Bem... finalmente chegamos no fim da primeira parte. E no fim das minhas férias também, o que significa que a próxima atualização provavelmente vai demorar um pouco mais, mesmo que eu já tenha escrito o capítulo 11 e planejado o 12 e o 13.

Eu não tenho muita certeza se gostei deste capítulo ou não. A idéia era deixar algumas coisas no ar e não explicar detalhe por detalhe de todos os planos e da última aliança, deixar as coisas um pouco confusas ou ao menos... obscuras. Não tenho certeza se consegui, então...

Talvez eu tenha exagerado. Se esse for o caso, e eu receber um monte de comentários de gente reclamando, eu posso tentar mudar alguma coisa. Se não, fica assim mesmo e fica a expectativa pro capítulo 11!

Boa leitura,

James Hiwatari (que não tem parentesco com o general)


EYES OF FREEDOM

CAPÍTULO X

- Argh, uma reunião no meio da noite! O que o Kai tem na cabeça?

- Tenha mais respeito com o general, Takao, ou você acabar se tornando o próximo ratinho de laboratório do Zeo...

Os irmãos Kinomiya caminhavam pelos corredores da cede do governo à caminho de uma reunião de emergência convocada pelo general. Hitoshi, como sempre, mantinha uma expressão séria enquanto puxava seu irmão menor pelo braço, já que este ainda estava um tanto sonolento por ter sido acordado às duas da madrugada para tal reunião. A menção do nome do líder do décimo esquadrão ao lado da palavra "ratinho de laboratório" teve o efeito esperado: Takao endireitou sua postura e passou a caminhar ainda mais rápido que o irmão até a entrada na sala.

- Hitoshi e Takao Kinomiya se apresentando, grande general! – Declarou o mais velho dos dois ao entrar na sala de reuniões. Kai ocupava seu lugar de costume, cercado por seus ministros, Ozuma, Yuriy e Lai. Alguns minutos depois, Zeo entrou na sala, acompanhado de Kyoujuu.

- Agora que todos estão aqui, vamos começar a reunião. – Anunciou o general, olhando para cada um de seus subordinados. Seus olhos demoraram-se um pouco mais na figura desarrumada e sonolenta do ministro da educação e cultura, para quem ele lançou um olhar de reprovação. – Eu chamei todos aqui para divulgar as últimas informações sobre os nossos mais recentes desafiantes. Ozuma, prossiga com o relatório.

Enquanto o líder do quinto esquadrão se preparava para falar, Kai jogou seu corpo contra o enconsto da cadeira, deixando um pequeno sorriso malicioso brincar em seus lábios. Além de Ozuma, ele era o único que sabia o conteúdo do relatório, e estava satisfeito com as descobertas.

- Sim, grande general. – Ozuma se lenvantou, apanhando alguns papéis em suas mãos. Seu tom de voz era firme e sério, em nada sugeria que ele já estava a dois dias sem dormir examinando relatório atrás de relatório de seus subordinados sobre o caso. – Nós examinamos os corpos dos rebeldes apanhados nos escombros e com base nestes dados e em depoimentos dos oficiais sobreviventes, descobrimos a identidade de todos os membros do grupo, incluindo as de quatro possíveis sobreviventes. A morte do líder Vladmir Igorov foi confirmada, porém sua segunda em comando permanece desaparecida, com possibilidade de ter sobrevivido. Nathaliya Alexandrova foi adicionada à lista dos dez mais procurados do país com acusações de terrorismo e uma grande recompensa para informações que levem a sua captura.

