Capítulo Dez
Na manhã depois da festa, eu acordei com uma energia que talvez eu nunca tinha tido. Hoje era mais um dia que eu iria gastar com Bella - com sorte e persistência, poderia ser outro dia mais perto de ganhar seu coração e sua mão.
Eu não me debrucei sobre o meu comportamento sozinho no meu quarto ontem à noite. Sim, eu era um completo pervertido, mas enquanto eu me envolvesse apenas em minhas perversões, caberia somente a Deus me julgar.
Eu só rezava para que a minha mãe nunca descobrisse.
"Preocupe-se com essas coisas na igreja no domingo", eu disse para mim mesmo quando eu saí da cama. Hoje era um dia para encontrar novas formas para atrair Bella e planejar o nosso futuro juntos.
Vesti-me rapidamente, embora com cuidado, e desci para o café. A visão da porta aberta de Bella e de sua cama pronta colocou uma mola no meu passo, sabendo que ela já estava acordada. Entrando na sala de jantar, tive o prazer de ver Bella só na mesa.
"Bom dia", eu cantei. Me sentei em frente a ela e comecei a empilhar alimentos no meu prato para satisfazer meu repentino apetite voraz.
"Bom dia", ela riu, vendo minhas travessuras. "Parece que você dormiu bem."
"Dormi, muito bem. E você?"
"Como uma morta", disse ela com ironia. "Toda aquela dança me esgotou."
"Você se divertiu na noite passada, embora?" Eu perguntei, de repente inseguro. Ela me disse isso na noite passada, eu sabia, mas eu precisava ouvir novamente.
Seu rosto estava suave, entendendo instintivamente. "Sim, é claro."
"Então... você já pensou sobre o que você gostaria de fazer hoje?" Perguntei a ela antes de morder uma colherada de ovos.
"Eu realmente tenho que ir ver o Dr. Cullen hoje", disse ela. A comida quase voltou na minha boca. Eu não gostava da idéia de que ela iria ver o médico, que era muito jovem, de acordo com a enfermeira que eu tinha falado no hospital, além de ser solteiro e bonito. E eu odiava que ele soubesse do passado de Bella de uma maneira que eu não poderia.
"Eu vou com você", eu disse rapidamente. Eu simplesmente não podia deixá-la ter outro encontro particular com um médico jovem e bonito.
"Edward, eu acho que é melhor que eu vá sozinha," ela disse com firmeza. Eu me enfureci.
"Será que eu estaria no caminho de alguma forma?" Eu perguntei, e não esperei por uma resposta, "Não é seguro para você vague pela cidade sozinha."
Seu rosto ficou rígido. "Eu posso cuidar de mim mesma, Edward. Vou sozinha."
Sentei-me, derrotado. Se eu argumentasse, eu só iria fazê-la ficar com raiva de mim. Minha expressão deve ter dito isso porque seu olhar ficou compassivo, e isso era pior do que a raiva.
"Edward, você se esqueceu inteiramente da noite passada?" ela perguntou em voz baixa. "Confie em mim quando eu digo que não é que eu não queira você lá. Só que eu tenho algumas coisas que preciso falar com o Dr. Cullen em particular."
Eu engoli meus medos tão bem quanto eu podia. "Muito bem. Sinto muito por ser...", mas eu parei, sem saber exatamente como eu estava sendo.
Ela sorriu, os olhos brilhando com alguma piada particular. "Você não sente, mas está tudo bem. Isso é parte do que faz você ser quem você é."
Bella não iria ver o Dr. Cullen até a tarde. Passamos o resto da manhã jogando cartas na sala e trocando piadas amigáveis. Eu a acusei de roubo, embora eu soubesse que ela não fez tal coisa, só assim eu poderia retaliar e fazê-la rir com minhas travessuras.
Depois que ela se foi, eu me sentei tristemente pela janela, esperando por seu retorno. Era patético, eu sabia, e eu estaria sentado aqui por horas, mas nada mais tinha qualquer interesse para mim. O amor era sempre assim, eu me perguntava? Meus pais alegavam que eram apaixonados, mas eu nunca vi nenhum dos meus pais se comportando desta maneira. Será que a necessidade de estar sempre com ela diminuiria com o tempo?
