Capítulo 9_ Nova York

Disclaimer: Nada é meu, é tudo da J.K. Eu só quero o Draco Malfoy.

Eu sorri assim que ele falou que estava do meu lado e então pulei em cima dele, em uma atitude completamente inconsciente.

- Se eu soubesse que decidir do lado de quem eu estava fizesse você pular em cima de mim, teria decidido antes. – ele falou, sorrindo.

- Seu chato. – eu disse e bati nele. Ele ergueu uma sobrancelha.

- Você não está mais chateada por eu ser um comensal? – ele falou.

- Eu não te culpo por ser o que você é, mas você não pode me culpar por odiar isso. – falei.

- Ok. – ele disse, me colocando no chão e me segurando pela mão. – Quer conhecer a casa?

- Claro. – eu disse e nós fomos até a cozinha. Ela era inteiramente branca e preta. Lá havia um balcão de granito e uns banquinhos pretos. Havia duas geladeiras, um fogão, microondas e todo o tipo de aparelho trouxa. Nos armários haviam louças perfeitas e todo o tipo de comida que você poderia imaginar. Eu abri a boca.

- Quantos você quer alimentar com tudo isso? – falei.

- Você. – ele disse e eu ergui uma sobrancelha. – Bom, eu também vou comer. (n/a: Te comer, você quis dizer né ? Hm, continue a leitura em paz e me ignore.)

- Eu queria ver você cozinhando. – eu disse, sorrindo.

- Eu sei cozinhar muito bem. – ele falou, com um sorriso galante.

- Eu duvido. – eu falei e ele ergueu uma sobrancelha.

- Vou cozinhar para você, assim que terminar de te mostrar a casa. – ele disse.

- Ok. – eu falei e ele abriu a porta que havia na sala, que dava para uma ante-sala. Onde havia uma outra porta que deveria dar para a rua. Ele fechou a porta e nós subimos as escadas. Haviam apenas 4 portas lá no segundo andar. Ele me mostrou um escritório bem equipado, um lindo banheiro e uma suíte toda em branco e vermelho.

- Esse é o seu quarto. – ele falou. Eu observei o quarto, era bem grande e havia um guarda-roupa enorme. A cama também era enorme e havia um tapete, dois abajures, dois criados-mudos, um pequeno sofá e uma porta. Eu andei até a porta e a abri, onde vi o banheiro. Havia um chuveiro, uma banheira, duas pias, um vaso sanitário, um porta-toalhas de metal cheio de toalhas brancas e alguns armários.

O outro quarto, era uma suíte do mesmo tamanho que a minha e praticamente igual. Só que era toda preta e branca e estava com várias coisas, e toda bagunçada.

- Bem, esse é o meu quarto. – ele falou e sorriu.

- Bela casa. – eu disse. – Para que você a usa?

- Esconder você. – ele falou.

- Você comprou uma casa só para me esconder? – eu disse.

- Na verdade, eu já tinha comprado há algum tempo. – ele disse. – Pronta para o melhor jantar de sua vida?

- Ah, essa eu quero ver. – falei, enquanto descíamos as escadas em direção a cozinha. Eu me sentei em uma cadeira enquanto ele preparava a comida. – Eles não vão sentir sua falta hoje?

- Ainda não. Eles só se reúnem ás 5 da manhã. – ele disse. – Daqui a algumas horas.

- Hmm.. – falei.

- Eu vou sair ás 5h e devo voltar lá pelas 7h. Você não trouxe muitas roupas, então amanhã nós poderíamos sair para que você compre algumas. Você já veio a Nova York, Virgínia? – ele disse.

- Não. – eu falei.

- Bom, acho que vou ter que passear pela cidade com você. – ele sorriu.

- Você vai ficar aqui comigo? – eu disse, sorrindo.

- Bem, sim. Mas eu não vou estar aqui entre ás 6h da tarde e 7h da manhã, provavelmente. – ele disse. – E se você ouvir qualquer voz que não seja a minha, no seu banheiro tem vários frascos vermelhos. É um tipo de poção polissuco que dura mais tempo. – ele disse. – Então, você teria que beber. Sabe, só no caso de alguém aparecer aqui.

- Alguém vem aqui? – eu disse.

- Só a minha mãe, ás vezes. – ele disse. – Mas quando ela vem, ela vem pela porta da frente e se anuncia.

- Ok. – eu disse. – Mais alguma coisa?

- Oh, sim. E nada de sair de casa ou usar magia, ok? – ele falou. – Os comensais estão controlando o ministério.

- Disto eu já sabia, mas tudo bem. – falei. Ele colocou o macarrão que ele estava fazendo no prato. O cheiro estava delicioso. Ele colocou um prato na minha frente e um na frente da cadeira onde ele iria sentar. Ele pegou cerveja amanteigada e colocou na mesa para nós. Eu provei o macarrão.

- Onde você aprendeu a fazer isto? – eu disse.

- Quando eu morei aqui sozinho sem saber onde ficam os lugares bruxos por aqui. – ele disse. – Então eu aprendi a comer isso e outras coisas. Além de umas bebidas estranhas, mas gostosas.

- Hmm.. – eu disse e comi um pouco. – O macarrão está bom.

- Claro que está, fui eu que fiz. – ele falou e eu sorri. Ele sorriu de volta, se levantou da mesa, pegou uma garrafa de vinho e colocou em duas taças, me entregando uma.

- Obrigada. – eu falei e bebi. Ele bebeu também. Nós bebemos várias taças de vinho enquanto comíamos o macarrão, até que enchemos a última taça de vinho e brindamos.

- Á Nova York. – eu disse.

- Nova York. – ele concordou e nós bebemos.

