Notas do Autor

Kashin consegue identifica-los como sendo...

Ele acaba...

Então, ele consegue...

Enquanto isso, Sakaki...

Capítulo 10 - A ira de Sakaki

Com receio, ele pergunta em tom de confirmação:

- É a Equipe Rocket?

- Pelo visto, percebeu quem nós somos e está bem assustado. É bom saber disso.

Kashin cerra os punhos, contendo a vontade intensa de assumir a sua forma verdadeira e incinerar eles com as suas chamas.

O motivo dele não se transformar e de não usar os seus poderes é que não sabia se havia algum Rocket ou uma câmera de vigilância oculta que poderia captar o momento da sua transformação ou dele usando os seus poderes. Kashin era plenamente ciente que manter a sua forma verdadeira em segredo era essencial.

Afinal, para não ser capturado precisava ficar na forma humana e somente podia se transformar, caso conseguisse se esconder em algum lugar para reverter a sua forma verdadeira, algo que era impossível naquele momento, pois estava cercado. Não podia sequer saltar alto, pois estaria acima da capacidade humana, sendo o mesmo para a sua força, velocidade, resistência e poderes. Se ele queria que pensassem que era um humano, teria que agir nos limites de um humano, pelo menos em público.

Kashin sai de seus pensamentos quando é atirado no chão abruptamente, para depois ter as mãos presas atrás das costas, enquanto simulava que lutava para se libertar, tomando o devido cuidado de dosar drasticamente a sua força.

Depois de prendê-lo, o erguem e o que parecia o líder fala:

- Você passará o resto da vida conosco e ore para que não julguemos que é um espião. Afinal, se desconfiarmos que você é um espião, acredite, eu não vou querer estar em sua pele. Por enquanto, pelas suas reações foi um acidente ter se aproximado daqui.

- Eu me perdi e apenas os reconheci pelos seus uniformes. – ele continua fingindo que está com medo.

- Podemos encontrar alguma utilidade para você.

Então, ele é levado até a base da Equipe Rocket que estava oculta por rochedos, sendo que nela eram realizadas as experiências de clonagem.

Eles passavam por corredores, sendo que Rapidash viu pelo canto dos olhos pokémons aprisionados, praticamente aterrorizados, com muitos abraçando um ao outro enquanto tremiam e choravam de desespero.

Mães abraçavam os seus filhotes que estavam aterrorizados, tentando fazê-los não ver o que acontecia, sendo visível no olhar dos pais o desespero conforme olhavam em uma direção com Kashin vendo inúmeras jaulas e um estoque de pokeball´s em um canto.

Ao seguir o olhar aterrorizado deles, teve que conter a sua ira ao ver membros da equipe Rocket eletrocutando pokémons ou os expondo a chamas e outros produtos os enfraquecendo, para depois jogarem a pokeball neles os capturando, sendo que, praticamente, todos faziam esse processo de enfraquecimento bem lentamente, sentindo muito prazer ao impor o máximo de dor possível até fazer o pokémon desmaiar pela dor dilacerante. Era visível o sorriso sádico deles e o olhar de deleite ao ver os pokémons presos gritarem em agonia e estremecerem, além de se contorcerem, enquanto choravam de desespero e como era um pokémon, ele podia ouvi-los implorando por clemência, assim como os gritos de desespero e os pedidos agonizantes de ajuda com muitos implorando para que alguém os salvasse. Não obstante ouvia os humanos cruéis e desprezíveis fazendo apostas sobre quanto tempo demoraria em fazerem um pokémon ficar inconsciente e outra era de quem conseguia impor mais dor a um pokémon.

Ele precisou de todo o seu autocontrole para não se transformar ali mesmo e incinerar os criminosos com as suas chamas. Ele confessava que sentiria muito prazer em queimá-los vivos, gradativamente, proporcionando o máximo de dor possível e pelo maior tempo possível, retribuindo assim o que faziam com os outros pokémons.

- Ei, você viu alguma pokeball com ele? – um deles pergunta.

- Não. Somente esse cristal.

Ele sai de seus pensamentos, passando a controlar o seu nervosismo, pois não podia deixar transparecer que aquele cristal era demasiadamente importante. Ele precisava fazê-los pensar que era algo trivial, conforme se aproximavam do seu destino.

- Acho que vou ficar com ele... Eu examinei antes e não é uma pedra preciosa. De fato, parece ser um pedaço de vidro.

