CAPITULO OITO

Ao se preparar para o jantar daquela noite, Rin es­tava tão apreensiva quanto empolgada. E duplamente determinada a não desapontar a princesa Izayoi. Mas quando a camareira viera pegar o seu vestido, descobri­ram que havia ocorrido uma calamidade.

Primeiramente, um grito desesperado atraiu Rin ao quarto de vestir.

-# Você está bem? - Ela perguntou ansiosa, abraçan­do a moça angustiada.

-# O seu vestido... aquele traje lindo... eu não consigo encontrar.

-# Mas não pode ter desaparecido - Rin disse cal­mamente. - Venha, vamos procurar juntas, nós o en­contraremos.

À medida que procuravam, a confiança de Rin co­meçou a diminuir. Ela piscava nervosamente enquanto revirava as roupas pela segunda vez. Só havia um traje especial para esta noite, e não estava em lugar algum.

Rin não demonstrou sua preocupação para a ca­mareira, mas perdera mais do que um vestido, perdera a chance de se mostrar para Sesshomaru de uma forma dife­rente...

-# Talvez pudesse usar um outro vestido, signorina? - a camareira sugeriu em desespero.

A preocupação de Rin se voltou para a decepção da moça.

-# Que boa idéia, vamos escolher juntas - ela suge­riu, tentando demonstrar animação.

Mas não havia nada que se comparasse àquele outro, e depois da procura em vão, a camareira sugeriu verificar todos os outros quartos de vestir no caso de ter ocorrido algum tipo de troca.

-# O que quer que tenha acontecido com o vestido, isso não é motivo para chorar - Rin lhe garantiu. - E já é tarde para se começar a procurar por todo o palácio - ela salientou com lógica. Com a camareira quase aos prantos outra vez, Rin precisava ser prática, mas não era fácil quando a perda do vestido significava um tremendo golpe.

-# Por favor, deixe-me procurar pelo vestido, signorina - a camareira implorou. - Nunca se sabe, eu posso encontrá-lo.

-# Tudo bem, mas caso não consiga, não quero que se preocupe. Enquanto você faz isso, procurarei mais uma vez no armário. Tenho certeza de que encontrarei algo para usar.

Rin pegou alguns vestidos formais e os descartou por vários motivos.

Alguns decotes se estendiam até a cintura, o que com suas formas não seria prudente. Todos os sapatos tinham saltos finos e ela ficava apreensiva, mas o tempo estava passando e nem sinal da camareira voltar.

Rin olhou pela janela e ficou com a garganta seca ao verificar que havia uma fila de limusines no acesso ao palácio. A princesa Izayoi a preparara para isso e queria que se sentisse confortável na companhia de pessoas de tão alto nível, mas agora tudo estava dando errado. Ela olhou para a porta, não poderia mais esperar pela ca­mareira, Não arriscaria se atrasar para a princesa. Era preciso escolher algo para vestir...

Nesse momento, Rin fez uma outra descoberta preocupante: tudo o que estava no armário era pelo menos um numero menor. Isso não fazia sentido. As costureiras da princesa Izayoi eram tão eficientes e precisas com as medidas e seria quase impossível que tivessem come­tido um erro elementar. Ela começou a desconfiar que alguém fora responsável pelo erro para humilhá-la.

Retornando para o armário, selecionou um vestido justo adornado com contas e com um rabo de peixe im­pressionante. Não fora por acaso que ele escorregou do cabide e caíra aos seus pés, e ela interpretou isso como um sinal. Agora, esperava que o destino estivesse do seu lado.

Ao vesti-lo, Rin descobriu que não conseguiria fe­char todos os botões nas costas. Olhando para o relógio, ficou mais ansiosa ainda. Entrar no salão de banquetes depois que o rei estivesse sentado era uma grave quebra de protocolo, e ela não tinha a intenção de deixar a prin­cesa Izayoi constrangida.

Então onde estaria a camareira? Teria sido raptada? Rin começava a achar que o sumiço do vestido não fora um engano, e que talvez a camareira tivesse sido solicitada para uma outra missão pela mesma pessoa que retirara o vestido para ganhar tempo. Certamente o ves­tido fora retirado dali, Rin pensou, enquanto lutava com os botões.

