Chapter 10

Jensen não achou estranho o fato de Mark chegar à casa de Jared e logo entrar sem que o loiro fosse atendê-lo, isso já estava acontecendo há uma semana, então não foi surpresa ao senti-lo jogar-se ao seu lado no sofá e pegar um punhado de pipoca de sua bacia. Não reclamou, nem comentou.

_O que você 'ta fazendo aqui, Mark? – perguntou, sem desviar os olhos da tela.

Pellegrino olhou pra ele e deu um sorriso, mas logo o sorriso deixou seu rosto para dar lugar ao rubor que lhe subiu nas bochechas e Jared, era o motivo delas ficarem com esse tom avermelhado.

_Oi, Mark. – cumprimentou o moreno

O corpo molhado e apenas a toalha enrolada no quadril, fizeram Mark esquecer de respirar por alguns segundos, até que pudesse recuperar o cérebro e reponde-lo de forma educada um 'olá' baixinho e com uma vergonha que Jensen nunca tinha visto no ex-namorado.

Jared logo sumiu por uma das portas, e o loiro mais velho engoliu em seco enquanto tentava acalmar o coração que batia descompassado.

_Algum problema? – a voz de Jensen pareceu chegar ao seu ouvido como se tivesse vindo de outra dimensão. – Mark?

_O quê? – perguntou, ainda tentando desmanchar a imagem de Padalecki quase nu de sua mente.

Jensen riu e apontou um dedo em direção ao rosto do outro.

_Mark, Mark! – disse ele achando graça. – Que pensamentos impuros passaram por sua cabeça quando viu meu amigo passar por aqui daquele jeito?

Pellegrino engasgou com uma das pipocas que comia, porque no momento em que Jensen disse aquelas palavras Jared saiu do quarto secando os cabelos rebeldes.

O moreno estava de boca aberta encarando Mark como se ele fosse de outro planeta, enquanto o mesmo tossia compulsivamente mesmo Jensen lhe estapeando de leve as costas.

Jared saiu do transe momentâneo e correu até eles, ajudando Jensen a desengasgar o outro. Mark sentiu que desmaiaria ao sentir as mãos grandes do moreno lhe acariciar de leve as costas quando finalmente conseguiu respirar normalmente.

_Jen, pega um pouco de água pra ele, por favor? – perguntou o moreno, Mark sentiu a pele arrepiar ao ver que ele não desviou o olhar do seu, mesmo quando falou com o outro loiro.

Quando se viu sozinho com ele naquela sala enorme, sentiu o coração se acalmar e não pareceu o fim do mundo quando a voz de Jared soou baixo, perto de seu ouvido, a mão dele ainda espalmada em suas costas aquecendo o lugar onde estava repousando.

_Você tem algo a dizer sobre o que o Jensen perguntou?

Mark tremeu, mas logo viu sua salvação entrar na sala com o copo de água na mão.

_Obrigado, Jen.

Jared afastou-se dele, naquele momento Pellegrino tinha lhe escapado, mas da próxima vez tiraria aquilo a limpo, e por Deus, ele não sabia o porquê de estar tão interessado naquela resposta.

Foi ao quarto novamente, colocou uma camisa, já que estava apenas de calça jeans, e saiu, perguntando-se se Mark já tinha feito o convite a Jensen.

_E então o que você acha?

_Pra que sair Mark? – perguntou, girando os olhos. – Eu não estou com vontade nenhuma de deixar esse sofázinho confortável. – disse massageando o estofado.

Mark olhou Jared que escorado na soleira da porta olhava a cena, fez sinal pedindo ajuda enquanto Jensen se concentrava em um desenho qualquer que passava na tv.

_Hey, vamos sair? – disse o moreno alto e Mark bateu de leve na própria testa.

Jensen olhou de um para outro, achando esquisito os dois o convidarem, fez cara de quem estava desconfiando de algo e isso lhe fez lembrar de West. Como será que o menino estava?

Não estava mais se agüentando de saudade deles. Ainda não tinha entendido como Misha tinha sido capaz de brincar com seus sentimentos de forma tão desumana.

_Como ele pode fazer isso comigo?

Jared e Mark olharam para o loiro que de repente tinha ficado com uma expressão de tristeza no rosto. O moreno alto observou atentamente quando o professor mordeu o lábio, até que esses se avermelhassem, o arrepio que cortou sua espinha foi prazeroso e mesmo se recriminando por aquilo não deixou de se sentir vaidoso por um homem tão bonito quanto Mark, estar possivelmente atraído por ele.

