Hell-o!

Estou atrasada uma semana, desculpem.

ATENÇÃO, ATENÇÃO, ATENÇÃO: Temos uma mudança no emprego do Sirius. Primeiramente, eu queria dizer porque o Sirius está no FBI: todo mundo conhece o FBI, e tal, é um ícone policial. Só que a polícia da Inglaterra é a Scotland Yard, e é considerada a melhor polícia do mundo. Eu achei mais legal colocar que ele era do FBI. Mas depois de ler, achei bem melhor que eu colocasse-o na Yard. Então teremos essa mudança, Sirius não trabalha no FBI, trabalha na Scotland Yard. Não fará diferença nenhuma, estou só avisando pra vocês entenderem o porque do nome "Scotland Yard" aparecer no capítulo. E eu vou mudar nos outros capítulos durante essa semana.

Vamos lá, hoje temos a cena que todos esperavam: LEIAM O CAP E SABERÃO, MWAHAHAHA.

Temos mistérios, temos muchas cosas hoje.

Temos ceninhas quentes (não, não são NCs, galerinha, são só umas cenas nervosas de pegação, hehe), temos bebês... Ok, essa última foi mentira. COMO TODO MUNDO É VACINADO, SABE DA VIDA, POR FAVOR, NÃO SE ASSUSTEM COM A PEGAÇÃOZINHA DELES, BLZ?

Sou má.

Resposta aos reviews (duplos, ainda, hehe):

Mariana E. Potter: Cap. 7: KKKKKKKKKK, hahaha, eu vou ver se consigo fazer isso de colocar uma data, pode deixar. Eu realmente não sei quantos capítulos a fic vai ter, mas eu estimo que sejam mais de 20. E se vai ter continuação, tudo depende de vocês, haha.

Bônus: HAHAHAHAHA, eu sou má mesmo, eu admito. Mas eu tô atualizando rapidinho, viu!

Marismylle: Cap. 7:Ahhhhhh *-* Valeu, valeu mesmo! Todos in love com James e Lil, haha. Ma são uns fofos mesmo. A corrida? SUR-PRE-SA, KKKK. Você acha que não vai ter briga entre eles? Espere e verá (nesse cap, temos uma little discussion). Beijo!

Bônus: Então, só que eu não acho que eles façam juízo a cara dos personagens da fic, sabe? Tipo, tenho certeza que não rola colocar o Paul Walker para o Six, afinal, Six é um gatão morenão. Eu pensei em colocar o Paul Walker como o Remus, mas ia confundir demais, então ainda estou pensando. Isso é um fato, Lene e Sirius são o segundo casal mais complicado da fic, só perdem para JL.

AnneBlackPotter: Cap. 7: Todo mundo quebrando correntes, isso aí. Ah, a Lene e o Sirius você vê o que rola hoje, haha. Beijo e muito obrigada pelo elogio!

Review do Cap. 3 que foi pra falar os personagens, haha: Obrigada pelos personagens! Haha, a Karen Gillan é a Lil escrita, só que eu acho que não encaixa aqui na fic, porque aqui eles estão todos na base dos 25, 26 anos. Estão adultos, e acho que para isso, o melhor são os atores mais velhos. VC ASSISTE DOCTOR WHOOOOO? OMFG, EU TAMBÉM! ADORO DOCTOR WHO, HEHE! DOCTOR, FUCK MEEEEEEE, ai, ai. KKKKKKKKK.

Bônus: Ah, sim, a cena da Marlene e do James eram para ser as cenas mais impactantes, porque os dois tiveram contato com esse mundo muito cedo, assim como a Lily. Ah, mal agradecida não, acho que não. Mas ela tem muito medo, sabe? O trabalho dela é perigoso, ela tem medo de que acabe prejudicando a irmã e a avó. Ah, a pergunta era pra saber como você os vê, a cara deles, sabe? Que atores você acha que faça juízo a eleS? Atores, modelos, cantores? Beijo.

Flah ': Cap. 7: KKKKKKKK, também acho, toca aí o/ JayJay e Lil são demais de tão fofos! Dorcas e Six fighting, hahaha, a personalidade dos dois são aquelas que quando se juntam, explodem, hehe. Ah, Remus é totalmente amável! Beijo!