Infelizmente, a essa altura, as maçãs do rosto já esta­vam da cor de beterraba, e os cabelos tão bem penteados se tornaram um emaranhado. Olhando-se no espelho, Rin sentiu que iria chorar. O corpete cravejado mal cobria os seus seios fartos, que ameaçavam saltar a qual­quer momento. Ela estava um desastre, e agora já era tar­de para tentar encontrar outra coisa para usar. O fabuloso vestido não lhe caíra tão bem como imaginava. Era tão justo que deixava à mostra cada gordurinha acumulada durante toda a sua vida. E ainda tinha que escolher os sapatos...

Como poderia escolher se não conseguia se curvar? Pulando em um pé só, tentou fisgar com o dedo os sapa­tos de salto alto.

Alongue suas linhas, não era esse o conselho para as mulheres gordinhas e baixas das revistas femininas? Foi o que ela fez, tornando-se um desastre ambulante. En­chendo a mão com grampos de cabelo enquanto camba­leava até a porta, colocou-os na boca, pretendendo enfiá-los nos cabelos enquanto corria para o banquete.

Rin fez um esforço para desacelerar quando che­gou à entrada principal do salão de recepção e tentou imitar todos os outros, mas não era fácil quando se es­tava dentro de um vestido apertado e mal conseguia dar um passo calçando sapatos instáveis. Como se não bas­tasse, todos eram parte de um grupo ou casal, exceto ela...

Ela só precisava representar. Era uma mulher alta e elegante... uma mulher do mundo, confiante e controla­da. Estava completamente à vontade no palácio, como se estivesse em casa...

Ao chegar à entrada, Rin avistou a princesa Izayoi a sua espera. A princesa conversava animadamente com um grupo de amigos, e estava maravilhosa. E, mesmo tentando evitar olhar, viu Sesshomaru ao lado da mãe.

Estava furiosa consigo mesma por permitir que Sesshomaru a deixasse tão abalada. Olhando ao redor, procurou uma rota de fuga. Tudo o que precisava era de alguns minutos para se recompor e então estaria bem...

Alguns minutos ao ar livre seriam perfeitos, Rin decidiu, localizando uma saída para o jardim. O empre­gado imediatamente abriu a porta para ela, e no momen­to que ouviu o barulho da porta se fechando, respirou aliviada. Como imaginava, estava mais fresco no jardim. Ela respirou fundo algumas vezes antes de retornar.

Mas ao retornar, percebeu que as luzes do corredor haviam sido apagadas. Subindo em direção a porta, pressionou o rosto contra o vidro. O empregado não es­tava mais lá. Tentou girar a maçaneta, mas estava tran­cada.

Desperdiçou minutos preciosos em pânico, sacudindo a maçaneta e olhando para o corredor deserto, até que finalmente se convenceu de que deveria procurar outra saída.

A claridade estava diminuindo e as paredes altas tor­navam-se escuras e opressivas. Ela nem sabia se estava indo na direção certa... O vestido substituto e pesado pe­las contas parecia uma armadura. Rin começou a suar com a agitação.

Ao ouvir vozes, ela se apressou. Era cozinha do palá­cio, Rin percebeu aliviada. As portas estavam abertas para aliviar o calor...

As pessoas faziam comentários quando ela entrou triunfalmente pelas bancadas dos cozinheiros. Não ou­sou tocar em nada, o caminho estava escorregadio. Rin ficava cada vez mais vermelha, e sabia, mesmo sem tocar, que seus cabelos estavam despencando e ficando crespos. Havia uma área de serviço no final da sala e uma fila de garçons prontos. Agora era tarde para se pre­ocupar com a gafe de aparecer no salão depois do rei Giorgio. Não havia outro jeito para entrar e, tendo acei­tado o convite da princesa Izayoi, nada a impediria.

Quase se desequilibrando, ela balançou em cima do salto e, pedindo licença, se espremeu pela fila de garçons que aguardavam. O homem que estava na porta ficou tão surpreso ao vê-la, que se esqueceu de barrá-la quando passou por ele.

