Geeeente, relendo de novo o início eu fico chocada com a quantidade de porcaria que escrevi... eu tive orgulho isso um dia? Que podreeee...

Opinião pessoal ok? Vocês podem continuar a ler e mandar reviews, porque eu só não gosto do começo! XD

Beijos, e espero que continuem lendo! (e gostando...)

Harry Potter e o Controle da Serpente

Capítulo nove

-O meio oclumente-

Ele sem dúvida estava com uma cara cansada, de quem apanhou muito, ainda não tinha visto Harry, que estava bem no canto, mas ao virar a cabeça e o ver deu um sorrisinho pálido.

-Voldemort é um tanto hospitaleiro, não? – perguntou Harry num tom animado, já tinha jogado o fichário com as anotações de Sirius e seu pai há muito tempo em cima do armário, suspeitava que Remo não fosse deixar eles fazerem...

-Nem me fale... – disse numa voz rouca, tentou se sentar, Harry o segurou pelo ombro com uma mão, ele fez uma careta (de dor), Harry falou num tom maníaco:

-Não, agora você vai ver como é chato ficar deitado quando não se quer – o empurrou de volta para baixo.

-Eu não estou teimando pra ficar sentado... – disse, fechando os olhos, cansado. Ainda de olhos fechados perguntou: - Há quanto tempo estou dormindo?

Harry olhou no relógio, relógio não, bulsoscópio: Eram umas quatro quando eles chegaram, e agora eram sete e quinze...

-Só três horas.

Ficou em silêncio um pouco, não sabia o que dizer, sem dúvida seria melhor que ele dormisse, acabou lembrando de como Hermione o envolvera nos braços para que dormisse, mas nunca que faria isso com o cara, se envergonhava até de pensar na idéia... chamar Tonks para fazer isso? Ela estava com Dumbledore... Como assim chamar Tonks? Quase riu dos próprios pensamentos... mas que ela ficou deveras preocupada com ele ficou, e ele andava meio avoado... e ficara bem preocupado quando ela foi atingida por aquele feitiço... não entendia muito bem do assunto, mas isso lhe cheirava coisas mais quentes...

Resolveu pensar em outra coisa para não pensar bobagem ("Cabeça poluída a sua, hein Potter?"), foi aí que reparou que estava olhando para o chão, olhou para a cama, para que foi que ele acordara? Estava novamente ferrado no sono, e parecia embalado, provavelmente iria dormir horas a fio...

Voltou a pegar o fichário, folheou até a página em que estava e voltou a ler... ao todo foram dezessete poções usadas na primeira transformação, o primeiro a se transformar tinha sido Tiago... "Que decepção, eu esperando um bicho feroz e no que me transformo? Num veado!" "Cara, eu não imaginava uma coisa muito diferente... visto que a Angélica te botou dois chifres bonitinhos." "Só quero ver a sua, provavelmente vai ser num ornitorrinco!"... o segundo tinha sido Sirius, e como eles já tinham uma idéia das poções que não precisariam ser usadas, só foram nove poções... "Há, há, há! Não foi ornitorrinco!" "Não, foi um vira-latas sarnento!" "Melhor do que um veadinho." "O veadinho aqui ta doido pra te dar uma chifrada!" "Epa, ta me estranhando?"... e então foi o Rabicho, pelos "P.S.s" escritos, eles precisaram ameaça-lo com veneno para ele tomar, foram cinco poções... "Um rato! Combina mesmo com o Rabicho!" "Nem me fale Almofadinhas, um bicho tão rejeitado por seres do sexo feminino quanto o nosso amigo Rabicho..." "Antes ser rato do que ter sarna ou chifres!" ""CALA A PENA RABICHO!"" ... foi a única vez que vira a letra de Pedro Pettigrew, parecia letra de recém alfabetizado, uma caligrafia torta e quase ilegível...

Quando fechou o fichário, louco para pegar um caldeirão e começar as poções, reparou que já era de noite, olhou no relógio, nove horas, a casa estava silenciosa, mas tinha pessoas na cozinha... pegou os livros (eram dezesseis, estava bem pesado) e saiu silenciosamente do quarto, passou sem ninguém reparar pelo corredor e subiu para o seu quarto, despejou os livros com cuidado ao lado da cama, ameaçou os dragões de prende-los por duas semanas dentro do vaso sanitário se eles chegassem perto dos livros e desceu.

