizera questão de não interrompê-la deixando-a contar abertamente sem que ela pudesse se sentir de alguma forma pressionada, ou até mesmo obrigada a falar.

- V-Você estava certo quando disse que eu estou fugindo! – Continuou ela.

Fechou os olhos com força perdendo o contato visual com aqueles olhos âmbares, mas não demorou a voltar a abri-los novamente. Poderia confiar em Sesshoumaru? Sabia que ele não a deixaria ir enquanto não lhe contasse o que diabos acontecia e já que Rin havia começado a falar, então contaria até o final!

- E do quê exatamente está fugindo Rin? – Ousou-lhe perguntar.

- E-Estou fugindo... – Fez uma pausa antes de continuar a falar. – D-Dos meus próprios medos!

- E por quê? O que esse verme fez para fazê-la fugir?

Ele imaginou que se não a perguntasse, Rin daria um jeito de não lhe contar o que tanto escondia. E diante da atual situação, a humana não possuía escapatória a não ser revelar seus segredos. Ela soltou uma risada nervosa. Céus, aquilo estava parecendo um interrogatório! Rin se sentia acuada diante de tantas perguntas.

- Fujo da sua louca obsessão por mim! – Revelou, por fim. – E-Eu o conheci na faculdade, nos tornamos amigos muito rápido e não demorou para que começássemos um relacionamento. A partir daí nosso convívio se tornou cada vez mais estranho.

Segurava os livros contra peito e tentava desviar da multidão de pessoas que caminhavam junto ao seu lado. Aquele era seu primeiro dia na universidade e Rin se sentia como um peixe fora d'água. As pessoas que frequentavam o local pareciam se conhecer, enquanto ela, nunca os vira tão gordos. Sua tentativa de chegar até os enormes portões não estava funcionando. Parecia que todos os alunos resolveram se manter na porta apenas para impedir a passagem dos restantes que desejavam ir até suas salas. Praguejou em pensamentos quando alguém trombou em seu ombro, e ficou ainda mais indignada com a falta de educação da pessoa por não ter lhe pedido as devidas desculpas.

Quando pensou que enfim conseguiria lidar com aquela multidão para atravessar os portões da universidade, alguém a deteve antes que fosse capaz de colocar os pés para dentro. A mão grande em seu braço chamou sua atenção, principalmente o dono dela. Ergueu os olhos e encontrou um homem alto, robusto e mal encarado. O viu curvar o lábio em um sorriso torto e lhe perguntar em seguida:

- Você é nova, não é? – Ele continuou a segurá-la pelo braço.

- Hãn? – Rin arqueou as sobrancelhas não entendendo o porquê da abordagem.

- Você é bixo, não é? – Voltou a perguntar.

E foi então que sua ficha caiu. Droga, havia sido descoberta! Estava fazendo o possível para que ninguém a notasse, caso contrario seria o mais novo alvo dos trotes feito pelos veteranos. Tentou pensar em uma mentira convincente e pediu aos céus para que ele acreditasse.

- Não! Sou aluna transferida de outro período! – Puxou seu braço desvencilhando-se do rapaz.

- E porque nunca a vi pelo campus? – O viu coçar o queixo não acreditando em suas palavras.

Curvou os lábios em um sorriso torto, em questão de segundos ele erguera sua mão que segurava uma pequena lata de tinta e Rin deu um passo para trás preparando-se pelo ataque, mas este não o veio. Diante de si, um homem alto se projetou a sua frente e segurou o braço erguido do outro. Rin não o conhecia, mas de imediato o agradecera em pensamentos pelo interveio.

- Você não a ouviu? – A voz grossa do rapaz se fez presente. – Ela não é caloura!

O outro com feições mal encaradas, estreitou os olhos e deu de ombros em seguida pelo atrevimento do rapaz. Afastou-se do portão e foi em busca de outro alvo para fazer seu trote.

- E-Eu... Obrigada. – Rin agradeceu assim que ele virou-se para ela.

Os olhos castanhos a encararam e ele sorriu em retribuição ao seu agradecimento. Os cabelos curtos balançaram quando ele virou-se e voltou a caminhar para o interior da universidade.

Antes que mais alguém a pegasse com o trote, Rin correu para dentro enquanto segurava os livros para não cair. Em busca de sua própria sala, ela se perdera pelo campus e só depois de muita procura foi que finalmente a encontrara. Parou em frente à porta aberta e respirou fundo antes de entrar. A sala estava completamente vazia, imaginou que os alunos deveriam estar passando o mesmo problema que ela, perdidos pelo campus ou sofrendo com os costumeiros trotes causados pelos veteranos. Acomodou-se em uma das carteiras ao lado da parede e jogou os livros a mesa, cansada de carregá-los para todos os cantos.

