Assim que ela os viu entrando no refeitório, escondeu-se atrás do corredor. Emmeline olhou ao redor, claramente procurando por ela. A loira estava namorando James há dois meses. Eles eram o casal queridinho do colégio, embora a nova fofoca fosse sobre Jane e Sirius Black dando uns amassos no armário de limpeza.

Há dois meses, Lily não se sentava mais com a amiga. As duas tinham deixado, aos poucos, de saírem juntas, ligarem uma para a outra ou até mesmo se esconderem no bosque. Ainda que Emme volta e meia a cumprimentasse no colégio e a chamasse para se sentar com eles, Lily sabia que isso estava longe de acontecer. Ela não se sentaria com Black, Jane e Potter. Definitivamente.

A ruiva suspirou, encostando-se à parede, fechando os olhos por míseros segundos. Há dois meses, ela passava o intervalo assim, escondendo-se no banheiro. Era uma vergonha. Onde estava toda a sua bravura e coragem, afinal? Onde estava seu sangue irlandês? Ela não tinha sangue irlandês, na verdade, mas gostava de imaginar que sim. Ela podia se ver em um cavalo, galopando pelos campos, completamente livre. Tocou o pequeno broche que sempre levava no peito, um cisne. Foi presente da sua tia Lucy e, embora o objetivo não fosse agradar, acabou agradando. A ruiva adorava o objeto, carregando-o sempre, em qualquer roupa que usasse. Só não foi tão bom quanto o livro que...

Sim! Ela trocaria o banheiro pela biblioteca. Como não tinha pensado nisso antes, era um mistério. Andou até lá, sem chamar nenhuma atenção. Não era como se as pessoas parassem duas vezes para olhá-la. Se isso acontecia, era só para verificar o quão estranha ela era, principalmente com aquela gargantilha.

Assim que chegou, sentou-se em uma das cadeiras, abrindo o livro que carregava consigo desde o dia anterior. Era Joyce, um de seus favoritos. Seus olhos se focaram nas palavras belas e poéticas, mas sua mente estava longe. Sua mente estava em Emme. Em Potter. Em Emme e Potter se beijando. Nos cabelos selvagens que ambos exibiam assim que entravam. Na expressão que tinham nesse momento. Não, não, não... Por favor, não deixe a mente vagar por aí.

Em condições normais, as risadinhas vindas do fundo teriam irritado. Mas, agora, elas eram mais que bem vindas. Lily se levantou sutilmente, andando até o fundo, deparando-se com duas garotas que soltavam risadinhas. A ruiva não as conhecia, no entanto. Uma era loira, o cabelo completamente armado e aparelho. Ela tinha o queixo bem proeminente, o que já lhe rendera ser alvo de gozações. A outra tinha cabelos castanhos, lisos, e era conhecida como Boca de Cavalo. Ela usava freio de burro, mas não era como se isso justificasse o apelido.

As duas a notaram antes que pudesse se manifestar.

_Oh, oi... Desculpe, nós estamos te incomodando, não é? Meu Deus, a gente não consegue calar a boca.

Lily se adiantou, dando um passo para frente e tentando sorrir.

_Não, nada disso... Distração é mais do que bem vinda agora.

Ela se surpreendeu com sua franqueza. Mas, no final das contas, não era como se as outras duas pudessem saber o que estava acontecendo.

_Você ta mal, é? Senta aí – a loira indicou a cadeira ao lado.

Lily nunca foi boa em fazer amizades. Na verdade, as que ela teve até agora não foram iniciadas por ela.

A garota castanha sorriu, estendendo um pacote em sua direção. Era chocolate.

_Pega aí, vai ajudar. Eu sou Héstia, a propósito. E essa é a Dorcas. Nós estamos no segundo B.

A ruiva apenas assentiu, mordendo um pedaço daquele delicioso chocolate ao leite.

_Obrigada. Eu estou no último ano – percebeu que elas ainda esperavam – sou Lily Evans.

Dorcas e Héstia sorriram. As duas continuaram a conversar, ocasionalmente puxando a mais nova integrante para o meio do assunto. Elas eram garotas espertas, no entanto, e perceberam rapidamente que Lily não era muito propensa a falar. Elas se despediram tão logo o sinal bateu. No dia seguinte, a ruiva as esperava no mesmo lugar, segurando uma barra de chocolate na mão.

Xoxo

Lily se sentou no banco do parque. Ela jogou a cabeça para trás, seus olhos mirando o céu estrelado. Eram nove horas ainda, ela só poderia voltar para casa às dez. Por quê? A mãe a obrigara a comparecer no aniversário do Diggory, deixando-a em frente à casa dele. Assim que o carro sumiu de vista, a ruiva se distanciou daquele lugar.

Mais um mês e finalmente ela terminaria o colegial. Ela iria para Londres, esse era o seu sonho. Faria música em uma das melhores universidades do país e... Bem, depois eram sonhos e mais sonhos que ela esperava realizar.

Ela acabou sorrindo ao se lembrar da animação das companheiras de biblioteca quando foram descobriram que a festa era aberta. Lily apenas observou sua animação, sem um pingo de vontade de participar. Ela já sabia que nada aconteceria de bom se aparecesse. Até alertara Dorcas e Héstia sobre isso, mas as duas estavam empolgadas demais para ouvir.

