N/A: Sorry pela demora *bordão oficial da autora que vos fala*

Como estão todas? Eu realmente espero que estejam bem! Sentiram falta desses dois? Eu também!

Obrigada pelo carinho e por me aguentarem por aqui, eu sei que vocês são as melhores e eu não poderia ser mais grata por vocês lerem minhas porqueras. *abraço coletivo*

Nem vou demorar falando demais, porque já são quase meia noite e eu preciso ir dormir daqui a pouquinho.

Aviso: preparem o baldinho, porque vocês vão precisar. Hohohoho!

Mwah!


Capítulo 10 – Happiness

BPOV

Parecia que havia voltado no tempo. De repente, eu me sentia como a garota de dezesseis anos que considerava aquela casa o seu lugar favorito do mundo. O quarto permanecia o mesmo, cercado por fotos que contavam um pedaço de minha vida que começava na infância e ia até minha adolescência rebelde e ativa; as paredes ainda exibiam os resquícios de meus tempos de garota maluca por atores de Hollywood, que sonhava em casar com um deles um dia.

Olhando agora para o local que por muitos anos foi meu refúgio, só conseguia fazer uma coisa: sorrir.

Eu estava de volta. E o mais importante de tudo, eu pertencia novamente àquela vida.

O cheiro ainda era o mesmo, essência de lavanda e flores de laranjeira, graças aos incensos que Renée acendia todo santo dia pelos quatro cantos da casa. Deus, como eu senti falta daquilo, da maneira como ela gostava de deixar cada pequeno pedacinho cheiroso e como isso trazia uma sensação de conforto que fazia meu estômago aquecer. Eu poderia respirar aquele ar para sempre.

A vontade de rir e chorar ao mesmo tempo voltou com força total e eu permiti que uma risada escapasse de minha boca e preenchesse o silêncio do quarto escuro. Era impossível conter a felicidade que se alastrava feito pólvora em meu corpo inteiro e se dependesse de mim, nunca podaria esse sentimento.

O nó que por anos comprimiu minha garganta não existia mais e meu coração batia forte dentro do peito de tanta alegria que sentia. Não havia palavras para descrever o quanto estar ali, após tantos anos de angústia e mágoa, me fazia bem.

Será que alguém iria se importar se eu começasse a pular feito uma maluca na cama?

Uma rápida olhada no relógio de cabeceira ao lado da cama e a constatação de que não passava das 3 da manhã me fizeram conter a empolgação, no entanto, precisava fazer algo para me manter mais calma, ou certamente acordaria a vizinhança inteira. Pensei em um banho quente, porém bastou que eu olhasse para a janela e visse os pequenos flocos de neve riscando o vidro para extinguir a ideia de me enfiar debaixo do chuveiro no meio da madrugada.

Só me restava uma coisa a fazer e parecia ser a mais sensata de todas para o momento em questão.

Saltei para fora da cama, tomando cuidado para me enroscar direito em minha manta cor de rosa que eu tanto amava e da qual senti tanta falta, e delicadamente, pé ante pé, abri a porta de meu quarto e voei corredor afora, escapulindo para o cômodo à frente do meu, que estava mergulhado em sono e roncos baixos.

Ele estava deitado de barriga para cima, eu deduzi ao ouvir os ruídos que perturbavam a calmaria da escuridão do quarto. Sem perder tempo, larguei minha coberta no pé da cama e mergulhei no edredom que o cobria, sentindo a pele arrepiada assim que deitei a cabeça na curva de seu pescoço, que cheirava a sabonete e sono.

Como mágica, ou pura força do hábito, a mão enorme me puxou para mais perto, enrolando os dedos em minha cintura e eu soltei um suspiro de satisfação contra a curva do queixo bem marcado.

"Você não deveria estar aqui, sabia? Seu pai me mata se nos pegar dormindo juntos." ouvi Edward balbuciar, respirando forte no topo de minha cabeça.

"Como se isso nunca tivesse acontecido. Quantas vezes dormimos juntos nesse quarto quando éramos adolescentes?"

"Era diferente e você sabe disso. Nós dormíamos. Era apenas isso."

"E o que tem de diferente agora? Eu quero apenas dormir com você." falei, porém sorrateiramente deslizei as pontas de meus dedos por sua barriga desnuda, causando pequenos tremores por onde passava.

"Uhum, você quer me ver sendo perseguido por seu pai e uma espingarda. Eu sei que esse é o seu sonho de infância, tudo porque eu arranquei a cabeça da sua Barbie favorita no seu aniversário de oito anos."

"Meu Deus, você ainda lembra disso? Aconteceu há séculos! E como ousa achar que eu faria algo para prejudicar você, Ed? Eu não sou tão vingativa a esse ponto." minha mão estacionou um pouco acima do cós da calça de moletom que ele vestia e eu comecei a desenhar pequenos círculos em sua pele muito quente. A cada movimento de meus dedos, sentia-o arrepiar mais com o breve contato.

