Obs.: Esta fic é inspirada no livro do mesmo titulo, a História não me pertence,mas achei interessante, visto que é um livro pouco conhecido.

Os personagens a Seguir são invenção da Titia J.k, *mas se fossem meus o final seria outro*

Não Possui fins lucrativos!

CAPÍTULO NOVE

Gina e Mia haviam conversado sobre tudo e sobre todos até altas horas da manhã.

Gina não se conformava que Harry havia escolhido como esposa uma mulher que mais parecia a Olívia Palitos, mal comia, falava com aquele sotaque afetado, que não entendia nada sobre cavalos, ou sobre uma fazenda e que nitidamente não estava apaixonada por ele e o pior, ele também não estava apaixonado.

Mia tentara a todo custo fazer Gina mudar de assunto, falar dos cavalos, dos amigos da faculdade, dos pais, tentou convencê-la que ela não enxergara a paixão entre seu irmão e Linda, porque ela estava envolvida demais, mas que lá existia amor sim, mas nada adiantara, ela parecia mais uma mula velha empacada, ou um disco riscado. Repreendera-a quando Gina contou sobre o carinho que fizera em Harry por debaixo da mesa no restaurante, achando a atitude dela era de uma mulher baixa, afinal ela estava de frente à noiva do irmão. Gina então usou um velho jargão: No amor e na guerra vale tudo. O que mais ela poderia falar para a amiga louca?

Mia acordou cedo precisava ir para o ateliê, além de tê-lo abandonado no dia anterior, sexta-feira era um dia muito bom, aonde as esposas e filhas dos ricaços de Dallas, algumas amigas de sua família há séculos, iam até o ateliê para gastar os preciosos dólares dos maridos. E esse final de semana haveria o espetáculo principal do corpo de baile do teatro, onde todos os vip's de Dallas estariam em peso.

Antes de sair pensou em passar no apartamento de Harry e perguntar-lhe se estava tudo bem e também para filar o café da manhã como fazia sempre, mas lembrou-se que ele não estaria sozinho, além de não poderem conversar abertamente sobre se a visita de Gina o havia afetado ou não, não estava muito a fim de ser simpática com Linda hoje. Depois de ter escutado toda a ladainha de Gina, ficara com uma pulga atrás da orelha sobre o relacionamento do irmão. E se Gina tivesse razão? Se eles não tivessem realmente apaixonados um pelo outro, que tipo de casamento Harry planejava ter? Um por conveniência? Não, não poderia deixá-lo cometer tal erro. Acima de tudo, Mia era uma romântica.

Deixou um bilhete para Gina que ainda dormia e foi para o trabalho mais uma vez com Gómez que já a esperava eficientemente na garagem do edifício.

Harry acordou com uma dor de cabeça horrível e lembrava-se, infelizmente, de tudo que ocorrera durante a noite, apesar de ter agido como um autônomo.

Agora ele tinha que abrir os olhos e encarar Linda como se tudo estivesse normal, como se seus planos fossem perfeitos e esquecer que Gina estava no apartamento abaixo.

Ao abrir os olhos, sentiu uma pontada forte nos olhos.

Deus, como dói, acho que minha cabeça vai explodir, pensou Harry.

Quando conseguiu manter os olhos abertos e mirar ao redor, notou que pelo menos Linda não estava à vista, também não ouviu nenhum ruído vindo do banheiro.

Queria tanto que ela houvesse saído, ido para qualquer lugar, fazer compras, ao cabeleireiro, de volta a Londres, só para não precisar olhá-la e sentir-se culpado. Ele tinha que parar de fazer "coisas" que o deixavam com essa sensação de culpa depois, precisava pensar antes de agir.

Entrou no espaçoso banheiro todo em mármore branco e negro e foi direto para a ducha, ligou totalmente na fria e deixou que água escorresse sobre seu corpo, tendo calafrios por causa da temperatura da água em contraste com a sua temperatura corporal. Aqueceu a água aos poucos e terminou de tomar seu banho. Ainda nu, foi até a pia e olhou-se no espelho.

Ah, ele estava com uma aparência horrível!

Fez a barba com calma, pegou o roupão felpudo negro, vesti-o saindo do banheiro, quando olhou a hora no relógio de cabeceira não acreditou, já passava das nove horas da manhã. Ele nunca se atrasara tanto para o trabalho, o que estava acontecendo com ele? Também nunca havia bebido tanto dessa forma, ainda mais numa quinta-feira.

Olhou a cama toda desarrumada e sentiu-se enjoado. Como pudera? E lembrou-se de algo que o deixou mais aturdido, Deus, ele não usara preservativo àquela noite com Linda. Onde ele estava com a cabeça? Já não sabia mais se queria começar uma família com Linda, bem, pelo menos não por agora, precisava planejar tudo primeiro...

Ah, não, não!

Ele lembrou-se de outra coisa ainda pior, ele tinha certeza que em sua mais recente insanidade, ele chamara Linda de Gina... Inúmeras vezes...

O que adiantava o cara se embriagar e lembrar-se de tudo no dia seguinte?

E agora o que ele faria, onde ela estaria? O que ele diria? O que ela diria?

Eram perguntas demais para uma mente que não se encontrava cem por cento. Ele devia lembrar-se como era horrível ficar de ressaca.

