"Amor, vendo que da oferta
algum apareço não faço,
me diz afoito que trate
de ir com ele a combate
peito a peito, braço a braço."
Tomás Antônio Gonzaga
10 Capítulo
Três semanas depois...
Será que fizera certo deixar se manipular pelos caprichos de Tomoe. Voltar para aquela cidade para passar um mês era castigo e não férias. Ali ficaria mais perto do pecado do que se estivesse em uma turnê estafante pelo o continente. Não queria se aproximar de Kaoru, não queria ter que se sentir preso a ela...Não queria sentir os olhos azuis o recriminando pela a morte do pai. Não queria ter que agüentar Enishi em sua casa o ameaçando. Aquela seria uma longa féria...
-Até que enfim aquela sua empresária acertou em alguma coisa, amor.-falou Tomoe encantada com a mansão que Julia havia alugado para ambos.
-Julia sempre faz o melhor. Apenas você com sua visão errada não percebe o quanto ela é importante para minha carreira.-resmungou de mal-humor.
Estava terrivelmente preocupado com Kaoru. Desde que Julia falara sobre sua suspeita aquela maldita frase não saia da cabeça, o impedindo de tudo até mesmo de compor. Algo mexia com ele quando imaginava Kaoru a beira da morte... Não, não, Kaoru tinha que estar bem... no máximo seria uma estafa nervosa, que devia ter sido agravada com sua presença e nada mais. Aquilo era mais um motivo que o deixava longe dela. Que o impedia de se aproximar de Kaoru. Ela estava melhor sem ele...
-Você sempre vê meu lado ruim.-rebateu Tomoe olhando no espelho.-Eu sempre tratei Julia de uma maneira educada, foi ela que nunca me achou mulher o suficiente para você.
-Ambas estão erradas.-falou indo para o lado da namorada.
-Eu tenho mais motivos do que ela para me odiar.-falou abraçando ele.- Merecemos tudo isso meu amor...-mudou de assunto o beijando nos lábios.-Faz tempo que não ficamos sozinhos.
Bem ou mal tinha algum resquício de sentimento por Tomoe. Ela poderia ter seus defeitos, mas fora à única que conseguira remover do buraco que se encontrava após a morte de Shishio e o afastamento de Kaoru. Ainda se lembrava com perfeição do momento na qual a tivera em seus braços pela a primeira vez. Fora um dos momentos mais belos de sua existência. Não era hipócrita para falar que sentira algo maior por Tomoe do que havia sentido por Kaoru. Ambos eram sentimentos completamente diferentes... Havia sentido por Kaoru algo intenso, apaixonado, estar ao lado dela era todos os dias ter que passar pelo o inferno e pelo o céu também. Nunca mais havia sentido algo tão intenso em sua vida depois disso... A magia havia ficado para trás assim como seu passado obscuro. Com Tomoe sentia desejo físico. A mulher sabia como agradar um homem na cama como ninguém, além de ser uma companhia agradável para o seu momento de solidão.
-Não seja exagerada, meu amor.-falou sorrindo passando as mãos no cabelo dela.
-Eu sei...Mas estava com saudades de ficar assim com você.-disse beijando o rosto dele.-Desde a viagem para essa cidade há um mês atrás que não temos mais ficado juntos... Até cheguei a pensar que estava cansado de minha pessoa.
-Jamais ficaria cansado de você, Tomoe.-sussurrou no ouvido dela.-Como ficaria cansado de uma beleza tão encantadora e de uma mulher brilhante que me completa em todos os sentidos.
-Não sei... uma outra mulher.-falou em tom de brincadeira, não notando a palidez repentina de Kenshin.-Uma antiga namorada de adolescência...
A frase de Tomoe soou com o efeito de mil bombas dentro de si. Por mais que olhasse para os olhos dela não encontrava indícios de que ela soubesse sobre o ocorrido na rádio naquele fatídico dia, e nem que ela soubesse que Kaoru havia voltado para sua vida de forma surpreendente. Mas isso não era nada... Havia Enishi com sua fixação pela a irmã. Afinal ele e Julia eram os únicos que sabiam do que havia ocorrido há um mês atrás.
-Não aconteceu nada Tomoe.-mentiu desvencilhando-se dos braços dela.-Estou apenas cansado.
-Por isso tínhamos que tirar férias meu amor.-falou abraçando-o pela as costas.-Vamos aproveitar esse mês que temos sozinhos para ficarmos assim abraçados, conversando, nos beijando... Tudo que não podemos fazer quando temos milhares de fanáticas se estapeando para ficar a seu lado.
Esperava ter descanso. Algo que era quase impossível tendo em conta que tinha Kaoru tão perto. Antes era fácil esconder o que sentia, negar os seus sentimentos, mas agora ela estava tão perto que o deixava nervoso com uma vontade enorme de procurá-la. Mas era impossível... Kaoru o odiava, e o pior era que tinha motivos para isso.