Aos poucos a sala se tornava mais movimentada, o entre e sai se tornou cada vez mais costumeiro. Alguns perdidos entravam e logo saiam quando constatavam de que aquela não era a sala que procuravam.

Apoiou o cotovelo na mesa e o queixo ficou acomodado em sua mão, Rin estava com a expressão desanimada. O sono estava cravado em suas entranhas e se aquela aula demorasse mais alguns minutos, temia que acabasse dormindo sobre a carteira. O desanimo sumiu de imediato no momento em que olhou para a porta e encontrou uma figura conhecida. Deixou o braço pender para baixo e curvou os lábios em um sorriso. Ele estava em sua sala! O mesmo rapaz que a livrara do trote momentos atrás estava em sua sala. Ele avistou-a sentada do outro lado e a acenou com uma das mãos. Caminhou até onde Rin estava e se acomodou na carteira da frente.

- Isso sim é coincidência! – Ele disse enquanto virava-se para trás para iniciar uma conversa.

- Não está me seguindo, não é mesmo? – Rin brincou enquanto inclinava-se para frente e apoiava o queixo sobre ambas às mãos entrelaçadas.

- Talvez! – Ele entrou na brincadeira.

- Me chamo Rin, é um prazer. – Cumprimentou-o estendendo uma das mãos. – Alias, obrigada mais uma vez pela ajuda no portão.

- Suikotsu. – Segurou sua mão com delicadeza e a levou em direção aos lábios, depositando um suave beijo sobre ela. – O prazer é meu!

Olhou-a por cima de sua mão, com os lábios ainda próximos de sua pele. Rin era capaz de sentir sua respiração quente tocando-lhe as costas das mãos e de imediato seu rosto corou pela formalidade exagerada com que aquele cumprimento demonstrava.

- Eu não sabia que ele se tornaria essa pessoa! – Fitou suas unhas enquanto lhe contava. – Nós ficamos amigos depois disso, nossa amizade não era ruim. Eu confiava nele ao ponto de contar sobre minha vida, meus objetivos para o futuro e até mesmo alguns segredos de infância. Tudo aconteceu de maneira tão natural, além de amigos nos tornamos namorados!

Fungou em meio às recordações. Afundou-se novamente sobre sua cama e puxou a coberta para cobrir-se. Sesshoumaru não desviou os olhos de sua vizinha de janela um só segundo. Prestava atenção em todas as suas palavras, não deixando nenhuma informação para trás.

- Mas com o passar do tempo, eu o sentia cada vez mais estranho. Ele perguntava a todo o momento o que eu fazia, onde estava, com quem estava. Exigia saber de tudo o que acontecia ao meu redor, de cada passo que eu dava. E eu me cansei, afinal ele agia como se fosse meu dono ou algo do tipo. Nosso relacionamento não durou muito tempo e eu tomei a decisão de rompê-lo.

Deitada sobre a cama, Rin folheava o livro que tinha em mãos na intenção de revisar a matéria que cairia na próxima prova. Ao seu lado, seu amigo Hakudoushi a ajudava a estudar. Os olhos atentos percorriam cada parágrafo escrito, não deixando passar nada para trás. Precisava daquela nota, caso contrario temia que pudesse ficar de DP. Balançou uma das pernas caídas para fora da cama enquanto seus lábios se movimentavam em silencio, sem pronunciar nenhum som. Teria continuado sua leitura se seu celular não apitasse indicando que havia chegado uma mensagem nova.

Hakudoushi ergueu o olhar, incomodado com a interrupção de seus estudos. Sem tirar os olhos do livro, Rin pegou o celular ao seu lado e destravou a tela de bloqueio. Abriu a mensagem e só assim foi capaz de desviar a atenção de sua revisão.

- "Muito ocupada?" – A mensagem dizia.

Suikotsu havia lhe enviado a mensagem, mas se não estivesse tão preocupada com sua nota teria respondido.

- Não vai responder? – O amigo se pronunciou, ainda com os olhos voltados para suas anotações.

- Suikotsu não irá morrer se esperar pela minha mensagem. Até porque se eu começar a dar atenção para todos que me chamam nunca conseguirei estudar! – Deixou o celular de lado e voltou a ler o livro.

Hakudoushi deu de ombros, afinal Rin estava coberta de razão!

Alguns minutos se passaram quando o barulho sonoro de seu celular quebrou totalmente sua linha de raciocínio. Desta vez, alguém a ligava. Trocou olhares cúmplices com o amigo e não precisara anunciar de quem se tratava o telefonema, Hakudoushi parecia estar ciente. Suspirou pela intromissão, mas atendeu em seguida.

