N/A: Oi gente! Boa tarde! Estou tão feliz! E não sei exatamente o porquê. Várias coisas legais estão acontecendo em minha vida! E uma delas é estar dando conta das minhas fics. Eu estou me mordendo para não começar a escrever outra, mas achei melhor não. Pelo menos esperar uma acabar, senão fica muita coisa, e fica mal feito. Sei lá... Enfim, esse capítulo é um pouco diferente dos outros da fic. E dependendo da aprovação de vocês eu vou começar a abordar esse estilo daqui para frente, sendo que para mim é mais fácil.. Enfim, todo capítulo vai ter frases, citações famosas, sobre o assunto que vai ser tratado no decorrer do capítulo. No caso deste a 'amizade'. ( as frases deste não tem autor, porque é desconhecido). Também eu vou escrever sobre momentos importantes, e cortar aqueles que são indispensáveis. Porque realmente escrever sobre cada minuto, cada dia, da vida dos personagens é duro e fica muito repetitivo. Então eu vou pular alguns dias, mas nada que comprometa a história em si, e se for necessário eu vou enviar alguns flashbacks para lembrar de algumas coisas.. que se fosse escrever em 'tempo real' ficaria muito monótono e longo, sobre algo que não precisa ser necessariamente assim. E eu acho que com isso a história vai progredir mais, e vai ficar algo mais fácil e agradável de ler. Porém, a história é feita para vocês, por isso eu peço a opinião de todos que leem, e me digam qual é a melhor maneira para vocês e para a história. Desse jeito, ou como os outros capítulos. Bem... depois eu continuo falando e falando, e enchendo o saco de vocês! E segue um capítulo fresquinho para meus leitores queridos! :D

Observer Host.

"Quando te dói olhar para trás e te dá medo olhar adiante, mira para a esquerda ou a direita e ali estará seu amigo, ao teu lado." ( Autor desconhecido)

"O mais difícil não é morrer por um amigo. O mais difícil é ter um amigo por quem valha a pena morrer. " (A.D)

"A amizade é como um violino. Talvez a música pare de vez em quando, mas as cordas seguem intactas._" (A.D)

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Capítulo 9 – "... De amizade."

9º Dia - Nova York. Investigações em progresso. Visitando o lugar indicado pela fotografia. Câmbio.

Meu sorvete praticamente derretia em minhas mãos. Apesar do clima frio de fim de outono e começo de inverno, uma vontade soberba de tomar algo gelado me fez ir até a sorveteria mais próxima, onde alguns raros transeuntes erráticos como eu, ainda se confortável com o gelado do sorvete.

Olhei para a vista a minha volta, e decidi por ficar ali mais tempo. Várias pessoas circulavam por todos os lados, apressadas, correndo, com mil pensamentos na cabeça. E eu somente com um no momento.

Minha vida.

Há alguns anos eu nunca imaginaria que as coisas se tornariam e mudariam á esse ponto. Anos mais remotos, em que o conhecimento que existia algo além de Forks ainda era desconhecido para mim, havia ficado para trás. E até hoje eu não conseguia analisar quando realmente eu havia concluído que meu futuro não era ali.

Um casal de meia idade passava pela rua de mãos dadas e sorrindo para um ao outro. Felizes. Realizados. Sabendo para onde ir.

E eu sabia para onde ir?

Para quem ir?

Qual era o propósito que eu estava reservando para minha vida?

O que eu ganharia com tudo isso?

Não teria sido melhor eu ter ficado em Forks?

Não seria esse o meu destino?

Essas dúvidas atormentavam minha mente de uns dias para cá. Parecia que toda a ilusão e a esperança haviam se dissipado na mesma velocidade em que apareceram. E agora, eu não tinha um pai, não tinha uma família, não tinha um emprego, não tinha um lar, não tinha nada.

Suspirei calmamente, e chupei as últimas gotas do sorvete de vanilla. Uma gota acabou por derramar no suéter azul claro com um B rosa bordado. Limpei calmamente, e me chutei mentalmente. Eu tinha sim alguma coisa. E não era uma 'pequena' coisa. Era algo realmente gratificante e especial.

Amigos.