-Mais tarde irei te mostrar o nosso quarto.-sussurrou maliciosa em seu ouvido.-Quero muito ver nossa cama de casal. Julia falou que era confortável, mas não confio nela.
-Eu sei.-falou gargalhando.-Não implique com Julia, Tomoe.
-Eu não estou implicando com ela...
-Está sim.
-Ta bom... tanto faz como me sinto com ela, você jamais irá dispensá-la.- falou beijando o pescoço dela.
-Nunca irei dispensar Julia. A não ser...
-A não ser?
-Se ela trair minha confiança.-falou com os olhos sombrios.-Algo que jamais irá acontecer.
Ninguém sabia do dia de amanhã, pensou Tomoe sorrindo maquiavélica para si.Julia era boazinha demais e seria fácil armar contra ela. Não agora que estava tão bem com Kenshin... Havia passado por uma pequena crise, o que era normal, pois qual homem não se sentiria balançado ao rever o primeiro amor ainda mais bela como Kaoru havia ficado. Kenshin era inocente, pensava que não sabia do que havia ocorrido há um mês atrás. Mas sabia de tudo nos mínimos detalhes. Jamais daria o braço a torcer... Não perderia Kenshin. Ficar com ele era questão de orgulho, além de ser uma bela visualização para sua carreira. Eram o casal do ano, o casal mais belo, o casal mais amado de todo o Japão. Títulos que davam não apenas a ela como a ele fama e dinheiro. Tinham que ficar juntos... Ambos se completavam como ninguém. E Julia era seu único empecilho, por isso devia tirá-la de seu caminho.
-Isso jamais irá acontecer.-falou com um sorriso falso.-Não vou com a cara dela e ela muito menos com a minha, mas tenho consideração pelo o talento dela como sua empresária.
-Julia é uma mulher de fibra, mas não estamos aqui para falar dela.-falou ele a beijando nos lábios com paixão.
Era tão bom sentir Tomoe entre seus braços. Lembrava-se da época que ficara louco para levá-la para a cama, e ela sempre se negando a ele. Isso dera uma dimensão maior ao relacionamento de ambos. Tomoe depois de Kaoru fora a única que o fizera pensar em casamento. Mas pensando bem seu casamento com Tomoe seria ridículo... Os dois se davam bem sem estarem amarrados por um papel.
-Agora não Kenshin.-ela falou saindo dos braços dele.-Os empregados estão nos olhando.
Só então pode perceber que uma fila de mais de doze empregados se formava a sua frente. Pensara que seria apenas ele e Tomoe naquela casa, nunca imaginara que haveriam empregados... Era um músico famoso que queria uma certa privacidade enquanto estivesse de férias, mas parecia que Julia e Tomoe haviam preparado tudo para que não ficassem sozinhos.
-Bem, vou apresentá-los a você Kenshin.-falou Tomoe sorrindo.
Não falava nada apenas observava cada rosto que ganhavam nomes a cada segundo. Era estranho, nunca precisara de tantos empregados em sua vida. Aliás, odiava, se sentia vigiado por eles. Tanto que em seu apartamento só uma faxineira ia lá por semana. O resto tudo ele fazia, até cozinhava. Coisa que Tomoe não parecia nem saber o nome.
-E por último, esse é o nosso jardineiro Yahiko Myoujin.-a voz de Tomoe o tirou do estado crítico que se encontrava sua mente.-Tão jovem, mas Julia falou que tem a mão de um anjo.
Kenshin levou um susto ao perceber de quem se tratava Yahiko Myoujin. Não podia ser ele... Afinal o menino trabalhava com Kaoru, não podia agora depois do nada estar ali trabalhando em sua casa. Ainda mais sobre o aval de Julia.O que havia acontecido? Kaoru não estava bem a ponto de não mais trabalhar? Precisava saber da verdade se não ficaria maluco.
-Prazer tê-los em nossa provisória residência.-Tomoe disse por último.- Agora podem voltar a seus afazeres.
Kenshin havia ficado sério de repente isso a estava deixando intrigada. Sabia e conhecia muito bem sua forma de viver. Preferia ficar sozinha e ter sua privacidade com ele, mas aquela casa era enorme nem ele e nem ela teriam condições de cuidar de tudo aquilo sozinhos sem ajuda sequer de trabalhadores especializados. Esperava que um ato inocente de sua parte não tenha acabado com a sua tão esperadas férias.
-Aconteceu algo que te magoou, meu amor?-ela perguntou observando o rosto pálido do namorado.
Kenshin não respondeu, apenas subiu a escada em silêncio. Deixando Tomoe abismada com a atitude de seu amado músico.