Uma brisa suave passou por seus cabelos e ela começou a cantarolar uma música. Não tinha mais aulas com Eliza há um bom tempo, mas esta nunca deixava de vê-la. As duas acabavam por tomar um sorvete e tocar piano juntas. Normalmente quando essas visitas ocorriam, Andrea ocupava um bom tempo de Eliza antes que esta e Lily pudessem fazer algo.

Lily levantou a cabeça imediatamente, ouvindo o barulho inconfundível de passos. A próxima coisa que notou foi um peso tentando subir nela. Seus olhos se arregalaram, lutando para empurrar a pessoa. Não foi muito difícil, mas o imbecil acabou por rasgar um bom pedaço do vestido estúpido que ela estava usando. Sua respiração estava errática, o coração batendo descompassado. Fosse quem fosse, iria pagar caro.

Ela não conseguiu acreditar quando seus olhos focalizaram Snape. Não era à toa que ela tinha conseguido empurrá-lo. O rapaz era mais leve que uma folha. Toda sua irritação se dissipou quando percebeu a garrafa de bebida nas mãos do rapaz. Ele não era uma pessoa ruim, só vivia em um lar terrível. O pai era alcóolatra e abusivo, batendo tanto na mãe quanto no rapaz. Embora algumas pessoas soubessem disso, não havia provas do que acontecia e a mãe de Severus nunca denunciaria o marido.

_Que droga, Snape! O quanto você bebeu?

Ela teve sua resposta quando o rapaz cambaleou, rindo. Ele tinha contusões esverdeadas, mais antigas, espalhadas pelo corpo e algumas que só poderiam ser recentes. Eles eram amigos há algum tempo, devido a uma discussão acalorada na biblioteca sobre quem seria o melhor escritor de todos os tempos. Lily zombou de Snape por ele ter indicado Shakespeare. Era tão óbvio, mesmo que ele fosse genial. Como o rapaz estudava à noite, os dois não se viam muito, mas ele sempre passava pela biblioteca uma vez por semana. Dorcas e Héstia riam, dizendo que ele era o namorado dela. Não era verdade, embora ele gostaria que fosse.

Lily revirou os olhos, sentindo a preocupação invadi-la. Iria ajudá-lo a voltar para casa, não, esqueça, iria levá-lo até madame Pomfrey. Ela era madrinha dele, a enfermeira e, com certeza, não se negaria a ajudá-lo.

_Ora, ora. Eu nunca imaginaria Lily Evans e Severus Snape!

A ruiva ergueu seus olhos, surpresa demais para emitir algum som. Á frente dela estavam aqueles que ela menos gostaria de encontrar. Jane, ainda amarga por Black tê-la descartado, estava ao lado de Emme e Potter. O casal parecia segurá-la, talvez impedindo que a garota estatelasse no chão por conta de tanta bebida. Potter parecia além de chocado com a cena que presenciava, mas logo seu semblante se fechou em uma máscara de indiferença. Emme, por outro lado, soltou um riso sarcástico.

_E eles ainda parecem selvagens. Mais do que eu e Jamie até e olha que precisa muito para nos bater.

O coração de Lily parou. Em choque. Descrença. Desprezo. Fúria.

_Quem diria que você mudaria de ideia sobre ficar virgem até ser maior de idade, huh? Me conta, "amiga", ele satisfaz você?

A ruiva deveria dar um desconto quando percebeu que Emme estava bêbada. Deveria. Mas seu coração não queria saber das circunstâncias, ele apenas registrou as palavras cruéis proferidas por quem ela nunca imaginaria ser capaz.

Potter pareceu notavelmente desconfortável e tentou puxar o braço da namorada. Foi o estopim. Lily até tinha pensado em explicar, mas qual era o ponto em fazer isso? Ela apenas engoliu o choro e a irritação, caminhou até Snape, segurando quase todo seu peso e levando-o dali.

_Isso responde a sua pergunta? Eu sou o cara.

Lily apertou as mãos com mais força ao redor de Snape.

_Você realmente está me dando as costas? De novo?

A ruiva sentiu as lágrimas ameaçando cair. Emme não entendia. Ela não faria nenhum bem se ficasse ao redor deles.

_Deixe a vadia pra lá, Emme. Você tem a mim – Jane sorria, cambaleando um pouco.

Só não olhe para trás. Ela poderia fazer isso. E foi exatamente o que fez.

Os últimos dois meses passaram rapidamente. E foram um sopro de ar. As pessoas estavam ocupadas demais com os detalhes finais da formatura para tirar sarro da ruiva. Ela não teve mais notícias de Snape após a morte do pai deste. Ele e a mãe tinham saído da cidade. Se tivesse prestado atenção, teria reparado nas olheiras de Emme e no seu sorriso forçado. Mas ela não estava. Sua ocupação era permanecer invisível.

Ela não conseguiria escapar do baile de formatura, no entanto. E seu desagrado foi imenso ao perceber que iria com Diggory. Quanto ele tinha recebido para levá-la era um mistério. Andrea deveria ter pago caro. Após ouvir sua mãe discursar sobre a perfeição de Petúnia, sobre Emme e Potter como um casal maravilhoso, Lily acabou por sair da sua intenção de ser invisível. Ela escolheu um vestido preto, detalhes em branco, aberto nas costas. Petúnia cacheou seu cabelo, deixando-o meio preso. Os saltos, pratas, davam a sensação de que ela andava como uma mulher manca. Ou uma pata.

Mas, pela primeira vez, ela se sentiu bonita.

E não tinha ideia do que a noite reservava.