Os pensionistas estavam se mostrando todos atenciosos comigo, todos simpáticos e agradáveis. Já fazia uma semana e meia que eu estava na pensão, que eu estava em Nova York, que eu estava sem emprego, porém fazia um pouco mais que uma semana que eu tinha amigos. Dentre eles Edward.

Edward tinha algo que me inspirava paz e serenidade. Ao lado dele eu não pensava em coisas tristes, ao lado dele eu era feliz. Não uma felicidade qualquer, barata, de falsos sorrisos. Era algo natural.

Genuíno.

"– Bella se você não sair desse banheiro agora, eu juro que vou arrombar essa porta. – Estávamos no quarto dia de Edward na pensão. E propositalmente eu estava no banheiro no 'horário' destinado á Edward.

- Bella, eu estou falando sério. – Mas sua voz estava risonha. – Se você não sair, eu vou comparecer ao café da manhã e almoços sozinho!

- O quê? – Disse abrindo a porta interessada. – O que você disse?

- Eu? – Ele disse com falsa surpresa. Se aproximando de mim. – Eu não disse nada Bella. Você deve estar tendo alucinações.

- Edward... Eu n-não! Edward! – Mas ele já tinha entrado no banheiro e me colocado para a fora. Ele mostrou a língua brincalhonamente para mim como uma criança.

- Boba Bella! Boba Bella! – Ele cantarolava enquanto eu o fuzilava de mentira com os olhos.

- Ei pare vocês dois de novo, ai em cima. Eu estou tentando dormir! – Esme gritou de algum canto da pensão."

Ele não me enchia de perguntas desnecessárias, ou bestas. Ele perguntava com a alma. Coisas que para ele eu conseguia explicar, mas para outras não. Por mais carinho e confiança que eu sentisse.

"– Então, você veio para Nova York para conseguir um emprego? – Edward perguntou atenciosamente, enquanto estávamos sentados no chão do corredor do 3º andar.

- Na verdade, emprego é uma conseqüência. Eu vim para estudar. – Respondi.

- E por que justamente Nova York, Bella? – Ele perguntou com um tom diferente.

- Não sei. Veio simplesmente em minha cabeça. Simplesmente não sei como explicar. E por que você escolheu Nova York, Edward?

Ele suspirou por um momento até responder.

- Por que eu não poderia ir mais para nenhum lugar. A razão e o coração estão aqui."

Edward estava sendo um ótimo amigo. Daqueles que você guarda para sempre em seu coração. E que nunca esquecem. Na verdade eu tentava codificar tudo o que eu sentia por ele, todo aquele sentimento de amizade que eu nutria como um complemento a aquilo que eu sentia falta. Como Jacob, Charlie e até minha... Mãe. Renne. Ela era um assunto que eu preferia não falar, sequer pensar. Era algo que eu tentava esconder, guardar, mas tudo o que eu conseguia era abrir feridas cada vez maiores em meu ser.

Mas Edward estava se mostrando isso. Tudo o que eu havia 'perdido' ele havia me dado. E eu sabia que seria eternamente grata á ele por isso.

- Hey Bella! – Alice gritou do lado de fora da sorveteria. Acenei para ela e ela entrou acionando a campainha da porta. – Pensei que tivessem brincando comigo, quando me disseram que você estava tomando sorvete hoje! Urgh! - Ela fingiu um estremecimento com uma cara de nojo.

- Pensei que vocês já tinham notado que eu não sou normal. – revirei meus olhos.

- Pensei que era só uma brincadeira. Grandes célebres eram sempre os mais modestos. Sendo que eles eram totalmente os opostos do que falavam e muito melhor do que eles mesmos pensavam. Porque eles eram modestos. E não falso-modestos.

Arregalei meus olhos para ela.

- Quem é você e o que fez com Alice?

- Sua boba. – Ela revirou os olhos. – Eu acabei de estudar isso na faculdade. Saí de lá agorinha.

- Ah. – Suspirei tristemente. Alice tinha uma faculdade. Tinha um lugar para onde ir. Tinha um propósito.

- Ei Bella, não fique assim, um dia você vai conseguir entrar! E pode ser mais cedo do que parece.

- Será Alice? Eu realmente espero que sim. Já estou cansada de idas á sorveteria, de mancar por causa desse pé e de ser um estorvo.

- Argh Bella! Que papo deprê. Mas vamos lá, não é hoje que está marcado a consulta para você tirar o gesso?