Clara Casali: HAHAHA, relaxa, Clarinha. AAAAAAH *-*Que anjo você! Obrigada! James e Lil são realmente fofos, eu acho os dois fofíssimos! Nesse capítulo já é a véspera da corrida, e no próximo, eles descobrem onde é, e toda essa papagaiada ae. James e Lily deram só uns pegas. Mas tudo vai mudar hoje, MWAHAHA. Beijos.

Bônus: Sim, a Lily é disléxica. É isso mesmo, as crianças zoavam ela porque ela era disléxica. CARA! Você melhorou minha vida falando da existência da Alyssa Campanella! Eu achei ela a Lily perfeita! Não tem cara de criança, nem de inocente (venhamos e convenhamos, aqui na FC, a Lily não é inocente não...). Sim, manda pra mim as fotos dela! Meu email é: rock[.]queen00[]gmail[.]com, só tirar os colchetes. Beijos!

Margaux-hz: OOOOI :D OWWWWWWWNTS *-* Haha, fico feliz por ter alegrado sua segunda! AAAAAAAAAAH, ok, eu vou tentar is o mis rápido que der. E vc, mocinha, pode ir com calma, quando der você posta. Seus elogios são ótimos, muito obrigada! Sério, vc é uma fofa. A cena J/L ficou fluffy até a última letra, haha. Die? Hum... no one. but hospital... Hell yeah. KKKKKKK. A Lene vai ter mais desenvolvimento agora, já que vai começar a pedreira, o Sirius vai começar a se envolver mais com ela. Nossa, quando descobrirem do Sirius, tô até com pena. CARA, EU ESTOU DANDO MUITO SPOILER PRA VOCÊ. Não posso, não posso, não posso! Espero que goste desse! Tu é gaúcha? Vc falou "tri-ansiosa" e tals... É? Adoro o sotaque gaúcho, acho mega fofs. Beijo!

Bônus: Sim, a infância deles refletiu imensamente no que eles são agora. Muito, tanto que muitas das coisas que eu vou falar aqui terão ligação com a infância deles (Jamesie principalmente. Sinta o spoiler vindo em sua direção... AGORA!). Valeu pelos personagens! Ah, eu achei bem difícil de escrever esse bônus, mas não pude resistir. Vc gostou do da Lene? Putz, foi o mais difícil de escrever, hehe. O que me deixou mais triste foram o do Sirius e o do James. Aí está o chapter, espero que goste!

Pamela Evans: Hahahaha, Salvei Seu Halloween? Putz, tô lisonjeada aqui, haha. Assiste, assiste, assiste! É uma série de filmes incrivelmente perfeita! Ok, valeu! Beijo!

Infinity21: Cap. 7: Minha Infinity, como está? O que importa é que você veio, querida! Hahahaha, sim, esse capítulo foi inteiramente voltado para o romance JL e RD. "Tão duros, mas ao mesmo tempo, tão frágeis, tão duros, mas ao mesmo tempo, tão frágeis" você os descreveu perfeitamente! James e Lil são exatamente isso! A tensão pré corrida está loucamente louca! Hahaha, assim que se alivia, berrando mesmo! Berrando que é bom! Ah, Dorcas e Remus saíram do chove não molha, fi-nal-men-te. HAHAHAHA' suspense! Morrer, bom, isso não posso dizer que vai acontecer. Mas que ainda tem muita coisa pela frente, ah tem. Estou a espera, pode deixar, hehe! Eu espero sim minha fic *-* KK, ai, sou muito chata, eu sei u_u

Bônus: OOWWWWWWNNNNTS *-* Valeu! Essa foi realmente a intenção, mostrar alguns porques. Tudo o que eles passaram na infância e na adolescência influenciou muito no que eles são hoje, comportamentos, jeito de ser, ações, comentários, desconfianças, e eu acho importante mostrar o fundamento de tudo isso. Sim, James foi muito corajoso (essa é uma das características mor dele, a coragem, - gryffindor roooooooocks, haha). Obrigada pelos personagens! Beijo e espero que goste do cap!

Agora, sem mais delongas (as always, hehe), the capter number eight!

Excuse me, vou assistir meu ep. de Glee! Alguém aí é Gleek, falando nisso? Se vocês se interessarem, as séries que eu assisto são: Glee, Supernatural, Vampire Diaries, House, Skins, DOCTOR WHO (*-*) e a mais importante, Grey's Anatomy. Grey's e Glee dividem esse posto, na verdade. Ah, e eu assisti The x-Factor quando consigo. Beijos!