~~O~~

Eu não dizia muito a ela, mas eu agradecia todos os dias pelo dia em que conheci Marlene. Nunca, ninguém, se encaixou comigo de forma tão surpreendente. Eu fiquei com receio no começo, sentindo como se estivesse traindo Emme de algumas forma, mas o sentimento acabou indo embora, principalmente quando percebi que Lene não tinha a menor intenção de se afastar de mim. Pelo que eu serei sempre grata. Nós nos completávamos e Tonks acabou por vir incrementar o grupo. Eu era normalmente a garota racional, responsável e com ótimo senso de humor. Assim como eu, Marlene era forte. Nós, dificilmente, nos abalávamos por algum motivo. Mas Lene também era irreverente, ousada, com uma língua ferina e mortal. Ela não aceitava desaforos e, enquanto eu os ignorava, ela os respondia. Tonks, por sua vez, era uma garota meiga, com conversas muito loucas.

Marlene era razoavelmente famosa. Ela era editora de uma revista de moda, Luxury, e eu até tinha visto alguns de seus artigos sendo lidos pela minha irmã desde que cheguei. Eu já sabia como ela iria agir assim que vi sua expressão. Tive certeza quando ela falou aquilo. Oh, sim, minha menina já estava com as garras de fora.

Marlene não deu tempo para algum outro comentário, ela já estava em cima de mim, abraçando-me com força. Ri, surpresa e admirada, devolvendo seu abraço.

_Faça melhor que isso, Red, até mesmo Jimmy me abraça mais forte.

Ri ainda mais. Jimmy era seu assistente. O menino era um peso leve e, sem brincadeira, quando ventava ele realmente tinha de se segurar para não ser arrastado. Ele era um pobre coitado explorado. Marlene não tinha dó dele.

Peyton chamou minha atenção quando deu um gritinho. Ela, Jane e Fleur pareciam à beira de um colapso. Ou elas pulariam em Lene. Não seria a primeira vez.

_Oh, meu Deus! Você é... Você é... – eu tentei não rir da expressão de Peyton. Meu humor tinha mudado drasticamente em menos de um minuto.

Marlene fez um gesto de descaso com a mão.

_Poupe seu fôlego, querida, e guarde o esforço do seu neurônio.

Meu riso se transformou em uma mistura de tosse com bufada. Nada elegante. O olhar chocado das três provocou isso. Eu sabia que Lene deveria ter ouvido o que estava sendo dito a mim antes dela interferir. É claro que ela agiria como a mamãe urso agora. Se pudesse, ela teria o coração das três numa bandeja.

Marlene voltou sua atenção para mim, mas eu podia ver a travessura em seus olhos. Ela estava se divertindo muito.

_Você é ainda mais bonita pessoalmente – Jane deu um passo para frente – eu sou Jane, a propósito. É um prazer conhecê-la, Lene.

Ai.

Eu recuei instantaneamente. Por mais que eu detestasse Jane, nem ela merecia o que estava por vir... Claro. Ela, com certeza, merecia. Era realmente uma pena que eu não tivesse uma pipoca agora. Olhando ao redor, eu percebi Diggory completamente encantado por Marlene, um Potter levemente confuso e Black divertido, mas com uma pitada de malícia que entregava tudo. Sim, ela já o tinha. Embora, eu pudesse dizer, ele também a teria no instante em que seus olhos cinza brilhassem em cima da minha amiga. Ele era o tipo dela.

Assisti Marlene se aproximar de Jane, uma expressão feroz em seu rosto.

_Primeiro, parece que eu gostaria de ser apresentada a você? – a expressão de Jane foi cômica – Segundo, quem lhe deu permissão para me chamar assim? Nós não somos amigas, Judith.

Eu juro, a voz dela poderia fazer você tremer. Eu agradecia por nunca estar no fogo cruzado com ela. Marlene era implacável. E ela o estava sendo agora, indiferença correndo em sua voz, a mão balançando seu cabelo perfeito. Eu tinha que admitir. A garota era quente. Black, pela expressão em seu rosto, concordava comigo.

_É Jane...

Eu quase disse a ela para calar a boca, mas me abstive.

Marlene, no entanto, não disse mais nada. Ela voltou a ficar ao meu lado, rindo sombriamente.

_É por isso que eu não queria vir. Esses caipiras acabam com toda a minha disposição.

Eu não iria concordar com isso. Eu ainda tinha nascido aqui, então, eu meio que era um deles, eu acho. Como se lesse minha mente, Lene balançou a cabeça numa negativa enfática.

_Quem você pensa que é? Non pode falar assim conosco. Você é ridícula.

Isso não teria fim. Mas eu tinha de admitir, Fleur tinha coragem. Ou desejo de morte. Ela lançava um olhar irritado em direção à minha amiga e sua voz era fria como gelo. Ela seria um oponente mais digno que Jane, mas, ainda assim, não estava à altura de Lene.

_Segure a peruca, Luís XVI. E dê o fora também, isso aqui é uma reunião íntima, não precisamos de plateia.

Fleur realmente grunhiu. Não que eu pudesse culpá-la. Mas era divertido de ver, isso sim.

_James! Faça algo!

Potter parecia atordoado, o que era aceitável. Ele ficou alguns instantes em silêncio, seus lábios fixos em uma linha fina. Eu não poderia dizer o que se passava com ele precisamente, mas havia algo em seus olhos que não deveria estar lá. Havia diversão. E essa constatação acabou por me deixar um pouco menos do que eufórica. Nem pensar que eu iria parar e refletir sobre isso.