Em algum momento, a minha mãe entrou na sala e sentou-se segurando um tricô.
"Como foi a festa?" ela me perguntou, puxando o meu olhar para longe da janela. "Vocês chegaram bem tarde."
"Foi maravilhosa", eu admiti. Algumas crianças estavam jogando beisebol no meio da rua, e eu invejava a simplicidade de suas vidas.
"Eu provavelmente dancei tempo demais com ela," eu continuei, sabendo que ela iria querer mais detalhes - e que precisava contar a alguém sobre a dor que eu sentia. "Ela estava exausta quando chegamos em casa. Mas eu não consegui me conter. E não consegui me forçar a deixar seu lado a noite inteira. Vão fofocar. Mas eu não ligo."
Quando me virei, minha mãe me olhou como o gato que comeu o canário. "O que?", ela disse. "Eu sempre soube que você se apaixonaria por ela. Estava escrito no seu rosto na primeira vez que o vi falando com ela."
"Eu quero casar com ela," eu disse, apreensivo. Meu pai não iria gostar. Eu não deveria me casar após faculdade de direito, e eu definitivamente não deveria me casar com uma menina sem família, sem dinheiro, e sem conexões. Mas de alguma forma, a desaprovação de meu pai não me assustou tanto quanto costumava. Eu me arriscaria por ela. A única questão era o que eu faria para ganhar a vida. Isso tinha que ser resolvido antes que eu pudesse pensar em propor casamento.
"Mais uma vez, eu não estou surpresa", minha mãe sorriu. "As coisas irão dar certo, de alguma forma. Algum dia. Posso ver isso."
Eu fiz uma careta. Eu não era de duvidar da minha mãe, mas eu definitivamente não gostei da maneira como ela expressou isso. Algum dia? Algum dia poderia ser anos depois. Eu queria uma vida com Bella agora.
Suspirei para fora da janela e observei a mudança de luz enquanto o sol gradualmente diminuía no oeste. Quando a luz ficou fraca, comecei a me preocupar. Por que Bella ainda não estava em casa?
"Por que Bella ainda não está em casa?" Eu me preocupei em voz alta, virando-me para a minha mãe.
"Calma, querido. Ela disse que esse médico era um velho amigo da família. Tenho certeza de que eles tinham algumas lembranças para resgatar, e eu tenho certeza de que ele a trará em segurança para casa", ela me disse, nunca uma vez olhando para cima de seu trabalho. Ainda assim, eu me senti desconfortável. Este médico não tinha mostrado sua cara quando nós fomos para o hospital. Será que ele realmente faria o esforço de trazê-la para casa?
Levantei-me e comecei a andar. Se ela não estivesse aqui em cinco minutos eu iria procurar por ela. Isso era puramente inaceitável. Será que ela não sabia como eu me preocuparia? Será que ela não-
Fiz uma pausa. Na janela aberta, ouvi a voz dela pela rua, e uma voz masculina também. Talvez o médico a tivesse trazido para casa.
Agora que as vozes estavam mais próximas, e eu endureci em alarme. Eu conhecia essa outra voz, e ela não era de seu amigo médico.
Corri para a varanda da frente.
"Bella!" Ouvi Norman gritando quando eu abri a porta da frente, "Não fique brava. Eu apenas quero lhe dar o que uma linda mulher como você merece."
"Eu sei o que você pensa que eu mereço, e confie em mim, eu não quero!" Bella gritou de volta para ele, assim que ela veio até o portão, e veio caminhando para mim. Assim que ela chegou a mim, ela caiu em meus braços, e o alívio que deveria ter sentido em tê-la comigo foi atenuado pelo medo de que algo terrível pudesse ter acontecido com ela. Eu sabia muito bem que Norman não era o único personagem desagradável nas ruas de Chicago.
Eu nunca deveria tê-la deixado ir sozinha.
"Bella!" Norman ainda chamou atrás dela, alcançando o nosso portão. Agarrei Bella fortemente em mim e olhei para o Norman com fúria total. Eu tinha visto ele seduzir e arruinar inúmeras mulheres, mas como ele se atrevia a perseguir Bella? Ela era muito boa para gente como ele. Ela era sem dúvida a coisa mais preciosa do mundo.
