Obrigado por todos os reviews! Espero que gostem de mais esse capítulo!

Responderei aos reviews logados no último Cap, como tenho feito em minhas fics e não se preocupem, ainda não será no próximo... rsrsrsrsrs

Michelle, minha linda, mesmo vc já sabendo tudo o q vai acontecer, espero que esteja curtindo a sua fic... :3

Beta: Pérola.

Capítulo Dez

Jensen acordou e sorriu ao sentir o peso do braço do moreno em volta dele. Suspirou e se lembrou de tudo o que conversaram na noite anterior.

Jensen havia ficado desesperado quando o moreno disse que eles não podiam ficar juntos, e quando começou a ler o diário, entrou totalmente em pânico. Achou que o moreno estava brincando com ele e com seus sentimentos.

Ainda era difícil acreditar naquilo tudo, mas ele confiava em Jared. E o amava acima de tudo.

"Não sou lunático Jensen... Eu sou realmente do futuro."

"Lembra quando eu te falei que eu tinha te amado antes de te conhecer?"

"Eu precisava te conhecer Jensen... Eu vim do futuro porque eu precisava te conhecer!"

Jensen riu. Jared era definitivamente louco. Viajar no tempo para conhecer alguém? No fundo, o loiro se sentiu feliz e até lisonjeado com tudo aquilo. Jared provavelmente poderia ter o homem que quisesse em 2012, mas o escolheu, cruzando os limites do tempo e espaço somente para conhecê-lo.

O ator suspirou novamente, totalmente apaixonado. Se virou e encarou Jared, passando em sua mente a explicação que ele lhe dera sobre a "viagem". Parecia ser fácil demais, mas com certeza não era.

Continuou observando seu amor dormir. Não foi à toa que achou o moreno diferente de tudo o que ele já vira. Jared dizia coisas sem sentido e que fazia Jensen rir. Agora ele sabia o motivo de tudo aquilo.

Sabia que o moreno sofreria por causa de sua família, mas Jensen o faria o homem mais feliz do mundo, não deixando nunca seu amor se arrepender de sua escolha. Não queria que Jared fosse embora.

Jensen se lembrou da moeda e estremeceu. Jared não podia olhar para ela de jeito nenhum.

Levantou devagar para não acordar o moreno e com cuidado e sem fazer barulho, abriu a mala do escritor, pegando a moeda de dentro do bolso.

Queria guardá-la em algum lugar em que o moreno nunca a visse, tinha medo de que ele a olhasse sem querer. Jared se mexeu e se espreguiçou e Jensen abriu sua gaveta de meias e cuecas, guardando-a dentro de uma meia. Depois procuraria um lugar melhor.

- Bom dia... – Jared levantou a cabeça e sorriu. – O que está fazendo?

- Eu ia tomar banho e estava separando a minha roupa. – Jensen se aproximou da cama.

- Vai me convidar pra tomar banho com você? – Jared o puxou e perguntou em seu ouvido.

- Com certeza... – Jensen riu.

oOo

- Oh Jensen... – Jared gemeu.

Estava de quatro e Jensen brincava com a língua em sua entrada. Não tinham nem conseguido sair da cama e o banho havia ficado pra depois.

O moreno movimentava o quadril, enquanto bombeava o próprio membro. Tinha os olhos fechados e sussurrava palavras desconexas em meio aos gemidos.

Jensen abriu mais as nádegas do escritor e passou a foder Jared com a língua, arrancando gritos do mais velho.

- Oh Jensen! Assim eu vou gozar... Não vou aguentar... – Jared disse e xingou alguns palavrões. Estava no seu limite.

O loiro passou a massagear as bolas e o períneo do moreno, sem interromper a carícia e foi o suficiente pra fazer Jared convulsionar e jorrar seu prazer no lençol, gritando o nome do loiro.

- Continua assim Jared. – Jensen pediu e introduziu seu membro devagar na entrada apertada do outro, que estava molhada com a sua saliva.

