Capítulo 9 - Cho

Ding, dong. Ding, dong.

Toc, toc, toc.

Ding, dong. Ding, dong

Toc, toc, toc. Toc, toc, toc.

Ding, dong.

- Droga! – Pansy reclamou. Será que não havia ninguém ali? Estava batendo há cinco minutos e ninguém abria a porta. Tocou a maçaneta e girou-a... A porta estava aberta.

- Olá? – chamou para dentro da casa vazia. Ninguém respondeu. – Olá?

Nada. Ela entrou. Andou pelo térreo, mas não encontrou ninguém.

- Oie? – nenhum sinal de vida. Mas devia ter alguém ali, a porta da frente estava destrancada.

Pansy subiu as escadas. Não tinha ninguém no corredor do segundo andar. Abriu a primeira porta, ninguém; abriu a segunda, um banheiro vazio; a terceira; ninguém; a quarta....

Porra.

Cedrico e Cho estavam se agarrando no sofá de uma sala de tevê. Ele não a viu, porque estava de costas, virado para Cho, mas ela viu Pansy por cima do ombro do rapaz.

- Oi, Pansy – Cho cumprimentou sorridente e maldosa.

Cedrico congelou por um segundo, então virou e se ajeitou ao lado de Cho no sofá.

- Querida – Cho começou -, sem querer ser engraçada, mas você parece horrível. O que aconteceu?

Como se ela não soubesse.

Pansy realmente não estava em seus melhores dias. Estava abatida e vestida de forma simples para ela.

- Nada – Pansy se virou para sair.

- Meu Deus, espera! – Cho gritou, levantando-se e indo até a outra – É bom que você esteja aqui, na verdade. Você pode dirigir, não é, Pansy?

- É, eu posso. Por quê?

- Porque Ced e eu vamos dar uma festa hoje à noite, na floresta. Como o lugar se chama mesmo, querido?

Cedrico se pôs de pé e caminhou até Cho.

- Gobblers End – ele disse. Pansy reparou que as mãos dele e dela se entrelaçaram.

- Isso, em Gobblers End. Você deveria ir, Pansy, e aproveita e nos dá uma carona.

- Eu ia pegar o carro do meu pai emprestado – Cedrico comentou -, mas ele teve que levar minha mãe numa viagem de trabalho.

- Então, você vai? – Cho questionou.

Pansy deu de ombros.

- Talvez. Tenho que ver se minha mãe empresta o carro.

- Ótimo! – Cho soltou a mão de Cedrico, que voltou a sentar, e se aproximou de Pansy, falando em um tom mais sério: - A gente pode te pedir algo? Ced e eu queremos que seja algo... tranquilo.

- E?

- E o Draco não está convidado. Porque nós não gostamos dele.

Pansy encarou Cedrico novamente no sofá. Ele estava fumando e não disse nada.

- Como eu disse, Cho, tenho que ver. Tenho que falar com a minha mãe.

- Ok. Pense um pouco e nos avise, tudo bem? Eu vou tomar um banho... Você vem, Ced?

- Sim... vou em um minuto.

Cho pareceu minimamente irritada, mas abriu um sorriso e saiu dali. Pansy e Cedrico se encararam.

- Desculpe por entrar assim na sua casa – a garota disse –, mas a porta estava aberta.

- Tudo bem – ele se levantou e, sem saber muito bem o que fazer, colocou as mãos nos bolsos. – Você deveria ir à festa.

- Você quer que eu vá?

Eles ficaram se encarando por um instante. Cedrico deu de ombros.

Pansy suspirou e se virou novamente para sair.

- Por que você veio aqui? – ele perguntou antes que ela passasse pela porta. A jovem se voltou a ele.

- Vim te dizer uma coisa.

- O quê?

Pansy pensou por um instante... Não, não valia a pena. Olhou ao redor.

- Sala bacana.

- O que veio me dizer, Pansy?

