Cap. X – Ministério da Magia.
Pov's Ellie.
Depois de ter batido a porta com força, cai na cama a fim de abafar o grito de raiva que sentíamos.
Eu disse que tínhamos de ter ido atrás deles.
Caso você tenha esquecido não sabemos onde eles foram!
Revirar a casa era um ótimo plano.
Respirei fundo para não descontar minha irritação em Ella, mas estava difícil, ainda mais sabendo que ela tinha beijado James.
Ah! Cala a boca! Você queria tê-lo beijado tanto quanto eu.
Não queria não! Ella, ele é nosso primo. Qual parte disso você ainda não entendeu?
A parte em que ele não é nosso irmão, e é totalmente gato. Ele correspondeu também. Brigue com ele.
Claro! Vou chegar para ele e dizer: Hey James! obrigado por ter correspondido um beijo com a outra garota que ocupa meu corpo! Isso foi totalmente errado!
Você é retardada ELLA?
Não, mas tenho certeza que ele diria que você é.
AH! Pelo amor de deus! – suspirei enterrando o rosto entre as mãos.
È pelo amor de Merlim.
O quê?
Pelo amor de Merlim, não Deus. Afinal agora somos bruxas. Será que eles oram por Morgana?
Cala a boca Ella!
Respirando fundo virei na cama vendo as horas. Já era quase 11hs... Meus primos já deveriam estar embarcando.
Você podia ir pedir para o Charlie nos levar á estação...
Porque você não pede?
Porque estou de castigo lembra?
Na hora de beijar James você é corajosa, mas quando é para ir enfrentar Charlie joga nas minhas costas!
Você é tão dramática Ellie.
E você insuportável Ella.
Ao menos eu sei me divertir!
AH! Por favor! Seu modo de diversão envolve álcool. Isso não é diversão!
Claro que é! Totalmente aproveitável!
Você não estava achando isso ontem, quando despertamos sentindo aquilo merda de ressaca! Aliás, muito obrigado novamente.
A cala a boca. Eu não obriguei ninguém a beber.
Não, você influenciou.
Que seja Ellie.
Você é tão antiquada! Sexo é vida Ellie!
Quando o corpo não é seu! Pimenta nos olhos dos outros é refresco!
O corpo é nosso! E você é uma velha!
Ao menos tenho responsabilidade, se fosse você por você teríamos no mínimo AIDS, ou estaríamos presas.
Se fosse por mim, nossa vida seria mais divertida.
_ Ellie? Posso entrar?
Reprimi o desaforo que ia dizer para Ella, e sentei na cama antes de respirar fundo para não brigar com Charlie novamente.
_ Pode Charlie.
Ele parecia nervoso. Não nervoso do tipo encabulado ou tenho uma noticia horrível para te dar, e nem algo constrangedor. Era como se ele tivesse deslocado.
_ Bom, eu. Bem. Queria saber se você quer ir almoçar fora, ou pedir alguma coisa, cozinhar não vai dar tempo.
Respirei fundo dando de ombros.
_ O que você quiser Charlie. Não é como se minha opinião contasse realmente.
Boa garota! Deixe-o se sentir culpado!
Ele suspirou e indicou o espaço na cama ao meu lado como se pedisse permissão para se sentar.
Consenti.
Ele respirou fundo uma, duas vezes antes de voltar a falar.
_ Ellie, o que aconteceu essa noite, infelizmente pode vir a acontecer outras vezes. E bom. Por mais que também ache que você tem o direito de saber, não posso te dizer.
OW! Então é algo sobre nós!
_ Então o que aconteceu tem haver conosco?
Outro suspiro.
_ Podemos não falar nisso? – perguntou com uma careta.
_ Não. Eu quero saber. Começou termine Charlie.
Ele sorriu.
Aquilo me confundiu.
_ O que é engraçado?
_ A maneira como você falou. "Começou termine, Charlie.". Você soou igualzinha a sua mãe.
Aquilo era golpe baixo. Um tremendo golpe baixo.
