Capítulo 10 - I'm such a fool for you.

Edward POV.

Quem estava em meus braços se mexeu. O cheiro delicioso de sua pele invadiu meu ar, Isabella, minha doce Isabella. Seus braços apertaram mais ainda em minha cintura e uma de suas pernas agarrou-se as minhas me prendendo à ela. Abri os olhos para a visão mais doce, sua face serena e iluminada como se estivesse quase sorrindo. "Minha" sussurrei acariciando seus cabelos. Ela suspirou, minha, entregou-se totalmente a mim esta manhã, eu tive de ter tanta paciência, doce criatura frágil. Em outra época eu não teria ficado na cama para adormecer, em outros tempos eu estaria tentando me desfazer de seu abraço. Não, não outra época, outra garota. Por que, Deus, essa era a melhor sensação que eu já havia provado, minha Isabella, só minha. Eu adorava seu abraço me prendendo à ela, adora o fato dela ter adormecido no meu lado favorito da cama, adorei tudo sobre seus gemidos esta manhã. Droga, adorava até mesmo ela estar babando um pouco em meu peito, mesmo achando um pouco nojento. Eu queria rir, eu estava... Feliz! Eu estava fodidamente apaixonado e egoísta demais para tê-la afastado de mim.

Seu coração grande e puro não merecia alguém como eu, mas como eu poderia nega-la? Como eu se quer poderia resistir aos seus olhos, seu toque, seu beijo, seu sexo como? Não! Para piorar ela estava tão ou mais entregue quanto eu. Seus lindos mares de chocolate me olhavam com admiração, como se eu fosse algo bom à ela e eu tentaria. Eu prometi a ela e a mim mesmo que tentaria ser o meu melhor, eu farei de tudo para merece-la. Puxei seu corpo para o meu, o sol da tarde estava se pondo dando lugar à noite e sua pele estava gloriosa com a luz dourada. Ela estava completamente sobre mim agora, eu lhe fiz cafuné como ela fazia em mim. Seu corpo foi acordando lentamente, acendendo a ansiedade em meu estomago.

-Hm... Isso é bom - sussurrou arrastado.

-Eu sei bem - beijei o topo de sua cabeça.

-Eu nem acredito que ainda é o mesmo dia que era de manhã. - falou em sua voz de sono.

-Como? - eu ri.

-Estou tão cansada que parece que não estamos no mesmo dia que esta manhã, entende? - me olhou sorrindo, ataquei seus lábios em vez de responder sua confusão.

-Gosto do seu beijo - murmurou ainda de olhos fechados. Não vou dizer à ela, mas foi a coisa mais gentil que alguma garota já me disse, minha garota me disse. Outras sempre me diziam que eu era bom de papo, de foda ou que era gostoso, mas essa mulher incrível acabou de elogiar um curto beijo. Apertei-a ainda mais à mim envolvendo um braço em sua cintura.

-Me soa estranho falar assim... - comecei sem jeito, seus olhos se arregalaram para mim, seus lábios foram puxados pelos dentes - Ó não tente fazer meu trabalho - eu disse tocando seus lábios com os dedos, ela sorriu envergonhada, lindamente envergonhada. Pigarreei -Somos oficialmente namorados, certo? - perguntei patético, é claro que eramos namorados, com essa idade não era necessário a pergunta formal. Claro que não, ela havia lhe dado sua pureza, se entregado por completo é claro que eram namorados. Diga que sim, Isabella, diga logo está me deixando impaciente. Pare de ser rude se passaram apenas segundo. É só um sim, droga. Seus olhos brilharam pra mim, o maior sorriso se formou em sua face, seus braços me atacaram e ela montou em mim.

-Sim, sim - disse alegre, tive que sentar para detê-la, abraçando-a de volta. Como ela poderia estar tão feliz assim? Um "pedido" feito na cama, sem joias ou flores, feito ao anoitecer. Nós nem havíamos feito amor no horário comum, fazer amor quantos anos eu tenho? Mas foi o que fizemos, nós ligamos finalmente o físico o que já havíamos ligado pelo coração. "Estou me tornando tão patético" "Sim está, mas ela se balançando sobre você assim... Ó garota". Ela estava animada sobre mim, sorrindo e se mexendo. Balançando nua em cima de mim.

-Baby, se não estiver pronta para mais, precisa parar - disse calmo, sorrindo. "Não, continue" eu queria dizer.

-Me desculpe - riu nervosa corando lindamente- Mas no momento estou faminta demais.

-Mas é claro que está - estalei preocupado, minha frágil garota não estava se alimentando direito por minha causa - Vou fazer algo pra você comer - eu disse colocando-a na cama e levantando. "Olha como ela esta, tão linda, volte e a tome agora, você quer".

-Vai? - o olhar de admiração estava de volta, surpreso também, mas admirado.

-Bem, posso assar alguns pães de queijo e tem suco pronto.

-Soa bom, mas eu posso cozinhar o jantar e...

-Não - eu a olhei bravo, eu não deixaria que ficasse cozinhando sempre. Muito menos hoje.

-Pão de queijo, está ótimo - deu de ombros, balancei a cabeça positivamente e sai em busca da minha cueca. Certeza que estava aqui, achei. - Edward? - soou cautelosa.

-Sim? - virei-me para olha-la.

-Eu estou... Estou com medo - suspirou - Você está tão... Leve, mas uma hora voltaremos para... Para tudo e tenho medo de voltar a se afastar e me afastar de você e agora eu não posso aguentar... - divagou toda confusa, me olhando atenta.

-Não pense assim - eu disse agarrando sua cintura a trazendo para cima para que ficássemos os dois em pé - Eu prometo que vou permanecer estável o máximo possível, não vou me afastar de você a menos que me peça - "mentira, nem se me pedir" - Mas quanto aos outros não irei mudar minha posição, manterei a distância. Se por acaso algo me estressar a ponto de explodir ou mudar com você apenas me dê uns minutos de paciência e calma ou me ignore - ri - Sei que sou difícil de conviver, aprecio muito ter controle de tudo e algo como sentimentos pode não ser exatamente controlável - abri minhas próprias confusões para ela - Talvez em algum momento isso me ocorra e vou parecer um tanto... Frio, mas continuo apaixonado por você à todo tempo.

-Então se você for um bundão eu posso fugir? - ela sorriu enrolando os braços em meu pescoço, ficando nas pontas dos pés.

-Contanto que não vá tão longe para que eu possa achá-la, sim você pode.

-Está bem. - disse forçando minha cabeça para baixo, ela queria um beijo. Agora querida. Tomei seus lábios nos meus, sugando o seu inferior. Sua língua saiu e brincou com a minha, o beijo calmo que foi interrompido por seu estômago roncando ruidosamente, fazendo com que déssemos risada.