Passou a investir do jeito que ele sabia que Jared gostava, metendo e tirando todo o seu membro de dentro dele.

- Oh Jared... – Jensen estava quase gozando, e pediu para o moreno se virar de frente para ele.

Jensen se deitou sobre o corpo do namorado e o beijou na boca, se esfregando nele e roçando seu membro duro no do moreno, que já começava a despertar novamente.

Jared afastou seus lábios e chupou seu dedo, o levando até a entrada do loiro. Jensen gemeu alto e continuou com a fricção no membro do namorado, só parando quando percebeu que Jared estava duro outra vez.

Jensen se afastou e desceu o corpo, abocanhando a ereção do moreno, a sugando com vontade, fazendo Jared ira até o paraíso e voltar com sua boca carnuda e língua atrevida.

O moreno já gemia descontroladamente quando Jensen abriu suas pernas, soltou seu membro e o penetrou novamente, investindo forte, massageando o ponto especial de Jared.

- Oh Jensen! Jensen! – O moreno agarrou seu membro e passou a manipulá-lo com urgência, gemendo cada vez mais alto o nome do namorado.

- Goza comigo Jared... – Jensen tinha a voz estrangulada e gozou no exato momento em que Jared se contraiu em seu membro e sujou o próprio abdômen com seu prazer.

- Nossa... – Jensen estava ofegante e trêmulo. Havia gozado forte dentro de Jared, que estava com os olhos fechados e tinha um sorriso bobo no rosto.

Saiu de dentro do moreno e deitou ao seu lado, ambos com a respiração falhando.

- Aquele convite para tomar banho com você ainda está de pé? - Jared perguntou e sorriu em seguida.

oOo

- Que horas são? – Jared perguntou enquanto devorava seu café da manhã.

- Nove horas...

- Vamos sair que hora?

- Jared... Eu tava pensando... Você poderia me encontrar na hora do almoço no hotel, o que acha? E a tarde, você...

- Jeffrey né?

- Ele vai ficar pegando no nosso pé, com certeza.

- Tudo bem amor. – Jared pegou na mão do loiro. – Eu vou dar uma volta pela cidade e depois te encontro no hotel.

- Do que você me chamou? – Jensen sorria abertamente e Jared classificou aquele como um dos mais bonitos desde que ele "vira" Jensen pela primeira vez, no museu do hotel em 2012.

- De amor, por que é isso que você é... Meu amor... – Jared o beijou demoradamente.

Se Jensen estivesse em um sonho, ele não queria acordar nunca mais.

- Isso é um sonho Jared? – Jensen perguntou ao separar seus lábios.

- Não... – O moreno sorriu e depois suspirou. – Jensen... Eu... Sobre nós assumirmos o nosso relacionamento, eu acho que deveríamos ir com calma...

- Você tem razão.

- Eu te amo e você me ama, e só isso importa. Não precisamos da aprovação de mais ninguém.

- Eu sei... Não quero a aprovação de ninguém. Só queria que minha família soubesse quem é o responsável pela minha felicidade. – Jensen sorriu.

- Eu quero conhecer a sua família, e se te for fazer feliz me apresentar a eles como seu namorado, eu vou adorar. Mas quanto às outras pessoas, vamos continuar sendo discretos ok? Não quero que se prejudique por minha causa.

- Eu te amo... – Jensen sorriu novamente e o puxou para outro beijo.

Terminaram de tomar café e depois de se despedirem inúmeras vezes, combinando de se encontrarem na hora do almoço no restaurante do hotel, Jensen saiu de seu apartamento, se encontrando com Danneel.

- Bom dia! – Ele sorriu e a beijou e abraçou apertado. Jensen não havia dormido quase nada, mas estava feliz e radiante.

- Bom dia... Onde está o Jared?

- Ele vai encontrar com a gente só na hora do almoço. – Eles se encaminharam ao carro do loiro.

- Vocês se acertaram?

