— Algo mais? — Tomara que aquele algo mais fosse o que Draco estava desejando nos últimos momentos. Nas últimas semanas, para ser honesto consigo mesmo. Especialmente depois que percebeu que estava completamente curado do pós-parto e que seu coração estava pronto para selar o amor por Harry James Potter

— Quero ser seu marido, Draco. Não apenas em um pedaço de papel, nem apenas lhe dando meu sobrenome – Harry recuou e sorriu para Draco – Apesar de eu ter que admitir que gosto do modo como soa seu nome: Draco Lucius Hyporion Malfoy Decliff Potter. Combina com você, forte, seguro e bonito.

A ternura na voz de Harry, atingiu os olhos incrivelmente verdes, fez com que Draco sentisse o ímpeto de chegar mais perto, segura-lo pela nuca e abraçá-lo por completo.

- Você já está curado? – Draco entendeu a pergunta implicava um pedido para ter acesso a seu corpo.

- Curado? – Draco se sentiu obrigado a responder a pergunta em vários níveis diferente. – Sim, eu diria que sim Sr. Potter. Você curou a dor em meu coração e me deu um sentido para viver. Quanto ao que você está perguntando, sim, meu corpo já voltou ao normal. Bem — ele rebateu com desconforto —, normal para um donzelo que acabou de dar a luz e tenho todas as marcas para contar, e meu peito está tão inchado que eu poderia dizer que ganhei seios, já tenho cabelos brancos - reconheceu com apreensão.

Harry sorriu, arqueando uma sobrancelha.

— Eu percebi isso, quero dizer, os seios. E não se esqueça que não é grande conhecedor das artes da cama – Harry tocou o rosto corado com a mão, acariciando os cabelos de seda loira, pensando como aquilo aumentava a beleza de Draco,

- E você tem um problema na perna que o deixa terrivelmente sem atrativos. Esqueci de alguma coisa?

Draco se remexeu nos braços dele.

— Você ouviu tudo que Molly e eu estávamos conversando naquele dia?

— Não — ele disse. — Só subi a escada pouco antes de você perguntar minha idade e ouvi você dizer que era dez anos mais novo que eu – sorriu - Ou algo do tipo.

— Estávamos falando sobre minha irmã – Draco admitiu - Bem que eu quis que você tivesse ouvido esta parte também. Assim eu seria poupado de ter de lhe dizer.

— Podemos trocar confidencias outra hora — Harry sugeriu. — Isso agora é passado e só é importante para mim porque você está louco para falar no assunto.

— Bem, eu acho que devo falar — sussurrou.

E foi o que Draco vez, suave e simplesmente, puxando as palavras e frases da memória, Harry pensou que era como uma criança recitando o alfabeto.

- As vezes eu vejo minha mãe em meus sonhos, como um anjo de fogo, ela sussurra antigas canções de ninar em meu ouvido – a voz de Draco indicava que ele estava viajando para algum lugar em seu passado.

- As mesmas que canto para Elizabeth e Edward, talvez um dia eu a cante pra você – a voz de Draco saiu tímida, e Harry se sentiu envolvido por um espasmo de ternura e amor.

- Já faz um ano desde de que Thomas morreu – Draco disse após um suspiro longo — Completou um ano na semana passada. Não consigo acreditar que me esqueci da data. E eu que achava que jamais conseguiria pensar do dia dois de setembro sem ficar totalmente arrasado.

Draco olhou para ele e o coração de Harry doeu ao ver as lágrimas que cintilavam à luz da vela.

— Você me deu uma vida nova, Harry. Não tentou anular minhas memórias e ainda me deu novas lembranças. Jamais me esquecerei de minha irmã ou de Thomas.

- Como ele morreu? – Harry perguntou com suavidade.

- Ele era um homem de negócios, viajava muito. Em sua ultima viagem uma ponte cedeu enquanto ele passava – Draco sussurrou tão baixo que Harry quase não escutou – Elizabeth me lembra tanto Giulia.

- Ela tinha a idade de Elizabeth?

— Sim. Foi como segurar Giulia nos braços no começo, até que me dei conta de que Elizabeth tem personalidade própria, e logo comecei a amá-la pelo que ela é.

— E eu? — ele perguntou. — Você vai ser capaz de me amar pelo que sou? Não o homem que foi ríspido e cruel com você. Não o marido que se arrependeu, mesmo que por um momento, de ter-lhe desposado. E sim o homem que a ama.

— Você me ama? — Draco perguntou, examinando minuciosamente o rosto masculino, com a duvida rondando seu rosto bonito.

Harry fez que sim com a cabeça, com medo do nó que se instalava na própria garganta. Tinha de declarar seu amor pela primeira vez com um tom de voz claro e firme. Mas parecia que Draco estava disposto a exigir isso dele, a julgar pela expressão firme nos lábios e pelos olhos apertados com que seu esposo o observava naquela hesitação.

