Disclaimer Os personagens de Saint Seiya pertencem a Masami Kurumada e a ele todos os direitos são reservados. Mas a personagem Sofia e os parentes do Miro são de minha autoria, portanto podem ficar a vontade para utilizá-los, desde que eu seja previamente comunicada e inserida no disclaimer! XD Música incidental: "Sorri" de Djavan, que acredito ser, ironicamente, uma das letras mais tristes deste cantor que amo tanto. T.T
O QUE PODE MUDAR A SUA VIDA?
Capítulo IX- Ervas Daninhas
Sofia saiu correndo às pressas e chorava tanto, que não percebeu ao chegar ao final das escadarias, que um grupo estranho se aproximava das doze casas sorrateiramente. Só houve tempo de sentir um calor intenso atingir-lhe o ventre e arremessá-la contra as rochas de um pilar. Teve tempo ainda de ouvir algumas risadas sinistras e olhares maldosos aproximarem-se, antes de sentir o gosto do próprio sangue e desfalecer...
Na primeira casa do zodíaco, pude sentir aqueles cosmos conhecidos se aproximando, mas não dei atenção, pois vi a menina saindo às pressas minutos antes e conclui que se tratavam apenas dos treinos diários dos aprendizes, retornando logo à minha meditação.
Sofia despertou algum tempo depois, com um chute leve na cintura, mas que lhe causou uma dor aguda, quase retornando a desmaiar. Com aquele eco sinistro a invadir-lhe os ouvidos como em um pesadelo, quase não enxergava nitidamente as nove pessoas trajadas de armaduras escuras, que, lideradas por um décimo componente, faziam um semi-círculo ao seu redor.
- Ora, ora... O que temos aqui?! (Muriel)
Sofia piscou os olhos apavorada, tentando esgueirar-se para trás, mas sem sucesso, pois não sentia suas pernas.
- Amazona é que não é! (Lisandro)
- Deve ser a jardineira ou uma criada... (Feres)
- Jardineira, com essa roupa?! Hum... Criada pode até ser. (Masao)
- E qual será a especialidade dela? Puta ou empregada? (Lisandro)
- Bem podia ser p... (Feres)
- Calem-se! Se fosse uma qualquer, não teria sobrevivido a este golpe, seus idiotas!
- Como se o golpe da Miki pudesse servir de parâmetro pra alguma coisa, Agameron, haha!
Miki cerrou os punhos tentando conter-se. Embora quisesse esganar Adara por sua provocação, a nova amazona de Corvo era sua superior e nada podia fazer. A rivalidade foi logo interrompida por Katsuo, o mais jovem e impulsivo dos aprendizes que se aproximou da garota atacada.
- Hei, eu já a vi por aqui várias vezes! Áries ou Touro sempre a acompanham até Escorpião. E com certeza não é pra limpar o quarto dele!
- Dourado de sorte, fast food à domicílio... (Barac)
- Já chega! Sabem o que temos que fazer. Masao; Feres... Fiquem aqui e cuidem para que ela não nos dê problemas. Vamos atrás dos traidores, começando pelo caranguejo... (Agameron)
- Depressa, em silêncio e sem arranjar problemas com quem não nos interessa! (Muriel)
Os cavaleiros seguiram silenciosamente pelas escadarias acima sob o olhar fixo de Masao e Feres, que ao vê-los afastarem-se entreolharam-se com um sorriso jocoso. Feres, de cabelos castanhos e ondulados, pele bronzeada e traços marcantes, dirigiu seu olhar até Sofia, que respirava com dificuldade e tentava inutilmente arrastar-se para longe.
- Hm. Não adianta tentar fugir se não consegue nem ficar de pé. – Sofia paralisou e engoliu em seco, limpando o sangue que escorria de sua boca. - Teve sorte da Miki ser uma fracote, ou poderia nunca mais usar suas pernas. Aliás, aposto que estão dormentes, mas devem melhorar amanhã. Se tiver sorte, rs.
Aqueles olhos verdes pareciam divertir-se com seu sofrimento. O oriental, por sua vez, deu um passo à frente e jogou a longa franja para trás. Livre das mechas negras sobre seus olhos, pôde fitá-la melhor e agachou-se até a menina, tirando os fios de cabelo que haviam caído em seu rosto pálido. O coração dela estava tão acelerado que aumentava sua dor. Queria pedir piedade aos dois, gritar por ajuda. Mas seus lábios não se moviam e sua voz parecia ter desaparecido, tamanho medo que sentia.
- Me lembro de você agora! É a bonequinha do Escarlate, o mestre Mú costuma te dar passagem. – Acariciou-lhe a face alargando o sorriso e uma lágrima escorreu pelo rosto amedrontado. – E sabe que apesar de pedófilo, até que o Escorpião tem bom gosto? Não é nenhuma gostosa, mas tem um "quê" de menininha de torcida, que todo o homem já fantasiou. Não acha, Feres?
- Com toda certeza...