- Claro que não é uma pedra preciosa. É um simples pedaço de vidro. Na verdade é o pedaço de uma escultura que quebrou. Eu fiz uma aposta e perdi. Meus amigos me condenaram a usar isso no pescoço. Eu sou obrigado a usar essa porcaria. Você está me fazendo um favor ao recolher esse lixo. Eu mesmo queria torcer o pescoço desses meus amigos. Se bem, que eu não deveria ter feito uma aposta tão estúpida. – ele fala simulando desgosto, depois felicidade por estar sem o cristal, para depois fazer uma face de raiva ao citar a aposta.

Afinal, ele precisava tornar a sua mentira crível.

- O quê?! É só um pedaço inútil de vidro?! – o Rocket exclama irado.

- Sim, sendo que há uma espécie de esmalte ou algo assim, transparente, para impedir que corte a minha pele. Quero agradecer por tirar esse lixo de mim. Por mais ridículo que seja andar com esse lixo no pescoço, aposta é aposta. Era uma tortura andar com isso no pescoço.

Então, após alguns minutos, ele é jogado na cela com violência para depois o Rocket que tinha o cristal atirar o mesmo na face de Kashin, exclamando:

- Eu não fico com lixo e nunca farei um favor a alguém. Tome o seu lixo de volta! Vou adorar saber que será torturante usá-lo! – ele gargalha malignamente ao falar isso.

- Por favor, tenha piedade! – ele finge desespero.

- Piedade? Nós somos a Equipe Rocket. Tal palavra não existe em nosso vocabulário. Se você não tivesse aberto a sua boca e falado demais, eu teria ficado com o item

- Droga! Eu e a minha grande boca! – ele exclama simulando estar com raiva dele mesmo.

Nisso, os demais irem ainda mais, para depois um deles falar exibindo uma face de aprovação para o outro Rocket:

- Fez bem. Nós somos Rocket´s. Não ficamos com pokémons e nem itens que sejam lixo. – o líder fala aprovando a ação do seu subordinado para depois olhar para Kashin – Você vai ser interrogado daqui a algumas horas. Veremos se é mesmo alguém que se perdeu ou um espião.

Então, eles se afastam dali, enquanto que o Rapidash na forma humana se levantava do chão, olhando a cela em que estava para depois perceber pelo canto dos olhos as câmeras, procurando se afastar delas um pouco, encolhendo-se contra a parede atrás de si, procurando não ficar demasiadamente visível, após pegar o cristal com as mãos que haviam sido soltas antes de ser atirado na cela.

Após colocar ela no pescoço, começa a pensar em uma forma de sair dali, não procurando olhar novamente para as câmeras para que não levantasse qualquer suspeita, sendo que havia memorizado a posição delas.

Além disso, desde que foi jogado na cela, ele fingia estar apavorado e nervoso para que ninguém fosse vê-lo e para aqueles que viam as imagens transmitidas pelas câmeras de vídeo, ele deveria parecer com um inocente que foi pego por uma organização criminosa e que estava com medo do que ia acontecer. Se agisse de forma diferente, eles poderiam querer fazer um interrogatório naquele instante.

Kashin era ciente de que precisava encontrar alguma forma de escapar dali, sem que ninguém percebesse que era na verdade um pokémon, enquanto planejava incinerar quantos Rockets conseguisse, além de libertar os pokémons que viu naquela espécie de galpão e os que estavam em posse deles ao matar os seus mestres e destruir as suas pokeballs.

Então, conforme pensava, ele se recorda de quando viu um incêndio em um galpão enquanto andava em busca de algum sinal da princesa e avistou algumas câmeras que estavam próximo das chamas sofrendo curto circuito e chegou a perguntar a um bombeiro que orientava seus pokémons a apagarem o fogo e o mesmo explicou que sobre temperaturas intensas, os circuitos elétricos poderiam sofrer um curto circuito.

Então, ele decide fazer um teste, ocultando uma das mãos, para depois começar a enviar ondas de calor em direção às câmeras no entorno e após algum tempo, percebe que ocorrem curtos circuitos nelas com as luzes sendo apagadas.

Sorrindo, ele fica no canto da cela e assume a sua forma verdadeira com as suas crinas, patas e dorso flamejante, sentindo que o cristal em seu pescoço intensificava os seus poderes e consequentemente as suas chamas.

As barras de ferro, assim como tudo em volta dele começam a derreter, para depois ele usar o seu chifre para quebrar as barras fragilizadas, intensificando em seguida as suas chamas para depois estourar a porta de acesso ao corredor dando um coice, enquanto o alarme tocava.