Tanto a minha mente, quanto a de Ella voltaram para ela. Sua imagem sorridente, trazendo de volta o buraco em nosso peito, fazendo arder àquela ferida tão funda, roubando o fôlego e marejando a vista.
_ Desculpe. Eu não... Só. Desculpe-me Ellie. Sou mesmo um insensível. Eu...
_ Tudo bem. – sussurrei limpando as lagrimas antes que elas se tornassem infinitas.
_ Não. Eu só... Não queria te machucar. Sei que ainda deve ser difícil para você falar dela. Nós nunca falamos dela, ou do que aconteceu e então estou aqui falando o quanto você se parece com ela, Sou tão idiota, eu.
_ Charlie! – chamei interrompendo seu devaneio.
Ele suspirou.
_ Me desculpe.
_ Está tudo bem. Só... Não vamos falar disso, agora. Ok?
Charlie consentiu.
_ Bom. Então. O que vai ser? Saímos para comer ou pedimos comida?
Dei de ombros.
_ Não sei. Na verdade meio que,queria poder ir me despedir do pessoal na estação.
Olhando o relógio ele negou.
_ Eles já estão partindo. Se quiser tentar, podemos aparatar próximo a estação, mas acho que não vamos conseguir chegar a tempo.
10h50min.
_ hum. Certo. Então. Você quer ir comer onde?
_ Na verdade, pensei que nós poderíamos ir almoçar num restaurante que tem no beco diagonal. Você ia gostar. Os adolescentes sempre gostam.
Você não vai gostar. Você é uma velha!
Ah! cala a boca Ella.
_ Você quem sabe.
_ ok. Vou pegar a carteira e os documentos, depois de lá, vamos para o ministério.
Consenti.
_ Charlie. – chamei antes que ele saísse.
_ Sim.
_ Tem que usar uma roupa especifica, ou posso ir de calça jeans e moletom?
Ah! Pelo amor de Morgana! Nós temos roupas muito melhores!
_Não faço ideia, vá do jeito que se sentir mais confortável.
Pelada!
O Ministério da magia não era nada do que algum dia cheguei a imaginar. Quem diabos em sã consciência colocaria uma cabine de banheiro como entrada, e como raios você imagina que sairá em uma lareira gigante?
Aquilo era totalmente sinistro.
Sinistro? Experimente dividir o corpo com outra pessoa.
Ella, nós não estávamos de mal?
Me esqueci.
Recusando totalmente os conselhos de Ella, tinha preferido vir com tênis, calça jeans, uma camiseta com a boca do Rock Horror – o musical e uma jaqueta jeans. Fiz uma maquiagem leve, só para o caso de não ficar desleixada e fiz uma trança embutida deixando alguns fios de cabelo soltos.
Ao menos você se maquiou. E penteou nossa juba adequadamente.
Charlie, não estava de terno, mas estava bem vestido. Um par de calças jeans que pareciam quase novas, uma camisa polo e um casaco preto que com toda a certeza tinham tido dias melhores. Tinha penteado o cabelo fogo e tinha feito a barba.
Ele até parece que vai a um encontro.
Logo que chegamos, havia milhares, ok, milhares não, mas tinham varias pessoas entrando e saindo pelas lareiras gigantescas, o que era extremamente engraçado. Atravessamos o que parecia ser o Hall de entrada, passando por uma fonte muito estranha, que nem demos muita bola e fomos para uma espécie de elevador antigo.
_ não vou entrar nessa geringonça. – afirmei vendo porta do lado correr para trás na horizontal então descer a Vertical com tudo.
Charlie riu.
_ Não se preocupe. É seguro.
Respirei fundo e entrei no bendito elevador, sentindo o comichão no estomago, e as pernas ficando fracas. Enquanto fechava os olhos e prendia a respiração, escutei o tique de portas fechando.
Tive de trincar os lábios para não gritar em pavor. Eu detestava montanhas russas. Com aquele elevador não ia ser diferente.
Ella diz alguma coisa para me distrair.
Estou de castigo. Lembra?
Argh! Eu odeio você!
Bom saber que é recíproco! Medrosa.
Chata!
_ Ellie, chegamos.
