N.A.: Pessoas que esperaram, que continuaram junto com a gente, estamos pulando de alegria que vocês ainda nos acompanham e comentem. Nós sabemos que demoramos, mas os nossos horários estão complicados.

Porém, não iremos abandonar a fic, de jeito algum. E agora, aos comentários feitos:

Aiko: Que bom que ficou feliz de ver o e-mail de att, verá muito mais agora! E a sua ansiedade acaba aqui, a continuação daquela cena complicada!

Gabby: A idéia é enlouquecer vocês com essas paradas!

Trice: Ah o próximo capítulo está aqui, viciando vocês mais um pouco!

Niiick: Ah nossa criatividade vem dos comentários empolgantes que vocês sempre deixam. Então, se quer mais capítulos, comente muito?

Chastity: Que bom que gostou, e a nossa propaganda básica deu certo. Esperamos que goste desse capítulo.

mione03: Opa, outra que veio pela nossa propaganda, que ótimo! Aqui já estão algumas respostas, mas ainda terá muito o que acontecer. Muito.

Para todos que acompanham a fic, esperemos mesmo que comentem e que gostem!

Bjos Fla e Mira.


Capítulo 9

Medo

Prendeu a respiração, Fred dissera algo que simplesmente não era verdade. Não conseguia conceber que ele estava respondendo algo sério. Tinha se sentado outra vez no sofá com a resposta que ouvira, levantou-se mais uma vez, saindo de perto deles, não queria escutar mais nada, eles estavam inventando aquilo, eles queriam que ela ficasse ainda mais confusa. Por quê? Por quê eles queriam brincar com ela daquele jeito? Porque eles eram os Gêmeos, eles sempre estavam a brincar com coisas sérias. Mas aquilo era extremamente sério, eles sabiam disso, não deveriam fazer nada daquilo, deveriam contar toda a verdade, e não ficarem a fazer rodeios e piadas como aquela. Por que aquilo que Fred havia dito era uma pura piada.

Passou pelo corredor quase que correndo, deixando o álbum cair no chão de madeira durante sua passagem. Bateu a porta de seu quarto, olhando para a cama, olhando as coisas desarrumadas, olhando a sua vida que não lembrava, que não encaixava perfeitamente em sua realidade. Não conseguia tirar a resposta de Fred de sua cabeça, estava impressa na frente de seus olhos, flutuando e sussurrando em seus ouvidos. Via o rosto de surpresa de George quando Fred deixou as palavras saírem por sua boca, e viu a reação que o rosto de Fred teve quando ele percebera o que tinha falado. Era como se eles mesmo não conseguissem acreditar naquelas palavras.

Ouviu a porta da frente bater com certa força, indicando que eles tinham saído. Mas mesmo assim não queria sair do quarto, não queria voltar para a sala, ver os álbuns, e pensar ainda mais naquilo. Por que na verdade, se pensasse poderia achar ainda mais coisas como as que achou, e iria querer mais respostas, e se as respostas fossem como aquela que Fred dera, ela não agüentaria. Sendo respostas verdadeiras ou não.

Desencostou-se da porta, indo até a cama, sentou-se pesadamente, como se o mundo estivesse acabando. Tinha que parar de pensar naquilo. Estava cheia de coisas para pensar, como em seu casamento. Seu casamento com Ron estava indo por água abaixo, ela nem ao menos queria pensar em o que os gêmeos estariam pensando, ou no que Fred dissera, ou o que aquilo teria a ver com aquela frase de Fred. Estava casada com Ron, amava Ron, nada além disso importava naquele exato momento.

Passou as mãos no rosto, empurrando os cabelos para trás e respirando fundo. Não poderia se deixar nessa confusão. Respirou fundo mais uma vez, olhou firme para as próprias mãos e decidiu que tomaria um banho, se arrumaria e seria a mulher de Ron, a Senhora Ron Weasley. E essa noite ela seria somente isso.