A luz era tão intensa que a deixou cega, a claridade proveniente de uma dúzia de candelabros veio direto na sua direção, junto com o brilho dos diamantes, o cintilar do champanhe... Ela não sentia calor agora, apenas o si­lêncio frio de fileiras e fileiras de rostos que se viravam na sua direção.

Ao ouvir uma gargalhada nervosa, Rin percebeu que era a única pessoa no enorme salão que achou a sua situação remotamente engraçada. E deveria haver aproximadamente 500 pessoas ou mais no banquete, in­cluindo a Família Real, sentada em um tablado elevado. Os garçons pressionavam as suas costas e ela não tinha como retornar...

E, surpreendentemente, Sesshomaru estava ao seu lado. Seus seios estavam na altura da visão dele e ela mal conseguia respirar. Sesshomaru ajudou-a a ajeitar o vestido... acalmou-a enquanto tentava dar o seu primeiro passo...

-# Espere - ele a interrompeu.

Ela se apoiou no braço dele, bem consciente de sua força. Afigura de Sesshomaru ao seu lado validava sua presença no banquete. E, claro, estaria imune aos rumores e risinhos que vinham em sua direção...

E agora só havia o silêncio. Mas até Sesshomaru parecia não estar com pressa para se mover. Ficou parado, como se todos estivessem satisfeitos por terem a oportunidade de se deleitarem ao olhar para eles. E como até Sesshomaru esta­va preocupado, Rin teve que admitir que estava certo. Ele vestia o uniforme com orgulho. Em qualquer outro homem, isso poderia parecer afetado, mas em Sesshomaru só realçava a sua masculinidade.

Mas ela não precisava que ele lhe colocasse rédeas. Ela poderia se virar perfeitamente bem sem ele.

-# Nico, eu sou bem capaz de...

-# Não agora, Carrie.

Sesshomaru segurou sua mão com firmeza, não lhe dando alternativa, a não ser acompanhá-lo.

Parando aos pés do pequeno tablado, ele saudou o rei e deu a entender que ela faria o mesmo.

-# Quando é que isso irá terminar, Rin? - Ele mur­murou quando abaixaram as cabeças, então, erguendo-a outra vez, conduziu-a até a presença da Família Real.

Quando já estava sentada ao lado da princesa Izayoi, Rin se sentiu como se alguém tivesse espremendo o seu estômago. Não havia suavidade no olhar da prince­sa, apenas um olhar que a encorajava a ser forte. Ela estava sentada há pouco tempo, quando Sesshomaru se curvou e sussurrou algo para sua mãe.

-# Não se preocupe, mamãe, tenho certeza de que en­contrarei uma outra cadeira.

Percebendo o erro, Rin ruborizou e tentou se levan­tar outra vez, mas ã princesa a interrompeu.

-# Ele já é bem crescidinho para se arrumar sozinho - ela disse, piscando o olho.

Erguendo olhar, ela achou ter visto um certo diverti­mento na expressão de Sesshomaru também. Ele estaria rindo dela?

Ao sentar-se, Sesshomaru percebeu que acabara de trocar o olhar mais carinhoso em toda a sua vida com a mãe. A garra de Rin deixara ambos impressionados. Ela certamente abandonara o conservadorismo. Há quanto tempo ele não relaxava desse jeito em um banquete? Há quanto tempo alguém não quebrava todas as regras só para agradar ao rei? Que não conseguia tirar os olhos dela, ele percebeu. Para ficar mais próximo de Rin, ele moveu sua cadeira.

Rin ficou tensa quando Sesshomaru veio sentar-se ao seu lado. Não prestava mais atenção em nada, a não ser no olhar altivo dele para ela.

-# Minha mãe me disse que houve alguma confusão com o seu vestido - ele disse, chegando mais perto.

-# Tenho certeza de que deve ter ocorrido algo. Você fará algo com relação a isso, não é?

Ele olhava direto para a fenda do vestido dela.