- Sim.

- Então, menos um! E depois é só bater perna nessa cidade!

Suspirei tristemente e paguei a conta do sorvete. A atendente sorriu em tom de tristeza, certamente pensando que não veria mais clientes tão cedo, já que o tempo estava esfriando rapidamente.

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- Então doutor está tudo bem com o pé? Posso tirar finalmente esse gesso?

- Calma senhorita Swan. – O doutor riu enquanto examinava detalhadamente o meu pé engessado. – Nunca em minha profissão podemos fazer algo precipitadamente, mas... Acho que nesse caso podemos tirar o gesso sim. Você já está usando há uma semana, certo?

- Sim. E não agüento mais. – Revirei meus olhos. Eu simplesmente só tinha pouquíssimos dólares restantes dos mil de Charlie. Além do cartão do hospital, que eu já utilizara, e o da delegacia. Daqui há alguns dias a conta semanal da pensão iria validar, e por mais que Esme tentasse remediar, eu sabia que não poderia ficar jogando com a barriga. Eu teria que fazer alguma coisa. Só me restava saber o que era.

Lembrei-me rapidamente de uma conversa com Charlie há alguns meses quando começara a surgir a idéia de mudar para uma cidade maior.

"– Pai o que você acha...?

- E para quê você quer saber disso, Bella? – ele perguntou com raiva na voz, embora não desviasse sua atenção de seu jornal matinal e de sua caneca de leite.

- Só curiosidade...

- Bem... Sabe o que eu penso sobre isso? Que é tudo já destinado a quem tem cacife. Pobres e de cidade pequenas como nós não temos lugar em lugares como aquele. As pessoas que se aventuram, acabam sofrendo dificuldades, não arranjam empregos, moram em lugares medíocres, dormem em lugares sujos (se é que dormem), e muitas vezes entram na vida de prostituição, drogas, violência, maneiras de arranjar dinheiro ilícito, porque simplesmente não teve chances anteriormente."

-... Você vai ter que tomar alguns analgésicos quando sentir dor. Que você pode sentir. Mas não se preocupe muito porque não é algo grave. Vou chamar a enfermeira para tirar o gesso e vermos como fica o estado de seu pé.

Assenti levemente com a cabeça para o médico. Enquanto eu olhava ao redor do quarto. Já era a segunda vez que eu ali me encontrava. E a primeira vez eu tinha certeza que tinha sido inesquecível. O dia que eu vira Edward pela segunda vez.

Deitado na cama de hospital com tubos ligados por todos os lados, e quando eu me aproximei seus batimentos aceleraram e um par de olhos verdes me encarara... Sim eu me lembrava.

Eu e Edward havíamos construído um relacionamento muito bonito.

Amizade.

Ajuda.

Compreensão.

Companheirismo.

Conversávamos sobre tudo, sobre todos. Sem pudores, sem restrições. Mas não era nada que comprometesse. Por exemplo, nunca falamos de Jake ou de minha vida em Forks, não por pudor, simplesmente por o assunto não vir á tona. Não falávamos da maneira estranha com que nos conhecemos. Não tocávamos nesse assunto. E eu sabia que um dia ele iria reinar em uma de nossas conversas.

Simplesmente.

A enfermeira entrou no quarto e começou a tirar o gesso. Ao longe vi alguém se esbarrando com outras pessoas tentando chegar a um determinado local.

Sorri ao constatar que era Edward.

- Bella! – Ele sorriu quando me viu. Ele entrou no quarto abanando os cabelos bagunçados e levemente molhados. Ele usava um jeans escuro e um casaco cinza de veludo com golas altas que ficava divino nele.

- Edward o que faz aqui? – Disse. Enquanto a enfermeira continuava com seu trabalho.

- Tive que resolver algumas coisas pela cidade. E vim correndo para cá.

- Não precisava ter vindo... – Corei. – Quer dizer, eu sei me virar sozinha.

- Bella. – Ele rolou os olhos se aproximando de mim e me dando um beijo leve na bochecha. De Amizade. – Não seja absurda. Aliás, somos colegas conhecidos casualmente, certo? Então eu tenho mais é que estar aqui nesse momento de sua vida.

- Edward, não seja bobo. Você sacrificou horas preciosas do seu dia para me ver tirar o gesso do pé? – Olhei para ele com a sobrancelha arqueada esperando por uma resposta.