Tomou um banho, foi para seu quarto e abriu o guarda-roupa, vendo as opções que tinha. Observou com atenção as peças de roupas nos cabides, cogitando cada uma delas, mas as eliminando assim que as imaginava em seu corpo. Então viu aquele vestido vermelho que não se lembrava de ter usado ou quando comprara, puxou-o do cabide, olhando-o com um sorriso decidido. Com certeza Ron adoraria quando a visse usando aquele vestido, tinha quase certeza de que ele é que dera a idéia de comprá-lo. E decidiu que usaria também aquelas botas de cano alto, por que com certeza combinariam e com certeza Ron iria gostar daquilo. Afinal, estava aprontando-se para seu marido.

Sorriu com o pensamento, sentindo um frio estranho correr sua espinha ao pensar em Ron para a palavra: marido.


-Mas... o quê? O que eu fiz de errado?

Ron parecia estar a ver algo tão estranho que ele mal conseguia responder. Estava parado no mesmo lugar já fazia alguns segundos, olhando para Hermione, não acreditando no que via. Ela estava linda, sem dúvidas, mas aquele vestido e aquelas botas, ele vira quando os gêmeos deram aquelas peças para ela. Ela tentou se aproximar outra vez, mas ele a impediu, levantando as mãos. Hermione parecia escandalizada com a atitude dele, e nesse momento Ron quis por dizer tudo o que acontecera, tudo que ela dissera, tudo que ele dissera e tudo que acontecera nos últimos anos. Mas nem sua respiração passava por sua garganta nesse momento.

E ele fez a única coisa que conseguia naquele momento, pensando em como era realmente um covarde por não conseguir ficar e encará-la de frente, como deveria fazer. Ele se virou e saiu do quarto, batendo a porta com força, deixando a mulher confusa e magoada.

Hermion sentou em sua cama olhando para o chão, sua cabeça mais confusa que nunca. Fizera de tudo para agradar Ron, colocara aquele vestido, a bota de cano alto, deixara os cabelos soltos e o beijara com paixão quando ele chegou do serviço. Deixando aparecer toda e qualquer intenção que aquela roupa poderia transparecer, mas ele nada fizera, apenas saíra bravo do quarto. Não era certo, se era casada com ele por quê não dormiam juntos? Era a segunda vez que ele a deixara, que ele recusara dormir com ela; por quê?

Sentiu as lágrimas descerem por seu rosto, rolando rápidas, e foi impossível conter um soluço. Estava magoada, não entendia a recusa do homem que era seu marido. Não entendia o porque de Ron estar recusando algo que deveria ser normal entre eles. A não ser que ele soubesse do caso que ela tivera com os gêmeos e apenas não mais conseguisse dormir com ela.

Balançou a cabeça com força, aquilo era impossível. Ron nunca aceitaria aquilo, ela simplesmente não podia acreditar naquilo. Soluçou mais algumas vezes, o coração apertando ao se sentir rejeitada por ele. E toda a tristeza que sentira desde que tudo aquilo começara pesou em sua mente e em seu coração. Hermione se sentiu sufocada, como se não importasse para onde virasse, não existissem solução, apenas mais e mais confusão e dilemas. Queria de uma vez por todas que toda a verdade aparecesse, que soubesse de tudo, por que com certeza muitas pessoas estavam mentindo para ela, e ela odiava isso.

E foi quando ouviu a porta se abrir devagar, a esperança de que Ron voltara queimando no peito. A esperança de que ele estivesse arrependido, de que voltasse se desculpando, lhe beijando e dizendo que a amava. Olhou para a porta se abrindo devagar, já estava de pé antes que percebesse, a respiração acelerada. Porém, quem entrou foi Fred, seguido de George, que pareciam preocupados de verdade.

-Mione, tudo bem? – George perguntou fechando a porta e aproximando-se da janela, ficando o mais afastado possível que o quarto permitia. Vira o que ela estava usando e isso mexia com seu corpo.

-Não... muito. – sentou-se outra vez, desabando no colchão e olhando de Fred para George. – Mas vai passar. – não queria ficar perto deles, sozinha no quarto. Muito menos depois do que Fred dissera de manhã, aquilo ainda a perturbava fisicamente.

