Desculpem-me se houver algum erro. Hoje veremos o que aconteceu entre Bella e Alec.

Capítulo 9

Papai não saiu de seu quarto pelo resto do fim de semana. Bati na porta algumas vezes no domingo pela tarde e me ofereci para preparar algo para comer, mas ele só murmurou uma negativa, nunca abrindo a porta entre nós. Seu isolamento me aterrorizou. Devia estar deprimido por causa da mamãe, e envergonhado de ter voltado a beber ainda por cima, mas eu sabia que isso não era saudável. Decidi que se ele não tivesse saído até segunda-feira à tarde, eu ia entrar no quarto e... bom, não sabia o que ia fazer depois. Nesse meio tempo, eu só tentei não pensar no meu pai ou nos papéis do divorcio que estavam na mesa da cozinha.

Surpreendentemente, isso foi bastante fácil. A maioria dos meus pensamentos giravam em torno do Edward. Eca, certo? Mas eu realmente não sabia como lidar com a escola segunda-feira. O que fazer depois de uma aventura de uma noite (ou, no meu caso, uma tarde) com o maior galinha da escola? Eu deveria agir de forma indiferente? Tratá-lo com o meu ódio indisfarçável de normalmente? Ou, porque eu honestamente me diverti, devia agir, tipo, agradecida? Suavizar o desprezo e ser amigável? Eu devia alguma coisa a ele? Certamente que não. Ele tinha ganhado da experiência tanto quanto eu, menos a auto aversão.

No momento em que cheguei à escola segunda-feira de manha, tinha decidido o evitar o quando pudesse.

— Você está bem, Bella? — Alice perguntou quando saímos da aula de espanhol, no final do primeiro bloco. — Você está agindo... hum, estranho.

Eu vou admitir, minhas habilidades de espionagem não eram exatamente boas, mas sabia que Edward passou diante da sala quando ia a caminho do segundo bloco, e eu não queria arriscar uma reunião pós-sexo estranha no corredor. Olhei com ansiedade pela borda da porta, examinando a multidão buscando por aquele cabelo acobreado inconfundível. Mas se Alice podia dizer que alguma coisa estava acontecendo, eu estava sendo muito óbvia.

— Não é nada. — Menti, colocando o pé no corredor. Olhei para ambos os lados, como uma criança pequena atravessando uma rua muito movimentada, e estava aliviada por não vê-lo em nenhuma parte. — Estou bem.

— Oh, ok. — Ela disse sem levantar suspeitas. — Devo estar imaginando, então.

— Sim, deve estar.

Alice colocou uma mecha solta do seu cabelo loiro que tinha soltado de seu rabo de cavalo. — Oh, Bella, me esqueci de contar! Estou tão emocionada!

— Me deixe adivinhar — brinquei — Tem algo a ver com Jasper Hale, certo? Ele te perguntou onde você conseguiu esses jeans skinny tão bonitos dessa vez? Ou como você arruma seu cabelo?

— Não! – Alice riu — Não... na realidade, é sobre meu irmão. Ele vem nos visitar essa semana, e deve chagar em Hamilton hoje ao meio-dia. Ele vem me buscar na saída do colégio essa tarde. Estou tão animada para ver ele. Faz, tipo, dois anos e meio desde que ele foi para a universidade e... — Ei Bella, tem certeza que está bem?

Eu congelei no meio do corredor. Podia sentir o sangue saindo do meu rosto, e minhas mãos ficaram frias e começaram a tremer. Definitivamente ia começar a sentir náuseas, mas contei a mesma velha mentira. — Estou bem. Forcei meus pés a se mexer de novo. — Eu só, hum, achei que tinha me esquecido alguma coisa. Estou bem. O que você estava falando?

Alice assentiu — Oh, bom, estou tão animada com a chegada de Alec! Eu não posso acreditar que estou dizendo isso, mas eu realmente, realmente senti falta dele. Vai ser legal passar um tempo com ele por alguns dias. Ah, e eu acho que a Heidi está vindo com ele. Eu te contei que eles acabaram de ficar noivos?

— Não. Isso é ótimo... Tenho que ir para a sala, Alice.

— Oh,... está bem. Bom, te vejo na aula de inglês, Bella. Estava na metade do corredor antes que Alice terminasse de falar.