"Para com isso, Bee." Edward tentou empurrar minha mão para longe, mas fui mais rápida e a escondi no meio de suas pernas, observando-o imediatamente começar a enrijecer. "Caralho!" gemeu baixinho e escondeu o rosto em meu pescoço.

"Ops, não foi minha intenção acordá-lo." sibilei rindo e tocando-o suavemente por cima da calça.

"Se você não parar com isso agora eu juro que- merda!" eu não conseguia evitar provocá-lo, porque era divertido demais ver Edward perdendo o controle por algo tão simples e aparentemente inofensivo. Afinal, quem fica daquele jeito por um carinho inocente?

"Ok, não faço mais isso." retirei minha mão do meio de suas pernas e a coloquei gentilmente de volta em sua barriga.

"O que deu em você para me atacar desse jeito, hein?" ele retrucou em uma voz grave, mas acariciou meu rosto com a pontinha do indicador.

"Eu só estou... feliz. Muito feliz para falar a verdade. Acho que nunca experimentei sensação igual a essa. Sabe quando você consegue tudo que sempre sonhou na vida? Pois é, é bem assim que me sinto." sibilei e ele riu de meu jeito afetado. Eu estava impossível para aquela hora, quase 3 e meia da manhã.

"Eu nunca te vi assim mesmo. Isso é muito bom, eu fico feliz por você, Bee. Já estava na hora de resolver as pendências do passado, você e seus pais mereciam essa nova chance." Edward falou, enroscando o dedo em algumas mechas do meu cabelo enquanto brincava de roçar os lábios na curva de meus ombros.

"E se algo der errado, Ed? E se por algum motivo eu arruinar tudo novamente? E-eu não quero perder o contato com meus pais novamente, não vou suportar, eu" havia aflição queimando minha voz e eu notei meu coração acelerando de maneira considerável ante a ideia de afastar Charlie e Renée de minha vida mais uma vez.

"Ei, ei, olha para mim." Edward pediu quando pulei na cama, agitada e tensa por conta do súbito pânico que me atingira com um soco. "Bee, não vai acontecer nada, ok? Está tudo bem agora, você não precisa se preocupar com coisas desnecessárias." ele murmurou, puxando meu braço de leve para que eu voltasse a deitar ao seu lado.

"Você promete?" perguntei como uma criança e ele sorriu, antes de deixar um beijo quente no meio da minha testa.

"Eu prometo." Edward suspirou alto, dedilhando minhas costas enquanto eu trançava minhas pernas nas suas sob o cobertor grosso e acolhedor que nos cobria. "Podemos dormir agora? Já está tarde!"

"Não estou com sono." um bocejo traidor escapou sem meu consenso e – mesmo sob a luz diminuta que adentrava o quarto – soube que Edward notara um rubor tímido nascendo em cada lado de minhas bochechas.

"Vamos dormir, Bee." fez com que eu me virasse, de modo que seu peito ficasse colado em minhas costas; apertou meus dedos entre os seus e deixou a boca repousar junto à minha orelha. "Não se preocupe, ok? Isso aqui não é um sonho e quando você acordar tudo vai continuar do jeito que está agora." e dizendo isso, Edward iniciou uma trilha de selinhos macios em minha nuca, que eu logo interrompi ao me virar para achar sua boca no meio da penumbra.

O beijo que ele me deu foi lento, desapressado e eu respirei fundo contra sua língua ao senti-lo tocando cada cantinho de meus lábios com os seus. Minhas mãos como sempre acharam o lugar certo para ficar e eu me vi acarinhando sua cabeça de um jeito que sabia que ele adorava, a julgar por sua pele arrepiada e a crescente urgência de sua boca na minha.

Sentia uma vontade tremenda de tê-lo dentro de mim naquele momento, mas oa mesmo tempo tinha noção que não era a hora, nem muito menos o lugar certo. Edward pareceu notar isso também e encerrou o beijo com um estalar surdo, antes de plantar um selinho gentil no topo do meu nariz.

"Boa noite, amor." ele sussurrou, deitando a cabeça em meu peito e beijando meu pescoço.

Ele adormeceu primeiro, por conta dos carinhos que eu fazia em seus cabelos; eu sabia o quanto Edward amava aquele tipo de cafuné e como ficava manhoso quando eu arranhava a ponta das unhas em seu couro cabeludo, massageando-o sem pressa.

Algum tempo depois, eu enfim notei meus olhos pesando, o cansaço atingindo meu corpo e me tragando para a inconsciência. Dormi com um sorriso grudado no rosto, sentindo o sono pesado de Edward ardendo em minha pele e o jeito como seu coração batia compassadamente no mesmo ritmo do meu.

[...]