Entrou no imenso closet, organizado com capricho e eficiência pela Sra. Bishop e as ajudantes que ela usava para limpeza e arrumação do apartamento. Escolheu entre tantos ternos caros e elegantes, um cinza risca de giz, uma camisa bordô e uma gravata de seda com listras transversais cinza e bordô. Completou a vestimenta com meias pretas, cinto e sapatos pretos. Verificou sua aparência no imenso espelho do closet e constatou que sua aparência não condizia com seu espírito. Ele estava como sempre elegante e passando eficiência, quando na verdade se sentia um farrapo humano e com a mente tumultuada e dispersa.

Encaminhou-se diretamente para a copa, gostaria muito de tomar um café e aspirinas, antes de se encontrar com Linda, mas talvez seu desejo não fosse atendido afinal, ela deveria estar lá.

Entrou já respirando fundo e a encontrou sentada à mesa, com uma xícara de algo fumegando em uma das mãos. Ela usava um neglige de seda branco, sobre uma camisola da mesma cor, sua atenção estava voltada ao jornal que lia atentamente. A mesa estava posta com um café da manhã completo. Invés de se sentir satisfeito, aquilo o enjoou ainda mais, a bebedeira estava cobrando seus efeitos, sem contar à conversa que teria que ter com Linda.

- Bom dia, Linda.

Ela levantou os olhos do jornal e disse com um sorriso:

- Bom dia, querido. Dormiu bem? Você não me parece bem.

Ele aproximou-se cauteloso e sentou-se ao seu lado:

- Somente estou com um pouco de dor de cabeça...

- Vou pedir que a Sra. Bishop lhe traga aspirinas, só um segundo.

Antes que ela se levantasse, Harry segurou seu braço e impediu que saísse da mesa:

- Linda, só um instante, precisamos conversar...

Harry estava achando estranha a reação dela, afinal, ela estava agindo como se nada tivesse acontecido e lembrava-se com clareza de tê-la chamado de Gina durante o sexo e nenhuma mulher poderia ser tão condescendente a ponto de ficar tão tranqüila assim no outro dia... E se ele tivesse sonhado aquilo? Afinal se ele houvesse mesmo a chamado pelo o nome de outra mulher, ela teria parado o ato no mesmo instante, mas isso não só não ocorreu, como estava ela ali, calma, preocupada com o bem estar dele.

Ela voltou a sentar-se e esperou impassível que ele lhe dissesse alguma coisa. Ela sabia o que ele iria lhe falar. Durante o interlúdio noturno ele a chamara de Gina o tempo todo. Mas mais uma vez, como tantas outras, ela fingiu que estava adorando, assim também como fingiu que não ouvira a pior coisa que pode acontecer com uma mulher enquanto ela está fazendo amor, principalmente com seu futuro marido, ser confundida com outra. Mas ela percebera que ele estava bêbado, não estava em condições em pensar em se proteger e hoje ela poderia já estar esperando um filho dele. Um filho que garantiria seu casamento, ou se não houvesse casamento, afinal ela vira o abraço, depois os olhares, o deslumbramento mútuo entre Gina e Harry. Ela tinha certeza que Harry assumiria o filho e ela teria uma pensão substancial para viver o resto de sua vida da forma que mais gostava. Gastando dinheiro em coisas caras, finas, elegantes e supérfluas. E então, ela resolveu fingir que ele não dissera nada, assim talvez o confundisse e ele acharia que na verdade sonhara que a chamara de Gina. Então ele falou:

- Ontem, eu...

- Ah, querido, mesmo você tendo tomado um pouco mais de vinho, você foi magnífico como sempre.

Ela levantou-se e deu um leve beijo nos lábios de Harry.

- Se era só isso, vou buscar suas aspirinas.

Harry deixou que ela fosse se perguntando se teria realmente sonhado que havia chamado Linda de Gina. Bem, só poderia ter sido sonho, Linda estava radiante esta manhã e Harry achou que ela estaria já fazendo as malas, mas tudo parecia bem.

Ela voltou com as aspirinas e colocou um pouco de suco num copo e deu a Harry com um sorriso. E mais uma vez ele pensou que realmente estivera sonhando com Gina mais uma vez.

Eles sentaram e comeram em silêncio.

Harry pensando no dia que teria no escritório e Linda fazendo seus planos sobre o casamento ou quanto cobraria de pensão.

Ao terminar o café, Harry perguntou a Linda:

- Você tem algum compromisso para hoje?

- Marquei um dia no Spa do condomínio, por que você estava pensando em alguma coisa, eu posso desmarcar?

- Não, somente gostaria de saber seus planos. Vou passar o dia todo no escritório, talvez hoje eu chegue tarde, tudo bem?

- Tudo bem, querido, tenha um bom dia.

- Obrigada, Linda, você também.

Ah, eu terei, pensou ela, já comecei a gastar o seu dinheiro e não o meu, meu bem.

E Harry se dirigiu ao subsolo para pegar sua pick-up e começar seu dia de trabalho, que por sorte seria melhor que o anterior, sem lembranças ou interrupções e as preocupações e devaneios que vinham junto com as memórias.

Desculpa a demora gente, muito Obrigado a tomo muito que esta lendo =DD