- Te vejo depois, Ced.

- Pansy...

- Tchau.

Ela saiu e o deixou sozinho.

xXx

O carro da mãe de Pansy, uma moderna minivan, era grande, mas pelas barracas e mochilas, todos tiveram que se espremer para caber nele: Pansy ia dirigindo; Cho no banco do carona; Cedrico, Marieta e Hermione atrás; e, no último banco, Rony, Harry e Gina.

O clima não era muito agradável, mas também não era ruim. Rony e Hermione estavam brigados. Marieta, sentada ao lado de um e na frente de outro, tentava animar o ânimo dos dois, porém não estava tendo sucesso: o ruivo conversava com ela e fazia questão de deixar claro que estava ignorando Hermione. Pansy estava muito séria e calada dirigindo. Cedrico, atrás, estava de bom humor, rindo esporadicamente, mas quieto. Harry e Gina não entendiam porque haviam sido convidados para a tal festa; era óbvio que Cho não gostava de Gina e que devia estar morrendo de raiva de Harry. Cho, aliás, era a única que tagarelava fácil, como se tudo estivesse perfeito.

Apesar de tudo, todos estavam mais ou menos se divertindo e interagindo um com o outro – menos Rony e Hermione, claro. De vez em quando, pelo espelho retrovisor interno, Pansy lançava uns olhares na direção de Cedrico, que estava sempre sorrindo.

Enquanto o grupo ia em direção a Gobblers End, muito longe dali Draco Malfoy bateu na porta da casa dos Parkinson. Ele levava sacolas e uma embalagem nas mãos.

- Sim? – a mãe de Pansy, fumando e de cara fechada, atendeu a porta.

- Tudo bem, Felicia? Me leva para a cozinha, vim fazer uma surpresa para sua filha. Quatro pratos – Draco ergueu as sacolas -, coisa bem chique. Molho pesto, salmão, salada e muito mais.

A mulher tirou o cigarro dos lábios e fitou o rapaz com sua expressão insossa de ultimamente.

- Amor, ela se foi.

- Ta, e que horas ela volta?

- Não volta até amanhã. Eles foram a alguma festa em Gobblers End.

- "Eles"?

- Os amigos dela. Hermione e o resto.

- Não, não... Eu não fiquei sabendo de nada. Pansy teria me dito...

- Isso antes ou depois de vocês terminarem?

Draco encarou a mulher por alguns segundos, juntando peças na sua mente.

- Mas... Eu comprei um jantar inteiro! E isso! – ele mostrou a embalagem transparente que segurava, onde havia um suculento bolo de chocolate – Comprei a porra de um bolo! Floresta negra!

- Oh, meu favorito – Felicia pegou o bolo de Draco. – Obrigada.

Ela bateu a porta. Ele ficou parado do lado de fora por alguns instantes ainda, incrédulo.

xXx

Eles seguiram a trilha para dentro da floresta divididos em pequenos grupos: Cedrico e Cho estavam à frente; logo em seguida Rony, Marieta, Harry e Gina; e depois Hermione e Pansy de mãos dadas, apoiando uma a outra.

- Eu não sei porque ela me chamou – Gina comentou com Harry pela enésima vez. – Não devia ter vindo.

- Cho deve estar querendo ficar bem conosco, Gina. Você vai ver, será bom termos vindo nessa festa.

- Você não acredita realmente nisso, Harry.

- Acredito sim.

- Não, você quer acreditar. Ei, Marieta! – Gina chamou – Você sabe o porquê dessa festa?

- Não me pergunte – Marieta respondeu -, nem quero saber.

Lá atrás, Hermione estava falando com Pansy:

- Ele não quis falar comigo. Eu implorei milhões de vezes, mas ele está me ignorando totalmente.

- Rony vai te desculpar cedo ou tarde, Mione, você vai ver. Ele gosta muito de você.

- Chegamos! – o grito de Cho veio lá da frente.