- Sim...

- Ele conseguiu te convencer de que estava fazendo uma burrada ao querer assumir o relacionamento de vocês?

- O quê? - Jensen a encarou.

- O Jared é sensato Jensen... – Danneel sorriu e o loiro abriu a porta do carro para ela.

- Nós conversamos e nos acertamos. - Jensen teve vontade de contar da viagem no tempo, mas achou melhor a amiga ainda não saber. – E sobre assumir o nosso namoro, eu só vou apresentá-lo a minha família. Por enquanto... – Jensen piscou o olho para ela e deu a volta no carro.

- Você não tem jeito mesmo né? – Danneel sorriu.

- Não... E você já deveria estar acostumada com isso. – Jensen sorriu e deu partida no carro.

Jared se arrumou e foi até o centro. Caminhou pelas ruas enquanto pensava em sua vida. Já tinha tomado a decisão de ficar em 1950, então precisava dar um rumo a ela. Seu dinheiro estava acabando, e ele precisava de um emprego.

Conversaria primeiro com Jensen, pois não sabia se depois que a peça acabasse, o loiro continuaria morando em Green Bay. Precisaria também comprar um terno, não poderia ir a uma entrevista sem ele.

Comprou um jornal e sentou em uma lanchonete. Abriu nos classificados e sorriu, sentindo o coração acelerado. Mas depois de ler todos os anúncios de emprego, suspirou desanimado, pois nenhum lhe interessara.

Pediu uma xícara de café e pensou se seus livros fariam sucesso nos anos 50. Teria que modificar bastante sua forma de escrever, se não quisesse que o livro fosse censurado. As cenas de sexo, mesmo que não explícitas, teriam que ficar de fora.

Pensou em Jensen. Sabia que tinha uma bela história de amor em mãos, e que com certeza seria um sucesso. Só era uma pena ter que adaptá-la, pois os protagonistas não poderiam ser dois homens.

Sorriu novamente e olhou no relógio. As horas estavam passando devagar demais e ele já estava morrendo de saudade do loiro.

oOo

Assim que terminou o ensaio, Jeffrey veio na direção de Jensen e Danneel.

- Cadê o primo? – Perguntou com sarcasmo.

- Olá Jeffrey. Meu primo ficou em casa, obrigado por perguntar. – Jensen respondeu igualmente sarcástico.

- Ele está hospedado na sua casa?

- Está sim... – Jensen percebeu o sorriso maldoso do diretor e se irritou. - O que foi Jeffrey?

- É que, bem... Estão correndo uns boatos aqui e eu queria só esclarecer... Esse teu primo tem um jeito meio Mandrake* e...

- O que está querendo insinuar com isso?

- Você sabe o que eu penso sobre isso e eu não admito que...

- Você não admite gays na sua companhia, todo mundo já sabe disso.

- Eu não estou falando da companhia, estou falando de seu...

- Meu primo, eu sei... Está preocupado com a sexualidade dele por quê? Ele não trabalha pra você.

- Jensen, eu só estou preocupado porque se esse seu primo for gay, ele pode te contaminar com essa... Doença dele e...

- Como é que é? – O loiro perguntou indignado.

- Você é meu ator principal e...

- Você acha que homossexualidade é uma doença que pode ser transmitida Jeffrey? É isso?

- Não exatamente transmitida, por ser uma doença mental. Mas já foi comprovado que se você conviver muito tempo com...

- Doença mental? – Jensen riu. – Acho que o maluco aqui é você!

- Jensen, já foram feitas várias pesquisas e...

- E todas estão erradas! – Jensen gritou.

- Olha Jensen eu não quero discutir com você. Eu só quero saber se esse seu primo é...

- E se for? Qual o problema? Vai proibir a entrada dele no teatro? Você acha que dentre todos os espectadores não tem nenhum gay?

- Por que está exaltado desse jeito?