- Hey, esses nomes... São estrangeiros, não são? – Perguntou Takao, erguendo a mão no ar de repente. Ozuma encarou-o por alguns segundos com um olhar venenoso antes de responder:

- Sim. Segundo nossas pesquisas, Vladmir Igorov, Nathaliya Alexandrova e Isaac Isaakov, outro rebelde morto no último incidente, são decendentes do povo de Krasnópolis, a cidade fortificada entre as fronteiras do nosso pais com o Reino da Baviera e a República Popular Shie Shie. Krasnópolis é uma cidade autônoma que se tornou independente depois de uma revolução sangrenta há quase um século. O filho do quarto oficial do segundo esquadrão foi mandado para lá por tempo indeterminado para buscar mais informações sobre os antepassados dos rebeldes, e o nono esquadrão foi alertado para a possibilidade de eles tentarem fugir do país. Nossas fronteiras foram fechadas e todos os policiais nas ruas estão informados sobre os rebeldes fugitivos. Provavelmente teremos os quatro em nossas mãos em breve, vivos ou mortos.


- Felipe, o que você está fazendo? Pare já com isso, mocinho!

O bebê do campus prendeu a respiração, largando a mochila que aos poucos se enchia com mudas de roupa e alguns pequenos objetos pessoais. Não fazia uma semana que ele havia retornado para casa e já era preciso siar novamente, desta vez por tempo indeterminado. Em seu plano original, o adolescente deixaria uma carta aos pais explicando a situação e sairia na calada da noite, sem levantar suspeitas da vizinhança. Contra este plano estava a presença de Emy Fraze, sua mãe, no quarto enquanto ele arrumava as suas coisas.

- Mãe, eu sinto muito, mas agora não dá mais pra voltar atrás. – Respondeu o garoto, encarando o chão. Seus olhos se fecharam por reflexo quando suas emoções começaram a sair do controle. – Eu não posso mais ficar, ou ele vai vir atrás de vocês também.

- Bill! Bill! Venha aqui, Bill! – Os óculos de Emy escorregaram por seu nariz enquanto ela chamava aflita por seu marido. Nenhum dos dois sabia das atividades subversivas de seu único filho, por isso não conseguiam entender o que ele estava falando.

- O que está acontecendo aqui? Felipe, o que isso... – O homem parou na porta do quarto do filho, surpreso com a cena a se desenrolar. Felipe não tinha coragem de encarar os pais, sabia que se o fizesse não seria mais capaz de ir embora.

- Eu tenho que ir, pai. Já me envolvi demais, eles estão atrás de mim e vão vir atrás de vocês também se eu continuar por aqui. – Foi o que ele conseguiu dizer, segurndo firme as alças da mochila.

- Eles quem? – Perguntou Emy, mesmo já sabendo a resposta. Sua consciência culpava-a por não ter percebido mais cedo as atitudes suspeitas do filho nos últimos meses e suas ausências temporárias (em que ele dizia estar na casa de um amigo para um estudo intensivo ou algo assim). Se tivesse descoberto antes, talvez tivesse conseguido pará-lo, convencê-lo a mudar de idéia ou...

Não, Felipe nunca mudaria, muito menos por um pedido seu. Era um rebelde por natureza e jamais aceitaria ficar parado vendo outros lutarem em seu lugar, ou mesmo não lutar por coisa nenhuma. A figura do garoto de topete desarrumado com uma mochila remendada praticamente cheia tinha um ar de certeza e determinação ao redor; teimosa, porém firme. O entendimento passou pelos olhos da mulher e ela sorriu. Lágrimas manchavam seus óculos meticulosamente limpos quando ela atravessou o quarto e abraçou seu bebê, não mais braba, não mais preocupada. Felipe havia crescido tanto que agora já era mais alto do que ela. As feições infantis começavam a mudar, seu rosto e seus olhos tinham um tom mais maduro e sério. O bebê crescera e ela estava orgulhosa do que ele havia se tornado.

- Mãe, me desculpe... – Felipe premanecera na mesma posição, mesmo depoiso do abraço. Retornar o gesto significava desistir de tudo e colocar as pessoas que ele mais amava em perigo. O garoto gostava de seus pais, apesar das brigas e discussões típicas da adolescência. Para quem esperava viver embaixo da saia de sua mãe até os quarenta anos, deixar a casa aos dezesseis era um mudança de planos significativa.

