STAY
por crimsonmarie
tradução kiss-on-the-neck e Cy
revisão Thais
link do original nas Favorite Stories
Capítulo 10
*Bella*
"Bella, é uma salada. Não algo que você precisa esfaquear até a morte."
Eu desviei o olhar salada de frango grelhado que Rosalie tinha me entregado dez minutos atrás para suspirar para ela, largando o garfo de plástico e enterrando minha cabeça em minhas mãos.
As férias de Jessica tinham começado hoje, mais cedo que o planejado, mas eu não estava nem um pouco triste em vê-la ir quando eu pensava na nossa última conversa. Eu tinha passado a maior parte da silenciosa manhã organizando livros e arrumando o que ela tinha conseguido estragar durante a semana.
Não havia muitas pessoas entrando pelas portas hoje e eu estava apreciando o silêncio. Não existia o irritante barulho das unhas no teclado, nenhuma voz irritante ao telefone enquanto ela ignorava todos que chegavam ao caixa e definitivamente nada para eu me estressar enquanto pensava no que ela não havia feito.
Eu estava contentemente sentada ao balcão, tentando arrumar a bagunça em cima dele e fazendo meu melhor para completamente ignorar o fato de que a irmão do meu namorado estaria na cidade até que eu precisasse encarar o acontecimento quando Rosalie entrou com uma sacola de comida da T.J.'s Deli balançando de sua mão.
E com apenas uma espiada nela, todas minhas inseguranças voltaram.
Ela era minha melhor amiga. Minha melhor amiga realista, mandona e atrevida de quem eu não podia esconder nada. E ela pacientemente sentava na minha frente, sem dizer quase nada e definitivamente não indo embora até eu falar o que estava me incomodando.
Meio como ela estava fazendo agora.
"Eu estou namorando com ele."
Ela ficou quieta agora e eu pude ouvir o vegetal sendo mastigado em sua boca.
"Quem é esse ele de quem você está falando?" ela perguntou.
"Certo, Yoda," eu murmurei, a encarando e colocando meus braços no balcão. "Edward. Eu estou namorando Edward."
Ela continuou mastigando e me encarou, uma sobrancelha arqueada e seu próprio garfo plástico no ar.
"E?" ela finalmente perguntou, mencionando com o garfo para eu continuar.
"É isso."
"Qual o problema?"
"A irmã dele está vindo para a cidade hoje."
"De novo, e?"
"Eu não sou boa conhecendo membros da família!" Eu gemi, dramaticamente me jogando sobre o balcão depois de mover a salada. "Eu nunca fui."
"Você conheceu a família de Jake numa boa."
Eu virei minha cabeça para o lado, a encarando cortante enquanto ela dava de ombros e pegava um pão seco com o garfo.
"Por favor, não o coloque na mesma conversa que Edward."
Ela deu de ombros novamente, colocando o garfo com o pão na boca.
"Apenas fazendo uma observação."
"Você não está fazendo com que eu me sinta melhor," eu fiz bico, sentando novamente e descansando meus cotovelos no móvel. "O que eu faço?"
"Conheça-a."
Eu queria bater minha cabeça contra a parede. Agora, isso teria o mesmo efeito que falar com Rosalie.
"Eu estou cozinhando para ela. É claro que vou conhecê-la."
"Não tente demais. Você sempre acaba em problemas quando tenta demais."
"E se ela não gostar de mim?"
Ela deu de ombros outra vez, meticulosamente pegando alguns vegetais com o garfo.
"O mundo não vai acabar."
"Meu relacionamento pode!"
Ela ergueu os olhos para encontrar os meus enquanto colocava o garfo outra vez na boca.
"Você está sendo dramática."
"Rose, eu estou nervosa!"
"Eu não tinha percebido," ela respondeu sarcasticamente, rolando os olhos. "O que faz você pensar que Edward vai te deixar se a irmã não gostar de você?"
Eu abri a boca e a fechei novamente, piscando enquanto pegava meu garfo novamente e começava a rodar um pedaço de galinha.
"Aí está sua resposta. Quando Ang e eu vamos conhecê-lo, aliás?"
Eu movi os ombros, ainda tentando achar uma resposta para a pergunta anterior.
"Nós queremos, sabe? Nós não vemos você tão hiper sobre alguém desde muito antes de Jake."
"Eu vou falar com ele sobre isso," eu murmurei, garfando o pedaço de frango e o colocando na boca, desistindo completamente de qualquer tipo de resposta racional para ela. Mesmo, eu não tinha uma; ela estava certa, como normalmente e irritantemente estava. "Vocês vão se comportar, não é?"
"Eu não vou gritar com ele, se é isso que você quer saber."
Eu rolei os olhos, colocando meu queixo na minha palma da mão e encarando a porta miseravelmente.
Eu só tinha umas quatro horas antes de precisar conhecer a irmã dele. Quatro horas a mais para encontrar algum tipo de compostura que eu nunca tive e conhecê-la sem parecer alguma estúpida garota interior.
Ele tinha dito que ela era protetora. Significando que ela provavelmente assumia que eu só queria a fama e a fortuna que vinha com namorar o irmão dela. Significando que eu teria que trabalhar duro para convencê-la do contrário.