-Estou descendo - eu disse para sua barriga, ela riu se virando para fazer seu caminho para o banheiro, me deixando observa-la nua - Eu não acredito que estou indo para a cozinha. - meu arrogante interior reclamou, rezei para que ela não pudesse ouvir. Bufei fazendo meu caminho para baixo. Eu iria mudar, já até me sentia diferente, ao menos ao seu redor, mas isso era tão ridículo. Eu na cozinha. "Foi sua primeira vez, está faminta e cansada, não seja um babaca" gritou minha consciência. Respirei fundo, não há nada humilhante, é a minha cozinha. Isabela não tem intenção de te por para baixo, ela te olha com admiração. Isso a admiração em seus olhos, se apegue à isso. Não te fazer menos independente se apenas assar algo para que ela coma. "Mas está dependente, eu sei está" disse o realista "Cale-se ela é quem depende de mim". Dependemos mutuamente, é isso estamos igualmente apaixonados. Ela estava um pouco insegura e relutante com tudo, é claro que estava eu havia dado tantos motivos para que estivesse. Eu precisava mudar e provar que a merecia, por que pela primeira vez eu queria que alguém ficasse. Você depende que ela fique, não está no controle dela, vai te deixar. Não vai, eu já a afastei, já tratei mal, já me mantive distante e no entanto ela ainda estava lá, para mim, por mim.

Os pães de queijo passaram um pouco do ponto, eu os tirei da forma e joguei em um pote, peguei o suco e dois copos e corri para o primeiro andar, eu tinha que aproveitar nossos momentos calmos. Encontrei minha garota saindo do banho, com uma sexy lingerie rosa claro. Ela sorriu envergonhada se escondendo atrás do cabelo. A cada vez que ela agia assim fazia-me sentir um lixo por alguma vez já ter sido rude com um anjo. Ela devorou os pães com os olhos me fazendo invejoso. Nós comemos em silêncio, eu deixei que devorasse a maioria enquanto me olhava preocupada e apontava para que eu comesse. Depois que terminamos fui para o banho e deixei que a água acalmasse meus pensamentos.

Sai do banho e vesti minha boxer, tentei organizar meu cabelo rebelde que precisava urgente de um corte. Resolvi não pensar em nada que seria depois de agora e sai para contempla-la de pijamas. Suas pálpebras estavam pesadas e ela estava lutando contra o sono.

-Você parece exausta.

-Estou, mas precisamos falar - murmurou fraca.

-Hoje não - balancei a cabeça deitando ao seu lado - Amanhã enfrentaremos toda a realidade. - puxei o cobertor sobre nós e abracei seu pequeno corpo ao meu.

-Então posso ter mais beijos hoje? - sorriu.

-Quantos quiser!

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"Bom dia" sussurrou em meu ouvido. Não, não seja tão doce pela manhã, eu odeio manhãs e acordo com um tremendo mau humor. Espere, eu dormi uma noite inteira direto sem interrupções? Murmurei alguma coisa para que me deixasse em paz, uma risada soou no quarto "É claro que acorda de mau humor" disse ela.

A cama afundou ao meu lado e o frio de sua ausência me atingiu. Volte pra cá, me esquente agora, porém minha ordem silenciosa foi ignorada, segundos depois o chuveiro foi ligado e a escutei cantarolando desafinada. A Deus não era possível alguém acordar de bom humor na manhã de uma segunda-feira. Abri os olhos forçado olhando o relógio, sete da manhã realmente hora de levantar. Chutei o cobertor para fora e me arrastei até o guarda-roupa, calça, camisa, gravata e terno. Enfie meus pés no sapato preto de couro italiano. Meu cabelo estava uma bagunça incontrolável e eu estava nervoso demais para cuidar disso.

O dia que estava para vir me perturbava, eu ainda tinha os problemas com a deportação e o investigador ainda estaria na nossa espreita. Merda, agora eu não poderia exigir que se casasse comigo, eu não poderia faze-la tomar esse passo se não estivesse pronta, não com os argumentos de antes. Não poderia sacrifica-la por mim. Mas não podia deixar que me dominasse sem ter minhas vantagens, é um jogo, não é? Odeio-me por pensar assim, não com ela, estávamos apaixonados isso mudava tudo. Porém, um casamento agora estragaria o que tínhamos de bom, o que eu poderia fazer?

Eu não posso voltar aquele lugar, todas as lembranças, se ele ainda estivesse lá? Eu não posso. Ela teria que se casar comigo, por egoísmo ou não, por que eu também não me afastaria dela, não. Eu a queria por perto e ela ficaria, mesmo se não quisesse ela ficaria.

Isabella POV.

Não deveria ficar tão nervosa escolhendo um par de roupas das minhas opções, ele já me viu tantas vezes com essas roupas horrorosas de trabalhar. Credo eu realmente deveria ter me importado mais com minhas roupas para o dia a dia, como diabos comprei isso? Saia marrom, a isso é a morte. Eu sempre pensava, a é só para o trabalho, mas com quem eu trabalho? Sim, senhor Edward calcinhas voando Cullen. Não havia jeito no mundo que eu poderia deixar ele me ver de novo com essas roupas horríveis.

Não era a roupa o fundo de todo meu estresse, o dia que viria pela frente era o que me preocupava. Nós teríamos tantas coisas para discutir e se algo saísse errado passaríamos o dia inteiro na mesma sala, olhando um para o outro, isso estava me preocupando. Por que até agora ninguém havia tocando no assunto casamento, trabalho ou deportação. Esse último me dava náuseas. Eu não estava pronta para casar, não com sentimentos reais envolvidos, quando tudo era fingimento o único perigo era ser presa. Agora tudo mudou, por que eu poderia sair despedaçada, nunca havia sentido essa devoradora paixão e se algo desse errado me machucaria muito. E bem, analisando Edward eu não poderia ser uma boba, a vida dele não era para mim, tudo sobre luxo, glamour e empregados lhe fazendo tudo. Não! Eu pertencia à vida calma e segura, minha mãe, meus amigos. Além do mais eu não poderia ser sua empregada, receber suas ordens e estar casada com ele.

Um brilho de suor surgiu em minha testa em frente ao espelho, eu estava tendo uma discussão silenciosa comigo mesma, me dizia que havia acostumando-me à Nova York e poderia muito bem me adaptar à sua vida, a ele, pois não poderia deixa-lo ficar longe. Porém ao mesmo tempo uma parte de mim, a mais racional, gritava que eu era uma ridícula por pensar em me adaptar a ela, mudar tudo sobre mim por ele e depois seguir com suas ordens.

Mas eu o tinha, sim ele era meu e eu estava quase certa disso. Quase. Lavei o rosto com água fria e chutei os pensamentos para longe, precisava resolver um problema de casa vez e o primeiro era uma roupa adequada. Uma opção brilhou em minha pequena montanha, a saia preta que Alice havia me dado de presente poucos dias atrás, uma camisa de seda verde e até que não estava tão mal. Meu segundo problema do momento era dar um jeito em meu cabelo, nada que um rápido coque na lateral não resolvesse Sorri para a imagem no espelho, dizem que ajuda com a autoestima, pouca maquiagem para que ele não percebesse e estava pronta para sair.