Rony, Mione, Gina, a Sra. e o Sr.Weasley, Moody, Carlinhos, Gui e Doge estavam na cozinha, todos já sentados à mesa.

-Harry, querido, venha comer – a Sra.Weasley parecia alegre. Os outros conversavam, ele sentou entre Rony e Mione, sentiu o olhar feio que Rony lhe lançara, mas falou baixinho para eles:

-Venham comigo para o quarto depois... quero mostrar uma coisa. – eles não fizeram perguntas, ainda mais porque Olho-Tonto fixara um olhar neles.

Pelo que ouviu, parecia que Voldemort e seus comensais tinham torturado Remo, Quim e Emelina até a inconsciência, e como estava realmente querendo saber da profecia – embora ela não tenha sido mencionada na mesa – os prendera em lugares nada agradáveis, torturando-os para acordar, maltratando-os, torturando mais, espancando até ficar inconsciente... e ali no meio apareceu a lua cheia, Voldemort e os comensais brincaram com o lobisomem a semana inteira... parece que no final o bicho não conseguia nem se mover... isso fora a oito dias atrás... eles tinham ficado mais dois dias presos, mais tortura... quando perguntaram como Moody e os outros sabiam desses detalhes, os membros da ordem olharam com certa dúvida para os garotos, mas o Sr.Weasley contou que Snape tinha ficado junto o tempo todo, mas não tinha tido a chance de se comunicar com Dumbledore, e fora ele a libertar os três, dando a chave a Remo, o único que ainda estava consciente... (pois Quim sempre resistia teimosamente às torturas, e assim, apanhava mais...) como Snape não podia deixar suspeitas sobre seu papel de espião ele não pudera ajudar mais... e pelo que Harry entendeu, Remo, sem varinha, tinha conseguido escapar arrastando junto Quim e Emelina, o que na opinião de Harry deve ter sido bem difícil, já que Remo estava completamente detonado... mas os outros comensais tinham reparado na fuga, e como eles não estavam muito longe do "presídio", os acharam facilmente, mas para a felicidade do povo, o grupo de Tonks os achara e conseguira banir os comensais, mesmo em desvantagem... e então aparataram desesperadamente para a sede da ordem.

Quando terminaram o jantar, Rony e Mione seguiam Harry como se fossem suas sombras, só porque ele fora dar um pulinho ali no quarto de Sirius para ver se Remo não tinha acordado, para sua surpresa Tonks apareceu atrás deles:

-Podem deixar que eu fico aqui, é melhor vocês arrumarem seus malões, amanha é o dia!

E ela entrou no quarto, se sentando na cadeira ao lado da cama, eles subiram para o quarto, contendo sorrisos, assim que fecharam a porta Rony caiu na gargalhada:

-Cara, esses dois se merecem!

-Rony! – exclamou Hermione, censurando.

-Mas é, Mione! – e foi Harry que falou – esses dois vão acabar juntos!

-Mas ela só resolveu cuidar dele no seu lugar, afinal vocês dois nem arrumaram as coisas ainda! – esclareceu Hermione. Harry trocou um daqueles seus olhares exasperados com Rony, Mione não estava observando direito, mas ao ver que os dois não se convenciam, ela continuou irritada: - Só porque ela vai cuidar dele vocês já ficam inventando histórias, francamente!

Harry e Rony se limitaram a sorrir enquanto se viravam para catar suas coisas, decididamente Mione não estava observando direito... foi aí que se lembrou, se jogou alegremente na cama, tão faceiro que os dois amigos se assustaram.

-Credo Harry, ta com pulga naquele lugar eh? – perguntou Rony, surpreso.

-Não – ele catou os livros do lado da cama, mas deixou o fichário intencionalmente escondido – Olhem o que eu achei no quarto que era do Sirius, esse em que o Remo está.

Rony e Hermione se ajoelharam ao lado da cama de Harry, Rony aproveitou para passar a mão nas coxas de Mione enquanto se sentava.

-Rony! Olha onde passa essa mão!

-Ih, foi sem querer...

O que decididamente era mentira.

-São livros? – perguntou Mione, interessada. "Não, são vacas"

-Qual é a sua felicidade com esses livros? – perguntou Rony, sem entender.