- Bem... E quem disse que você vale menos do que horas preciosas do meu dia? Bella, horas preciosas eu tenho sempre, mas você tirando o gesso e voltando com esperança em seu rosto, só tem uma vez. E para mim isso é suficiente. - Ele disse beliscando minha bochecha corada com os dedos.

- Para mim também, colega. – Disse sorrindo.

- O que você disse? – Ele perguntou confuso.

- Colega. – Sorri. – Acho que não somos mais 'colegas conhecidos casualmente', somos já colegas.

- E... Existe alguma diferença? – ele riu enquanto dei um leve tapa nos ombros dele.

- Mas é claro que existe. Não está contente?

- Mas até do que deveria estar. – Ele sorriu largamente enquanto fazia um cafuné nos meus cabelos. Seu olhar se perdeu um pouco e estremeci com seu toque. Tornara-se freqüente as demonstrações de afeto como essa entre nós. Nós não éramos colegas, ou qualquer outro rótulo que inventávamos. Nós éramos amigos verdadeiramente.

E ambos sabíamos disso.

Ele retirou sua mão e seu olhar deslocou por um momento, até que a enfermeira começou a sorrir para nós.

- Já estou terminando aqui, senhorita Swan. – A jovem enfermeira disse. – E se me permite um comentário vocês são muito lindos juntos.

- Edward é um bom amigo. – Corei.

- Colegas! – Ele corrigiu. Eu revirei os olhos.

- Não é isso o que eu quis dizer. – Ela continuou falando enquanto tirava os excessos de gesso que restara no pé. – Quer dizer, antes eu e meu namorado éramos que nem vocês, amigos.E só depois de um tempo que fomos perceber que na verdade a amizade era uma fachada. – Ela sorriu. E eu corei violentamente. Enquanto Edward fez uma cara estranha e se virou de costas. Certamente para rir de alguma coisa.

- É... Acho que é só amizade mesmo. – Disse por fim. A enfermeira ia continuar seu discurso quando o médico chegou com uma prancheta nas mãos.

- Pode ir senhorita Bardot. Eu cuido do resto. – A enfermeira saiu e o médico se virou para Edward.

- Eu conheço você. Você esteve hospitalizado aqui por um ou dois dias certo?

- É... Certo? – Ele falou estranhamente.

- A... Agora me lembro perfeitamente. Poxa... Você teve muita sorte. Até hoje como você sobreviveu da queda foi um milagre e você nem teve escoriações graves. Já tratou daquele hematoma?

- Já sim senhor. – Edward falou parecendo desconcertado.

- Depois marque uma consulta para vermos como anda. – ele se virou para mim. – Bem, senhorita Swan, embora você tenha tirado o gesso isso não quer dizer que você poderá andar á torto e a direito. E nem muito menos encolerizar-se na rua por causa de donos de lanchonete estúpidos. E além do mais, você fez um boletim contra ele?

- Acho que não é necessário. – mordi meus lábios.

- Mais é claro que é. Veja ele te deixou imobilizada praticamente por uma semana, e isso como sendo culpa dele, ele tem sim que ser responsável.

- Não quero brigas. – Disse. – Deixa quieto. Além do que já foi. Já passou.

- Como quiser. – O médico encolheu os ombros.

Ele prescreveu alguns remédios que eu não sabia de onde que eu tiraria o dinheiro para comprá-los e mais inúmeras recomendações. Paguei uma quantidade equivalente a consulta, e saí do hospital sendo monitorada e guiada por Edward.

- Não sei onde vou achar dinheiro para essas coisas... – Bufei com raiva. – Praticamente metade do meu dinheiro eu gastei com esse hospital.

- Já disse que se você precisar de ajuda...

- Não Edward. – Disse cortando-o bruscamente. – Desculpe... É que eu não gosto que gaste comigo. Não gosto de depender, entende? Já me basta o suéter que você me deu a força!

- Hey... Era um presente. Mas você não pode continuar levando as coisas com seu orgulho. Você precisa de dinheiro e de um emprego!

- Eu não pediria para você Edward...

- E por que não? – ele disse me virando para encará-lo. Estávamos quase perto do Central Park.

- Porque eu não me sentiria bem fazendo isso. Apenas...