Capítulo 8 – Mistérios e Torpor.

Ainda na mesma manhã, Dorcas estava sentada no sofá, entre as pernas de Remus. Ele tinha seu exemplar de Otelo à frente dos dois, e tentava falhamente ler, mas a única coisa na qual se concentrava era Dorcas. Seu cheiro, seu cabelo, sua roupa. Tudo.

-"Imagine... Logo ele, que costuma tratar as mulheres na palma da mão... Assim que o lenço completar sua obra, isto é, afastá-lo de mim, o que, espero e creio, acontecerá em breve, estarei livre para partir com você, sem vínculos e sem preocupações." – Dorcas leu, segurando um riso no final. Remus sorriu. – Há, que piada.

-Por que? – Ele perguntou, a ajeitando em seu colo. Ela sorriu antes de continuar:

-Porque sim! – Dorcas exclamou, e Remus olhou divertido para ela. – Não é óbvio? Você é a prova disso!

-Do que, Dorcas?

-Disso! – Ela apontou para o livro. – Ela com esse preconceito de que o cara que tem as mulheres na palma da mão é ruim!

Remus franziu a testa, e a ajeitou para poder olhar seu rosto. Dorcas revirou os olhos ao dar de cara com a feição confusa do loiro, e deu um tapa leve na perna dele.

-Você! Você tem todas as mulheres na palma da sua mão, bobo. Mas nem por isso – Dorcas deu um beijo na bochecha dele. – você é um cara ruim. – Ela beijou a outra bochecha dele.

Ele, primeiramente, estranhou tudo aquilo. Afinal, nunca havia... Bem, gostado tanto de uma mulher como gostava de Dorcas. Na verdade, era bem mais profundo do que gostar. Mas Remus tinha tanto medo de assustá-la, que resolveu não dizer a palavra com 'a'.

-Eu tinha todas as mulheres na minha mão. – Remus disse, dando um beijo no topo da cabeça de Dorcas. Ela riu e se aninhou nos braços dele, sentindo seu coração disparar.

-E não tem mais por que? – Provocou ela, rindo.

-Porque... Bem, você sabe.

-A dificuldade em dizer que você é meu namorado é tão grande assim? – Ela perguntou divertida, e Remus parou no meio do caminho para um sorriso.

Namorado?

Namorado?

-Vamos dar uma volta? – Ela perguntou, percebendo que ele estava muito quieto desde a pergunta dela. Dorcas moveu-se desconfortável e se levantou do sofá, encarando-o um pouco insegura.

Sentiu-se soltar o ar aliviada ao vê-lo sorrir.

Remus levantou-se no sofá e esticou a mão para ela, que agarrou a mão do loiro. Os dois saíram de dentro do galpão, tomando o cuidado de baixar as portas. Dorcas caminhou até seu carro, e Remus percebeu que encarava a garota, parado. Balançou a cabeça e riu de si mesmo.

A palavra com 'n' ficou rodando na cabeça dele durante um tempo. Namorado. Sorriu alegre e desajeitadamente para Dorcas, que o olhava ainda um pouco temerosa. Andou em passos largos até ela, e abriu a porta do carro de seu carro.

-Ei, pro seu carro, garanhão. – Ela o empurrou rindo.

-Não posso dirigir pra você agora, é?

-Nop. – Respondeu divertida, enquanto Remus revirava os olhos, indo para seu carro. – É só me seguir, loirinho.

-Como desejar, loirinha. – Respondeu irônico, gargalhando, enquanto Dorcas arrancava com seu Mustang. Sorriu para si mesmo, e deu partida no carro.


O homem magro e desajeitado adentrou o recinto escuro e quente. A fumaça de cigarro e o cheiro de vodca eram abundantes. Tossiu e ouviu uma risada rouca e cruel vindo de trás da mesa de madeira escura e desgastada.

-O que quer, Avery? – Perguntou o homem atrás da mesa, virando-se para o magrelo à sua frente. Avery estremeceu, sentindo até um pouco de medo. Olhou para o homem à sua frente. Usava uma camisa preta, e sua calça era larga e social. A pele era branca como giz, e tinha uma careca reluzente.