Abri apenas um dos olhos, para ver Charlie rindo descaradamente e com a mão estendido em minha direção já do lado de fora do elevador.
Pulei para fora do negocio e Soltei um suspiro longo ao sentir a firmeza do chão sobre meus pés.
_ você está branca. Está bem?
_ não, mas vou ficar. – garanti, enquanto respirava fundo mais uma vez.
_ ELLIE! – escutei um gritinho estridente atrás de nós e em seguida um par de braços finos e uma cabeleira loira curtíssima sufocar em meu rosto.
_ Olá Victorie. – cumprimentei retribuindo seu abraço.
Ela sorriu, se afastando. Teddy estava ao seu lado.
_ Oi Teddy. – disse estendendo a mão para ele.
_ Olá Ellie. Tudo bem?Você parece pálida.
Charlie fingiu uma tosse enquanto supria o riso. Revirei os olhos.
_ Vou sobreviver. – afirmei e ele nos olhou confuso.
_ Ellie tem medo de elevador. – confessou Charlie.
O casal me olhou incrédulo.
_ Seja especifico Charlie. Eu tenho medo desse elevador! Qualquer um teria. Quero ver você andar numa montanha russa sem proteção. É a mesma coisa! –me defendi.
Medrosa
Podia ver Ella revirando os olhos em minha mente. Ela tinha adorado, em todos os sentidos.
_ Certo. A fantástica bruxa com medo de elevador. Quem diria. – brincou Teddy.
_ Não sou fantástica. E todo mundo tem medo de alguma coisa. Aparentemente o meu é esse elevador. – suspirei indicando o lugar vazio atrás de nós.
Diga por você, eu sou fantástica!
Convencida.
_ Certo. Pronta para o teste? – perguntou Victorie.
Meneei com a cabeça.
_ acho que sim.
_ você vai se sair bem. Vamos estar todos lá torcendo por você. – afirmou segurando minhas mãos.
_ Todos? – perguntei confusa.
_ Ellie! Querida! – exclamou uma voz carinhosa atrás de mim, e no instante em que me virei, foi sufocada por um abraço quente com aroma de torta de abobora e uma intensa cabeleira vermelha.
_ Vovó, está me sufocando. – sussurrei.
Ela afrouxou o aperto, mas não me deixou afastar de modo que pude finalmente abraça-la.
_ Molly deixe a menina respirar. – ralhou vovô logo atrás dela.
Sorri e o abracei também.
_ como vai querida?
_ Bem, e vocês?
Eles consentiram
_ preparada para o teste? – perguntou vovó.
_ Acho que sim. Não sei o que esperar..
_ você vai se sair bem. – afirmaram meus avós juntos nos fazendo rir.
_ Agora vamos, antes que cheguemos atrasados. – disse Charlie guiando-me pelas costas.
Nós passamos por uma sessão de sala e repartições que me deixou fascinada. Havia coisas voando por todo o lado. Não havia computadores, mas penas, tinteiros, pergaminhos e mesas do século XVI.
_ Então onde vocês almoçaram? – perguntou vovó.
_ Em um restaurante barulhento e totalmente juvenil. – respondi recebendo um olhar mortal de Charlie me fazendo gargalhar.
A verdade é que o almoço tinha sido muito engraçado. O restaurante ao qual Charlie falara era uma lanchonete e estava simplesmente lotada de jovens, que aparentemente não tinham aula, ou algo assim.
A comida até que era boa, apesar dos nomes também serem engraçados e Charlie ter de me explicar quais ingredientes iam à maioria dos pratos. No final acabamos optando por dois sanduíches e sucos de abobara.
O lugar estava barulhento, provavelmente por ser horário de almoço, e havia uma mesa de garotas de 20 há 22 anos que estavam babando por Charlie.
Nós não conversamos realmente durante ao almoço. Nós nunca sabíamos o que dizer e na maior parte do tempo nós comíamos em silêncio, frente a TV ou perdidos em passamentos. Menos os dias que passamos na casa de seus pais.
Estávamos escolhendo a sobremesa quando a garçonete chegou com duas taças de uma coisa verde que parecia sorvete.