Pansy sorria para Hermione quando atingiram a clareira onde todos já estavam, mas parou quando viu Cedrico se aproximar e beijar Cho.

Minutos depois, quando estavam montando as barracas, Cho correu até Hermione e pegou-a pela mão.

- Vem cá, Mione!

Pansy ficou totalmente sozinha. Cho estava tirando tudo dela. Então deixou o grupo e foi explorar a floreta.

Cho ficou feliz por ver que Pansy tinha desaparecido. Um ponto para ela. Parkinson estava derrotada - infeliz e apagada.

Faltava derrubar a Weasley e reconquistar Harry.

No começo da noite, sentaram todos em volta de uma fogueira, conversando. Hermione, que estava desanimada e distante, foi a primeira a notar a volta de Pansy e foi de encontro à amiga.

- Ei.

- Oi – Pansy trazia nas mãos, segurando com muito cuidado, a jaqueta de couro que antes usava.

- É bom ver você – Hermione a abraçou forte.

- O que foi?

- Quero ir embora.

- Não podemos ir agora e deixar todos aqui.

- Não aguento mais!

- Não, chore! – Pansy a soltou – Seja brava, Mione. Mostre ao Rony que você amadureceu. Quando ele ver que você aprendeu algo, vai te desculpar.

- Eu aprendi algo?

- Sim! Que gosta dele mais do que do sexo com Draco, não?

- Hã...

- Hermione!

- Sim... Quer dizer, isso eu sempre soube. Eu não sei muito bem como tudo aconteceu com Draco, só... aconteceu. – ela suspirou. – Acha que eu consigo mudar, por Rony?

- Você sente falta do Draco?

- Não.

- Então você já mudou. Você percebe que realmente ama o Rony agora, não é? Isso é claro?

- É, mas... As pessoas mudam rápido assim?

Pansy olhou Cedrico, que estava conversando intimamente com Cho.

- Mudam. – Pansy colocou sua jaqueta no chão e a abriu – Olha o que achei. Cogumelos.

- São daqueles engraçados?

Pansy sorriu.

- Pode apostar que sim.

- O que estão fazendo aí? – era Cho se aproximando.

- Achei uns cogumelos – Pansy respondeu -, quer um pouco?

- Não! Como sabe que não são venenosos? Não quero que você arruíne minha festa vomitando sangue ou...

Mas Pansy já estava mastigando um cogumelo.

- Não era para ser uma festa assim! – Cho gritou chamando a atenção de todos. – Devia ser só bebidas e salsichas, sem drogas nem cogumelos!

- Cogumelos? – Cedrico apareceu por ali também. – Quem tem? – ele viu a jaqueta de Pansy cheia das guloseimas – Oh, me dá alguns.

- Cedrico! – Cho reclamou. Não, não, as coisas são deveriam ser daquele jeito! As coisas estavam indo tão bem... Não podiam começar a dar erradas agora!

- Relaxa, Cho.

- Ouvi alguém dizer "cogumelos"? – Marieta apareceu com Rony, Harry e Gina.

- Marieta, não se atreva! – Cho lhe disse.

Marieta encarou Cho por um segundo e, em desafio, comeu um cogumelo. Ela não era sua dona!

Todos, menos Cho, aborrecida e de mau humor, comeram os cogumelos. Pansy estava chamando a atenção, estragando sua festa e seus planos!

- Não chore... – Cho disse a si mesmo – Não chore!

xXx

Os cogumelos não demoraram a fazer efeito. Todos começaram a dançar em volta da fogueira, rindo de tudo. Estavam todos bem, até mesmo Rony e Hermione pareciam felizes, mesmo que não se falassem.

Só Cho estava quieta e aborrecida. Tinha entrado na barraca que estava dividindo com Cedrico e ficado lá, quietinha, tentando pensar numa forma de reconstruir seus planos.