Kaoru olhava-se no espelho com autopiedade. Um sentimento que deveria ser o último que deveria sentir já que estava doente. Tinha que reagir a depressão que tomava sua alma fazendo-a ficar trancada em seu quarto pensando que era o último ser humano do mundo. Estava morrendo sabia disso, não estava revoltada ou muito menos com medo, deixara esses sentimentos para trás. A sua vida já era tão curta para ficar pensando no quanto estava com medo de deixar a família sem nenhum amparo. Deveria estar aproveitando os seus últimos momentos de existência... Curtir tudo que os anos e o destino tirara dela com a mão grande.
-Querida...-a voz doce da mãe soou em suas costas.
-O que foi, mamãe?
-Você tem visita.
Antes que sequer pudesse anunciar, Julia já entrara no quarto com o bom humor característico. Não pode deixar de sorrir para a amiga.
-O que faz aqui a essa hora da manhã, Julia? Seus astros estão indo a falência?-perguntou irônica.
Julia sentiu o peito comprimir quando observara sua grande amiga se definhando em um quarto escuro. Precisava resgatar Kaoru nem que ficasse pobre depois... Nunca deixaria a amiga morrer tão jovem. A tiraria daquele lugar e a levaria para o melhor especialista no problema dela que existisse no Japão. Desde que Yahiko ligara para sua casa contando tudo que estava ocorrendo entrara primeiro em pânico por estar à via de fatos perdendo sua amiga quase irmã, e segundo por estar de mãos atadas, pois Kaoru já parecia estar resignada com a sua morte.
-Não, minha querida amiga, mas estão estafados devido a grande demanda de trabalho que chega até eles.-disse sorrindo indo sentar aos seus pés.
-Louvadas sejam as fãs de Kenshin e cia, afinal elas são o fogo que os alimentam.
-Ai é que está enganada, amiga.-falou reprimindo o tom irônico e triste de Kaoru. Percebia que sua amiga ainda amava e muito Kenshin, era uma pena que o destino de ambos estejam no momento tão oposto.-Kenshin tem fama, dinheiro, carro, mas ele não é feliz...
-Por que será que não acredito em suas palavras, Julia?-falou sagaz.-Há um mês atrás o vi muito animado falando de seu casamento com uma modelo...Ou será atriz...Ou será cantora, realmente não.-concluiu fingindo de desentendida.
-Olha só a famosa "speaker" agora assistindo programas de fofocas!-zombou impiedosamente Julia. De alguma maneira tinha que fazer Kaoru reagir era quase impossível ver Kenshin se casando com a adúltera da Tomoe.-Nunca te imaginei no papel de fofoqueira, apesar de que...
Kaoru corou fortemente odiava se mostrar frágil. Já não era a tímida Kaoru que se deixara levar pelo o amor e se envolvera com um homem que fora o assassino de seu pai. Ela não era mais uma criança e sim uma mulher que tinha poucos meses de vida. Se conformava com isso... essa era sua sina, e depois de todos esses anos merecia um descanso. Pouco realmente importava se Kenshin iria se casar ou não. Para ela a única coisa que restava era a sensação de profunda tristeza por não ter reagido aos fatos igual a ele. Enfim Kenshin havia reencontrado a felicidade, ao contrário dela que vivia perturbada pelos fantasmas do passado.
-Pouco me importa com quem Kenshin divide a cama, só apenas acho que você deveria estar assessorando ele no momento.-falou mordaz.
-Ele não precisa de mim para fazer sua cama à noite, Kaoru.-disse sorrindo.- Cuido da parte financeira dele e não da sentimental. Sinceramente acho que isso é a mais pura fofoca... Kenshin nunca foi capaz de te esquecer.
-Não fale asneiras, Julia.-replicou mal-humorada.-Eu sei muito bem que Kenshin Himura nunca me amou... Ele apenas me usou para sua vingança sórdida.
-Não acredito que Kenshin tenha sido tão cafajeste assim.
Rindo histericamente, Kaoru falou:
-Não precisa ser advogada de defesa dele, Julia. Como você mesma disse é apenas empresária dele.
-Olha Kaoru...Sei muito bem que não é fácil você perdoar Kenshin...Sei que seu coração ainda está carregado de ressentimento por ele, embora ali no fundo sabe muito bem que ainda o ama com intensidade...
-Por favor, Julia.-calmamente falou.-Não quero mais falar de Kenshin e muito menos relembrar meu passado...não percebe que sofri demais...não percebe que ainda sofro muito por tudo isso.
Kaoru amava Kenshin, e isso vinha de vidas passadas. Talvez a amiga esteja passando por um momento delicado, e precisa repensar em muitas coisas. Afinal a pobre Kaoru sofrera por muito tempo, quando Kenshin se recuperava do trauma no colo de Tomoe... Mas tinha fé de que romperia aquela maldita barreira que estava matando sua amiga... e num futuro próximo, bem próximo estaria batizando o rebento daquele casal tão sofrido.