-# E o que você sugere? - Rin perguntou, sen­tindo o rosto corar. Os seios quase saltavam do corpete desconfortável e teve que fazer um ajuste rápido para evitar um desastre público.

-#Fascinante - Sesshomaru murmurou, chegando mais per­to ainda. - Tanto estilo e graça... Como uma convidada real, você fez uma bela apresentação, Rin Evans.

-# Se você tivesse me ouvido na primeira vez, eu não estaria aqui - Rin salientou.

-# E teria perdido isso...

-# Talvez você ache engraçado por estar acostumado a eventos como este, mas posso assegurá-lo que servir de chacota para todos não é nem um pouco engraçado para mim...

-#Rin, não... - ele tentou detê-la quando se le­vantou da mesa, mas Rin foi mais rápida. Ela nem conseguiu fazer as reverências para o rei e a princesa, segurando a saia e fugindo do tablado.

Agora ele não tinha escolha, a não ser segui-la.

Sesshomaru a alcançou do lado de fora, quando ela parou para retirar os sapatos.

-# Que diabos você acha que está fazendo, fugindo dessa maneira?

Ela o ignorou e começou a puxar o vestido horroroso até as coxas.

-# Pare com isso! - Ele insistiu, olhando ao redor para verificar se mais alguém estava vendo aquilo.

-# Eu tenho que andar de alguma maneira - ela re­clamou.

Rin estava chorando, ele percebeu, mas suas pernas eram as mais bem torneadas que já vira e não gostaria de dividir aquela visão com nenhum dos outros convi­dados.

-# Se você segurar no meu braço não precisará fazer isso - ele ofereceu irritado.

Segurar o braço dele? Para logo depois se enroscar no pescoço dele, talvez!

-# Obrigada... - Rin percebeu o sentido da suges­tão de Sesshomaru, mesmo que não quisesse admitir. Sabia que corria o risco de cair.

Mas, no momento em que segurou o braço dele, per­cebeu que cometera um erro tático, porque só conseguia perceber o calor de Sesshomaru e a força inebriante de seu per­fume.

-# Para onde você gostaria que eu a levasse, Rin? - Ele murmurou, esperando que ela respondesse direto para a cama.

-# Para o meu quarto, se você puder... - ela estava orgulhosa de si, parecia uma heroína de novela de época. Mas em breve o jogo teria acabado.

-# Muito bem - Sesshomaru disse, fingindo concordar. Ela só pensava no toque da boca de Sesshomaru, no calor de sua língua, podia sentir as mãos dele acariciando o seu corpo, incitando o prazer, aumentando e prolongando... E quando ele avançasse sobre sua boca, ela se abriria para ele como uma flor e...

Finalmente chegaram. Que alívio.

-# Obrigada - ela disse educadamente, largando o braço dele. - Eu voltarei antes que a noite acabe - ela falou. - Eu prometi a sua mãe e não vou decepcioná-la. Vou tomar um banho agora e tentar algo mais confortá­vel para vestir. Eu gostaria que você se desculpasse com o seu avô e com a princesa por mim, claro, e dizer que se eles me permitirem eu gostaria de me juntar a eles para o café.

-# E você espera que eu a acompanhe de volta até o salão também? - A voz dele era debochada, mas admi­rava o espírito dela, mesmo sabendo que não deveria se entregar a isso.

-# Obrigada, é muito gentil da sua parte - ela disse com educação.

Ele se virou sem lhe dar chance de responder. Seus sentimentos estavam confusos: admiração com descon­fiança. Ela sofrera terrivelmente com a fria recepção que recebera no salão de banquetes e a maioria das pesso­as já deveria estar satisfeita. Ele poderia ter dito que a Família Real gostara da preliminar, e que ele também, mas ela precisava de mais encorajamento? Ele duvidava. Estava determinada a enfrentá-los outra vez. Ele teve de admitir que faria o mesmo e só teria de aplaudir a sua decisão em retornar.

Rin não poderia ter ficado mais impressionada com a jovem camareira. Ela não só localizara o vestido como descobrira o culpado. O vestido estava no quarto da princesa Kagura.

-# Eu não consigo imaginar como foi parar lá - a camareira disse, sacudindo a cabeça sem acreditar.

