Capítulo 10: Conseqüências
Draco, metodicamente, contou os ovos de lagarta que iria precisar para sua poção. O professor Snape estava ocupado escrevendo o resto dos ingredientes no quadro, e parecia não estar prestando atenção aos murmúrios que vinham do Potter e do Weasley. Draco trincando os dentes começou a moer os ovos. Recusava-se olhar para Potter e Weasley, e ver o que achavam tão divertido. Olhar para eles, significaria olhar para ela também.
"Sangue Ruim." Falou sozinho em tom de raiva.
Draco estava fervendo por dentro desde aquela noite, a menos de uma semana atrás. Esperara que as conseqüências de suas ações começassem a aparecer. Que os outros sonserinos o desprezassem, que houvessem murmúrios o acompanhando pelos corredores da escola, e que Potter e Weasley lhe lançassem olhares de ódio. Mas nada tinha acontecido, exceto pelo fato de que a Granger agora o evitava, completamente, e por uma sensação de vazio, que ele imaginava ter a ver com a derrota no jogo. Sabia que a Granger o evitara antes, mas era diferente agora. Ela não o encontrava mais na biblioteca, e ele nunca mais a vira na sala deles. Ela ainda estava fazendo uma grande quantidade de trabalho, mas quando os fazia, não tinha a menor idéia. No dia após o jogo de Quadribol, esperara por ela o dia inteiro dentro da sala deles. Parte do motivo para estar lá, era para evitar os olhares de superioridade que os Grifinórios lhe lançavam, mas o principal motivo, era para confrontá-la. Dizia a si mesmo, não porque ele quisesse vê-la, mas porque ele queria ter certeza de que ela ia manter sua boca fechada, quanto a sua pequena transgressão. Mas ela não apareceu. Em Aritmancia, sentava tão longe dele, quanto possível, levando em consideração que eles sentavam na mesma mesa. Draco achava o silêncio dela, ainda mais, irritante do que qualquer ofensa que ela já tivesse falado contra ele. O pior, é que ela agia como se ele nem estivesse lá. Como ela ousava ignorar um Malfoy?
Crabbe e Goyle estavam ao lado de Draco, enquanto ele deixava a sala de aula. O garoto-maravilha Potter e o Weasley estavam esperando pela Granger, que estava tendo problemas, novamente, para fechar sua mochila. Ela sempre parecia ter problemas com aquela alça. Sentiu uma estranha necessidade de parar e fechar a mochila para ela, mas Thomas, outro maldito membro da Grifinória, aproximou-se dela e fez isso. Draco sentiu uma pontada de raiva, quando observou o sorriso de agradecimento, que ela deu ao garoto. Draco apressou-se para sair dali, Crabbe e Goyle lutando para acompanhar seu passo.
"Senhor Malfoy?"
Draco virou-se e encontrou Dumbledore o olhando. Crabbe e Goyle deram um passo para trás lançando olhares nervosos para Draco.
"Se pudermos conversar por um instante." O professor sorriu, amigavelmente, para ele, virando-se começou a andar, não deixando Draco com outra opção, que não fosse seguí-lo.
Dumbledore andava descontraído através dos corredores, sorrindo e acenando para os estudantes. Draco estava perguntando-se quanto tempo mais eles continuariam caminhando, e para onde estavam indo, quando Dumbledore, finalmente, parou em um corredor. Olhando em volta, Draco não viu nada além de uma gárgula de pedra. Dumbledore virou-se para a estátua falando alguma coisa. A gárgula ganhou vida e saiu para o lado, mostrando a entrada para um pequeno túnel. Os olhos de Draco ficaram um pouco mais abertos, mas essa foi à única indicação de surpresa que demonstrou. Dumbledore sorriu levemente, fazendo sinal para que Draco o acompanhasse.
Draco sentou-se em uma cadeira em frente à mesa de Dumbledore. Este ficou o olhando em silêncio, o que começou a deixá-lo nervoso. A expressão no rosto de Dumbledore era de espera. Draco entendeu que Dumbledore aguardava que ele começasse a conversa.