-x-

Eu acordei com o sol batendo na minha cara e me remexi na cama. Eu abri os olhos lentamente e fitei o teto branco do quarto. Eu me levantei e fui para o banheiro. Apenas arrumei o cabelo, lavei o rosto e escovei o dente. Para então descer as escadas e ver o Draco sentado na cozinha, tomando café.

- Como foi com os comensais? – eu disse. Era estranho falar assim, parecia que ele não era um deles.

- Normal. – ele resmungou.

- Minha mãe, meus irmãos e... – eu hesitei. -... O Harry, estão bem ?

- É, eu acho. – ele resmungou. – Seu irmão está no St. Mungus.

- Qual deles?- eu falei, preocupada.

- Ah, um deles, Virgínia. – Draco disse. – E nem pense em ir ao St. Mungus

- Eu não estou pensando. – eu disse, enquanto me servia de omelete.

- Tem uma roupa para você no sofá. – ele falou. – Espero que sirva.

- Ok .- eu disse. – Eu poderia ir com essa. – eu disse, me apontando. E então notei que estava com uma camiseta grande demais para ser minha e corei.

- Eu não acho que seria uma boa idéia você andar por aí com as minhas roupas, Virgínia. – ele falou.

- É. – eu concordei. - Como foi que eu fui parar vestida assim?

- Eu te ajudei a vestir. – eu levantei uma sobrancelha. – E você não fez nenhuma objeção. Não se preocupe, eu não fiz nada.

- Eu espero que não. – eu disse e ele se levantou.

- Tem dinheiro trouxa na mesa. - ele disse. – Gaste-o para comprar roupas.

- Aonde você vai? – eu disse.

- Tenho que fazer algumas coisas. - ele falou.

- Você vai me deixar sozinha em Nova York? – eu disse.

- É, você se vira. Só tome cuidado para não se meter em encrencas. – ele disse.

- E se eu não achar o caminho de volta para casa? – eu falei.

- Se você demorar, eu acho você. – ele falou e seus olhos ficaram frios por um segundo. – Eu tenho que ir.

- Espera! – eu falei. – Você não vai me dar nem um beijo?

- Não. – e então ele desapareceu. Eu encarei o vazio, incrédula, e terminei o meu café rapidamente. Eu andei até uma sacola que estava na sala e a abri. Lá havia uma calça jeans, uma blusa de frio, um casaco e roupa íntima. Havia também um gorro e luvas. Eu sorri e levei a roupa para cima, tomando então meu banho.

-X-

Eu não sabia como eu fui parar ali, mas eu estava na Barney's. Eu comprei várias roupas lá, saí com várias sacolas e ainda tinha muito dinheiro. Eu passei pela Victoria's Secret, Chanel, Hollister, Abercrombie, Louis Vuitton e outras lojas. Eu andei pelas ruas com várias sacolas na mão e então me sentei em um banco no Central Park e comecei a olhar as pessoas.

Eu senti quando alguém se sentou do meu lado no banco e me encolhi, enquanto respirava fundo. Está tudo ok, Gina. Ninguém te conhece em Nova York.

- Ora, ora, Srta. Weasley. O que você faz em Nova York? – eu ouvi alguém falar e me virei de olhos arregalados para a pessoa. Eu sorri ao ver quem era.

- Collin! – eu disse. – Você me assustou.

- Então, o que faz em Nova York? – ele falou, com um sorriso contagiante.

- Ah, eu vim passar o feriado de Natal. – falei. – E você?

- Nada demais. – Collin respondeu. – Soube o que houve com a sua família. Sinto muito.

- O que houve com a minha família? – eu falei, assim que eu avistei o Draco se aproximando de nós calmamente.

- Creevey. – ele falou ríspido.

- Malfoy. – Collin respondeu no mesmo tom e o Draco o encarou. – Eu vou indo. A gente se vê por aí, Gina. – o Collin disse e se levantou, afastando-se rapidamente. O Draco pegou minhas sacolas na mão.

- O que ele fazia aqui? – ele disse.

- Ele me viu e veio me cumprimentar. – eu disse, me levantando. – Como me achou aqui?

- Eu disse que te acharia. – ele respondeu. – Venha, vamos deixar essas coisas em casa.

- Ok. – eu falei, enquanto andávamos até umas árvores. Eu peguei na mão dele e então senti um puxão no umbigo. Aparecendo na sala da casa dele. Ele começou a subir as escadas com as sacolas e eu o segui. Ele andou até o meu quarto e colocou tudo em cima da cama.

- Já comeu? – ele falou.

- Sim. – eu disse. – O que aconteceu com a minha família?

- Nada. – ele falou.

- Por que você está sendo tão estranho? – eu disse.

- Não estou. – ele resmungou e eu comecei a tirar as coisas das sacolas e colocar no guarda-roupa. Ele havia tirado o casaco e a luva e colocado em cima do sofá.

- Draco? – eu falei enquanto ele me ajudava a colocar as coisas no guarda-roupa. Ele arrumava as coisas mais colocava muita força naquilo, como se estivesse descontando nas roupas.

- Sim? – ele falou.

- Por que você está tão bravo? – eu falei.

- Não estou bravo. – o Draco retrucou.

- Sim, você está. - eu disse. – Você não está com ciúmes, está?

- Não. – ele resmungou.

- Você está com ciúmes do Collin? – eu disse, me colocando entre ele e o guarda-roupa.

- Não. – ele resmungou.

- Sim, você está. – eu falei, sorrindo. Ele colocou os dois braços ao meu lado de um modo que eu não pudesse sair e então roçou seus lábios nos meus. Eu senti um arrepio na espinha.

- Por que eu estaria? – ele falou e me beijou. Ele me beijava com força e eu coloquei a mão no cabelo dele, o puxando mais para perto. Ele colocou a mão na minha cintura e me apertou contra ele, me beijando com mais força. Ele começou a descer os beijos pelo meu pescoço.