Era para Harry ter ficado com ciúmes dela e de Cedrico, querer voltar e tirar Gina na cabeça. Essa era a noite derradeira: quando ele visse o quanto ela estava feliz, se sentiria tão incomodado que imploraria para tê-la de volta. Então Cho daria um jeito da Weasley cair nas graças de Cedrico, que já estava lhe irritando. Mas nada disso estava acontecendo!

Se a vaca da Pansy não tivesse aparecido com os malditos cogumelos, Cho mostraria a Gina que Cedrico era o cara perfeito para ela. Seria ótimo: ela ficaria com Harry, seria boazinha e daria Cedrico a Gina, e Pansy ficaria infeliz e destruída, como deveria ser. Mas as coisas começaram a desandar antes de dar certo...

- Cacete!

Alguém estava gritando lá fora. Cho se levantou para ver o que era...

Era Marieta quem gritava. Rony a tinha pegado no colo e a girava. Os dois iriam cair a qualquer momento, doidos daquele jeito. Hermione não parecia estar muito feliz, mas deu as costas e ignorou-os, continuando a dançar. Alguém tinha levado rádio e uma música agitada estava tocando.

Harry e Gina... Porra! Onde estavam Harry e Gina? Em nenhuma barraca, Cho tinha certeza, porque eles não estavam dividindo barracas. Harry estava em uma com Rony, e Gina em outra, com as meninas.

Caralho! Cadê Harry e Gina?! E Cedrico e Pansy...?

Cedrico e Pansy estavam, como todos, dançando em volta da fogueira. Ele se aproximou o ofereceu a ela seu cigarro ilegal, colocando-o na boca da garota. Cho não gostou.

- Estou tão travado – Cedrico comentou com Pansy, ele estava meio doido, como todos ali. – Pareço travado?

Pansy não respondeu, apenas riu alto.

Não é justo!, Cho pensou. Pansy estava totalmente chapada e continuava linda e chamando a atenção de Cedrico.

Puta que pariu!

E onde estavam Harry e Gina? Onde estava Harry? Onde ele estava?!

Porra! Porra! Porra!

Cho cuidaria disso, mas antes daria um jeito em Cedrico e Pansy.

- O que você queria me dizer quando foi à minha casa hoje? – Cedrico perguntou a Pansy.

- Nada importante - ela viu Cho se aproximar e saiu dali. – Até.

- O que vocês estavam conversando, Ced? – Cho perguntou ao se aproximar do namorado.

- Nada.

- Ótimo. Espere por mim aqui, ta? Eu já volto.

Cho respirou fundo. Ok, Harry e Gina. Isso ia acabar agora. Onde eles estavam? Onde poderiam estar?

- Cacete!

- O quê? – Cedrico perguntou.

- Nada – Cho respondeu -, nada.

xXx

Ela viu Harry aparecer do lado de Rony em determinado momento como se sempre tivesse estado ali. Depois disso se permitiu ficar mais tranquila. Havia passado um tempo enorme procurando-o na floresta, mas enfim ele estava ali. Ainda podia ostentar Cedrico e enciumar Harry.

Todavia, os esforços de Cho foram um vão. Primeiro porque Harry estava tão aéreo, risonho e louco quando todos por causa dos cogumelos. Segundo porque ele estava mais preocupado em ficar seguindo os movimentos de Gina do que fazer qualquer outra coisa. Que droga!

Quando já estava bem tarde e a madrugada já havia chegado, um por um eles caíram no sono. Dormindo ao ar livre, jogados em volta da fogueira quase apagada, estavam Harry, Gina, Rony e Marieta; Cho e Cedrico; e Pansy e Hermione. As barracas serviram apenas de enfeites e para guardar as mochilas.

Cho, agarrada a Cedrico, acordou em determinado momento da noite. Estava incomodada demais para dormir. Estava tudo errado!