-Ron saiu nervoso, o que houve? – Fred perguntou já sabendo o que acontecera. Ron lhe dissera o que aconteceu ao passar por eles na sala e sair quase correndo pela porta da frente, e eles não sabiam muito bem por que estavam ali. Mas sabiam que era ali que deveriam estar.

-Nada... apenas... – não terminou a frase, sentiu o choro parar na garganta. Era vergonhoso assumir que tinha sido rejeitada pelo próprio marido. Ficou em silêncio, os gêmeos a olhando esperando o momento certo para começarem a falar.

-Hermi, não chore. – disse Fred aproximando-se e olhando para que George fizesse o mesmo. A morena estava de cabeça baixa e não viu o ruivo na janela negar o pedido do irmão apenas balançando a cabeça. – Ele é um idiota mesmo.

George viu Fred sentar-se ao lado dela na cama, vendo as pernas dela se moverem brevemente e se cruzarem. Engoliu em seco, evitando ir até lá e beijá-la, deitar o corpo dela na cama e tomá-la para si. A dividindo com o irmão. Fred passou sua mão pelos ombros dela e a puxou, fazendo-a lhe abraçar, chorando em seu peito. George apenas prestava atenção, observando os movimentos do corpo dela.

Hermione sentia-se estranha, aquele abraço era tão quente, tão bom, como se fosse um lugar comum para ela. Como se por alguns momentos tivesse encontrado aquela tão pedida salvação para os problemas que a cercavam. Um lugar para onde ela ia nos piores momentos, aquele abraço protetor, carinhoso, com amor. E o abraçou bem forte, como medo de que aquele momento tão antigo e, ao mesmo tempo tão recente, fosse embora. Evaporasse no ar. Ao mesmo tempo tinha medo daquilo, não era certo, nada daquilo era certo.

Fred sorriu, acariciou seus cabelos, sentindo o perfume de morango que eles exalavam. Era bom ter Hermione em seus braços novamente, mesmo que ela não estivesse da maneira que queria, isso já era melhor que nada. Olhou para George, vendo o irmão com os braços cruzados e os encarando de forma séria. Sabia bem o que ele estava pensando, mas não sabia se conseguiria fazer o que queria, tê-la, deixar que ela soubesse da toda a farsa, confirmando o que falara de manhã. Claro que a queria, sobre isso não tinha dúvidas, mas como aquilo definiria o que tinham feito? Ela poderia recusá-los, evitá-los e nunca mais querer saber deles. E isso Fred e George não deixariam acontecer.

Mas ver George mordendo o lábio inferior olhando para as pernas dela era algo que não ajudava em sua indecisão. Sabia que por George já estariam a beijá-la, puxando as roupas para fora do corpo, deitando-a na cama e a fazendo deles, como a muito não faziam. Mas não era algo fácil, tinham que ir devagar, sem assustá-la. Continuou abraçando-a e devagar separou o rosto dela de seu peito, olhando-a nos olhos, vendo aqueles olhos vermelhos, com apenas algumas lágrimas caindo.

-Não chore, Hermi. Não vale a pena. – pediu outra vez e ela balançou a cabeça, mesmo que ainda deixasse algumas lágrimas caírem pelo canto de seus olhos. Olhava fundo dentro dos olhos de Fred, sentindo que aquilo era algo tão natural, algo tão comum entre eles. Olhar fundo naqueles olhos azuis, naqueles olhos que a encaravam de forma séria agora.

Sua respiração acelerou quando ele se inclinou milímetro por milímetro em direção a seu rosto e olhou seus lábios, esperando qualquer reação sua. E Mione não reagiu, apenas ficou ali, abraçada a ele, olhando-o, esperando a próxima reação dele. E Fred desfez a distância entre eles, colando seus lábios aos dela, esperando pela aversão.

George viu quando Fred a beijou, e prendeu a respiração por alguns segundos, esperando que ela se afastasse e gritasse com seu gêmeo. Mas ela não fez nada daquilo, apenas ficou ali, parada, esperando que Fred fizesse outra coisa. Viu Fred sugar o lábio inferior dela, fazendo-a abrir a boca, aprofundando o beijo e ela fechou os olhos, o beijando de volta, na mesma intensidade.