Os olhos eram escuros e amedrontadores, e Avery se encolheu, sentando-se na cadeira estofada.

-Precisamos da lista da Kamikaze. – Os olhos do homem atrás da mesa se estreitaram, procurando algum defeito na frase de Avery. Puxou do fundo de uma gaveta uma pasta contendo uma única folha de papel. Tirou a folha de dentro da pasta e disse:

-Bem, aqui está. Quero que preste atenção. Alguns "competidores" são bem espertos. Ágeis, e bons no que fazem. Por isso, Avery, quero que preste muita atenção do que vou te dizer. Não pisque. Não pare de prestar atenção em cada movimento suspeito que eles fizerem. Porque se algo der errado, e for sua culpa você não vai gostar. Ah, não vai mesmo. – Avery sentia seu corpo magrelo se encolher na cadeira a cada palavra ameaçadora que seu chefe dizia.

Assentiu nervosamente, e viu o homem que tanto temia gargalhar maldoso.

-Pois bem. Pode começar o serviço. – Avery pegou o papel, com as mãos tremendo, e correu para porta mais rápido do que surgira naquela sala.

-Tchauzinho, Avery.

-Boa tarde, Lord Voldemort. – E saiu antes que acabasse gaguejando de medo.


Enquanto isso, um garoto magrelo saiu de dentro do táxi, sentindo a brisa gelada bater em seu rosto. Deu algum dinheiro para o motorista, e saiu rumando para dentro do edifício escuro. Notou que a áurea daquele lugar era ligeiramente assustadora.

Empurrou a porta do edifício e deu de cara com muitos seguranças, e caminhou até a recepção.

-Eu preciso falar com... – Puxou um papel gasto do bolso do jeans, e leu em voz alta. – Carter Johnson.

-E quem seria você? – A recepcionista perguntou, fitando-o de forma inquiridora. O garoto se sentiu ligeiramente desconfortável, e bateu sua perna no balcão nervosamente, encarando a recepcionista. – Garoto?

-Eu preciso falar com ele, por favor. – Ele pediu, e a mulher suspirou. Tirou o telefone do gancho e digitou o ramal de Carter. – Sr. Johnson? Tem um garoto aqui querendo falar com o senhor. Hum... Ele tem cabelos escuros e uma franja. Parece com aquele cara do departamento de agentes especiais. É. Esse mesm... Tem certeza , Sr.? Ah, está bem, então.

Bateu o telefone no gancho e encarou o garoto mais uma vez, curiosa.

-Pode subir. Quinto andar, sala 3. – Ele assentiu, e caminhou até o elevador. Apertou o botão de metal e esperou até que o elevador chegasse, nervoso. Entrou e começou a tamborilar os dedos no metal do apoio de mãos.

O elevador chegou ao quinto andar.

Saiu rápido e procurou a sala três com o olhar. Andou um pouco pelo corredor amplo, até que deu de cara com a sala que procurava. Bateu na porta com o nó dos dedos, e ouviu um "entre".

Engoliu em seco, e assim o fez. Abriu a porta polida e entrou na sala de Carter.

-Você por aqui? – Perguntou divertido, apontando a cadeira para que se sentasse. – Seu irmão não vem hoje. – O garoto sentiu seus ombros se encurvarem, e assentiu, levantando-se da cadeira. Carter arqueou as sobrancelhas, e o magrelo sentou-se novamente. – O que queria com ele?

-Meu pai está internado. Coma alcoólico. E meu responsável legal é o meu irmão, embora eu não fale com ele há um tempinho, sabe. – Ironizou, cruzando os braços. Por mais que sua jaqueta o esquentasse, o frio londrino não parava.

-Oh... – Carter murmurou, sem saber o que dizer. – Sinto muito.

-Obrigado, Sr. Johnson. – Ele respondeu, tentando sorrir. – Eu preciso que o Sr. faça uma coisa pra mim.

-Claro, claro. Tudo para o irmão do meu melhor agente. – Respondeu Carter, sorrindo. O garoto sentiu-se aliviado, e soltou o ar. – O que quer? Um táxi, dinheiro...?

-Quero o endereço do meu irmão. – Respondeu, e Carter conteve a surpresa, encarando o garoto. Percebeu que o menor tinha várias olheiras em volta dos olhos acinzentados, e parecia cansado, provavelmente havia passado a noite acordado. A pele estava pálida e sem vida, e os cabelos, diferentes de os de seu irmão, pareciam fracos.

