Yoru no Hana
Ayame Demonwolves
Pokémon não me pertence. Está sendo usada por mim como forma de entretenimento sem fins lucrativos.
Capítulo 10 – A princesa e o guerreiro.
Gary acordou aquela manhã com uma tremenda dor de cabeça. Estava ardendo em febre, ainda. Aquela chuva definitivamente não havia feito nada bem á ele mais em compensação àquela noite rendera bons momentos que teriam feito a febre adquirida valer a pena se não fosse por aquela maldita revelação que Melissa fez para Gary. Ele bufou ao lembrar daquele episódio que tanto tentava esquecer e ao mesmo tempo fazia questão de lembrar. Olhou em direção a janela do quarto, ainda chovia. Vestiu-se e desceu para tomar café porém nem pode chegar na cozinha que Melissa foi logo o expulsando do recinto e mandando que ele voltasse para a cama e descansasse que ela levaria o café da manhã para ele. Para Gary só sobrou a opção de obedecer, pois mesmo que Melissa fosse a típica garota gentil e amável, quando ela queria sabia ser dura e persuasiva.
Gary esperava sentado sobre a cama o café da manhã que Melissa havia prometido levar para ele e enquanto isso observava alguns pokémons aquáticos brincando na chuva, entre eles um Golduck que Gary acreditava ser o pokémon super protetor de Melissa. Ele riu para si mesmo quando lembrou do ciúme que o pokémon sentia para com a sua dona e imaginou o que ele faria se soubesse o que havia acontecido naquela caverna ontem a noite.
Para a surpresa de Gary quem entrou no quarto trazendo sua bandeja de café da manhã e interrompendo seus pensamentos fora Ash que após apoiar a bandeja sobre a cama sentou-se na outra extremidade da mesma.
- E ai, Gary? O que aconteceu ontem a noite? Você conversou com ela?
- Sim. – Disse enquanto mordeu um pedaço do pão. – Conversei com ela e no final ficou tudo certo. Ela me perdoou pelo que eu falei.
- É, o tempo fez milagre contigo Gary.
- É. Eu sei...
- O que vai fazer agora? – Perguntou Ash enquanto virou o rosto para a janela observando os pokémons que antes Gary observava.
- Não sei. Só porque ela me perdoou não quer dizer, que minha situação com ela melhorou. Ela continua noiva daquele tal de Johan e eu continuo sendo o idiota que não tem chances.
- Nunca achei que ouviria você falar esse tipo de coisa. – Ash debochou rindo um pouco. Gary o reprimiu com olhar.
- A ultima coisa que preciso agora são de ironias, Ash!
- Desculpa. Mais você sabe que chega a ser engraçado. – Comentou. Gary anuiu. O pior de tudo era que Ash estava certo.
- Quando parte?
- Hoje mesmo. Estou indo embora daqui a alguns minutos.
- Mais já?
- Só vim visitar vocês. Dar um rápido oi. O pessoal está me esperando na cidade vizinha.
- Está indo para onde?
- Para a liga das ilhas Margarath.
- Sério? Boa sorte para vocês, então! Vê se ganha dessa vez!
- Pode deixar! – Ash abriu um largo sorriso para o amigo.
- Bem, acho que já vou então. É uma longa estrada pela frente. – Ash se levantou.
- Certo. Cuide-se e mande lembranças ao pessoal.
- Pode deixar. Boa sorte para você com a Melissa.
- Valeu. – Gary sorriu e acenou de leve ao amigo que saiu do quarto após se despedir.
Algumas horas se passaram. Gary já havia terminado de comer a tempos e havia deixado a bandeja de comida sobre uma pequena mesa que havia em seu quarto. Estava deitado na cama olhando para o teto mergulhado em seus pensamentos. Ash já havia partido a algumas horas e Melissa provavelmente estava cuidando dos pokémons do laboratório. Ele fechou os olhos. Não conseguia parar de pensar naquele bendito beijo. Foi quando a porta de seu quarto abriu e Melissa entrou. Ela não morria tão cedo. Ele a fitou com um sorriso e se sentou sob a cama. Ela sentou-se ao lado e levou a mão a testa dele para ver se o mesmo estava com febre ainda.
- Está menos pior mais ainda está com febre. Tem que continuar em repouso.
- Você daria uma boa médica.
- Não. – Ela riu. – Não gosto muito de sangue, não daria certo!
Ele sorriu. Ela era sempre graciosa.
- Vai ensaiar que horas hoje?
- Não vou ensaiar.
- Mais não havia prometido a Mandy?
