Capítulo 9

Cullens e… Ah! Drake

-Isabella? - Dessa vez foi a voz de Jasper que ouvi e me virei.

-Sim Jasper?

-Poderíamos falar com você?

-Você falar comigo? Sim. Os outros? Não.

-Por quê só aceita falar com ele? -Emmett perguntou.

-Porque é o único que merece alguma coisa.

-Mas foi ele quem te atacou.

Ouvi o baque de seu corpo no chão e quando abri os olhos todos me encaravam.

-Podem ir galera, aproveitem o sol. - Sorri para meus amigos enquanto Edward e Rosalie ajudavam Emmett a se levantar. A questão era que Emmett estava preso ao chão.

-Certo. - Saíram enquanto eu e Draco olhávamos as tentativas patéticas de erguerem Emmett.

Ri, e liberei-o de uma vez fazendo com que Edward, Rosalie e Alice caíssem no chão junto com Emmett.

-Como faz isso? -Jasper perguntou.

-De uma maneira que vocês nunca conseguirão.

-É incrível.

-Eu sei. Só pessoas como eu conseguem.

-Pessoas como você?

-É. Bruxos de verdade, alguém que veio direto de… -Parei. - não importa.

-Direto de quem?

-Não importa. Hoje, depois do jantar, na sala abandonada de duelos.

-Mas onde ela fica?

-Descubram. Vamos Doninha. - Ele estreitou os olhos, reprimindo um sorriso.

- Do que me chamou?

-Doninha. - Andei de fasto enquanto ele vinha em minha direção.

-Repete!

-Doninha! -Corri, mas ele logo me alcançou e me jogou sob seu ombro.

-Doninha é?

-É! - Eu ria enquanto andávamos em direção às masmorras. Ergui a cabeça e pude ver os Cullen nos encarando ainda parados no final do corredor. Descemos um lance de escadas e então não podia mais vê-los.

-O que te leva a crer que pareço uma Doninha?

-Sua fofura!

-Quem disse que Doninhas são fofas? Quem disse que eu sou fofo?

-Eu. -Chegamos a passagem e falamos a senha juntos.

-Você é?

-Aham. Me põe no chão.

-Não.

-Ah, sério, me põe no chão. - Alguns alunos que estavam no salão olharam intrigados, mas não ousaram ficar olhando por muito tempo.

Fomos rindo até a porta de meu quarto onde ele me pôs no chão.

-Obrigada.

Ele deu de ombros.

-Não me chame de doninha.

-Quem vai me impedir?

-Eu.

-Ah é? Como? - Ele me empurrou para dentro do quarto e a porta se fechou atrás de nós.

-Assim. - Prensou-me na parede enquanto seus lábios procuravam os meus e os capturavam com desejo palpável.

Estava arfante quando começou a espalhar beijos por meu pescoço. Logo a blusa de malha preta que eu usava sobre a camiseta não estava mais em meus ombros e seus beijos queimavam minha pele.

-Drake… - Prensou-me mais forte contra a parede, minha perna instintivamente ao redor de sua cintura enquanto meus pensamentos se enevoavam.

Uma de minhas mãos puxava seu cabelo enquanto a outra arranhava suas costas. Ele soltava leves gemidos com isso, mas eu suspeitava que meus sons também não eram lá muito civilizados. Puxei-o e então nos lábios se encontraram novamente, uma de suas mãos desceu tanto que podia sentí-la em meu traseiro e minha surpresa foi constatar que eu realmente queria que estivesse ali.

-As cartas…

-Depois.

Sem que me desse conta estávamos sobre minha cama e nossas mãos exploravam os corpos um do outro, incansáveis.

Tirei sua camisa, com certeza arrancando alguns botões, mas nenhum dos dois se importava. Meus lábios estavam em seu pescoço agora e vez ou outra deixava meus dentes rasparem em sua pele e o ouvia suspirar resmungando meu nome.

Sentia-me quente e logo estava sem camiseta também. Seus dedos acompanharam minha marca e uma formigação gostosa percorreu-me enquanto eu gemia seu nome.

Isso pareceu deixá-lo louco e senti seus lábios descendo por meu colo, seus dedos acariciando meu seio sob o sutiã preto. Não sabia a que horas tiramos os sapatos ou como minha calça se foi, mas sabia que não era justo que ele continuasse com a dele.

-Não é justo. - Reclamei entre beijos e ele pareceu confuso.

-O quê?

-Você está de calça.

Ele riu e descolou seu corpo o suficiente para que eu conseguisse desabotoar e baixar o zíper. Ele usava uma boxer preta e sorri ao constatar que o volume não era só impressão minha.