- Você não vai me causar problemas, vai? - Sofia piscou e novas lágrimas derramaram-se por puro desespero e Masao correu os dedos na direção do decote de sua blusa. – Que é, você é muda? Melhor assim. – Sofia tentou reagir, mas teve os pulsos presos imediatamente, com imensa força e violência. – Se importa de ser o segundo, Feres?
- Alguém tem que vigiar a entrada. Só não a mate, que não dou a mínima. – Com ar de revolta e insatisfação, afastou-se na direção oposta e cruzou os braços, olhando para o horizonte.
O oriental aproximou o rosto de Sofia, que ofegante e desesperada, tentava desvencilhar-se.
- Não se preocupe, não faremos nada que Escorpião já não tenha feito.
Tentou beijar-lhe a força, mas teve um sobressalto e deu-lhe um tapa sonoro no rosto, antes de levantar-se.
- Sua vadia! – Limpou a boca em sangue, chamando a atenção de Feres, que virou-se.
- Dá pra parar com o escândalo?! (Feres)
- Essa vadia, me mordeu!
Os cavaleiros de prata e os aprendizes sobiram as escadarias em silêncio até chegar ao destino e ficar à espreita. Alguns Cavaleiros de Ouro estavam na Casa de Câncer, encarando uns aos outros com algumas cartas na mão, naquele intenso jogo de suspense. Desde que Máscara da Morte e Shura convenceram Afrodite e Saga a aprenderem a jogar pôker, aquela cena tinha se tornado um tanto quanto freqüente e dera margem ao plano dos prateados de eliminar os traidores de Athena em um único ataque.
O que não esperavam, era a presença de Miro, que resolvera se juntar aos amigos logo depois que Sofia saiu, na tentativa frustrada de tentar esquecer a cena de poucos minutos atrás. Sim, esperaria ela chegar em casa para então esclarecerem tudo. Mal chegou e sentou-se em silêncio, indicando que entraria na próxima rodada.
Saga encostou-se na cadeira e observou o quão pálido e abalado o escorpiano estava, embora tentasse disfarçar.
- Algum problema, Escarlate? (Saga)
- Não... Não é nada, eu acho.
- Tu novia acabou de passar correndo. – responde Shura entregando as cartas e o observando de soslaio. – E pela tua cara, desta vez a coisa foi séria.
- Pessoal, se os dois brigaram, nós não temos nada haver com isto. Depois eles acabarão se entendendo, é só uma questão de tempo. (Afrodite)
- Alguém me entendeu! Que milagre... (Miro)
O jogo fluiu forçosamente apenas com gestos e olhares, até que a voz do anfitrião rompeu o silêncio.
- Se magoar a ragazza, já sabe... Que vai pro inferno bem mais rápido. – respondeu entre dentes antes de apagar o cigarro e apontar o dedo para Escorpião.
- Belo gesto de amizade. Isso me consola muito! – revirou os olhos, decepcionado.
- Na dúvida, o aracnídeo é sempre culpado. Foi você que não quis contar o que houve. (Saga)
Miro sorriu com uma falsidade sepulcral, encarando todos os presentes com o olhar mais cortante que possuía e por fim manifestou-se.
- Se vocês se lembrarem da expressão "pôker-face", talvez entendam melhor... Que se eu quisesse ser sincero, não tinha sentado pra jogar pôker... Tinha ligado pro Kâmus.
Sorri, quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
- Mas é lógico, nem que seja nos confins da França, é sempre o Kâmus! Como se fosse o único amigo que tem. (Afrodite)
- Desde quando ficou sentimental comigo e o Kâmus? – não conseguiu esconder a careta ao perguntar.
- Eu bem avisei Afrodite, que estava exagerando na vodka. (Carlo)
- O QUÊ?! – inconformado, Afrodite ficara de pé sobre a mesa, pronto para começar uma discussão com Carlo.
Antes que o pior acontecesse, Shura interviu, com ar indiferente e sem desgrudar o olho de suas cartas.
- Que tal deixar o venenoso esquecer os problemas com a chica e voltarmos ao jogo?! Sua vez, Saga. Aposta ou desiste? (Shura)
Apesar de apaziguar o grupo com a atitude, não houve tempo do geminiano responder à pergunta de Shura. Gritos abafados e desesperados ecoaram pela sombria casa e chegaram aos ouvidos dos presentes.
- ...Feridos! - disse Miki ofegante. – Barac está ferido e a Adara também!
Os dourados se levantaram em um sobressalto, prontos para ajudarem os prateados em questão. Eram os Cavaleiros de Ouro, não poderiam esperar atitude diferente. Assim que eles se apressaram rumo à porta, caminho indicado pela aspirante à amazona, Miki sorriu sarcástica; tinha sido muito fácil enganar aqueles cinco à quem Athena tanto confiava.
Ao cruzarem pela porta, grunhidos de dor puderam ser ouvidos: os cavaleiros foram atacados de forma covarde pelas costas, pelos companheiros que ficaram do lado de fora, de tocaia.