Ele voltou a me beijar e quando a língua dele invadiu a minha boca, era como se estivesse reivindicando algo que pertencia a ele.

- Você é minha. – ele sussurrou com a voz rouca e num movimento brusco me suspendeu e me prensou contra o guarda-roupa. Ele começou a me beijar fervosamente e eu coloquei as minhas pernas na cintura dele. Ele mordiscou meu lábio inferior e me levou até a cama, me colocando nela. Ele deslizou a sua mão fria por debaixo da minha blusa, enquanto beijava o meu pescoço e eu gemi. Ele deu um sorriso satisfeito e tirou a blusa.

-x-

De manhã, o Draco me levou até a Estátua da Liberdade e a outros pontos turísticos de Nova York. Nós tiramos várias fotos e então passeamos pelas ruas, sem rumo. Foi quando eu vi um carrinho de cachorro quente.

- Vamos comer cachorro quente? – eu falei, sorrindo para ele.

- Comer o que, Virgínia? – o Draco disse.

- Cachorro quente. – eu falei.

- O que é isso? – ele falou.

- Ora, vai dizer que você não conhece a melhor coisa do mundo? – eu falei.

- Bom, é claro que eu conheço. Eu sou a melhor coisa do mundo. – ele falou e eu dei um tapa de leve nele.

- Vamos, me compre um cachorro quente. – eu disse, o puxando pela mão até o carrinho de cachorro quente. – Dois, por favor. – pedi sorrindo. E a mulher começou a fazer dois cachorros quentes. O Draco me olhou com uma expressão torturada e pagou os cachorros quentes, agradecendo. Eu peguei os cachorros quentes e nós dois saímos andando. Eu dei uma mordida no meu e tentei entregar o dele para ele.

- Eu não vou comer isso. – ele resmungou.

- Ora, é só mais uma comida trouxa deliciosa. – eu falei.

- Virgínia, eu não vou comer. – ele falou.

- Ora, coma. – eu disse, e peguei o cachorro quente dele agitando-o no ar. – Olhe só, coitadinho. Ele está pedindo para que você o coma. – eu disse e ele ergueu uma sobrancelha. – Me coma. Vamos, me coma.– eu disse, com uma voz fininha e agitando o cachorro quente na frente dele. Ele começou a rir e pegou o cachorro quente, dando uma mordida.

- É, é bom. – ele resmungou.

- Viu? – eu falei, sorrindo satisfeita e nós caminhamos em silêncio por um tempo, até que nós chegamos a um beco sem saída.

- Chegamos. – ele falou, enquanto mexia em uns blocos coloridos que haviam no beco.

- Onde estamos? – eu falei assim que a parede se abriu, mostrando um corredor escuro.

- Você vai ver. – ele falou, pegando a minha mão e nós entramos no corredor escuro. Ele me puxou para perto dele. Perigosamente perto, eu devo acrescentar.

- O que diabos estamos fazendo?- eu perguntei e ele apertou a minha mão.

- Caindo. – ele disse. Nós demos mais um passo e caímos. Eu gritei e segurei nele, enquanto ele ria. Eu caí em cima de algo duro e vi que estava tudo claro. Eu olhei para o Draco, que estava ao meu lado. Ele estava de pé e eu me levantei rapidamente.

- Bem vinda à parte bruxa de Nova York. – ele disse sorridente.

- Não é arriscado? – eu falei.

- Ora, é Nova York. Ninguém te conhece aqui. – ele falou.

- Ok. – eu concordei e nós começamos a andar pelo local. Era bem parecido com o beco diagonal, mas era mais largo e com várias ruas. Parecia uma cidade subterrânea.

- Tecnicamente, é uma versão bruxa de Nova York. – ele falou, enquanto me guiava pelas ruas até chegar em um pequeno bar. Nós entramos e logo uma moça loira se aproximou de nós.

- Ora, ora, Draco Malfoy. – a loira falou.

- Isabelle. – ele disse, com um sorriso torto e nós nos sentamos em uma mesa.

- O que vai querer hoje? – ela disse, olhando diretamente nos olhos dele e sorrindo enquanto mexia o cabelo.

- Hoje nada. - ele respondeu. – Sua mãe está?

- Sim, ela está na cozinha. – ela respondeu. - Quer que eu a chame?

- Sim, por favor. – ele disse e ela saiu da mesa rebolando. Vadia.

- Você viu? Ela ignorou completamente a minha presença aqui. – eu resmunguei e ele sorriu. – E ainda ficou se jogando pra cima de você.

- Não ligue para ela. – ele disse e logo ela voltou.

- Minha mãe acabou de sair, foi ao mercado. – ela disse. – Mas se você quiser esperá-la lá em cima comigo.

- Eu espero aqui. – ele disse.

- Nós poderíamos nos divertir muito. – ela disse, com um sorriso malicioso. Eu levantei uma sobrancelha para o Draco.

- Eu estou bem aqui, Isabelle. – Ele falou frio.

- Se você mudar de idéia e quiser diversão, estarei no bar. - ela disse sorridente. – Lembre-se das outras vezes. – e então, ela saiu.

- Mas se você quiser esperá-la lá em cima comigo, nós poderíamos nos divertir muito.– eu a imitei, com uma voz fina, e ele riu. – O que ela quis dizer com lembre-se das outras vezes?

- Não sei por que está com ciúmes, Virgínia. – ele falou.

- Ciúmes? Eu? – eu disse. – Claro que não.

- Você está. – o Draco disse.

- Você não respondeu a minha pergunta. – falei.

- Você sabe a fama que eu tenho, Virgínia. – ele disse.