- Você nem sequer tem argumentos desenvolvidos para defender sua tese. – Ele disse com um sorriso torto.

- Mas é minha decisão. E eu não preciso de argumentos para ela. E nem que eu precise catar lixo na rua, ou começar a juntar plásticos, eu vou conseguir o meu dinheiro...

Ele suspirou.

- Empréstimo...? – Ele arqueou uma sobrancelha divertidamente.

- Não Edward. – ri de sua expressão enquanto batia no ombro dele delicadamente.

Andamos mais uns minutos em silêncio. Sentia-me livre com o meu pé sem gesso, e eu sem necessitar de bengalas ou um ombro me levando para todos os cantos. Era lógico que ainda eu sentia algumas dores, e sabia que também não poderia sair correndo em uma maratona (coisa que nunca fiz), mas simplesmente poderia andar com mais facilidade do que antes. E isso estava sendo suficiente para mim.

- Edward, me espera rapidinho, eu vou entrar nessa loja. – Disse para ele. Estávamos na frente de uma livraria e tinha vários livros com títulos matadores. A minha perdição eram os livros.

Entrei na loja e dei uma folheada em alguns títulos. Suspirei ao constatar que eram muito caros, e que por mais que eu quisesse entrar no mundo deles, eu não tinha dinheiro depois para me manter no meu.

Depois de uns cinco minutos, decidi por fim ir embora e me encontrar com Edward que me esperava do lado de fora, quando vi um livrinho pequeno. Não era nem muito grande, mas nem tão pequeno. Tinha cerca de cinqüenta páginas disponíveis. Com uma capa em couro com um saquinho de plástico grudado para colocar fotos. Tinha algumas riscas em dourado para enfeitar, e em uma extremidade tinha um pequeno cadeado com uma chave dentre um molhinho.

Um diário.

Sorri ao vê-lo. Era lindo ao menos tempo que simples. Peguei-o em minhas mãos, e abri com a chave. As folhas estavam com um leve tom amarelo, como se fosse velhas, mas na verdade não sendo. Olhei ao redor e vi que só tinha aquele exemplar. Não tinha preço, mas mesmo assim decidi por comprar.

- Adorei esse modelo. – Falei para a atendente. Ela olhou para o diário e arqueou uma sobrancelha.

- Na verdade eu não me lembro de tê-lo colocado á venda. E nem de ter visto. Quer dizer... Ah deixa para lá. Bem, eu faço por cinco dólares.

- Ok. – Disse pagando. Murmurei um 'obrigada' quando a moça me deu a sacola com o diário e sai da loja um pouco feliz.

Encontrei Edward parado lindamente em um poste. E suspirei sem pensar.

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- Qual é sua comida preferida, Bella? – Edward perguntou enquanto olhava as crianças monitorando seus barquinhos no lago, enquanto os pais olhavam orgulhosos e ansiosos para ver quem seria o filho vencedor. Respirei fundo o ar do Central Park.

- Você sabe que eu nunca pensei nisso... – Disse. Edward riu.

- Você está falando sério?

- Sim. – Disse gargalhando. – Bem, tem coisas que eu gosto e não gosto. Mas eu não consigo eleger uma preferência. É como se fosse... Uma traição com as outras.

- Traição? – Ele disse arqueando as sobrancelhas. – O que é traição para você?

- Para mim? – Disse assumindo um ar sério. – Muitas pessoas acham que trair, significa ter relações sexuais com alguém que não seja seu companheiro. Mas para mim não... Quer dizer, eu acho que a traição maior é você ser aquilo que não é. Esconder algo das pessoas... Iludi-las.

Edward suspirou e assumiu um ar pensativo por um momento. Ficamos em silêncio.

- E não existe perdão para traição?

- Que tipo de traição?

- A sua traição. – Ele disse.

- Bem... Para o tipo que eu considero como traição, não existe. Pelo menos eu não sei. Quer dizer... Bem, eu ainda não formulei nada sobre isso. Se Jake me traísse, por exemplo...

- Jake?

- Meu... er... Namorado. – Não sei por que tive uma sensação de culpa ao dizer isso. Edward analisou as crianças mais uma vez até se virar para mim.

- Você ama seu namorado?