- Você vai deixar mesmo que uma menininha te impeça? Chega a ser patético.
- Cala a boca, Feres!
Inclinou-se novamente sobre Sofia e apertou-a com mais força, como se indicasse quem estava no comando. Sofia tentou se soltar e se debater, mas em vão. Estava desistindo; queria gritar, fugir, pedir por socorro... Passou-lhe um turbilhão de pensamentos na mente, inclusive o de que iria perder sua honra de uma forma extremamente repulsiva. Em seu íntimo chamou por Miro, mesmo sem perceber que o fazia.
- Me solta, por favor!
- E não é que ela sabe falar?! Você já teve sua chance de eu sentir pena, garota... Mas desperdiçou com sua grosseria, então trate de calar a boca! Quem sabe assim, não será tão doloroso pra você. - disse aproximando seu rosto do pescoço de Sofia.
Um súbito clarão cega os olhos do aprendiz, que se afasta tentando olhar acima de suas cabeças, na direção da luz. A dor parece rasgar-lhe a vista e coloca a mão sobre os olhos, afastando-se ainda mais, ao lado de Feres.
- Mas que diabos...?
Nada menos que a armadura de ouro Escorpião em todo o seu esplendor, descia sozinha e colocava-se entre Sofia e os seus agressores, irradiando cosmo-energia e poder. Entreolharam-se, e antes que pudessem compreender exatamente o que acontecera, foram surpreendidos:
- Starlight Extinction!!!
Mais luzes douradas rasgam suas visões, levando ambos a serem teletransportados ao meu lado, centímetros de distância. Eu os encarava procurando parecer calmo, porém muito sério.
- Que desonra, rapazes. Vão ter que explicar muitas coisas ao mestre.
- Não temos que explicar nada pra aquele traid... argh...
A respiração dos aprendizes fora quase interrompida por uma forte pressão nos seus pescoços e só então sentiram que seus pés não tocavam mais o chão.
- Vai com calma, Deba... Não chegaram a concluir suas intenções.
Aldebaran, segurando os rapazes pelo pescoço, apenas sorriu com um aceno afirmativo e os largou no chão, para imobilizá-los com uma torção de braço, que os fez gemer de dor.
- Só por pensarem em fazer algo de ruim com a senhorita Sofia, eu deveria torturá-los e trancá-los no cabo Sunion até a morte!
- Seu... desgraçado!
- Calem-se. Leve-os até Saga, Aldebaran. A Sofia não está nada bem.
Touro consentiu e os aprendizes entreolharam-se cúmplices, num meio sorriso, pois sabiam que encontrar os companheiros seria mais vantajoso a eles, que ao dourado.
Sofia estava prestes a desfalecer, tamanha a dor que sentia e diante da súbita luz que havia lhe cerrado a visão. Com a vista turva, enxergou dois pontos escuros e estreitou os olhos, levando alguns segundos para reconhecer seu salvador. Inclinei-me e toquei-lhe a fronte suavemente tentando acalmá-la, apesar de estar assustado com os ferimentos que ela possuía. Limpei-lhe o sangue da boca tentando disfarçar minha preocupação pelo seu estado frágil.
- Consegue sentir suas pernas? - Ela acenou em negativo com dificuldade. – Sente ao menos algum formigamento? – Ela consentiu num gemido e minhas feições aliviaram-se um pouco com a notícia. – Ótimo. Segure-se em mim.
Sofia apoiou-se nos meus ombros com dificuldade, e cuidadosamente a peguei no colo na direção da primeira casa. Foi quando senti a explosão de cosmos na casa de Câncer e coloquei-a sobre a cama, tentando me comunicar com os companheiros mentalmente.
- Isso não é nada bom...
- Onde... onde é que está... o Miro?
- Está a caminho, minha flor. Procure ficar...
Antes que pudesse concluir, Sofia desfaleceu sorrindo, pensando ouvir gritos abafados no corredor e concluindo que devia ser Miro.
Sorri, quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
- Mestre, depressa! Tem alguma confusão acontecendo na quarta casa!
Encarei meu fiel discípulo Kiki por alguns segundos, repleto de recordações. Aquele rapaz forte e confiante, apesar de levemente pálido pelo imprevisto, em nada se parecia com aquele garotinho que, ainda ontem precocemente encarara uma difícil e importante missão nos domínios de Poseidon e agora, estava mais do que preparado para assumir minha posição como cavaleiro. Neste meio tempo, Kiki notou, confuso, a presença da bela garota que jazia ferida e desacordada sobre a minha cama e não conseguiu disfarçar a careta.
- Mas o quê...?
- Kiki, sei que gostaria de me acompanhar, mas preciso que me faça um favor.
- Pode pedir, mestre.
- Chame uma ambulância e vá com a Sofia para o hospital. Leve o celular e encontramos vocês depois.
- Sofia... Então é ela que...?