(&)
Divagando em seu mundo, Kenshin compunha como nunca. Era mais forte do que ele, mas não parava de pensar em Kaoru. Sim, não parava de pensar naqueles olhos azuis escuros... Era estranho, pois há anos Kaoru deixara de ser apenas um sonho em sua vida... E agora devido aquele malogrado encontro era a única pessoa que ele pensava, e que desejava encontrar. Talvez devido a sua estada naquela cidade que marcara tanto sua vida. Fora ali que havia sido feliz... Fora ali que matara pela a primeira vez... fora ali que deixara seu primeiro grande amor, e talvez o único.
-Que lindo, amor.-falou Tomoe entrando no estúdio.-Pensei que quisesse descansar nesse período...
Largando o violão, Kenshin levantou. Indo até a janela acendeu um cigarro...
-Você está bem, meu amor?-perguntou Tomoe preocupada já que não era costume ver Kenshin fumando.
-Sim, por quê o motivo da pergunta?!-indagou cinicamente.
-É...é que não é costume vê-lo fumando, e por isso pensei...
-Mas isso não é motivo para pensar que estou morrendo, ainda mais você que jamais se preocupou com essa questão.-falou nervoso, sabendo que a preocupação da namorada tinha um fundamento. Estava nervoso por estar confuso, ou melhor, ansioso por ver Kaoru, e isso o fazia fumar compulsivamente.-O que traz você aqui, minha amada?-perguntou tentando se acalmar.
-Fiquei preocupada...Pensando que estava zangado comigo só porque contratei aquelas pessoas para me ajudar.-Falou abraçando ele pela a cintura.-Você sabe muito bem que sou uma péssima dona de casa...
-Não vou mentir que queria mais liberdade, mas todos me pareceram discretos e simpáticos.-soltando ela foi até a janela novamente.-Agora só quero tempo para fazer as maiores burradas de minha vida.-concluiu sorrindo.
Feliz, Tomoe foi até ele e passou a mão no rosto tenso do amado. Às vezes pensava que não conhecia o amado. Ele era tão distante...Era como uma estrela inalcançável, mas não deixava de ser o seu Kenshin.
-Pelo o visto terá sucesso, amor.
-Sei que terei...-falou olhando diretamente em seus olhos.-Sei que terei...
Beijando os lábios de Kenshin com paixão, Tomoe percebeu que alguma coisa havia mudado... Não com ela, mas sim com ele. Seu Kenshin não era o mesmo...
-Vou visitar meu irmão na rádio.-comunicou ela indo até a porta.-Há tempos que não conversamos, e acho que está mais do que na hora dele saber que você fará de mim uma mulher honrada, e assim entregar o convite do nosso casamento.-pausadamente continuou.-Sei que não tem um relacionamento nada amigável com ele, mas ele é meu único parente vivo...
-Não precisa se explicar, Tomoe.-falou dando as costas.-O casamento é uma data especial, e você tem o direito de convidar quem desejar.
Magoada com a indiferença de Kenshin, Tomoe falou:
-E assim será, meu amo.
Logo em seguida escutou um estrondo de portas sendo fechadas. Ela fizera o certo... e ele não se sentia nem um pouco arrependido por sua atitude. Afinal o que estava acontecendo com o seu coração?
(&)
-Você tem certeza do que está planejando, Yahiko?-perguntou Tsubame abraçada ao namorado.-Não é brincar demais com vida alheia?!
-Não, sei que Kaoru está morrendo por amor, e que Kenshin a ama...Eu vi isso no hospital.-falou abraçando a namorada com mais veemência.-O que não posso deixar acontecer é que Kaoru morra e Kenshin se case com aquela mulher.
Tsubame não o compreendia...Ela ainda era jovem e romântica demais para saber sobre o amor e seus mistérios. Ele próprio não sabia, mas bancaria o cupido... Se Kaoru não lutava pelo o homem de sua vida, ele lutaria por ela. E isso não tardaria acontecer. Pois o festival estava chegando...E Kenshin havia prometido que iria ajudá-lo... E ele não se esquecia das promessas.
Lutaria com unhas e dentes, afinal ele sabia o que era sofrer por amor, pois não foi sempre que a sua Tsubame fora dele... E por isso não desistiria de juntar aqueles dois cabeças duras novamente.
Olá Pessoal!!!
Bem, desculpa a demora mais uma vez, mas é que fiquei sem tempo. Trabalhar e estudar ao mesmo tempo é difícil... Ainda mais escrever, mas terminei. E o pior é que meu PC parece que odeia a net, pois é terrivelmente indiferente ao discador. Ainda mais que ele é novo então qualquer problema se torna em conflito horrível.
Agradeço muito a Li, que vem fazendo o favor de corrigi meu erro; e a Carol, lere, Madam Spooky, Carol Malfoy , Darkness Hime e a M. Sheldon. Obrigada por tudo mesmo... E não se esqueçam de enviar suas opiniões (elas são de grande valor a minha alma sedenta por elogios ou criticas).
Um beijo!!!!!!!!!