- Alô? – Tentou disfarçar a insatisfação na voz.

- "Olá meu anjo!" – A voz conhecida lhe respondeu, não precisou olhar o identificador de chamadas, ela sabia de quem se tratava. – "Te mandei mensagem, mas você não me respondeu!"

- Desculpe Suikotsu, estava estudando! Quer dizer, ainda estou!

- "Pensei que iria aproveitar o sábado para sair com alguém..." – Ele fez uma pausa, mas não demorou a completar sua frase. – "Comigo, talvez." – Provocou-a.

Ela conteve uma risada. Mesmo namorando, Suikotsu não se cansava de lhe mandar cantadas.

- Bem que eu queria, mas eu preciso dessa nota! – Suspirou em meio à ligação.

- "Está estudando na sua casa? Sozinha?" – Sentiu um quê de desconfiança em sua pergunta.

Arqueou as sobrancelhas confusa. Mas é claro que estaria em sua casa, onde mais iria estudar? Rin sentiu certa estranheza em seu tom de voz, como se Suikotsu duvidasse de suas palavras.

- Sim, na minha casa! Haky está aqui comigo! – De imediato, Hakudoushi a encarou quando a escutara falar de si. Rin ajeitou-se sobre a cama, mudando de posição. – Porque pergunta?

Rin o escutou ofegar do outro lado da linha. Tinha consciência de que Suikotsu não gostava de sua amizade com Hakudoushi, mas ele precisava entender de uma vez por todas de que seu relacionamento com o outro era apenas amizade. Sinceramente não entendia o porquê do tamanho ciúmes.

- "Esse merdinha está ai?" – Fechou os olhos com força e se preparou para a enxurrada de perguntas. – "Com você? No seu quarto e sozinhos?"

- Qual é Suikotsu, já conversamos sobre isso! – Levantou-se da cama e se dirigiu para fora do quarto, Hakudoushi apenas a seguiu com o olhar. – Haky é apenas um amigo não têm motivos para sentir ciúmes toda vez que eu estiver com ele.

- "Amigo, claro! Aposto que não é desse modo que ele encara a relação de vocês e deve estar louco para entrar dentro da sua calcinha." – A ironia se encontrava presente em sua voz.

Rin arregalou os olhos. Estava perplexa com a atitude do outro.

- O que está querendo insinuar com isso? – Franziu o cenho, sua irritação começava a dar os primeiros sinais. – Percebe que sempre discutimos pelo mesmo motivo? Quer saber Suikotsu, já chega! Essa sua desconfiança já deu o que tinha que dar! Volte a me ligar quando estiver mais calmo, caso contrário nem tente!

Não esperou a resposta do outro, desligou o celular antes mesmo que Suikotsu pudesse retrucar. Voltou para seu quarto pisando duro, Hakudoushi a encarou e pela sua expressão já imaginava o que havia acontecido.

- As coisas começaram a ficar estranhas depois disso. Eu percebia que ele afastava as pessoas de mim. Nossos amigos em comum da faculdade mal olhavam na minha cara, a única amizade que consegui manter foi a de Hakudoushi. – Sorriu fracamente lembrando-se do amigo. – Eu sentia que Suikotsu não suportava o fato de eu ter outras pessoas como companhia, como se quisesse que eu desse toda a atenção do mundo apenas para ele. Isso apenas nos fez terminar nosso relacionamento, mas eu já imaginava que ele não fosse aceitar o termino do namoro tão facilmente. Ele não me deu escolhas, seu jeito só me fez afastá-lo de mim e no segundo ano eu aproveitei que não estávamos mais na mesma sala para continuar com essa distância.

- E adiantou? – Sesshoumaru perguntou.

- Não! Ainda assim isso não foi o suficiente, porque ele fazia questão de me esperar sair todo santo dia com algum tipo de esperança de que pudéssemos voltar a ficar juntos. E só de pensar em voltar a passar por tudo aquilo... Não, não sei se conseguiria reatar! - Encarou o teto enquanto se acomodava em meio aos lençóis.

Soltou um longo suspiro no ar enquanto passava as delicadas mãos sobre os cumpridos cabelos, ajeitando-os sob o travesseiro. Sesshoumaru inclinou-se ao seu lado, aproximando-se mais de si enquanto apoiava o cotovelo sobre a cama e acomodava a cabeça em sua mão. Sua outra mão fora automaticamente em direção aos cabelos negros de Rin que se espalhavam pela cama de maneira bagunçada. Agarrou uma das mechas enquanto a enrolava sobre o dedo.