A primeira coisa que notei ao acordar foi a fina camada de saliva molhando a blusa de meu velho pijama e a cabeça de Edward pesando em meu peito; se eu soubesse que ele permaneceria nessa posição – e ainda por cima, babando em mim – pelo resto da noite certamente não teria aceitado dormir daquele jeito. Empurrei seu corpo inerte para o lado, resmungando quando não consegui fazê-lo se mover um centímetro sequer. Quando ergui o rosto para soltar um palavrão, dei de cara com Charlie parado à soleira da porta do quarto, a xícara de café fumegante pendendo na mão e a expressão séria fixa em minha direção.

Era como se de repente eu tivesse engolido um helicóptero, pois meu estômago de súbito começou a girar sem parar. Meu rosto parecia que a qualquer momento entraria em combustão espontânea e eu não consegui evitar a leve tremedeira que se apoderou de meu corpo. Algo me dizia que eu estava ferrada.

Quando pensei em abrir a boca para murmurar qualquer coisa que me deixasse menos constrangida, Edward acordou e assim que encontrou o rosto impassível de Charlie levou um susto tão grande que acabou rolando cama afora, caindo de bunda no chão.

Seria cômico, se não fosse trágico.

"Que ótimo que estão bem acordados, porque eu quero os dois lá embaixo agora para o café da manhã. Nós precisamos conversar." Ouvi meu pai murmurar, aparentemente muito calmo, mas eu – mais do que ninguém – sabia o poder que sua voz muito rouca tinha de intimidar. Não era a toa que o chefe Swan era respeitado por todos no departamento de polícia da cidade e como era infalível na hora de lidar com bandidos e pessoas que por algum motivo cometeram algum crime.

"Caralho, Bee, o que foi que eu disse a você? Eu sabia que essa sua ideia de dormir aqui no quarto comigo não ia dar certo. Você viu a cara do seu pai quando me olhou? Parecia que iria me matar agora mesmo!" Edward arriscou retrucar assim que Charlie saiu do quarto e eu não fiz outra coisa a não ser rir muito alto.

"É quase vergonhoso esse seu medo, sabia? O que acha que meu pai iria fazer?"

"Ele poderia estar armado, eu não sei! Seu pai é policial, Bella, ele pode acatar de surpresa a qualquer momento."

"Oh, claro. Meu pai estava segurando uma xícara de café em uma mão e um rolo de jornal na outra, então vejamos o que ele faria com você... ah, já sei, primeiro te daria umas jornaladas na cabeça até que você caísse tonto no chão e derramaria café quente na sua pele, te matando queimado. Realmente seria um belo ataque surpresa." Seu olhar entediado em minha direção só me fez gargalhar ainda mais. Seus cabelos sempre muito bagunçados estavam um verdadeiro caos, deixando-o com uma aparência de maluco que havia acabado de fugir do hospício. Ele estava hilário e eu não conseguia parar de rir.

"Isso, continue gozando com a minha cara. Se seu pai acabar comigo e você ficar de chororô no meu funeral, eu juro por Deus que venho todas as noites puxar seu pé!"

"Ui, fiquei com medinho." Balancei meu corpo de um jeito jocoso e pendi a cabeça para trás temendo sufocar quando uma nova onda de riso tomou conta de mim.

"Argh, você está impossível hoje! Anda, vamos tomar banho e descer para o café antes que seu pai apareça aqui com uma espingarda." Edward me puxou para fora da cama e praticamente me expulsou do quarto, enquanto eu não tinha outra reação a não ser rir descontroladamente como uma maluca.

Tomei um banho rápido em meu quarto e vesti a mesma roupa que estava usando quando cheguei em casa na noite passada; arrumei meu cabelo amassado em uma trança frouxa e saí do cômodo, encontrando Edward parado no meio do corredor à minha espera. Ele estava com enormes manchas avermelhadas por todo o pescoço, bochechas e mãos e foi aí que eu percebi que ele estava realmente nervoso. Foi difícil conter a vontade de sorrir de seu jeito apreensivo, porém fiz um esforço, visando evitar dores de cabeça futuras.

Só Deus sabia como Edward poderia ser extremamente vingativo quando queria.

"O que acha que seu pai quer conversar conosco?" ele perguntou ao entrelaçar minha mão na sua, me fazendo sentir o suor e a frieza em sua pele, que não tinha qualquer ligação com o clima gélido da manhã.

"Eu realmente não faço a menor ideia. Mas não se preocupe, porque logo, logo vamos descobrir."

Renée nos recebeu com um sorriso amistoso no rosto e rapidamente indicou que nos sentássemos à mesa, que estava farta e cheirava a bolo de laranja recém-saído do forno. Eu não lembrava da última vez que havia provado das delícias que minha mãe preparava na cozinha, por isso notei de imediato a maneira como minha barriga roncara diante de tantas guloseimas de dar água na boca.