Significando que eu teria que manter minha boca fechada até ser seguro voltar para minha casa e me enterrar no horrível e desconfortável colchão de ar pelas próximas duas noites.
Ficar com ele enquanto sua irmã estava na casa era estranho demais para mim. Isso apenas significaria que qualquer julgamento que ela já tivesse de mim com ele pelo que seu status de celebridade podia oferecia pareceria verdade.
Eu não daria a ela nenhuma razão para pensar assim.
"Eu vou falar com ele sobre isso," eu disse de novo, suspirando pesadamente enquanto olhava para minha salada.
"Apenas seja você mesma, Bella. Você não pode fazer nada se ela não gostar, mas particularmente eu não vejo por que ela não iria."
Ela disso isso rápido e baixinho, desacostumada a elogiar os outros.
Sim, Edward tinha basicamente falado a mesma coisa de manhã. Mas ouvir isso de Rosalie me fez muito mais bem. Ela era mais honesta que qualquer pessoa que eu conhecia e se ela me falasse que eu não tinha chances, eu iria obedientemente me esconder em casa até a irmã dele ir embora.
Não que isso impediria Edward de vir me procurar, mas era uma boa imagem mental.
"E mais, ele de ter algum comando sobre ela. Ela está com você por alguma razão. Ela vai ver isso e não terá motivos para dizer que não gosta de você."
Eu assenti uma vez, assistindo-a encarar a salada atentamente e garfar o resto do frango com rapidez para colocá-lo na boca.
"Obrigada, Rose."
"De nada." Ela me olhou de novo, me oferecendo um sorrisinho enquanto fechava a quentinha de plástico. "O que você vai cozinhar?"
"Eu imaginei que fajitas de frango seria uma rota segura."
"As suas são as melhores." Ela levantou, jogando a quentinha e o garfo na lixeira perto dela. "Eu tenho que voltar ao trabalho, mas você vai ligar quando eu puder conhecê-lo."
Não era um pedido, mas, com Rosalie, quase nada era. Ela sabia o que queria e dava um jeito de conseguir. Ou ordenar. Se ela vivesse na cidade, ela teria cada grande empresa comendo na palma da mão.
Ao invés disso, ela tinha escolhido ficar em Lake George, Nova York para administrador uma das oficinas mais conhecidas. Com seu longo cabelo loiro, imensos olhos azuis céu, forma perfeita, e impecável senso de negócio, não tinha sido difícil para ela chegar ao topo.
Eu assenti, me levantando e passando pelo balcão pra abraçá-la rapidamente.
"Eu vou."
"E não se preocupe com hoje a noite." Ela deslizou as mangas do casaco pelos braços e pegou a bolsa antes de sair. "Seu mundo não vai acabar."
Eu rolei os olhos, apontando para a porta da rua com a intenção que ela saísse.
"Tchau, Rose."
Ela acenou antes de desaparecer na porta. Eu corri a mão pelo cabelo e suspirei pesadamente, balançando a cabeça enquanto caminhava para trás do caixa quando a porta se fechou atrás dela.
O rabo em que eu tinha colocado meu cabelo pela manhã já tinha se desmanchado. Ele só tinha me dado uma dor de cabeça maior da que eu estava tentando ignorar antes. Aparentemente, não pensar em algo importante me dava enxaqueca.
Mas Rosalie estava certa. Tudo que eu tinha que fazer era ser eu mesma e tudo ficaria bem. Eu era uma boa pessoa e minhas intenções com Edward eram completamente inocentes.
Eu torci os lábios quando sentei e sorri sozinha.
Okay, talvez elas não fossem inocentes o tempo todo, mas tudo que eu queria era estar com ele. O verdadeiro ele; não o ator por quem todo mundo babava o tempo todo.
A irmã dele não podia me culpar por isso.
Mas quando seis horas chegou, o puxão de orelha que Rosalie tinha me dado mais cedo já estava esquecido.
Mesmo a irritação que eu sentia de descobrir mais coisas que Jessica não tinha feito conseguiu manter meus pensamentos longe como pela manhã.
Sua irmã iria ver que eu não era o bastante. Ela veria que eu não era nada perto do que ele realmente precisava e diria isso a ele.
O que tornava tudo pior é que eu não sabia como ele responderia a isso. Eu não sabia se ele levaria sua opinião em consideração e me deixaria como eu temia. Eu não sabia o que ele faria se ela dissesse isso a ele e cada centímetro do meu corpo estava tremendo quando eu fechei a livraria e caminhei até a caminhonete.
Eu dirigi até a minha casa com meu lábio inferior entre meus dentes e minhas mãos apertando o volante como se meu carro fosse um salva-vidas.
Nesse ponto, talvez fosse. Era a única coisa estável com que eu podia contar e quando eu estacionei, eu fiquei amedrontada de descer.
Eu espiei a casa escura de Edward através do retrovisor, soltando meu lábio quando não vi o Volvo na entrada de carros.
Eu podia fazer isso. Eu estava sendo irracional. Ela era parte da família de Edward e se eu queria que nossa relação fosse a algum lugar – e eu realmente queria – então eu precisaria conhecer toda a família dele eventualmente.