_Eu acho que nós estamos atrapalhando, Fleur. Venha, vou levá-la para casa.

Embora ouvir aquilo me deixasse desconfortável, a reação de Fleur me deixou satisfeita. Ela ficou irritada e saiu caminhando na frente dele, puxando Jane e Peyton – ainda atônitas – com ela. Potter suspirou, mas ele tinha um sorriso em seu rosto agora.

_Vejo você depois, Pads.

E pelo seu tom de voz, ele sabia exatamente que Black ficaria. Não que isso me deixasse surpresa, mas eu queria passar tempo sozinha com minha amiga. E isso não seria possível se ele a seguisse como um cachorro desamparado.

Marlene pareceu confusa. Ela não tinha a menor noção sobre aqueles apelidos idiotas.

Potter me deu apenas um aceno com a cabeça, antes de seguir na direção da sua namorada. Diggory também não estava ali, não que alguém sequer se importasse com isso. Ele era um idiota e meu desprezo em relação a ele estava longe de ser aplacado.

_Há! Você viu isso? Chupem essa, caipiras.

O linguajar dela ainda conseguia me surpreender.

Seus olhos brilhavam em minha direção, o sorriso travesso, eu sabia que ela vinha para outro abraço. E eu sabia que ela estava ignorando o monumento ao meu lado. Tentando, pelo menos. Agora, a sós, ela se voltou para ele, uma sobrancelha arqueada, as mãos na cintura. Pela terceira vez na noite, eu desejei ter uma pipoca.

_Você não precisa pedir duas vezes, Lene. Eu chuparia com certeza.

Sim, ele tinha dito isso.

O sorriso dele era pecaminoso e, sem dar nenhuma chance a ela, ele pegou sua mão e a levou até seus lábios.

Eu tinha dois pensamentos: ele era bom. E eu queria que ele fosse embora e me deixasse a sós com ela.

E eu tinha certeza que minha expressão não devia ser das melhores, assim como meu rosto vermelho. Marlene, mostrando a dama que ela é, apenas riu, puxando sua mão de volta.

_Não vamos deixar Lily envergonhada – eu agradeço por isso – Além do mais, não é como se fosse acontecer.

A voz dela estava como antes, aço puro. Isso não intimidou Black, contudo. Ele apenas deu um sorriso de lado, verificando todo o corpo dela (até eu me senti violada) e com um brilho predatório em seus olhos. Sim, ali estava. Marlene tomou uma respiração mais profunda. Isso correspondia a um ofegar.

_Eu não teria tanta certeza. E, acredite, eu vou fazer tudo o que já disse a você.

Tudo o que ele já disse? Que merda era aquela?

Eu tinha que fazer algo antes que ela pulasse nele, como parecia que ia acontecer, e me desse uma visão desagradável. Além da possibilidade de acabarem na prisão por tentado ao pudor. Sim, isso estava prestes a acontecer.

_Guardem isso para depois. Eu não preciso ver essa porcaria.

Black riu, mas Marlene se limitou a revirar os olhos. Pelo menos ela tinha se recomposto. Por um momento, eu jurei que ela jogaria sua roupa fora, rasgando a calcinha e pedindo para que ele tivesse seu caminho com ela. E isso era assustador. Marlene nunca implorava. Ela também nunca tivera que lidar com Black. Caipira ou não, ele sabia fazer uma mulher ferver. Até eu, que não tinha sido o alvo, sentia uma poça se formando.

Não foi muito esperto chamar a atenção para mim. Black sorriu abertamente, deixando de parecer um predador faminto.

_Não, você quer ver outra porcaria. E está fazendo um ótimo trabalho, eu posso dizer.

A insinuação foi pega. Engoli em seco, tentando forçar uma expressão inocente, mas ele não se deixaria enganar. Desde quando eu era tão visível?

_Oh, o cara com os óculos? Eu vi...

O quê?

_O quê?

Ela riu, os ombros tremendo. O olhar apreciativo de Black não passou despercebido. Bati em seu ombro, mas ele sorriu de forma inocente.

_Como assim, o quê? Vocês dois estavam se fod... Amando com os olhos.

_Não seja ridícula!

Era para sair indiferente, mas saiu esganiçado e nervoso. Maldito Potter.

Bufei, irritada pela cena à minha frente. Eu preferiria quando eles estavam na sua dança do acasalamento. Quando se juntavam para me provocar era a morte.

_Vamos embora! Eu quero ficar sozinha com você.

Puxei Marlene pelo braço, deixando um Black risonho para trás.

_Me mandem uma foto depois – Black gritou, rindo em seguida.

_Eu acho que não, idiota! – gritei de volta.

Marlene se virou, andando de costas, mas fazendo contato visual com Black.

_Não há nada demais para se ter uma foto. Nós apenas estaremos nuas, escovando o cabelo uma da outra.

Arregalei os olhos, mas não me atrevi a olhar a reação de Black. Minha amiga idiota se contentou com qualquer que tenha sido a expressão dele. Ela parecia bem satisfeita.

Quando não estávamos mais na sua vista, estourei em risadas. Marlene me cutucou, também rindo. Aquela noite havia sido outra surpresa.

_Eu sei – ela disse em meio a risadas – aquelas lá são umas putas. Eu vejo.

Ri ainda mais, sentindo minha barriga começar a doer.

Graças a Deus ela estava aqui. Eu a amava.

Xxxx

_Jura? Na verdade, eu não estou surpresa. E não, eu não quero ver.