Edward Poderoso estava de volta, o terno cinza e a camisa de linho também. Aproveitei para espia-lo ajeitando a gravata na frente do espelho, seus dedos correram insistentes em seu cabelo até que bufou. Virou-se para mim quando percebeu minha presença.

-Pronta? - disse em seu pior humor matinal.

-Quase - murmurei. Ele assentiu e foi para o banheiro, para sua própria limpeza da manhã. Me ocupei em minha mala, ajuntando minhas coisas e colocando de qualquer jeito para dentro, quando ele voltou do banheiro eu puxei a mala em pé para que saíssemos. Como um fantasma ele estava atrás de mim no mesmo instante, pegou a minha mala sem dizer nada e fez seu caminho para fora do quarto, o segui confusa, ele não deveria estar tão sério e tão... Frio. É o que ele era na realidade, frio? Não, ele tinha se mostrado diferente, tente apenas não ser tão sensível, bufei. O dia me recebeu congelante, para minha infelicidade pois não havia trazido nenhuma blusa, corri para o caro de Elena enquanto ele batia o porta mala. Sentei-me no banco do carona ao mesmo instante que ele sentou no do motorista, minhas mão tremiam, tanto pelo frio tanto pela antecipação do dia.

-Por que está sem blusa? - me olhou sério.

-Eu não trouxe nenhuma. - conclui.

-Use a minha - disse retirando seu sobretudo caro.

-Não precisa eu...

-Use - falou firme, praticamente enfiando o sobretudo em mim. Paciência, ele me pediu paciência com seu jeito estranho. Puxei o casaco em meus braços e apertei o sinto ao meu redor, ele ligou o ar quente e arrancou para fora de sua propriedade.

O silêncio que nos cobriu era esmagador, Edward apertava tão forte o volante que os nós de seus dedos estavam brancos, a velocidade exagerada fazia com que as árvores não passassem de borrões. Minha mente buscava algo para dizer. Ele respirou fundo, eu podia ouvir seus suspiros, uma vez, duas e três. Sua mão envolveu a minha, quando o olhei seus olhos ainda estavam vidrados na estrada, mas seus dedos me acariciavam.

-Compraremos um café reforçado, você está muito tempo sem comer.

-Esta bem - sorri, mesmo sabendo que ele não poderia ver. Acariciamos um a mão do outro por todo o caminho, ele parecia relaxar mais com nosso contato, o que aconteceu comigo. Talvez era para isso que ele me pediu tanta paciência, sua mudança repentina. Eu nunca me acostumaria.

Chegamos rápido ao escritório, a fila para entrada do estacionamento estava ruim fazendo com que ele voltasse à ficar meio tenso. Edward me colocou no elevador e disse para que eu arrumasse a sala que ele subiria com nosso café da manhã, não, ele não iria comprar. Iria mandar algum estagiário para que comprasse por ele. Senhor Chato Cullen não vai à cafeteria, há muitas pessoas, filas e é quente. Nada no mundo o faria enfrentar isso.

Saí do elevador, ansiosa com todos os olhares sobre mim, sorri tímida para alguns e me joguei corredor a frente andando mais rápido que o normal. Tanya apareceu por último, me jogando seus maldito olhar venenoso. Sorri falsa para ela e irrompi sala a dentro fechando a porta atrás de mim. Abri todas as cortinas para que a luz do dia entrasse, apesar do frio o céu estava livre nuvens. Arrumei a mesa de Edward e toda sua bagunça de papéis para logo depois organizar a minha.

Quinze ou talvez vinte minutos depois ele entrou na sala, com dois copos grandes de café e uma sacola de papel com o nome da cafeteria, meu estomago roncou alto com o cheiro. Fez seu caminho até minha mesa sem me olhar nos olhos uma única vez, puxou uma das cadeiras para o meu lado e colocou as coisas na mesa a minha frente, quando sentou-se me encarou sem expressão. Tocou minha face, gentilmente arrastando os dedos até meu cabelo, o corpo se inclinando para mim. "Sim, me beije" eu queria dizer, fazia tanto tempo desde que me beijou. Fechei meus olhos inclinando-me para ele, mas seus lábios não tocaram os meus, apenas um rápido beijo no topo da cabeça e ele estava longe novamente.

-Vamos comer - disse antes de pegar seu café e tomar. Sem questionar agarrei meu próprio café e comecei a comer os croissant que ele havia comprado, comemos em silêncio até que todo a sacola estivesse vazia. Me mexi na cadeira desconfortável, nosso silêncio estava me incomodando, eu sabia que teríamos muito à conversar hoje e que ele estava tão confortável com isso quanto eu. No entanto, foi quem falou primeiro.

-Acho que devo começar, huh? - endireitou-se na cadeira.

-Esta bem - virei-me completamente para ele, pra que estivéssemos nos encarando, mas seus olhos estavam focando em algum outro ponto ou em ponto algum.

-Isabella, o que vou contar à você não é algo fácil para mim, tanto que nunca falei sobre isso - suspirou - Mas precisamos conhecer um ao outro para... Seguir. Se eu deixar algo importante passar me avise, casais precisam se conhecer, não é? - perguntou retoricamente, mas ainda assim balancei a cabeça, observando atenta para não perder as emoções de sua fala. Ele pigarreou, era a segunda vez que eu o via tão desconfortável com alguma coisa, a primeira havia sido no hospital. - Eu não sei se estou indo muito longe, mas é uma parte importante da minha vida então vou começar quando criança. Eu fui um garoto normal, era bagunceiro, tinha muitos amigos e não gostava muito da escola. Meu... Meu... Meu pai - disse gaguejando - Era dono de uma empresa de publicidade, ela era um homem bem sucedido e aparentemente de bom coração. Eu achava que ele era o maior homem do mundo - bufou com raiva - Era amado por seus funcionários e por minha mãe - quase sorriu - Ela era um anjo, seus sorriso iluminava o mundo, tanto que decidiu trabalhar para salvar vida, se tornou uma ótima médica. Bem, tudo começou a mudar quando em um dia normal ele chegou em casa arrasado, nos reuniu no jantar e disse que alguma coisa estava indo mal e que estava perdendo algumas contas na empresa e não sabia o por que, acho que eu tinha uns oito anos. Em um ano ele havia falido, a raiz da perda era dois de seus amigos e funcionários que haviam roubado e vendido suas ideias, isso o destruiu - então percebi, era com o exemplo de seu pai que havia aprendido a não confiar em amigos ou deixar que funcionários se tornassem o mesmo - Minha mãe passou a fazer horas extras no hospital onde trabalhava para ajudar mais nas despesas, até os dez anos ela ainda conseguiu pagar um bom colégio para mim, morávamos no interior de Vancouver. Porém, as coisas se tornaram mais complicadas e seu dinheiro já não era suficiente, a escola começou a cobrar os atrasados o que resultou em um colégio público para mim. Na mesma época meu pai cedeu aos seus vícios em bebidas e jogos e passava mais tempo na rua do que em casa, os garotos do novo colégio não me aceitaram muito bem, na época não era tão fácil quanto hoje, alguns deles me batiam e roubavam meu dinheiro ou meu lanche. Como eu disse eu era uma criança normal, não gostava de brigas. Minha mãe sempre se culpava e fazia de tudo para contornar a situação, o que nos rendeu cinco mudanças de colégio. As coisas melhoraram um pouco, mas eu ainda sofria no colégio. Em algum dia ela cuidou do braço quebrado de um professor de música que em um momento se ofereceu para me ensinar a tocar algum instrumento se eu quisesse, minha mãe adorava piano e por ela aprendi à gostar, a melhor parte dos meus dias era quanto eu estava nas aulas, saia de toda minha realidade. Porém, meu pai no auge de sua loucura começou a desconfiar que minha mãe estava tendo um caso com o músico e me proibiu de ter mais aulas, o que eu teimoso não acatei. Ele me espancou quando descobriu, assim que ela chegou de seu plantão naquela noite ele bateu nela também - sua raiva brilhou em seus olhos, ele olhava algum lugar além da janela agora, longe, muito longe. Eu estava aliviada, assim ele não poderia ver o choque em meus próprios olhos, eu não esperava que ele abrisse algo tão pessoal para mim.