Eu me senti perder a cor e coloquei a testa contra o volante.
Oh, Deus. Eu teria que conhecer o resto da família. E se as coisas não acabassem bem com a irmã dele essa noite, então eu não teria a mínima chance de ser facilmente aceita pelo resto dele.
Era absurdamente maravilhoso quanto essa noite valia.
"Pare com isso, Bella," eu grunhi, sentando e tirando meu cabelo do rosto. Pare com isso. Tudo vai acontecer como tiver que acontecer."
Eu encarei a porta da garagem, meu lábio inferior novamente entre meus dentes enquanto eu descia da caminhonete. Eu puxei minha bolsa do banco e corri para a porta da frente, enfiando a chave na fechadura e entrando assim que ela abriu.
Eu espiei minha poltrona velha e solitária enquanto largava minha bolsa e meu casaco amassado no chão antes de correr para a cozinha.
Eu precisava cozinhar e tinha que ficar o mais perto possível do perfeito. Eu não podia arriscar perder a única coisa que finalmente dava algum sentido a minha via só porque eu estava assustada demais para encarar as coisas.
Eu tinha corrido o risco ao beijar Edward na última sexta e tudo tinha acabado realmente bem para nós dois.
Eu podia correr o risco com a irmã dele apenas sendo eu mesma e rezando para que ela pensasse que eu era boa o bastante para ele.
Na verdade, eu não tinha outra coisa para oferecer a ela mesmo.
~*~
Eu tinha ficado encarando a casa dela pela janela da frente pela última meia hora, esperando impaciente pelo Volvo subindo a rua e estacionando do outro lado da rua. As fajitas estavam quase prontas e se eu andasse mais de um lado para o outro na minha sala de estar, eu tinha certeza que faria um furo no chão.
Eu queria acabar com isso. Eu queria conhecê-la e mostrar quanto o irmão dela significava para mim. Eu queria que ela visse que eu era mais que uma garota qualquer do meio do nada. Eu queria que ela visse que eu tinha sentimentos reais e verdadeiros por Edward.
Eu queria que ela visse que eu lutaria por ele se precisasse.
Correndo minhas mãos pelos cabelos, eu voltei para cozinha e me abaixei para abrir o forno, fechando-o novamente quando eu percebi que as fajitas precisavam de mais dez minutos. Eu levantei e espiei minha geladeira.
Eu sorri abertamente quando fui até ela, abrindo-a e pegando umas das garrafas de cerveja que eu tinha comprado quando levei Edward ao mercado.
Tirando a tampa e jogando-a no lixo, eu coloquei o bico na boca e inclinei a cabeça para trás, bebendo o máximo que podia sem me engasgar. Pelo menos isso evitaria que eu arrancasse meu lábio inferior e existia sempre uma sensação de conforto em relaxar com um pouco de cerveja.
Se eu falasse a mim mesma que ficaria bem mais uma vez, era bem possível que eu me enforcasse em uma das árvores do pátio.
Eu sabia que o negócio estava ficando feio sempre que começava a me ameaçar com coisas que podiam levar a morte.
Eu pulei e quase me engasguei com a cerveja quando ouvi uma batidinha na porta da frente. Tossindo, eu coloquei a garrafa de cerveja no balcão e respirei fundo antes de caminhar lentamente até a sala de estar.
Limpando minha boca nas costas da mão e tomando fôlego, eu peguei o trinco e abri a porta, um sorriso imediatamente tomando meu rosto quando vi Edward parado do outro lado.
"Hey. O que você está fazendo aqui? Eu estou…"
Ela sorriu para mim antes de passar os braços pela minha cintura, entrando e colocando sua boca contra a minha, completamente cortando minha linha de pensamento. Ele estava conseguindo aperfeiçoar isso.
Meus braços se entrelaçaram em seu pescoço e eu vagamente ouvi a porta bater atrás de nós enquanto ele continuava caminhando comigo em seus braços.
Eu ficaria feliz ali para sempre. De fato, eu não queria me mexer. Isso era o céu na terra e eu nunca queria que ele parasse de me tocar, ou me beijar, ou me puxar apertada contra a parede enquanto deslizava a língua pelos meus lábios.
Cada dúvida, cada pensamento, cada coisinha que estava assombrando minha mente pela maior parte do dia, desapareceram, deslizando pelos meus dedos enquanto ele puxava meus quadris contra os dele.
Eu dei um gemidinho com o contato, colocando uma perna ao redor de sua cintura e enterrando uma mão em seu cabelo para puxar seu rosto para mais perto do meu. Eu o queria tão perto de mim quanto possível e quando eu me afastei da parede para pressionar meu peito contra o dele, ele não pareceu se importar.
Uma de suas mãos subiu pelas minhas costas, pegando meu pescoço e o massageando, o que fez meu gemidinho de antes virar um gemido.
"Bella," ele ofegou, deslizando a boca dos meus lábios até o meu pescoço.
Eu deixei minha cabeça cair para trás, tentando recuperar o fôlego, e fechei minha mão em punho no cabelo dele, fazendo um som que deve ter sido uma resposta.
Eu não tinha certeza.
Quando sua boca voltou a minha, a urgência e desejo que eu tinha provado antes tinham ido embora, trocadas por beijos suaves e apertões delicados.
