Epílogo

Eu me entrego a você

(I Give Myself to You)

O cômodo, banhado pela luz de mil velas, brilhava intensamente; fadinhas moldavam cada janela com um brilho etéreo. Das quatrocentas pessoas que estiveram no evento, aproximadamente trinta estavam no salão. A orquestra continuava tocando, e ficaria ali até que o casal da noite estivesse pronto para partir. Fazia mais ou menos uma hora que estavam dançando. Contemplando-se, como se estivessem sozinhos num salão cheio de pessoas. Ninguém iria perturbá-los, os convidados sabiam que não deveriam interrompê-los. Como anfitriões, já tinham cumprido suas obrigações no começo da noite, já tinham comido, e agora era a vez deles. Era o momento de eles ficarem agarradinhos e se perder nos olhos e na alma um do outro.

- Acha que vão notar se sairmos? – um homem brincou.

- Nem um pouco. – seu amigo respondeu sorrindo.

- É melhor irmos. Alvo disse que ficaríamos na torre hoje à noite. – disse outro.

- Devemos avisá-los que estamos indo embora? – perguntou a esposa.

- Não, deixe-os. Eles merecem esse momento. Não parece que eles precisam da gente, parece? – seus olhos brilhavam de amor e esperança pelo casal que dançava.

- Não, não parece. – ela disse com um sorriso, enquanto uma lágrima de felicidade caia de seus olhos.

Assim, as mais ou menos trinta pessoas, família e convidados, deixaram os dois sozinhos no Salão Principal. Felizes, eles andaram pelo castelo, até a torre dourada e vermelha.

Passou-se mais meia hora e os dois continuavam dançando, perdidos nos braços um do outro. As velas já estavam se apagando, mas eles nem notaram, assim como não perceberam os elfos arrumando o salão. Enquanto a música tocava, os dois deslizavam, deleitando-se com o resplendor dos acontecimentos do dia.

Tinha sido um belo dia, do tipo que se deseja, mas que de fato não se espera que ocorra. Início de outubro, as árvores vivas em cores, uma brisa suave e quente para espantar o frio: foi um perfeito dia de outono. Uma tenda tinha sido montada próximo à margem do lago, com a floresta proibida, em cores radiantes, como seu pano de fundo. Música clássica enchia o ar, acalmando os nervos de todos ao seu redor. Estranhamente, ele não ficara nervoso. Ficara contente ao se dar conta de que hoje seria realmente o primeiro dia do início de sua vida. A vida que sempre sonhara, mas que nunca de fato acreditou que conquistaria. Talvez saber que ela se sentia da mesma forma resultou num efeito calmante sobre ele.

Até mesmo na noite anterior, com toda algazarra e gritaria, os dois tinham sido a calmaria em meio á tempestade. Eles escaparam por alguns momentos e caminharam até a tenda. Ficaram de frente um ao outro, recitando os votos que fariam no dia seguinte perante seus familiares e amigos:

"Prometo sempre estar ao seu lado; escutar seus sonhos e seus medos. Proteger-te da melhor forma possível. Prometo te dar as coisas que mais desejar em sua vida. Prometo te proporcionar risadas, alegrias, contentamentos, paz e amor. Prometo ser sincero com você. Não vou te deixar fora da minha vida. Vou te contar meus sonhos e desejos, mas acima de tudo, vou compartilhar com você os meus medos. E agora, posso finalmente te prometer isso: prometo ficar com você para o resto da minha vida".

Os dois jovens se abraçaram e se beijaram. Tinham feito os votos um para o outro, sem precisar que ninguém testemunhasse o seu amor. Ficaram embaixo da tenda até as estrelas brilharem no céu sem lua.

Agora, assim como na noite passada, eles estavam sozinhos. Não precisavam da companhia dos demais. Ela apenas precisava dele, e ele dela. Como que saindo do transe, eles olharam um para o outro e então para o espaço ao redor deles. Um sorriso se formou no rosto dele e ela escondeu seu riso nos ombros dele.

