Cory ficou sentado, observando Lea correndo, saindo do Central Park. As lágrimas rolavam em seu rosto. Essa foi a primeira vez que ele falou sobre Rachel com alguém, e percebeu que ainda doía e que sentia sua falta. Ele colocou a cabeça sobre suas mãos e se perdeu em pensamentos.
Lea correu o máximo que pôde até chegar em seu apartamento. Entrou correndo e foi para o seu quarto. Se jogou em sua cama, chorando e pedindo que isso fosse apenas um sonho. Naya e Heather chegaram. Naya ouviu alguém chorando e adivinhou que fosse a baixinha e correu para o quarto da mesma. Ela sentiu um aperto no coração vendo ela chorar em posição fetal na cama e sabia que esse dia chegaria. Estava na hora de ligar para Mark. Ela deixou o quarto de Lea e foi correndo pegar seu telefone.
O telefone de Mark tocava.
- É a Naya – ele olhava para Dianna.
- Atende. Deve ser importante. Cory saiu com Lea, deve ser sobre isso.
Mark atendeu rápido após ouvir sua mulher.
- Alô?
- Mark, Lea está chorando, o que aconteceu? Cory está ai? Quero falar com ele – Naya tinha a voz irritada.
- Calma Naya! Cory não está aqui, só sabemos que ele saiu com Lea. Eu vou procurar saber o que aconteceu.
- Me liga ou me manda sms, tchau – ambos desligaram o telefone.
- Temos um problema – disse Mark levantando e pegando suas chaves. - Eu vou sair, vou procurar Cory. Fica ai, eu já volto – ele depositou um beijo na testa de Dianna e saiu.
Já estava anoitecendo e Cory nem tinha percebido, se não fosse seu amigo, Mark, o encontrar atirado em um banco.
- O que aconteceu senhor Cory Monteith?! - Mark correu para ajudá-lo.
- Mark? O que você está fazendo aqui?
- Te faço a mesma pergunta. - Mark sentou ao seu lado.
- Lea – ele abaixou a cabeça – eu contei a ela sobre Rachel, e ela saiu correndo. Não entendi porque ela saiu correndo.
"Eu também não entendo porque ela saiu correndo" - Mark pensou
- Talvez ela tenha se lembrado que deixou o fogão ligado, ou outras coisas assim. Você sabe...Mulheres – Mark disse sorrindo, tentando fazer o amigo sorrir também.
- Sabe Mark, – Cory olhava para o nada – eu cheguei a pensar que um dia eu iria esquecer, mas não vou. Nunca vai haver outra Rachel. Ninguém vai ocupar o lugar dela. E sei que to sendo meio egoísta em questão a isso, mas eu não quero outra pessoa. Julie, a prima da Dianna, me convidou pra sair hoje – ele olhava para Mark – mas ela me falou uma coisa que eu sinceramente não gostei, e não gosto do jeito atirado dela. E Lea...- Cory suspirou – ela não é Rachel. Ela só tem a aparência dela.
Eles ficaram em silêncio, só podia ouvir o som do vento. Mark quebrou o silêncio, e disse:
- Vamos pra casa cara. - mas Cory não o ouviu e começou a desabafar novamente.
- Eu achei que nunca mais sentiria atração por alguém. Aquele dia, que eu derramei café em Lea, foi o dia em que tudo mudou. Eu era um cara mal-humorado, não me importava com ninguém. Ai ela apareceu e mudou tudo. Mas ai teve o dia do jogo. – Cory olhava para o chão – Ela estava noiva. Eu achei que eu fosse amar novamente Mark, mas descobri que o mundo está conspirando contra mim. Eu vou morrer sozinho.
Mark escutava tudo atentamente e estava com o coração partido, e parte dele queria se matar por fazer isso com seu amigo. Esconder um segredo por 5 anos, que tipo de amigo ele é? Mark se levantou e começou a caminhar em direção a sua casa. Ele sentiu a presença do amigo ao seu lado.
- Você tem que dar uma chance para Lea – Mark disse com as mãos no bolso e chutando as pedrinhas do caminho. Ele jurou ter visto Cory sorrir. Mark sorriu para o amigo, virou as costas e foi embora.
Cory ficou parado pensando no comentário do amigo. Balançou a cabeça, afastando os pensamentos , e foi embora.
Naya parou em frente a porta do quarto de Lea.
- Lea – Ela disse quase sussurrando. Lea murmurou – Vem comer alguma coisa. Não pode ficar na cama o dia inteiro – ela caminhou em direção a cama e se sentou. - Por que isso? - Lea se sentou.
- O Cory – Lea olhou para Naya – eu gosto dele.
- E isso é motivo pra ficar triste? - Naya sorriu na esperança de fazer Lea sorrir.
- Ele ainda ama a tal de Rachel.
"Você é a Rachel, dã!" - Naya pensou.
- Aposto que não.
- Ele me contou do acidente dela. Foi um dia antes de você ter me achado. - Naya engoliu seco e Lea suspirou - Enfim. Enquanto ele me contava, eu vi os olhos dele. Ele ainda ama ela. Eu nunca vou ser feliz. - Lea começou a chorar e Naya a abraçou.
- Dá uma chance pra ele, Lea – Naya sussurrou