Ela se sentou. Viu que os braços de Pansy, que dormia com Hermione, e Cedrico estavam esticados e suas mãos entrelaçadas - os dois estavam a menos de dois metros um do outro. Ela soltou as mãos com raiva. Nem dormindo Pansy se controlava, aquela cadela!

Outra que não se controlava era Gina. Que oferecida! Dormia entre Harry e Marieta e suas mãos também estavam agarradas a do moreno.

Lágrimas de raiva surgiram os olhos de Cho enquanto os olhavam. Ela o roubou! Gina Weasley roubou Harry dela, que merda!

Cho se levantou e olhou ao redor, andando pelo acampamento silencioso. Rony estava abraçando Marieta, de costas para ele, de forma muito íntima. Harry tinha um sorriso fraco nos lábios, como se estivesse tendo um sonho tranquilo e bom.

Sentou-se ao lado de Harry e soltou as mãos dele das de Gina, segurando-as. Ele era tão bonito! Cho se lembrava com perfeição das vezes que ele dormiu com ela e exibiu aquele mesmo sorriso no rosto.

- Harry... – murmurou.

A mão dela vagou pelos cabelos negros do rapaz. O que tinha acontecido com todo o amor dele? Quando acabou? E por quê? O que ele tinha visto em Gina?! Por que não estava com ela ainda? O que tinha feito de errado? Quando...?

Harry se virou, resmungando. Cho tirou as mãos dele, que abriu os olhos sonolentos.

- Ei.

- Oi.

Ele se sentou e esfregou os olhos. Então virou a cabeça de repente, olhando na direção das árvores a diante.

- Você ouviu? – perguntou a Cho.

- O quê?

- O barulho.

- Não tem barulho...

- Shhh!

Ele se pôs de pé e deu alguns passos, observando o acampamento.

- Há algo errado.

Harry entrou na sua barraca...

- Onde estão as mochilas, as bebidas, os sacos de dormir? Quem mexeu nas coisas, Cho?

- Eu não sei.

Harry acordou Rony.

- As malas sumiram – disse a ele.

Logo todos estavam acordados e inquietos.

- Será que foi algum animal? – Rony perguntou.

- Nenhum animal faria isso! – Marieta lhe disse. – Talvez caçadores?

- É – Hermione falou –, deve haver caçadores por aqui.

- Acho que aqui não há o que caçar – Harry falou.

- Então quem mexeu em tudo? – questionou Cedrico.

- Isso não é engraçado! – Cho estava assustada – Se alguém resolveu fazer uma brincadeira, diga agora o...

Poof! Um tiro.

- O que foi isso? – Gina perguntou. Ela segurou a mão de Harry, o que não passou despercebido a Cho.

Poof! Outro tiro.

- Fiquem quietos – Cedrico pediu.

Poof! Dessa vez foi mais perto. As garotas gritaram.

- Merda! – Rony exclamou.

Foi nesse momento que ele ouviu algo na mata. Parecia alguém andando e quebrando gravetos no caminho.

Poof!

- Pansy, não gosto disso – Hermione sussurrou para a amiga.

- Ta tudo bem, Mione. Fica tranquila.

Poof! Poof! Poof!

- Desliguem as lanternas agora! – Harry pediu e correu para apagar a fogueira – Rápido, rápido!

Poof! Poof!

- Silêncio, silêncio – Cedrico pediu. - Deitem-se no chão.

Todos se deitaram, quietos. Podiam ouvir passos. Sons de animais. O próprio coração batendo forte. Asas batendo ao longe. O vento nas árvores...

Rony se levantou.

- Rony, Rony, volte aqui! – Harry pediu baixo, evitando fazer muito barulho.

- Rony! – Hermione e Marieta chamaram no mesmo instante.

Alguém acendeu uma lanterna na floresta e soltou gritos estridentes.

- Meu Deus! – Hermione fechou os olhos e começou a rezar.

Os gritos estavam mais altos agora, a luz da lanterna a apenas alguns metros e se aproximando...