- Depois disso tudo se tornou motivo para que batesse em mim e em minha mãe, ela sempre entrava na frente para me defender. As vezes eu me escondia no armário e ele de tão bêbado não me achava, mas sempre me arrependia logo depois pois tudo o que era para mim sempre seria descontado nela. Aos doze eu já havia quebrado quinze ossos, aliás ele havia quebrado. Um belo dia discutiram feio, mas do que qualquer outra vez e então minha mãe e eu fugimos de casa, ele havia caído da escada ou sei lá. Ela chorava tanto que eu desejava que ele tivesse morrido por fazer isso, ela era tudo para mim, a única coisa boa que já havia conhecido. Ela também me dizia que eu era tudo, que era seu mundo e que me amava mais do que a si mesmo. Nessa noite estávamos em alta velocidade na pista que saia da cidade, me lembro da excitação quando me disse que iriamos ao aeroporto, tudo o que eu queria era viajar para longe de tudo - balançou a cabeça para o lado, sua mandíbula se apertando - Ninguém percebeu um caminhão que vinha na contra mão, meu corpo se chocou com o para-brisa e fui arremessado à dez metros de distância, tive algo como hemorragia interna e precisaria operar. Só me lembro de ouvir sirenes e a solidão que se fez no escuro depois, para mim uma eternidade se passou até que eu ouvi ela dizendo que me amava, eu poderia identificar sua voz de choro sufocado, disse que para sempre seria seu filho - ele continuou com sua voz fraca sumindo no final das palavras, o queixo tremeu para baixo e uma lágrima brotou no canto de seus olhos fazendo com que ele a secasse com raiva - Era uma despedida, eu estava morrendo e não havia sangue o suficiente para que eu pudesse ser operado além do que precisava urgente de um fígado compatível pois a hemorragia interna havia destruído o meu. Minha mãe havia assinado a droga de algum termo e deixou que tirassem seu sangue direto para mim durante a cirurgia e que seu fígado fosse doado à mim, seu corpo estava frágil e ele não sobreviveu mais do que uma hora depois, ela fodidamente morreu no meu lugar - as lágrimas presas escorreram de meus olhos, eu não podia acreditar, que mulher incrivelmente forte e amorosa. Edward respirava alto nesse instante - Quando acordei ele me acusou de ser a causa de sua morte, o que era verdade, mas no momento eu nem sabia da notícia que ele estava morta, avançou para me matar, mas antes que pudesse me encostar o tiraram do hospital à força, eu nem tive tempo de assimilar as coisas. Tia Esme e tio Carlile cuidaram do enterro e pegaram minha guarda, criaram a mim como seu filho Jasper. Nos mudamos para a capital Vancouver. No auge da minha rebeldia da adolescência decidi que não amaria nunca jamais como ela me amou, eu não perderia minha vida por alguém - ele me olhou pela primeira vez, a raiva atravessando suas feições - Não me olhe assim, não sinta pena - disse duro, eu segurei seus olhos aos meus, não iria me importar com seu humor agora, ele abriu uma parte de sua vida que jamais pensei existir, puxei suas mãos nas minhas e as apertei forte.

- Aos dezesseis anos, como esperado eu fui um desastre na vida de todos ao meu redor, me envolvi com drogas e bebidas e segui por esse caminho. Uma garota, Jane, me convenceu que fugisse com ela, viajamos para qualquer lugar e passamos um ano inteiro como fodidos ladrões, roubando para ir em festas e usar o máximo de drogas que conseguíamos, eu quase não me lembro daquele ano. Voltei para casa com a ficha criminal suja em Las Vegas, por isso a dificuldade com o visto. Eu estava destruído, Esme e Carlile não me negaram, me aceitaram de volta em sua família e me ajudaram com a recuperação, escola e faculdade e por fim... Aqui estou eu - concluiu. Uau, eu não sabia o que dizer essa era uma história de vida completamente diferente do que eu imagina, esperava que ele fosse criado mimado e sem sentimentos, talvez por uma babá. Estava estática sem saber o que fazer, uma cachoeira de lágrimas silenciosas caia de seus olhos. Me estiquei para secar suas lágrimas com as mãos, mas seu rosto desviou de mim. Eu não deixaria isso me atingir, ele estava sofrendo e não era momento para ser fraca, avancei firme para seu pescoço envolvendo seu corpo em mim. Um minuto se passou antes que um estrangulado som saísse de sua garganta então afundou sua cabeça na curva do meu pescoço e agarrou minha cintura apertado.

-Sinto muito, sinto muito, você não deveria sofrer assim - era a única coisa que eu pensava em dizer, por que era verdade, ele não deveria. - Nada disso foi sua culpa Edward, você precisa entender isso, você não teve culpa em nada - falei desesperada para que isso entrasse em sua cabeça, ele não poderia estar se culpando todos esse anos pela morte de sua mãe, ele era uma criança, não havia nada que pudesse fazer. Ele não falou, apenas ficou fungando em meu pescoço, me apertando mais, eu sentia suas lágrimas caírem em mim, mas isso não me importava. Eu não contei o tempo, não queria saber, tinha esse homem ferido nos braços e faria de tudo para confortar seu coração.

-Minha vida esta cercada de coisas ruins, você não deve pensar que eu sou o contrario - murmurou ainda escondido do meu olhar.

-Você é que não deve pensar que essas coisas te tornam ruim Edward, todos tem fases em sua vida que não se comportam como melhores pessoas do mundo, mas as coisas mudam, você só tem que se permitir.

-Você não, sempre é tão boa - fungou.

-Não é bem assim - rebati.

-O que você faz ou fez de ruim? - finalmente me olhou.