"Bella," ele sussurrou, subindo a mão do pescoço para passar os dedos pela minha bochecha.
"Hm?" Eu consegui dizer, mal abrindo os olhos e sorrindo estupidamente para ele.
"Desculpe."
"Não arruíne o momento," eu ri baixinho, balançando a cabeça e deixando minha mão cair do seu cabelo para descansar em seu ombro.
Ele sorriu e se inclinou para apoiar a testa contra a minha.
"Eu não vou ter muita chance de fazer isso pelos próximos dois dias, então eu pensei que podia estocar agora."
"Você conseguiu estocar, Senhor Cullen?"
Ele gargalhou, balançando a cabeça e pegando minha mão na dele para entrelaçar nossos dedos.
"Eu nunca estoco o bastante de você."
Meu coração acelerou e eu estava absurdamente surpresa que ele não conseguia ouvir. Diabos, eu estava mais surpresa que a irmã dele não conseguia.
Eu enruguei minha testa com o pensamento.
"Onde está a sua irmã?"
"Provavelmente no carro, esperando que eu pegue a bagagem." Ele grunhiu e fechou os olhos, apertando minha mão. "Eu só queria ver você antes que ela te roubasse de mim."
Eu ri nervosamente e me espichei para beijá-la de novo. Eu não tinha certeza de aquilo era uma boa coisa ou não.
"Eu não vou a lugar algum sem você."
Eu assisti o canto de sua boca virar em um sorriso e depois ele abriu os olhos para me encarar.
E a expressão neles – uma que eu não reconhecia, mas a qual não era oposta – quase me deixou sem respirar. Eles eram tão intensos, tão concentrados nos meus e tão verdes que eu senti minhas pernas falharem.
Ah, diabos.
Eu conhecia aquela sensação. Nunca tinha sido dessa intensidade, mas eu sabia o que aquela fagulha na boca do estômago significava.
Eu recebi a onda de aceitação e felicidade plena e deu um passo a frente novamente, gentilmente tomando seu lábios inferior entre os meus e colocando minha mão livre em sua bochecha.
Eu estava me apaixonando por Edward Cullen e não havia nada que eu pudesse fazer. Pro inferno com o que sua irmã pudesse pensar de mim; não importava.
Enquanto esse homem continuasse me olhando como tinha acabado de olhar e mantivesse seus braços ao meu redor pelo maior tempo possível, o resto do mundo podia ir direto para o inferno que eu não daria a mínima.
Eu não queria me questionar ou pensar logicamente sobre isso. Se eu fizesse, eu começaria a me questionar que era cedo demais pra me sentir assim; muito cedo pra sequer cogitar estar apaixonada.
E parada na minha sala de estar quase vazia, pressionada contra ele e mais feliz do que podia me lembrar estar, eu decidi que não me importava.
Se isso era a sensação de realmente estar apaixonada, então eu não estava nem aí se era muito cedo. Não estava nem aí se era lógico ou mesmo possível, porque meu coração parecia feliz o bastante com a idéia de estar me apaixonando por ele.
"Eu devia ir," ele murmurou, se afastando. "Ela vai provavelmente me matar se eu não me apressar."
Certo, agora que ela tinha sido mencionada novamente, eu percebi que a opinião dela continuava importando. E que eu ainda estava nervosa. Mas não era nem perto de como eu estava quando tinha chegado em casa.
"Você acha que ela vai gostar de mim?" Eu perguntei baixinho, passando o dedo pela bochecha dela e inclinando minha cabeça para o lado.
"Você não tem por que se preocupar com isso." Ele riu e balançou a cabeça. "Confie em mim nisso."
Eu sorri e assenti, deixando minha mão cair de seu rosto até seu peito.
"Okay."
"Você vai pra lá logo, não é?"
"Assim que as fajitas estiverem prontas, eu vou para lá."
"Ah, graças, você não estava brincando sobre elas essa manhã," ele comemorou, lambendo os lábios.
Eu ri e empurrei o peito dele, tirando minha perna de sua cintura para ficar de pé.
"Elas só precisavam de mais uns minutos quando eu chequei. Ficam prontas logo."
"Bom." Ele me beijou uma última fez antes de ir para trás, soltando minha mão. "Vejo você depois."
Eu assenti, parada enquanto ele se virada e caminhava até a porta, abrindo apenas para ficar parado na entrada.
"Edward," eu ri, passando os braços ao meu redor quando senti o ar gelado. "Eu vou estar lá antes de você perceber."
"Ah, não, não é isso," ele murmurou, me encarando por sobre o ombro. "Ela realmente ainda está no carro. Ela realmente ainda não saiu."
Eu gargalhei e caminhei até ele, colocando minhas mãos em suas costas e gentilmente o empurrando para fora.
"Vá," eu o empurrei até que ele tivesse saído. "A deixe confortável e eu vou chegar em breve."
"Você sabia que ela trouxe duas malas com ela? Duas!"
"Vá!" Eu apontei para a casa dele, ainda rindo quando ele se virou para me encarar.
"Ela vai ficar só por dois dias!"
"Edward," eu teimei, cruzando a porta e tremendo. "Vai."