- Quando foi que eles todos foram embora? – ele perguntou.

- Eu não sei. – ela riu. – Ah, que vergonha.

- O quê? Eles não vão nos culpar, só por que nós... – ele olhou em seu relógio. – Ignoramos todo mundo pelas últimas, eu diria, duas horas. – ele brincou.

- Graças a Deus que a imprensa não estava aqui. Posso imaginar o que diriam.

- Esqueça a imprensa. Pode imaginar a gozação que Fred e Jorge farão conosco? – ele perguntou sério.

- Vou te proteger deles. – ela disse enquanto deslizava seu dedo pela face dele.

- Eu não ficaria surpreso se você fizesse isso. – ele disse, enquanto a puxava para si e tomava sua boca num beijo ardente.

Assim que Gina recuperou seus sentidos novamente, ela olhou para seu marido.

- Harry, onde vamos ficar essa noite? – ela perguntou.

- Hum, eu não sei. Professor Dumbledore disse que cuidaria dos preparativos. Eu sei que os elfos domésticos levaram o malão de Ron para a torre. Espero que a gente não fica lá com todo mundo. – ele corou.

- Ah, você tem planos para hoje à noite, que minha família não deveria ver ou ouvir? – ela provocou.

- Pode apostar que tenho, Sra. Potter! – ele disse, suspendendo ela e a girando. – Vamos procurar o Professor. Espero que ele tenha preparado algo diferente para nós.

Assim que entraram no Saguão de Entrada, ninguém menos que o Professor Dumbledore encontrou com eles.

- Ah, vejo que tiveram a última dança da noite. – ele sorriu para os dois.

- Sim, senhor. – Harry corou.

- Venham, vou lhes mostrar seus aposentos para a noite. Evidentemente, sintam-se à vontade para ficar por quanto tempo quiserem. – ele adicionou.

Os três andaram pelo castelo, e Gina foi a primeira a perceber para onde estavam indo.

- Esse é o caminho para a minha… quero dizer, para a nossa sala. – ela disse, olhando para o professor.

- Sim. – ele disse sorrindo. – Pensei que seria apropriado. Afinal, não foi lá que tudo começou?

- Sim. – Harry corou novamente. – Obrigado.

Quando os três ficaram de pé em frente à entrada para a sala secreta, Dumbledore deu-lhes boa noite.

- Como eu disse, fiquem por quanto tempo quiserem. Vou mandar enviar o café da manhã de vocês para cá assim que acordarem. Não precisam se apressar pela manhã. Duvido que alguém espere encontrar vocês no café de qualquer maneira. – ele sorriu e deu uma piscadela para Harry antes de se virar e ir embora.

Quando fecharam a porta, Harry e Gina caíram na risada.

- Bem, pelo menos não foi minha mãe que veio nos dar boa noite. Isso sim teria sido bastante constrangedor. – ela riu.

- Ou pior, Fred e Jorge. Ah, espera, pior ainda... – ele disse.

- Sirius e Remo. – ela terminou por ele. Mais uma vez, tiveram um ataque de risos.

- Ok, Sra. Potter, chega de conversa sobre família. – ele olhou seriamente nos olhos dela.

- Isso funciona para mim, Sr. Potter. – ela o puxou para si e o envolveu num beijo ardente.

Quando se separaram, olharam-se nos olhos. Ambos os rostos brilhavam de excitação. Harry foi o primeiro a olhar em volta da sala, o que ele viu o surpreendeu. Em vez de apenas um sofá e uma pequena mesa de café, a sala agora tinha uma área de refeição também. Uma mesa de café redonda, cercada por duas poltronas pretas e largas, e um enorme buquê de rosas vermelhas, brancas e rosas adornava a mesa. Em frente à lareira havia um extenso tapete, que para Harry parecia muito confortável. Antes que ele falasse alguma coisa, Gina pegou sua mão e o guiou em direção a uma porta, uma porta que não estava ali da última vez que eles estiveram na sala. Ele a abriu para ela, e eles entraram juntos. Ali, diante deles, estava a cama de dossel mais magnífica que Harry já vira. A exclamação que Gina deixou escapar lhe disse que ela nunca tinha visto nada como aquilo diante dela também.