Em nenhum momento deixou de fitar sua vizinha de janela, Rin percebendo que ele a encarava voltou sua atenção para os atentos olhos âmbares que conseguiam lhe tirar a sanidade.

- Eu fiz o que pude! – Confessou ela. – Eu ignorava suas ligações, evitava falar sobre o assunto e sempre arrumava um meio de enrolá-lo quando ele insistia em querer voltar. Até que cheguei ao meu limite e simplesmente me transferi para outra unidade da faculdade. Pensei que isso fosse o bastante, mas...

Seus dedos pararam de se mover no momento em que Rin interrompera sua frase e a mecha delicadamente lhe escapou por entre as mãos. O viu estreitar levemente os olhos como se suspeitasse do que acontecera logo em seguida.

- Ele a seguiu! – Sesshoumaru afirmou com convicção.

- Sim e não!

O youkai franziu o cenho, não compreendendo o sentido daquilo. Mas afinal, aquele verme a havia seguido ou não?

- Ele não se transferiu se é isso o que está pensando! – Esclareceu ela. – Mas passamos a nos deparar em lugares públicos, como shoppings e até mesmo em mercados. O que me fez pensar que aquilo era uma coincidência muita grande para se deixar de lado e minhas suspeitas de que não fosse apenas uma simples coincidência, só aumentavam.

Seus olhos pesavam e por pouco não deixara sua inconsciência a consumir. O barulho da chuva caindo e o cansaço sobre o corpo a obrigaram a ficar deitada de maneira preguiçosa em sua cama. Como de seu costume, havia acordado cedo naquele dia e quando a noite chegava seu corpo protestava para que descansasse. Virou-se de lado e lutou contra o sono, a televisão ainda estava ligada e passava alguma novela que no momento não se recordava do nome. Sua vida corrida não a permitia ter esses luxos, acordava cedo e se encaminhava para faculdade logo em seguida, quando voltava para casa aproveitava o dia para adiantar trabalhos e estudar com mais empenho. No final do dia Rin se encontrava completamente entregue ao cansaço.

Apenas não se entregara ao sono por conta do sonoro barulho de seu celular que se fez presente. Franziu o cenho quando vira que se tratava de um numero restrito, mas sua curiosidade a fez atender aquela ligação.

- Alô? – Disse em meio á voz arrastada.

Silencio. Era tudo o que ouvia. Colocou-se sentada sobre a cama com as sobrancelhas unidas enquanto estranhava o silencio.

- Alô? – Voltou a se pronunciar em busca de respostas.

Ao fundo, escutou apenas o som de uma respiração calma. Ofegou assustada, mais que depressa desligou o aparelho jogando-o sobre a cama, o mais longe de seu corpo. Passou as mãos tremulas sobre o rosto e afastou alguns fios que lhe caiam sobre a face.

Sobressaltou-se quando um estrondoso trovão cortou o céu. A claridade do raio invadiu seu quarto de imediato, mas foi embora da mesma forma que chegara. Outro trovão iluminara o céu acompanhado de seu estrondoso rugido, e desta vez Rin virou o rosto para o lado a fim de encarar sua janela fechada apenas pela vidraça. Colocou-se de pé e caminhou até ela com passos pesados, estava praticamente arrastando as pernas enquanto suas pantufas deslizavam pelo assoalho.

Segurou ambos os lados de sua cortina e quando fora puxá-las um novo trovão passeara por entre as nuvens permitindo-a que pudesse vislumbrar apenas por rápidos segundos o lado de fora de sua residência. Virou-se para se jogar novamente em sua cama, mas estacou no mesmo instante quando algo do outro lado lhe chamara a atenção.

Arqueou as sobrancelhas, seu olhar se direcionou para a sua janela, desta vez completamente fechada. Havia visto errado? Parecia ter visto a silhueta de alguém escondida por entre a escuridão. Receosa, andou até a janela e levou uma das mãos até a cortina. Pensou se deveria realmente puxá-la apenas para constatar de que era coisa de sua cabeça, mas estava com medo. Rin precisava averiguar caso contrário não conseguiria dormir, sabia que não conseguiria. Sendo assim, afastou apenas um pedaço da cortina e tudo o que seus olhos encontraram foi à escuridão, escuridão esta que não durara por muito tempo. Quando mais um trovão se fez presente, a pequena segurou a respiração com o que viu.

Lá estava ela! A silhueta encapuzada parada em sua rua, em frente a sua residência com o rosto totalmente voltado em direção a sua janela.