Ele sorriu e se inclinou para me beijar mais uma vez antes de finalmente descer os últimos degraus da entrada e cruzar a rua. Eu rapidamente entrei na casa e fechei a porta, me inclinando contra ela e fechando os olhos.
Oh, sim. Eu estava definitivamente me apaixonando por ele.
~*~
Com as fajitas arrumadas dentro de potes de plástico, eu atravessei a rua cinco minutos mais tarde com meus ombros baixos e minha cabeça alta.
A opinião dela importava, sim. Não importava o que eu tinha pensado antes, a opinião dela sobre mim importava. Só porque eu tinha concluído que estava me apaixonando por Edward o fato de que ela podia me odiar e convencê-lo a me odiar também não mudava.
Eu estiquei minha coluna um pouco, mas isso não me ajudou nem um pouco a relaxar.
Tudo estava tão mais claro comigo em seus braços.
Respirando fundo, eu caminhei até a porta dele e segurei o pote em uma mão só para bater.
Era isso. Eu podia fazer isso. Eu podia conhecer a irmã dele e podia fazê-la perceber o quanto ele significava para mim.
A porta abriu e eu dei um suspiro de alivio ao ver um irritado Edward parado do outro lado. Eu ri quando os olhos dele se fixaram no pode e ele deu um passo par dentro para sair do caminho.
"Você está bem?" eu perguntei, erguendo a mão para colocá-la em sua bochecha.
Ele sorriu de leve e pressionou a bochecha contra minha mão, fechando os olhos e assentindo.
"Você não precisa mais bater, sabia?" ele riu, abrindo os olhos, pegando o pote das minhas mãos e se inclinando para dar um selinho nos meus lábios. "E obrigada pelo jantar."
"Eu não vou invadir sua casa. E de nada."
Ele rolou os olhos, sua boca aberta para responder acabou fechada quando ouvimos fortes passos nas escadas.
"Bella!"
Eu pulei quando ouvi o gritinho agudo que vinha da entrada da sala de estar. u espiei pelo lado de Edward - que estapeou a testa com a mão livre, suspirando - para ver uma mulher muito pequena com cabelo preto espetado e um sorriso de uma milha parada com os braços estendidos.
Eu achava difícil acreditar que todo o barulho de passos tinha sido causado por ela. Mas exceto se Edward estava escondendo um fugitivo com pé grande no closet, eu não tinha outra explicação possível.
"Você está finalmente aqui!"
"Sim," murmurei, rindo e limpando a garganta. "Eu estou finalmente aqui."
Ela correu até nós, jogando os braços ao redor dos meus ombros, empurrando Edward para longe e me fazendo abaixar até a altura dela para me abraçar com força.
Eu o encarei e ele engoliu o riso do que eu só podia imaginar que fosse a expressão de absoluto pânico do meu rosto.
Eu estava feliz que ele achava a situação engraçada.
"Bella, essa é a minha irmã, Alice," ele introduziu, torcendo os lábios enquanto fechava a porta atrás de mim.
"É tão legal finalmente te conhecer!" ela gritou, me apertando com mais força.
Ela não me odiava, não; ela só queria me sufocar antes que eu desse um passo a mais para dentro da casa.
Ela pulou para trás, passou um braço pelo meu e me puxou para a sala de jantar. Ela me soltou rapidamente para se jogar em uma cadeira, cruzar as pernas, descansar o queixo na mão e me encarar.
"Você também," eu sorri, lentamente sentando na cadeira onde ela tinha me deixado parada. "Como estava o voo?"
"Mesma coisa que qualquer outro." Ela balançou a mão, dando de ombros sem interesse. "Como estava o trabalho? Edward mostrou a livraria que você tem enquanto passávamos pela rua. Parece fofa!"
Eu ri nervosamente, colocado as mãos no colo enquanto assistia Edward passar por nós, balançando a cabeça e praguejando até a cozinha.
Ugh. Mesmo vestido, eu podia ver os músculos das costas dele enquanto caminhava. E mesmo que eu gostasse dos pensamente que passaram por minha mente, a irmã dele estava sentada perto de mim e esperando por uma resposta para uma questão que eu mal lembrava.
"Uh, obrigada," eu sorri, finalmente olhando para ela. "O trabalho estava okay."
Ela estava sorrindo cúmplice para mim, a cabeça inclinada para baixo enquanto arqueava um canto dos lábios.
Eu não a conhecia para interpretar aquela expressão e meramente olhei para o meu colo, meu lábio entre meus dentes enquanto meu rosto ficava vermelho. O que quer que significasse, eu não tinha certeza que gostava.
"Vocês duas querem vinho ou algo assim?" Edward perguntou, espiando pela entrada da sala de estar.
"Sim!" Alice começou, sem desviar os olhos de mim. "Vinho seria perfeito, querido irmão."
Ele rolou os olhos pelas costas dela e eu tossi para esconder a risada que queria escapar da minha garganta quando ele voltou para a cozinha.
"Esse lugar é lindo," Alice continuou, seus olhos fixos nos meus quando eu a encarei. "Eu não posso acreditar que nunca vim aqui antes."
"Existe um motivo pra isso!" Edward interrompeu.