_O que disse? – viu o loiro mais velho perguntar.

_Nada. – respondeu Jensen, mudando a expressão para uma raiva súbita. – Vocês não queriam sair? – mudou de assunto, levantando-se do sofá em que estava jogado.

_Claro. – responderam juntos e não demorou a saírem os três em direção ao elevador.

_E pode deixar, nós vamos conseguir fazer você esquecer esse cara... – completou Jared. – Somos seus amigos estamos aqui pra te ajudar.

_Claro. – disse sem realmente se importar.

O sol clareava o cômodo e Misha afundou mais a cabeça no travesseiro macio, desejou poder ficar ali por toda a eternidade, de tanto que seu peito doía.

_Pai...

Sentia as mãos pequeninas de West chacoalharem de leve seu ombro, e abriu um dos olhos para encarar o filho.

_Podemos ir tomar café na tia Sam?

Misha apertou os olhos, como se com esse movimento pudesse fazer o cérebro despertar, fez que sim com a cabeça e ouviu os gritinhos de alegria do filho ecoar em sua cabeça.

_Então, vamos! – disse ele animado puxando o braço do pai para fora da cama macia.

_Já vamos... – respondeu, apertando novamente os olhos para depois finalmente levantar-se.

West sentou na beirada da cama, impaciente. Viu o pai desaparecer para dentro do banheiro e consultou o relógio mais uma vez, já perdido as contas de quantas vezes tinha encarado o visor do celular.

_Vamos, pai! – gritou mais uma vez, afinal se Misha demorasse muito iriam se desencontrar com o professor.

Pela semana inteira tinha bolado esse plano com Mark, iria levá-los ao mesmo lugar e fingiriam que era uma mera coincidência, e o lugar escolhido foi a cafeteria da mulher de Jim Beaver, que também sabia do plano deles e dava total apoio.

_Só um momento, West! – disse calmo.

A água gelada caiu em seu corpo de forma suave, sentiu os pelos eriçarem e a pele arrepiada logo se acostumou com a temperatura. Passou o sabonete branco pelos músculos, fechou os olhos e sentia o deslizar de sua mão na pele sensível.

Os gemidos de Jensen vieram a sua mente de forma arrebatadora e sem perceber já se tocava ao som dos gritos e ofegos do loiro que ecoavam em sua cabeça lhe deixando louco.

_Jensen – gemeu baixinho o único nome que fazia sentido em sua cabeça naquele momento.

Passou uma mão pelo peito e a outra continuava masturbando o sexo pulsante, não demorou a sentir o liquido viscoso e quente lambuzar sua pele, logo indo embora junto com a água que ainda caia.

Encostou-se na parede fria e ofegou, deixou-se escorregar até o piso molhado e chorou.

West andava de um lado para o outro no quarto, a impaciência tomando conta de seu corpinho.

_Pai... Está tudo bem ai? – perguntou, ouvindo alguns soluços virem do banheiro.

Bateu de leve na porta e logo a voz do pai soou baixa.

_Eu... Eu estou bem... Já estou saindo, querido.

O menino sentou-se novamente, mas a inquietação ainda continuava. Logo que o pai entrou no quarto, notou nos olhos vermelhos que o mais velho tinha chorado, mas não comentou nada, apenas segurou em sua mão e juntos desceram as escadas.

Antes mesmo que Misha pudesse perguntar sobre as chaves, West segurava o chaveiro em uma das mãos.

_Se Jensen estivesse aqui, ele com certeza iria rir.

_É. – apenas concordou, sentindo o coração pesar pela falta que o outro fazia.

Maldita hora em que tinha feito aquela maldita promessa, lembrou de quando estava no hospital, de quando Mark, o professorzinho tinha lhe jogado a morte da esposa na cara.

Teve vontade de gritar que já se sentia culpado o suficiente e que não precisava de mais ninguém lhe acusando, mas o que fez foi totalmente o contrário, além de admitir que o outro fosse o melhor para Jensen, ainda tinha entregado o loiro de bandeja para ele.

_Você... – limpou a garganta, sentindo os olhos do filho sobre seu rosto. – Você sabe se o professor e o Jensen... Se eles... – encarou a estrada, impossibilitado de continuar aquele pensamento.

_Não. – respondeu e olhou pra frente, sorrindo.