- Será que nós podemos saber pelo menos para onde você vai? – Perguntou a mulher, acariciando os cabelos do filho. William também se aproximara, envolvendo a esposa e o filho em seus braços.

- Não, quanto menos vocês souberem, melhor. Não se preocupem, eu vou estar com amigos, e vou tentar me comunicar de vez em quando, quando foi seguro. Vocês saberão quando chegar a hora. Eu tenho que ir agora, meus amigos devem estar esperando. Nós nos veremos de novo... quando tudo isso acabar. É uma promessa.

Sem olhar para trás, Felipe se desvencilhou dos abraços e abriu a janela do quarto, pulando para a escuridão da noite sem lua. Seus pais permaneceram abraçados, olhando para o ponto em que o filho, agora um homem de verdade, desaparecera. Os dois só se moveram quando o sol começou a nascer, iluminando o cenário que horas antes parecia tão estranho e sombrio.


- Quem são os outros desaparecidos? – Quando Ozuma deu sinais de que encerraria seu discurso, Max levantou a mão, esperando a autorização para fazer a pergunta. Ozuma quase sorriu ao responder, satisfeito com o fato de que pelo menos um dos jovens ministros sabia ser educado:

- Nossos homens os identificaram como sendo Felipe da Silva e Ann Willians, dois calouros na UFC, e Luiz Schester, ninguém menos que o príncipe herdeiro do Reino da Baviera. – Os olhares dos ministros e oficiais se arregalaram com a última informação. O silêncio perdurou por algum tempo até Hitoshi Kinomoya dar voz aos pensamentos de todos:

- Mas então... isso não significaria uma traição dos nossos vizinhos do norte?

- Eu temo que não. – A pergunta foi respondida por ninguém menos que o general em pessoa. Kai não se deu ao trabalho de mudar sua postura relaxada, mantendo ainda as sombras do sorriso malicioso enquanto falava. – Segundo o relatório do recém-apontado oficial Jonathan McGregor, com o qual entrei em contato logo depois do fim da manifestação, o Rei da Baviera havia cortado relações com seu filho mais novo pouco antes de sua morte justamente por causa de suas ações em nosso país. O novo rei Neuville, irmão mais velho do rebelde, exigiu apenas que nós o mandássemos de volta após interrogá-lo para que ele pudesse ser punido em seu próprio país. Por enquanto, não me parece que nossa aliança corre riscos, mas por via das dúvidas McGregor vai permanecer atento a mudanças e vai reportar qualquer ação suspeita. Satisfeito com a minha explicação, Hitoshi Kinomiya?

Por alguma razão, o conselheiro não conseguiu olhar na direção do general ao responder, como se seu olhar sozinho fosse capaz de repeli-lo. A postura e o modo de falar de Kai Hiwatari intimidavam até mesmo o oficial mais corajoso. Suas palavras fortes e olhar dominador eram tidas como as características que o levaram a assumir o controle de um país inteiro aos vinte e cinco anos de idade, quando era ainda um capitão do exercito desorganizado da antiga república. "A Revolução Gloriosa", como ficou conhecido o golpe de estado daquele dia trita e um de março quinze anos antes, era contada nos livros de história em um épico que misturava verdade e fantasias, feitos incriveis de um homem incrível que no futuro se tornariam lenda. Tais histórias reforçavam o medo e admiração da população, que em sua maioria venerava como um Deus o homem que trouxera prosperidade econômica e avanços tecnológicos para um país à beira da falência. Kai Hiwatari sabia como manter o controle das massas, como ter todo o apoio necessário quando necessário. Por esta razão, durante quinze longos anos nenhum grupo rebelde havia conseguido crescer o suficiente para se tornar uma verdadeira ameaça. O grupo responsável pelo ataque ao jornal não parecia ser diferente, ainda mais agora que haviam perdido seu líder.