Anna
algum apareço não faço,
me diz afoito que trate
de ir com ele a combate
peito a peito, braço a braço."
Tomás Antônio Gonzaga
10 Capítulo
Três semanas depois...
Será que fizera certo deixar se manipular pelos caprichos de Tomoe. Voltar para aquela cidade para passar um mês era castigo e não férias. Ali ficaria mais perto do pecado do que se estivesse em uma turnê estafante pelo o continente. Não queria se aproximar de Kaoru, não queria ter que se sentir preso a ela...Não queria sentir os olhos azuis o recriminando pela a morte do pai. Não queria ter que agüentar Enishi em sua casa o ameaçando. Aquela seria uma longa féria...
-Até que enfim aquela sua empresária acertou em alguma coisa, amor.-falou Tomoe encantada com a mansão que Julia havia alugado para ambos.
-Julia sempre faz o melhor. Apenas você com sua visão errada não percebe o quanto ela é importante para minha carreira.-resmungou de mal-humor.
Estava terrivelmente preocupado com Kaoru. Desde que Julia falara sobre sua suspeita aquela maldita frase não saia da cabeça, o impedindo de tudo até mesmo de compor. Algo mexia com ele quando imaginava Kaoru a beira da morte... Não, não, Kaoru tinha que estar bem... no máximo seria uma estafa nervosa, que devia ter sido agravada com sua presença e nada mais. Aquilo era mais um motivo que o deixava longe dela. Que o impedia de se aproximar de Kaoru. Ela estava melhor sem ele...
-Você sempre vê meu lado ruim.-rebateu Tomoe olhando no espelho.-Eu sempre tratei Julia de uma maneira educada, foi ela que nunca me achou mulher o suficiente para você.
-Ambas estão erradas.-falou indo para o lado da namorada.
-Eu tenho mais motivos do que ela para me odiar.-falou abraçando ele.- Merecemos tudo isso meu amor...-mudou de assunto o beijando nos lábios.-Faz tempo que não ficamos sozinhos.
Bem ou mal tinha algum resquício de sentimento por Tomoe. Ela poderia ter seus defeitos, mas fora à única que conseguira remover do buraco que se encontrava após a morte de Shishio e o afastamento de Kaoru. Ainda se lembrava com perfeição do momento na qual a tivera em seus braços pela a primeira vez. Fora um dos momentos mais belos de sua existência. Não era hipócrita para falar que sentira algo maior por Tomoe do que havia sentido por Kaoru. Ambos eram sentimentos completamente diferentes... Havia sentido por Kaoru algo intenso, apaixonado, estar ao lado dela era todos os dias ter que passar pelo o inferno e pelo o céu também. Nunca mais havia sentido algo tão intenso em sua vida depois disso... A magia havia ficado para trás assim como seu passado obscuro. Com Tomoe sentia desejo físico. A mulher sabia como agradar um homem na cama como ninguém, além de ser uma companhia agradável para o seu momento de solidão.
-Não seja exagerada, meu amor.-falou sorrindo passando as mãos no cabelo dela.
-Eu sei...Mas estava com saudades de ficar assim com você.-disse beijando o rosto dele.-Desde a viagem para essa cidade há um mês atrás que não temos mais ficado juntos... Até cheguei a pensar que estava cansado de minha pessoa.
-Jamais ficaria cansado de você, Tomoe.-sussurrou no ouvido dela.-Como ficaria cansado de uma beleza tão encantadora e de uma mulher brilhante que me completa em todos os sentidos.
-Não sei... uma outra mulher.-falou em tom de brincadeira, não notando a palidez repentina de Kenshin.-Uma antiga namorada de adolescência...
A frase de Tomoe soou com o efeito de mil bombas dentro de si. Por mais que olhasse para os olhos dela não encontrava indícios de que ela soubesse sobre o ocorrido na rádio naquele fatídico dia, e nem que ela soubesse que Kaoru havia voltado para sua vida de forma surpreendente. Mas isso não era nada... Havia Enishi com sua fixação pela a irmã. Afinal ele e Julia eram os únicos que sabiam do que havia ocorrido há um mês atrás.
-Não aconteceu nada Tomoe.-mentiu desvencilhando-se dos braços dela.-Estou apenas cansado.
-Por isso tínhamos que tirar férias meu amor.-falou abraçando-o pela as costas.-Vamos aproveitar esse mês que temos sozinhos para ficarmos assim abraçados, conversando, nos beijando... Tudo que não podemos fazer quando temos milhares de fanáticas se estapeando para ficar a seu lado.
Esperava ter descanso. Algo que era quase impossível tendo em conta que tinha Kaoru tão perto. Antes era fácil esconder o que sentia, negar os seus sentimentos, mas agora ela estava tão perto que o deixava nervoso com uma vontade enorme de procurá-la. Mas era impossível... Kaoru o odiava, e o pior era que tinha motivos para isso.