- Porque eu to cansado de gente igual a você! Pessoas ignorantes que acham que nós temos algum problema, alguma doença e... – Jensen parou de falar, percebendo que falara demais.

- Nós? Como assim nós Jensen?

O loiro olhou em volta, vendo que outras pessoas prestavam atenção na discussão deles.

- Eles! Eu quis dizer eles! Ah Jeffrey me deixa em paz! – Jensen se afastou.

Jeffrey o olhou desconfiado. Na verdade, os boatos eram sobre o loiro e o tal primo. Diziam que eles viviam de sorrisinho e conversinha pelos cantos ou se trancavam no camarim, e o diretor não estava gostando nada disso. Tinha que descobrir se esses boatos eram verdade e tomar uma atitude, mesmo que isso custasse perder seu ator principal.

Jensen chamou Danneel e eles se encaminharam para o restaurante, onde se encontraram com Jared.

- Oi... – O moreno sorriu.

- Oi Sansão. – Jensen forçou um sorriso.

- O que aconteceu?

- O idiota do Jeffrey, falando besteira...

- O que houve dessa vez? – O moreno quis saber, enquanto afastava a cadeira para a ruiva se sentar.

- Nada... Não quero falar sobre isso e estragar nosso almoço. – Jensen respondeu e se sentou ao lado do moreno.

Jared olhou para Danneel, que deu de ombros. Se Jensen não queria contar que a discussão fora por causa da sexualidade de Jared, não seria ela quem iria contar.

- Então, o que fez até agora? – Jensen perguntou ao escritor depois que seus pedidos foram anotados pelo garçom.

- Fui até o centro, comprei o jornal, e dei uma lida na parte de empregos.

Jensen sorriu. Não cabia em si de tanta felicidade.

- Emprego? – Danneel perguntou.

- Eu não te contei Dan... Mas... Eu e o Jared resolvemos morar juntos.

- Quando decidiram isso? – Todos falavam baixo.

- Ontem à noite. – Jensen respondeu.

- Vocês não acham que estão se arriscando demais? O certo seria cada um ter sua casa para não levantar suspeitas.

- Assim que eu conseguir um emprego, poderei alugar algo perto da sua casa.

- Mas eu quero dormir com você todo dia. – Jensen sorriu.

- E você vai... – Jared sorriu de volta e Danneel revirou os olhos, sorrindo em seguida.

Almoçaram em clima de total descontração. A ruiva volta e meia tinha que chamar a atenção dos dois, pois estavam dando muita bandeira.

- Dá pra olhar pro Jared com a cara menos apaixonada Jensen? – Ela brincou.

- Não... Não dá... – Jensen sorriu novamente e piscou para o escritor.

Terminaram o almoço e Danneel avisou que precisaria ir até a cidade. Jared e Jensen se ofereceram para ir com ela, mas a ruiva disse que era assunto de mulher e foi sozinha.

O loiro voltou ao teatro e Jared o acompanhou. Jeffrey não estava, e Jensen pediu para o moreno ficar com ele e o ajudar de novo com as falas.

Jared não quis ir, não queria trazer problemas a Jensen com Jeffrey. Mas depois de muita insistência do loiro, ele acabou concordando.

- Se não tivesse ninguém aqui eu ia te fazer gritar em cima desse palco agora mesmo... – Jensen sussurrou enquanto passavam o texto e Jared riu.

- Não fala assim Jensen... – Jared encarou a boca do loiro.

- Por que Jared? – O ator provocou.

Jared fingia que lia o papel, mas o que saía da sua boca era totalmente diferente do que estava escrito no texto.

- Porque eu to ficando de pau duro...

- Sério? – Jensen encarou o membro do moreno que realmente começava a marcar a calça. – O que acha de irmos até o camarim e eu te ajudar com isso?

– Serviço oral? - Jared mais gemeu do que falou e depois sorriu.

- Oral, manual, você escolhe... – Jensen mordeu os lábios e começou a andar. Jared olhou a sua volta e ninguém parecia estar prestando atenção neles. Mesmo achando que seria arriscado demais, seguiu o loiro até o camarim.