Pouco tempo depois a reunião foi encerrada, e os pilares da fortaleza erguida pelo general finalmente puderam voltar para casa e aproveitar algumas poucas horas de sono antes de ter que voltar para o trabalho.

- Você está bem, Felipe? – Perguntou a voz de Franklin no banco do motorista. O garoto estava finalmente se aproximado do carro que os dois usariam para chegar ao novo esconderijo. Ao chegar mais perto, o médico notou as marcas úmidas nas bochechas de seu companheiro, bem como o tom avermelhado em seus olhos. – Alguma falha em seu plano?

- Meus pais me descobriram. – Respondeu o garoto, entrando no carro pela porta traseira, fechando-a com força logo depois. O veículo em si não era grande, um modelo comum na região, projetado para no máximo cinco pessoas e com pouco espaço no porta-malas. Pintado de azul bem escuro, o carro não chamava atenção nas ruas escuras e desertas. Felipe não falou mais nada durante toda a viagem, ele sabia que o colega adivinharia o resto dos acontecimentos sem que ele precisasse descrevê-los. Cerca de meia hora se passou antes de Franklin voltar a falar:

- Vamos descer aqui, não estamos muito longe agora. – O médico abriu a porta para o amigo, ajudando-o a sair do carro. Com a mente em outro lugar, Felipe caminhava devagar e desajeitado, tendo que ser ajudado pelo companheiro durante os quinze minuto de caminhada até o pequeno chalé escondido no mato que no momento servia de esconderijo para os seis revoltosos e um oficial da PPN. O carro, que nunca pertencera a nenhum dos rebeldes, fora abandonado longe do esconderijo de propósito para evitar rastreamento, em uma zona de transição entre o urbano e o rural na parte mais pobre da capital.

Ao chegar no chalé, uma modesta construção de dois andares com telhado de palha e paredes de madeira velha, Franklin deu três batidas na porta e esperou. Do lado de dentro, alguém bateu outras três vezes e ele finalizou o código com duas rápidas batidas seguidas de outras duas. A porta se abriu.

- Hehe, bem-vindos a sua nova casa! – Saudou Luiz, recebendo os colegas com um sorriso sarcástico. – Imagino que tudo correu bem?

- Mais ou menos. – Foi a resposta de Franklin, já que Felipe não estava prestando muita atenção no desenrolar da realidade. – Parece que os pais do Felipe descobriram o que ele estava fazendo e eles tiveram que se despedir pessoalmente.

- Entendo... Bem, vamos sentar e comer alguma coisa, ainda falta algum tempo para as garotas acordarem e eu quero companhia até o fim do meu turno. – Ofereceu o ex-prícipe, empurrando os recém-chegados em direção à mesa. – Fui eu que fiz a comida. Espero que esteja comestível, porque eu não sou exatamente acostumado a este tipo de trabalho...

O loiro serviu algo que parecia uma massa gosmenta e grudenta de cor verde-clara em três pratos de vidro. Com uma olhada mais detalhada, Felipe percebeu que não se tratava de uma massa propriamente dita, mas de um vegetal ensopado e empapado. A aparência da refeição não era das melhores, porém o gosto até que poderia ser pior. Considerando que, vivendo em um palácio real com serventes e cozinheiros à disposição Luiz provavelmente nunca chegado próximo a um fogão na vida, sua primeira tentativa de jantar poderia ser considerada excelente.

- O que é isso? – Perguntou o topetudo, observando alguns pedaços da papa em seu garfo caírem de volta no prato.

- Ah, é uma comida típica do meu país. Uma das minhas favoritas, embora meu pai não considerasse algo digno de um príncipe...