"Podem se servir, queridos, Charlie está em uma ligação no escritório e já volta." Minha mãe explicou ao puxar uma cadeira e sentar à minha frente. "Como foi a noite, dormiram bem?" continuou, curiosa.

"Bom, na verdade eu... demorei para pegar no sono. Estava agitada demais e não conseguia fazer meu corpo desacelerar. Fui dormir por volta das quatro da manhã." Expliquei enquanto me servia de uma fatia de bolo e uma xícara de café bem forte.

"E você, querido? Como passou a noite?" Renée questionou, voltando sua atenção para Edward.

"Eu... hm... dormi muito bem, Renée. Obrigado." Ele passou uma das mãos pelo pescoço muito vermelho e me lançou um olhar desconfortável. Tratei de acalmá-lo, acariciando sua coxa esquerda de forma suave e encarando-o silenciosamente de um jeito que o faria se sentir menos aflito. Pareceu dar certo, pois logo em seguida, eu observei seus dedos deslizando pelos meus, unindo nossas palmas da maneira que eu tanto amava.

"Querida, Harry e Billy me convidaram para jogar uma partida de tênis na quarta de manhã. Que tal vir comigo? Harry me disse que Sue anda dizendo que você a abandonou." Charlie comentou ao entrar na cozinha e sentar à cabeceira da mesa, aparentemente muito tranquilo e alegre.

"Sue é uma exagerada, não posso passar uma semana sem visitá-la que ela já começa com esse drama todo."

"E você a conhece há quase trinta anos e ainda não se acostumou com o temperamento dela. Sue gosta de atenção, de ser bajulada, como Harry mesmo costuma dizer. Não custa nada fazer uma visita à sua amiga uma vez por semana, não acha?"

"Humpf, vou pensar no assunto." Mamãe sibilou, dando por encerrada a pequena discussão. "Charlie, que falta de educação é essa? Por que não cumprimentou as crianças?" ela ralhou, fazendo meu pai encolher de leve em sua cadeira.

Charlie era um homem alto, grande e muito forte, mesmo que já não tivesse a altivez de seus tempos de jovem, mas ainda assim causava um certo temor nas pessoas. Porém, bastava que Renée usasse seu tom de censura para deixar o sempre tão imponente Chefe Swan quieto e obediente, como um cãozinho amestrado de circo. Eu sempre adorei a relação dos dois e secretamente sonhava em encontrar um homem dedicado e amoroso como meu pai era com minha mãe.

"Perdão, querida. Bom dia, Linus." Charlie sussurrou, aproximando o rosto para me dar um beijo cálido na bochecha; eu bigode sempre causava cócegas em minha pele e eu invariavelmente ria com seu gesto de carinho. "Como vai, Edward?"

"B-bem, Chefe Swan. M-muito b-bem." Edward gaguejou e notei que ele quase engasgou com um pedaço de kiwi que tinha na boca.

Ele manteve a postura tensa durante todo o café da manhã e por mais que eu tentasse fazê-lo relaxar, não conseguia. Edward mal tocou no bolo que Renée servira e passou metade do tempo ruminando uma mísera xícara de café. Assim que minha mãe levantou-se para recolher a louça suja, após todos terem se deliciado com o dejejum reforçado, Charlie dobrou as mãos sobre a mesa e passou os olhos por mim e Edward, analisando nossos semblantes.

De soslaio, eu percebi uma fina camada de suor nascendo nas têmporas de Edward e o jeito como ele mexia o nariz em um tique nervoso que seria engraçado se não fosse tão preocupante. Tentei puxar sua mão para junto da minha, mas levei um susto ao perceber que estava igualmente apreensiva.

"Então." Charlie fez uma pausa dramática, erguendo as grossas sobrancelhas sem nunca desviar a atenção de nossos rostos. "Quer dizer que vocês dois estão juntos?"

Edward de imediato me lançou um olhar suplicante, exatamente aqueles que as pessoas usam quando estão em meio a uma situação de perigo e eu engoli seco antes de sibilar:

"Bem, na verdade, hm, é... Edward e eu estamos juntos sim, pai."

"Entendo." Charlie murmurou misterioso e voltou-se para encarar Edward. "Minha conversa agora é com você, meu jovem, quais suas intenções com a minha Bella?"

"P-pai-" tentei intervir ao perceber a palidez que se alastrou pelo rosto de Edward, porém Charlie me impediu de continuar.

"Linus, o papo é entre Edward e eu, se você não se importa."

"C-claro, pai." Fechei a boca em constrangimento e me afundei na cadeira, temendo pela sanidade de Edward, que parecia o clone de um poste ao meu lado. Meu pai sabia como ninguém intimidar as pessoas e pelo visto ele conseguira facilmente deixar Edward temeroso.

"Estou esperando, meu jovem. Você tem três minutos para me convencer de que é um homem de verdade e não mais um canalha querendo se aproveitar da minha criança."