_ Desculpe, mas nós não pedimos nada ainda. – pontuou Charlie.
A garçonete indicou a mesa das garotas que eu já tinha percebido que não parava de olhar para Charlie.
_ uma cortesia das garotas.
Charlie respirou fundo.
_ você poderia devolver o pedido, e dizer há elas que agradeço, mas que dispensamos. – disse Charlie franzindo a sobrancelha como se não tivesse certeza do que falava.
A garçonete suspirou e fez o que ele pediu.
Olhei novamente sobre o ombro para as garotas que sorriram e acenaram.
_ você as conhece? – perguntei e ele negou. – mas elas parecem conhecer você.
_ O que elas conhecem, é o Charlie Weasley o famoso bruxo mestre de dragões. – disse com um suspiro.
_ Famoso? – perguntei surpresa.
Ele consentiu.
_ podemos não falar sobre isso? – perguntou com uma careta.
Segurei o riso com seu desconcerto. Então me lembrei de algo.
_ com uma condição. Vai me dizer o que fez essa madrugada?
O riso sumiu de seu rosto.
_ Ellie. Não é uma barganha. O que aconteceu durante a madrugada, não posso te dizer. Não estou escondendo ou não te dizendo para não preocupá-la ou porque quero esconder de você ou não te acho madura, não é nada disso. Simplesmente não posso. Se pudesse teria lhe dito.
Massageei as têmporas segurando a irritação. Pelo jeito, aquilo era tudo que conseguiria dele. Por enquanto.
No ministério, nos caminhamos por algumas repartições, pelo que deu para perceber até pararmos em uma sala com o sobrenome POTTER em letras garrafais e douradas.
Charlie deu duas batidas antes de entrarmos. Apenas tio Harry e Tia Gina estavam ali.
_ Ellie! Como está? – perguntou Gina vindo me abraçar.
_ Bem, a senhora?
Ela consentiu.
Harry estendeu a mão para mim, e se colocou ao lado da esposa.
_ preparada?
Meneei com a cabeça. Pelo jeito todos me fariam aquela pergunta.
_ acho que sim.
E você responde a mesma coisa.
Uma segunda batida na porta e tio Ron entrou.
_ Estamos prontos. Hei Ellie. Como está? .
Sorri estendendo a mão e também o cumprimentando.
_ podemos ir? – perguntou Harry há Ron que consentiu.
_ a Ellie tem de vir comigo, Hermione e o restante vão ficar junto com McGonagall. – disse Ron.
Charlie franziu o cenho.
_ não poderemos ver o teste? – perguntou vovô.
_ Sim. mas foi montada uma sala especial para o teste dela. – explicou Tio Ron enquanto andávamos para fora da sala.
_ Sala especial? – perguntei sentindo um pequeno frio na barriga.
_ bem. Você impressionou e muito o auror do ministro. Agora eles querem outra demonstração.
Engoli a saliva com força.
_ eles querem que eu faça aquilo de novo?
Ellie, não podemos fazer aquilo de novo.
Eu sei. Ainda mais em uma sala fechada.
Na verdade eu estava pensando em fazer algo maior.
Ella, se nos expormos de mais, vamos virar cobaias, sem falar que da ultima vez eu quase não consegui suprir. Nós dormimos por três dias. É muito arriscado.
Que seja. Vou pensando em outra coisa também.
_ Na verdade não algo tão grandioso, mas ao menos algo que mostre que você controla bem seus poderes. – respondeu Tio Ron.
Suspirei.
_ Eu já demonstrei antes. Não sei se quero fazer esse teste. – disse com sinceridade.
Todos me olhavam surpresos.
_ Olhe. Isso está me cheirando há experimento de laboratório. Não sou e nem vou ser cobaia de ninguém. E daí que posso lidar com elementos da natureza, vocês fazem bruxaria, para mim isso é bizarro.
Charlie suspirou.
_ você não está sendo um experimento de laboratório Ellie... Jamais deixaríamos que algo assim acontecesse com você. – afirmou Harry colocando a mão sobre o meu ombro.
Vai nessa! - rosnou Ella com sarcasmo.