-Foram de Sirius.

-E daí?

-Rony! – censurou Hermione, lançando um olhar de como-você-é-insensível para Rony.

-Não, não é valor sentimental não, já experimentaram ler os títulos? – perguntou exasperado.

Um momento se passou enquanto os dois corriam os olhos pelas lombadas dos livros...

-Harry! – exclamou Hermione, radiante – Me dá um, eu quero ver! – ela estendeu os braços loucamente para os livros, acabou derrubando Harry da cama, Rony ria, Hermione estava biruta, seu olhar parecia mais de quem ia comer os livros.

-Conteúdo de auror... – comentou Rony, admirando Mione estremecer de excitação ao abrir alguns dos livros, ele olhou para Harry – Harry... você sabe o que isso significa?

-Melhores aulas para a AD! – exclamou Hermione, alegre.

-Vamos poder duelar! – exclamaram Rony e Harry, batendo as mãos.

-Esperem só ver isso... – ele puxou o fichário.

Os sorrisos de Rony e Mione se desfizeram na hora.

-Qual a graça desse livro? Já tenho um... – disse Rony.

Harry revirou os olhos, botou o livro em cima da cama, na frente deles, e abriu.

-Isso tem cara de "O Livro Padrão de Feitiços" pra você? – perguntou.

Eles por um momento ficaram quietos, então Hermione arregalou os olhos, Rony o olhou:

-Harry... essa letra não é... do Sirius?

-É sim.

-Quando foi que você e o Sirius escreveram isso? Parece antigo... – comentou Rony, observando o amarelado das páginas.

-Rony, não é a letra do Harry! – exclamou Hermione, olhando o ruivo, tão alegre quanto Harry. – É a letra do pai dele!

O queixo de Rony caiu, ele olhou o fichário, olhou Harry, olhou o fichário, se levantou rápido e agarrou uma carta com a letra de Harry no armário, se jogando no chão de novo, estendendo a carta do lado do fichário, para comparar as letras.

-São iguais! As duas letras são iguais!

-Eu sei, eu sei – rira da histeria de Rony ao comparar as duas letras, folheou o fichário para o início: - não é isso que eu quero mostrar, é isso – apontou para a linha escrita por Sirius que dizia sobre o que tratava o livro.

Os dois leram; Rony olhou para Harry, os olhos brilhando, tão doido quanto ele para iniciar, Mione o olhou na expectativa, duvidando entre a aflição ou a alegria.

-Harry! – Rony ergueu o punho no ar em sinal de vitória – vamos virar animagos! – ele se levantou dando pulinhos de alegria, completamente doido, agarrou o travesseiro e tacou na cara de Harry, que ria, continuou pulando feito um louco, quando a agitação momentânea passou ele se jogou em cima da cama, quase em cima dos outros livros: - aposto como eu vou ser um leão!

-Que nada, você vai ser uma zebra, isso sim, com listras vermelhas... – disse Harry, com ironia.

-É eh? Pois você vai ser um pato! De óculos! Ou um texu...

-Meninos! – interrompeu Mione, aflita, os dois a olharam – Isso é ilegal!

-E daí Mione? Sirius, meu pai e Rabicho nunca foram descobertos!

-É Mione, sem contar que no meio dessa guerra o ministério nem vai ligar para três animagos ilegais! Ou dois, se você não quiser...

-Mas eles tinham um motivo!

-E nós também não temos? – perguntou Harry, os dois o olharam – Aproveitar esse fichário?

-Assim que se fala! – apoiou Rony, alegremente. – Quero morrer de rir quando a Mione virar uma coruja!

-Harry, eu sei que você está doido para fazer isso agora – disse Mione, cautelosamente – mas se você esperar essa idéia esfriar, vai ver que ela é errada.

-Não quero deixar essa idéia esfriar Mione! Já imaginou? Isso poderia ser muito útil.

-Por exemplo?

-Digamos que... Voldemort me seqüestre e me prenda numa casa lá nos quintos dos infernos – disse Harry, depressa – isso poderia ser útil para fugir, não?

Hermione pareceu não se convencer.

-Ora, vamos Mione! Eu olhei a receita das poções que precisamos, é só roubar um pouco do estoque do Snape, encomendar alguns ingredientes por coruja, e estamos numa boa!