Eu não estava surpresa, de fato. Aparentemente, desde que se falaram por telefone, Lene e Black têm trocado mensagens sexuais.

Nós estávamos no meu quarto provisório, Lene sentada com as costas em um travesseiro e eu com a cabeça em seu colo. Nenhuma de nós estava nua. Isso eu garanto. Não que ela não tenha tentado me dissuadir, a pervertida. Acho que ela queria recriar o cenário em que nos conhecemos, mas o fato dela ser obcecada com a minha bunda chegava a me preocupar às vezes.

_É uma ótima comissão aí, Bunda Bonita.

Sim, eu tinha mesmo. Mas isso não significava que ela tinha que verificar toda vez e, eventualmente, apalpar. Algumas vezes em público. Era tão constrangedor.

Apresentei Dorcas e Remus à Marlene. Tudo bem aí. Ela e Dorcas conversaram civilizadamente e Lene a elogiou pelo namorado. Segundo minha amiga, Remus parecia um lobo solitário, alguém que, à primeira vista, é tímido, mas que esconde um fogo abrasador. Remus me pareceu levemente constrangido, ainda que sorrisse. Eu sabia que Lene iria ser civilizada com as garotas importantes para mim que eu chegasse a apresentar, mas ela era meio ciumenta. Não que eu pudesse reclamar, eu também era.

Agora, acabando sozinha com o sorvete, ela estendeu o celular, mostrando-me as mensagens que ela e Black trocaram. Mesmo eu dizendo – inúmeras vezes – que eu não queria ver. Era perturbador.

Eu aposto que você é ainda mais sexy pessoalmente.

Oh, sim? Não há como você saber disso.

Claro que há. Enquanto que por foto eu posso ver o decote delicioso que expõe seus seios e a curva tentadora do seu pescoço, pessoalmente eu poderei prová-la.

Cassete.

_Eu sei, huh? Fiquei ofegando por meia hora com essa mensagem. Tonks também.

Você gostaria, não é? Gostaria que eu o deixasse me provar inteirinha... Todos os lugares, os certos e os errados. Você me deixaria retribuir o favor?

Inferno, sim.

Eu podia vê-lo sem fala depois dessa.

É uma pena que eu não queira.

Balancei a cabeça, empurrando o celular de volta. Ela o estendeu para mim novamente.

_Você não chegou na melhor parte – ela reclamou – você tem que ver quando ele fala sobre seu...

Coloquei as mãos em minha cabeça, tapando minhas orelhas.

_Eu não quero saber! Acredite ou não, nem toda mulher está interessada no pacote do Black.

Isso fez Lene explodir em risadas. Eu pude ver as lágrimas rolando pela sua bochecha. Ela passou a mão pelo meu cabelo, num afago carinhoso.

_Eu acredito. Você está de olho no pacote do amigo dele.

Gemi. Ela não deixaria isso barato. Peguei o travesseiro dos meus pés, jogando-o em cima da minha cabeça. Eu não queria ter aquela conversa, apesar de tudo. Depois desse dia, do modo como me senti na forma em que ele me tratou, eu não estava preparada para encarar tudo com frieza.

Ele não me odiava.

Senti meus lábios repuxarem em um sorriso.

_Você está sorrindo? – maldição, como ela fazia isso? – Ah, eu vejo. É bem visível mesmo.

Gemi de novo.

_Sério?

Abaixei o travesseiro, arriscando um olhar. Eu não sei por que eu me sentia assim, com 16 anos novamente. Era assustador.

Lene sorriu para mim, qualquer vestígio de brincadeira sumindo de sua face.

_Eu vejo porque conheço você bem – ela parou – não totalmente, já que você tem escondido algumas coisas.

Sim, essa me atingiu.

_E – ela continuou – embora Tonks venha para cá no domingo, para que possamos conversar, eu vejo como você o olha. E vejo o jeito com que ele te olha.

Bufei. Claro, com certeza, eu era muito mais fantástica do que a namorada loira francesa dele. Eu nunca fui boa o bastante, afinal.

_Pare com isso. Ele tem uma namorada.

Marlene riu, o que realmente me deixou irritada. Parecia engraçada a minha vida confusa e culpada? Pelo menos alguém estava se divertindo.

_Oh, Lily... – ela deu um tapinha em minha bochecha – você não se vê claramente. E eu digo, ele pode ter uma namorada, mas não é para ela que ele olha com tanto anseio.

Eu não podia mentir. Suas palavras enviaram arrepios para minha pele. Abanei a cabeça, não querendo pensar nisso, no entanto.

_Não quero pensar nisso. Não é como se eu fosse ficar aqui ou algo assim.

É claro que o maior problema não era esse. Eu nunca conseguiria estar perto dele sem o sentimento de culpa, conseguiria?

Lene estava séria novamente. Ela olhava para parede, tomando mais uma colherada de sorvete.

_Sim, você vai embora, então aja com sabedoria.

Arqueei uma sobrancelha.

_Você não pode simplesmente ir pela diversão. Os dois acabariam machucados no final. E tem as crianças dele ainda.

Assenti lentamente.

Ela tinha razão. Embora fosse impossível ele querer se envolver comigo, isso não aconteceria mesmo. Seria apenas atração... Apenas isso.

Esbocei um sorriso trêmulo.

_Desde quando você está tão sábia?

Eu só consegui tirar outra risada dela e uma piscada.

_Eu tenho meus momentos. São raros, mas existem.