-Mais tarde irei te mostrar o nosso quarto.-sussurrou maliciosa em seu ouvido.-Quero muito ver nossa cama de casal. Julia falou que era confortável, mas não confio nela.
-Eu sei.-falou gargalhando.-Não implique com Julia, Tomoe.
-Eu não estou implicando com ela...
-Está sim.
-Ta bom... tanto faz como me sinto com ela, você jamais irá dispensá-la.- falou beijando o pescoço dela.
-Nunca irei dispensar Julia. A não ser...
-A não ser?
-Se ela trair minha confiança.-falou com os olhos sombrios.-Algo que jamais irá acontecer.
Ninguém sabia do dia de amanhã, pensou Tomoe sorrindo maquiavélica para si.Julia era boazinha demais e seria fácil armar contra ela. Não agora que estava tão bem com Kenshin... Havia passado por uma pequena crise, o que era normal, pois qual homem não se sentiria balançado ao rever o primeiro amor ainda mais bela como Kaoru havia ficado. Kenshin era inocente, pensava que não sabia do que havia ocorrido há um mês atrás. Mas sabia de tudo nos mínimos detalhes. Jamais daria o braço a torcer... Não perderia Kenshin. Ficar com ele era questão de orgulho, além de ser uma bela visualização para sua carreira. Eram o casal do ano, o casal mais belo, o casal mais amado de todo o Japão. Títulos que davam não apenas a ela como a ele fama e dinheiro. Tinham que ficar juntos... Ambos se completavam como ninguém. E Julia era seu único empecilho, por isso devia tirá-la de seu caminho.
-Isso jamais irá acontecer.-falou com um sorriso falso.-Não vou com a cara dela e ela muito menos com a minha, mas tenho consideração pelo o talento dela como sua empresária.
-Julia é uma mulher de fibra, mas não estamos aqui para falar dela.-falou ele a beijando nos lábios com paixão.
Era tão bom sentir Tomoe entre seus braços. Lembrava-se da época que ficara louco para levá-la para a cama, e ela sempre se negando a ele. Isso dera uma dimensão maior ao relacionamento de ambos. Tomoe depois de Kaoru fora a única que o fizera pensar em casamento. Mas pensando bem seu casamento com Tomoe seria ridículo... Os dois se davam bem sem estarem amarrados por um papel.
-Agora não Kenshin.-ela falou saindo dos braços dele.-Os empregados estão nos olhando.
Só então pode perceber que uma fila de mais de doze empregados se formava a sua frente. Pensara que seria apenas ele e Tomoe naquela casa, nunca imaginara que haveriam empregados... Era um músico famoso que queria uma certa privacidade enquanto estivesse de férias, mas parecia que Julia e Tomoe haviam preparado tudo para que não ficassem sozinhos.
-Bem, vou apresentá-los a você Kenshin.-falou Tomoe sorrindo.
Não falava nada apenas observava cada rosto que ganhavam nomes a cada segundo. Era estranho, nunca precisara de tantos empregados em sua vida. Aliás, odiava, se sentia vigiado por eles. Tanto que em seu apartamento só uma faxineira ia lá por semana. O resto tudo ele fazia, até cozinhava. Coisa que Tomoe não parecia nem saber o nome.
-E por último, esse é o nosso jardineiro Yahiko Myoujin.-a voz de Tomoe o tirou do estado crítico que se encontrava sua mente.-Tão jovem, mas Julia falou que tem a mão de um anjo.
Kenshin levou um susto ao perceber de quem se tratava Yahiko Myoujin. Não podia ser ele... Afinal o menino trabalhava com Kaoru, não podia agora depois do nada estar ali trabalhando em sua casa. Ainda mais sobre o aval de Julia.O que havia acontecido? Kaoru não estava bem a ponto de não mais trabalhar? Precisava saber da verdade se não ficaria maluco.
-Prazer tê-los em nossa provisória residência.-Tomoe disse por último.- Agora podem voltar a seus afazeres.
Kenshin havia ficado sério de repente isso a estava deixando intrigada. Sabia e conhecia muito bem sua forma de viver. Preferia ficar sozinha e ter sua privacidade com ele, mas aquela casa era enorme nem ele e nem ela teriam condições de cuidar de tudo aquilo sozinhos sem ajuda sequer de trabalhadores especializados. Esperava que um ato inocente de sua parte não tenha acabado com a sua tão esperadas férias.
-Aconteceu algo que te magoou, meu amor?-ela perguntou observando o rosto pálido do namorado.
Kenshin não respondeu, apenas subiu a escada em silêncio. Deixando Tomoe abismada com a atitude de seu amado músico.