"Pai!" gritei diante da ameaça clara de Charlie e despertei a atenção de Renée, que voltou à mesa com um pano de prato seguro entre as mãos.

"Charlie, que loucura é essa agora? Você conhece Edward desde que ele era um bebê e sabe muito bem o quanto esse ele é um bom garoto!"

"Eu conheço o Edward, filho de meu velho amigo Carlisle, e o moleque que ficava correndo de cueca pela minha casa no verão. Mas ainda não conheço esse novo Edward, namorado da minha Bella."

"Pai, me escuta, por favor." Chamei-o, segurando suas mãos enormes junto às minhas. "Edward é o meu melhor amigo, a pessoa que eu mais amo depois de você e da mamãe. E você, mais do que ninguém, sabe que ele nunca, jamais faria algo para me machucar." As íris cor de mogno de meu pai rolaram em direção ao ruivo pálido e trêmulo sentado ao meu lado e eu vi Charlie soltando um suspiro resignado.

"É claro que ele nunca faria nada para ferir você, Linus. Caso contrário, eu correria até o inferno atrás dele."

"Pare com isso, Charlie, não está vendo que está deixando Edward assustado!" Renée ralhou e aproximou o rosto do dele. "Não ligue para o que esse velho fala, meu querido, é tudo da boca para fora."

"Você vai falar alguma coisa ou vai ficar aí, se fazendo de mudo, moleque?" meu pai questionou Edward, um breve sorriso surgindo em seu rosto sempre carrancudo.

"E-eu... a-amo.. eu amo a sua filha, Chefe. Mais do que consigo descrever em palavras. Bella é a minha vida e eu não sei o que seria de mim se não a tivesse ao meu lado." Meu coração palpitou alto no peito e eu senti um riso gigantesco correndo por meus lábios, no mesmo segundo em que Renée emitiu um "Awww" tão alto que fez Edward ficar roxo de vergonha.

"Eu amo você." Sibilei, me virando rapidamente para beijar sua boca pálida de maneira carinhosa.

"Ótimo, era exatamente isso que eu queria ouvir." Charlie retomou a atenção de todos e eu aproveitei o clima mais amistoso para deitar a cabeça no ombro de Edward e beijá-lo no pescoço da forma que ele tanto amava. "Agora, vamos falar de coisa séria. Quando é que os dois pombinhos aí vão marcar a data?"

"Data? Do quê o senhor está falando, pai?" retruquei com cenho franzido pela dúvida.

"Ora, Bella, estou me referindo a data do casamento. E então, quando é que vocês pretendem se casar? Ou por um acaso acham que vão continuar morando juntos sem qualquer tipo de compromisso?"

"Pai, Edward e eu-"

"Bella, não comece. Eu não sou um desses pais modernos de hoje em dia que aceita que sua única filha more com um marmanjo sem estar casada. Então, por tudo que é mais sagrado, me diga que você e Edward estão com a data do casamento marcado."

"Na verdade, pai-"

"15 de setembro, sr. Swan. Bella e eu vamos nos casar nessa data." Edward me cortou firme e eu o fitei boquiaberta.

"Ótimo, parabéns pelo noivado, querida." Papai comentou feliz e eu senti o braço de minha mãe sendo jogado de maneira alegre em meus ombros, me apertando em um afago quase esmagador.

A partir desse momento entrei em piloto automático, agindo e falando coisas que nem eu mesma conseguia acreditar. Quando meus olhos encontraram os de Edward eu só tinha uma pergunta gravada na testa: que porra é essa?

Onde diabos ele estava com a cabeça quando anunciou uma falsa data de casamento?

Deus, definitivamente estávamos em sérios apuros.

[...]

"Oh, quer dizer que vamos nos casar no dia 15 de setembro? Quando você iria me contar sobre a boa nova de que eu vou me casar?" disparei assim que nos acomodamos nos assentos confortáveis do metrô que nos levaria de volta a Nova York. "Pode me dizer o que deu nessa sua cabeça maluca para falar uma baboseira dessas?"

"Eu fiquei nervoso, ok? Seu pai estava prestes a pular no meu pescoço se eu pronunciasse uma vírgula que não fosse aquilo que ele queria ouvir. O que você queria que eu fizesse?"

"Ficasse de boca fechada, ora! Por um momento, um breve segundo que seja, você parou para pensar que a essa hora toda a sua família deve estar sabendo sobre essa história de casamento? Uma história falsa, diga-se de passagem!"

"E-eu... merda, eu não pensei em nada quando falei, estava quase borrando minhas calças de medo de Charlie que disse a primeira porcaria que me passou pela cabeça." Edward murmurou, bufando de irritação.

"E olha só o que esse seu medo sem sentido nos acarretou! Agora todo mundo deve estar pensando que estamos malucos para subir ao altar. Ai, meu Deus, eu já vejo Alice querendo me arrastar para as lojas de decoração, para que eu compre o meu enxoval. Caralho, eu acho que vou vomitar."