Gina apertou sua mão.

- Pode me ajudar a abrir meu vestido? Quero trocar de roupa. – a voz dela tremeu um pouco, e ele sabia que ela estava nervosa.

- Claro. – ele falou com um sorriso. – Vire-se. – ele tentou fazer o melhor com os botões nas costas da roupa dela, mas parecia que estava tendo um probleminha com eles. – Gin, como você entrou nessa coisa?

- Mamãe e Hermione me ajudaram. Você tem que passar a voltinha por cima do botão. – ela explicou.

Aquele parecia ser o truque, mesmo que os dedos dele estivessem tremendo, estava conseguindo abrir o vestido dela rapidamente. Em alguns instantes, ela poderia ir trocar de roupa.

- Volto em poucos minutos. – ela disse timidamente. – Você se importaria muito se eu tomasse um banho?

- Não. – ele disse, aliviado. – Leve o tempo que precisar. Eu não vou a lugar algum. – ele se inclinou para beijá-la suavemente.

Harry também estava nervoso. Sabia que poderia ter dito isso a ela, mas uma parte de seu cérebro o impediu. Ele examinou o quarto mais uma vez e percebeu que Sirius devia ter dado uma mão na arrumação. Alguns indícios da conversa que ele e Sirius tiveram estavam evidentes em todo lugar. A conversa foi do tipo que ele nunca quisera ter, mas no final, ele ficou grato. Duvidava que seu pai tivesse lhe contado os detalhes que Sirius lhe contara. Duvidava que se sua vida tivesse sido diferente, não cheia de tanta dor, Sirius teria sido tão solidário. Seu padrinho queria que eles tivessem uma vida feliz e ele sabia que Harry era um tanto ingênuo quando se tratava de assuntos do coração. Harry sorriu quando viu o champanhe no balde de gelo ao lado da bandeja com morangos cobertos de chocolate. Quando pisou no tapete, sentiu os feitiços de amortecimento funcionar. Foi então que viu o bilhete encima da lareira.

Harry,

A lareira foi trancada. Feitiços silenciadores foram colocados em "TODOS" os cômodos. Certifique-se de trancar todas as portas (Fred e Jorge estão no castelo, preciso dizer mais alguma coisa?). Aproveitem e relaxem. Amo os dois.

Sirius

Harry sorriu ao ler o bilhete, aquilo o deixou feliz, mas ao mesmo tempo constrangido. Saber que as pessoas sabiam o que ele e Gina iriam fazer... Bem, não iria se preocupar com isso. Imaginou por quanto tempo ela ficaria no banheiro, então se lembrou do que Sirius lhe dissera: "Sob nenhuma circunstância você vai entrar lá, a não ser que ela te chame. Uma garota quer um pouco de privacidade antes de se preparar para sua primeira noite, e você não quer pressioná-la".

Supôs que seu padrinho estava certo. Gina não parecia querer que ele fosse atrás dela, e ela deixou isso claro quando trancou a porta do banheiro. Não que ele fosse se convidar para entrar lá– não ainda, pelo menos – mas seria uma coisa a menos para se preocupar. Antes que se esquecesse, trancou a porta principal da sala, bem como a porta do quarto. De volta ao quarto, deu outra olhada na cama, sentiu o calor subir por seu rosto. Repousando sobre a cama havia um par de boxers – pela textura delas, eram de seda –, e próximo a elas, havia um roupão combinando. Ele imaginou quanto prazer Sirius sentiu ao preparar aquela noite especial para eles.