-Bem, eu passei muito tempo sem falar com meu pai - dei de ombros - Também julgava meu chefe e falava mal dele sem antes conhecer sua história. - tentei um sorriso pois não aguentava mais ver sua face entristecida.

-Não, isso não te torna uma pessoa ruim, eu sempre fui um pé na bunda para você e minha história não é justificativa.

-Mas eu também exagerava, as vezes e te chamava de nomes feios.

-Quais? - me olhou curioso.

-Não vou falar - falei envergonhada.

-Se for algo muito ruim vai me fazer sentir melhor - pediu com a cara de cachorro abandonado - Vamos lá?

-Hmm... Torturador, carrasco, insuportável, mimado.

-Esse eu já ouvi, continua sendo uma pessoa muito boa ao meu ver.

-Bem eu acho que te... Te...

-Odiava? Bem, dizem que paixão e ódio andam lado a lado. - rebateu ele, homem deixe de ser assim!

-Você me odiava? - olhei seus olhos.

-Não, nunca poderia, acho que ninguém jamais poderia te odiar. - suspirei aliviada.

-Eu não te odiava também, só não gostava de você. - beijei sua bochecha, ele sorriu lindamente. Fez o mesmo antes de voltar a me abraçar com força. Estava adorando nosso momento abraços, nossos corações estavam batendo juntos e eu sentia como se ele precisasse de mim tanto quanto eu precisava dele.

Não sei quanto tempo se passou até que tivemos de nos separar para começar o trabalho, como seu eu pudesse me concentrar no trabalho quando tinha aquele par de esmeraldas me olhando misterioso. Por volta das meio-dia eu disse que sairia para almoçar com Alice, desde que chegamos não havia falado com ela ainda, ele não gostou muito da ideia de almoçar sozinho, mas aceitou entendendo meus motivos.

Alice por outro lado quase me matou quando soube que eu havia voltado e não tinha lhe avisado de nada, brigou por que eu não liguei nenhum dia e disse que sentiu me falta, me fazendo ridiculamente culpada por não dar nenhum telefone. Ela me arrastou para um delicioso restaurante perto do Central Park. Fiz questão de explicar toda a história do aniversário de Renne, dos desmaios, o que a deixou extremamente preocupada. Contei sobre Mike, da fuga de Edward e dos dois dias em sua casa. Ela ficou momentaneamente sem fala, segundos depois zombou dizendo que minha vida era um filme cheio de emoções, ao menos enxergava pelo lado bom. Não gostou muito da minha decisão sobre tentar as coisas com Edward, mas disse que apoiaria até onde eu estivesse feliz, caso contrario chamaria Rosalie para mata-lo. Rose também sentiu minha falta, disse ela, decidimos planejar alguma coisa para que fizéssemos em casais, assim todos poderiam ser apresentados.

Antes que voltássemos do almoço recebi uma mensagem de Edward dizendo que não teria mais trabalho para mim naquela tarde e eu poderia aproveitar o tempo livre e me organizar, as sete ele me pegaria em casa para jantarmos. Nosso primeiro encontro, o que era estranho ter um primeiro encontro depois de já estarmos namorando. Resolvi, inconsciente, chamar Alice para comprar algo especial para a noite, a pequena consumista me arrastou para horas de compras, não foi ruim já que estava precisando de roupas novas para trabalhar, mas ela quase me fez falir. No fim das contas eu tinha roupas novas para trabalho, um lindo vestido azul com faixas que prendiam-se ao pescoço. Ela insistiu que eu usasse salto, acabei gostando do meu novo sapato de salto médio preto.

Exagerei no rímel e passei batom vermelho, finalmente a noite havia chegado e eu estava me arrumando para um encontro, um encontro de verdade. Sorri largo na frente do espelho, era a primeira vez que sairia para jantar com um encontro. Mais um pouco de perfume e estava pronta, pronta para ter um ataque de nervos enquanto esperava no hall do prédio. As sete e cinco e eu contei os minutos, um taxi foi estacionado na frente do prédio revelando uma estátua grega que segurou a porta para que eu entrasse.

Ele com certeza estava digno de uma de revista, daquelas homens sexys e poderosos ou o homem ideal, ele simplesmente não poderia ficar mais bonito. Os ternos sem graça do trabalho tinham dado lugar um sensual terno preto combinando com a gravata, a barba impecável e o cabelo, infelizmente, tinha ganhado um corte e estava quase alinhado. Seu grande e caro relógio brilhou quando esticou a mão livre pra mim. Aceitei sua mão e ele sorriu, aquele sorriso que te faz de pernas bambas e calcinha molhada, sim já! Sorri bobamente e entrei no carro seguida por ele, que fechou a porta e deu algumas instruções ao motorista que logo arrancou em direção ao restaurante.

-Por que vamos de taxi? - eu disse, não que fizesse questão de seus carros, mas gostaria de nossa privacidade.

-Por que estamos tomando muito vinho hoje - disse enquanto juntava nossas mãos, seu toque era quente e nossas mãos se encaixavam perfeitamente. - Devo dizer que está estonteante esta noite - disse próximo antes de beijar-me a bochecha. Virei-me para que pudesse olhar seus olhos, ele sorriu lindamente.

-Você também está - eu sorri. Ele deu de ombros como se dissesse "o que posso fazer sou irresistível", ou ao menos foi o que eu imaginei. Nós seguimos em silêncio o resto do caminho até o L'Entrecôte de Paris, claro que seria esse restaurante. Edward pagou o taxista e saio do carro oferecendo-me o braço, todo cavalheiro essa noite, aceitei eu gesto envolvendo meu braço ao seu. Entramos no restaurante onde o mesmo senhor gerente da outra vez nos saudou.

-Senhor Cullen o terraço está pronto - disse, Edward assentiu e seguimos o homem por uma escada até que uma porta gigante de vidro nos foi aberta revelando um lindo terraço, o espaço era perfeito e romanticamente decorado. Era a céu aberto, mas no espaço central onde estava a mesa avia uma cobertura sofisticada, o lugar todo estava cercado de rosas vermelhas, era rodeado por uma barreira de vidro que não deveria passar da cintura. Haviam pequenas luzes redondas e amareladas por todo lugar, até no chão envolta da mesa, por ser a única iluminação deixava o local ainda mais romântico principalmente com as estrelas brilhando tanto no céu. Uma música tocava ao fundo, bem baixinha que estava quase imperceptível, meu modelo perfeito puxou uma cadeira para que eu sentasse à mesa para logo sentar-se à minha frente.

-Isso tudo é muito... Demais! - falei maravilhada.

-Eu gosto desse espaço é bom para tomar uísque e apreciar a vista - comentou ele, os olhos distantes, me fazendo curiosa sobre suas lembranças e se por acaso envolvia alguma mulher, não gostaria de imaginar outra no mesmo lugar com ele, tocando sua mão, beijando seus lábios.

-Você já trouxe alguém aqui além de mim? - disse sem pensar.