- Aquilo me assustou! – Segurou com força o lençol contra o seu corpo. Sua voz saíra tremula. – Eu tinha a sensação de estar sendo vigiada a todo o momento e só encontrava paz quando chegava em casa, onde eu poderia me trancar e me manter segura. Comecei a ficar ainda mais assustada quando passei a receber mensagens anônimas. Todas muito estranhas...

Mordeu o lábio inferior e virou-se de lado mudando de posição, passando a ficar completamente de frente para o youkai.

- Como ameaças? – Sesshoumaru inquiriu.

- Não! Eu não diria ameaças, mas sim avisos! – Passou a ponta da língua nos lábios e os olhos de Sesshoumaru se focaram em sua boca. – As mensagens eram curtas, porém diretas e algumas diziam para me manter afastada e de inicio eu não sabia o que realmente eu deveria me afastar, mas imaginei que fosse de Hakudoushi. Suikotsu não gostava que eu tivesse alguma amizade masculina, sempre se prostrou ao meu lado como se deixasse claro que eu o pertencesse e essa possessão obsessiva parecia se tornar cada vez pior.

Aquela revelação o incomodara. Seu corpo ficou rígido e seu maxilar se contraiu no mesmo instante. Sesshoumaru rosnou entre dentes quando Rin dissera que pertencia a outro homem. Como se ele fosse permitir tal absurdo! Rin o pertencia e mataria quem lhe dissesse o contrário.

- E o que foi que fez Rin? Afastou-se desse seu amigo? – Ela não notara, mas Sesshoumaru dera mais ênfase quando se referiu a Hakudoushi como sendo apenas seu mísero amigo.

- Não! Continuei a tê-lo como amigo. Eu havia prometido para mim mesma que não deixaria Suikotsu intervir em minha vida novamente, mas não imaginei que isso o irritaria tanto.

Correu por entre os corredores pintados de brancos com o coração sobressaltado dentro do peito. Escutou uma enfermeira ao longe a repreender pela pressa com que atravessava os corredores daquele hospital, mas estava tão desnorteada que não lhe dera a devida atenção. Continuou a correr e só cessou a corrida quando parou em frente a uma gigantesca porta. Conferiu se a numeração estava certa e não pensou duas vezes antes de entrar. Rin nem mesmo batera na porta, entrara de supetão enquanto seu coração se agitava com a tamanha ansiedade que sentia.

Encontrou um par de olhos lilases a encarando. Seus cabelos platinados estavam desgrenhados e em seu rosto havia cortes e arranhões superficiais ocasionados pelo acidente. Não deixou de reparar também em seu corpo que era coberto por ataduras brancas, fora isso, seu amigo aparentava estar bem.

- Graças a Deus! – Rin suspirou de alivio.

Ele lhe lançou um sorriso torto quando a avistara parada diante da porta. Com as pernas bambas e completamente ofegante pela corrida, Rin se aproximou da cama. Curvou o corpo apoiando as mãos sobre os joelhos e procurou normalizar a respiração.

- Eu vim assim que soube. – Disse entre uma respirada e outra. – Como você está Haky?

- Quebrado! – A ironia presente em sua voz. Rin o repreendeu com o olhar, nem mesmo machucado Hakudoushi deixava de brincar. – Não estou brincando Rin, estou realmente quebrado, olhe para mim!

- E-Eu sinto muito! – Sua voz falhou.

Seus olhos se encheram de lágrimas e ela não conseguiu evitá-las. Estava aliviada em ver o amigo vivo, mas ainda assim se sentia culpada pelo ocorrido.

- Não! Não peça desculpas Rin. – Hakudoushi se mostrou abalado por ver suas lagrimas. – Eu que tenho que me desculpar por tratá-la desse jeito, você não teve culpa alguma!

Balançou a cabeça em negação. Ah, se Hakudoushi soubesse. Possuía tanta culpa que temia em não ser capaz de conseguir guardá-la dentro do peito. Sua consciência estava terrivelmente pesada.

- Estou irritado e descontei minha raiva em você. Sabotaram o meu carro e agora ele está destruído! – Rosnou entre dentes.

Cuidadosamente, Rin sentou-se em um canto da cama hospitalar e agarrou suas mãos com força. O entendia perfeitamente, sabia o que era ver seu esforço ser destruído em questão de segundos. Hakudoushi batalhara para conseguir o carro, e quando se viu livre da divida essa tragédia lhe acontecera. Ele encarou seu rosto e inesperadamente, Rin o envolveu com os braços, abraçando-o.

- Pare de reclamar! – Ela o repreendeu em meio ao abraço. – Não existe nada nessa vida que possa substituir você, então pare de reclamar!