Ela rolou os olhos dessa vez, suspirando e balançando a cabeça como se ele fosse a pessoa mais ignorante do planeta.
"Ele é egoísta," ela fingiu murmurar, se inclinando na minha direção. "Precisa de tudo para si. Incluindo você! Se eu não tivesse decidido vir para cá, eu provavelmente nunca teria conhecido você."
"Oh, bem," eu murmurei, virando meus dedos entrelaçados.
O que eu podia dizer sem soar como uma esnobe pretensiosa? "Claro que você iria, Alice! Edward teria me levado para conhecer vocês assim que eu pedisse!"
Por alguma razão, eu não achava que isso teria caído bem.
"O que você fará nos feriados?" ela perguntou abruptamente. "Natal está chegando logo e aí temos Ano Novo." Ela suspirou, feliz, inclinando a cabeça para o lado. "Eu amo os feriados."
"Eu vou ver meu pai e minha madrasta no Natal," eu ofereci, me mexendo desconfortável na cadeira e mordendo meu lábio de novo.
"E no Ano Novo?"
Eu dei de ombros, sorrindo triste para ela.
A única pessoa com quem eu queria passar o Ano Novo estaria em Washington com sua família e amigos. O pensamento de ter que assistir Angela e Ben e Rose e um dos homens que ela mantinha na lista telefônica para ocasiões como Ano Novo enfiando suas línguas garganta abaixo um do outro quando os sinos tocassem meia noite enquanto eu ficava parada em um canto com uma taça de champagne barata realmente não me animava muito.
"Não tenho certeza," eu respondi.
"Hm," ela fez, deixando a mão cair sobre o tampo da mesa enquanto erguia a cabeça. "Você tem um dos dois dias que eu estarei aqui de folga?"
Tentar acompanhar a conversa dela parecia uma tarefa difícil. Ela estava mudando de assunto tão rápido que eu sentia minha cabeça girar.
"Uhm, não," eu disse rapidamente, balançando a cabeça e mordendo o lábio de novo. "Minha empregada está de férias e não tem ninguém para cuidar da livraria."
"Ela foi mais cedo, não é?" Edward questionou, seu tom acusador enquanto ele espiava pela entrada da sala de jantar de novo.
Eu assenti, suspirando pesadamente e dando de ombros.
"Eu realmente não fiquei chateada. Quanto menos eu vê-la, melhor meus dias de trabalho são."
"Mas você não tem folga." Alice balançou a cabeça, rapidamente jogando as mãos no ar. "Como você funciona sem uma folga?"
Eu encarei Edward e ele sorriu para mim antes de desaparecer na cozinha de novo.
O que ele estava fazendo lá? Tudo que ele precisava era colocar a porcaria das fajitas em um prato e trazê-las para a mesa. Eu teria levado cinco segundos; estava levando a ele quase cinco minutos e eu estava afundando aqui.
"Mal e mal," eu disse, rindo e encarando meu colo.
"Mhmm," ela murmurou. "Que horas você sai do trabalho?"
"Na maior parte do tempo, eu saio as seis, mas essa semana, eu provavelmente vou ficar até as sete ou sete e meia."
"Como assim?" ela questionou. "Isso é muito tarde para trabalhar."
"É um trabalho de dois que estou fazendo sozinha. Eu preciso ficar atendendo o dia todo e quando eu finalmente posso fechar, eu preciso subir e terminar toda a papelada que ficou pra trás."
Ela bufou, cruzando os braços no peito e fazendo bico quando me encarou de novo.
"Isso nos deixa sem tempo de fazer compras!"
Eu ouvi Edward gargalhar na cozinha e estreitei meus olhos na direção.
Ele sabia que isso ia acontecer. Ele estava esperando. A risada tinha o entregado.
"Eu não… Uh, eu não gosto de fazer compras, Alice."
Ela suspirou e ergueu a mão para dar um tapinha no meu ombro, a expressão simpática no rosto enquanto assentia.
"Querida, eu percebi."
Eu peguei a bainha da minha camiseta velha, nervosamente mordendo meu lábio inferior.
"Você é linda, é claro," ela disse rapidamente, sorrindo enquanto colocava a mão de volta na mesa. "Mas há tanto que eu poderia…"
"Jantar!" Edward interrompeu, entrando na sala com o prato de fajitas em uma mão e uma garrafa de vinho na outra. "Cala a boca e coma, Alice."
"Eu não estava sendo má, Bella. Honestamente!" ela exclamou, os olhos arregalados e inocentes. "Eu só…"
"Cala a boca e coma," Edward repetiu, colocando o prato e o vinho no meio da mesa antes de voltar para a cozinha.
Eu queria virar uma bolinha e morrer. Eu estava tão preocupada em cozinha e me manter sobre controle com a pressão que eu nem tinha pensado nos jeans simples e camiseta velha. Claro que Alice, a designer de moda, iria esperar algo melhor da namorada do irmão.
"Eu não quis te ofender," ela tentou. "É só hábito, sabe?"
Eu dei um sorriso trêmulo para ela. "Está tudo bem."
Ela sorriu de volta e nervosamente começou a morder a bochecha, uma mão subindo ao cabelo.
Edward voltou ao cômodo, uma mão trazendo pratos e a outra com três taças.