Consenti, não crendo realmente em suas palavras. Mas nós queríamos ir para Hogwarts e tentar aprender o máximo que podíamos, quem sabe encontrar alguém como nós. E para isso, tínhamos de dar um voto de confiança.
Quando tio Ron nos parou frente aos elevadores radicais novamente, gemi baixo, enquanto Charlie, Victorie e Teddy caiam na gargalhada o restante nos olhando confuso.
_ Aqui não tem escadas? – perguntei com um sorriso amarelo.
Ron negou, com um sorriso de compreensão e eu suspirei fundo, tentando pensar em qualquer coisa, mas aquilo não deu certo e antes que vomitasse deixei Ella assumir o controle.
_ isso é tão legal! – exclamou Ella olhando para Ron que nos olhou confuso.
_ Achei que você tinha medo.
_ E eu tenho! – exclamou ao perceber o erro._ Foi sarcasmo. Entendeu?
Ele consentiu, e Ella resolveu ficar quieta curtindo sua adrenalina no silencio.
Preciso dizer que fiquei apreensiva? Ë acho que não.
Quando saímos do elevador, Ella me deixou tomar o controle novamente e seguimos por um corredor de portas grandes, até o que parecia ser a penúltima porta e quando entramos estávamos mais ou menos no topo de uma antiga arena de gladiadores.
Um teatro ao ar livre, o centro de terra, havia também um pequeno lago, duas pedras altas e uma fogueira. O cenário era tão medieval que me senti em um filme. tirando o fato de que o céu era feito de pedra. Estranho.
Que legal!
_ o que é isso? – perguntei Enquanto o seguia para a lateral da arena onde havia duas portas.
_ Ali é onde você vai fazer sua prova pratica. Não se preocupe com isso ainda.
Consenti. E entrei na sala que ele abriu a porta. Tia Hermione e mais cinco pessoas estavam ali. E que mais me chamou a atenção era uma mulher velha de expressão altiva e vestes negras. Ela definitivamente parecia uma bruxa.
_ Ellie. Como está? – perguntou Hermione vindo me cumprimentar. Dei um pequeno sorriso.
_ bem. E você?
_ bem também. Preparada?
_ Acho que sim. – respondi com um pequeno sorriso.
_ Fique tranquila, tudo vai se sair bem.
_ Espero. – sussurrei sobre um suspiro.
Sem pessimismo Ellie! Nós somos fodas! Repita o mantra! Nós somos fodas!
Revirei os olhos internamente ignorando Ella, enquanto cumprimentava a velha que estendeu a mão para mim.
_ Sou Minerva McGonagall, diretora de Hogwarts. Tenho estado curiosa para conhecê-la.
_ é um prazer conhecê-la também.
Nós tínhamos escutado falar dela. Tinha sido professora e vice-diretora na época dos meus tios e de Charlie. Fred e Roxy tinham me contato mais ou menos as broncas que tinham levado dela.
_ Este é Toby Chapman, Professor de Feitiços em Hogwarts. – apresentou Hermione.
O homem era alto, tinha uma pinta abaixo do olho esquerdo e totalmente fofo. Ele usava óculos de grau de armação fina, tinha os olhos negros e os cabelos pretos compridos. Vestia uma calça social e um suéter cinza.
_ Prazer em conhecê-la Srta. Weasley. – disse estendendo sua mão.
Dei um sorriso amarelo com a troca de sobrenome, mas não o corrigi. De certa forma eu era uma Weasley.
_ Mitchell Murray, você já conhece. – o homem deu um sorriso tímido enquanto apertava minha mão.
_ Como vai Sr. Murray?
_ Ansioso por outra demonstração de seu poderes.
Ele está é cagando de medo!
Olha o palavreado Ella!
Como se outra pessoa fosse escutar!
_ Este é o Ministro da Magia. – apresentou ao homem de terno impecável e olhar de desdenho.
Arrogante. Igualzinho o outro quando nos conheceu.
Quer apostar que ele não dura o olhar quando ver o que somos capaz?
O que? você pensou isso! Estamos evoluindo! Aleluia! Morgana age nas veias dessa garota!