- Deixe as apresentações pra depois, Kiki, ela ainda corre risco de... – Não houve tempo de ouvir o restante, pois eu já saíra às pressas na direção da casa de Câncer. Mas o jovem cavaleiro prontamente compreendeu a urgência.
As risadas macabras prosseguiam, ecoando nos ouvidos dos feridos como um circo de horrores. Tentavam em vão desvencilhar-se da imobilização de seus agressores, que irradiavam uma estranha resistência e força que os pegara completamente desprevenidos. Seria algo em suas armaduras? E que espécie de armaduras eram aquelas que os aprendizes estavam usando?
Afrodite sentiu uma zonzeira mental, detestando admitir a si mesmo que dois copos de vodka a menos lhe trariam uma enorme vantagem naquela situação, no mínimo constrangedora, de ser imobilizado pela sua discípula - a jovem de longos cabelos ondulados e intrigantes olhos verdes, Adara.
- Assim que eu souber no que estão metidos, os mando direto pro Yomotsu.
- Ahaha! É mesmo?! Sinto dizer que você é que vai pro Hirashiki hoje, amigo. (Paris)
- Você sempre foi um traidor, Caranguejo. Sempre esteve do lado errado da moeda e ainda assim, Athena confia em você. Um grande erro que não vou permitir que prossiga! (Barac)
- Matem-nos de uma vez e mantenham o Escorpião fora disso. – Agameron sorri cinicamente ao encarar o dourado que mencionara. – Nada pessoal, Miro.
- Grande chifre!!!
O poder luminoso cruza o ar e só não atingiu todo o grupo em cheio, porque parte dele foi contido por Feres e Masao, que antes de perderem a consciência, serviram de escudo para os demais.
- Ficando ao lado traidores de Athena, torna-se um deles, Touro... Chamas de Babel!!!(Muriel)
- Cristal Wall!
- Restrinction!
Parecendo sincronizar com meus movimentos propositalmente, Miro desvencilhou-se de Katsuo no instante em que eu chegara para impedir os demais e acabar com a desvantagem de uma vez por todas. Em seguida, com o susto de Agameron, Saga também consegue uma brecha para imobilizá-lo pelo pescoço.
- Se desistirem agora, daremos chance de explicarem-se e escapar da Outra Dimensão...
Sofia despertou com uma sensação de entorpecimento e o calor de uma mão masculina entre os dedos. Tentou abrir os olhos, mas levou algum tempo para conseguir. Visualizou dois sinais que lhe eram tão familiares e salvíficos.
- Mu, é você... Cadê o Miro? Preciso... preciso falar com ele...
Finalmente conseguiu abrir os olhos e sua visão, que estava turva, clareou-se. Mas aqueles olhos exóticos não eram lilazes... eram de um azul profundo e diferente, com leve um brilho esverdeado. Sentiu-se embaraçada ao vislumbrar um belo jovem de cabelos castanho-avermelhados à sua frente.
- Eles já estão a caminho, não se preocupe. Como se sente?
- Me desculpe, eu achei que você...
- Tudo bem. Meu nome é Kiki e sou discípulo dele. Temos algumas vagas semelhanças!
Ele riu divertido, apontando para a própria testa, entendendo perfeitamente porque fora confundido comigo. Sofia sorriu sem jeito em resposta, por notar o quanto ele ficara ainda mais bonito ao sorrir.
- Está melhor?
Uma lágrima brotou dos olhos da garota e rolou por sua face pálida, pois recordou-se do que ocorrera à pouco. Respirou fundo e desviou o olhar, concluindo que a dor diminuíra um significativamente. Kiki enxugou-lhe a lágrima com pesar, tentando imaginar o que houve, pelas marcas arroxeadas de mãos que ela tinha nos pulsos, além dos outros ferimentos mais graves.
- Eu não sei exatamente o que houve, mas acabou, fica calma. Você está em um hospital e teve sorte de não ter quebrado nenhum osso, pois poderia ter perfurado algum órgão. Pelo que o médico disse, você deve ainda sentir muita dor porque a pressão da pancada foi muito forte e teve uma costela trincada. Mas podia ser muito pior...
A menina fechou os olhos por alguns instantes e outra lágrima rolou por sua face. Ficou tão pálida que seus lábios perderam a cor. Kiki apertou-lhe os dedos em sinal de preocupação e apoio, sentindo uma pontada no peito. Sem dúvida a namorada do Miro era muito linda, de traços tão delicados quanto uma boneca de porcelana, mas também parecia ser tão nova quanto ele próprio, – o que devia ser impressão de sua parte. Mas o que teria realmente acontecido, para que Miro não estivesse ao lado dela, num momento tão difícil?
- Está tudo bem agora. O importante é que meu mestre chegou a tempo de te salvar... Não foi? – ele tinha uma certa dúvida em relação a isso, bem como não imaginava que os agressores fossem seus companheiros de treino.
Ela consentiu ao reabrir os olhos.
- Não fosse ele e o Aldebaran... Eu nem sei...