Franklin e Felipe tiveram o bom-senso de não trocar nenhum tipo de olhar ou fazer algum comentário quando o ex-príncipe baixou a cabeça, deixando sua franja crescida cobrir sua expressão. A notícia da morte de seu pai no país vizinho chegara aos seus ouvidos logo que ele acordara no hospital improvisado, caindo em sua consciência com o peso de uma bomba. Luiz não contara a ninguém, mas seus amigos imaginavam o sentimento de culpa do adolescente ao pensar que as últimas palavras que dirigira ao seu pai foram gritos raivosos. Quando perguntado se o ex-príncipe voltaria para casa agora que seu irmão mais velho assumiria o trono, o garoto respondeu que não, que ficaria com eles até as lutas acabarem. A briga com seu pai havia sido definitiva, ele não tinha mais como voltar para casa, mesmo se o irmão o aceitasse.

- Hey, meninos, podem ir dormir, nós vamos esperar pelo Chang e o Yuy agora! – A voz de Ann soou como uma música alegre no meio de um velório. A mensão do falecido rei tornara o clima na mesa pesado por alguns minutos, até a aparição das duas garotas que, tirando alguns curativos em seus braços e rosto, não aparentavam ter estado entre a vida e a morte duas semanas antes.

- Ótimo, mais um pouco e eu teria dormido na cadeira mesmo... – Comentou Luiz, forçando um sorriso ao cumprimentar as recém-chegadas. Ele puxou Felipe e os dois seguiram para o segundo andar, para um dos dois quartos do chalé, onde duas camas esperavam por eles pelas poucas horas que restavam até o clarear do dia.

Felipe, Luiz, Ann e Nathaliya, os sobreviventes da manifestação no jornal, eram os únicos remanescentes do grupo de resistência formado por Vladmir Igorov. A partir daquele dia, eles não eram mais simples estudantes universitário, não tinham mais uma família ou uma casa fixa para voltar no fim do dia. Como alvos do governo, o grupo teria que viver escondido e tramar suas ações em segredo, se possível contactando outros pequenos grupos em situação semelhante. A possibilidade de sair do país era tentadora à princípio, porém os quatro concordaram que o melhor a fazer era ficar e lutar, encarando o perigo de frente. Esse era o caminho que eles escolheram, e por ele seguiriam até o fim.


Koichi Yuy terminou seu turno de trabalho exatamente às seis da manhã, antes que os primeiros raios de sol da fria manhã de inverno começassem a entrar por sua janela. O homem guardou os papéis espalhados por sua mesa e apanhou o casaco pendurado na parede próxima. Sem cumprimentar os colegas que também se preparavam para sair, fechou a porta da sala e caminhou até o estacionamento da sede do primeiro esquadrão.

Seguindo o plano encabeçado pelo médico maneta, Koichi seguiu na direção de sua casa. Lá chegando, tomou uma pílula azulada dada a ele pelo mesmo médico, uma pílula que deveria controlar a ardência que se espalhava por seus olhos cada vez que ele ficava longos períodos de tempo sem poder fechá-los. O plano previa pelo menos mais três ou quatro horas antes que ele pudesse descansar, e considerando que ele já estava acordado e com os olhos bem abertos desde às sete da manhã do dia anterior, tal pílula era muito bem-vinda.

- É melhor isso dar certo, Franklin Hill, ou eu serei forçado a entregar você e todos outros outros. – Pensando alto, o homem rapidamente preparou uma sacola com algumas roupas e um uniforme reserva. Com o fim de semana, teria dois dias para se reunir com o novo grupo recém-formado antes de que voltar ao trabalho.

Desde o começo, tudo havia sido idéia de Franklin Hill: a trégua com o estudante com cara de bebê, a aliança com os rebeldes, seu novo papel de agente duplo. O médico acreditava que, com um informante dentro da PPN, o pequeno grupo de sete rebeldes teria alguma chance contra o enorme poder do general. A princípio, Koichi pensou em rejeitar a proposta, embora já tivesse concordado em não entregar o grupo. Sua mente racional não sabia explicar o porquê de ele ter concordado no fim, mas o que estava feito, estava feito. Se sua aliança fosse descoberta, ele usaria de seu papel de agente duplo para entregar os rebeldes, e não o contrário. Enquanto sua posição na PPN fosse mantida, seu plano de vingança pessoal poderia seguir em frente. Essa era a última coisa que ele arriscaria, mesmo que isso significasse trair os demais. A pior parte era que Franklin sabia disso e ainda assim concordava em tê-lo no grupo.