-Se você quer saber se alguma outra mulher esteve aqui comigo - me olhou divertido - Não, sempre venho sozinho - concluiu. Assenti indiferentemente, porém sorrindo igual uma boba internamente. Nesse tempo o primeiro garçom chegou com uma garrafa de vinho e se aproximou da mesa.

-Senhor? - disse colocando vinho na taça de Edward, quando terminou virou-se para mim - Senhorita?

-Sim, por favor! - sorri, ele sorriu de volta enchendo minha taça também, assim que terminou colocou a garrafa dentro do balde de gelo sobre a mesa e saio.

-Você tem que ser tão simpática com os homens? - disparou Edward à minha frente, eu queria rir por que ele parecia uma criança emburrada, uma criança ciumenta emburrada.

-Não seja chato, ta? - zombei rindo um pouco quando ele rolou os olhos. Quando a salada nos foi servida de entrada, já havíamos tomado duas taças de vinho, mantínhamos uma conversa curta e leve. Ele não parou de me olhar um instante, aquele olhar sedutor que sabia muito bem usar, o sorriso torto, a língua saindo periodicamente para umedecer os lábios. Meu Deus, ele estava me fazendo contorcer na cadeira, cruzando e descruzando as pernas.

Fizemos a escolha do prato, meu frango veio tão enfeitado quanto seu nome e a massa de fio fino estava deliciosa com molho branco. Edward pediu alguma coisa indecifrável, tanto o nome do prato quanto ele em si, algo em francês que foi pronunciado com um biquinho naqueles lindos lábios. A cada troca de pratos o garçom enchia mais nossa taça de vinho, o que eu aceitava como uma indicação para beber tudo, não que eu gostasse tanto de vinho, mas esse em especial estava demais assim como todo o lugar e o jantar.

-Você deveria tagarelar agora sobre sua vida, já que lhe falei tudo sobre a minha mais cedo - comentou ele entre uma garfada.

-Não há nada interessante - dei de ombros.

-Qualquer coisa que sair de seus lábios se torna interessante pra mim - me prendeu os olhos, aquele sorriso safado. Como eu poderia resistir?

-Tudo é basicamente normal - comecei recuperando-me de seu efeito - Meus pais se separaram quando eu tinha doze anos, minha mãe e eu nos mudamos de Forks para Phoenix, acho que é isso todo o meu passado - completei.

-E por que veio à NY? - falou interessado.

-Acho que eu queria crescer sozinha, sem influências de ninguém, gosto dessa independência e também seria a coisa mais "irresponsável" a se fazer - fiz aspas no ar - Então eu fiz. - soava tão idiota colocado dessa maneira, sempre foi meu sonho mudar-me para uma grande cidade do porte de Nova Iorque, não era apenas por essas razões.

-Ainda bem que o fez - disse sério.

-Sim, ainda bem - repeti. Nós não falamos mais até que tivéssemos terminado todo o jantar, assim como a garrafa de vinho que eu tinha certeza já estar fazendo efeito. Eu sentia o braço formigando e um leve calor aumentando. Edward também parecia sob algum efeito, ao menos estava com uma linda cor nas bochechas. Levantou-se e veio até meu lado entendendo a mão.

-Dança comigo?

-Não sei dançar bem - balancei a cabeça.

-Não me importa - abaixou-se e me puxou em seus braços fazendo o mundo girar em volta. Enrolei-me em seu pescoço procurando algum equilíbrio enquanto afundava a cabeça em seu peito acalmando minha tontura. Suas mãos me apertaram firmemente enquanto ele nos balançava de vagar, eu cantarolava ao fundo com the cranberries, linger. Tudo estava tão perfeito, ele me guiava enquanto balançávamos de um lado pro outro, eu queria mais de suas mãos em meu corpo seu toque forte e quente. Como se lesse meus pensamentos suas mãos passearem pelo meu corpo, minha lateral, minhas costas quase chegando À minha bunda, o desejando voltando a me consumir. Pressionei-me contra ele sentindo-o duro contra minha barriga, suspirei querendo esse contato em outro lugar. Suas mãos fizeram todo seu caminho para baixo agarrando minha bunda e me puxando pra cima, gemi baixo mesmo sabendo que agora estávamos sozinhos. Virei minha cabeça pra cima, esticando-me nas pontas dos pés para beijar a curva de seu pescoço, sua cabeça afastou levemente para trás me dando mais espaço enquanto eu o explorava com os lábios, sua pele pálida ficando avermelhada. As mãos me apertando cada vez mais forte.

-Gostaria que estivéssemos no quarto - murmurou ele, tomando meu pescoço nos lábios. Gemi afundando-me nele, nossos corpos se encaixando enquanto ainda "dançávamos". Eu não poderia deseja-lo mais, o vinho com certeza tornou isso em proporções maiores pois eu conseguia sentir minha pulsação em meu centro. Meu corpo pedia por ele.

-No seu ou no meu? - perguntei tentando forçar seu corpo para a mesa, eu queria pegar minha coisas e correr para o quarto mais próximo. Ele riu segurando-me firme no lugar.

-Não comemos a sobremesa ainda - beijou-me o cantinho dos lábios.

-Podemos comer na cama, não quero esperar - disse olhando seus olhos se encherem de luxúria, suspirou. Suas mãos forçaram meu quadril contra o seu fazendo meus olhos rolarem, não estávamos mais dançando docemente, isso era uma deliciosa provocação para o sexo. O que estava funcionando comigo e meu corpo descontrolado, eu gemia sem nenhum contato diretamente lá, vinho e Edward com certeza seriam minha combinação letal.

Edward POV.

Isabella estava tão solta em mim, assanhando-se, que a cada toque deixava-me impossivelmente mais duro. Seu corpo nesse vestido me enlouqueceu assim que coloquei meus olhos nela, sua pele brilhava impossivelmente mais com esse lindo tom de azul e esses saltos faziam sua bunda perfeitamente empinada. Ela suspirou em meu pescoço balançando a cintura pra mim, gemendo baixinho. Uma mão apertava minha lateral enquanto a outra tentava se afundar em meu cabelo.

-Você não deveria ter cortado - falou emburrada - Eu gostava do jeito que estava era... Sexy - disse corando. Ignorei a vontade de sorrir igual idiota a cada palavra que ela dizia e me abaixei para seus lábios, seus olhos se fecharam e sua boca se abriu prontamente a minha espera. Puxei seu lábio inferior nos meus sugando antes de beija-la completamente, sua língua veio exigente contra a minha tirando-me o folego, seus dedos cavando em minha nuca o quadril colado ao meu.

-Esperei o dia todo por isso - declarou saindo por ar, os olhos ainda fechados. Olhei confuso sem entender a princípio que ela falava do beijo, ela havia esperado o dia por um beijo que eu não dei. Eu passei um dia inteiro sem beija-la, não entendia como.

-Vou compensa-la por um dia sem beijos - sussurrei em seu ouvido.

-Muito, por favor! - gemeu agarrando-me de volta em seus lábios. Quem não queria esperar era eu, queria tê-la agora, separando nossos lábios a puxei para a mesa. Ela sorriu empolgada indo para agarrar sua bolsa.