— Eu amo você, Draco — Pronto. Ele disse em alto e bom som, na verdade com apenas um leve tremor ao pronunciar o nome dele.

Draco se debruçou sobre Harry e pressionou os lábios.

Harry se surpreendeu com o beijo de Draco, pois o donzelo não costumava tomar as iniciativas.

Úmida e sedenta, a boca recebeu a dele, e ele conheceu o gosto dos lábios e da língua que se misturaram aos dele. Draco soltou um leve gemido do fundo da garganta quando Harry percorreu com os lábios o ponto onde a pulsação disparava debaixo da pele de alabastro. Draco levantou as mãos e segurou a nuca de Harry, trazendo-o mais para si, estremecendo ao sentir os lábios quentes de Harry contra seu pescoço.

Harry foi tomado pelo desejo, e apesar da luta para manter o controle, o corpo pareceu entrar em combustão quando ele foi descendo a mão pelas costas de Draco, trazendo-o mais para junto de si e fazendo-o sentir a prova rija e pulsante do desejo.

— Bem, acho que você sente algo por mim — Draco arfou, com os olhos brilhantes e expressivos denotando divertimento e graça quando Harry o encarou.

— Temo que meu coração "idoso" esteja começando a bater rápido demais. Espero que você lute em condições de igualdade.

Harry riu alto, fazendo Draco deitar de costas para que sua boca tivesse um novo território para explorar, as mãos impacientes de vontade de se livrar daquela camisola e desfrutar do corpo de Draco.

- Edward esteve aqui antes de mim – Harry murmurou, enquanto beijava o colo de Draco, inalando o aroma de leite do filho pequeno que se misturavam a carne emprestando-lhe um aroma natural.

—Acho que ainda vai levar muito tempo para ele me conceder a posse exclusiva desse tesouro.

Harry puxou o cordão que prendia os dois lados de um pequeno decote que havia na camisola, afastou o tecido e deixou suas mãos vagarem pela carne macia, a área em volta dos mamilos estava inchada por causa do leite, e muito sensíveis também

— Não vai demorar muito — Draco disse baixinho. — Ao menos espero que não. — ele acariciou a nuca do moreno - Tenho fome de seus lábios, Harry. Quero que você me toque em um milhão de lugares.

— Um milhão? — Harry deu um sorriso de canto de boca e pensou subitamente que seria muito bom dividir a cama com Draco pelo resto da vida.

- Bem – Draco corou, reconsiderado um pouquinho – Talvez mil

— Posso perfeitamente dar conta de um milhão — Harry murmurou, dando beijos quentes e de boca aberta no peito de Draco.

— Não quero alarmá-lo, donzelo, mas tenho planos para fazer desta uma longa noite.

- Eu quero lhe dar prazer, Harry – Draco confessou baixinho, um rubor tomando conta de sua face - E para fazer isso, preciso que você apague a vela.

Harry levantou a cabeça e sentiu o toque de apreensão nas palavras.

— Por quê? — ele perguntou. — Você nunca fez amor com a luz acesa?

Draco fez que não com a cabeça.

— Eu não conseguia. Sabia que Thomas não iria querer ver minha perna, mesmo que tenhamos nos amado poucas vezes, lhe fazia mal ver as cicatrizes, das queimaduras e das operações a que me submeteram para tentar consertar, o que funcionou um pouco eu acho.

— Você nasceu com o problema? — Harry perguntou. Ele não precisava saber, mas talvez Draco precisasse lhe dizer.

- O meu tornozelo não se desenvolveu de maneira certa. Na época em que eu devia estar começando a caminhar, minha mãe percebeu que eu não conseguia mover muito o pé, e precisava me apoiar mais na outra perna. Eles tentaram, Quando eu tinha 7 anos já tinha feito duas cirurgias, onde descobriram que eu não tinha um pequeno osso, que era essencial para o movimento, os médicos conseguiram melhorar o movimento, mas não adiantou muito, e quando eu queimei a perna, a pele em volta foi queimada, não se esticando o suficiente, então os médicos desistiram de procura uma solução.

— Eles lhe puseram de lado? — Ele sentiu a raiva transparecer na própria voz, mas não podia evitar. Era inacreditável que uma coisa dessas pudesse acontecer.

— Bem, não literalmente, creio eu. Mas acho que foi melhor assim, eu podia andar mesmo que com dor, eu tinha que cuidar do pai. Quando Thomas me pediu em casamento, meu pai ficou muito aliviado, sabendo que alguém cuidaria de mim, fico feliz que ele partiu tranqüilo.

— Bem, Thomas perdeu a chance de conhecer este donzelo por inteiro — Harry disse de modo decidido.