E como se alguém a tivesse beliscado, Hermione levantou-se da cama, separando-se de Fred, olhando-o de forma surpresa e estranha. Escorou-se na porta e ficou a sentir o peito queimar por estar a respirar tão rápido. Viu Fred se levantar e se aproximar, George fazendo o mesmo, e era como no sonho que tivera com eles. Eles parados a sua frente, a olhando, esperando por uma reação dela.

-Mas... mas o que foi isso? – ela perguntou e tentou se acalmar. Nada adiantaria ficar nervosa daquele jeito e acabar por não conseguir resolver nada. George aproximou-se ainda mais, parando a milímetros de seu corpo, ela conseguia sentir seu calor através das roupas. Colou-se mais a porta, mas ele chegava mais perto, olhando-a nos olhos. Sentiu as mãos dele espalmando-se em seu rosto, a pele quente contra a dela, e ele se aproximou, levando os lábios vermelhos até sua orelha, respirando calmo, a voz rouca e baixa.

-Não fuja. – acariciou o rosto dela com os dedos, ainda falando em seu ouvido. – Isso é algo nosso, Mione. Não fuja.

A morena paralisou encarando o ruivo a sua frente, sua respiração ainda acelerada, as palavras dele rodando em sua mente. Aquilo realmente era algo normal entre eles, aquilo acontecia com freqüência. E ela não estava resistindo, estava deixando George lhe puxar para junto dele, girando seu corpo e o encostando ao de Fred. Buscando sua boca de forma mais agressiva que Fred, pedindo passagem para sua língua, beijando-a e puxando seu corpo pela cintura. Colando seu quadril ao dele, deixando sua intenção bem visível. E a morena só pôde o beijar de volta, sentindo que a língua dele brincava com a sua de forma tão rápida, como se a conhecesse de muito tempo atrás. E talvez realmente conhecesse, entretanto ela não conseguia raciocinar sobre isso naquele momento.

Sentia o corpo de Fred parado atrás do seu, mas somente as mãos de George e o corpo dele é que estavam movendo-se. Suas mãos subiram e enlaçaram o pescoço do ruivo a sua frente, o puxando para si, beijando-o com mais força. Toda e qualquer lembrança da rejeição de Ron sumindo de sua mente. O importante no momento era beijar George, sentir o corpo dele contra o seu. E o de Fred a suportá-la, para que ela não caísse. Não sabia de onde arranjava forças para fazer aquilo, mas novamente, era um lugar comum para ela. Um lugar onde ela se sentia bem, onde ela parecia saber mover-se com mais leveza, com mais prazer, com mais experiência. E mesmo que parecesse errado, ela nunca se sentira em um lugar tão certo. Nunca se sentira tão querida e desejada como agora.

Fred a acariciou nos ombros, puxando-a para si, mas não a separando do irmão. Observava o beijo deles, ouvindo as exclamações de prazer que ambos deixavam escapar conforme se tocavam. E sentia-se feliz por ela estar de volta aos braços deles. De volta entre eles. Toco os ombros descobertos dela com os lábios, sentindo o corpo dela ser empurrado para trás, encaixando-se no seu.

-George, eu... – ela tentou dizer durante o beijo, mas George não parava de beijá-la, sugando seus lábios, sua língua. Suas mão subindo pelo vestido, parando nos seios, e os apertando de leve, sem assustá-la.

Fred a ouvir gemer e não resistiu, beijou e mordiscou os ombros dela com mais força, indo até sua orelha, respirando com força e mordiscando-a, enquanto falava.

-É o mais certo, Hermi. – disse com a voz baixa, sentindo a pele dela se arrepiar com seu hálito. – Se entregue.

A morena quebrou o beijo e lutou contra eles, afastando-se outra vez, indo até perto da cama. Ficou a olhá-los, vendo tanto a excitação de Fred quanto a de George, visíveis pelas calças de pijama que vestiam. Não conseguia ignorar aquilo e ao mesmo tempo precisava de uma explicação. Depois disso entregaria na mão de Merlin, e veria no que daria. Não conseguia mais pensar direito e queria uma resposta, somente uma, e se entregaria. Não sabia se para os gêmeos ou a vida, mas se entregaria, com toda a certeza já tinham tomado uma decisão por ela quando esconderam aquilo. Precisava tomar uma decisão por si mesma agora.