Pegou um papel e rabiscou com sua letra corrida algumas palavras. Deu o papel para o garoto.

-Obrig... Meu irmão mora num galpão? – Perguntou franzindo a testa.

-Não, mas é lá que ele tem passado a maioria do tempo. – Carter admitiu sem muita vontade, e fez o máximo que pôde para não deixar transparecer a incerteza em seu rosto. – É só isso?

-Só. Obrigado. – Respondeu se levantando. Apertou a mão de Carter, e caminhou até a porta, colocando a mão na maçaneta gelada.


Fora o galpão 22, todos passavam muito tempo na casa de Marlene. Não sabiam porque, mas se sentiam aconchegados ali, sentiam que ali era um lugar bom.

Marlene e Sirius, acompanhados de Dorcas, haviam decidido ir para o galpão checar os carros mais uma vez, afinal a corrida seria logo no dia seguinte.

Lily e James acabaram ficando sozinhos na casa, e estavam se sentindo muito desconfortáveis com aquela, hum... Situação. Ah, só o que faltava mesmo, os dois agirem como Remus e Dorcas.

Desde o dia que haviam se beijado, Lily tentara ficar afastada de James o máximo possível. Não sabia direito o que dizer a ele, e nem o que sentir. Na verdade, Lily não sabia absolutamente nada. Só que era bom, muito bom.

-Evans? – Ele a chamou, e ela levantou a cabeça, o encarando silenciosamente. – Vamos sair.

Lily arqueou as sobrancelhas, e James suspirou resignado, levantando-se do sofá e caminhando até a cadeira bamba na qual Lily sentava.

-Anda. Vamos. – Ele agarrou na mão dela e a arrastou para o lado de fora. Lily tentava se soltar de James, mas por mais forte que fosse, James era enorme perto dela. Bufou e entrou no carro dele, no banco do passageiro.

-Você me seqüestra e eu nem dirigir posso? – Ela perguntou sarcástica, enquanto ele atia a porta do carro e colocava a chave na ignição. James riu nasalmente e abriu um sorriso largo pra ela, que rolou os olhos.

-Não é seqüestro se você quer.

-E quem disse que eu quero ir, Potter? – Ela rebateu, olhando furiosa para ele.

-Voltamos ao tratamento de sobrenomes agora? Adoro quando você fica irritadinha, fica tão bonitinha. – Ele caçoou dela, sorrindo inocente. Quero dizer, fingindo inocência. Lily grunhiu e se virou para o outro lado, ignorando ele. – Você não pareceu reclamar de mim aquele dia, sabe...

-Cala a boca. – Lily resmungou baixinho, e James sorriu vitorioso, dando partida no carro.

Minutos depois de uma viagem silenciosa, a chuva que antes era só uma pequena garoa começou a aumentar. Ver a estrada era um pouco difícil, mas nada que James não pudesse passar por cima.

-Está chovendo.

-Eu tenho olhos. – James respondeu na mesma moeda. Se ela queria briga, então ela teria.

-Deveríamos voltar.

-Não deveríamos não. - Ele estacionou na frente de um monte de mato. De certa forma, Lily identificou como uma floresta.

-O que...?

-Espera. – Ele pediu, pegando a mão de Lily e a levando para dentro do monte de arvores e mato. Lily abriu a boca várias vezes para falar algo, mas o torpor da mão de James agarrada a sua a fez ficar em silêncio.

As roupas de Lily estavam encharcadas, assim como as de James. As gotas de águas nos cílios dela tornavam sua visão um tanto difícil. Sua mão ainda estava agarrada à de James, e por mais que ela quisesse soltar, não conseguiria.

Escancarou a boca ao chegarem a uma cachoeira. Lily nem sabia da existência de cachoeiras em Londres, na verdade. Mas James era James, e com certeza faria existir uma cachoeira.

Olhou maravilhada para a água que descia em sua frente. O turbilhão de águas caía com força no lago abaixo, criando um barulho alto graças a chuva e fazendo algumas gotas voarem. Não percebeu que começou a sorrir.

-Gostou? – James a tirou de seus devaneios. Ela se virou para ele, sorrindo.

-É... Lindo.