"Há algo que queira falar comigo Professor?" Draco lutou contra o tom de cinismo que queria se manifestar em sua voz. Dumbledore podia ser um velho senil, mas era um velho senil muito poderoso.
"Bem, senhor Malfoy, eu esperava que houvesse algo, que o senhor quisesse me dizer." Dumbledore olhava diretamente para os olhos de Malfoy enquanto falava.
Draco desviou os olhos nervosamente. Não que ele achasse que a Granger não fosse falar nada, mas, por alguma razão, esperara que ela não o fizesse.
Dumbledore esperou mais alguns minutos, para que Draco falasse algo. Como permanecera em silêncio, o diretor suspirou pegando uma carta em sua mesa.
"Seu pai mandou buscá-lo. Ele espera que você pegue o trem em Hogsmead de volta para Londres. Parece que ele imagina que sua segurança pessoal esteja ameaçada aqui na escola." Dumbledore parou esperando pela reação de Draco, seus olhos estudando diligentemente seu rosto.
Draco queria gritar com toda sua força que não, dizer a Dumbledore que ele não queria voltar para Lúcio, explicar para ele que Lúcio iria matá-lo, ou talvez fazer algo ainda pior. Queria contar toda a verdade para Dumbledore, mas as únicas palavras que saíram de sua boca foram: "Entendo. Quando devo partir?"
"Senhor Malfoy. Eu fui informado de um rumor a respeito de Comensais da Morte em Hogsmead. Se não me engano, a aparição deles teria coincidido com sua última visita aquela cidade. Estou correto?" O professor Dumbledore parou mais vez, e esperou a reação de Draco.
Draco fechou os punhos olhando para o chão. Todo o medo que tinha em relação a voltar à mansão, repentinamente, transformou-se em fúria. Havia confiado que ela não contaria. Antes que pudesse se controlar, antes que pudesse se lembrar de onde estava sentando, e na presença de quem ele estava, falou com raiva as palavras que deixaram furiosos muitos magos.
"Sangue Ruim."
Dumbledore levantou levemente as sobrancelhas. "Imagino que por este adjetivo adorável estaria se referindo à senhorita Granger?"
Draco continuou olhando para o chão. Sentia-se traído, deveria ter pensado melhor antes de confiar em alguém, especialmente, em um dos amigos do Potter. Eles, provavelmente, estavam todos juntos agora, ouvindo Granger contar sua história.
"Deixe-me lhe informar senhor Malfoy, que a Senhorita Granger não traiu qualquer um dos segredos que vocês compartilhem."
Draco olhou para Dumbledore tendo a certeza que ele não estava referindo-se só ao que tinha acontecido em Hogsmead. Sentiu que começava a ficar embaraçado, no mesmo momento, levantou-se.
"Haveria mais alguma coisa que gostaria de falar comigo Professor?" Draco não queria ficar mais tempo sentado ali, em frente ao velho. Estava ficando cansado de ver o brilho nos olhos de Dumbledore, como se ele soubesse de tudo.
"Não senhor Malfoy, não há mais nada." O professor lhe disse. Não havia qualquer alegria no rosto de Dumbledore naquele momento, e quando Draco virou-se para deixar o escritório, a expressão no rosto do velho diretor era de tristeza e pena pelo jovem rapaz.