- Tem certeza que não tem ninguém? – Jared perguntou, observando Jensen voltar dos fundos do camarim.

- Não... – Ele respondeu depois de trancar a porta e abraçou o moreno, atacando seus lábios imediatamente.

Jared puxou a blusa do loiro para fora da calça e enfiou as duas mãos, alisando e apertando as costas do ator.

Jensen o empurrou, o encaminhando até o pequeno sofá. Jared se sentou e o loiro se ajeitou em seu colo, se esfregando nele, enquanto aprofundava o beijo.

- Sinceramente... – Uma voz ecoou dentro do camarim e eles olharam assustados na direção dela. Jensen se levantou e ajeitou a blusa. – Eu não sei se eu chamo a polícia ou se eu vomito!

Jeffrey andou até eles. Jared já havia se levantando e os três se encaravam em silêncio.

- Olha Jeffrey... – Jensen começou, mas foi interrompido pelo diretor.

- Eu quero que você e o seu... Que vocês dois... Sumam da minha frente. Não quero mais ver nem vocês e nem a vadia da Danneel aqui.

- Ela não é vadia! – Jensen se adiantou e encarou o mais velho com raiva.

- Ela é uma vadia e você é uma bicha nojenta... – Jeffrey também o encarava com fúria no olhar.

Jensen desferiu um soco na boca de Morgan que se desequilibrou e quase caiu. O loiro esperou que ele revidasse, e Jared ficou alerta, mas o mais velho apenas riu debochado e limpou com o dedo a pequena quantidade de sangue que saiu de seu lábio.

- Você têm dois minutos pra sumir daqui... – Jeffrey andou até a porta do camarim, a destrancou e saiu.

Jeffrey sabia que estaria pondo em risco a peça e sua companhia ao demitir Jensen e Danneel, mas tinha que dar o exemplo aos outros atores. Era homofóbico radical e preferia ir à falência a presenciar outra cena daquela.

- Jensen... Eu... – Jared começou. – Eu vou falar com ele e...

- Tudo bem Jared... – Jensen começou a pegar suas coisas e da ruiva. – Esse idiota vai se arrepender.

- Ele... Ele não pode te demitir... Jensen foi minha culpa.

- Jared, olha pra mim... – Jensen parou o que estava fazendo e encarou Jared. Estava nervoso e tremia um pouco. – Não é culpa de ninguém, aliás, se tem algum culpado aqui é esse idiota do Morgan...

- E a Danneel? A peça...? A sua carreira? Eu...

- Nós vamos dar um jeito em tudo está bem? Agora vamos... – Jensen pegou na mão do moreno e eles saíram do camarim.

- Boa sorte com a apresentação hoje à noite! – Jensen passou pelo diretor de mãos dadas com o Jared e sorriu.

Jeffrey os observou sair do teatro com ódio no olhar. Sabia que teria que cancelar aqueles dois dias de apresentação, pois precisaria de tempo até preparar outros atores para substituí-los, mas nem por um segundo pensou em voltar atrás em sua decisão.

Na saída do camarim, Jensen e Jared encontraram com Danneel chegando da cidade.

- Aonde vocês vão? – Ela perguntou.

- Dan... Precisamos conversar... – Jensen tentou manter a voz calma.

- O que aconteceu? – Ela olhou para a bolsa que o loiro carregava. – São as nossas coisas? O que houve Jensen?

- Dan... Nós fomos demitidos da companhia.

- O quê?

oOo

Danneel ficou inconsolável, e depois de culpá-los por tudo o que havia acontecido, se trancou em seu apartamento assim que chegaram ao prédio. Jensen tentou fazer companhia a ela, mas a ruiva não queria nem falar com ele.

- Como ela está? – Jared abraçou forte o namorado quando este desceu da casa da ruiva.

- Está péssima e não quer falar comigo.