Misha olhou para o filho e voltou sua atenção para o trânsito, mas desta vez, ele também sorria.

Jensen bufou enquanto entrava na cafeteria de Samantha.

_Sério, Jared? – perguntou para o amigo, não acreditando.

_O que? – deu de ombros, como se não soubesse de nada.

_Você sabe muito bem de quem é esse restaurante – disse perdendo a paciência.

_É claro que ele sabe. – cortou Mark, antes que Jared falasse alguma coisa e estragasse tudo. – É o restaurante do meu ex-sogro. – disse enquanto via a boca do moreno se abrir em total surpresa.

Girou os olhos e foi em direção a uma mesa que ficava próxima a janela, os outros dois o acompanharam, Jared ainda embasbacado com a noticia de que Mark tinha namorado o filho de Jim.

_Você era namorado do Richard! – disse Jared do nada, como se apenas naquele momento tivesse se dado conta de quem estava falando.

_É... Eu era. – concordou, mas logo desviou o assunto. – Vamos pedir o que?

Olhou compenetrado o cardápio que estava repousado na mesa, não viu quando Jared levantou-se da mesa indo para o banheiro. Assustou-se com o celular que começou a vibrar em seu bolso e acabou por derrubar um vidro de pimenta que estava na mesa.

_Está tudo bem, Mark? – perguntou o loiro em sua frente.

O outro não respondeu o coração aos pulos e os olhos arregalados encaravam fixamente a tela do celular onde tinha uma mensagem de Jared.

_Eu... Vou ao banheiro. – disse rápido, atropelando-se nas palavras e saiu sem ouvir resposta.

Mark leu novamente as palavras do moreno e o coração batia acelerado no peito, como se a qualquer momento fosse sair de seu corpo.

'Estou atrás da cafeteria, venha aqui, precisamos conversar.

Jared'

Contorcia as mãos em sinal claro de nervosismo e desespero.

_Você queria falar comigo? – perguntou assim que viu o moreno, ainda que este estivesse de costas para ele.

Jared se virou e encarou os olhos claros de Mark, que idéia estúpida tivera, nem sabia o que queria perguntar!

_Mark, eu... – limpou a garganta, antes de continuar. – Eu quero saber... Eu quero saber sobre o que você e o Jensen estavam falando. – disse por fim.

_Estávamos escolhendo algo no cardápio, íamos escolher pra você também já que sumiu de lá... – brincou logo fazendo o sorriso desaparecer ao ver o rosto de Jared.

_Você sabe do que eu estou falando Mark! – disse chegando mais perto, fazendo o outro perder os sentidos por causa de seu perfume.

O loiro fechou os olhos e Jared encarou-lhe a face bonita.

_Eu... Gosto de você, Jared... – disse sentindo o mundo desabar por ter que confessar um amor, por quem nitidamente não lhe retribuía. – Eu... – riu amargurado. – Eu gosto mais de você nesses dias em que estamos nos conhecendo do que do Jensen, nesses dois ou três anos em que namoramos.

Jared deixou escapar de sua boca um sonoro 'a', mas Mark não se intimidou e continuou falando.

_Você não sabe com é... Eu quase infarto quando você fala comigo, eu morre um pouquinho cada vez que você se afasta, e seja lá o que for isso que está dentro de mim... – apontou para o peito. – Começou no dia em que eu reparei nas suas covinhas. – sorriu, lembrando-se do dia em que o moreno lhe batera na porta a fim de conseguir a chave do apartamento do amigo.

_Eu... Eu não sei o que te dizer Mark...

Mark sorriu infeliz.

_Eu sei que você ama a Genevieve e não tenho nenhuma chance de fazer você se apaixonar por mim, então você com certeza não precisa jogar isso na minha cara.

_Eu sinto muito. – disse enquanto olhava para o lado e socava de leve a lateral da perna comprida. – Mas eu não quero que isso... Sabe, afaste você de mim, do Jens... A gente é amigo, não é?

E Mark sentiu o coração doer ao ver o quanto aquele homem prezava sua amizade, mas era apenas isso, mais nada, nem um pontinho de esperança que Jared pudesse gostar dele de forma diferente de que um amigo gosta do outro.

Suspirou derrotado, antes de responder.

_É claro que a gente é amigo... – e se deixou sorrir, mesmo sabendo que por dentro seu coração tinha vontade de chorar.