Draco sentou-se na beirada de sua cama, e olhou para suas malas que já estavam quase preparadas, para a viagem. Não sabia porque se importava em arrumar suas coisas, se Lúcio estivesse tão furioso quanto Draco achava que ele devia estar, então Draco não iria viver o suficiente para usar seus pertences de novo. Deu um suspiro resignado e começou a pensar em táticas de Quadribol. Concentrar-se em algo não relacionado com seus problemas presentes era uma estratégia antiga, que Draco utilizava para relaxar em momentos de tensão. Começou a repetir em sua mente o último jogo de Quadribol contra a Grifinória, tentando localizar onde havia cometido erros. Mas, ao pensar no jogo, a partida começava a correr mais rápido, e ele sabia onde seus pensamentos iriam parar. Tentou não deixar que aquele momento, depois do jogo, se repetisse em sua mente, mas já era tarde demais. Podia ver os olhos castanhos o fitando cheios de dúvida e preocupação. Ele a tinha beijado porque estava com raiva. Raiva do Potter, raiva do mundo que o havia deixado chegar tão perto da vitória, apenas para tirá-la no último momento, e dá-la ao garoto-maravilha novamente. Ele queria ferir o Potter, tirar algo que pertencia a ele. Ele a beijara com força, desejando que o Potter pudesse ver o que ele estava fazendo com a sua garota. Mas, no momento em que os lábios dos dois tinham se encontrado, toda a raiva desapareceu, todo o mundo tinha deixado de existir, todo passado, todo futuro, só havia aquele momento, só existia ela. Foi quando o beijo dele tornara-se mais carinhoso, e foi quando ela o beijou de volta, que ele entendeu, ela não pertencia ao Potter, ela não pertencia a ninguém. Por um breve momento, não se importava mais com quem ela era. Foi quando ela o empurrou para longe. Como ela podia ousar rejeitá-lo? Ele não foi capaz de acreditar. Ele era Draco Malfoy, era bonito, charmoso e ele sabia disso. E quanto a Granger, bem, ela era apenas a Granger, uma Sangue Ruim, e ela teve a coragem de empurrá-lo para longe. Uma vez que o momento tinha passado, ele entendeu, imediatamente, o erro que havia cometido. Permitira que a desgrenhada, dentuça, sabe-tudo da Granger o tivesse beijado. Estava furioso com ela, e consigo mesmo.
"Maldita Sangue Ruim." Murmurou.
Sabia que a odiava toda vez que a via com seus amigos, parecia ter tantos amigos, sorridentes, da Grifinória ao seu redor. Queria agarrá-la e sacudi-la, quando estava junto com eles, tão felizes. Mas, não conseguia entender por que precisava vê-la naquele momento.
"Ela é apenas uma Sangue Ruim."
Draco se levantou, fechou sua mala com um pontapé e saiu do dormitório. Ele não tinha a menor idéia onde Crabbe e Goyle poderiam estar, mas ele realmente não se importava. Andou sem rumo pelos corredores, sem saber, exatamente, para onde estava indo. Eventualmente, se encontrou em frente da porta da biblioteca. Andando por entre as estantes sentiu-se em paz como não se sentia a muito tempo. Não haviam Comensais da Morte ali, nem Voldemort, Lúcio não estava ali, e pelo que ele viu nem a Granger.
Entrou na sala deles e sentou-se em uma cadeira. Olhou em volta, para as pilhas de tabelas, ainda havia tanto para ser feito, tanto que ele não iria terminar. Ele sabia que ela ainda vinha aqui regularmente, mas não conseguia determinar quando, ou como. As pilhas de tabelas sempre estavam em posições diferentes da última vez em que ele tinha estado ali. Na lareira, haviam cinzas informando que alguém a utilizara na noite anterior. Mas isso não era possível, ele tinha estado ali na noite anterior, e ele não tinha acendido o fogo.
"Então, quando ela pode ter estado aqui e acendido o fogo?" Draco falou para si mesmo, levantando-se enquanto olhava para a lareira.
Olhou paras cinzas e teve uma imagem delas queimando e aquecendo o ambiente. Pode ver ela sentada na mesa, concentrada escrevendo algo. Uma lembrança diferente veio à mente dele, lembrou-se dela sentada ali, tentando não olhar para ele, enquanto lhe dizia que não tinha uma capa de invisibilidade...
"Mas é claro... a capa."