-Apenas um minuto baby - eu ri enquanto trazia de volta para a cadeira, fiz sinal para que um dos garçons entrasse. Assim que ele se aproximou pedi a conta e que embrulhasse a melhor sobremesa da noite, a ideia de comer sobremesa com Isabella na cama me agradava. Ela corava feito um pimentão e se mexia impaciente ao meu lado, adorava ter esse efeito sobre ela, provoquei-a com mordidas no lóbulo de sua orelha assistindo seus olhos revirarem de prazer.

-Vamos logo - ela choramingava. Uma eternidade depois o garçom voltou com a conta e uma sacola de papel, Isabella inconscientemente se ofereceu para dividir a conta, não havia jeito no inferno que eu dividiria uma conta com ela. "Não" disse irrevogável pra ela, "Então vou pagar o taxi" deu de ombros eu não discutiria, não quando tinha-a fazendo esse lindo bico emburrado.

Assim que guardei o cartão ela cambaleou para fora da mesa por um instante antes de cair de volta, rindo divertida. Com certeza eu compraria mais vinhos quando estivéssemos juntos, eu levantei rápido com pressa de tê-la nua na cama, envolvi sua cintura e a mantive firme junto de mim enquanto descíamos as escadas em direção à saída, um taxi já nos aguardava na porta como eu havia pedido. Abri a porta pra ela e entrei logo em seguida, dei instruções para o motorista ir para seu apartamento. Rápido seus lábios estavam nos meus, exigentes.

Abaixei minha mão dentro de seu vestido arrastando meus dedos na parte interna de sua cocha, ela arregalou os olhos corando. Sorri voltando a beija-la levemente sentindo seus suspiros no meu rosto, tão doce e sensual ao mesmo tempo como era possível? Antes que chegássemos eu já havia pago o taxi e assim que estacionou agarrei seu braço puxando-a para fora, sustentei seu peso enquanto entrávamos, o porteiro a reconheceu e liberou nossa entrada. Ela ria sem sentido apertando repetidas vezes o botão do elevador, a imagem que tomou minha mente veio junto com o desejo de toma-la no elevador com o vestido levantado, seria fodidamente quente vê-la esticada sobre o espelho, mas ela não era assim e eu também não gostaria de ter seu porteiro à assediando depois.

A porta se abriu e ela se jogou dentro do elevador, pressionou o botão do andar e voltou a atenção pra mim. Ela ficou na ponta dos pés e me beijou, calma e suave, era inebriante como ela podia mudar tão rápido. Seus braços envolveram minha cintura e ela me abraçou enquanto beijava, não sou uma pessoa de beijos e preliminares, mas beijar Isabella era quase tão bom e quente quanto estar dentro dela, quase. A porta se abriu novamente e ela choramingou manhosa deixando meus lábios, eu queria agarra-la de volta e não deixa-la se afastar mais, porém ela já estava me puxando em direção ao sua casa.

Isabella se atrapalhou com as chaves enquanto tentava abrir a porta, ri alto quando ela quase as deixou cair e xingou. Encostei-me atrás em seu corpo envolvendo sua cintura com uma mão e pegando as chaves com a outra. Ela riu também, atrasada. Girei as chaves e abri a porta, ela se atrapalhou em seus pés quando entrou. Fechei a porta atrás de nós, ela riu e balançava nossas mãos juntas, coloquei a sacola de sobremesa no balcão virei-me para ela.

-Baby? - apertei sua mão ela me olhou sorridente. - Está bem?

-Se morte por desejo for considerável, não - disse sob os cílios fazendo com que minha parte animal desse piruetas no ar com seu flerte. Seu corpo amoleceu sob o meu quando agarrei sua cintura apertado, os lábios sedentos nos meus. Ela gemia sensualmente enquanto lutávamos pela dominância do beijo, seus braços envolveram meus pescoço soltando completamente seu peso em mim, os dedos insistentes tentando agarrar meus cabelos. Eu precisava urgente de mais contato, envolvi suas pernas ao meu redor puxando seu vestido para cima e a empurrei contra a parede pressionando minha ereção sobre seu sexo. Ela gemeu alto levantando o quadril pra mim em resposta, nós assumimos um ritmo empurrando um no outro, seus gemidos ficando mais altos.

-Edward! - reclamou quando afastei seu corpo da parede.

-Onde está o quarto? - ela apontou com a cabeça e eu segui a direção deixando que sugasse meu pescoço durante o caminho. Empurrei a porta do quarto atrás de nós e cai sobre ela na cama. Levantando o suficiente para tirar o terno e a gravata.

-Gosto de como tira a gravata - sussurrou fazendo-me sorrir. Gosto de tudo o que faz, pensei, mas não disse. Joguei minhas coisas longe e voltei a seu beijo, ela espalmou meus peito forçando para baixo, segui seu desejo até que ela estava montada sobre mim balançando lenta e envergonhada. Puxou seu vestido sobre a cabeça e jogou longe, revelando uma lingerie azul turquesa mordendo os lábios, porra essa mulher queria me matar. Apertei sua bunda ajudando com seu movimento enquanto ela voltada a me beijar e sugar, os gemidos se tornando constante entre os beijos.

Ela se levantou e em poucos segundos seus saltos caíram ruidosos sobre o chão, fiz o mesmo com meus sapatos. Suas mão voltaram pra mim tremendo enquanto ela tentava abrir os botões da minha camisa, agarrei seu quadril voltando a ficar por cima para terminar o serviço com minha camisa e calça que seguiram seu caminho para o chão. Sorri quando ela tentou ficar sobre mim de novo, minha garota tinha gostado. Segurei-a contra o colchão tirando seu sutiã e atacando seus mamilos endurecidos com os lábios, ela gemeu arqueando as costas pra mim.

-Edward - disse em tom de súplica.

-Sim - murmurei olhando em seu olhos enquanto saboreava seu mamilo direito em minha língua.

-Por favor! - gemeu.

-O que quer? - sorri.

-Lá - ela arfou empurrando os quadris pra cima, não precisava falar mais. Enfiei minha mão em sua calcinha tocando sua parte inchada, porra ela estava tão molhada que escorria. Seus gemidos retomaram quando abri espaço em seus lábios e penetrei um dedo, depois outro, ela rebolou o quadril no ritmo de minha mão apertando forte meu braço.

Sem poder esperar mais para estar dentro dela arranquei sua calcinha e puxei suas pernas sobre minha cintura, ela parecia hesitante sobre isso agora, acariciava-me com as mãos.

-Relaxa - sussurrei em seu ouvido. Segurei seu quadril parado colocando só a cabeça em sua entrada para depois sair novamente, repeti o movimento outra vez antes de empurrar seu quadril todo o caminho para baixo até que estava por completo dentro dela.