Eu empurrei os estudantes desembestados, mal os ouvindo quando eles reclamavam comigo por pisar nos seus dedos ou por bater neles com a minha mochila. Os sons ao meu redor pouco a pouco foram sumindo quando as lembranças indesejadas inundaram minha cabeça. Era como se as palavras de Alice tivessem quebrado a barreira que os tinha segurado por muito tempo.

Então, você é Bella? A cadela do primeiro ano que está transando com meu namorado?

Seu namorado? Eu não...

Fique o mais longe possível de Alec.

Meu rosto queimou quando as memórias voltaram. Meus pés se moveram tão rápido que eu estava quase correndo para minha aula de governo AP. Como se eu pudesse fugir das memórias. Como se elas não fossem me perseguir como vingança. Mas Alec Brandon estaria de volta a Hamilton durante uma semana. Alec Brandon estava comprometido com Heidi. Alec Brandon... o garoto que quebrou meu coração.

Entrei correndo na aula quando a campainha tocou. Sabia que os olhos do senhor Chaucer estavam olhando na minha direção, mas não me incomodei em olhar. Peguei meu lugar perto do fundo da classe, tratando desesperadamente me focar em outra coisa.

Mas nem sequer o comentário genioso de Mike Newton sobre o Poder Legislativo ou da parte de trás da adorável cabeça fora de moda dele conseguiu que meus pensamentos ficassem longe do Alec e sua noiva.

Eu mal escutei uma palavra que o Sr. Chaucer disse a aula toda, e quando a campainha soou, minha página de anotações, que deveria estar cheia de detalhes da leitura, consistia em apenas duas frases curtas, quase ilegíveis. Deus, eu ia reprovar nessa matéria se merdas como esse continuarem aparecendo.

Tanto drama! Se eu fosse uma rica esnobe de Manhattan, podia ter sido uma personagem em Gossip Girl. (Não que eu assista essa série inútil... frequentemente... da qual minhas amigas sabem...) Por que minha vida não podia ser uma comédia? Então de novo, mesmo o pessoal do Friends tinha problemas.

Eu andei em direção à cafeteria, e encontrei a Rosalie e a Alice me esperando na nossa mesa. Com sempre, Tânia, Ângela e a prima da Ângela, Victória, se uniram a nós. Tânia estava ocupada mostrando a todo mundo seus novos Vans*, então meu mal humor passou despercebido quando eu deslizei na minha cadeira.

*Marca de tênis

— São bonitos. — Rosalie comentou, sorrindo para os sapatos. —Quem te deu?

— Meu pai. — Tânia respondeu, acariciando a ponta do seu sapato roxo. — Ele e mamãe estão competindo pelo meu amor agora. No começo era meio irritante, mas decidi seguir a estrada e me divertir com isso. — Ela cruzou as pernas e jogou para trás seu cabelo escuro. — Estou torcendo por Prada da próxima vez.

Todos riram.

— Não consegui nada legal com o divorcio dos meus pais — Rosalie disse — Meu pai realmente não se importa se eu o amava mais, suponho.

— Isso é triste, Rose — Alice murmurou.

— Oh, não de verdade. – Rosalie endireitou os ombros e começou a cutucar seu esmalte de unha alaranjado. — Papai era um imbecil. Eu fiquei entusiasmada quando a mamãe o chutou de casa. Ela chora muito menos agora, e quando a mamãe está mais feliz, o mundo é mais feliz. Claro, que não temos mais tanto dinheiro quanto antes, mas não é como se o papai gastasse seus cheques com a gente, de qualquer forma. Ele se ofereceu para comprar um carro para mamãe que ela não queria, mas essa é a extensão da sua boa natureza.

— Os divórcios são deprimentes. — Alice suspirou. — Ficaria de coração partido se meus pais se separassem. Você não ficaria, Bella?

Senti o calor correr para o meu rosto, mas Rosalie estava mudando de assunto, então eu fingi não ter ouvido a pergunta de Alice. — Ei, Victória, o que aconteceu na noite do baile de boas vindas? Você nunca nos contou como aquilo terminou.

Ângela riu conscientemente. — Você ainda não contou para elas, Victória?