- O importante é que está bem agora. Aposto que está um pouco melhor.
- Na verdade, minhas pernas ainda estão dormentes. É assustador. Será que...?
- Não se preocupe, logo vai melhorar. Provavelmente até amanhã isso passa.
- Você... deve ser um anjo...
Foi com esta frase e com aquele sorriso frágil, que Miro entrou no quarto e sentiu uma certa irritação confundir-lhe as preocupações.
- Que bobagem! - Kiki segurava uma de suas mãos e com a outra, coçava a cabeça nitidamente sem jeito, embora risse daquele comentário de Sofia.
- Huhum. – pigarreou nervoso, tentando chamar a atenção dos dois.
Kiki levantou-se e soltou as mãos dela de súbito, ainda mais sem graça do que antes ao notar a irritação de Escorpião.
- Miro... – a menina ficou séria, ao vislumbrar o rosto do amado. Não percebeu o ciúme dele e tudo que mais queria era revê-lo, mas recordava-se perfeitamente da discussão que tiveram antes do pior.
- O Mu ta lá fora na recepção. – respondeu Escorpião secamente para Kiki.
- Desculpe, vou deixar vocês conversarem.
Assim que o garoto fechou a porta, Sofia colocou a mão sobre o rosto e fez uma careta, como se até mesmo ficar irritada fosse doloroso. Miro preocupou-se imediatamente e aproximou-se da cama e com pesar, afagou-lhe os cabelos.
- Está se sentindo mal?
- Estou.
- Quer que eu chame um médico ou enferm...?
- Por que você foi tão grosso com ele? – continuou entre lágrimas.
Miro empalideceu, completamente consternado. A preocupação era visível, mas também não quisera transparecer o seu ciúme, resultado da frustração que sentia por não ter estado com ela quando mais precisou de sua proteção.
- Sofia...
- O que foi que ele te fez? – ela retirou a mão do rosto, em lágrimas.
- Tente me perdoar, eu não quis...
- Pelo que entendi, foi ele me trouxe.
- É, o Mu pediu...
- Onde é que você estava Miro? – ela perdeu o controle dos próprios sentimentos e começou a chorar copiosamente.
Escorpião sentiu como se uma faca afiada atravessasse seu corpo todo, começando pelo peito. Eu estava jogando pôker – pensou. Por Zeus, como alguém poderia perdoar uma situação como aquela? Houve o ataque ao Santuário, mas isso foi depois que Mu já a socorrera e que, não fosse por ele, Sofia poderia estar morta. Arrepiou-se com a possibilidade. Sentia-se o mais baixo e inútil dos seres. Que espécie de cavaleiro era ele, que não percebia que aquela que tanto amava estava em perigo, por causa de um orgulho besta? Por falta de coragem de correr atrás dela e impedir que ela partisse sozinha, escadas abaixo?!
- Me desculpa... – a menina soluçava tentando conter-se. – É que estou tão nervosa... Mas eu sei... Sei que estava lá de algum jeito... Eu senti... Senti uma coisa... Um calor estranho me envolvendo quando desci aquelas escadas e depois... Quando me atingiram parecia que... – ela parecia confusa, tentando dar sentido ao que dizia. - E teve a armadura... você me mandou a armadura pra me proteger... Não foi?
Miro sobressaltou-se, sem entender o que ouvira.
- Armadura? Você disse que... A armadura de Escorpião... Te protegeu?
- Sim. Eu sei que foi você que...
- N-não, Sofia... Não entende que... O Santuário foi... Houve um ataque e... – Miro sentou-se na cadeira deixada ao lado da cama por Kiki, tentando digerir a notícia que recebera e igualmente a ela, sem conseguir dar sentido ao que dizia.
- Miro... – ela segurou a mão dele, que estava sobre a cama, percebendo que seu rosto estava sem cor.
- Sofia, eu sinto tanto... Tive tanto medo de... Graças aos céus que está viva e que... E que o Mu chegou a tempo, eu sou... Um idiota. – o cavaleiro escondeu-se entre uma das mãos e suspirou.
- Meu anel... sabe o que houve com ele?
- A pedra dele caiu, mas a gente consegue outra e...
Uma nova lágrima brotou do frágil rosto.
- Ah, não...
- Sofia, pouco me importa o anel agora, o importante é que você está a salvo.
- É, mas foi você que me deu, eu tinha ele há tanto tempo que... Bom, deixa pra lá. A gente precisa conversar, Miro.
- Não. Deixa isso pra depois. Você não está em condições de...
- Miro, eu preciso... – a menina soltou a mão dele e colocou-a sobre o rosto do namorado. – Preciso muito de você agora... Me abraça, por favor... – as lágrimas continuavam a brotar da delicada face e ele desmontou-se com a fragilidade por ela exposta. Miro inclinou-se e beijou-lhe a testa, afagando-lhe a fronte e deixando que ela o envolvesse com os braços, já que ele próprio não podia fazê-lo por conta do estado físico dela. – Eu tive tanto medo... eu pensei... pensei tanto em você, Miro...