Pediu em tom de súplica, mas Mione estava firme.

-OK – ele se levantou, agarrando um livro dentro do malão de Rony, e estendeu a mão direita sobre ele – eu juro sobre este... – ele olhou a capa do livro – Guia das Criaturas Mágicas do Curso Avançado... que irei me responsabilizar durante as minhas transformações, não me transformando por qualquer motivo ou na frente de qualquer um, e que não revelarei a ninguém que planejamos ir contra a lei. Satisfeita?

Rony olhava para os dois, rindo, Mione permaneceu séria, mas ao encarar o olhar de pivete de Harry um tremor percorreu o seu rosto e ela começou a rir:

-Ta bem, ta bem, nós fazemos as poções, felizes?

-BELEZA! – os dois bateram as mãos, alegres, mas antes que comemorassem mais algo começou a apitar.

-O que é? – perguntou Rony, olhando em volta.

-O despertador... – pegou o despertador, ele não estava programado para às dez, ao olhar a corda viu que ela estava mordiscada – esses dragões... - desligou, eram dez horas... e eles ainda não tinham arrumado os malões... – temos que arrumar os materiais!

E foi uma correria, buscar materiais aqui e ali, pegar as meias embaixo da cama, as luvas de couro de dragão estavam emboladas em duas espécies de ninhos, onde os dragõezinhos dormiam, Hermione e Rony, assim como ele, queriam levar os outros quinze livros para Hogwarts também, Harry e Rony tiveram que apertar os malões, no fim foi Rony que estava com os livros de aula de Harry, este precisou pular sete vezes em cima do malão para ele fechar...

Quando terminaram era por volta da meia-noite, e o sono estava chegando lentamente, Mione já estava bem sonolenta... Harry tomou a poção, ficou com sede, Mione desejou a eles uma boa noite e se enfiou no quarto, Rony já estava deitando, Harry avisou a ele que já voltava, foi para a cozinha, a casa estava escura, mas na sala a maioria dos membros da ordem que passaram por aquela casa naquele dia estava ali, quando já estava subindo Tonks o chamou.

-Harry, vem cá – ela estava na porta do quarto onde Remo estava, a porta antes fechada, agora estava semi-aberta, ele foi até ela – Dumbledore está aqui, ele e Remo querem falar com você.

Ele franziu a testa enquanto entrava, ela foi para a sala, Remo estava acordado, escorado no travesseiro, sem dúvida precisava dormir mais, Dumbledore estava sentado numa cadeira perto da cama, uma expressão serena e calma, bem típica dele.

-Sente-se Harry – disse Dumbledore – queremos contar algumas coisas a você.

"Outra profecia foi feita anulando a primeira?" pensou, se sentando em outra cadeira. Quando seu olhar cruzou com o de Remo, deu um breve aceno com a cabeça, que foi retribuído.

-Primeiro, Harry, presumo que você saiba o motivo de Voldemort não ter matado nenhum dos três por todo esse tempo? – perguntou Dumbledore. Harry confirmou com a cabeça, sério:

-A profecia. – "E daí? Ela não foi descoberta foi?"

-Voldemort não a descobriu – informou Dumbledore, lendo os pensamentos dele – mas existem grandes chances dele descobrir através de você ou seus amigos. – Harry não disse nada, então Dumbledore continuou – Você contou a eles sobre o conteúdo dela?

-Não.

-E pretende contar?

-Não sei... – olhou para Remo, mas este estava impassível. – não vou contar tão cedo. – "Como assim descobrir através de mim?"

-A ligação entre você e Voldemort – ele apontou para a testa de Harry, indicando a cicatriz – se aprofundou ainda mais, e temo que continuará se aprofundando, até você aprender a dominar sua mente completamente – Harry franziu a testa para ele – através das aulas de oclumansia.

-Vou ter que me tornar um oclumente? – saber oclumensia não tornava ninguém oclumente; oclumente era quem tinha poder total sobre a mente, e ele decididamente não tinha.

-Sim, e será bom se treinar legilimancia também, se conseguir aperfeiçoar-se estará no mesmo nível de defesa mental que Voldemort. – disse Dumbledore calmo, embora Harry tenha notado ao encara-lo que ele escondia mais um motivo para ele se tornar legilimente também. – devo acrescentar que você já tem uma certa facilidade para legilimancia, vendo que não consegui impedi-lo de ver que tenho mais um motivo para que você seja legilimente.