-Eu sei. – James riu nasalmente, e encarou a paisagem a sua frente. Não se lembrava exatamente como havia descoberto aquele lugar, só lembrava-se que quando tinha 13, 14 anos, ia até ali respirar um pouco.

Precisava de silêncio de vez em quando. Fugir das coisas.

-Onde estamos? – Perguntou depois de algum tempo, sentando-se no chão molhado. James a acompanhou.

-Precisa mesmo saber? – James riu divertido, e Lily o olhou arqueando as sobrancelhas. – Ah, não é necessário, Evans. – Sentiu uma pontada no estômago ao ouvir seu sobrenome.

-Como quiser, Potter. – James riu sem humor ao ouvi-la chamando-o pelo seu sobrenome. Gostava do jeito que "James" soava quando Lily dizia. "James".

James, num ato infantil de querer chamar a atenção, arrancou a camisa e ficou somente com a bermuda. Lily respirou fundo ao encarar a figura musculosa ao seu lado.

Ele não era como os caras de academia, cheio de músculos exagerados. James tinha braços fortes e bronzeados, ao contrário de Lily, que era ligeiramente encorpada e tinha a pele quase pálida.

Conteve sua vontade de agarrar os músculos – e outras coisas – de James e continuou encarando a cachoeira.

-Vem. – Ele se levantou do chão, e a ajudou a se levantar também. Pegou sua mão e a conduziu até um lugar mais alto, onde havia uma pequena caverna.

Os pés de Lily e James batendo no chão de barro molhado eram o único barulho, além da chuva e da queda d'água. Nenhum dos dois ousaria quebrar aquele silêncio.

James sentou-se no chão de pedra, e Lily repetiu seu gesto, sentando ao seu lado.

-Tire a camiseta.

-O que?

-Vai congelar se ficar com a camiseta molhada. – James mordeu a língua para conter o sorriso sacana que estava quase se expondo. Lily arregalou os olhos.

-Não, obrigada.

-Ah, vamos lá! Não farei o que você não quiser. – James levantou as mãos no ar, em sinal de rendimento. Lily bufou e virou de costas para ele. – Sabe que eu vou ver de um jeito ou de outro, não sabe?

-Ahhhh, cale a boca. – Reclamou enquanto puxava a camiseta pela sua cabeça.

James engoliu em seco ao ver o corpo alvo de Lily logo a sua frente. Ela tinha curvas delineadas, e seios que chamavam a atenção. O sutiã vermelho só causava mais reações indesejadas em James, que sentia sua pele se eriçar.

E assim a pele de Lily o fazia também. Sabia que James a observara, e por isso queria que aquele processo ridículo demorasse o máximo possível, assim não teria que virar e o encarar.

Sentou-se ao lado dele, olhando para frente e tentando ao máximo matar a curiosidade de saber o que ele pensava.

-Onde nós estamos, Potter?

-Chama-se "Bosque Woods" – Ele respondeu displicente, enquanto bagunçava aos cabelos. Olhou mais uma vez para o corpo de Lily, mas dessa vez sem pudor. Observou cada centímetro que cobria a garota, cada curva, tudo o que podia ver. E o que não podia também. – Próxima pergunta.

-Por que me trouxe aqui?

-Gosto daqui.

-E daí? – Ela indagou, cruzando os braços no intuito de se esquentar e cobrir seu corpo, o que sabia que seria uma tentativa infrutífera.

-Gosto de você também.

Lily abriu a boca e a fechou várias vezes, como já havia feito anteriormente. Mas, novamente, o torpor de ter aquele rapaz tão perto dela, a fazia querer parecer menos idiota e falar algo interessante. O problema, é que esse mesmo torpor tirava todas as palavras de sua boca.

-Você gosta do meu corpo, da minha boca, e de sei lá mais o que, não de mim. – Foi o que ela conseguiu dizer, encarando o teto de pedra daquele lugar e suspirando.

James rolou os olhos, e antes que Lily pudesse protestar, ele a agarrou, colocando-a em seu colo e a aproximando de seu corpo. Seus rostos ficaram numa distância minúscula, e ele podia sentir o hálito quente dela em seu rosto.

O mesmo torpor de novo.

-O que te faz pensar que eu sou um cara ruim?

-O que te faz pensar que eu sou uma garota fraca?