Ali, agarrada a ele, - que segurava suas próprias lágrimas ao ouvir aquelas palavras sinceras, - Sofia chorou copiosamente por longo tempo, extravasando toda a angústia que lhe invadira.
- Não quero que meus pais me vejam assim, Miro... Seja lá o que for que eu invente, eu nunca mais veria você.
O cavaleiro afastou-se após beijar-lhe o rosto suavemente. Respirou fundo e passou a mão pelos cabelos, ainda muito pálido e abalado.
- Eu sei bem que o tio sumiria no mundo com você. – Segurou novamente uma de suas mãos e fez uma pausa, engolindo seco. – Mas vamos resolver um problema de cada vez, está bem? Eu vou pensar em alguma coisa. Mas primeiro, vou tentar falar com o médico sobre sua alta. – E enxugou as lágrimas do rosto dela com cuidado.
Sofia consentiu, tentando sorrir o mais sincera que pôde, fazendo com que o amado também sorrisse.
Sorri, quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
- Sabe, primo... - Miro sentiu um calafrio ao ouví-la usar aquela palavra. – Eu sei que eu tava nervosa, mas eu falei sério sobre...
- Já disse que é melhor falarmos disso depois.
- Eu estou bem melhor. Preciso esclarecer umas coisas.
- Escute, eu não quero te perder por ter sido um idiota. Eu sinto muito e peço que me perdoe por tudo. Mas aqui não é o melhor lugar pra...
- Não é que tenha feito algo. Mas tem coisas que eu não tenho direito de cobrar de você. Miro, a gente nem... Tsc. Quanto tempo mais, você vai ter que esperar até que eu me sinta bem pra ser sua de verdade? Não é nada justo com você que...
- Já falamos milhares de vezes sobre isso. E eu já te disse que não é bem assim, você sabe que...
- Me escuta, por favor. – Ela fechou os olhos por um momento e apertou a mão dele. – Eu te amo muito e quanto a isso nunca tive dúvidas. Também sei que sente o mesmo. Mas depois de todo esse tempo, todas estas coisas que aconteceram e continuam acontecendo... Eu acho que ficaríamos melhores, se fôssemos apenas primos, como antes.
- Não diga bobagem, eu não...
Ouviram uma leve batida na porta e Miro não teve tempo de terminar o que dizia. Aioros entrou segundos depois, notando a expressão pesada dos dois e arrependendo-se por não esperar mais.
- Atrapalho?
- Não, Aioros. Pode entrar.
O cavaleiro respondeu melancolicamente, pois não queria continuar aquela conversa com ela e achou a presença do amigo um tanto conveniente. Aioros queria desaparecer, pois tinha agora certeza de ter interrompido uma conversa muito séria entre os dois.
- Eu não vou demorar. Como está, Sofia?
- Nada mal, pra quem quase morreu. – ela disse aos risos, fazendo com que Aioros se lembrasse da primeira vez que a vira enfrentando a própria dor, como agora, com o mesmo sorriso no rosto.
- Fico até sem jeito de dizer, mas preciso fazer umas perguntas chatas. Eu sei que é desagradável, mas parece que os rapazes estavam envolvidos com mais alguém. Estamos levantando todas as informações possíveis.
- Por mim, tudo bem.
- Miro, você acha que ela já está bem pra falar?
- Não sei se é uma boa hora.
Miro levantou-se, ainda encarando Sofia com pesar.
- Tudo bem, Miro. De verdade.
Com aquelas palavras, o dourado desistiu e beijou a mão dela antes de afastar-se. Ao passar por Aioros, baixou o tom de voz ao lhe falar:
- Se perceber que ela não está bem, não insista. Ela ainda está muito abalada. Não só a agrediram, mas tentaram...
Aioros abaixou o tom de voz igualmente.
- Fiquei sabendo disto também, não consigo me conformar. Mas fique tranqüilo, eu não vou forçar, se ela tiver problemas. E depois preciso falar com você também.
- Certo. Qualquer problema, estarei lá fora.
Escorpião saiu do quarto com a cabeça baixa, visivelmente triste. Descobrir que Sofia continuava irredutível em relação a eles, só piorava o mal-estar que sentia.
Kiki estava sentado na cafeteria da recepção, conversando sobre o ocorrido comigo, Aldebaran e Shina, que viemos acompanhando Miro até o hospital.
- Mestre, mas então o que eles queriam, era tomar o lugar dos dourados?
- Segundo eles, Shura, Afrodite, Carlo e Saga são traidores de Athena e não merecem perdão. (Mú)
- Que absurdo! Tem que ter muita ganância para perder a razão assim.
- O pior foi o que Masao fez com a senhorita Sofia e o cretino do Feres não se moveu pra impedir. – Aldebaran respondeu, sério. – Falando em traição e bancando os certinhos, cheios de direitos... Pra fazer o que fizeram. É imperdoável.