Aquelas palavras o atingiu em cheio. Rin fungou em seu ombro e ele se sentiu péssimo por fazê-la de preocupar. Ignorando a dor, Hakudoushi envolveu seu corpo trazendo-a para mais perto de si. Retribuindo o abraço.

- Desculpe. - Murmurou por entre os fios negros de seus cabelos.

Estremeceu com a lembrança. Sentiu os olhos lacrimejarem e Rin apressou-se em espantar as lágrimas. Hakudoushi havia se machucado por sua culpa! Rin culpava-se por todo o sofrimento que Suikotsu o fizera passar. Ninguém nunca conseguiu provar quem fora o causador do acidente, mas para Rin, não restava duvidas de que havia sido Suikotsu quem sabotara aquele carro.

- Quando percebi que estava colocando em risco a vida das pessoas que me cercava, eu decidi me afastar. Até aquele momento eu ignorei as mensagens, mas quando Hakudoushi quase morreu eu percebi que os avisos eram realmente sérios! Senti-me completamente culpada... E-E eu me sentiria ainda mais se mais alguém se machucasse.

Seu lábio inferior tremeu e sua voz saiu embargada pelo choro. Recordar daquilo lhe era tão doloroso, se Rin fosse capaz já teria apagado essas lembranças de sua cabeça há muito tempo. Sentiu o toque suave das mãos de Sesshoumaru sobre a face, afastando-lhe as salgadas lágrimas que deslizavam por suas bochechas e morriam no canto de seus lábios.

- Fiquei indignada com o que aconteceu e não consegui me segurar. Hakudoushi havia se ferido, então quem mais se machucaria? Minha família? – Fungou com o pensamento. Rin não suportaria se algo acontecesse com seus familiares. – Foi o limite que consegui suportar, então eu fui até ele em busca de satisfações.

Levou os punhos cerrados de encontro à madeira da porta. Com agressividade, a esmurrava. Não sabia de onde encontrara tamanha coragem para ir até a residência de Suikotsu. Escutou passos firmes do outro lado e se afastou, mantendo uma distancia segura. Em questão de segundos a porta foi aberta rapidamente e diante de si, Suikotsu a encarava com uma carranca em sua face. A feição nervosa aos poucos se suavizou no momento em que ele colocara os olhos sobre si.

- Rin? – Estava radiante por vê-la.

Suikotsu tentou envolvê-la com seus braços na tentativa de abraçá-la, mas Rin o deteve. A última coisa que desejava era ter qualquer tipo de contato com aquele homem.

- Precisamos conversar! – O empurrou para lado enquanto passava por ele e se posicionava no centro da sala de estar.

Mordeu o lábio inferior quando o viu fechar a porta atrás de si, mas nada a faria desistir de tirar aquela historia a limpo, nem mesmo à presença de Suikotsu. Rin estava disposta em passar por cima de seu medo para se ver livre daquele homem que parecia lhe perseguir.

- Estou surpreso pela visita. – O sorriso de Suikotsu aumentou. – Quer beber alguma coisa? Uma água?

- E-Eu agradeço, mas não irei demorar Suikotsu, minha visita será rápida! – Não sabia de onde estava tirando forças para ter aquela conversa.

- Por quê? – Ele se mostrou abalado com a revelação. – Mal chegou e já está de partida?

Por quê? Riu ironicamente. Suikotsu ainda possuía a audácia de lhe fazer tal pergunta depois de tudo o que ele fizera?

- Foi você, não foi? – Ignorou sua pergunta e passou a tomar as rédeas da situação. Ergueu o queixo e perguntou sem rodeios.

Ele franziu a testa procurando entender o que diabos Rin estava dizendo.

- O acidente de Hakudoushi foi apenas um estepe para eu vir até aqui! Minha paciência chegou ao meu limite Suikotsu e eu não aguento mais essa situação! – Confessou de uma única vez.

O corpo de Suikotsu ficou rígido, seu maxilar ficou travado e suas mãos se encontravam cerradas ao lado de seu corpo. Estreitou os olhos castanhos com raiva quando Rin referiu o nome do outro.

- Está defendendo-o Rin? – Trincou os dentes com raiva. – Está defendendo aquele merdinha? – Alterou seu tom de voz.

- Faria isso por qualquer amigo! – Cuspiu as palavras e aquilo foi como um soco para Suikotsu.

Ela o considerava como amigo. Não! Rin era sua e não a dividiria com ninguém!

- Então não veio até aqui por mim, e sim por aquele maldito! – Rosnou com a nova constatação. – Veio até aqui apenas para tirar a historia do acidente a limpo. Se for isso o que quer saber então irei te dizer Rin. Sim, fui eu!