Harry sorriu, "Ta, você ainda não me disse como exatamente Voldemort pode descobrir através de mim sobre a profecia... ele pode entrar dentro da minha cabeça? Vai ficar apertado..."

-Vejo que você descobriu alguma coisa de que gostou muito... – disse Dumbledore serenamente.

"Invente uma mentira rápido..." Dumbledore estava prestes a descobrir sobre o fichário...

-Não precisa inventar nenhuma mentira. – disse Dumbledore calmamente, divertindo-se com a situação. Remo apenas observava, Harry ficou quieto "Experimente ler minha mente agora... você é um tantinho intrometido não?" acrescentou quando sentiu como se uma coisa corresse por sua mente – Uma bela resposta, um tantinho intrometido... concordo que sou mesmo... tanto que fugimos do assunto principal. Onde estávamos mesmo?

-Sobre o assunto de eu ser meio oclumente? – sugeriu Remo.

-Você é meio oclumente? – perguntou interessado.

-Meio... sempre tive uma ligeira habilidade pra interpretar algumas conclusões e controlar minha mente... mas em ler mentes eu sou uma desgraça. – contou calmamente – Até fiz uma espécie de curso pra me aperfeiçoar, mas só sou bom em oclumensia.

"Não é a toa que eu nunca sei o que você vai dizer... podia ter contado isso antes não?"

Mas uma outra coisa lhe ocorreu, não havia entendido direito, como assim invasões de mente?

-Não posso dizer como será quando Voldemort invadir sua cabeça, tenho quase certeza de que a cicatriz dará algum sinal, você precisará repelir rapidamente a mente dele, pois além dos objetivos de descobrir segredos da ordem que você saiba ou a profecia, ainda haverão os objetivos destrutivos.

-Destrutivos? – ele ficou com a boca seca – Isso vai ser como se ele me... possuísse?

-Sim – Remo olhou para eles, surpreso, Dumbledore estava sério – mas não será uma invasão de corpo, como aconteceu no ministério em Junho, mas uma invasão de mentes, o que é igualmente ou mais sério que a invasão de corpo.

-No ministério? Dumbledore, você quer dizer que Voldemort já... o possuiu antes? – perguntou Remo, nervoso.

-Sim Remo, no final do último ano letivo, quando estávamos apenas eu, Voldemort, Harry e Belatriz no átrio.

-E não foi nada agradável – acrescentou Harry, amargo, lembrando da sensação de que a cicatriz romperia sua cabeça. – Invasão de mente? Isso não vai me deixar vulnerável para ele me possuir? Só iria faltar um pouco para ele me controlar...

-Iria Harry, e por isso que você precisa se tornar um ótimo oclumente, para impedir ele de invadir sua mente e repelir a invasão quando ela acontecer. E, é claro, como acredito que você irá querer fazer, entrar na mente dele sem abandonar seu corpo.

-Espera aí, se eu não revidar a invasão ele pode me possuir? Ou causar algum outro mal?

-Pode Harry, essas invasões são quando um de vocês dois, no caso, Voldemort, entra na mente do outro com grande parte da própria mente. Mesmo a mente de um oclumente não suporta muito tempo uma violência dessas, se a mente ficar por muito tempo invadida ela morre. Não sei se você entendeu o que isso significa.

Harry entendera sim, e ficara chocado... embora não demonstrasse, ficara com um pouco de medo... porque antes ele não sabia do risco que correra...

-A mente e o corpo são ligados, se a mente morrer o corpo poderá morrer junto, ou caso não morrer quando essa ligação for cortada, definhará mesmo com os maiores cuidados e tratamentos. Um corpo não pode viver sem mente.

Ótimo... mais essa, agora se ficasse muito tempo com a mente invadida ele morreria também...

-Isso serve para ele também não? Ele correria o mesmo risco ao me invadir, o corpo não ficaria sem a mente?

-Sim, mas tudo depende da quantidade de mente que ele deixar no corpo ao tentar uma invasão. Voldemort é um dos melhores oclumentes que existem, talvez o melhor, ele pode deixar uma quantidade mínima de mente no corpo, a parte da essência, mesmo que o restante da mente morra, ele não morrerá, pois estando a essência da mente viva esta pode se regenerar, e em pouco tempo ele estaria de volta.