Harry, então, observou os itens que o tinham feito se contorcer na cadeira quando estivera sentado de frente a Sirius no dia da conversa. Sobre uma prateleira, acima da cabeceira da cama, estavam diversos itens, dos quais dois eram óleos corporais perfumados e com sabores. "Usados para aguçar os sentidos e tornar a viagem muito mais fácil", foi a frase que Sirius usara. Mesmo agora, Harry queria morrer. Outro item na prateleira era o Feitiço Contraceptivo do Dr. Zog, e isso também o fez corar. Não era o pensamento no feitiço que o deixava embaraçado, era a razão pela qual precisavam dele. Gina, em sua ousadia, tinha procurado o Professor Snape para uma tarefa especial. Ela teve a audácia de pedir ao homem para lhe mostrar como preparar a poção contraceptiva mais forte que ele conhecia. Snape concordou, afirmando que iria fazê-lo "apenas para retardar o inevitável tormento de ter outro Potter em sua sala de aula". Ele também lhe perguntou se ela queria uma poção que durasse uma década ou duas. Por mais que o odiasse, Harry tinha que lhe dar crédito, o homem tinha sagacidade.

Havia alguns itens na prateleira que Harry não reconheceu, mas ele não queria saber o que eram e nem como era usados. Colocou-os na gaveta da mesa de cabeceira. O último item era um pequeno balde de gelo, cheio do que Harry esperou ser gelo, ela não sabia o que fazer com aquilo também, mas deixou onde estava.

Decidiu ir ao banheiro do seu lado do quarto, e se preparar para a noite também. Nunca imaginou que ficaria tão nervoso, não apenas por causa de Gina, mas por causa de Sirius também. Ele rezou para quem quer que estivesse controlando sua vida lá de cima, "por favor, não deixe Sirius me perguntar sobre essa noite".

Depois de tomar um banho rápido e refrescante, ele saiu do banheiro mais uma vez, agora vestido com a boxer e o roupão. Gina ainda estava no banheiro. Podia ouvi-la caminhar. Ponderou chamar por ela, mas pensou melhor. Quando ela estivesse pronta, ela iria sair. Ele esperava.

Ela não o fez esperar muito. Ao entrar no quarto, ela diminuiu a luz das velas. Após apreciar a beleza que estava diante dele, ele soube que teria esperando para sempre por ela. Ele já tinha visto ela de camisola antes, mas não como aquela. Suas camisolas eram de brancas, de algodão, abotoadas quase até a gola. Às vezes ela usava uma das camisas velhas dos seus irmãos, que escondia ainda mais do que as camisolas. Pequenas tiras estavam presas em seus ombros, mas Harry sabia que com um movimento de seus dedos, a camisola cairia. No entanto, ela era muito bonita para fazer isso agora. O cabelo dela, que tinha sido puxado para cima naquela manhã, formando uma tempestade de cachos sobre sua cabeça, estava agora formando grandes ondas que cascateavam sobre seus ombros. Ele admirou suas curvas, seus quadris bem torneados e o volume de seus seios, que não mais estavam fora de vista. O desejo cresceu dentro dele, como nunca antes. Tudo que ele queria naquele momento era tocá-la.

- Pelo seu sorriso, você gostou da minha camisola. Mamãe comprou para mim. Ela disse que eu devia usar algo especial essa noite. – ela sorriu docemente para ele.

- É linda, assim como você.

Ela se moveu em direção a ele, com todas as emoções estampadas em seu rosto. Ela estava excitada, com medo, mas acima de tudo apaixonada por ele. Ele sabia que ela confiava nele e ele queria fazer por merecer aquela confiança. Segurou o rosto dela com as mãos e lentamente a puxou até ele. Um beijo que começou recatado, logo se tornou em desejo ardente quando ela deu acesso a ele. Ele queria ser parte dela, queria sentir o gosto dela, e ela lhe concedeu aqueles desejos.

Mais uma vez ela tomou a iniciativa. Quando pararam o beijo, ela o conduziu para a cama. Nervoso, ele deslizou para o meio da cama, e ela se juntou a ele instantaneamente. Ele estava nervoso por mais de uma razão. Ele não tinha certeza se estaria dormindo naquela cama pela manhã ou se iria acordar sobre o chão. Gina parecia estar distraída com os mesmos pensamentos.