- Ora, não sei por que estou surpresa. Você já ficou com todas as mulheres do mundo.- eu falei.

- Eu posso ter tido várias mulheres, mas nenhuma é como você. – ele falou. – E olha que foram muitas. – eu revirei os olhos e cruzei os braços.

- Estúpido. – resmunguei.

- Ei, não fique brava. – ele disse, sorrindo para mim. Ele se aproximou e me deu um beijo na bochecha. Não pude evitar de sorrir. Eu olhei para o lado e vi uma mulher loira se aproximando.

- Querido! Como vai? – ela falou.

- Bem e você, Sra. Mellme? – ele disse.

- Ótima, ótima. – ela disse e então se virou para mim. – Prazer, sou Rafaela Mellme.

- Prazer, Vi... – eu comecei.

- Victoria Woodsen. – Draco me cortou, sorridente, e se virou para a mulher. – Conseguiu as folhas?

- Ainda não querido. – ela disse. – Se você me der mais um tempo...

- Bom, vá entregar no Ministério de Magia de Londres quando conseguir. – ele falou frio. – Nós já vamos. Tenha um bom dia. – e então nós saímos do local e começamos a andar em direção a um aglomerado de pessoas.

- O que será que está acontecendo? – eu disse.

- Não sei. – ele falou e nós nos aproximamos mais do local. – É a convenção anual de bruxos.

- Como você sabe? – eu disse.

- Li na placa. - ele falou, apontando a uma placa perto de nós. Eu sorri.

- Vamos entrar? – eu disse.

- É claro. – ele falou e nós nos misturamos às pessoas até chegarmos a um local cheio de pessoas, umas 'barraquinhas' e pessoas nos chamando para entrar.

- Olhe só, Draco. Acerte a boca do Dragão. – eu disse sorridente e fiz com que ele entrasse comigo dentro da barraca. Haviam vários desenhos de dragões com as bocas abertas e alguns prêmios para quem acertasse. Uma mulher de cabelos pretos e extremamente branca se aproximou de nós.

- Vão jogar? – ela disse, com a voz fria.

- Vamos. – Draco falou e nós nos aproximamos dos desenhos de dragões.

- Conhecem as regras, certo? – ela disse e sem esperar resposta continuou a falar. – Você tem que acertar qualquer feitiço na boca do Dragão.

- Não vou jogar. – sussurrei para o Draco e ela me encarou.

- Ou pode tentar acertar as bolas. - Ela disse, mostrando umas bolas vermelhas que haviam em cima da mesa. O Draco pegou as 6 bolas e os desenhos de dragão começaram a se mexer, desaparecer e abrir e fechar a boca. Rapidamente, ele jogou as 6 bolas e acertou.

- Uau. – eu falei e a mulher o encarou friamente.

- Escolha um prêmio, Malfoy. – ela disse. Eu e o Draco a encaramos. – Aliás, o que um Malfoy faz por esses lados?

- Não lhe interessa. – ele respondeu extremamente frio e a encarou melhor, tentando reconhecê-la.

- Claro que interessa. – ela disse. – Em todos os meus 300 anos eu nunca vi ninguém que jogasse tão bem quanto um Malfoy e os Malfoys nunca vêem para esse lado do planeta. – ela disse e eu vi os caninos dela ficarem maiores. – Ainda mais com traidores de sangue feito uma Weasley. – ela se aproximou de mim.

- Acho melhor você guardar os dentes, Camille. - ele falou e os caninos dela voltaram ao tamanho normal. – E não mencione a ninguém que viu a Weasley por aqui.

- Por que eu não falaria? – ela falou. – Estão dando um prêmio de cinco mil galeões para quem entregá-la viva ao ministério de Londres.

- Você não ousaria aparecer em Londres a não ser que quisesse morrer. – ele disse.

- Você está certo. – ela falou e se sentou em uma cadeira. - Então, Weasley. Jogue. – ela falou e me jogou as bolas. Eu peguei uma e mirei na boca de um Dragão, e assim que eu taquei as bolas, ele desapareceu. E isso aconteceu com cinco dragões.

- Droga. – eu resmunguei e o Draco ficou ao meu lado.

- Eu te ensino. – ele disse, ficando por trás de mim (n/a: Hm)e depois arrumando o meu braço. – Agora você mira. – ele disse, segurando minha mão e apontando a bolinha para um dragão. – E joga para o lado contrário. – e virou o meu braço bruscamente, fazendo com que eu soltasse a bola e ela caísse na boca de um dragão.

- Eu acertei. – eu disse e me virei de frente para ele. – Eu acertei! – eu o abracei forte e ele sorriu. Alguém pigarreou e eu o soltei.

- Aqui está o seu prêmio, Malfoy. – A mulher disse e o entregou uma espécie de urso de pelúcia. – Não se preocupe, não falarei a ninguém que o vi por aqui. Muito menos a Weasley.

- Ótimo. – ele falou e me entregou o urso. Ele deu a ela alguns galeões e nós saímos da barraquinha.

- Quem era ela? – eu falei. – Ela era tão estranha, tão sombria.

- Uma vampira, ela é procurada por Você-Sabe-Quem pelo fato de ter poderes inimagináveis. – ele falou. – Mas ela tecnicamente não se esconde nessa época do ano, que é quando ela participa de convenções de bruxos para conseguir dinheiro e sangue.

- E como assim estão oferecendo um prêmio por mim? – eu disse.

- Ora, Virgínia. Você tem algo que Você-Sabe-Quem quer. Ele controla o profeta e o ministério, é claro que iria anunciar um prêmio por você. – ele falou.

- Minha mãe deve estar preocupada. – falei e ele não falou nada e colocou a mão no braço.