Victória revirou os olhos e tocou uma mecha de seu cabelo loiro avermelhado encaracolado em volta de seu perfeitamente bem cuidado pela manicure. — Oh, meu deus. Ok, então o Demitri não está mais falando comigo, e o Caius... — A voz dela girou no plano de fundo e minha mente divagou. Tanto quanto eu queria parar de pensar no Alec, eu não podia me fazer estar interessada nos problemas com garotos da Victória. Em qualquer outro dia, eu teria encontrado uma distração suave na história dela, como se ela fosse minha própria novela, mas nesse momento o drama parecia tão vago e sem importância. Tão insosso. Tão indulgente. Tão vazio.

Não pude evitar me sentir um pouco culpada por pensar isso. Aquilo me tornava tão egoísta quando ela. Então eu pouco entusiasticamente tentei escutar Estava muito distraída, mas tratei de escutar as aflições de Victória McPhee.

Então alguma coisa que ela disse capturou minha completa atenção. —... mas eu brinquei com o Edward por um tempo depois.

— Edward? — Eu disse. Victória me olhou, orgulhosa do que ela via como uma conquista. Ela não sabia que mais do que dois terços das garotas na escola tinham alcançado a mesma coisa? Incluindo eu... mas, é claro, ela não sabia aquela parte.

— Sim — Ela disse. — Depois da briga com Clint, terminei em um estacionamento com Edward. Ficamos no seu carro um tempo, mas minha mãe ligou, então eu tive que ir para casa antes que pudéssemos fazer alguma coisa. Droga, né?

— Claro.

Meus olhos se moveram através da cafeteria, procurando por alguns segundos antes localizar a parte de trás de uma cabeça acobreada acima daqueles ao seu redor. Ele sentava com um grupo de amigos, em sua maioria garotas, naturalmente, em uma longa mesa retangular no outro lado da sala. Ele estava usando uma camiseta preta justa que, enquanto não era realmente apropriada para a temperatura frígida do começo de Fevereiro, mostrava seus braços musculosos perfeitos. Braços que me tinham se enroscado ao meu redor... braços que tinham ajudado a apagar meu stress...

— Contei a vocês que meu irmão vem à cidade? — Alice perguntou. — Ele e sua noiva vão nos visitar essa semana.

Os olhos preocupados de Rosalie imediatamente se viraram para mim e se arregalaram quando ela percebeu que eu estava de pé. — Aonde vai, B?

Todos na mesa me olharam, e eu tentei parecer convincente. — Acabei de lembrar — eu disse — Que tenho que ir falar com Edward sobre o nosso trabalho de inglês. Que se dane que queria evitá-lo. Eu tinha uma ideia melhor, mais útil.

— Não terminou no sábado? — Alice perguntou.

— Começamos, mas não acabamos o trabalho.

— Por que estavam muito ocupados dando uns amassos. — Rosalie brincou, piscando para mim.

Não pareça culpada. Não pareça culpada.

— Dando uns amassos? Victória levantou uma sobrancelha para mim.

— Não ouviu? — Alice começou a rir, sorrindo bem-humorada para mim — Bella está loucamente apaixonada por Edward.

Fingi um barulho de vômito e todas riram. — É, certo. — Eu disse, me assegurando de que minha voz estivesse cheia de irritação e nojo. — Não o suporto. Deus, perdi tanto respeito pelo Sra. Perkins desde que ela me fez trabalhar com ele.

— Estaria em êxtase, se fosse você. — Disse Victória, soando um pouco amarga.

Ângela e Ângela assentiram em concordância.

— Como seja — Sentia-me um pouco nervosa. — Preciso falar com ele sobre o trabalho. Nos vemos mais tarde, ok?

— Ok. — Alice disse, acenando animadamente.

Apressei-me a atravessar o refeitório cheio de gente, não parei até que estive a uns passos da mesa de Edward, onde o único outro ocupante masculino era Harrison Carlyle. Então fiz uma pausa de um segundo, de repente um pouco vacilante.

Umas das meninas, uma delgada loira com lábios da Angelina Jolie, estava falando sobre uma das ferias de merda em Miami, e Edward estava escutando com atenção, obviamente, tratando de convencê-la de sua simpatia. A repugnância apagou minha insegurança, clareei a garganta com força, conseguindo a atenção do grupo todo.