- Aquele nojento... (Shina)
- Não consigo acreditar que ele e o Feres tenham sido tão inescrupulosos e baixos. Eles treinam comigo, todos os dias! Nunca pensei que fossem capaz de... (Kiki)
- Se quiserem esperar na porta pra vê-la, o Aioros está fazendo umas perguntas, mas não deve demorar.
Miro surpreendeu a todos com sua presença, sentando-se ao lado de Kiki.
- Miro, sente-se bem? – a amazona colocou a mão sobre o ombro dele, preocupada por ver que estava ainda mais abatido.
Escorpião apenas acenou em afirmativo com um sorriso forçado e pediu um café puro. Shina suspirou, sabendo que por enquanto não adiantava insistir.
Sorri, vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
- Kiki, fique aqui com este cabeça-dura, ok?!
- Sim.
O rapaz concordou, deixando que nós três passássemos silenciosamente pelo corredor. Remecheu-se na cadeira, incomodado ainda com a cena constrangedora de minutos atrás. Miro tinha os braços apoiados no balcão e os olhos perdidos em algum ponto distante.
- Senhor Miro...
- Não fala nada, Kiki.
O cavaleiro apoiou a testa sobre uma das mãos sem olhar para o garoto, que tremia de nervoso, fazendo com que sua xícara de café com leite tilintasse sobre o pires. O café puro foi entregue à Escorpião, que no entanto, permaneceu imóvel e em silêncio.
- É que o que houve lá dentro... Eu não quis...
- Esquece. – respondeu secamente, olhando para a xícara à sua frente e passando os dedos sobre a testa impacientemente.
- Me desculpe se eu...
- Já falei pra parar de falar. – O tom de voz do dourado alterou-se, tornando-se mais austero e irritado.
Foi então que Kiki percebeu o quão fora de si o amigo estava. Os olhos tinham um brilho sombrio e melancólico, como se estivesse prestes a chorar. Kiki tomou o último gole de sua bebida em silêncio, imaginando que talvez ele precisasse ficar um pouco sozinho. Fez menção de levantar-se logo em seguida, mas foi interrompido pelo mesmo tom irritadiço de antes.
- Garoto, senta aí.
A xícara de Miro permanecia intocada e ele continuava com o olhar fixo em algum ponto obscuro de sua mente. Kiki sentiu um arrepio na espinha, tendo agora certeza de ter irritado o escorpiano e encostou-se no banco, esperando o pior.
- Sofia ia querer que eu te pedisse desculpas. – suspirou devagar, como se todo o peso do mundo estivesse sobre seus ombros. - Estamos numa fase péssima do relacionamento e eu perdi a cabeça.
O que o garoto menos esperava, era um pedido de desculpas. Seu receio transformou-se imediatamente em pesar, ao ver que o amigo estava muito pior do que todos imaginavam.
- Eu sinto muito se piorei as coisas.
- Quem piorou foi eu, garoto. E obrigado pelo que fez. Nunca vou poder pagar nem a você, nem a Mú ou Aldebaran.
- Não precisa. Não foi nada demais.
- Aprenda a calar a boca de vez em quando, por Zeus! – Miro sorriu por um segundo ao ouvir as próprias palavras, sabendo que deixara Kiki sem reação. Mas logo voltou a ficar muito sério e distante. – Você não faz idéia do que Sofia significa pra mim. E hoje eu quase a perdi da pior forma.
- Ela vai ficar bem, Miro. Ela tem você.
O dourado o olhou de canto por algum tempo e o rapaz compreendeu que era melhor se calar. Houve uma pausa longa, até que Miro voltasse a falar.
- Nós discutimos e eu disse coisas que ela não merecia ouvir. E como sempre, eu fui orgulhoso demais pra ir atrás dela. Graças a isso...
Naquele momento, uma lágrima caiu teimosamente sobre o rosto dele, que imediatamente empurrou a xícara e apoiou a outra mão sobre a testa, escondendo o rosto.
- Não quero nem pensar no que podia ter acontecido.
- Você não tem culpa, Miro. Foi uma coincidência infeliz.
- "Concerto de Branderburgo nº2", que maldição.
- C-como?!
- Essa música idiota, tá me irritando.
Kiki fez uma careta, tentando entender o louco comentário. Levou alguns segundos para conseguir perceber que ali na cafeteria do hospital, podia-se ouvir uma melodia instrumental tocando muito baixo. Mas desde quando Miro entendia de Bach ou de qualquer outra música clássica?! Estava surpreso e sem saber o que dizer, vendo Escorpião respirar pesadamente e alcançar a xícara novamente, depois de enxugar o rosto com as costas da mão.
- Hã. A vida só pode ser uma piada. – ele fez uma pausa, mas Kiki não teve tempo de resposta. - Você pode ter um amigo que goste de música erudita e passar a vida inteira o incomodando a respeito, sem nunca entender absolutamente nada sobre o assunto. Mas quando se tem uma namorada que gosta disso, as coisas ficam bem diferentes... E o teu amigo, é que passa rir de você.