- Droga. – o Draco resmungou. – Não saia daqui. – ele falou e desapareceu. Eu encarei o lugar onde ele estava, boquiaberta. Ótimo, agora eu ficaria ali parada?

Uma senhora se aproximou de mim sorridente e começou a resmungar alguma coisa e depois se virou para mim.

- Eu posso ajudá-la? – a senhora falou. – Você parece perdida.

- Não, não. Eu estou só esperando um amigo. – eu disse e ela ficou mais perto de mim.

- Eu conheço você. – ela disse, virando a cabeça para me encarar melhor.

- Eu acho que não. – falei.

- Sim, sim. Eu conheço. Eu já te vi em algum lugar. – ela falou.

- Acho que você se enganou. Deve ter me confundido com alguém. – eu disse e me afastei um pouco. Rapidamente, o sorriso dela aumentou.

- Você não é aquela garota do Profeta Diário? – ela falou e pegou no meu braço.

- Eu já vou indo. – eu falei, me soltando dela.

- Não, fique mais um pouco. – ela disse, pegando no meu braço de novo. – Vamos tomar um suco de abóbora.

- Tenho mesmo que ir. – eu falei e tentei me soltar dela. Ela me apertou com mais força.

- Vamos lá, eu moro aqui perto. – ela disse e começou a me puxar. Eu tentei me soltar e ela apontou a varinha para o meu pescoço. – Vamos. – ela disse e eu arregalei os olhos. Onde diabos o Draco estava?

Eu andei ao lado dela, enquanto a varinha dela estava apontada para o meu pescoço. Foi aí que ouvimos gritos e ela se virou para ver o que era. Eu vi várias pessoas correndo e gritando, enquanto algumas figuras encapuzadas invadiam o local. Ela não me soltou e uma figura encapuzada se aproximou de nós. A mulher apontou a varinha para o comensal.

- Avada Ke... – a mulher começou.

- Avada Kedavra. – um jato de luz verde passou ao meu lado e eu gritei. O comensal pegou no meu braço e rapidamente eu estava na casa do Draco. Eu arregalei os olhos e ele tirou a máscara.

- Você matou aquela mulher! – eu falei.

- Ela ia me matar. – o Draco me respondeu.

- Como você some e me deixa lá? Ela poderia me levar para Londres. - vociferei.

- Eu cheguei antes que ela fizesse isto. – ele falou.

- É! Trazendo um monte de comensais, ótima idéia. Assim me mata mais rápido. – disse.

- Você não vai morrer. – ele vociferou.

- Se você continuar me deixando por aí e trazendo comensais pro mesmo lugar que eu, acho que vou.

- Ótimo, agora a culpa é minha.

- Claro. Tinha milhares de comensais lá!

- Espero que ninguém tenha me visto salvando você.

- O que aconteceria com você? Nada.

- Eu morreria!

- Você é melhor que eles. – eu disse. – Pode fugir.

- Claro, vou fugir de milhares de pessoas. Brilhante idéia. – ele revirou os olhos.

- É o que eu estou fazendo. – eu falei.

- Você tem ajuda!

- Não me parece uma ajuda. Parece que você está tentando me matar, isso sim.

- Parece que eu não consigo fazer nada certo.

- Eu não estou falando de você, estou falando de mim.

- Oh sim, é tudo sobre você.

- Não é bem assim.

- Oh sim, estou errado de novo. Desculpe, Srta. "Não-cometo-erros".

– Eu poderia morrer! – gritei.

- Poderia ter morrido. – ele vociferou.

- Eu vou embora daqui. – falei.

- A porta está aberta. – ele falou e então subiu as escadas, entrando no quarto dele e batendo a porta com força. Oh meu Merlin, o que diabos havia acontecido aqui?

-x-

Fazia horas que ele havia entrado no quarto e eu estava sentada no sofá da sala. Aquilo estava me matando, me levantei e fui até o quarto dele. Eu bati na porta e entrei.

- Hey. – eu falei. Ele parou de tirar a blusa e me encarou.

- Hey. – ele respondeu e eu me aproximei dele.

- Me desculpe por antes. – falei. – Eu estava meio estressada e descontei em você.

- Eu sinto muito. Eu não queria que você estivesse aqui e não queria que você tivesse que fugir, eu vou tomar mais cuidado ao te levar aos lugares. – o Draco falou.

- Está tudo bem. – eu falei e ele voltou a tirar a camisa.

- Vou tomar um banho. – ele disse.

- Quer uma ajuda para se ensaboar? – eu falei com um sorriso malicioso e um brilho passou pelos olhos dele.

- Eu acho uma boa idéia. – ele falou e me puxou até o banheiro.

-x-

Eu acordei com o sol batendo na minha cara e pisquei três vezes até conseguir enxergar direito. Levantei-me da cama e andei pela casa sem rumo, até ver que eu estava sozinha.

Ele sumia todas as manhãs e eu já estava acostumada com isso, mesmo que isso me desse uma pontinha de ciúmes no final. Uma pontinha de ciúmes bem pequena, eu devo dizer.

Eu não sabia onde ele estava e sabia que não deveria tentar achá-lo, mais a curiosidade era maior. Eu me vesti rapidamente e andei até o banheiro. Eu abri o armário do banheiro e vi vários frasquinhos vermelhos. Peguei três, colocando-os no bolso do casaco e bebi um.

Meus cabelos escureceram e ficaram castanhos escuros, meus olhos ficaram num tom azul claro e meu rosto ficou um pouco arredondado. (1)

Peguei a minha bolsa, coloquei os frasquinhos vermelhos e o dinheiro bruxo e saí pela porta.

-x-

Eu havia chegado a parte bruxa de Nova York e então caminhei até aquele bar em que eu havia entrado com Draco outro dia. Assim que eu entrei no local, Isabelle veio até mim.