Rosnou alto. Passou os braços sobre a mesa com agressividade levando todos os enfeites de encontro ao chão. Rin assustou-se com a repentina atitude de Suikotsu. O viu passar as mãos pelos cabelos e os segurar com força como se quisesse arrancar os fios de sua cabeça.

- Sim, eu fiz! – Passou as mãos na cabeça com força, bagunçando o curto cabelo enquanto mantinha os dentes cerrados. – Fiz porque você é minha, porque eu te amo e não irei dividi-la com ninguém! Está entendendo o que quero dizer? COM NINGUÉM!

Sobressaltou-se quando o viu jogar outro enfeite de encontro ao chão de maneira violenta. Suikotsu estava aturdido, totalmente perturbado e completamente irreconhecível. Se antes suspeitava de que ele sofria de alguma coisa, agora não lhe restava duvidas. Aquele homem era doente!

- Não! – Rin o enfrentou. – Isso não é amor!

Os olhos estreitos foram para a sua direção. Rin estava duvidando dos sentimentos que ele sentia por ela? Havia entendido errado?

- Isso é loucura! – Ela completou em seguida. – Já chega Suikotsu! Eu cansei, saia da minha vida e me deixe em paz de uma vez por todas. – Alterou seu tom de voz.

Por um momento arrependeu-se por ter dito aquelas palavras. Recuou alguns passos e encontrou a parede atrás de si quando percebeu o corpo se Suikotsu começar a se mover. Foi inevitável deixar o grito preso em sua garganta, Suikotsu avançava em sua direção com os punhos erguidos. Arfou em medo quando o punho passou rente ao seu rosto e se instalou na parede ao seu lado, na altura de sua cabeça.

- Eu nunca irei deixá-la Rin, nunca! Você é minha! Consegue entender isso? – Estreitou os olhos em chamas e a pequena tremeu com a aproximação.

- P-Pare, você está descontrolado!

Seus olhos castanhos o encaravam com medo e tudo o que ela conseguiu fazer foi apenas gritar antes de ter o braço agarrado com brutalidade enquanto ele a arrastava para algum aposento de sua casa.

O corpo de Sesshoumaru estremeceu e Rin pode sentir isso no colchão. Ela o encarou por um longo tempo, mas a rigidez de seu corpo não dera trégua. Sesshoumaru ficou desconfortável quando mais uma vez aquele verme insistia em dizer que Rin era sua propriedade. Sesshoumaru era capaz de arrancar seus testículos se ele ousasse voltar a dizer isso!

- Pensei que conversar resolveria tudo, mas apenas piorou. Ele se irritou por eu ter defendido Hakudoushi, mas assumiu que havia sido ele o causador do acidente. – Acariciou com delicadeza a cicatriz sobre o pulso e suspirou em seguida. – Ele me manteve presa em sua casa por alguns dias, e foi nesse momento que consegui esta cicatriz. – Ergueu o pulso indicando a marca sobre a pele. – Foram os dias mais angustiantes que passei, mas Bankotsu me tirou de lá.

Lembrar-se do ocorrido ainda lhe machucava. Nunca imaginou que Suikotsu, que de inicio fora seu amigo e namorado, pudesse fazer tudo aquilo.

- Quem é Bankotsu? – Perguntou com o maxilar trincado.

Se não bastasse o maldito Suikotsu, o amigo aleijado eo moleque, – irmão de Sango – o youkai teria que se preocupar com mais outro homem a rondando?

- Meu irmão mais velho! – Respondeu simplesmente, não entendendo o porquê do desconforto por parte de Sesshoumaru em fazer tal pergunta.

Balançou a cabeça em sinal de confirmação. Então o tal Bankotsu não era uma ameaça como ele imaginara.

- Foi a uma delegacia? – Indagou o youkai.

- Não! – Rin meneou a cabeça em negação. – Isso de nada adiantaria, Suikotsu é um homem extremamente influente, e além do mais ele não passa de alguém doente e completamente perturbado!

- Não tão influente quanto este Sesshoumaru, eu suponho. – Passou a mão pelo queixo sentindo a barba por fazer enquanto sua cabeça trabalhava em meio aos seus pensamentos mais sádicos.

Rin o encarou com a testa franzida. O que diabos Sesshoumaru queria dizer com aquilo?

- O-O que pretende fazer? – Arregalou os olhos quando o ouviu dizer aquelas palavras.

- Quem se atrever a entrar em meu caminho, não sairá vivo! – Rosnou as ultimas palavras de sua frase, como forma de ameaça.