-# Um engano, tenho certeza... - Rin não que­ria mais confusão e sim um fim para o problema. Tinha coisas mais importantes em mente, a primeira delas era conquistar a confiança de Sesshomaru.

Depois de um banho rápido, com os cabelos presos para cima, Rin entrou no vestido dos sonhos.

Certificando-se de que tudo estava como deveria es­tar, a jovem moça pediu que Rin se sentasse diante da penteadeira para que pudesse arrumar os seus cabelos.

Rin se olhou no espelho sem acreditar.

-# Eu não posso acreditar nisso. Eu me sinto bo­nita...

-# A signorina parece surpresa - a jovem disse de forma alegre. - No entanto, a senhora é bonita de fato.

-# Eu agradeço o trabalho que teve para me ajudar - disse com sinceridade.

-# Eu sou a camareira pessoal da princesa Izayoi, sig­norina e a princesa me pediu que cuidasse pessoalmente da senhora.

Quando a jovem saiu, Rin se sentiu mais otimista do que no dia em que chegara em Niroli, mas então se lembrou da sugestão de Sesshomaru em acompanhá-la de volta ao jantar. Ela não sabia se estava preparada para isso. E por que deveria esperar por ele? Por que lhe dar a im­pressão de que não era capaz de agir independentemente dele? Era essencial agir como se pretendesse seguir em frente, se quisesse conquistar a chance de um futuro feliz para o seu bebê.

Mas ela ficava pálida só de pensar em enfrentar todas aquelas pessoas outra vez. Rin decidiu usar a maquiagem que comprara no aeroporto para dar um colorido ao rosto. Ela não permitiria que o medo a detivesse. Passou um pouco de batom, rímel e por fim sombra. Agora não teria nenhuma razão para se atrasar.

Ele olhou para o relógio mais uma vez. Rin não fizera nenhum contato.

Ele não podia esperar mais. Rin ficaria em pânico se ele a deixasse esperando. Sesshomaru não tinha a intenção de arriscar uma outra cena no salão de banquete.

Sesshomaru estava se levantando para sussurrar alguma coi­sa para sua mãe, quando percebeu um movimento na porta principal. Olhou bem e então sentou-se lentamente outra vez.

Rin entrou no salão sozinha. Com um certo orgu­lho, percebeu que ela fizera uma paradinha na entrada como lhe ensinara. A sua aparência deixou todos estupefatos. Talvez ele também tenha suspirado como os outros, mas não se deu conta. Ela estava... perfeita. O seu comportamento estava magnífico, com modos gra­ciosos... e estava linda, verdadeiramente linda. Ele não acreditava na transformação, não conseguia tirar os olhos dela.

Ele tentou analisar as mudanças para compreendê-las. Seu rosto pálido estava impecável e os olhos azuis iluminados pelo entusiasmo e pela inteligência. Mas era mais do que isso, ela estava radiante, imediatamente ga­nhara o coração de todos os homens presentes no salão. Ela adquirira dignidade em questão de horas e talvez mais atraente do que isso era o brilho de seu espírito indomável.

Ele nem quis ir ao encontro dela para não quebrar o encanto, só queria ficar sentado onde estava para apre­ciá-la. Foi então que seus olhares se cruzaram.

Eles se olhavam enquanto Rin caminhava, até que parou diante dele.

-# Você está linda... - Isso não era nem de perto o suficiente, mas ele não encontrara as palavras certas.

-# Obrigada.

O incrível era que agora Rin possuía autocontro­le e ele tentava manter a compostura. Sesshomaru estava tão orgulhoso. Ele não podia imaginar que Rin possuís­se tamanha confiança ou elegância. A simplicidade do vestido lhe caía bem. Quando se deu conta, Sesshomaru estava levantando para lhe dar passagem, para demonstrar respeito e então percebeu que estava se curvando como faria diante da rainha.

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Desculpe a demora más tinha muita coisa pra fazer.....

Gente hoje ainda eu coloco outro capitulo daí eu respondo as reviews......

Beijão pra todas..... Feliz ano novo!!!!!!!!