- Amar? – Engoli em seco. – Acho que sim. Pelo menos eu nunca senti nada maior do que eu sinto por ele por ninguém. – Olhei para o céu que estava em sua maioria coberto por nuvens. – Mas dizem que é algo muito relativo... Porque existem diversos tipos de amor então não tem como comparar. – Torci minhas mãos e olhei para baixo. Edward estava silencioso.

- Para mim trair... – Edward disse de repente. – É dizer que sente algo e na verdade não sentir nem um milésimo. Acho que desde que se ame verdadeiramente, qualquer coisa é perdoável... Porque, aliás, se amar verdadeiramente não existe traição. É um circulo. Algo não acontece sem o outro. Quanto que se um acontece, é porque não existe o outro.

Fiquei em silêncio por um momento sentindo o vento balançar meu rosto.

- Você sente falta dele, Bella? – Edward perguntou de repente. Suspirei...

- Acho que sim.

- Como ' acho que sim'?

- Sinto. Quer dizer, me expressei mal. Queria que ele estivesse aqui, mas ao mesmo tempo não. Porque eu quero caminhar com minhas próprias pernas, e com ele aqui isso não aconteceria. Por mais que na teoria isso acontecesse.

Edward permaneceu silencioso.

- Mas você. – Disse sorrindo completando. – Você fez as coisas se tornarem bem mais fácil. Parece que você completa o que me falta. E eu nunca senti algo assim. Na verdade eu nunca tive amigos de verdade, então agora finalmente eu sei o que é amizade.

- Amigos. – Ele disse suspirando. – E o que aconteceu com os colegas?

- Não gosto da palavra colegas. Acho feio. Mas não se deixe iludir! – Disse dando um leve cafuné em seu emaranhado de cabelos cor de bronze.

O celular de Edward tocou e eu continuei observando as crianças e seus pais.

- ... Agora eu não posso... Não me importa o que estou fazendo... Não... Mike! Não... Ok, Ok... Ele disse isso?... Argh!... Estou indo... Estou indo. Segura tudo.

Ele desligou o celular raivosamente.

- Tenho que ir Bella. – Ele disse se levantando. – Coisas para resolver pela cidade. – ele olhou indeciso para mim. – Quer dividir um taxi? Ou vai ficar bem aqui?

- Vou ficar bem aqui. – Disse sorrindo para ele. – Pode ir, Edward.

- Tem certeza?

- Edward! – Disse repreendendo com doçura. – Não seja meu pai! Pode ir... Eu fico bem aqui.

- Ok. – Ele disse um pouco inseguro. – Eu preferia ficar aqui ao invés de... Argh. Nos vemos mais tarde na pensão? – Ele disse enquanto dava um leve beijo em minha testa. De amizade...

- Claro. – Disse com a voz entrecortada. Ele se despediu mais uma vez e foi embora do Central Park.

Senti um vazio de repente, e queria que ele tivesse permanecido, embora soubesse que era muito egoísta de minha parte. Certamente ele tinha mais coisas para fazer, não era uma Bella.

Joguei meus cabelos para trás no banco e suspirei. Depois peguei a sacola da livraria e peguei o diário. Edward nem sequer perguntara o que era. Ele era indiscutivelmente discreto se tratando de assuntos assim.

Peguei a pequena chave e abri o cadeado. As folhas voaram em minhas mãos. Procurei uma caneta dentro de minha bolsa e batuquei por uns momentos na folha esperando que algo viesse á minha cabeça.

O que eu poderia escrever na primeira folha do meu diário?

O que seria forte o suficiente para marcar a sua primeira página?

Mordi os lábios e umedeci a ponta da caneca com a língua, depois comecei a escrever. Reli o que havia escrito e fiquei contente com o resultado. Saíra do coração. E eu sabia que era isso o que importava.

"Diário de Bella Swan.

Hoje eu descobri que Edward Cullen é um anjo que caiu em minha vida. Literalmente falando. Também descobri que ele não é nem 'conhecido casualmente', nem 'colega conhecido causalmente' e nem sequer colega. Somos amigos. Ele é meu melhor amigo. Mas ainda, como charme e parte do jogo, prefiro que ele desconheça disso."