— Eu não vou cometer este erro. Você vai me deixar ver cada centímetro de seu corpo. Se não conseguir fazer isso esta noite, então podemos adiar em um ou dois dias. Mas fique sabendo, Draco, eu serei seu marido em todos os sentidos possíveis.

Draco mordeu o lábio nervoso e, por um momento, Harry sentiu pena da hesitação que seu esposo demonstrava.

— Eu tenho de confessar uma coisa — ele disse baixinho. — Eu vi sua perna. No dia que você teve o bebê, eu vi de relance quando o doutor Henderson o cobriu com as toalhas antes de Edward nascer.

Draco arregalou os olhos, perplexo e Harry balançaram a cabeça.

— Não fiz de propósito, meu bem. Tentei não olhar quando lhe vesti a camisola, não tive intenção de invadir sua privacidade

— Invadir minha privacidade? — Draco segurou o riso. — Essa é boa, Harry. Eu tive um bebê bem na sua frente, pelo amor de Deus. Nenhuma situação pode ser mais indelicada do que esta.

Draco levou a mão ao peito musculoso de seu marido e o empurrou, puxando o lençol que cobria a ambos.

— Se é importante para você, então que seja — Draco disse, trincando o maxilar enquanto Harry o observou abaixar o lençol, mostrando o corpo todo.

A camisola levantou um pouquinho, e Harry se ajoelhou ao lado do donzelo, levantando ainda mais, com os olhos tomados por uma emoção que parecia não ter mais fim.

— Levante, deixe-me tirar tudo — ele disse, ajudando Draco se sentar e puxando a camisola pela cabeça. Jogou-a no chão e ele fez o outro se deitar novamente com a cabeça no travesseiro. Seus olhos veneraram o corpo de seu esposo, a pele clara e cremosa, a curva da cintura e o quadril mais largo, o membro rosado, semi-ereto e quase sem pelos.

— Agora — ele disse. — Mostre-me.

Draco levantou a perna boa para abaixar o lençol, deixando à mostra a perna com a cicatriz, e os dedos de Harry seguiram na direção. A coxa era lisa, porem a área um pouco acima do joelho para baixo era coberta por cicatrizes. Cicatrizes feias. Não havia outra palavra para descrever o que Draco sofrerá na pele. Ele havia dobrado um pouco o joelho, o que não foi muito, chegando ao limite que a pele se esticava, alguma partes haviam deformações provenientes de queimaduras.

Harry passou a mão debaixo da perna e agachou para tocar as cicatrizes com a boca.

— Ah, não faça isto — Draco choramingou, reclamando do gesto, e ele levantou a cabeça.

— Não posso curar as cicatrizes, Dray, mas posso mostrar que elas não me afetam. Não tenho qualquer repulsa nem vontade de virar o rosto. É parte de você e, se eu o amo, tenho de amar cada centímetro que faz de você a pessoa que é.

— Quando disse que queria que você me beijasse em um milhão de lugares, não estava incluindo esta parte de meu corpo — Draco reclamou, mas Harry sentiu que as palavras não refletiam a verdade.

Então Draco provou que ele tinha razão

— Bem... Talvez estivesse — reconheceu. — Talvez eu até já soubesse que você estava disposto a me aceitar com todos os meus defeitos, mas precisava ter certeza.

Harry abaixou a perna sobre o colchão, passando as mãos por todo o comprimento, detendo os dedos na parte da cintura, perto do membro rosado.

— E agora... você tem certeza?

Draco fez que sim com a cabeça, e Harry ouviu a respiração profunda de Draco quando os dedos acariciavam seu membro.

— Estou pronto para ser seu esposo — Draco disse, virando para facilitar-lhe o acesso.

— Ainda não, não está —Harry disse, deitando-se ao lado de Draco e o trazendo para junto de si. -

. — Mas não vai demorar muito. — Harry o observou atentamente enquanto o colocava na posição desejada. — Se sentir alguma dor, me diga.

Draco fez que sim com a cabeça, as bochechas corando de um desejo que ele não fez questão de esconder dele. Draco esticou as mãos sedentas até Harry, tocando-o com avidez. Fazia tempo que não tinha o prazer de sentir o corpo de um homem. E Harry ficou imaginando como pôde dormir na mesma cama pelas últimas semanas e meses e não perceber a paixão que ardia dentro do donzelo com quem se casara.

Com as mãos unidas, foram se tranquilizando mutuamente. Faziam círculos com as pontas dos dedos, brincando. Os lábios provavam dos lábios do outro, demoradamente, e dentes roçaram a pele encharcada. Harry parecia sentir um desejo sem fim, que se estendia além dos limites impostos por si. O desejo lhe consumia por dentro, mas o amor o mantinha na rédea curta, apesar de seus dedos tremerem em meio à busca.