Draco não conseguia acreditar que não tivesse pensado nisso antes. Ela deve estar vindo invisível para a biblioteca durante a madrugada. Fazia sentido, ele não tinha imaginado que a Granger poderia ser tão ousada, mas não havia outra explicação de como ela poderia estar realizando o trabalho. Draco olhou para o seu relógio, o Grande Salão devia ter parado de servir o jantar duas horas atrás. Ele tinha apenas que esperar.
À meia-noite em ponto, a porta da sala abriu-se silenciosamente. Ele não pode vê-la, mas pode sentir sua presença. Draco estava sentado em uma cadeira de encosto alto, de costas para a porta. A sala estava escura e não tinha como ela saber que ele estava lá. Continuou sentado, sem se mover, simplesmente esperando que ela chegasse mais perto. A porta fechou-se atrás dela, um pequeno click lhe informou que ela havia sido trancado. Pôde escutá-la andando com dificuldade por entre as caixas na sala escura e ajoelhando-se em frente à lareira murmurou um feitiço, as chamas apareceram iluminando a sala toda. Ela deu um pequeno suspiro quando o calor da lareira atingiu seu corpo, virou-se contente apenas para ver Draco atrás dela. Seus olhos ficaram tensos, mas Draco já tinha se movido até ela, que conseguiu apenas dar um passo para trás, antes que ele a segurasse pelos braços. Vê-la em pé ali, iluminada pelo fogo, olhando como se ele fosse algum tipo de monstro, o deixara furioso. A puxou para longe da lareira, a jogando em uma poltrona. Durante aqueles segundos, ela parecia apavorada, mas não gritou. Draco a soltou, curvando-se segurou os braços da poltrona. Ela encolheu-se, ainda mais, olhando para ele assustada.
"Não olhe para mim desse jeito." Ele falou. Draco descobriu que o olhar aterrorizado dela, o deixava muito incomodado.
"Então pare de me assustar." Sua voz era muito baixa, e tremia um pouco.
Draco deu um suspiro resignado afastando-se. Jogo-se em uma poltrona em frente a dela, começando a esfregar a testa. Imaginara que ela aproveitaria a chance para fugir dele, agora que ele não a segurava mais, mas a Granger, simplesmente, ficou sentada sem se mover.
"Levou algum tempo, para eu descobrir como você conseguia continuar trabalhando, sem que eu visse você." Falou com uma voz calma.
"Eu não queria ver você." Respondeu naquele tom de voz baixo, que parecia tão frágil.
Granger, finalmente, levantou-se e foi pegar sua mochila, que caíra quando Draco a tinha agarrado. Ele tentou não perceber como a mão dela parecia tremer, enquanto ela retirava a mochila do chão.
"Eu também não queria ver você." Não sabia porque estava ali. Não queria ficar perto dela, mas ali estava ele, e isso, Draco não conseguia entender.
"Maldita Sangue Ruim." Murmurou mais para si mesmo.
Granger olhou para ele, seus olhos cheios de medo estavam, rapidamente, mudando para olhos cheios de raiva. Ela parecia brilhar com fúria em frente dele, e então, arremessou a mochila nele. Draco ficou tão surpreso que a única coisa que pode fazer foi se esquivar.
"Como você ousa? Quem você pensa que é?" A Granger tinha os punhos cerrados tremendo de raiva.
"Eu?!" Draco ficou de pé. "Eu sou o cara que está envolvido com uma Sangue Ruim!"
Os olhos da Granger brilharam, e ela deslocou-se em sua direção. Movendo-se mais rápido, do que Draco podia imaginar, e antes que ele pudesse reagir, lhe acertara um tapa. Draco segurou o queixo dolorido olhando para ela em choque, mas, reagiu quando ela tentou acertá-lo novamente, segurando sua mão.
"Eu odeio esse nome! Eu odeio! Como você ousa me chamar assim? Como você ousa me chamar de alguma coisa suja, quando você mesmo está a um passo de virar um Comensal da Morte! Eu odeio isso, e eu odeio você!" Lutou para se desvencilhar dele, mas Draco a segurou firme.