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N/A: E aí o que acharam do capítulo? Particularmente eu gostei muito. Bem, outra coisinha que vai mudar daqui para a frente que isso já é certo é que os 'relatórios' vão ser um pouquinho maiores, ou seja com mais informações. Eu só não acrescentei um relatório no final desse cap porque eu achei que o impacto maior ficaria com o diário dela. Pois bem, lembrando que eu quero opiniões sobre como vocês querem os capítulos. Ah e outra coisa. geralmente eu fico dois meses, no caso de TMPTUED, eu estou quase há quatro meses com a fic em movimento, e é tempo demais né? Por isso eu peço a opinião de vocês, vocês querem que a fic ande mais rápido, ou que ela seja mais detalhada, mostrando mais os dois, as descobertas e tudo.. (?) Espero a opinião de vocês!

E ah... Agradecendo todas as reviews que cada dia estão cada vez mais perfeitas, animadoras e inspiradoras! :) e todo mundo que lê de um 'oi', só para me fazer feliz!

Angelique Choiseul: Oiee! Que bom que você está gostando! Eu tento mesmo prender a atenção de vocês, mas não sei se sou muito feliz nisso oO, mas se você diz eu começo a acreditar. Eu sou muito ' não acho que esteja realmente acontecendo', então quando falam eu demoro um pouquinho para acreditar! hoaheoiheao, eu também quero que ela largue ele, mais um encontro vai ser inevitável. Um triângulo amoroso? Uii... ouaheiuhaeo Beijos, e volte sempre! E não deixe de opinar!

Katryna Greenleaf : oiaheo, isso eu já deixei claro, todos escondem segredos! Agora basta saber 'quais'! oiaheoihaeo, adorei seu momento house! Você preferiria o Emmet? OMG.. aoiheoiae, tá bom que ele é lindo, mas não troco o Ed por nada.. ele foi muito fofinho mesmo, pena que ele não seja o meu 'colega' né? Ahhh...eu queria ter um colega assim... Bjos! E não deixe de opinar!

Menega: Oie! Eu também não curto muito né.. oaiheoe, e ainda continua. Eu estou super desmotivada com TMPTUED, por causa da comunidade lá.. aqui no ff o povo é muito legal e inspirador, e eu acho que a unica razão por eu continuar com a fic é a força que eu recebo daqui. bem, depois você vai ver o meu 'desabafo' quando eu postar mais tarde lá.. oaiheoihea .. valeu! Bjos! e não deixe de opinar!

Hinata Weasley: posto sim! oiaheoie.. é so procurar eu lá que eu apareço! Eu também curto mais aqui o ff.. tanto que é melhor para ler, e tanto porque tem mais gente 'apoiadora'.. que bom que você gostou! oiahoiheao, apesar de não gostar do Jacobesta eu não vejo a hora dele aparecer em Nova York, vai ser tããããõ legal! *------* ( ei isso foi um spoleir? oO)... bem, volte sempre, bjos, e não deixe de opinar!

Chantal. Forks Cullen : Oiee! Ele agiu estranho sim.. mais vai lá se saber o que passa na cabeça dele.. oO Adorei o ' essa cara de besta dele não me engana'... oiaheoiheo.. Mike é estranho mesmo, eu sei lá viu.. ele vai dar mto trabalho na fic ainda! Bem, volte sempre, bjos, e não deixe de opinar!

Raffa '-' : É.. uma semana eu acho um prazo bom! aoiehoiae, se bem que as fics que eu leio eu quase me mato esperando o próximo post.. mais enfim.. valeu pelo elogio! E não deixe de opinar!

Maria Clara: Oieee! Seja bem-vinda! *ADORO quando tem leitoras novas*.. por isso que eu digo e repito, eu sempre quis ter um 'colega conhecido casualmente' assim... aoiheoihaeoe , obrigada pelos elogios, e espero que tenha curtido esse cap! E não deixe de opinar! Bjos!

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Bem povo de Deus! agora eu irei ir-me, mas eu tenho uma proposta :D

Amanhã como é dia das mães, e eu quero prestar uma 'homenagem' eu postaria o cap 10! ficaria hoje escrevendo e amanhã eu postaria, já que o 9 saiu cedo do que eu esperava.. mas para isso eu quero muitas reviews! E quando eu falo muita eu falo muita mesmo!

E se amanhã eu chegar aqui e tiver, eu posto o cap 10! :D * não é chantagem é acordo*

aheiaheohaeo

Até mais, amanhã?!

Bjo!

Nat.