-Isso é uma parte muito avançada da oclumensia, Harry, acredito que nem Snape consiga separar a essência da mente do restante, e ele pratica oclumansia até hoje. – disse Remo, sério.

-Exatamente, e quanto mais mente Voldemort usar ao invadi-lo, mas rápido a energia da sua mente vai se esvair. O ideal seria se você também pudesse separar a essência do restante, mas isso exigiria extrema sorte e anos de treinamento pesado. – confirmou Dumbledore.

-E como eu não posso separar a essência do restante, minha mente iria ser completamente destruída caso ele comece a destruí-la? – perguntou ansioso.

-Sim.

Uma dura verdade... Ficaram um minuto em silêncio, refletindo sobre as últimas palavras ditas, resolveu expressar uma dúvida, que estava deixando-o ainda mais nervoso:

-Então seria perigoso invadir a mente dele também?

-Seria, uma vez que você precisaria levar uma boa parte de sua mente para conseguir entrar na mente dele, e sem poder dividir a essência, você precisaria também ter uma boa quantidade de mente no corpo para se defender caso ele desviasse da sua invasão e o invadisse.

"Nossa, é tanta invasão que eu estou começando a me confundir..."

Lâmpada acendendo: uma lembrança "Mas dividido na essência?" uma pergunta sem pé nem cabeça, pelo menos foi o que achou quando ouviu Dumbledore fazer essa pergunta para uma cobrinha de fumaça...

-O senhor sabia disso desde o dia em que a cobra atacou o Sr.Weasley não é?

-Suspeitei disso quando você me contou sobre a visão que teve, e a partir daí houve mais acontecimentos que confirmavam minhas suspeitas.

-E quanto a visão que Voldemort me fez ter... sobre Sirius estar preso no ministério...? – detestava tocar nesse assunto, porque a culpa vinha sempre mais forte.

Pareceu ter visto Dumbledore e Remo trocarem um brevíssimo olhar antes de Dumbledore responder.

-Trata-se de um procedimento muito covarde. Quando falávamos sobre diminuir a vulnerabilidade, nos referíamos a deixar as entradas para a mente fechadas. A visão que você teve foi durante um exame, de história, que é um conteúdo que se precisa forçar bastante a memória – ele trocou um olhar com Harry – e sendo assim deve ter sido difícil para você manter concentração na mente também. O que Voldemort fez foi se aproveitar da sua distração e colocar uma ilusão na frente de seus olhos.

-E durante o ataque a Durnstrang? Eu não tive intenção de entrar e ele não gostou nem um pouco quando descobriu que eu vi.

-Às vezes você inconscientemente pode invadir a mente dele, o que é um feito e tanto, já que você usa uma quantidade mínima de mente e consegue passar pelas defesas dele sem que ele perceba.

Ele ficou em silêncio, não tinha mais nenhuma pergunta mas muita coisa para pensar.

-As aulas de oclumensia serão às terças, quintas e sábados, às oito horas da noite, na sala do professor Snape. – informou Dumbledore em tom casual.

-A desculpa ainda vai ser a das aulas particulares? – perguntou, porque a sensação que tinha era a de que iria virar um ótimo preparador de poções esse ano, sem contar que ter TRÊS aulas particulares de poções por semana era ser realmente um meloide...

-Aulas particulares de Poções logo no início do ano não vai colar – disse Remo olhando para Dumbledore – ainda mais se ele tirou Excede as Expectativas e Ótimo nos N.O.M.s de Poções.

-Creio que arranjaremos uma desculpa – disse Dumbledore, se levantando. – Por hora isso é o menos importante. – ele deu um aceno de cabeça para os dois, ao ir em direção a porta – Nos veremos de novo amanha a noite, espero. – e saiu, fechando a porta.

Harry e Remo se olharam.

-Como foi que você tirou aquelas notas em Poções? Pelo que Rony e Hermione me contaram esse verão você sempre ia mal nas aulas do Snape.

-Eles disseram isso é? – perguntou com uma careta – Ainda tenho tempo de planejar como vou joga-los pra fora do trem amanha... como eu consegui as notas? Fiquei tão traumatizado com a poção da paz que acabei decorando ela e mais algumas, a maioria pedida nos N.O.M.s, sem contar que ganhei bons pontos quando descrevi o preparamento e os efeitos da poção Polissuco...