Quando ele colocou o prato e a taça na minha frente, eu tentei dar um sorriso de apoio a ele. Não funcionou, é claro, e ele rapidamente pegou minha mão e a apertou antes de sentar à minha frente.
Eu devia ter ficado em casa o resto da noite. Nós não estaríamos sentados em um silêncio desconfortável se eu não tivesse aparecido. E mesmo que ele batesse na minha porta se eu não aparecesse, ele ficaria cansado, gelado e desistiria. Eu teria um preço alto a pagar quando abrisse a porta, mas nessas alturas Alice estaria em um avião de volta a Washington e eu não estaria me sentindo inadequada.
Eu fui a primeira a pegar vinho e colocar na taça, colocando a garrafa na mesa e esperando que eles se servissem para que eu os seguisse.
De repente, eu mal podia esperar pelo meu colchão de ar.
~*~
Jantar foi o mais tranquilo possível. Alice eventualmente começou a falar de novo, mudando de assunto o tempo todo, e eu fiz o melhor para prestar atenção.
Meu guarda-roupa era um ponto contra mim; eu não precisa colocar desinteresse a lista que eu tinha certeza que ela estava fazendo na cabeça.
Edward e Alice discutiam como qualquer irmão e irmão e eu me encontrei rindo diversas vezes. Alice insistiu em me contar diversas histórias sobre como ele era quando mais novo e eu não pude evitar as risadas.
Ela a encarou cortante a maior parte da noite, seu rosto vermelho enquanto ela me contava como ele tinha pulado em um lado e perdido sua sunga no minuto que tinha caído na água. Ela tinha fotos que prometeu me mostrar quando pudesse arrancá-las da mãe deles, e ele ameaçou devolver a bolsa Louis Vuitton que ele tinha comprado a ela de Natal.
Ela sorriu para mim enquanto terminava o vinho, batendo os cílios para Edward enquanto ele a encarava.
Quando dez da noite chegou, eu estava com dificuldade de manter os olhos abertos. Estar estressada por dois dias seguidos tinha finalmente me derrubado e se eu não dormisse logo, eu nunca teria a energia de trabalhar pela manhã. As duas taças e meia de vinho que eu havia consumido durante a noite também não ajudavam na situação. Minha cabeça estava começando a girar e não tinha relação com as conversas rápidas de Alice.
"Certo," eu bocejei, esticando meus braços. "É melhor eu ir."
Edward virou a cabeça para me encarar, perdendo o concurso de quem ficava mais tempo sem piscar que Alice tinha o convencido a fazer dois minutos atrás, um sobrancelha arqueada enquanto descansava o queixo na mão.
"Onde?"
Eu soltei meus braços e franzi as sobrancelhas, inclinando minha cabeça.
"O quê?"
"Aonde você vai?" ele perguntou simplesmente.
Eu pisquei, confusa.
"Para casa," eu respondi lentamente.
"Por quê?"
Eu perdi algo? Por que eu não iria para casa? Ele tinha companhia e seria rude da minha parte ficar. Daria a Alice a impressão errada, e eu já tinha decidido que não ficaria as próximas duas noites. Eu tinha aceitado isso e achava que ele sabia.
Aparentemente, eu achava errado.
"Para ir dormir," eu respondi, sem conseguir segurar o bocejo.
Ele mencionou as escadas com o queixo.
"Existe uma cama muito boa lá em cima. De fato, eu acredito que você tem algumas coisas lá em cima já."
Meu rosto queimou e eu comecei a morder meu lábio inferior novamente, rindo nervosamente enquanto brincava com minha taça de vinho.
Ótimo. Ele tinha acabado de dizer tudo que eu estava evitando dizer na frente da irmã dele sem nem mesmo se ligar. Eu nem mesmo queria saber o que ela pensava de mim nesse momento.
"Eu só… Uhm…" eu murmurei, mortificada enquanto encarava a taça.
"Eu vou tomar um banho," Alice declarou, pegando sua taça da mesa e praticamente dançando escadas a cima. "Prazer em finalmente te conhcer, Bella."
"Você também, Alice."
Eu mantive minha cabeça baixa, assistindo meus dedos dançando na borda da taça.
"Bella," ele disse quando ouvimos a porta do banheiro fechar.
"Sim?" eu perguntei, minha voz grossa.
Oh, ótimo. Junto com a exaustão e tontura que eu sentia por causa da exaustão, eu iria começar a chorar. Absurdamente perfeito.
Não existia a mínima condição de conhecer o resto da família dele. Especialmente se a noite tivesse o potencial de virar o mesmo que essa. Não. Sem chances.
"Bella," ele suspirou e eu assisti uma de suas mãos se aproximas da minha. "Olhe para mim."
Eu balancei a cabeça com força, pressionando meus lábios juntos enquanto ele tentava soltar meus dedos da taça de vinho.
Ele afastou a mão da minha quando eu não entrelacei meus dedos com os dele como ele queria e eu ouvi sua cadeira se arrastando contra a madeira do chão enquanto ele levantava, seus passos claramente indicando que vinha em minha direção.
Ele se abaixou a minha frente, empurrando minha cadeira para trás e me forçando a olhar para ele quando pegou meu queixo gentilmente.