-Eu nunca disse que você é fraca. – Ele alegou, encarando Lily com seus olhos castanhos que exalavam terror. Eram frios, concretos e... Maus. James a aproximou mais, acomodando-se entre suas pernas.

-Olha pra mim, e diga que você não gosta. Que você não gosta de falar comigo, que você não gosta de tocar em mim, que você não gosta de me ver, e que você não gostou de me beijar. Olha pra mim, e diga que você já fez o que quer que tenhamos feito com alguém melhor. – James pressionou-a contra seu corpo.

Lily sentia a respiração entrecortada de James, que não demonstrava expressão alguma em seu rosto. O contrário dela, que sabia que por fora expressava medo, insegurança e muito mais.

E novamente, o maldito torpor de ficar perto dele deixou-a sem palavras. Porém, por mais longe que ficasse dele, sabia que ao encarar os cabelos bagunçados e os olhos profundos de James, não conseguiria mentir.

-Eu quero alguém que diga que me ama. Não alguém que só queira transar comigo algumas vezes. – Lily segurou com força os pulsos de James, que caminhavam para sua cintura.

James suspirou, e afastou Lily de si mesmo durante alguns segundos, respirando fundo.

Quem disse que ele também não sentia o maldito torpor?

-Se eu disser que te amo agora, você vai achar que é mentira.

-Sim.

-Mas se eu não disser... Bem, não vou dormir essa noite. Eu amo você. – James não esperou a resposta dela. Estava... Estava com medo.

Medo do que ela pudesse responder, medo do que ela pudesse pensar.

Lily não pestanejou um segundo. Deu passagem para James aproximar o beijo.

Nunca soube como, mas sua mão foi parar no meio dos cabelos bagunçados e macios dele, puxando cada fio. As mãos de James em sua cintura faziam pressão, e ela sabia que aquilo deixaria marcas. Mas ela as adoraria, no final.

A língua de James acariciava a sua com calma, e os dois não tinham pressa. Iam devagar, e calmamente. Afinal, o tempo estava sempre a favor dos dois.

Lily apertou as pernas ao redor da cintura de James, e o aproximou de seu corpo gelado. O choque entre o corpo quente dele e o gelado dela fez os pelos de Lily se eriçarem.

Mordeu o lábio inferior de James, que soltou um gemido baixo. Lily riu e ele rolou os olhos, endireitando-a em seu corpo.

-Calma, apressadinha. – Ele riu, virando-a e a empurrando na parede. A pressão entre a pedra gelada da parede e o corpo quente de James a fez suspirar, e se amaldiçoou mentalmente por isso.

Os beijos de James foram descendo pelo seu pescoço, e Lily não pôde protestar quando James colocou a boca em seu pescoço, marcando a pele dali com um chupão. Gemeu sem conseguir se conter.

James sorriu contra sua pele, e foi descendo mais os beijos, até chegarem em seu colo. Lily tombou a cabeça na parede, derrotada.

E quando pensou que James fosse continuar o trabalho incrível que estava fazendo... Ele se levantou do chão, agarrando a camisa que estava jogada num canto. Lily escancarou a boca, e olhou para ele incrédula.

-"Não quero alguém que só queira transar comigo algumas vezes." – Ele a imitou com uma voz de falsete, enquanto lançava a regata azul para ela. – Estou cumprindo sua ordem, milady.

-Ah, não comece com essa! – Lily disse indignada, levantando-se do chão e socando o ombros dele com seus punhos não muito relevantes. James riu, e segurou os pulsos dela.

-Adoro quando fica irritada, sabia? Você faz essa coisa engraçada com as sobrancelhas... Fica gostosinha... – James disse divertido, e Lily rolou os olhos.

Ele colocou uma mecha do cabelo ruivo atrás de sua orelha, e sorriu, dando um beijo em sua testa.

-Sabe, ruiva... – Ele disse, com a testa colada na dela. – Ainda vamos ter muito tempo para isso.

-Vamos, é?

-Claro. Você é minha namorada agora. – James levantou o queixo de Lily, obrigando-a a lhe encarar.

E o maldito torpor novamente se instaurou.

Mas Lily desviou dele facilmente, colando seus lábios aos de James.


Naquela noite, todos voltaram para o galpão 22, para falerem sobre a corrida, e conseguirem desestressar um pouco (o que não aconteceu).