"Deixe de ser dramática, tá legal? Além disso, o que teria de tão ruim se nos casássemos agora?"

"E você ainda pergunta? Edward, acabamos de voltar de uma viagem que nos deixou desempregados! Vamos precisar recomeçar do zero, como consegue pensar em algo tão fútil como casamento nesse momento?"

"Você acha que um casamento é uma coisa fútil?"

"Para mim, é sim. O que um mísero pedaço de papel vai mudar em minha vida? O que eu sinto por você por acaso vai mudar depois de uma cerimônia na igreja e uma festa para um bando de pessoas que mal conheço?"

"Eu... nunca pensei que você pensasse dessa forma. Sempre achei que você queria casar, assim como Rosalie e Alice." Edward resmungou sem me fitar e eu notei uma linha tensa pinçando seu lábio superior em uma expressão desgostosa.

"Rose e Alie são garotas românticas, sempre fantasiaram com o príncipe encantando montado em um cavalo branco e essa baboseira toda de amor eterno. Eu sou um pouquinho mais realista. Acho que minha relação desastrosa do passado me fez ver que essas coisinhas só existem mesmo em nossos sonhos de adolescentes e nesses filmes românticos que as mulheres sempre choram no final."

"Wow, quem é você e o que fez com a Bella que eu conheço?"

"Não comece, ok? Você sabe exatamente do que eu estou falando. Ou esqueceu do que você costumava falar para os quatro ventos quando recebia a notícia de que algum de seus amigos iria casar?"

"Casamento é coisa para gente idiota que não sabe viver a vida." Ele murmurou, sério, a frase que sempre usava e eu assenti com a cabeça positivamente.

"E ainda dizia que o dia em que anunciasse seu casamento, era para mandá-lo direto para o hospício, porque definitivamente você havia perdido o juízo." Eu ri e beijei seu ombro, enquanto observava a paisagem de árvores cobertas pela neve passando pela janela. "Bom, acho que chegou a hora de dizer que você ficou maluco e inventou essa história ridícula de casamento."

"É... v-você.. hm, tem razão. É melhor desfazermos esse mal entendido o quanto antes."

"Ótimo. Ligo para mamãe assim que chegarmos em casa e conto que foi tudo uma brincadeira sua."

"Certo." ele retrucou reticente e por um segundo eu pensei ter ouvido uma sombra de mágoa tingindo sua voz, porém sua boca deitando delicadamente em minha testa me distraiu e eu aproveitei para erguer o rosto e beijá-lo com a vontade que eu havia guardado desde o segundo em que pus os pés naquele metrô.

[...]

Hands all over – Maroon 5*

"Eu não acredito no que estou vendo." Edward murmurou assim que abriu a porta de seu apartamento e se deparou com o cenário impecável do lugar. A sala estava lindamente arrumada e havia um cheiro de maçã verde exalando no ar, uma fragrância tão deliciosa que chegava a deixar minha pele arrepiada.

"Alice, é claro." Sibilei ao jogar o casaco sobre o sofá e pegar um bilhetinho cor de rosa que fora deixado em cima da mesinha de centro da sala.

"Meu presente de boas-vindas para vocês. A casa está arrumada, a geladeira abastecida e Polainas alimentado e limpo. Ah, deixei uma garrafa de vinho também. Aproveitem a noite.

Beijos, Alie.

p.s: podem dizer, eu sou foda para caralho, não sou?"

"Quando será que ela vai tomar jeito?" perguntei, seguindo Edward pela cozinha e parando no meio do caminho para pegar Polainas no colo e apertá-lo do jeito que eu sempre fazia quando chegava em casa quando ainda estávamos em Paris.

"Provavelmente nunca. Eu tenho pena de Jasper, sabia?" Edward retrucou rindo e parou em frente à geladeira para analisar as guloseimas que Alice havia comprado. "Mas uma coisa eu preciso admitir: minha irmã sabe fazer compras de supermercado. Olha só, ela não esqueceu o meu sorvete favorito." Balançou o pote de doce em minha direção, sorrindo de forma traquina.

"Sem. Chances." Enfatizei e apertei ainda mais Polainas em meus braços, fazendo-o de meu escudo. Edward revirou os olhos ao me ver cheia de carinhos para com o gato e devolveu o sorvete de volta à geladeira, pegando uma garrafa de Stella Artois e virando o líquido alcóolico a longas goladas garganta abaixo.

"E então, com fome?" perguntei assim que devolvi Polainas ao chão e deixei que ele saltitasse cozinha afora atrás de sua bolinha de lã favorita.

"Faminto. Pode fazer aquelas torradas com tomate frito, alho e manjericão, Bee?"

"Hum, ótima ideia. Vou preparar agora mesmo." respondi sorridente, correndo para lavar as mãos e começar a minha aventura pela cozinha.