-Nós... nós estamos juntos desde quando?

George olhou para Fred por um momento, esperando que o gêmeo falasse outra vez como fizera de manhã, mas o irmão mais parecia um animal irracional que qualquer outra coisa. Respirou fundo, olhando-a, pensando se deveria contar de uma vez ou se deveria deixar para depois. Estava com tanta saudade do corpo dela, estava com tanta saudade dos beijos, das carícias, dos gemidos, que poderia dizer qualquer coisa, desde que ele a tivesse nesse momento.

-Sempre.

Fred apressou-se em responder avançando sobre o corpo dela outra vez, dessa vez, beijando-a sem dar tempo de que ela fizesse outra pergunta, de que pensasse em mais alguma coisa. Sabia que beijá-la, empurrá-la na cama poderia deixá-la nervosa, assustada, mas não conseguia resistir. A saudade inundava seu corpo, nublava sua mente. Tinha que tê-la, tinha que senti-la novamente entre seus braços, sentir outra vez as pernas dela envolta de seu quadril, dizendo seu nome, o nome de George.

Hermione sentiu o corpo bater no colchão, o beijo de Fred possessivo, o abraçou, esqueceu o que queria, esqueceu o que não conseguia decifrar. Mas mesmo assim parecia que algo estava faltando, parecia que faltava um pedaço de si, que nem entre os beijos de Fred e George ela conseguia sentir-se completa. O afastou, separou sua boca da dele, escapou das mãos dele e saiu do quarto, tinha que sair dali, o mais rápido possível, aquilo simplesmente não era possível. Aquilo simplesmente não poderia ser o que faltava, e isso a fazia sentir um medo gigante.

Desceu as escadas correndo, pulando os degraus e equilibrando-se nos saltos. O medo começava inundando seu peito, mas parecia que ela tinha que se afastar, que tinha que se conter, como se precisasse sair e achar a resposta do lado de fora. Abriu a porta dos fundos da loja, saindo para a o beco e então quase derrapou no chão escorregadio. Ali estava Ron, parado com os braços cruzados, olhando para o chão, parecia ainda mais perdido do que ela.

Não soube o que sentir, não conseguia não sentir que ali achava sua resposta, ali estava aquela parte que faltava para completar o que ainda parecia fazer falta. Fechou a porta e cruzou os braços ao redor do corpo, estava frio e ela estava apenas com o vestido, as pernas e os braços a mostra. Viu Ron levantar os olhos do chão, e olhá-la. Hermione só então percebeu que o corpo do ruivo mexia-se com pequenos soluços, e que o rosto estava vermelho, manchado de lágrimas que ainda deixavam seus olhos azuis.

-Me desculpa... eu fui tão covarde. – disse entre soluços, aproximando-se de onde ela estava parada, começando a tremer de frio.

Hermione aproximou-se também, olhando-o nos olhos, não entendendo Ron, mas esperando para que ele continuasse. O viu tirar o casaco que vestia e passá-lo para que ela colocasse, ela sorriu fracamente em agradecimento, vestindo-o. Ela percebera que algo de muito errado estava acontecendo, Ron nunca estivera assim, nunca na frente dela. O observou com atenção, esperando com paciência que ele começasse a falar o que começara antes.

-Eu sou um covarde... não deveria ter saído assim... eu sei que... – mas ele estava derramando lágrimas demais e aquilo perturbou Hermione. Ela nunca o vira chorar assim, nunca. Tinha algo magoando por demais o ruivo.

-O que houve, Ron? O que aconteceu com a gente?

O ruivo a olhou nos olhos, forçando-se a dizer algo, mas por vários momentos somente lágrimas caíram de seus olhos. E quando sua mente já não mais conseguia mentir nem para si, nem para ela, ele abriu a boca e disse, quase sem saliva alguma:

-Eu nunca fui seu marido.


continua...