- Bom dia, seja bem-vinda ao nosso humilde bar. Em que posso ajudá-la? – ela disse com um sorriso falso.

- Eu estou um pouco perdida, você poderia me mostrar onde existe uma pessoa que possa me dar boas informações? – falei sugestiva.

- Você veio ao lugar certo, querida. Nós sabemos de tudo sobre todos. Podemos resolver isso com alguns sicles. – ela disse, me levando até uma mesa um pouco afastada. Eu coloquei alguns sicles sobre a mesa. – Sobre quem quer saber?

- Draco Malfoy. – eu disse.

- Ele veio aqui semana passada, com uma ruiva, mas saiu rapidamente e não deu para conversarmos muito. – ela falou e eu coloquei a mão sobre os sicles, como se fosse retirá-los. – Ás vezes ele some e ele é um estudante de Hogwarts, vai se formar esse ano e é um galinha. Não existe uma só pessoa no mundo que ele tenha interesse e não consiga. – eu revirei os olhos. - Dizem que ele é um comensal da morte, eu acho que não, ele só é um pouco frio demais, mas não cruel. Soube que ele fica no Ministério da Magia de Londres até o meio dia e depois ele desaparece e ninguém o vê até o anoitecer.

- Como eu faço para ir para Londres sem aparatar? – eu disse e ela sorriu.

- Você poderia usar pó de flu. – ela falou.

- Algo que não seja controlado pelo ministério. – falei.

- Você poderia usar algum meio de transporte trouxa. – ela parou pensativa um minuto. – Ou então pedir ajuda para a Camille. – ótimo, agora eu teria que me encontrar com a vampira.

- Onde eu a encontro? – falei.

- Ela encontra você. – ela respondeu e se levantou, indo para o fim do bar e começando a limpar o balcão. Eu me levantei e fui até a porta. No momento em que eu saí eu vi Camille parada ao lado do bar e me encarando.

- Me siga. – ela falou e eu não me movi, observando-a.- Vamos, me siga. – eu comecei a segui-la em silêncio, nós andamos até uma pequena porta que ela abriu com um agito de mão. Ela me deixou entrar no local primeiro e depois de olhar para todos os lados, vendo se alguém estava nos observando, ela fechou a porta.

O corredor que terminava em uma escada ficou iluminado e eu fui observando as paredes, enquanto ela passava apressada por mim e descia as escadas. Eu a segui e nós descemos vários degraus até chegarmos a um local onde havia várias portas e um sofá de couro. Ela se sentou no sofá e fez um gesto para que eu fizesse o mesmo.

- Então, Weasley... Por que eu te levaria Londres? – ela disse e eu arregalei os olhos.

- Como você... – eu comecei, mas ela me cortou.

- Sim, eu sei. – ela disse e balançou a cabeça. Os fios pretos balançaram junto e caíram levemente sobre os ombros. – É sempre a mesma coisa, todos desconfiam dos meus poderes. Pobres bruxos. – ela deu um sorriso suave. – Por que eu te levaria a Londres? – ela repetiu.

- Por que não levaria? – eu ergui uma sobrancelha.

- Sabe, Weasley. Você é uma sangue puro, mesmo que seja uma traidora, e o sangue de bruxos como você são bem apetitosos. – eu arrepiei. – E eu ando com sede.

- Você não me mataria. – falei e ela riu. É, ela riu. Simples assim.

- Por que não? – ela falou.

- Draco Malfoy viria atrás de você, com todos os comensais. – eu disse.

- O que o faria pensar que eu te matei? – Ela disse.

- Ele saberia. – eu disse. – Nós temos uma ligação bem forte. – eu quase me convenci com as minhas palavras. Ela parou e me encarou por um segundo.

- Como você pretende viajar? – ela disse. Ela acreditou em mim? Uau! Acho que posso economizar o dinheiro que gastaria no curso de mentirosos.

- Sem que o ministério descubra. – eu disse.

- Bom, você poderia usar o Nôitibus Andante.- ela falou e eu a encarei como se fosse louca. – Ou velas mágicas.

- Velas mágicas? – eu falei.

- É, são velas raras que levam cem anos para ficarem prontas e só duram duas viagens. Você pode ir para qualquer lugar com elas, é só dizer o nome do lugar em voz alta e a vela te leva para lá. – ela estralou os dedos e uma vela vermelho-sangue apareceu na mão dela.

- Você vai me dar a vela? – falei.

- Estou sendo boazinha hoje, Weasley. Não se acostume. – ela disse e me entregou a vela. – Você pode ir para apenas dois lugares, então use com sabedoria. Irá encontrar o Malfoy no nível nove, departamento de mistérios, parte 3, corredor 4, sala 1. – ela disse.

- Como eu chego à parte 3? – eu disse, já que nunca havia ouvido falar desse lugar.

- É uma parte secreta, Você-Sabe-Quem controla. – ela resmungou algo. – Ao chegar ao nível nove, você coloca a mão no centro da primeira porta a direita e ela vai se abrir. Terá uma mulher lá, fale com ela. – ela disse e eu fiquei a encarando. – Vá logo.

- Ok, ok. – eu falei e olhei para a vela. – Londres. – eu falei e fechei os olhos, sentindo uma sensação estranha.

Eu abri os olhos e vi que estava na Londres Trouxa. Abri a minha bolsa e bebi um vidrinho daquela poção, enquanto andava até uma cabine telefônica na rua. Eu entrei nela e digitei o número 62442 em um aparelho que lá havia. Uma mulher atendeu e eu segui todas as instruções que ela deu, indo parar no Átrio de entrada.

Eu fui até o nível nove (Departamento de Mistérios) e fiz exatamente o que Camille havia dito, até que cheguei a uma mulher loira de olhos verdes e com um ar cansado.