Cerca de meia hora depois, Edward e eu estávamos jogados no sofá, cada um com dois pratos recheados de farelos de torradas e duas garrafas de cervejas largadas no chão ao lado do sofá.

"Ai, merda, eu sabia que não deveria ter comido tanto. Não consigo nem levantar agora." murmurei ao fazer menção de me levantar e cair de volta ao sofá antes mesmo de erguer o corpo.

"Não vai ainda, fica aqui comigo." Edward me puxou para seu colo quando, enfim, fui capaz de levantar e eu soquei seu ombro frustrada por não sair do sofá.

"Eu vou só pegar mais cerveja, tá legal? Já volto." Beijei sua boca com gosto de cerveja e tomate e saltei para longe do sofá, cambaleando ligeiramente pela cozinha em busca de algumas garrafas de Stella. Eu vestia apenas uma velha camisa de algodão dos tempos da faculdade e uma frágil calcinha de renda preta que a todo o segundo entrava em minha bunda assim que andava.

Eu odiava quando isso acontecia e precisava ficar toda hora puxando o elástico de volta para o lugar de origem. Era irritante.

Voltei para a sala e entreguei a cerveja a Edward, retornando ao local de onde eu havia saído minutos atrás: seu colo. Ele me deu um beijo estalado na bochecha e eu senti o cheiro de álcool forte em seu hálito quente.

Puxei o controle remoto de sua mão quando ele fez menção de mudar para o canal de esportes e me joguei no sofá assim que ele tentou recuperar o objeto, resmungando alto ao senti-lo fazer cócegas em minha cintura.

"Isso não é justo, você concordou que iríamos assistir Antes que termine o dia desde que eu fizesse as torradas para o jantar." rebati, me remexendo no móvel e deitando sobre o controle remoto para impedir que Edward o roubasse.

"Você já viu esse filme uma centena de milhares de vezes. E agora que eu vi que está passando o compacto com os jogos da NBA de ontem. Anda, Bee, muda pra ESPN agora, por favor."

"Não, trato é trato. Você pode assistir a reprise da reprise amanhã." Decretei e no mesmo segundo notei seus dedos contornando minha cintura e recomeçando com as cócegas. "Para com isso, Ed, por favor, para com isso!"

"Só paro se você me devolver o controle remoto."

"Nunca!" gargalhei alto e de alguma forma consegui me virar de bruços e esconder o controle debaixo de minha camisa. Mas àquela altura Edward já havia parado com a tortura das cócegas e estava subitamente calado.

Arrisquei fitá-lo por cima do ombro e só então entendi o motivo dele ter interrompido sua ação; os olhos muito verdes estavam fixos em minha bunda coberta apenas pela calcinha de renda e a forma como meus quadris estavam empinados só deixava a cena ainda mais... erótica. Eu estava literalmente de quatro no sofá e isso não passou despercebido para Edward.

"Porra, Bee, sua bunda é obcena! É quase um atentado ao pudor." Sussurrou em uma voz rouca e eu suspirei fundo, incapaz de me mover. Apenas quando o senti espalmar a mão em um lado de meu quadril que emiti alguma reação. Gemi surpreendentemente alto, até mesmo para os meus ouvidos.

"Caralho!" Edward respondeu de volta, afastando de leve um lado de minha calcinha e passando a ponta do indicador na curva de meus quadris empinados na sua direção.

"Ed-" grunhi fechando os olhos e jogando a cabeça no encosto do sofá.

"Acho que eu vou mesmo ter que assistir a reprise da reprise do basquete amanhã. Acabei de encontrar um programa mil vezes melhor para fazer." Ele disse rindo, me fazendo virar para encará-lo. Assim que meus olhos encontraram os seus eu senti um rastro de fogo correndo por minha pele, causando comichões em locais específicos.

"Vem." Me limitei a soprar-lhe, puxando seu rosto para junto do meu. Minha boca já estava salivando antes mesmo de eu senti-lo me tocar e quando seus lábios cobriram os meus em um beijo faminto, eu não tive outra alternativa a não ser gemer. Alto. Como uma cadela no cio.

O desejo era tão grande e me consumia de forma tão rápida que não demorou muito tempo até eu sentir Edward devorando meus seios, com dentes, língua, lábios e mãos. Suas mãos pareciam querer estar em cada canto de meu corpo, apertando minhas pernas ao redor de seu quadril em busca daquele roçar delicioso de seu sexo rígido no meu; e quando me sentia rebolar sob ele, respondia com grunhidos selvagens que só me deixavam de cabeça zonza e vontade de mais.

"Vira de costas para mim, Bee. Eu quero você de quatro." Edward pediu ao mordiscar o lóbulo de minha orelha e eu, obedientemente excitada, fiz o que ele pedira, empinando minha bunda ainda coberta pela calcinha da forma que o deixava maluco.