"O que eu fiz?" ele murmurou, seus olhos procurando os meus.
"Nada," eu guinchei, fungando pateticamente.
"Eu fiz algo. Eu disse algo para aborrecer você."
Ele não iria desistir. Eu deveria saber que não, mas existia um pontinho de esperança em algum lugar do meu coração que esperava que ele deixasse para lá. Já era embaraçoso demais sem ele saber.
Mas eu suspirei e dei uma respiração tremida, fungando de novo.
"Eu não quero que ela pense que eu já estou dormindo com você ou que eu só estou com você pelo que você faz da vida. Eu não quero que ela pense que eu estou tentando me escorar em você."
"Ela não pensa isso. Bella," ele murmurou, levantando e me puxando junto para me abraçar apertado. "Ela não pensa nada disso. Ela sabe que é diferente." Ele pressionou os lábios contra minha têmpora, acariciando minhas costas. "Por que você está pensando assim?"
"Você disse que ela era protetora," eu expliquei, enterrando meu rosto em seu peito e passando meus braços por sua cintura. "Eu só pensei…"
"Não, Bella." Eu o senti balançando a cabeça. "É por isso que você estava tão nervosa em conhecê-la?"
Eu assenti, fechando os olhos.
"Você não tem com o que se preocupar," ele sussurrou, pegando meu rosto entre suas mãos quando eu abri os olhos novamente. "Ela sabe que não é brincadeira com você. De fato, ela soube no minuto que me viu no aeroporto."
Eu pisquei, confusa. "O quê?"
Eu riu, nervoso, e colocou meu cabelo atrás da minha orelha, respirando fundo.
"Eu estava pensando em você quando ela chegou," ele disse baixinho, se inclinando para descansar a testa contra a minha. "Ela disse que sabia que você era diferente pelo jeito que eu estava sorrindo."
Meu coração derreteu e eu sorri, tremendo e engolindo com força enquanto me inclinava para pressionar meus lábios contra os dele.
"É?"
Ele sorriu e assentiu, gentilmente batendo nossos narizes. "É. Fique, Bella."
"Eu preciso acordar bem cedo."
Ele suspirou pesadamente e rolou os olhos.
"Você precisa desistir desse argumento."
"Eu só quero…"
"E eu quero você," ele interrompeu, "aqui, comigo, enquanto você puder ficar. Eu não me importo com despertadores ou minha irmã na mesma casa que nós. Eu não quero perder você de vista até eu ser obrigado."
Eu ergui a mão para corrê-la pelo cabelo dele e o beijei, dando o passo que nos distanciava para pressionar meu corpo contra o dele.
Que mulher sã iria dizer não para isso?
"Vai," ele riu contra meus lábios, correndo as mãos pelos meus lábios e afastando meus quadris dos dele. "Eu subo logo."
"Não logo o bastante," eu murmurei, mordendo o lábio inferior dele.
Ah, sim, eu tinha visto a reação dele a isso no outro dia e não existia jeito de que eu não fosse usar isso como vantagem sempre que pudesse.
"Ela vai querer conversar," ele tremeu, a ponta dos dedos enterradas nos quadris que ele estava tentando afastar segundos atrás.
"O que mais ela pode ter para dizer?"
Deus do céu, a mulher não tinha parado de falar desde que eu entrei pela porta. Eu não podia acreditar que ela ainda teria algum novo e excitante para dizer que ela ainda não tivesse citado durante a noite.
"Você ficaria surpresa," ele murmurou, capturando meus lábios novamente. "Descanse um pouco, Bella. Eu subo logo."
"Promete?"
Eu o senti sorrir contra os meus lábios e respondi com um sorriso meu, entrelaçando meus dedos atrás de seu pescoço.
"Eu juro," ele sussurrou, sugando meu lábio superior em sua boca e correndo a língua nele, "estar lá meia hora depois que ela sair do banho."
"Não é o bastante."
"Você nunca tentou fazer Alice ir dormir."
"Vinte minutos," eu barganhei, tocando a ponta da minha língua na dele.
"Ou o quê?" ele murmurou, colocando a língua em minha boca antes de voltar a beijar meu lábio de leve.
"Ou eu nunca mais uso aquela camiseta."
Ele grunhiu e suspirou, dando beijinhos rápidos contra meus lábios.
"Vinte minutos então."
Eu ri e finalmente fundi minha boca a dele, minha língua encontrando as dele enquanto suas mãos corriam por minhas costas, me trazendo para mais perto.
Eu acho que podia ter morrido. Por que não era posição que um dia como o que eu estava tendo acabasse daquele jeito tão certo.
Mas se aquela fosse a sensação de morrer, então eu passaria o resto dos tempos nos braços de Edward e, honestamente, eu não me importaria nem uma droga de segundo com nada mais.
Nota da Tradutora: Olha só, bem no dia certo! Espero que gostem desse capítulo... Bella tem realmente sérios problemas com sua estima, mas vai ser interessante ver a evolução dela nesse sentido, não? E a Alice? A boca maior que o corpo, mas cheia de boas intenções. Aguardem. O capítulo será substituido depois pelo revisado.
Beijos,
K.