- Sim. Mais isso foi antes de você ficar com febre. Não vou te deixar aqui sozinho nesse estado e muito menos posso levar você comigo com febre.
- Você não precisa ficar aqui cuidando de mim, Melissa. Não quero lhe atrapalhar.
- Você não me atrapalha.
- Atrapalho sim. Você deveria estar ensaiando.
- Eu vou ensaia. Vou revisar todas as falar mais tarde.
- Então me deixe, pelo menos, te ajudar quanto a isso. Podemos ensaiar juntos...!
- É uma boa idéia. – Ela sorriu.
Naquele dia Gary passou a tarde toda ensaiando com Melissa. Ele adotou o papel do guerreiro e de qualquer outra pessoa que contracenava com a princesa, no caso, Melissa. Aquelas situações renderam risos e mais risos. A tarde passou voando e a noite chegou rapidamente. Após o jantar Gary já estava sem febre e parecia bem melhor do que antes. Ensaiaram mais um pouco, juntos até altas horas da noite. O tempo voava e eles nem percebiam.
- Porque veio aqui essa noite, Flor? – Indagou Gary tentando interpretar o guerreiro, par romântico da princesa.
- Me sentia sozinha.
- Sentia-se sozinha? Você tem todos que quer ao seu lado, Flor. Como pode se sentir sozinha?
- Como? Será mesmo que não sabe? O finge não saber?
- Sozinho estou eu, nesta imensa cidade.
- Não me respondeu.
- Você não está sozinha. Nunca esteve. Nem sabe o que significa solidão.
- Engano seu. Eu sei. Eu sei porque a sinto todo o tempo. Todo o tempo que não estou perto de você. – Gary a fitou nos olhos. Já havia guardado as falas de tanto as repetir.
- O que disse?
- Disse que sem você ao meu lado me sinto só. Disse que sem ti não sei viver.
- Tola princesa. – Ela abaixou o olhar. Gary se aproximou. – Esperei todo esse tempo para ouvir de tua boca essas palavras. – Ela levantou novamente o olhar fingindo surpresa. - Sobrevivi batalhas para poder ouvir de teus lábios essas palavras. Esperei tanto tempo, te amando em silêncio com o temor de nunca poder ter teu amor. – Gary tocou o rosto de Melissa e continuou. – Mesmo sabendo que esse amor era impossível...Sempre tive esperanças.- Ele pausou. – E para sempre continuarei tendo.
Aquela ultima frase não estava no roteiro e Melissa sabia disso. Havia sido Gary falando aquilo e não o guerreiro amante da princesa. Ele continuava a se aproximar dela, lentamente. Melissa mantinha-se imóvel e não fazia força nenhuma para fugir daquela situação. E não fugir porque não queria fugir. Ele fechou os olhos e roçou seus lábios com os dela. Não queria forçá-la á nada e por isso não a beijaria de primeiro, precisava da aceitação dela. Sentia seu coração bater acelerado e, ao mesmo tempo, apertado aguardando a reação dela. Estava inseguro. A resposta foi direta e muito melhor do que Gary havia esperado. Ela envolveu seus braços no pescoço dele e abraçou-o, beijando-o apaixonadamente. Gary retribuiu cada gesto dela com o dobro de carinho e paixão. Mesmo que soubesse que aquela situação era errada e inconseqüente, nem ele e nem ela conseguiam controlar seus corações. Não podiam mudar o fato de estarem apaixonados um pelo outro.
Gary afagou os cabelos dela levemente enquanto deslizava a outra mão pelas costas da garota. Beijava-a com paixão e doçura porém não deixava de a provocar com leves mordidas nos lábios entre o beijo. Ela parecia gostar, pois devolvia as mordidas e correspondia ao beijo com desejo. Aos poucos aquele beijo cessou e os dois puderam afastar um pouco os corpos. Ele a fitou nos olhos e ela fez o mesmo, porém não esperou nem que ele tivesse tempo de pensar em algo para falar. Levantou-se rapidamente e correu para seu quarto, deixando-o sozinho. Gary ia tentar ir atrás dela porém desistiu. Ela precisava de um tempo sozinha e aquele beijo já havia deixado-o mais fez do que qualquer outra coisa. Não pelo mero fato de ter sido um beijo, mais por ter sido um beijo dela. Um beijo que era desejado por ambas as partes. Um beijo que havia feito-o entender que ela o amava tanto quanto ele.
UI x Será que Gary pode mesmo ter esperanças? Pergunta idiota / ahuhauhauhaa
Espero ter agradado 'u'/ ahuhaua
Beijos e até a proxima povo \o\