- Ah, esse lençóis são um pouco demais, não acha? Espero não escorregar durante a noite. – ela brincou.

- Eu estava pensando a mesma coisa. Essas boxers não estão ajudando muito. Estou deslizando em todo lugar. – ele respondeu com uma risada.

- Ah, bem, talvez devemos apenas tirá-las e ver se você se acalma um pouco?

Harry olhou admirado para ela. Mesmo que aquilo fosse o que ele queria fazer, pensar em fazer aquilo o aterrorizava. Ele engoliu em seco, seu pomo de adão moveu-se em sua garganta.

- Vamos fazer um acordo. – ela olhou direto nos olhos dele. – Você tira a sua e eu tiro a minha.

- Tenho um melhor. – ele disse. – Eu tiro a sua e você tira a minha.

Ela não respondeu e veio até ele, a paixão ascendeu entre eles. Aquele beijo, embora lento e suave, era profundo. As mãos de Harry subiram por sua camisola até a altura dos seus seios e ele os tocou gentilmente. Com seus polegares, ele lentamente acariciou os mamilos dela, enquanto continuava a beijá-la. O gemido que ela deixou escapar disse-lhe que estava fazendo a coisa certa. As mãos dela também estavam ocupadas, ela acariciava os ombros e as costas dele. Enquanto ela circulava e massageava, ele gemeu para que ela continuasse.

À procura de ar, Harry parou para respirar, e quando aquela necessidade foi satisfeita, ele desceu a boca até a garganta dela. Ele sabia que ela estava apreciando o que ele estava fazendo, pois ela jogou a cabeça para trás e o puxou para mais perto de si. Os beijos dele foram de sua garganta para acima do peito dela, e ele buscou seu olhar, pedindo aprovação. Ela sorriu docemente, e removeu as tiras que prendiam sua camisola em seus ombros. Ele sorriu e mais uma vez beijou-a na boca, enquanto suas mãos agora acariciavam seus seios nus. Como antes, a boca percorreu seu corpo, mas ele parou no declive dos seus seios, e mais uma vez olhou para ela.

- Está tudo bem. – ela disse suavemente. – Eu sou sua agora. Eu me entrego a você.

Lentamente ele desceu a boca pelo corpo dela, lambendo e sugando seus seios. Os gemidos suaves e as mãos dela em sua cabeça mostraram-lhe que ela estava gostando tanto quanto ele. Ele não conseguia obter o bastante dela, não acreditava em quanto tempo eles tiveram que esperar. Ele queria lhe mostrar o quanto a amava muito antes disso. Recuperar o tempo perdido seria mais prazeroso do ele podia imaginar.

Ela puxou a cabeça dele para cima, em direção a sua boca mais uma vez. Dessa vez, as mãos dela não ficaram em suas costas. Aos poucos, ela moveu-as para baixo, até encontrar a tira de sua boxer de seda. Pouco a pouco, ela correu um dedo por baixo do cós e então também procurou o olhar dele, pedindo aprovação. Ela quase riu, tanto pelo sorriso no rosto dele, quanto pela cor de seu rosto: ele estava ferozmente corado. Ela avançou lentamente pela boxers e a puxou para baixo, e, com a ajuda de um pé bem posicionado, conseguiu retirá-las totalmente. Ele, então, libertou-a de sua camisola e atirou-a para fora da cama, junto a sua boxer que estava no chão.

Eles nunca tinham estado juntos daquela maneira. Ele nunca tinha sentido a maciez do corpo nu dela sobre o seu. Um sentimento queimou dentro dele, e ele soube que era ali que queria estar para o resto da vida. Fazia algum tempo que ele sabia que ela era a única para ele. Ele sabia que eles iriam se encaixar dessa forma: perfeitamente, como se no passado eles tivessem um só corpo, apenas para serem separados e então se unirem novamente agora.