Sorri, vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
Smile
Miro finalmente tomou um pouco de sua bebida e Kiki sorriu, tentando em vão imaginar o que podia fazer para melhorar o astral do amigo, que já estava divagando.
- Hum. Mas você continua não gostando?
- Na verdade, acabei me interessando um pouco por algumas. Mas a maioria continua me irritando mais do que eu gostaria. Ainda mais numa hora dessas!
O cavaleiro terminou de tomar seu café, num único gole, enquanto Kiki tentava segurar o riso. O dourado olhou para a entrada do hospital e deu um meio sorriso, ao perceber Hiyoga entrando no saguão.
- Daqui à pouco o Santuário inteiro vai estar aqui.
Hiyoga ia questionar a recepcionista, quando viu os rostos conhecidos e se aproximou, cumprimentando a ambos. Parecia bastante assustado e esbaforido. E a expressão de Miro não ajudava muito.
- Eu vim assim que as coisas acalmaram um pouco. O Aioros já chegou?
- Já. Está lá no quarto, bancando o detetive policial. (Miro)
- Avisei ao Kâmus, ele vai te ligar mais tarde. A Eiri queria vir, mas achei que muita gente aqui, ia piorar as coisas e a Nadja não ia parar um minuto. – respirou tomando fôlego. - E como é que ela está?
- Viva. Mas não graças a mim...
Hiyoga continuou olhando para o cavaleiro em silêncio, transtornado com a resposta. Kiki interveio a seu favor:
- O mais grave foi uma costela trincada. O resto foi puro susto. Mas ela parece bem abalada, como era de se esperar.
- Menos mal, que seja só isso. E você, Miro... Como é que está se sentindo?
- Se melhorar estraga. – respondeu cinicamente, tentando voltar ao mundo exterior.
Hiyoga respirou fundo, preocupado e resolveu falar a sós com ele.
- Kiki, me faz um favor? Diz pro Aioros que já cheguei e que Athena pediu pra que fosse falar com ela assim que voltasse.
O rapaz levantou-se tentando disfarçar que estava contrariado.
- Agora até o pato ta me expulsando...
Hiyoga sentou-se onde estava o garoto e esperou que ele se afastasse para voltar a falar.
- Se continuar se culpando, Miro, vai ficar louco. Converse com o Kâmus, vai se sentir melhor. Ele até pensou em vir pra cá, mas parece que a Anuska está com um contrato novo e eles não podem se ausentar agora. Pediu milhões de desculpas e deve ligar logo pra saber de você.
- O que aconteceu hoje, Hiyoga... Nem o Kãmus vai me fazer esquecer.
- Esquecer não é bem o problema. Você sabe do que estou falando.
- Não adianta mais. Acabou, Hiyoga. Ela colocou um ponto final.
- O Shura me disse que vocês discutiram. Mas vai dar tudo certo. Ainda mais agora, que ela precisa de você ainda mais. Sei que vão se acertar.
- Não tenha tanta certeza. Desta vez eu consegui perder a Sofia.
- Vai com calma. Vocês...
O ruído do celular de Miro irrompeu a conversa, com um som de sirene policial. O cavaleiro praguejou, batendo no balcão e respirando fundo, olhando de relance para o amigo, antes de atender.
- Oi, tia Ágata. Como vão as coisas aí?
"Miro, eu estou tentando ligar pra Sofia, mas o celular só cai na caixa postal. E o telefone da sua casa deve estar com problema também, chama até cair..."
- Ah, é... – Respondeu fazendo uma careta e passando a mão pelos cabelos nervosamente. - O meu telefone às vezes dá esse problema.
"Já está um pouco tarde... Ela já saiu daí, ou você vai vir trazê-la?"
CONTINUA...
NA: Eita, que a coisa fedeu de vez pro lado do Escorpião! Agora lascou! .
Enfim estamos chegando à reta final dessa louca novela-grega, rs... P As coisas estão começando a se esclarecer e o povo está sendo pressionado a tomar decisões!
E esse ataque ao Santuário, que até agora nem eu entendi direito?
Bom... Aguardem pacientemente novas atualizações, que eu demoro mais coloco, vocês sabem! Enquanto isso, vou providenciar outro capítulo de alguma das outras fics... A que sair mais fácil, tá valendo! '
Ah, olha só que delícia para uma ficwritter receber um carinho desses! Ganhei um desenho da Sofia de uma das pessoas que acompanham essa minha fic mascote e estou muito contente!!! O desenho é da Nathalie, conhecida nos fóruns como Áries no Mya. Já faz uns dois ou três capítulos que eu esqueço de colocar o desenho aqui! Sorry, Nathy! Eu tardo, mas num falho! Aí vai o link:
http://z004. muito obrigada de novo pelo apoio de todos e espero que continuem gostando desse romance, que é o meu xodó e primeiro filho de mãe solteira, haha!
Té mais! ;P
