Minna-san, konnichiwa!

Genki desu ka?

Chegamos ao final de mais uma estória! Muito obrigada a todos vocês que acompanharam este projeto, deixaram seus reviews e aguardaram ansiosamente pela continuação. São vocês que me motivam a sempre continuar!

E gomen pela demora das atualizações... Vocês moram dentro do meu coração!

Minna, honto arigatou gozaimashita!

Boa leitura e até a próxima o/


Doushite

Capitulo 10: Eu, Eles e Elas seguindo nossos caminhos com coragem

By Misako Ishida

Nunca fui uma pessoa que demonstrasse facilmente seus sentimentos. E depois daquela festa isso foi ainda mais difícil. Takeru, Taichi e Hikari estavam com raiva de mim. E a Sora... Bem, o olhar de decepção e culpa que ela me dedicou segundos antes de sair correndo atrás de Taichi fora o bastante para me fazer construir um muro ao meu redor.

Eu sentia falta dela. Céus! Como eu sentia falta dela. Diversas vezes fiquei parado do outro lado da rua a observando trabalhar na floricultura. Ela parecia triste. Desolada. Em todas as vezes eu tentava andar até ela, para abraça-la e nunca mais deixá-la. Porém, eu não conseguia sair do lugar. Por algum motivo sobrenatural meus pés não se mexiam um centímetro enquanto meu coração pulsava irritantemente dentro de meu peito.

A verdade é que eu era um covarde. Eu havia sido um covarde desde o começo quando aceitei dar uma chance para Hikari.

A pequena Yagami havia me procurado uns dias depois de sua festa. Ela queria ouvir da minha boca tudo o que tinha acontecido. Isso para mim é masoquismo. Só que ela queria ouvir. Ela precisava ouvir. E eu falei. Contei-lhe tudo. Desde o dia em que conheci uma garota linda numa floricultura até o dia em que meu irmão nos viu no meu quarto.

Eu via lágrimas escorrerem pelos olhos castanhos daquela garota e sabia que não poderia fazer nada. Eu quem fiz aquilo com ela. Num dado momento, as palavras cruéis daquela menina fizeram com que eu me sentisse um miserável.

- Você podia ter sido honesto comigo desde o começo. Eu não ia te obrigar a ficar ao meu lado sem a sua vontade. Não foi justo eu ter tido um amor unilateral todo esse tempo sem saber que nunca haveria possibilidade de você realmente gostar de mim. Isso não se faz, Yamato.

Foi um soco no meu estomago.

E depois ainda recebi mais um soco. Só que dessa vez um literal. Taichi. Ele aprimorou suas técnicas de briga e acertou em cheio meu rosto com toda a força que a raiva o fez ter. Eu vi o soco vindo. Eu poderia ter evitado. Eu poderia ter revivado. Porém, eu sabia que merecia. Então, eu apenas fiquei ali parado, esperando pelo golpe do martelo.

Isso o enfureceu ainda mais.

- Não seja um covarde, seu otário! Reaja! – ele gritava com toda força. – Você acha que assim poderá alcançar o céu? Estúpido! – ele me puxou pela gola da camisa pronto para me agredir novamente, mas algo o deteve. – Você causou toda essa confusão e agora está fugindo. Covarde! O mínimo que você deveria ter feito era ter ido atrás dela. Mas, não. Covarde infeliz!

Quando ele me jogou no chão, eu estava em choque. Ele não estava falando da irmã. Ele nem estava se lembrando de Hikari naquela hora.

Ele estava falando sobre a Sora. E tinha toda razão. Eu estava sendo um completo covarde. Eu jurava que eles ficariam juntos e que tudo estava acabado para mim. Só que pelo visto não era assim que as coisas haviam acontecido.

Como se ele estivesse me dando uma permissão que eu não precisava, mas apreciava, me deixou um recado bem claro.

- Ela está esperando por você.

E novamente, todos os dias subsequentes meus pés falharam. Droga! Eles só precisavam atravessar a rua.

Na véspera de Natal eu decidi que não poderia mais ficar longe dela. E quando finalmente consegui dar o primeiro passo para atravessar a rua, vi Sora fechando a loja.

Ela estava linda. Graciosa vestindo um casaco azul. E a expressão de surpresa no rosto dela quando me viu a deixou fofa. Parecia que existia um imã nela que me atraía imediatamente. Pois quando dei por mim estava do outro lado da rua, em frente à ela.

Meio sem saber o que dizer, eu apenas entreguei as flores que segurava para ela. Três rosas vermelhas. Ela olhava para as flores e para mim alternadamente sem entender coisa alguma. Eu respirei fundo e prossegui.

- Você sabe o que significam três rosas, não é? – que pergunta idiota. É claro que ela sabia!

Como prova da minha estupidez, ela assentiu a cabeça impaciente.

- Eu te amo, Sora!

E a beijei.

E ela me beijou de volta.

E nosso beijo foi invadido por um liquido salgado. Minhas lágrimas. E quando nos separamos vi que ela também estava chorando.

- Senti sua falta. – ela disse me abraçando pela cintura.

Eu retribui o abraço e acariciei seus cabelos. Era ali que eu pertencia. Era ali o meu lugar. Exatamente onde ela estava.

Se me perguntarem por que tudo isso aconteceu, eu não saberei responder.

Doushite?

Porque certas coisas não são possíveis explicar. Elas acontecem porque tinham que acontecer. E se você tentar entender, não irá compreender o que se passa ao seu redor.

Ela se acomodou mais no meu abraço e eu sorri.

Tudo parecia estar como deveria ter estado desde o principio.

FIM!