Eles exploraram o corpo um do outro com seus beijos. Ela estava provocando nele as mesmas sensações que mais cedo ele provocara nela, ao descer pelo corpo dele lambendo e sugando. Ela olhou para ele apreensiva, ele sabia que ela não tinha certeza se devia continuar. Gentilmente, ele a trouxe de volta para si, e a abraçou enquanto falava.

- Não quero que faça nada que não esteja preparada para fazer. Sei que estamos casados, mas temos uma vida inteira para explorar e aprender o que cada um de nós aprecia. Podemos conduzir as coisas na velocidade que você desejar. – ele disse amorosamente.

Ela olhou nos olhos dele, mostrando gratidão em seu rosto, e o beijou profundamente, antes de abraçá-lo com força.

- Eu quero fazer amor com você. – ela disse com firmeza.

- Você tem certeza? – uma agitação nervosa camuflada em sua voz.

Ela assentiu e então aquele brilho malicioso estava nos olhos dela.

- O que foi? – ele riu. – Eu conheço esse olhar, eu deveria ficar preocupado?

- Não. – ela inspirou. – Estava apenas imaginando o que estava naquelas garrafas, e quem as colocou ali. Também percebi que estão faltando alguns itens.

Se Harry pudesse rastejar para baixo da cama, ele teria feito. Ele não fazia ideia que Gina tinha visto os itens que Sirius colocara na prateleira. Ele decidiu que a melhor coisa a fazer era contar a ela sobre eles. Ela não estava tão chocada quanto ele achou que ficaria. Ela explicou que tivera um pouco mais de educação naquele assunto. Parece que as paredes da Toca não eram tão espessas quanto se podia imaginar, e seus irmãos costumavam falar alto demais. Então, ela o surpreendeu novamente.

- Eu não gostaria de machucar os sentimentos de Sirius. – um pequeno beicinho se formou nos lábios dela. – Ele se esforçou tanto, deveríamos provar um. O que você acha, morango ou chocolate?

Harry sorriu e sua mão agarrou a garrafa de óleo corporal de chocolate. Ele pingou um pouco nos lábios dela e então desceu até sua boca.

- Deliciosa. – ele sorriu e lambeu os lábios dela e em seguida aprofundou o beijo.

Gina devia ter apreciado o sabor também, visto que o beijou ferozmente. Ela pegou a garrafa e escorreu o óleo pelo pescoço dele até a base de seu ombro. Ele sabia que ela estava ciente dos seus pontos sensíveis por conta dos encontros inocentes que tiveram anteriormente, e essa era definitivamente um deles. Lentamente, a língua dela explorou seu pescoço, e arrepios percorreram pelo corpo dele quando ela desceu ainda mais. Quando ela sugou seu mamilo ele estremeceu e ela olhou para ele com um dos sorrisos mais doces que ele já vira. Ele trouxe a boca dela até a dele mais uma vez e em seguida rolou-a de costas. Ele tinha molhado seu dedo no óleo e estava agora o esfregando em seu seio em movimentos circulares. Ela parecia estar gostando daquilo tanto quanto ele. Quando ele não conseguiu mais esperar, começou a devorar os seios dela, enquanto ele gritava por ele.

- Harry. – ela chamou baixinho.

- Hum?

- Me toque, por favor. – ela quase implorou.

Ele olhou para ela, sabia que confiava nele, então desceu sua mão pelo corpo dela, até seu ponto mais sensível. Lentamente, sua mão se moveu e a acariciou. Ele podia senti-la pular ligeiramente sempre que ele centralizava numa área em particular. Ele retirou sua mão e olhou para o óleo que estava na prateleira. Ele pegou a garrafa e espremeu uma quantidade razoável em seus dedos. Novamente, sua mão fez contato com ela. Ele concentrou seus esforços numa área em particular, e em poucos instantes soube que fez a decisão correta. Gina estava respirando profundamente e seus quadris se moviam junto com a mão dele. Ele estava radiante por estar proporcionando aquele prazer a ela, e continuou com sua missão. Enquanto sua mão a acariciava, sua boca continuou com o ataque frontal, o que pareceu dar mais prazer a ela. Ela deixou escapar um som rouco pela garganta e implorou para que ele continuasse. Alguns momentos depois, o corpo dela convulsionou em torno de sua mão, enquanto ela respirava pesadamente, com os olhos fechados e um inegável sorriso em seus lábios.