"Não se preocupe mais com isso Granger, você não vai ter que me aturar por muito tempo." Falou em tom de ameaça.
"Não me diga que meus sonhos vão virar realidade!"Respondeu.
"Eu estou indo embora Granger, de volta para a mansão, de volta para Lúcio."
"O que? V.. você não pode fazer isso. Você não pode voltar. Não depois do que ele fez." Os olhos furiosos dela, também, mostravam aquela preocupação, que ele considerava tão alentadora. Ela tinha parado de lutar contra ele e o encarava.
"Você nem ao menos sabe o que ele fez Granger." Ele a soltou, virou de costas aproximando-se da lareira. De repente, Draco sentia-se muito cansado.
"Eu posso suspeitar o que ele fez, eu sei que não foi nada de bom. Você não pode voltar." Ela disse.
"Ele mandou me buscar, eu não tenho alternativa. Eu parto para Londres em alguns dias." Draco não a olhou, mas ficou surpreso quando sentiu sua mão em seu ombro, não tinha reparado quando ela se aproximou.
"Fale com Dumbledore, diga o que aconteceu. Você pode confiar nele. Se você lhe disser que não quer ir, ele não vai deixar seu pai vir buscá-lo.
"Aquele velho louco, não pode me ajudar." Respondeu rispidamente.
"Ele não é louco, ele é brilhante!" Os olhos da Granger brilharam com fúria por um momento, mas se encheram de preocupação após um segundo. "Você não pode voltar Draco, você não é um deles."
Ele a olhou diretamente, quando falou seu primeiro nome. Uma memória invadiu sua mente, essa não era a primeira vez que ela o chamava de Draco, a outra vez fora durante o ataque da manticora, quando ela queria salvar sua vida.
"Como você sabe que eu não sou um deles?" Perguntou com a voz calma.
"Porque você disse que não era, e eu acredito em você." Sussurrou essa resposta.
Os olhos de Draco mudaram, completamente de expressão, quando ela disse isso. Ele podia notar a confiança na expressão dela. Ele estendeu a mão, ajeitando uma mecha do cabelo dela que havia caído para frente do rosto, colocando-a de volta atrás da orelha. A Granger pareceu paralisar com o contato, mas não recuou. Draco começou a passar as pontas dos dedos pelo rosto dela, traçando o contorno de seu queixo. A Granger tremeu um pouco, mas ele sabia que não era medo ou raiva, era outra emoção. Draco aproximou-se, não tinha a menor idéia do que estava fazendo, ou do porquê estava fazendo, mas ele, gentilmente, tocou os lábios dela com os dele. Sua mão encontrando o caminho para os cabelos dela acariciando-os. Ele olhou para sua face, ela fechara os olhos esperando que ele a beijasse. Abandonando todas as suas dúvidas, Draco segurou os cabelos dela com mais força e a beijou. Ela aproximou seu corpo do dele, sua mão delicada veio a repousar em seu ombro. Draco aprofundou o beijo, perguntando-se como beijar a Granger podia ser melhor do que todas as outras experiências, que já experimentara com outras mulheres. A abraçou com força, explorando os lábios dela coma a sua boca. As mãos dela agarraram firme no robe dele, e então, abruptamente, o empurraram para longe.
"Eu... eu tenho que ir." Murmurou em uma voz fraca, afastando-se dele. "Você vai falar com Dumbledore, não é?"
Draco fez um sinal afirmativo com a cabeça. Estava respirando fundo, tentando se acalmar. Não conseguia entender o que estava acontecendo. Na primeira vez em que ele a beijara, houve uma razão para isso. Dessa vez, entretanto, não havia razão, não havia desculpa. Granger puxou uma capa dourada de dentro da sua mochila, olhou para Draco antes de colocá-la por sobre sua cabeça e desaparecer. A porta abriu-se e fechou. Draco não ouviu mais nada. Estava pensando que havia gostado de beijá-la, e ainda mais perturbador, ele queria, desesperadamente, beijá-la de novo.