Ele usava o seu chifre e as chamas de seu corpo, o envolvendo como uma bola de fogo para atravessar paredes e incinerar qualquer um em seu caminho.

- Um Rapidash!

Um rocket exclama e manda seus pokémons com Kashin se esquivando dos ataques deles, conseguindo se aproximar do humano, para depois queimá-lo com as suas chamas, sendo que o fogo intenso destrói as pokéballs os libertando e os pokémons libertados, por sua vez, atacam outros Rocket´s, libertando assim os outros pokémons, além de matarem mais bandidos, se vingando assim de todo o sofrimento que proporcionaram a eles.

Kashin continua avançando para depois eles lançarem ultraballs nele, com o mesmo as queimando, sendo que ele aproveita e quebra todas as pokéballs que avistava ao entrar nos armazéns que tinham pokémons, enquanto dava coices potentes para quebrar os circuitos que mantinham as jaulas fechadas libertando assim os pokémons confinados que agradeciam para depois fugirem dali, tratando de matar qualquer humano que ousasse se interpõe entre eles e a sua fuga.

Quando grupos de pokémons descobriram como as jaulas eram abertas, faziam o mesmo em outros lugares e em questão de minutos eram centenas de pokémons que haviam sido libertados e que avançavam pelos corredores usando os seus poderes para destruir tudo em seu caminho, matando inúmeros Rocket´s e os pokémons libertados de seus mestres atacavam os outros Rocket´s enquanto seguiam os demais na fuga, parando momentaneamente apenas para libertar outros pokémons confinados usando a quantidade deles para superar os Rocket´s.

Ao danificar as pokéballs, os pokémons saem agradecendo ao Rapidash para depois se juntarem a fuga dos pokémons, provocando caos em sua fuga, enquanto que atacavam qualquer humano que ficasse na frente deles com muitos Rockets morrendo ao serem acertados por garras, presas, cascos, assim como com ataques diversos, pois estavam atacando os humanos com intenção de mata-los, aproveitando para danificar as pokeballs deles libertando os outros pokémons que estavam anteriormente sobre ordens dos que morreram, pois estavam livres quando a pokeball se rompeu.

Em uma espécie de escritório cuja porta foi arrombada por Kashin, ele avista um Rocket com roupas distintas que havia terminado de tirar joias e dinheiro de um cofre pondo em uma espécie de mala, sendo que havia acabado de fechar o zíper.

Quando avista o Rapidash, ele compreende o motivo de ter sentindo um calor intenso que fazia a sua roupa grudar em sua pele e mesmo sentindo ligeira tontura pelo calor sufocante, ele consegue pegar uma de suas pokéballs.

Porém, quando ia ordenar ao seu pokémon para sair, Rapidash usa um ataque violento de chamas contra o homem o incinerando vivo com o cômodo sendo preenchido por gritos lacerantes, enquanto que a pokéball em sua mão e as que estavam na cintura são danificadas pelo calor intenso, libertando os pokémons que ao avistarem o seu ex-mestre morto comemoram, sendo que Kashin fala:

- Fujam daqui junto dos outros. Usem os seus poderes com intenção de matar esses bastardos. Os humanos não passam de lixo perto de nós, pokémons. Eles são pateticamente frágeis.

Eles consentem, para depois saírem felizes pela porta com Rapidash sentindo muito prazer ao ouvir os gritos de dor e agonia dos humanos que permeava o ar vindo de várias partes. Era uma música maravilhosa para ele.

Ao olhar a mala, ele tem uma ideia.

Com a boca, Kashin pega a mala e põe a alça em seu pescoço para depois sair dali, sendo que as suas chamas só queimavam o que ele desejava.

Portanto, mesmo que derretesse metais, a bolsa não sofreria nada.

Próximo dali, no laboratório, os cientistas se encontravam tão compenetrados nas experiências que sequer perceberam o alarme vermelho indicando problemas na Base secreta e como os laboratórios se encontravam em uma parte consideravelmente afastada do prédio principal, eles não sentiram os abalos que o prédio adjacente sentia com o nível de destruição que os pokémons recém-libertados promoviam em sua fuga ao mesmo tempo em que matavam todos os Rockets que encontravam em seu caminho, além de um grupo de pokémons se dedicar a libertar outros pokémons confinados.