Instantes depois, ela o puxou para si e começou a beijá-lo febrilmente, puxando o corpo dele contra o dela. Ele respondeu ao posicionar seu corpo sobre o dela e beijá-la com vigor. Ele sentiu-a agarrá-lo com a mão, era uma sensação nova e prazerosa. Em algum momento, ele não sabia quando, ela deve ter feito uso do óleo novamente. Ela estava levando-o a um patamar febril, e isso devia estar estampado no rosto dele. Ela se moveu um pouco e passou suas pernas ao redor dos quadris dele. Ele olhou profundamente nos olhos dela, quase com medo de fazer a pergunta. Ela trilhou a outra mão pelo rosto dele e assentiu com um leve sorriso em sua face. Lentamente, para não machucá-la, ele deslizou para dentro dela. Tentou parar quando a sentiu estremecer, mas ela não iria permitir que ele parasse.

- Não, continue, está tudo bem. Eu quero isso. – ele disse enquanto o beijava novamente.

Ele continuou e então deslizou para fora dela. A sensação que aquele pequeno movimento lhe causou foi algo que ele nunca sentira antes. Moveu-se novamente para dentro dela, e o ritmo o levou para um lugar que nunca estivera antes. Era tão prazeroso, que ele pensou que tinha deixado o próprio corpo e estava flutuando pelo céu. Quase rápido demais, uma onda passou por seu corpo e ele sentiu toda sua energia ser drenada. Ele caiu encima dela, respirando pesadamente, e desejou ficar naquela posição para sempre.

- Então, eu presumo que, pelo sorriso idiota que está em seu rosto há pelo menos uns cinco minutos, você gostou. – ela o provocou.

Ele não respondeu, seu sorriso ficou ainda mais largo e ele a segurou firmemente contra si, sem querer soltá-la nunca mais.

- É bom que não esteja dormindo, senhor.

- Eu não estou dormindo. Estou revivendo a última meia hora em minha mente. Muito obrigado!

- Venha, vamos revivê-la no banheiro. Gostaria de tomar um banho, e quero que esfregue as minhas costas. – ela disse como se fosse a coisa mais natural do mundo.

- Me pergunto quando foi que você começou a me dar ordens.

- Ah, bem, se você não quiser…

- Não, não. Eu quero, eu quero. – ele disse enquanto se levantava e a puxava da cama. – Venha, Sra. Potter.

- Estou indo, Sr. Potter. – ela parou e olhou para ele com algumas lágrimas nos olhos. – Eu te amo.

Os olhos dele também estavam brilhando.

- Eu agradeço a Deus todos os dias por saber que você me ama. Eu te amo, mais do que você jamais saberá.

Ele e a pegou em seus braços, e levou sua boca à dela. Ficaram naquela posição por algum tempo.

FIM!

N/T: Gente, passei um século fora do mundo das ff. Daí então encontrei uma série super bacana (A Trilogia do Dark Prince da Kurinoone), li, amei e comecei a pensar em traduzir uma história H/G baseada nessa série. Por esse motivo, fui dar uma olhada nas minhas duas fics publicadas e foi então que vi que não tinha publicado o epílogo de The Gift! Gente, como assim? Daí fui traduzí-lo, e entendi o porquê! Como eu era bem mais nova na época, acho que me senti constrangida em traduzir essas cenas mais quentes kkkkk ^^ Mas, missão cumprida! Traduzi e está ai! Não sei se ainda têm leitores para lê-lo, mas está valendo! :D Beijinhos.