Ele ergueu a sobrancelha enquanto eu ficava parada olhando-o e então riu tirando o resto da calça e deixando que eu o empurrasse ficando por cima dele.

Meus lábios famintos deixavam trilhas por onde passavam e eu não conseguia mais me conter. Sabia que ele acabaria com várias marcas e ele provavelmente também, mas não parecia se preocupar com isso. Antes que eu chegasse ao caminho da felicidade puxou-me, tirou meu sutiã e esqueci tudo quando seus lábios e mãos começaram a trabalhar em meus seios.

-Draco…Não... Para… Ai meu Merlin…

Seus lábios desceram por meu corpo e senti seus dedos tocando em meu ponto mais sensível. Derreti e ele aproveitou-se disso, parecia deliciar-se com minhas reações a seu toque.

E de maneira tão rápida que nem ao menos percebi, logo ambos estávamos ofegantes, nus, e nossos lábios se encontravam novamente, cada vez mais exigentes e famintos. Nenhum de nós se importava.

Minhas pernas afastaram-se por vontade própria, nossos corpos se friccionavam de maneira louca e ambos tinham urgência.

-Eu quero você. -Sussurrei rouca e se possível senti seu volume aumentar.

-Tem certeza? -Ele sabia que seria meu primeiro. Edward nunca me tocara daquela maneira, ele sabia disso. E naquele momento percebi que não era uma simples atração que sentia pelo loiro que pairava sobre mim, seus olhos azuis me olhando com intensidade.

Sorri e segurei seu rosto em minhas mãos trazendo seus lábios a mim. Dessa vez foi um beijo menos urgente e ao separar nossos lábios assenti.

-Sim. -Ele sorriu e posicionou-se, em nenhum momento deixando de me olhar. Seu olhar era terno e seus lábios abafaram meus gemidos quando me penetrou, lenta e suavemente. Senti minha barreira romper-se, mas não me veio a dor que esperava, ao contrário, meu prazer pareceu multiplicar-se e logo eu implorava por mais.

Prolongamos as sensações pelo máximo de tempo possível, e então explodimos. Juntos.

Senti-o se derramando em mim enquanto eu ia ao céu e voltava, plena. Mil cores pareciam estar ao meu redor e meu corpo parecia gelatina.

Draco saiu de cima de mim, mas não sem antes beijar-me.

Deitou-se ao meu lado e abraçou-me.

Ficamos ali, de conchinha e a última coisa que ouvi, antes que minha mente se entregasse a inconsciência foi um sussurro baixinho, ao pé de meu ouvido.

-Eu acho que eu...eu te amo Isabella.


Abri os olhos lentamente, senti o peso do braço de Draco ao meu redor e suspirei me lembrando do que acontecera. Pela primeira vez em muito tempo corei e em seguida assustei ao ver o quanto a luz do lago havia diminuído.

Dusk estava enrolado na poltrona no canto do quarto.

-Sssenhora… vai perder o jantarrr…comessççou há temposss.

-Por Merlin Dusk! -Levantei rapidamente,coloquei minha roupa íntima e chamei Draco.

-Anda Draco, anda! O jantar já está sendo servido! - Ele pulou assustado e joguei sua cueca. - Se vista! - Coloquei um vestido verde e a capa do uniforme. - Ele ainda estava meio atordoado, mas sorria enquanto se vestia.

Chegamos ao salão e vimos que vários alunos estavam voltando do jantar.

-Droga Drake.

-Relaxa Izzye.

Ele ria, feliz da vida enquanto eu puxava sua mão.

-Anda mais rápido.

-Se entrarmos correndo, aí sim todo mundo vai olhar.

Suspirei.

Ele me deu um selinho e continuamos.

Ao chegar ao salão, vários olhares se voltaram a nós e passei as mãos pelos cabelos arrumando-os em uma trança frouxa. Assim garantia que não ficassem tão bagunçados.

-Sabe, é um bagunçado sexy.

-É um bagunçado de sexo, isso sim. -Resmunguei enquanto andávamos até nossa mesa e nossos amigos nos cumprimentavam.

-Draco, você sofreu um ataque?

- O quê?

-Sua camisa. - Seguimos o olhar de Emma e, de fato, estavam faltando dois botões, e por isso ele abotoou errado.

-Reparo. - Falei e a camisa agora parecia nova.

Analisei-o e percebendo as marcas vermelhas em seu pescoço,corei.

-Vamos comer. - Disse e comecei a me servir.

-Onde estavam? - Crab perguntou e Pansy bateu em sua nuca.

Ela evitou meus olhos, mas disse a Crab:

-Não é óbvio? - O garoto nos encarou e então riu.