Rin encolheu-se pelo tom ameaçador presente na voz de Sesshoumaru, o brilho em seus olhos evidenciava perigo. Seja lá o que o youkai tinha em mente, naquele momento Rin o temia. Observou-o levantar-se da cama em um solavanco, Sesshoumaru caminhou pelo quarto e agarrou a primeira bolsa que avistara, em seguida jogou-a sobre a cama onde Rin se encontrava ainda deitada.

- O que está fazendo Sesshy? – Procurou entender as atitudes daquele homem.

- Arrume suas coisas, você não ficará aqui! – Desta vez ele jogou contra a cama algumas peças de roupas.

- E para onde irei? – Perguntou alarmada com a situação. Aquela pergunta era demasiadamente obvia. Sesshoumaru não precisou respondê-la, Rin sabia onde ele queria chegar com tudo aquilo. A pequena entre abriu os lábios surpresa e se prontificou em recusar. – Ah não! Não mesmo! Não irei para a sua casa Sesshoumaru! Não vou envolver sua família nisso tudo.

- Nada do que disser irá fazer este Sesshoumaru mudar de ideia, Rin. Arrume suas coisas. – Aquilo estava longe de ser um pedido, a pequena sabia disso.

- Não vou a lugar algum, não envolverei mais pessoas nessa confusão! – Cruzou os braços em frente ao peito e o enfrentou de cabeça erguida.

Se fosse outra pessoa a enfrentá-lo dessa maneira, Sesshoumaru o mataria. No entanto, estava divertindo-se com a ousadia de sua humana.

- Então ficarei! – Provocou-a.

- O quê? Não! Você não pode! – Alarmou-se de imediato.

- Teremos de arrumar seu chuveiro, Rin. Este Sesshoumaru não aprecia banhos gelados!

Seu queixo caiu ligeiramente, Sesshoumaru parecia não lhe dar ouvidos. Seu vizinho de janela estava falando sério? O viu aproximar-se de si com passos lentos, Rin o encarou confusa com a repentina aproximação. Em questão de segundos Sesshoumaru já estava sentado sobre a cama enquanto puxava seu delicado corpo de encontro a sua montanha de músculos. Antes que ela pudesse protestar sua boca a devorou, esmagada contra os lábios pequenos e rosados. Sentiu-se ser invadida, a ávida língua de Sesshoumaru saboreava seu gosto com urgência. O delicado corpo amoleceu em seus braços e o youkai apenas intensificou o aperto em sua cintura.

Lentamente, afastou-se de Rin e colou sua testa contra a dela, enquanto permitia que a pequena navegasse por aqueles olhos que conseguiam lhe tirar a sanidade.

- Deixe-me cuidá-la, Rin. – Murmurou a centímetros de seus lábios.

Piscou os olhos, completamente extasiada diante dos cuidados que Sesshoumaru possuía sobre si. Em meios aos fios prateados encontrou os olhos âmbares em chamas encarando-a com expectativa, ansiando por uma resposta de confirmação á suas palavras. Resposta esta que não o veio, bastou Rin tomar a iniciativa e colar seus lábios contra os dele para permitir que Sesshoumaru descobrisse sua resposta antes mesmo que seus lábios se pronunciassem. Céus, por mais que não quisesse confessar, estava totalmente e perdidamente envolvida por aquele homem.

oOo

Obs:. Em relação ao ultimo flash back, o sonho que a Rin teve no começo do capítulo 7 seria a continuação desta parte. Não o coloquei novamente para não ficar repetitivo e não deixar o capítulo maior do que já ficou.

Primeiramente, peço imensas desculpas pela demora meus amores, eu viajei com a minha prima e voltei recentemente e por conta disso, onde eu estive não fiquei ao alcance de internet.Confesso que esse capítulo era para ter ficado maior, porem o dividi com o capitulo anteriormente postado por conta do tamanho. Quero avisá-los também que minhas aulas na faculdade e nos meus cursos em breve voltarão, então há uma grande possibilidade de eu demorar ainda mais com a atualização da fanfic, mas procurarei fazer o possível para conseguir escrever e postar os capítulos nos finais de semana.

Capítulo de hoje está recheado de surpresas, boa parte do envolvimento da Rin com o Suikotsu foi esclarecido. E quem disse que o Sesshoumaru não deixaria a Rin morar sozinha e que o suposto obsessivo era algum ex-namorado, acertou kkkkk Espero que tenham apreciado o capítulo s2 Responderei todas as Reviews em breve meus lindos, agradeço por todo o carinho que me proporcionam. Um grande beijo meus amados :*