Acompanhou Jared novamente para dentro do salão da cafeteria, mas diferente do que o moreno pensou a situação não estava sendo fácil, para nenhum dos dois, mas interiormente ele sabia que quem mais sofria era Mark, com o amor não-correspondido por ele.

Suspirou pesado antes de se sentar ao lado de Jensen, que nem mesmo parecia interessado com o que acontecia a sua volta.

Olhava para o copo de café em sua frente e Jared apostava que o liquido escuro já estava frio, embora o amigo não tivesse bebido nada.

Mark olhava para Jared, vendo o moreno alto com uma expressão desconfortável, tido o queria era sair dali, fugir dos sorrisos de Jared, porque ele sabia que logo os sorrisos apareceriam quando Genevieve entrasse por aquelas portas.

Consultou o relógio de pulso e fez cara de desagrado, West estava atrasado.

Ouviu o pai cantarolar baixinho mais uma canção que não conhecia, mas mesmo assim o ritmo era contagiante e depois de algum tempo assim como o pai ele também resmungava, mesmo sem saber o que estava cantando.

Misha estacionou o carro e West saiu do veiculo correndo, entrou na cafeteria e logo recebeu um abraço apertado de Samantha.

_Oi, Sam. – disse o menino baixinho. – Eles estão aqui? – perguntou e logo a mulher apontou para a mesa que estava sendo ocupada por três homens.

_Oi, Samantha. – a voz de Misha se fez ouvir pelo pequeno salão.

Mas Misha não percebeu quando os olhos verdes arregalados de um Jensen apavorado se virou na sua direção, lhe encarando como se o moreno fosse um fantasma.

_M-Misha? – disse alto, levantando-se da cadeira, fazendo com que todos que estavam ali prestassem atenção na cena que se seguia. – O que você está fazendo aqui?

Um arrepio cortou a espinha do moreno a ouvir aquela voz que não saia de sua cabeça. Virou-se devagar como se fizesse algum movimento brusco o loiro pudesse desaparecer.

Engoliu em seco ao ver aqueles olhos fulminando os seus, uma raiva que ele sabia muito bem o motivo.

_Eu... Vim tomar café com o meu filho. – respondeu com as pernas bambas de nervosismo diante do loiro que tanto amava.

_Você sabe muito bem o que eu quis dizer... – retrucou e Misha sentiu as palavras ferirem sua alma.

West olhava de um para o outro, e não entendia o porquê deles não estarem se declarando um para o outro.

"- Mas isso não é tão simples. Entenda, para algumas pessoas é fácil expressar os sentimentos, as emoções, mas você sabe que seu pai não é uma dessas pessoas não é?""

A voz de Jim Beaver ecoou na cabeça ruiva e ele sentiu que talvez estivesse fazendo tudo errado.

_Oi, Misha. – Jared acenou para o moreno, tentando fazer o clima tenso desaparecer, mas não houve resposta e ele abaixou a cabeça.

A cafeteria de Samantha parecia ter parado no tempo, as pessoas todas mudas e estáticas, não comentavam e nem davam palpite, apenas encaravam com curiosidade como se fosse uma cena importante de alguma novela.

Misha olhou para West como se tudo fizesse sentido, e jensen fez o mesmo com os amigos que sentados, tentavam não chamar a atenção para si.

_Como vocês puderam me enganar desse jeito? – perguntou furioso. – Você e sabiam que ele é a ultima pessoa que eu gostaria de ver! Por que continuam insistindo em uma coisa que só me machuca?

As lágrimas banhavam o rosto do loiro deixando as bochechas mais vermelhas que o normal. Misha sentiu uma dor forte no peito. Era isso, tudo o que ele causava em Jensen era sofrimento.

West olhou para o pai com os olhos pidões e puxou a barra da camisa social que o moreno vestia. Abaixou-se para poder ouvi-lo.

_Fala pra ele, pai. – disse o menino. – É fácil, é só dizer o que você disse pra mim.

Misha sorriu triste, e mesmo sabendo que qualquer palavra não traria seu Jensen de volta respondeu ao pequeno, no exato momento em que todos ficaram calados.

_Eu não posso... – disse. – Eu fiz uma promessa, eu dei a minha palavra, e eu não quebro uma promessa minha. Nunca.

Jensen olhou para Misha com os olhos cheios de água, ainda sem saber a certo como reagir, porque aquela era uma situação na qual ele nunca se imaginou.