Kaoru olhava-se no espelho com autopiedade. Um sentimento que deveria ser o último que deveria sentir já que estava doente. Tinha que reagir a depressão que tomava sua alma fazendo-a ficar trancada em seu quarto pensando que era o último ser humano do mundo. Estava morrendo sabia disso, não estava revoltada ou muito menos com medo, deixara esses sentimentos para trás. A sua vida já era tão curta para ficar pensando no quanto estava com medo de deixar a família sem nenhum amparo. Deveria estar aproveitando os seus últimos momentos de existência... Curtir tudo que os anos e o destino tirara dela com a mão grande.
-Querida...-a voz doce da mãe soou em suas costas.
-O que foi, mamãe?
-Você tem visita.
Antes que sequer pudesse anunciar, Julia já entrara no quarto com o bom humor característico. Não pode deixar de sorrir para a amiga.
-O que faz aqui a essa hora da manhã, Julia? Seus astros estão indo a falência?-perguntou irônica.
Julia sentiu o peito comprimir quando observara sua grande amiga se definhando em um quarto escuro. Precisava resgatar Kaoru nem que ficasse pobre depois... Nunca deixaria a amiga morrer tão jovem. A tiraria daquele lugar e a levaria para o melhor especialista no problema dela que existisse no Japão. Desde que Yahiko ligara para sua casa contando tudo que estava ocorrendo entrara primeiro em pânico por estar à via de fatos perdendo sua amiga quase irmã, e segundo por estar de mãos atadas, pois Kaoru já parecia estar resignada com a sua morte.
-Não, minha querida amiga, mas estão estafados devido a grande demanda de trabalho que chega até eles.-disse sorrindo indo sentar aos seus pés.
-Louvadas sejam as fãs de Kenshin e cia, afinal elas são o fogo que os alimentam.
-Ai é que está enganada, amiga.-falou reprimindo o tom irônico e triste de Kaoru. Percebia que sua amiga ainda amava e muito Kenshin, era uma pena que o destino de ambos estejam no momento tão oposto.-Kenshin tem fama, dinheiro, carro, mas ele não é feliz...
-Por que será que não acredito em suas palavras, Julia?-falou sagaz.-Há um mês atrás o vi muito animado falando de seu casamento com uma modelo...Ou será atriz...Ou será cantora, realmente não.-concluiu fingindo de desentendida.
-Olha só a famosa "speaker" agora assistindo programas de fofocas!-zombou impiedosamente Julia. De alguma maneira tinha que fazer Kaoru reagir era quase impossível ver Kenshin se casando com a adúltera da Tomoe.-Nunca te imaginei no papel de fofoqueira, apesar de que...
Kaoru corou fortemente odiava se mostrar frágil. Já não era a tímida Kaoru que se deixara levar pelo o amor e se envolvera com um homem que fora o assassino de seu pai. Ela não era mais uma criança e sim uma mulher que tinha poucos meses de vida. Se conformava com isso... essa era sua sina, e depois de todos esses anos merecia um descanso. Pouco realmente importava se Kenshin iria se casar ou não. Para ela a única coisa que restava era a sensação de profunda tristeza por não ter reagido aos fatos igual a ele. Enfim Kenshin havia reencontrado a felicidade, ao contrário dela que vivia perturbada pelos fantasmas do passado.
-Pouco me importa com quem Kenshin divide a cama, só apenas acho que você deveria estar assessorando ele no momento.-falou mordaz.
-Ele não precisa de mim para fazer sua cama à noite, Kaoru.-disse sorrindo.- Cuido da parte financeira dele e não da sentimental. Sinceramente acho que isso é a mais pura fofoca... Kenshin nunca foi capaz de te esquecer.
-Não fale asneiras, Julia.-replicou mal-humorada.-Eu sei muito bem que Kenshin Himura nunca me amou... Ele apenas me usou para sua vingança sórdida.
-Não acredito que Kenshin tenha sido tão cafajeste assim.
Rindo histericamente, Kaoru falou:
-Não precisa ser advogada de defesa dele, Julia. Como você mesma disse é apenas empresária dele.
-Olha Kaoru...Sei muito bem que não é fácil você perdoar Kenshin...Sei que seu coração ainda está carregado de ressentimento por ele, embora ali no fundo sabe muito bem que ainda o ama com intensidade...
-Por favor, Julia.-calmamente falou.-Não quero mais falar de Kenshin e muito menos relembrar meu passado...não percebe que sofri demais...não percebe que ainda sofro muito por tudo isso.
Kaoru amava Kenshin, e isso vinha de vidas passadas. Talvez a amiga esteja passando por um momento delicado, e precisa repensar em muitas coisas. Afinal a pobre Kaoru sofrera por muito tempo, quando Kenshin se recuperava do trauma no colo de Tomoe... Mas tinha fé de que romperia aquela maldita barreira que estava matando sua amiga... e num futuro próximo, bem próximo estaria batizando o rebento daquele casal tão sofrido.