- Malfoy ein!

Emma sorriu maliciosa enquanto me encarava e apontou a varinha para meu cabelo.

-A trança não está funcionando. Desfaça.

-É, vocês cheiram a sexo. -Lucca comentou e revirei os olhos.

-A coisa devia estar boa, quase perderam o jantar! -Goyle comentou e Draco sorriu.

-Não faz ideia cara. - Meneei a cabeça e me ocupei comendo enquanto ignorava meus amigos - que já tinham terminado, mas estavam ali só para atazanar.

Notei que nenhum dos Cullen estava ali, inclusive, a comida começava a desaparecer.

O jantar estava realmente no fim.

Terminei meu pudim e suspirei, em nenhum momento Draco deixara de me tocar. Não que eu estivesse reclamando.

Cada vez que nos tocávamos era como se uma corrente elétrica fosse enviada por todo meu corpo.

Draco terminou e levantamos. Agora havia poucos alunos e apenas Snape, Dumbledore e Hagrid estavam na mesa dos Professores.

Assim que deixamos a mesa nossos pratos e talheres sumiram.

-Vamos, temos que cumprir detenção. -Falei e Draco bufou.

-Minha varinha está no quarto.

-Vamos buscar. -Ele não disse "seu" mas eu sabia que ele não havia estado no dele.

Alguns minutos depois voltamos - depois de uma rápida sessão de amassos.

Eu troquei meu vestido por vestes escolares, e seguimos a passos rápidos.

Quando chegamos ao local marcado todos os Cullen estavam lá, e o trio também.

Franzi a testa e Draco emitiu um som de asco.

-Boa noite. Desculpem pelo atraso. Tivemos alguns… imprevistos. - Draco ergueu a sobrancelha e em troca pisquei, sorrindo. - Sorte de vocês que estou de bom humor.

-Graças a mim. -Draco sussurrou e eu ri enquanto os Cullen tinham expressões diferentes.

-Na boa, até sei porque o velhote nos mandou "ensiná-los", mas já aviso que acho perda de tempo. Se serei a professora, vocês seguem minhas regras.

-Bella…

-Isabella, ou Srta. Priden.

-Isabella, Dumbledore deve ter dito que pouco podemos fazer, mas que precisa nos ensinar a canalizar a magia que temos para aprender pelo menos, o básico. -Assenti e Carlisle tentou um sorriso.

-E, me diga , como é que conseguiram? A poção lhes confere magia ou há algum traço de sangue bruxo em suas veias?

-Acredita-se que Jasper e Rosalie tenham traços bruxos bastante diluídos, assim como Alice. Traços estes que foram despertados e atiçados pela poção. O resto… As varinhas e a poção fazem o trabalho.

-Entendi.

-Cara, o que andaram fazendo? Vocês cheiram a sexo! -Emmett exclamou e Esme o estapeou. Ignorei.

-Vamos lá. Granger, por favor, posicione-se junto a Sra. Cullen. Weasley, Emmett. Potter, Alice. Draco querido…

-O cabeçudo?

-Pode ser. -Ele sorriu e andou até Edward que me olhava chocado.

-Dr. Cullen, Rosalie. Jasper...Comigo.

-Relaxem seus membros e respirem profundamente.

-Idiotice. -Weasley resmungou, me interrompendo.

-Idiotice é me interromper. Cale a boca e faça o que estou dizendo.

-Relaxem seus membros e respirem profundamente. -repeti- Fechem seus olhos e vejam, saindo de seus pés raízes que os conectarão ao centro da Terra. Vejam o trajeto das raízes. Inspirem visualizando uma luz dourada entrando em seus corpos e expirem visualizando uma luz negra, ou cinzenta, saindo. Inspirem, expirem. Agora, ainda respirando profundamente imaginem que as raízes permitem que se movam de maneira fluída e expelindo de uma vez a luz cinza, tragam para si um escudo do mais puro branco, façam com que os envolva de cima para baixo, e posicionando suas varinhas, vejam essa energia fluindo até ela. -Esperei alguns instantes enquanto os observava. - Abram os olhos lentamente.

-Wow! -Emmett exclamou.

-Mantenham a energia fluindo, mesmo de olhos abertos e façam silêncio. - Olhei-os novamente e todos assentiram. - Ao meu comando digam Lumus e depois Nox. Não se esqueçam de agitar a varinha levemente, como um peteleco.

-Agora.

Alice, Jasper, Rosalie e Esme foram os únicos Cullen que fizeram isso de primeira.

- Novamente. Respirem fundo. Dr. Cullen, Emmett, Edward. -Observei-os - Agora.