Xxx

Eu deixei uma Marlene desmaiada no meu quarto quando sai para a livraria. Ela tinha que escrever um artigo sobre um desfile ao qual ela tinha ido no sábado, então, nós só nos encontraríamos na hora do almoço. Ou depois. Bem depois. Considerando que ela normalmente acorda tarde e que ontem nós fomos dormir depois das duas, ela só levantaria meio dia. Eu estava uma droga. Acordei atrasada, soltando a louca para fora de mim na esperança de não chegar atrasada. Não funcionou. Potter já estava lá quando eu apareci. Ele me cumprimentou com um aceno de cabeça, parecendo todo sexy com aquela xícara de café, cabelo despenteado e sono.

_Bom dia.

Eu esperava que fosse.

Ele se recolheu à sua sala, então eu acabei por fazer quase nada. Aquele cantinho das crianças estava acabando comigo. Deveria ter algo que nós pudéssemos incrementar. Parecia meio sem vida. Mesmo assim, as crianças vinham para escutar Dorcas contar histórias. E James também, o que me surpreendeu. Eu gostaria de ouvi-lo um dia. Assim como todas as mães que traziam seus filhos.

Comecei a esfregar o balcão, pensando que eu merecia um pouco de café afinal. Eu também me cansava, apesar de dizerem o contrário.

_Você parece horrível.

Black estava recostado no balcão, girando algumas chaves em sua mão, as pernas cruzadas e um sorriso sincero.

Por que ele insistia tanto, afinal? E isso estava ocorrendo até antes de Marlene. Ele não poderia me considerar tanto. Nós mal nos conhecíamos, apesar de termos estudado toda uma vida juntos. E ele realmente não gostava de mim naquela época.

Ele disse que eu tinha ferrugem.

Mas eu acho que posso estar me repetindo. Não é minha culpa se isso acaba voltando para minha mente.

_Obrigada.

Meus olhos arregalaram quando vi que ele me estendia uma xícara. Franzi o cenho, envolvida pelo cheiro, mas desconfiada. Passei meu nariz ao redor, inalando, e depois provei um pouco do líquido. Para o caso de conter substâncias ilícitas. Black me observava com divertimento explícito.

_Obrigada – repeti, no mesmo tom seco.

Isso o fez rir.

_Você poderia ser mais gentil. Eu trouxe café porque me preocupo com você.

Descartei seu comentário com um aceno.

_Você me trouxe café porque quer me amolecer. E, assim, ver a roupa íntima da minha amiga.

Ele riu ainda mais, sem se preocupar se iria incomodar o patrão ou algo assim. Não era como se houvesse motivo.

_Você me traria uma calcinha dela? Como presente?

Jesus. Ele era nojento. Eu acho bom que ele parasse de tentar ser meu amigo, não havia uma chance nesse mundo de eu me relacionar com esse tipo de gente.

Marlene é uma exceção. Um total pervertido na minha vida já basta.

_Ela não usa calcinha – revirei os olhos diante de sua animação. Ele era um idiota – ela prefere cuecas.

Sim, saiba quem é o homem da situação.

_Eu não me importo. Traga as cuecas dela!

Eu deveria saber. Ele se desencostou do balcão, andando até uma poltrona e se jogando ali com toda a vontade. Ele iria ficar quanto tempo por aqui mesmo?

_Eu vejo, obsessão por cuecas – sua expressão foi hilária – você não anda roubando as do Potter, certo?

_Isso explicaria por que eu nunca tenho roupa íntima o suficiente.

Potter estava na porta do seu escritório, claramente se divertindo. Tentei manter meu pensamento longe da associação entre Potter e boxers. Isso não me faria bem algum.

Bem, agora ele estava com bom humor. Mais cedo só faltou rosnar quando me viu. Potter deveria ser bipolar ou algo do tipo.

_Eu não pegaria suas boxers, Prongs. Elas ficariam apertadas.

Fechei os olhos.

_Cale-se, Black. Eu não sou Marlene, não há nenhuma maneira no planeta que eu gostaria de saber disso.

Escutei os dois rirem, mantendo minhas mãos em minha têmpora.

_Isso quer dizer que ela gostaria?

Merda. Eu deveria saber que ele reverteria a situação.

Eu não era boa o suficiente nesse tipo de jogo. O de insinuações sexuais.

_Não dê bola, Evans. Ele está com a calcinha em brasa porque sua amiga ainda não dormiu com ele.

Potter piscou em minha direção. Eu ri, embora tivesse sentido minhas pernas bambearem. Ele deveria ser proibido de sair piscando assim.

Deus, só de voltar a ficar perto de Marlene, eu já estava agindo como uma tarada. Imitando-a.

Black, por outro lado, não parecia mais tão falante e contente.

_Bom. Eu gostarei de vê-lo sofrer, Sirius Black.

Ele resmungou algo incoerente, mas eu não me importei. Potter foi até ele, empurrando-o para o lado, os dois ocupando a mesma poltrona.

_Você vai, Evans. E eu garanto, é divertido pra cassete.

Sim, eu aposto que era.

Black se levantou de um supetão, resolução presente em sua face.

_Com licença, idiotas, mas eu vou surpreender a dama – então ele começou a caminhar em direção à saída – mostrarei a ela uma foto do poderoso Poseidon.

Cuspi todo meu café em cima do balcão.

Não, não tinha a menor chance...

_Sim.

Era o que eu estava pensando. Poseidon, huh? Potter e Remus eram o quê? Zeus e Hades?