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Divagando em seu mundo, Kenshin compunha como nunca. Era mais forte do que ele, mas não parava de pensar em Kaoru. Sim, não parava de pensar naqueles olhos azuis escuros... Era estranho, pois há anos Kaoru deixara de ser apenas um sonho em sua vida... E agora devido aquele malogrado encontro era a única pessoa que ele pensava, e que desejava encontrar. Talvez devido a sua estada naquela cidade que marcara tanto sua vida. Fora ali que havia sido feliz... Fora ali que matara pela a primeira vez... fora ali que deixara seu primeiro grande amor, e talvez o único.
-Que lindo, amor.-falou Tomoe entrando no estúdio.-Pensei que quisesse descansar nesse período...
Largando o violão, Kenshin levantou. Indo até a janela acendeu um cigarro...
-Você está bem, meu amor?-perguntou Tomoe preocupada já que não era costume ver Kenshin fumando.
-Sim, por quê o motivo da pergunta?!-indagou cinicamente.
-É...é que não é costume vê-lo fumando, e por isso pensei...
-Mas isso não é motivo para pensar que estou morrendo, ainda mais você que jamais se preocupou com essa questão.-falou nervoso, sabendo que a preocupação da namorada tinha um fundamento. Estava nervoso por estar confuso, ou melhor, ansioso por ver Kaoru, e isso o fazia fumar compulsivamente.-O que traz você aqui, minha amada?-perguntou tentando se acalmar.
-Fiquei preocupada...Pensando que estava zangado comigo só porque contratei aquelas pessoas para me ajudar.-Falou abraçando ele pela a cintura.-Você sabe muito bem que sou uma péssima dona de casa...
-Não vou mentir que queria mais liberdade, mas todos me pareceram discretos e simpáticos.-soltando ela foi até a janela novamente.-Agora só quero tempo para fazer as maiores burradas de minha vida.-concluiu sorrindo.
Feliz, Tomoe foi até ele e passou a mão no rosto tenso do amado. Às vezes pensava que não conhecia o amado. Ele era tão distante...Era como uma estrela inalcançável, mas não deixava de ser o seu Kenshin.
-Pelo o visto terá sucesso, amor.
-Sei que terei...-falou olhando diretamente em seus olhos.-Sei que terei...
Beijando os lábios de Kenshin com paixão, Tomoe percebeu que alguma coisa havia mudado... Não com ela, mas sim com ele. Seu Kenshin não era o mesmo...
-Vou visitar meu irmão na rádio.-comunicou ela indo até a porta.-Há tempos que não conversamos, e acho que está mais do que na hora dele saber que você fará de mim uma mulher honrada, e assim entregar o convite do nosso casamento.-pausadamente continuou.-Sei que não tem um relacionamento nada amigável com ele, mas ele é meu único parente vivo...
-Não precisa se explicar, Tomoe.-falou dando as costas.-O casamento é uma data especial, e você tem o direito de convidar quem desejar.
Magoada com a indiferença de Kenshin, Tomoe falou:
-E assim será, meu amo.
Logo em seguida escutou um estrondo de portas sendo fechadas. Ela fizera o certo... e ele não se sentia nem um pouco arrependido por sua atitude. Afinal o que estava acontecendo com o seu coração?
(&)
-Você tem certeza do que está planejando, Yahiko?-perguntou Tsubame abraçada ao namorado.-Não é brincar demais com vida alheia?!
-Não, sei que Kaoru está morrendo por amor, e que Kenshin a ama...Eu vi isso no hospital.-falou abraçando a namorada com mais veemência.-O que não posso deixar acontecer é que Kaoru morra e Kenshin se case com aquela mulher.
Tsubame não o compreendia...Ela ainda era jovem e romântica demais para saber sobre o amor e seus mistérios. Ele próprio não sabia, mas bancaria o cupido... Se Kaoru não lutava pelo o homem de sua vida, ele lutaria por ela. E isso não tardaria acontecer. Pois o festival estava chegando...E Kenshin havia prometido que iria ajudá-lo... E ele não se esquecia das promessas.
Lutaria com unhas e dentes, afinal ele sabia o que era sofrer por amor, pois não foi sempre que a sua Tsubame fora dele... E por isso não desistiria de juntar aqueles dois cabeças duras novamente.
Olá Pessoal!!!
Bem, desculpa a demora mais uma vez, mas é que fiquei sem tempo. Trabalhar e estudar ao mesmo tempo é difícil... Ainda mais escrever, mas terminei. E o pior é que meu PC parece que odeia a net, pois é terrivelmente indiferente ao discador. Ainda mais que ele é novo então qualquer problema se torna em conflito horrível.
Agradeço muito a Li, que vem fazendo o favor de corrigi meu erro; e a Carol, lere, Madam Spooky, Carol Malfoy , Darkness Hime e a M. Sheldon. Obrigada por tudo mesmo... E não se esqueçam de enviar suas opiniões (elas são de grande valor a minha alma sedenta por elogios ou criticas).
Um beijo!!!!!!!!!
Anna