Marlene já não aguentava mais ficar ali, naquela atmosfera densa e profunda de nervosismo. Saiu de dentro do galpão e foi para o lado de fora, sentando-se no capô de seu carro durante algumas (muitas) horas silenciosas. A pressão que estava sorbe ela era praticamente palpável.

Sirius surgiu com um copo de whisky, e sentou-se ao lado de Marlene, e ambos ficaram encarando o céu estrelado daquela noite. Não quiseram quebrar aquele silêncio, talvez por medo de falar, talvez por medo... Medo de tudo. Medo de não fazer ideia do que estavam sentindo, quem sabe?

-Você está legal? - Ela perguntou preocupada, fitando-o séria. Sirius olhou para baixo e riu secamente.

-É. Não sei direito. - Marlene riu com a resposta dele, e Sirius se sentiu menos desconfortável. - Não consigo dormir.

-Normal. - Marlene murmurou, tentando acalmá-lo. - Eu estou preocupada, Sirius.

-Por quê?

-Eu estou com... - A voz dela foi morrendo aos poucos. Não tinha coragem de admitir aquilo nem para si mesma. - Eu estou com medo.

Sirius abriu e fechou a boca várias vezes. Não conseguia pensar em algo para dizer a ela. Estava tão aterrorizado quanto Marlene.

-Você ouviu o que o Frank disse. É suicídio. - Ela deu ênfase na última palavra, e passou as mãos pelos cabelos escuros, nervosa.

-Lene, fica calma. Você é incrível correndo. - Sirius assegurou, e ela sorriu docemente para ele.

-Não é como as corridas normais, em que você entra e ganha uma grana alta. - Ela disse, sentindo a voz tremer. - É algo grande demais, muito maior.

-Vai dar tudo certo. Eu sei que vai. - Sirius assegurou. Ele sabia que cada palavra era uma mentira imensa, mas ambos se sentiam confortados pelas mentiras ali ditas.

Marlene sentiu a brisa arrepiar os pelos de sua nuca.

-Meu irmão gosta de você. - Marlene observou, e Sirius sentiu um sorriso crescer - Ele se afeiçoou muito a você e ao Remus. - Comentou Marlene, olhando para o céu. - E eu também.

Antes que Sirius conseguisse raciocinar, sentiu Marlene se aproximar. Estavam à uma distância perigosa.

Naquele momento, Sirius percebeu o quanto havia se envolvido. Percebeu que eles acabaram realmente se tornando uma família (e algo mais...).Sirius sentiu uma vontade enorme e irritante de vomitar. Aquele sentimento estranho de culpa...

Mas ele conseguia identificar muito bem a razão para se sentir assim.

E não era por estar sendo corrompido pelos novos conhecidos, que já haviam se tornado amigos.

Era por estar colocando em risco a vida e liberdade daqueles mesmos conhecidos, estando na Yard.

Mas seu cérebro não permitiu que raciocinasse mais, pois sentiu os lábios quentes de Marlene se chocarem com seus lábios gelados.

A mão dela fora parar em sua nuca, e mergulhou nos cabelos dele, puxando-os eventualmente. Antes que ela pudesse continuar as carícias, sentiu Sirius a pegando no colo e a empurrando no vidro gelado do carro.

O beijo, que antes era apenas um choque dos lábios, começou a mudar.

Marlene abriu a boca, e Sirius entendeu bem aquele sinal. Avançou com a língua na boca dela, e sentiu aquela batalha ser travada internamente mais uma vez.

Mas seus hormônios sempre falaram mais alto.

Marlene era o tipo de coisa que Sirius não provava há muito tempo. Ela o excitava e o deixava maluco. As mãos dela, antes inocentes na nuca, exploravam cada parte do corpo de Sirius, por baixo da camisa.

Arranhavam as costas dele, o que deixaria marcas. Se separaram, arfando. Marlene sentiu os lábios arderem, e sabia que seus cabelos estariam bagunçados, assim como as roupas.

Marlene tocou seus lábios, e olhou surpresa para Sirius. Ele definitivamente tinha 'a' pegada.

-Oh. - Foi o que conseguiu dizer, sentindo o ar faltar.

Colou seus lábios novamente, e Sirius chegou à conclusão de que realmente precisava provar Marlene mais algumas vezes.