Senti meu rosto avermelhar e, pelo olhar dele, eu poderia presumir que Potter sabia o que eu estava pensando. Impossível, é claro, ele não lia mentes. Ou talvez ele fosse um mutante, como Charles Xavier e...

Acalme-se, mulher.

Peguei um pano, limpando o balcão sujo de café. Potter não parecia mais tão falante agora. Sim, o problema era comigo. Não, ele disse que não me odiava. Okay. Mas isso não significa que ele goste de mim. Não que eu queira que ele goste. Ou que ele converse comigo. Não é como se eu me importasse.

Controlei o impulso de chorar.

Eu me importava. Como se não houvessem se passado seis anos sem o ver, eu estava levando comigo sentimentos por ele. Isso estava longe de ser bom ou saudável.

_Ahn... Evans, eu... – pude ouvir uma respiração profunda – eu sinto muito pelo que Jane disse ontem à noite.

Levantei meus olhos. Os dele queimavam nos meus, vergonha e arrependimento dançando ali. Ainda que eu não entendesse por que o último estava ali, senti meu coração falhar uma batida, o pequeno bastardo.

Potter tinha voltado a se levantar, os braços rigidamente postos ao lado, as mãos fechadas. Eu queria passar a mão no cabelo dele.

Sim, desligando adolescente frustrada.

Era ainda pior porque eu sabia qual era o gosto dele. Eu sabia quão suave e macio eram seus lábios, ainda que eles pudessem ser igualmente exigentes. Eu sabia como suas mãos deslizariam pela minha cintura, descendo até a curva do meu bumbum, dando um pequeno aperto ali. Mesmo que ele não soubesse, eu sabia.

E estava bem mais quente aqui agora.

_Eu quero dizer – ele continuou – eu já havia explicado toda a situação à Fleur. Eu não esperava que Sophie dissesse isso, no entanto. É claro, eu expliquei a situação para Sophie e isso a deixou assustada. Ela está com medo de que você a odeie agora.

Eu estava prestando atenção em suas palavras. Mas a maior parte do meu cérebro estava concentrado em sua mandíbula sexy se movendo. Uma mandíbula dizia muito sobre um homem. E a de Potter era como a tentação.

As palavras dele, então, se assentaram na minha cabeça. O que foi bom, dado que ele começou a me olhar com receio.

_Não! – tossi, corando – é claro que eu não a odeio. Eu só... Digo, não que Peyton goste de mim, mas ela nunca me olhou daquela forma.

A expressão divertida de Potter me surpreendeu. Ele se inclinou em minha direção como se fosse contar um grande segredo. Viu? Bipolar.

_Na verdade – sua voz baixou para um sussurro – ela está com ciúmes.

Meu cenho franzido deve ter sido questionamento suficiente para Potter, pois ele continuou.

_Ela queria sair com Pads, mas ele a rejeitou – isso era novo – ela é muito inocente ou algo do tipo.

Bem, e o que eu tinha a ver com isso?

_Como Sirius está querendo ser seu mais novo amigo – então ele tinha percebido também – ela acha que pode estar rolando alguma coisa.

Minha expressão foi engraçada o suficiente para Potter começar a rir. Meu Deus, mulheres eram tão idiotas assim quando se tratava do cara que elas gostavam? Aparentemente sim.

Revirei meus olhos, indignação pintando neles.

_Claro – zombei – como se dentre vocês eu fosse justamente sair com ele.

E ri. Peyton era tão idiota.

Esperei por uma resposta engraçadinha de Potter, mas quando o olhei, seu semblante estava sério. Ele parecia intenso, sedutor e selvagem. Eu me senti quente e incomodada com aquela imensidão marrom, com pontos verdes, me olhando como se pudesse ver minha alma. O ar se tornou grosso, tenso e eu me senti ofegante. Entreabri meus lábios, passando a língua por eles. Potter pareceu hipnotizado por um momento e...

Sim, era seu dedo que estava em meus lábios. Seu longo e aparentemente talentoso dedo.

Meu coração deu uma guinada louca e senti Happy Feet sapateando em meu estômago. Ele parecia tão lambível e quente e sexy e prazeroso.

_Quem você escolheria, Lily?

Sua voz era rouca, gutural e eu queria beijá-la. Se fosse possível. Aquilo me deixou ainda mais quente e eu me encontrei desejando que ele simplesmente me jogasse em cima do balcão e me fizesse esquecer meu próprio nome.

Não acreditei em mim mesma quando, muito lentamente, lambi seu dedo. Ele pareceu não acreditar também, mas seus olhos se tornaram ainda mais escuros.

_Remus?

Minha voz saiu ofegante, como de uma atendente de tele-sexo. A vida não era justa. Eu estava uma bagunça completa. Meu rosto deveria estar vermelho, mas ele ainda me olhava com... Fome. Anseio.

Minha resposta o fez rir. Ele se inclinou um pouco mais em minha direção e...

_Não seja tão presunçoso, Black. Ou eu vou chutar sua bunda.

Ao mesmo tempo em que Potter recuava, como um homem que acabara de ver a morte, eu abaixei meu rosto para o balcão, certa de que meu rosto era muito incriminatório. Engoli em seco, ouvindo as vozes de Lene e Black enquanto eles se aproximavam. Não percebi que Potter não estava mais ali até que o "casal" entrou completamente em meu campo de visão.

Minha cabeça, porém, estava muito longe de se focar neles.