-O que você sabia sobre a poção Polissuco mais que os outros? – perguntou Remo, apertando os olhos.

Harry deu um sorriso maroto.

-Nós fizemos uma no segundo ano...

Fora dormir a uma da manhã, com muita coisa na cabeça, além do que conversaram durante a noite, ele contivera muitas risadas ao ver Remo e Tonks conversando, muito atenciosos um com o outro... não teve sonhos, mas foi uma noite inquieta, a cicatriz queimara a noite toda impedindo-o de dormir, no final acordara com boas olheiras...

E para variar a casa estava um caos, gente dando esbarrões nas escadas, com torradas meio comidas nas mãos, a Sra.Weasley fazendo milhares de perguntas para saber se eles não tinham esquecido nada, membros da ordem aparatando aqui e ali procurando o resto da guarda, até Fred e Jorge estavam ali, quase mataram Rony ao empurra-lo sem querer fazendo ele rolar escada a baixo com os malões dele e de Harry, que estavam mais pesados que o normal... e apara completar Gina sem querer ativou um Fogo Espontâneo Weasley em forma de dragão, que saiu por toda a casa e toda vez que recebiam um feitiço se multiplicavam por dez... para escapar um pouco daquele caos Harry entrou no quarto de Sirius, de onde Remo observava tudo atirado preguiçosamente na cama.

-É impressão minha ou está acontecendo uma festa aqui? – perguntou ele, displicente, parecendo entediado.

-Festa? Isso parece mais uma zona... – acrescentou quando a porta abriu-se violentamente e um dragão verde entrou voando no quarto. – E aí, quanto tempo vai ficar de cama?

-Se dependesse de mim já estava de pé – disse, levemente aborrecido – mas fui ameaçado de ser espancado se me levantasse, então preferi ficar deitado.

Harry sorriu maliciosamente para ele, sabia muito bem quem o tinha ameaçado, e ao vê-lo sorrir, ele corou feito um tomate...

-Harry! – era a Sra.Weasley chamando para sair.

-Bom – Harry o olhou – nos vemos por aí... acho que esse ano vai ser mais agitado que os outros.

-Com certeza... – concordou Remo.

-Harry!

-... vou substituir Snufles na lareira. – acrescentou, impassível. Harry o olhou. Foi um olhar estranho, como se vissem a alma um do outro...

-HARRY!

Deu um aceno de cabeça, Remo retribuiu, foi em direção a porta, pensou melhor, se virou, sorrindo:

-Boa sorte com Tonks – e saiu do quarto, deixando um Remo completamente vermelho.

A porta da saída estava aberta e alguns membros da ordem já estavam no sol lá fora, Rony e Mione já estavam saindo, Rony tentava carregar o próprio malão e o de Mione, cortesia, estava quase morrendo para erguer os dois, Harry o deixou sozinho com seus esforços, pegou o seu, estava mesmo pesado, mas ele estava mais forte, ergueu-o com esforço e ajudou Rony a carregar um dos malões pra fora... quando estavam todos lá fora (esse "todos" é o Sr. e a Sra.Weasley, Gina, Mione, Rony, Harry, Tonks, Gui, Carlinhos, Moody, Fred e Jorge) esperaram alguns minutos, o ministério tinha emprestado carros, foram três, que apareceram uns cinco minutos depois de saírem, os motoristas eram conhecidos do Sr.Weasley, embarcaram os malões no porta-malas, num dos carros embarcaram Harry, Rony, Mione, Tonks e Gina, com as gaiolas de Píchi e Edwiges e o cesto de Bichento. Partiram, e foi uma viagem tranqüila e silenciosa...

Em dez minutos estavam na estação King's Cross, pegaram alguns carrinhos para colocar as malas, Tonks estava com o cabelo castanho hoje, parecia alguém "comum", Moody estava com o chapéu virado para cobrir o olho mágico, pararam na frente da plataforma nove e meia, iriam atravessa-la dois a dois, primeiro Fred e Jorge, depois Rony e Mione, e então Harry e Gina... eles entraram conversando, mas Harry calou ao ver a visão que o aguardava...