- Posso ajudar? – ela disse e eu me lembrei de como o Draco agia com as pessoas, tentando imitá-lo.

- Quero falar com Draco Malfoy. – eu disse.

- Desculpe, mas eu não posso contatá-lo sem saber o seu nome e você deve saber onde ele se encontra nessa seção do ministério, senão eu terei que pedir para que você saia. - eu ergui uma sobrancelha. Mulherzinha irritante.

- Parte três, corredor quatro, sala um. – eu disse e sorri para ela. – Diga que a Victoria Woodsen está aqui e quer vê-lo. – eu falei e ela mandou um memorando. Logo outro memorando voltou e ela se virou para mim:

- Você pode ir lá. Bob vai acompanhá-la. – ela disse, com um ar cansado e apontou para o Bob. Ele começou a andar e eu o segui, enquanto observava-o atentamente, ele deveria ter 1,90m, era aparentemente forte e tinha a cara fechada, além da varinha na mão. Bob era um nome engraçado para um cara desses, ele deveria ter um apelido como fortão ou Hulk. É, talvez fosse Hulk.

- Bob, você tem algum apelido? – eu disse e ele não me respondeu. – Vou entender como um não. – ele manteve o rosto fechado e continuou a andar. – Você tem permissão para falar? – ele não respondeu. – Bob. – eu falei e ele parou em frente a uma porta. Eu encarei a porta e então entrei.

- Você ficou louca? – ouvi assim que entrei na sala.

- Não. – eu respondi e sorri para ele.

- Claro que ficou! Vir a Londres, o que você tem na cabeça, Virgínia? – Draco disse. – Um desejo insaciável de morte?

- Eu só queria saber onde você ficava todas as manhãs. – eu disse.

- Por que não me perguntou? – ele falou.

- Você não iria contar. – eu disse.

- É, você está certa. – ele movimentou a varinha e todos os papeis que estavam em cima da mesa desapareceram. – Já que está em Londres, o que pretende fazer?

- Descobrir o que você faz aqui nessa parte secreta do ministério. – falei.

- Eu cubro a identidade dos comensais. – ele falou. – E também entrego todas as cartas mandadas via coruja para o Bob.

- Você as lê? – falei.

- Não. – eu soltei um suspiro de alívio. – O Bob lê e depois manda as cartas para os destinatários. Aliás, você se arrisca demais mandando cartas para as suas amigas, Virgínia.

- Como você sabe? – eu disse.

- Eu recebo todas as cartas enviadas por corujas e as entrego ao Bob. – ele repetiu.

- Você leu as minhas cartas? – eu arregalei os olhos.

- Não. – o Draco falou. – Eu as coloquei junto com as cartas já lidas e elas foram enviadas.

- Ótimo. – eu falei, sorrindo.

- Bom, agora que você já sabe o que eu faço aqui, o que pretende fazer? – ele disse.

- Eu queria visitar a minha mãe. – eu falei.

- É arriscado. – ele falou. – Tem vários comensais perto d'A Toca. Você não conseguiria passar por eles e entrar.

- É, mas você conseguiria. – eu disse.

- Eu não vou entrar lá, Virgínia. – ele disse.

- Mas... – eu comecei.

- Não. – ele disse.

- Mas eu quero vê-la. – eu falei. – Por favor, Draco.

- Você não pode vê-la. – ele disse.

- Por quê? – falei.

- É muito perigoso. – o Draco falou. – Existem milhares de comensais todos procurando por você.

- Mas eu tenho a poção! – falei.

- Eu não vou te levar lá. – ele disse.

- Então eu vou sozinha. – eu falei e abri a porta.

- Eu te levo ao St. Mungus. – ele disse. Eu me virei para ele e fechei a porta. – Você poderia visitar o seu irmão e sua família toda deve estar por lá, até mesmo o santo Potter.

- Mas você não poderia entrar no St. Mungus comigo. – eu falei e ele sorriu.

- É só nós bebermos a poção. – ele falou e andou até a mesa dele, tirando um vidrinho vermelho de lá. – Só tenho para mim.

- Ok, eu tenho mais na minha bolsa. - eu falei e ele colocou o vidrinho vermelho no bolso.

- Vem. – ele disse, passando por mim e abrindo a porta. Ele a fechou com magia e nós andamos até a recepção da ala secreta.

- Vai sair, Sr. Malfoy? – a mulher falou.

- Vou e não volto hoje. – ele respondeu e nós saímos de lá, indo para o St. Mungus.

-x-

Nós já havíamos bebido as poções e o Draco havia ficado moreno (2). Nós entramos caminhamos pelos corredores do St. Mungus e eu vi minha mãe, Hermione e Harry sentados em algumas cadeiras. Todos tinham a aparência cansada.

Hermione estava com a cabeça apoiada no ombro do Harry e assim que eu e o Draco passamos, ele nos encarou. O Harry me lançou um sorriso malicioso e o Draco passou a mão pela minha cintura, enquanto andávamos. Eu queria ir lá e arrebentar o Harry, como ele fica olhando para as outras garotas? E ainda sorrindo malicioso? Oh, me aguarde. É só pararem de me procurar e eu vou acabar com você, seu galinha.

Eu olhei para o Draco e ele estava com um sorriso divertido.

- O quê? – falei.

- Você tinha que ver a sua cara. – ele disse, tentando segurar o riso.

- Não é engraçado. – falei.

- É sim. – ele rebateu e nós fomos até a bruxa loira que era a recepcionista. Ela sorriu largamente para ele.

- Nós gostaríamos de ir ao quarto do Sr. Weasley. – ele fez uma careta. - Poderia nos informar onde fica?

- Quarto andar, quinta porta a esquerda. – ela disse, sorrindo. – Precisa de mais alguma coisa?