Cala a boca Ella!
Sabia que era cedo demais para comemorar.
_ Ministro.
_ confesso estar surpreso. Imaginei que você fosse um pouco mais velha. – disse o ministro com um sorriso amarelo.
Idiota... Idiota... Idiota...
_ Esta é Natalie Parker, é professora de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts. – apresentou Hermione há ultima pessoa que eu não conhecia.
Natalie era uma mulher de altura mediana, na faixa dos 30 anos, vestia um conjunto social preto com um sobretudo negro por cima, moçassem negro e cabelos ruivos presos com um coque frouxo, mas que parecia estar bem feito. Olhos negros e muito bem pintados, era um mulher bonita e atraente e de certa forma, exalava disciplina e respeito.
_ Senhorita Weasley. Estou ansiosa pela demonstração de suas habilidades.
Seu aperto de mão era muito firme, tanto que quando tirei a mão tive de flexioná-la.
Acho que ela vai ser minha professora predileta.
Isso foi previsível Ella.
Ah! Cala a boca Ellie.
_ Bem, primeiro você vai fazer a prova teórica e nós vamos observar. Depois a prova pratica, onde iremos para a arena e você vai fazer algumas coisas que os professores iram pedir. Dentro do que você sabe, leu nos livros e para mostrar o limite de seus poderes. – explicou Hermione.
_ Hum. Eu vou ter de fazer o ..
_ Não se preocupe com a prova pratica ainda. Ok? Se concentre na teórica. – interrompeu Hermione, enquanto me guiava para uma mesa, com um pergaminho fechado, uma pena e um tinteiro.
Que coisa mais medieval! Não vamos escrever com isso, vamos?
Aparentemente sim.
_ Nesse pergaminho tem as perguntas sobre os temas que você leu e bom. Boa sorte. Não há muito que eu possa dizer realmente. – disse Hermione com um pequeno sorriso e se afastou, indo se sentar numa das cadeiras postas frente a mesa. O restante já estava sentado.
Eles vão ficar nos olhando? Somos animais de circo?
Acho que é para terem certeza de que não vamos trapacear.
Que insulto! Nós somos inteligentes!
Mas eles não sabem.
Vão saber agora. Pega essa pena da galinha e vamos a todo vapor. Esses idiotas vão ter a primeira surpresa da noite.
Ella você anda tão irritada.
Você sabe o quanto me sentir uma aberração me irrita.
E te desconcentra também. Respira fundo e ignora eles.
_ Hermione. Tem tempo limite? – perguntei vendo a ampulheta sobre a mesa.
Ela consentiu.
_ no instante em que você abrir o pergaminho a ampulheta gira e seu tempo começa. Duas voltas é o seu tempo limite. – respondeu.
_ Certo. Obrigada.
Respirando fundo, peguei a pena sobre a mesa e a analisei. Tinha visto uma vez, parecia com a pena de uma galinha da angola que tinha na casa de Daisy. Mas a ponta dessa lembrava a ponta de uma caneta. Aquilo ia ser estranho.
Estou me sentindo em um filme de 1.500.D.M.
D.M?
Depois de Morgana.
Você definitivamente não é normal.
Diga por si mesmo.
No instante em que abrimos o pergaminho a ampulheta virou e os grãos de areia começaram a cair. O tempo estava correndo.
N.A: Como já expliquei antes, tempo é apenas para privilegiados e eu definitivamente não ando nessa linha. Ainda estou há procura de uma Beta, então quem quiser se candidatar é só me deixar uma Review com o e-mail que entro em contato o mais rápido. Daqui para frente ficará ainda mais difícil postar, então não esperem Caps com rapidez, o que é triste, considerando que já tenho até o Cap. XXV pronto, e repito, não tenho tempo de corrigi-los e entre escrever, estudar e betar, os estudos vem em primeiro lugar sempre!
Boa leitura há todos e muito obrigada há todos que deixaram Reviews ou colocaram a Fic em seus alertas, mas aviso aos fantasmas, não escrevo para quem não deixa nem um UP e sem Reviews não há motivação.
Leitores Legais deixam Reviews.