O que tinha acabado de acontecer?

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...

Aaaaaah! Eu sei, que final é esse aí? Shauhsuahsuahsuahs Quase rolou pegação na livraria? Ui, ui... O.o

Do flashback, deu pra perceber que a Emme tava bem chateada com a Lily, certo? E, ah, Snape foi embora, mas voltou. E é professor.

Agora, quem gostou da Lene? Ela tem colhões! Kkkkkkkk E ela com o Sirius... Quem não gostaria de ver Poseidon, afinal de contas? ;)

E sobre essa história da Lily já ter experimentado o James (oooh!), mas ele não saber, vocês saberão no próximo capítulo :D E, gente, não vai ser muito bonito. Mas, eu quero esclarecer que, lembrem-se, eles são humanos e adolescentes. Ou seja, isso é sinônimo para erros.

Eu queria esclarecer um ponto, quando a Sophie "salvou" a Lily de cair na piscina, vocês se lembram? Bom, ta explicado. Digamos que ela tenha ficado com medo da cauda da ruiva aparecer ;)

Vamos aos reviews lindos que tornaram a minha semana bem melhor:

Clara Casali: Siim, ela é mesmo demais! Kkkkkkkkk Lene&Sirius não te decepcionou, certo? As mensagens são as melhores... Iiiih, foi um erro dele, vamos dar um desconto, a cabeça do coitado deve estar em polvorosa. Mas, *pisca*, mesmo não estando com ela, você vai vê-lo começar a ter atitudes muito nobres (embora nós gostemos mais se elas forem pervertidas? ;]) Aaah, Harry e Emma são uma dupla e tanto! Eles me matam. Neem demorei, huh? Tão feliz pelo seu coments. *-* Beeejs, gata.

Ly Anne Black: Não se preocupe, você não perdeu nada! A partir do próximo capítulo, as coisas começarão a se encaixar! Sim, ela teve. Eu vou explicar mais pra frente isso também. Hmmm... O motoqueiro é minha surpresa. Enquanto eu vou esclarecer o que aconteceu com a Emme logo, haverá outro tipo de drama mais pra frente... Nada angst como o q aconteceu com a Emmeline, mas surpreendente. Aaai, nem pensei nele, acredita? O Thony deveria ter sido o Regulus... Hmmm... Ainda não sei, mas você me deu a ideia de usá-lo... Eu sabia que você ia gostar desse excesso de James! ;) kkkkkkkkkkk Quem não quereria ser vista como uma princesa dos mares? Sophie é completamente sem filtro! Ai, Meu Deus, eu morri de rir quando escrevi essa frase do Harry. Pobrezinho... O que achou de Lene&Sirius? Ah, é? Não é tão encantador como aparece nos filmes, então? A neve sempre parece tão mágica... Oh, Deus, sinto muito por isso! O gelo pode ser perigoso. Você é desastrada por natureza ou só em situações especiais? Vou dar uma olhada sim! :] Todas as perguntas serão respondidas, madame! Beeejos*

IBlackI: Tcharaaam! Estou te dando mais ;) kkkkkkk Até agora, esse cap. É o meu favorito! Beeejs, gata*

Jeen V: Sim, Marlene é d-e-m-a-i-s! kkkkkkkk Exato, aquele tipo... Mistérios e mais mistérios! Mas, prometo, eles não demorarão a ser solucionados! Mais um caso para Hercule Poirot :D Aaah, vamos ser honestas, você quer que seja a Fleur só porque ela ta impedindo o James e a Lily de pularem um no outro! Eu sei que é isso! Kkkkkkkkk Sim, sim, eu nem tinha pensando em explicar isso, obg, vou colocar lá em cima. A Sophie realmente "salvou" a Lily! kkkkkkkk Gostou do final desse cap.? ^^ Beeejs, gata*

Ritha P.W.B.Z.M Potter: Você é de qual nacionalidade? Eu diria portuguesa. Estou certa? Hmmm... Postei rapidex, huh? :D Obg pelo coments, chica. Beeejs*

LaahB: Eu sei que você a queria e eu atendi o seu desejo: Lene está na parada! Kkkkkkkkk Postei rapidinho! ;) Beeejs, nega*

Ada: Eeeba! Fico feliz *-* Siim, Sophie vai empurrar Jilly, principalmente porque, imagina, seria tudo de bom ter uma mãe que é uma sereia... kkkkkkkkkk E aê, Marlene causou? ;) Beeejs, gata*

MBlack: Heey, de boaas, mas fico muito feliz por estar comentando agora! *-* Eeeu sei, eu até pensei se não deveria começar com uma mais leve (eu tenho várias ideias de fanfic sem tanto sofrimento), mas é que essa tava me atormentando mesmo! Então, Lily cometeu alguns erros, Emmeline cometeu os dela, assim como James. Ele gostava da Lily, mas, pensa, ficar todo esse tempo atrás dela sem a menor indicação da garota o aceitar? Ele buscou partir para outra. Você vai ver que Lily tem mesmo algumas questões mal resolvidas, erros que ela cometeu que precisam ser cuidados. Eu tentei deixá-los bem humanos, sabe? Principalmente a Lily. Contradição, medos, fracassos, culpa... Nós somos essa mistura caótica (uuaaau... kkkkk). Tem que ter a Lene, né? Só ela e o Sirius para aliviar todo esse drama! ;) Imagina, nega, adorei seu coments. Espero que tenha gostado desse cap. Beeejs, gata*