Suas varinhas se acenderam.

-Bom. Apaguem.

- Isso aí. Agora, vão simplesmente emitir faíscas. Vermelha para as mulheres, Verde para os homens.

-Qual a palavra?

-Relaxo.- Agitei a varinha que emitiu faíscas coloridas- E é um feitiço,a pergunta correta seria: Qual a conjuração? Ou, o que devo proferir? - Esme assentiu.

-Façam.

Dessa vez todos conseguiram e sorri.

- Ótimo. Potter, Granger, Weasley, Drake, Rosalie. Vocês vão se defender dos Relaxos, como se fossem uma azaração ou sei lá, portanto, Protego. Os outros atacam. Agora.

Jasper lançou faíscas em minha direção e se abaixou bem a tempo de não ser atingido quando atingiram meu escudo. Ele sorriu.

Rosalie não conseguiu direito e foi atingida pelas faíscas.

-Rosalie, de novo.

Repetiram e dessa vez a loira conseguiu.

-Carto, muito bem, agora, troquem de função. Agora. -Jasper foi atingido por minhas faíscas.

-Isabella! Você fez um feitiço silencioso!

-Sempre esteja preparado. Não é sempre que o inimigo vai gritar o feitiço. De novo.

Gritou Protego tão forte que tive de erguer meu escudo para não ser atingida.

-É isso aí Jasper! Se sempre colocar tanta energia, vai ficar realmente muito bom!

-Esse é seu segredo?

-Na verdade não. Não ao todo. Eu geralmente crio meus feitiços.

Os outros tinham conseguido bem e resolvi que bastava.

-Vejo vocês na terça feira, mesmo horário. Cheguem aqui com Lumus e Nox silenciosos, se não conseguirem, ao menos estejam preparados para se proteger rapidamente.

Draco veio até mim e pegou minha mão enquanto saíamos da sala.

-Você está levando isso a sério?

-Drake, você realmente acha que eu vou ajudar os inimigos?

Ele meneou a cabeça e passou o braço envolta de minha cintura.

-Seu quarto ou o meu?

-Meu. -Ri enquanto corríamos como duas crianças até a Sonserina.

Nossos amigos nos esperavam e depois de contar-lhes como foi a "detenção" e comentarmos sobre nossas novas integrantes, seguimos ao meu quarto.

- Vou realmente responder as cartas, volte depois de se lavar, você pode dormir aqui hoje.

Ele assentiu e saiu.

Me lavei e depois voltei, sentando-me em minha escrivaninha e pegando pena e pergaminho.

" Querida tia,

Saiba que tudo vai bem, inclusive o que disse ter visto.

É, isso mesmo, pode dar pulinhos.

O Velho Babão nos deu detenção por culpa do Trio e adivinha o que é? Quer eu ensine os Cullen a usar magia! Hoje foi a primeira noite, ainda tenho mais sete. Um saco, mas sei me virar. Não se preocupe.

A poção Kannadianna dá algumas propriedades mágicas a eles e Alice, Jasper e Rosalie tem traços de sangue bruxo em suas veias.

Luize trouxe duas Lufanas - Espere, elas são boas para nosso lado - Já ouviu falar de Dave Mason? É o pai de uma delas.

Obrigada pela nova capa, eu adorei.

Um abraço a você e a todos.

Com carinho,

Izzye"

"Olá Charlie,

Como está?

Sei que é difícil para você manter mesmo esse mínimo contato com o meu mundo - nosso mundo, queira ou não - mas, já faz um tempo que não nos falamos.

Mais uma vez, obrigada por tudo.

Dê um jeito de insinuar para Renee que eu ainda me lembro dela - devo dizer que a amo, afinal, foi minha mãe - e o amo também.

Certo, vamos parar de melodrama.

Estou bem.

Cumprindo meu destino.

Um abraço,

Sua Bell's"

"Oi.

Estou bem.

Provavelmente Cissa vá passar a informação sobre o Velho Babão, mas não se preocupe, quando possível nos veremos e então lhes contarei em detalhes.

Quanto a meu plano, lembra-se de Dave Mason? É o pai de uma das garotas que conheci hoje.

Creio que logo, logo, as conhecerá.

Acho que estou mesmo com Draco.

Não o mate, sim?

Com amor,

Sua Little Lady."

Lacrei cada uma das cartas e sorri.

Então, num átimo de coragem, peguei outro pergaminho.

"Eu te ouvi. Não estava dormindo.

Acho que… Acho que terei de concordar.

Mas ainda não o posso dizer. Não estou pronta, e receio que você também não.

Há vezes em que só gestos bastam.

Apenas… Sua."