-Ohh - gemeu, levantando levemente o corpo. Abaixei seu quadril de novo dessa vez empurrando um pouco pra cima, suas mão agarraram meus ombros e ela me apertou gemendo. Estava tão quente e molhada, meu Deus, ela manteve um ritmo empurrando para frente e pra trás. Virei-me até cair em cima dela na cama, diminuindo o ritmo, estava tão perto de gozar e precisava fazer ela chegar primeiro.

Suguei seus seios ainda penetrando devagar, sua respiração cortou e ela empurrou pra mim. Saboreei sua pele até chegar em seu sexo. Suguei seu ponto inchado em meus lábios e a penetrei com dois dedos. Provoquei seu clitóris com a língua enquanto continuava a trabalhar com os dedos.

-Sim - gritou empurrando pra mim, movendo-se pra cima e para baixo. Segundos depois suas paredes começaram a se apertar em meus dedos, sorri satisfeito deixando seus sexo.

-Mais, por favor - choramingou fraca. Voltei a me instalar em seu meio, penetrando-a com meu pênis novamente, uma estocada longa e por completo vendo seus olhos rolarem fechados. Suas mãos agarraram minha cintura e ela me arranhou puxando-me para mais perto.

-Edward - gemeu quando soltei meu peso sobre ela entrando de uma vez, suas paredes voltaram a se apertar enquanto eu acariciava seu clitóris entre as estocadas. -Sim, sim - gritou. Gemeu estranhamente quando seu corpo começou a tremer avançando pra cima algumas vezes, suas pernas se prenderam na minha bunda parando meu ritmo enquanto me arranhava e gritava de seus orgasmo.

Balancei meus dedos uma última vez em seu clitóris, ela soltou um gritinho nervoso e agarrou minha mão afastando tentando fechar as pernas. Quando seu corpo se acalmou do seu ápice voltei com minhas estocadas contendo meus próprios gemidos até sair quando estava quase gozando fazendo com que meu líquido caísse acidentalmente em sua barriga. Cai ofegante ao seu lado afundando a cabeça no travesseiro, meu corpo tomado por tremores.

-Não deveríamos usar alguma proteção? - sussurrou, a cama afundando ao meu lado. Eu sabia que sim, estava arriscando a toa, mas não queria nada entre sua pele e a minha, queria meu pênis dentro dela sem nenhum látex pra impedir o contato de nossas carnes.

-Sim - disse por fim virando-me para vê-la saindo do banheiro nua, sua barriga já estava limpa. Ela se esgueirou para a sala rebolando, quando voltou trazia o pote de sobremesa com sigo.

-Sabe o que lembrei? - murmurou pensativa sentando de volta na cama - Você não me deixou pagar o taxi - disse virando-se pra mim.

-Você sabe que não preciso que me ajude a pagar nada - bufei . Ela riu. Sim riu zombando de mim.

-Você não entende não é? - levantou as sobrancelhas - Não é uma questão de necessidade e sim de companheirismo, casais dividem as contas de jantares, taxis e essas coisas para se adaptarem a compartilhar de uma vida juntos - esticou-se para me dar um beijo estalado - E não seja tão esnobe, por favor! - concluiu se aconchegando na cama para puxar o lençol sobre seu corpo. Fiquei assistindo enquanto ela pegava uma colher do doce e levava ao lábios, lambendo-os logo depois.

-Isso está muito bom - declarou levantando a colher de novo para os lábios, eu não podia deixar de apreciar enquanto ela fechava os olhos e gemia levemente saboreando o doce. Seus olhos se abriram e ela sorriu pra mim - Não é educado encarar uma dama enquanto ela come - declarou solenemente.

-Como se eu pudesse parar - falei puxando-a pra mim - E essa regra não vale quando se esta na cama nua! - ela corou como um pimentão rindo um pouco.

-Você quer? - levantou a colher pra mim, abri a boca e ela fingiu um avião antes da colher entrar, o doce estava bom como todos que eles serviam. Roubei a colher de sua mão e passei com doce em sua boca e pescoço enquanto ela riu e fingia reclamar. Segurei sua cabeça pra lamber o doce de seu corpo - Assim fica melhor - sussurrei em seu ouvido, ela suspirou. Passou o dedo no doce e fez o mesmo nos meus lábios.

-Docedward - suspirou em meu pescoço - O melhor de todos - eu sorri como idiota para ela, tão minha. Puxei seu corpo ao meu selando nossos lábios. Nos aconchegamos um ao outro na cama, estávamos sentados e suas mãos estavam em meu pescoço enquanto eu segurava sua cintura e costas. Ela fazia aquele adorável cafuné em meu cabelo, fazendo com que o sono viesse mais depressa. Ela suspirou me olhando, aqueles olhos interrogativos.

-O que? - disse sonolento.

-Estava pensando, você não teve muitas namoradas teve?

-Não namoradas - disse confuso, ele me olhou mais um pouco antes de desviar.

-Muitas mulheres sim!

-Por que estamos falando disso?

-Só estou tentando entender - voltou pra mim acariciando minhas bochechas com as mãos - Por que você fica tão sozinho?

-Preferia assim, nem todos suportam ficar ao meu lado e eu idem - dei de ombros.

-Não é como se todos fossem te rejeitar.

-Não tenho medo da rejeição - disse duro assustando-a. Eu tinha sim medo da rejeição, era meu ponto fraco, era quando eu ficava vulnerável. Pois alguém não querer estar comigo quando estou sendo um pé no saco é uma coisa, mas se eu me abrisse e fosse ao menos fácil de conviver e me rejeitassem? Se eu fosse como Isabella, tão boa e ainda assim tivesse alguém que não quisesse estar comigo. Eu só esperava que ela não rejeitasse. - Me desculpe - suspirei - Sinto muito não queria ser ignorante é só que...

-Esta tudo bem - disse incerta.

-Sabe eu... Tinha medo de que você visse realmente por quem estava se apaixonando e então me rejeitasse também - disse sem saber de onde vinha essa confissão. Seu coração pulsou sobre o meu peito, ela me olhou com lágrimas nos olhos.

-Eu jamais faria isso, gosto de você do jeito que é Edward, não precisa tentar ser outro pra que eu não te rejeite. - me beijou.

-Mesmo quando eu sou eu chato?

-Gosto de tudo em você, o chato, o legal, o gentil, o ignorante, o normal e o com a máscara dura. Me apaixonei pelo pacote completo e não por uma parte só - sorriu.

-Você não existe. - sorri de volta. Estava certo, não poderia existir alguém assim. Eu simplesmente não conseguia acreditar que ela podia simplesmente conviver comigo depois de tudo. Mas antes que os maus pensamentos me tomassem ela voltou seu carinho em minha cabeça e adormecemos juntos mais uma vez.

T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T

N/A: Finalmenteeeee! Não me matem pela demora, por favor, tentei fazer o mais longo que consegui para compensar está bem? Prevejo que teremos surpresas para o próximo capítulo que já vou começar agora, juro.

Obrigada Dayane, Aliscirp, Jaque e Ginny M. Weasley P pelas reviews vocês são umas lindas 3 Beijooos e até o próximo!