Assustaram-se quando o professor esmurrou a mesa, fazendo novamente o molho de pimenta cair, dessa vez indo ao chão e partindo-se em milhões de pedaços.

_Devia saber que fazer o que o seu coração manda é mais importante do que uma promessa – vociferou. - Você não está feliz, o Jensen não está feliz, por Deus! Ninguém está feliz vendo que vocês estão se destruindo por não estarem juntos. Qual é? A que ponto o orgulho é mais importante que ficar com a pessoa que você ama? – disse encarando um e outro que o olhavam com cara de espanto.

_Ele deve ter ficado louco. – um dos espectadores comentou baixinho.

_Eu nunca vou ter o que vocês tem, e mesmo assim estão jogando isso fora? – ele parecia ensandecido, as mãos apoiadas na mesa, o mantinham firme para que não perdesse a coragem de falar tudo o que estava entalado na garganta. – Se é pela promessa que você me fez naquele hospital, Misha, sinta-se totalmente absolvido dela, até porque foi uma promessa idiota.

West sorriu para o professor, não sabia do que ele estava falando, mas estava ajudando de alguma forma porque de repente viu o pai assentir, concordando, com seja lá o que for que ele estivesse dizendo.

_Vocês vão mesmo passar o resto da vida se martirizando e me culpando por não poderem viver juntos? – perguntou como se estivesse falando sozinho, continuando seu monólogo sem deixar ninguém interromper. – Eu me recuso a fazer parte dessa palhaçada toda, vocês são livres, e eu entendi que a partir do momento que Jensen disse que tinha se apaixonado por você Misha, eu não tinha direito nenhum de lutar por ele, afinal, eu não o amava, ele não me amava, então por que cada um não pode ficar com a pessoa que quer? – perguntou.

Ninguém ali foi capaz de responder, talvez ninguém ali soubesse, mas Mark estava conhecendo na pele qual era o grau de sofrimento de uma pessoa que não estava com o ser amado.

Olhou para Jared antes de continuar, Genevieve que tinha chegado há pouco tempo estava enroscada no braço do gigante, e Mark sentiu uma vontade enorme de chacoalhar Jared e lhe dar muitos motivos do porque ele, Mark, poderia ser melhor do que ela.

Mas não foi o que ele fez, apenas continuou falando como se sua vida dependesse daquilo.

_Mesmo que eu nunca vá ficar com o Jared, não quer dizer que vou atrapalhar a vida dele só para tê-lo por alguns míseros segundos, isso que eu estou vivendo agora em ensinou que, a gente precisa aproveitar quando nossos sentimentos são retribuídos, por que não tem nada pior do amar uma pessoa, sabendo que essa mesma pessoa não te ama como você gostaria. – sorriu triste.

Jared abaixou a cabeça e Genevieve arregalou os olhos e abriu a boca, completamente surpresa. Mark teria gargalhado se não fosse tão trágico.

– Só pensem nisso ta! Porque a vida se resume a nada e o que seria de todos nós sem uma pessoa do nosso lado?– e saiu sem dizer mais nada.

Jensen, ainda embasbacado com as palavras do ex-namorado, olhou para o moreno, que assim como ele não tinha idéia de que atitude tomar.

O loiro sabia que Misha não faria nada se não tivesse um sinal claro de que o loiro estava lhe aceitando de volta, então abriu um sorriso enorme e disse com alegria.

_Eu senti tanto a sua falta.

Misha correu até ele, agarrou-o com desespero em seu pescoço e sussurrou em seu ouvido.

_Eu te amo, eu te amo, eu te amo, Jensen.

A boca de Misha encontrou-se com a do loiro e assim como na primeira vez que se beijaram a sensação foi que elas se encaixavam perfeitamente, porque sim, agora o moreno tinha certeza, a boca carnuda do seu Jensen tinha sido feita para beijar a sua.

Sorriu feliz, enquanto sussurrava mais uma vez que o amava.

O loiro riu também, enquanto com uma das mãos chamava West para se juntar ao abraço. O menino não demorou em atender ao pedido e logo os abraçava também.

_Eu senti sua falta, pai. – disse quando Jensen soltou Misha por alguns segundos, para poder pegar o menino no colo.

_Eu também senti. – disse beijando o topo da cabeça ruiva. – O que vocês acham da gente ir pra casa agora?

Pai e filho concordaram, e saíram os três da cafeteria ao som dos aplausos dos espectadores que em momento nenhum desviaram a atenção do casal apaixonado.