Harry o beijou com paixão, levando dois dedos aos lábios, que foram lambuzados de saliva por ambas as bocas. Puxando uma perna e a colocando sobre o seu quadril, permitindo acesso a parte mais intima do corpo de Draco, seus dedos se aventuraram alem das barreiras da carne macia, o canal tenro estava exposto para ele, mas os músculos se retesaram prontamente em volta do dedo dele, que cerrou os dentes de desejo ao pensar que iria sentir o sexo ser envolvido pela mesma pressão que sentia agora ao redor do dedo.

Draco se remexeu sob o toque e os seus gemidos morreram no ombro de Harry quando ele impulsionou o quadril em sua direção, fazendo seus sexos se roçarem e estimulando Draco a fazer o mesmo. Draco sentiu seu ponto de prazer ser atingido, e foi levado a um vórtex de prazer.

Harry estava sendo conduzido ao ápice do desejo em meio a espasmos e então ouviu Draco grunhir e, ao mesmo tempo, agarrá-lo com força.

— Por favor... Harry... Por ...favor. — Draco deixou a cabeça cair no travesseiro, arqueou os quadris para concretizar a promessa de prazer e Harry não conseguiu mais esperar. Ajoelhando-se entra as pernas de Draco, levantou-as, tomando cuidado com a perna deformada ao apoiá-la sobre a própria perna. Draco abriu os olhos e levou as mãos ao ponto em que eles dois se juntaram.

— Faça isso por mim — Harry disse com uma voz gutural e dentes trincados, arfando em descompasso. E Draco fez, com dedos certeiros, enquanto os corpos se uniam e viravam um só.

Harry mergulhou em Draco, segurando-o na cama para comportar as investidas suaves, completando o que o donzelo havia começado. Draco soluçou debaixo dele, agarrando-se aos ombros largos e musculosos, e ele se arqueou, e os corpos ondularam como se fossem um só corpo, os peitos se rosando. Harry tocou com cuidado a carne sensível, ansioso para ouvir os gemidos que brotavam da garganta de Draco, o correspondendo com seus próprios gemidos, enquanto investia com força contra o corpo quente, que o envolvia, sua mão começou a acariciar o sexo de Draco, que com um grito rouco, arqueou as costas, e Harry grunhiu em triunfo, sufocando os gemidos dele com sua boca sedenta.

- Mais... Harry – Draco murmurou em meio a frases soltas, e Harry, ao ouvir seu nome misturado aos votos de amor, impeliu mais seu corpo contra o de Draco, até que ambos chegaram ao clímax alem de qualquer controle.

— Eu amo você, Harry. Eu amo você. — O som das palavras vibrou-lhe na mente enquanto Harry liberava sua essência dentro do corpo delicado. As palavras ecoaram no ar, envolvendo-os enquanto Draco recebia a paixão dele com o mesmo entusiasmo, e Harry sentiu o coração mais quente dentro do peito quando a voz suave expressou amor claramente com palavras.

— Dray... — A única palavra que ele conseguiu dizer foi o nome de seu esposo e então o chamou de um jeito que seria usado para sempre dali em diante, rosando os lábios da orelha de Draco.

- Meu amor...

Se afastou, e contemplou os olhos cinzentos se abrindo, tinham uma expressão de satisfação e abundância.

— Eu gosto quando você me chama assim. Apesar de eu não ser lá um amor de pessoa na maior parte do tempo.

— Não, talvez não — Harry concordou, já se contraindo para se defender do soco que Draco lhe deu no ombro.

Ele capturou os lábios inchados pela paixão – Mas eu amo você de qualquer forma – Harry se debruçou sobre Draco, apoiando os antebraços no colchão — Minha primeira mulher era muito doce, Draco. Foi um casamento maravilhoso, mas eu nunca soube antes o que era ter em casa uma pessoa sagaz e determinada como você.

Draco torceu a cabeça para o lado, acariciando preguiçosamente as costas de Harry

— Isso é bom ou ruim?

Os lábios carmim de Harry formaram um princípio de sorriso em resposta.

— Bem, ela nunca foi insolente comigo do jeito que você é. — Ele fez uma cara séria e hesitou, mas acabou falando baixinho. — E ela nunca riu na cama do jeito que você faz. Não estou falando mal dela. Gina era uma mulher maravilhosa e eu a amava. Mas você... Você conseguiu penetrar em todos os cantos escondidos do meu coração e enchê-lo até transbordar.

Harry ficou sem graça de dizer aquelas palavras, com medo de que Draco acabasse pensando que ele era algum bobo, mas tudo que Draco fez foi segurar o rosto dele com as mãos e beijá-lo, tocando-lhe o rosto com os lábios, o nariz e os cantos da boca, murmurando suaves promessas que ele guardou no fundo do coração.

- Você disse a noite inteira Harry.