Rony se jogou para frente e caiu sobre a pessoa que se aproximava. Harry e Cedrico correram em auxílio do rapaz.

- Rony, seu retardado! – Harry chamou a atenção do amigo e se abaixou para ver a pessoa no chão: um homem com uma máscara preta.

- Você ta bem? – Cedrico perguntou a Rony.

- Estou.

- Cacete! Porra! – Harry xingou ao tirar a máscara do homem. Ele se levantou e saiu chutando folhas.

- O quê? – Cedrico pegou a lanterna e, já achando que Rony havia cometido um assassinato, iluminou a pessoa no chão – Caralho!

Era Draco, todos viram bem.

- Eu devia te matar! – Harry gritou, acendendo novamente a fogueira – Seu viado!

- Você nos assustou pra caralho! – Marieta bradou.

- Idiota! – Hermione foi ajudar Harry e começou a acender as lanternas, o que Cedrico, Gina e Rony já estavam fazendo. Logo o acampamento estava novamente iluminado.

- Não fui eu – Draco se defendeu, colocando-se de pé. – Havia uns caras na floresta com armas. Eu os vi pegando suas coisas e eles começaram a atirar...

- Cala a boca – Cho pediu brava -, a piada já acabou.

- Você nos assustou, babaca! – Gina disse.

- Tudo bem, acalmem-se - Draco riu. - Eu peguei suas coisas, crianças, mas os tiros foram de uns caçadores ilegais. Seus otários, eu só estava tentando assustar vocês.

- Por quê? – Harry perguntou.

- Porque pensei que seria engraçado. E foi mesmo. "Uh, apaguem as luzes... Nós vamos morrer".

Ninguém riu acompanhando Draco. Estavam todos muito sérios.

- O que está fazendo aqui? – Cho por fim perguntou – Não foi convidado!

- Você me conhece, sinto cheiro de festa.

- Vá embora! Ninguém te chamou!

- Mas estamos nos divertindo tanto! A propósito, seus peitos ficam ótimos nessa blusa, Cho.

Cedrico foi até Draco e o agarrou pela camisa.

- QUAL A PORRA DO SEU PROBLEMA?!

- Cai fora! - Rony gritou para Draco, que nem o ouviu. Estava muito preocupado em confrontar Cedrico.

- O QUE QUER? – Draco perguntou a ele – MEU SANGUE? JÁ ME TIROU TUDO, DIGGORY! ROUBOU MEUS AMIGOS E ROUBOU ELA TAMBÉM!

Draco apontou Pansy. Cedrico olhou a garota e soltou Malfoy.

- Não roubei ninguém. Eu disse...

- Ela não te contou? – o loiro perguntou zangado – Ela disse que está pronta para ficar com você. Me deu um pé na bunda definitivo na naquela festa, quando eu mais precisava dela. Pansy não me quer mais. Quer, princesa?

Todos olharam Pansy. Ela, encurralada e silenciosa, acenou uma negativa.

Silêncio.

- E daí? – Cho questionou – Por que isso deveria importar? Ced está comigo agora. Não é, Ced? – ele não respondeu, estava encarando Pansy - Ced? Ced?! – ela virou para ele – Cedrico?

Ele não respondeu, nem pareceu ouvir. Ainda olhava Pansy com atenção.

- É o fim, Cho – Draco falou. – Você perdeu seu antigo namorado, perdeu seu novo namorado. Está tão sozinha quanto eu.

- CALA A BOCA!

- É verdade! NINGUÉM QUER VOCÊ! Harry quer a Gina, sempre quis...

- Draco – Harry pediu.

- ...e o Diggory quer Pansy. Você está sozinha.

- NÃO! – ela olhou ao redor. Harry e Gina desviram os olhos dos dela; Pansy e Cedrico fitavam um ao outro. Marieta, Hermione e Rony olhavam dela para Draco. Era verdade, ninguém a queria. – Vou dar um volta.