A loira estava agitada e com raiva, mas me concentrei em Edward, que me olhou com indiferença, com se fosse qualquer garota. Eu torci meu nariz e disse, — Preciso falar com você sobre o nosso trabalho de inglês.

— É necessário? — Edward perguntou com um suspiro.

— Sim — eu disse — Agora mesmo. Eu não vou me dar mal nessa tarefa por causa da sua preguiça.

Ele revirou os olhos e se levantou. — Sinto muito meninas, o dever me chama. — Ele disse para as garotas afetadas. — As verei amanha. Vocês guardam um lugar para mim?

— Claro que guardaremos. — Guinchou uma ruiva.

Quando Edward e eu estávamos saindo, ouvi a de lábios grandes dizer: Deus, essa garota é uma vadia.

Quando chegamos ao corredor Edward perguntou: — Qual o problema, Duffy? Te mandei um e-mail com o resumo noite passada, como você pediu. E onde exatamente estamos indo? À biblioteca?

— Só cala a boca e vem comigo. — O levei pelo corredor, além da sala de inglês.

Não me perguntem de onde tirei essa ideia, porque eu não sei responder, mas sabia exatamente aonde íamos, e estava segura de que isto poderia me converter em uma puta. Mas quando chegamos a porta do armário de limpeza que não era usado, não tive nenhum sentimento de vergonha... não ainda, pelo menos.

Eu agarrei a maçaneta da porta e vi os olhos de Edward estreitando-se com suspeita. Abri a porta, comprovei que ninguém estava olhando, e fiz um gesto para que ele entrasse. Edward entrou no armário pequeno, e eu o segui, fechando silenciosamente a porta atrás de mim.

— Algo me diz que isso não se trata de "A letra escarlate" — Ele disse, e mesmo na escuridão, sabia que ele estava sorrindo.

— Fique quieto.

Esta vez me encontrou na metade do caminho. Suas mãos se enrolaram em meus cabelos e as minhas em seus antebraços. Nos beijamos com violência, e minhas costas bateram com contra a parede. Ouvi cair um esfregão ou talvez uma vassoura, mas meu cérebro mal registrou o som quando uma das mãos de Edward se moveu para o meu quadril, e me trouxe para mais perto dele. Ele era tão mais alto que eu que eu tinha que inclinar minha cabeça para trás para beijá-lo. Seus lábios se pressionaram com força contra os meus, e deixei que minhas mãos explorassem seus bíceps.

O cheiro do seu perfume, em vez do cheiro solitário e rançoso do armário, invadiu meus sentidos.

Nós lutamos no escuro por um tempo antes de sentir como suas mãos insistentemente tentavam levantar a borda da minha camiseta. Com um suspiro me afastei dele e agarrei seu pulso.

— Não... não agora.

— Então, quando? — Edward perguntou em meu ouvido, ainda me prendendo na parede. Ele sequer parecia estar sem fôlego.

Eu, por outro lado, lutava por recuperar meu fôlego. — Mais tarde.

— Seja mais especifica.

Me livrei de seus braços e me dirigi para a porta, quase tropecei com o que parecia ser um balde. Levantei uma mão para arrumar meu cabelo ondulado e procurei pela maçaneta. — Essa noite. Vou a sua casa em volta das sete, ok?

Mas antes que ele pudesse responder, eu deslizei para fora do armário e me apressei pelo corredor, esperando que isso não parecesse como a volta da vergonha.

Eita! Será que a Bella vai mesmo à casa do Edward?

Respondendo os reviews:

Lili D: Não terminou bem. Bella vai contar essa história para uma certa pessoa e aí saberemos mais detalhes. Já leu The Valentine's Arrangement? Essa Bella também é meio sarcástica só que adulta. Fico feliz que esteja gostando da história! Beijos.

Polly Salvatore: Inveja da Bella por causa do Edward? Espera só até o Mike entrar nessa mistura. Beijos.

MandaTaishoCullen: Kkkkkkkkkkkkk, até o último capítulo a esperança dela continua firme e forte. Beijos.

Nina Martins . 19: Não sei como o Edward consegue ser idiota e fofo ao mesmo tempo. As coisas que a Bella está passando dentro de casa ainda vão piorar. Beijos.

Até domingo gente!