- Jensen...

- Jared... – O loiro se aninhou em seus braços. – Não foi culpa sua, pare de repetir isso, por favor.

- Eu estraguei tudo.

- Não estragou nada. Quem te chamou para ir até o camarim fui eu.

- Eu não deveria ter ido.

- Mas você não consegue resistir não é mesmo? – Jensen levantou os olhos o encarando e sorriu.

- Não... – Jared esboçou um sorriso. – Não consigo.

Jensen o puxou pela nuca e o beijou.

- E agora Jensen, o que vamos fazer? – Jared perguntou quando separaram seus lábios.

- Estava pensando em passarmos uma temporada em Dallas ou em San Antonio quem sabe... Não tem curiosidade de conhecer o Texas dos anos 50, Sansão? – Jensen se afastou e abriu a porta de sua casa.

- Claro que eu tenho, mas... – Jared entrou e baixou a cabeça.

- Jared... Vai dar tudo certo... Eu estou feliz, estou bem.

- Não está preocupado por ter sido demitido? Não está preocupado com a sua carreira?

- Estou... Mas eu posso arrumar outro emprego, em outra companhia. – Jensen pôs a mão em seu ombro. – Quando eu te falei que queria assumir nosso namoro o plano era esse lembra?

- E Danneel?

- Ela também vai ficar bem... Jared confie em mim.

Jared o encarou e sorriu.

- Eu confio Jensen e eu te amo.

- Eu também te amo. – Jensen puxou o moreno para o quarto. Estava tenso, precisando relaxar e só conseguiria isso nos braços do seu amor.

oOo

Jared só conseguiu tirar um cochilo quando já estava quase amanhecendo. Passou a noite preocupado com o que aconteceria com Jensen e Danneel. Se Jeffrey quisesse acabar com a carreira de Jensen, ele tinha um prato cheio na mão e o moreno não conseguia não se sentir culpado.

Ainda tinha Danneel que estava com raiva deles, mas com certeza deveria estar com mais raiva dele do que do loiro.

Quando acordou, Jensen já havia se levantado e estava na cozinha.

- Bom dia... – O moreno o abraçou.

- Bom dia... Estou fazendo café pra gente.

- Conseguiu dormir? – Jared quis saber.

- Com aquele cafuné não tinha como eu não dormir. – Jensen sorriu e o beijou.

- Vou tomar banho e já venho está bem?

- Ok. – Jensen bocejou e o moreno sorriu.

Jared tomou banho e depois de se secar, entrou no quarto para pegar suas roupas, reparando que não tinha nenhuma meia limpa em sua mala.

- Jensen, pode me emprestar um par de meias? – Perguntou de dentro do quarto e depois de obter uma resposta positiva, o moreno abriu a gaveta onde o namorado guardava sua roupa íntima.

Se sentou na cama e quando enfiou o pé na meia, sentiu que tinha algo dentro dela.

- Jared! Espera!

- Espera o quê? - Jared respondeu no exato momento em que ele virou a meia e o objeto que estava lá dentro caiu na palma da sua mão. - Não...

- Jared! A moeda! – Jensen entrou no quarto e seus olhos se encontraram com os do moreno.

O quarto todo começou a girar e Jared ainda conseguiu escutar Jensen o chamando mais uma vez, antes de mergulhar na escuridão.

Continua...

*Mandrake = Afeminado

Próximo Capítulo

- Por quê? Por quê? – Se ajoelhou, perguntando em voz alta, com as mãos no rosto. Agora que tinha decidido ficar com Jensen e tinha contado toda a verdade ao loiro, o destino pregava aquela peça neles.

- Jensen... Meu amor... – Jared estava desesperado imaginando o que estava acontecendo com Jensen, ou melhor, o que havia acontecido, pois 62 anos o separava dele.

Depois de alguns minutos, guardou a moeda em seu bolso. Tinha que se acalmar. Precisava se acalmar se quisesse ver Jensen novamente.