O sétimo oficial do primeiro esquadrão apagou a luz do quarto e ganhou as ruas novamente, caminhando pelos caminhos vazios da cidade ainda adormecida enquanto o sol vagarosamente começava a surgir no horizonte. Ele agora era oficialmente parte de um grupo de rebeldes. Seu futuro ganhara ainda mais uma incerteza perante os petigos e ameaças que com certeza apareceriam. Koichi Yuy, no entanto, não se importava, não tinha medo. As lembranças dos anos no laboratório do general continuavam bem marcadas em sua memória, e com elas a certeza de que, não importa o que o futuro estivesse guardando para ele, nada poderia ser pior.

E assim Koichi Yuy continuou caminhando ao encontro de seu destino.


Bah, que finalzinho... u.ú

Enfim, a primeira parte da história terminou e, acreditem se quiser, eu não faço a mínima idéia de como a segunda vai se desenrolar. Quer dizer, eu tenho algumas idéias, mas estou deixando as coisas rolarem sozinhas por enquanto, vamos ver no que isso vai dar. Na pior das hipóteses, teremos uma loonga história com um final besta. Na melhor das hipóteses, eu vou conseguir fazer alguma coisa decente e com menos de 133 capítulos com um final que vai deixar todo mundo surpreso e chorando de alegria, raiva, emoção ou surpresa.

É, eu gosto de sonhar, pessoas!

Enfim, aos reviews!

Xia Matsuyama: Pode me chamar de assassino sem coração se quiser. É, eu realmente tive que reduzir bastante o número de personagens principais da história, e infelizmente essa não vai ser a última vez que isso vai acontecer. Eu odeio bancar o exterminador, mas isso precisava acontecer pra podermos chegar na segunda parte da fic. Quanto a sua idéia de revolta na PPN... a idéia é boa, vamos ver o que eu posso fazer com ela...

Mione 11: Hehe, fiquei feliz em saber disso. Assim eu fico ainda mais animado pra continuar essa coisa. Uma pergunta hipoteticamente hipotética: se um dia eu publicasse essa história em um livro, você compraria?

Littledark: Não se preocupe, eu naõ pretendo fazer essa história ter um final trágico, embora não possa prometer nada quanto a baixas nos dois lados... O doutor Franklin Maneta Hill é mais ou menos um alter-ego do Franklin Milionário Hill de Beyblade 2, eu me divirto escrevendo esse lado dele. Sem palavrões e um pouco de ética e moral, quem diria... Se bem que... ninguém conhece o passado deste doutor maneta (a naõ ser eu! XDD) O que será que ele guarda? E o Felipe te desculpa, mas disse que é pra você naõ ficar com peninha dele na história porque, apesar de tudo, ele está adorando bancar o rebelde subversivo. E o Koichi está adorando bater nele por isso... XDDD Ops... falei demais... o.o'

Pra encerrar:

Como eu disse antes, não faço a mínima idéia de como essa história vai se desenrolar. Eu aceito sugestões e idéias, pedidos e reclamações. Quer mandar o Kai se ferrar e colocar o Takao como seu sucessor? Quer fazer os rebeldes pagarem por terem ousado desafiar o maior ídolo do anime? Quer que eu pare com as besteiras que eu digo em itálico antes e depois do capítulo? Quer que eu pare com a fic toda?

É, vocês perceberam... é mais um pedido por reviews. Fazer o que, todo mundo gosta de incentivo pra escrever...

Recado dado, até a próxima!

James Hiwatari