E eu estava totalmente certa. Novamente deitei o queixo no ombro e fiquei analisando a forma como Edward acariciava seu sexo ereto enquanto sem a menor pressa dedilhava meu sexo sobre o tecido fino de minha lingerie. Quando eu emitia sons de protestos e involuntariamente remexia meus quadris em busca de um contato maior com seus dedos, ele se afastava e só retornava quando percebia que eu havia parado de me mexer.

"Edward, porra... vem, Ed, por favor, vem." supliquei, me livrando da calcinha e tentando puxá-lo para mais junto a mim, mas ele me manteve de quatro e permaneceu se masturbando de uma forma que me deixava salivando. Eu não sabia mais se o desejava no meio de minhas pernas ou em minha boca.

"Quem sabe mais tarde, amor. Agora não temos tempo para isso." Edward respondeu como se tivesse lido meus pensamentos e eu respirei fundo quando o senti brincando com a cabeça de seu pau em minha entrada.

"Oh... Deus!" ofeguei e arqueei as costas na busca de senti-lo um pouco mais dentro de mim, só que Edward estava disposto a brincar de tirar e por intermináveis vezes até que tivesse perdido totalmente meu juízo.

"Linda Bee, a cada dia mais você me deixa ainda mais viciado nesse corpo perfeito, nessa bunda deliciosa... e nisso aqui." Arquejou finalmente deslizando para dentro de mim com facilidade. Senti-lo me preencher de forma lenta, me fez gritar em reação e jogar a cabeça para frente antes que eu caísse desmaiada de tanto prazer.

"Rebola para mim, amor. Assim... Bee... caralho, muito bom." Edward incentivou apertando os dedos em cada lado da minha bunda e me ajudando no movimento de vai e vem. Seu ritmo não tinha nada de pressa e isso me deixava ainda mais consciente na maneira como ele entrava e saía de dentro de mim. Eu o sentia me invadir com rapidez e se retirar com lentidão, tocando nos pontos certos, causando vibrações em cada terminação nervosa e cócegas em lugares que geralmente eram intocáveis.

Logo as mãos de Edward estavam apertando meus seios, puxando os bicos no compasso de meus quadris chocando-se com sua pélvis, fazendo suas bolas baterem certeiras em um de meus muitos pontos sensíveis. Eu sabia que isso me colocaria muito próximo de um orgasmo em questão de minutos.

"Eu estou perto, amor. Muito... muito perto." Edward avisou e eu apertei as unhas no encosto do sofá para me segurar e me concentrar em meu próprio prazer. Ele chegou mais rápido do que eu imaginava e me tomou de surpresa, me fazendo gemer e gritar, tudo ao mesmo tempo, com intensidade, vontade e satisfação.

Edward gozou alguns bons minutos depois e despejou seu orgasmo sobre meu quadril, batendo a cabeça de seu sexo várias vezes na curva sinuosa onde terminava minha coluna e eu ri cansada, quando ele deitou sobre mim e beijou meu ombro suado repetidas vezes.

"Você é... perfeita. Eu não sei como faz isso, mas sempre me obriga a agir como um moleque tarado que só pensa em foder até cair morto no chão." Ele resfolegou, me dando um beijo casto na face e eu girei o rosto para roçar minha boca desajeitadamente na sua.

"Não acredito nisso. Sério que você não aguenta uma segunda rodada?" provoquei, me virando para encará-lo. Minhas mãos foram certeiras para o meio de suas pernas e eu comecei a acariciá-lo sem pressa, fazendo-o respirar fundo e emitir alguns palavrões embolados que só me fizeram rir.

"Me dê um minuto, Bee. Eu preciso descansar."

"Seu amigão aqui não acha que você necessita de um descanso." Baixei os olhos rapidamente para o meio de suas pernas e notei feliz que ele estava ficando excitado de novo. "Olha só, o acordei outra vez."

"Você não presta." Ele riu e capturou minha boca com fome, lambendo meus lábios de um jeito que me deixava louca. "Agora que o acordou, trate de tratá-lo bem."

"Não se preocupe, vou dar tratamento especial a ele." Respondi afiada e ele sorriu, antes de voltar a me dar outro beijo.

E dessa vez eu tive tempo para apreciá-lo à minha maneira, provando-o, sentindo-o com meus lábios, língua, mãos...

[...]

*Hands All Over (Maroon 5) - http : / / www . youtube . com / watch?v=5h03pDooOJc (não esqueçam de juntar os espaços antes de ouvir)


Ai, ai, esses dois *se esconde de vergonha* Eles sempre me deixam sem graça com tanta safadeza. Hahahaha

O que acharam do capítulo? Quais os próximos passos desse casal maluco que a gente tanto ama?

Querem brincar um tico? Deixe uma review e leve um preview do próximo capítulo. Yay!

Comentem, gente linda!

A gente se vê no próximo capítulo.

Beijo, beijo,

Cella.