- Não, é somente isso. Obrigado. - ele falou e começamos a andar.

- Por que todas as mulheres praticamente se jogam em cima de você mesmo quando você está acompanhado? – falei.

- Por que não se jogariam? Eu sou lindo e perfeito, Virgínia. – ele falou. – Ainda bem que não estou em meu próprio corpo, se não ela poderia me agarrar ali mesmo.

- Idiota.- eu resmunguei e ele sorriu.

-x-

Eu entrei no quarto onde o Rony estava, e andei até ele, enquanto o Draco ficou lá fora. Eu andei até o lado da cama e ele ergueu uma sobrancelha para mim.

- Rony, me desculpe. Eu só pude vir agora. – eu falei. – Como você fez para vir parar aqui?

- Quem é você? – ele disse.

- Rony, sou eu. A Gina. – eu falei.

- Gina? – ele disse. – Você não é a Gina.

- Claro que sou. – eu falei.

- Não, a Gina é ruiva e não tem olhos azuis. – Ele falou, balançando a cabeça.

- Sou eu, Rony. – eu falei.

- Como posso saber? – ele disse e eu parei pensativa.

- Depois que você conheceu o Harry, eu fiquei falando sobre ele o verão inteiro antes de ir para Hogwarts. – eu disse e ele ergueu uma sobrancelha. –Você usou aquele treco trouxa para ir buscar o Harry! - eu falei. – Vamos, Rony. Você sabe que sou eu. – ele sorriu.

- Por que demorou tanto para vir me ver? – ele falou.

- Eu não podia, estavam me procurando. – eu falei. – Como você veio parar aqui?

- O estúpido do Malfoy. – ele falou.

- O quê? – eu disse.

- Ele me fez vir parar aqui, Gina. – ele disse e então sorriu.

- Gina? – eu ouvi alguém falar da porta, eu conhecia aquela voz. Eu olhei para trás e me deparei com o Harry, sorrindo. O Draco estava parado na porta. – Gina, é você mesmo? – ele disse. – Você tomou uma poção polissuco e veio aqui? – ele falou e eu olhei para o Draco, pedindo ajuda. Respira Gina, respira.

- Não fale quem você é. – o Draco disse, apenas mexendo a boca.

- Gina? – eu disse, sorrindo para o Harry. – Você deve ter me confundido com alguém, Sr. Potter.- falei. – Eu já vou indo. - eu andei até o Draco.

- Oh meu Merlin. Eu estava tão preocupado com você. – Harry disse.

- Você deve estar me confundindo. – eu repeti.

- Eu sei que é você, Gina. Eu ouvi você falar com o Rony. – Harry falou.

- Você deve estar cansado e por isso está ouvindo coisas, Sr. Potter. – eu disse. – Tenha um bom dia. – E falando isso, eu sai de lá com o Draco ao meu lado.

(1) http*:*/thetvaddict*.*com/wp-content/uploads/2008/04/georgina2*.*jpg

(2) http*:*/secretum*.*files*.*wordpress*.*com/2007/04/zachroerig*.*jpg

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N/a: Oi, gente! Nossa, fiquei super feliz com a quantidade de reviews *-* Obrigada mesmo, meu ego ta lá no alto! KKKKKKKKKK. Caso os links não estejam funcionando e tals, o (1) é aMichelleTrachtenberge o (2) é o Zach Roerig

Fernii: KKKKKKKKK, né? Eu queria muuuito ser a Gina! Ela é muito sortuda. Fico muito feliz de você adorar a fic, sério *-*

juliie malfoy: Oie, seja bem-vinda! Espero que continue gostando. Eu demoro pra postar porque eu espero reviews e tals, mas a fic inteira já está pronta.

LaraQueiroz: *-* Eai, o que achou?

sayurichaan: Olá! O Draco é muito mais homem *-* sou apaixonada nele, então sou suspeita pra falar qualquer coisa! KKKKKK. Obrigada, espero que continue gostando.

Paula Weasley: Olá, seja bem-vida! Espero que você continue gostando.

lizammedeiros: *-*

Mrs. Mandy Black: Obrigada. Espero que você continue lendo *-*

Schaala: *-*

miss potter:Eu atualizo de acordo com a quantidade de reviews. Não matarei nenhum Weasley. Kkkk *-*

algum com muita raiva e jiji: Sério, amor? Que bom que você veio até aqui me ofender sem ter lido minha fic e sem ter a coragem de mostrar a cara e assumir as coisas que você faz. Não deve mostrar a cara só porque está gostando da minha fic mas sentiu uma necessidade incrível de criticar sem nenhum argumento, é claro. Se você tivesse lido minha fic, você teria notado que não é plágio de fic nenhuma porque eu tenho muito mais o que fazer do que ficar copiando fics. Aliás, você deve ter notado que minha fic não é de Crepúsculo e não copiei ela de nenhuma outra fic, que pode mesmo ser uma obra de arte, apesar de eu não tê-la achado para comparar. O título "Cruéis Intenções" é esse mesmo, pois se refere as intenções CRUEIS de um dos personagens e não nas "Segundas Intenções" igual essa fic que você falou. Procurei essa fic que você mencionou e não achei ela mas acheimilhões de fanfics com esse mesmo nome, uau, será que todas são plágio também por terem o mesmo nome? Estou chocada. Leia a minha fic, arrume bons argumentos e tenha a coragem de mostrar a cara de vir falar qualquer coisa, querida. Criticar no anonimato é fácil, e ainda mais com palavras tão baixas como você deve ser.

Bom, é só isso que eu vou postar hoje. Lembrem de clicar em "Review this Chapter" aqui embaixo e me mandar reviews, suas lindas!

Amo vocês!