Eu olhei para seu rosto, que estava pálido de medo. "Você está bem?" Eu perguntei calmo o suficiente para que Norman não conseguisse ouvir. Ela simplesmente assentiu em resposta.
"Edward!" Norman chamou alto do portão. Ele parecia satisfeito como o perfurador. Eu estava pronto para socá-lo. "Bella e eu estávamos apenas discutindo o melhor jeito de agradar uma mulher. É melhor você cuidar bem das suas necessidades, ou ela vai procurar satisfação em outro lugar."
"Eu ouvi o final de sua conversa", disse, tremendo de raiva por ele se atrever a fazer tal proposta a Bella. "E é uma que você não terá novamente."
Norman riu levianamente e começou a se afastar. "Isso nós vamos ver!" ele cuspiu por cima do ombro. Apertei meu braço em torno de Bella, determinado a nunca deixar que ela encontrasse esse cafajeste inútil novamente.
"Eu estava prestes a sair para te procurar", eu disse através de respirações lentas, tentando me acalmar. "Estava escurecendo... eu estava preocupado. Com bons motivos, evidentemente."
Bella sorriu para mim sem humor. "Eu não acho que você realmente precisa se preocupar. Norman é um saco, mas eu não acho que ele sairia muito da linha."
Fiz uma careta, depois de ter visto ele dar passos muito além de todas as linhas. "Você não o conhece. Ele é absolutamente implacável – ele nunca pára até que consiga o que quer. O desafio apenas torna as coisas mais divertidas para ele."
O rosto de Bella se torceu com algo desagradável. "Eu tive piores, Edward. Não se preocupe."
"Como se eu pudesse apenas parar de me preocupar com você", zombei. "Você e eu sabemos o tipo de problemas que você pode se meter em circunstâncias normais. Eu só posso imaginar o que acontece quando alguém está determinado a causar esse problema por você."
"Eu me saio bem o suficiente," ela bufou, se afastando de mim. "Realmente, Edward, eu não quero que você esquente com isso."
"Eu não esquento", eu insisti enquanto a levei para a casa.
"Claro que você esquenta, querido", disse minha mãe, que estava de pé no corredor. "Agora deixe a Bella se lavar antes do jantar."
Lancei um olhar sombrio para a minha mãe quando Bella correu até as escadas. De que lado ela estava, afinal?
"Você sabe, mãe, você poderia ser um pouco mais útil em tudo isso," eu resmunguei. "Dizendo algo bom sobre mim, talvez?"
Ela simplesmente riu de mim. "Oh, Edward. Se você quer que seu casamento seja feliz, é melhor que ela saiba de todos os seus defeitos antes de chegar ao altar. Confie em mim nisso."
Todos os meus defeitos? Eu me senti um pouco enjoado. Isso significava que ela precisava saber o que eu tinha feito antes de dormir noite passada? E se ela ficasse chocada?
"Relaxe", minha mãe bufou. "Ela se importa com você. Isso é óbvio. O que você precisa se preocupar agora é em mostrar que ela estaria fazendo uma boa escolha. Isso é tudo."
"Isso é tudo, na verdade," eu murmurei sob a minha respiração. "Conselho legal."
Nota da Irene:
Tão bom ter um cronograma novamente nessa fic *pisca*
Bem, como o capítulo era pequeno, consegui terminar para hj. Espero que mais leitoras apareçam, estou achando tão deserto por aqui. *lágrimas rolando*
Domingo que vem tem mais... e espero que estejam gostando. Tão fofo o Ed humano. O jeito dele é o mesmo do Ed da tia Steph, não tem como negar. Me dá pena dele por toda a preocupação e insegurança que ele sente.
Beijos meninas e obrigado por lerem nossas fics.
Agradeço a minnemel, Elaine Cristina Cordeiro, Soph Libardi, Anna R Black, danda jabur, AgathaRoesler, Dayane Stewart, KessyRMasen, CarolCapelari e claro... a minha pervetezinha LaryReeden pelos recadinhos.