Nenhum deles viu o sinal vermelho ou o indício de que algo acontecia ao prédio principal, pois a sua atenção e olhar estavam fixadas nos monitores que indicavam as ondas cerebrais que surgiram nos clones algumas horas antes com eles analisando embasbacados, ainda, os diversos gráficos que surgiram.

Afinal, inicialmente, os cientistas julgaram que não havia consciência em Mewtwo e em nenhum dos outros clones por não terem ondas cerebrais, sendo que tais ondas surgiram após ele se conectar mentalmente e de forma inconsciente aos outros clones.

Ele havia ouvidos sons e uma voz feminina lhe explicou que eram palavras e que estavam conversando entre si, com ele se surpreendendo e ao olhar na direção da voz, avistou a menina surgindo e ao perguntar quem ela era, disse que era uma pessoa e Mewtwo pergunta se era também, mas ela disse que parecia pokémon, apesar de falar e ela diz que nunca conheceu um pokémon que conseguisse falar. Ele fica confuso e pergunta se é pessoa ou pokémon e a menina diz que para ela não importava.

Então, ele fica surpreso ao ver que surgiam outros três seres com ela falando que eram pokémons.

Além disso, ela explica que todos eles eram uma cópia e por isso tinham o Two depois do nome.

Mewtwo sai de suas recordações olhando para os seus amigos, sendo que naquele instante a menina havia levados todos ao seu mundo de lembranças e explicava a Mewtwo o que conseguia explicar sobre o sol, o vento, a noite, as estrelas e várias coisas que surgiram na mente de todos que estavam compartilhadas com ele.

Enquanto ela explicava a Mewtwo, os cientistas perceberam que começam a surgir outros dados, estes alarmantes, indicando que os clones estavam morrendo, fazendo os cientistas ficarem horrorizados com eles começando a tentar salvar algum clone, embora se focassem em Mewtwo.

Mewtwo fica confuso ao ver todos desaparecendo, sendo que primeiro foi o Charmandertwo, depois o Squirtletwo e o Bulbassaurtwo.

Quando ele pergunta desesperado o que estava acontecendo, a menina começou a brilhar e responde que estava chegando a hora do adeus.

Mewtwo, mesmo sem compreender direito o que consistia o "adeus", começa a chorar e ao perguntar o que era aquilo que saia de seus olhos, ela diz que são lágrimas com o lendário passando a sentir emoções intensas e em virtude disso, começa a emitir ondas psíquicas em alta escala que se propagavam para além do laboratório.

Enquanto isso ocorria, Sakaki (Giovanni), o líder da Equipe Rocket, que havia contatado o seu Quartel General para saber das experiências ao perceber no fundo a movimentação para salvar os clones começou a gritar para eles salvarem Mewtwo a todo o custo, senão quisessem enfrentar a sua fúria, deixando os cientistas aterrorizados e estes em contrapartida, começaram a se concentrar no clone do lendário, enquanto que o doutor Fuji se focava apenas no clone de sua filha, pois para ele, ela era a mais preciosa dentre os clones.

Em seguida, após ele ameaçar os cientistas, os sistemas elétricos começam a falhar pela destruição sistemática no Quartel General em virtude dos poderes dos pokémons em fuga e consequentemente, a transmissão entre ele e os cientistas cessa, fazendo o Líder da Equipe Rocket, ser tomado por um misto de ira e preocupação para com a experiência Mewtwo.

Então, ele começa a ladrar ordens para que restabelecessem a comunicação para saber o que estava acontecendo, sendo que as informações chegavam truncadas e igualmente incompletas, fazendo com que eles não conseguissem compreender com exatidão o que ocorria e após alguns minutos de análise, um grupo chega a conclusão errônea de que o laboratório secreto estava sendo atacado por algum exército ou algo assim.

Afinal, ao ver deles é a conclusão mais lógica em virtude dos diversos relatos de danos transmitidos pelo único sistema que ainda estava em funcionamento, embora estivesse consideravelmente precário.

Nenhum deles soube que não foi um ataque de algum exército ou grupo e sim, que o nível de danos era em virtude do ataque maciço de pokémons libertados e que cujos ataques provocavam danos em toda a estrutura.

O líder da Equipe Rocket, Sakaki, exclama irado batendo os punhos com violência no tampão da mesa:

- Malditos! Quem são os bastardos que ousam atacar o meu laboratório principal?! Isso não ficará impune! Eles vão se arrepender por ousarem atacar o que é meu!