Cedrico pareceu acordar de seu torpor.

- Cho? – ele chamou e fez menção de ir atrás da garota.

- Não – Harry disse -, eu vou. A conheço melhor.

- Não – foi a vez de Marieta falar -, eu vou.

- Deixem-na – Draco disse e ninguém foi atrás de Cho. – Ela perdeu e sabe disso. Até que levou numa boa, não?

- SE MANDA! – Rony gritou para ele – NINGUÉM QUER VOCÊ AQUI, NINGUÉM GOSTA DE VOCÊ! VAI EMBORA!

- Faz o que ele disse – Gina pediu -, vai embora, Draco. Por favor.

- Ta, eu vou! Tenham uma boa vida, seus cuzões! – ele fitou Hermione – E você, vem comigo?

Ela acenou em negação.

- Ah, agora é não, mas na hora de trepar comigo...

- Eu amo o Rony! Só preciso de mais uma chance...

- É MUITO TARDE! – Rony gritou para Hermione. – TE DEI MUITAS CHANCES E VOCÊ NÃO AS ACEITOU! VEZ E OUTRA MENTIU PARA MIM! É MUITO TARDE! – ele respirou fundo, procurando se controlar - Eu me apaixonei por uma garota. Ela era boa, honesta. Agora ela se foi, e essa garota nova... Eu não gosto dela. Ela me magoa. Eu gosto da Marieta agora.

- PORRA! – Marieta exclamou – CALA A BOCA, RONY! Você não gosta de mim! Minta para a Hermione, mas não para si. Além do mais, EU SOU GAY! - ela se enfiou em sua barraca, esquecendo de Cho.

Nesse tempo todo Draco ficou fitando Hermione, que chorava abraçada a Pansy.

- Então até você vai me deixar? – ele perguntou muito sério a ela – Primeiro Pansy, agora você?

- Ela não vai te deixar, porque nunca foi sua – Pansy, incomumente frágil, disse. – Nem eu.

- Cala a boca, não estou falando com você!

- Vai embora, Draco – Harry pediu educadamente.

- Diga onde estão nossas coisas e vá – Cedrico disse.

- ÓTIMO! EU VOU MESMO! – Draco caminhou até a floresta, atrás de uma árvore, e começou a tirar mochilas, sacos de dormir e outros objetos dali e jogar no chão com raiva – Fodam-se todos!

- Se manda – Cedrico foi até ele. – Nós terminamos de arrumar nossas coisas.

Draco o olhou cheio de ódio antes de retomar a trilha e sair dali.

xXx

Cho estava numa pequena clareira, entre árvores bem altas. A lua cheia iluminava o céu.

- Por quê? – ela se perguntou mais uma vez. – Por quê? Por quê? Por quê?

Por que as coisas deram tão erradas? Por que ela foi humilhada daquele jeito? Por que ela perdeu Harry? Por que perdeu Cedrico? Por que Pansy e Gina existiam? Por que o escroto do Malfoy tinha aparecido para estragar ainda mais sua noite? Por que...

- Cho?

Ela se virou. Gina estava parada a alguns metros.

- Como você está? - a jovem ruiva perguntou.

Burra! Que pergunta estúpida!

- Ótima, é claro – a voz de Cho era sarcástica e rancorosa. – Viu como minha noite foi boa pra cacete?

- Desculpe.

- DESCULPE?! DESCULPAS PELO QUÊ? POR ESSA NOITE FODIDA? POR ROUBAR HARRY? POR ESTAR TRANSANDO COM ELE ESCONDIDA DE TODO MUNDO?

- Eu não to...

- NÃO SOU BURRA! EU PERCEBO AS COISAS, GAROTA!

- Cho? Gina? – outra voz, era Pansy.

- CARALHO! – Cho ergueu as mãos para o alto em frustração – Eu mereço essas duas na minha vida, Deus?! Olha para você – disse a Pansy – está totalmente chapada! Quantos cogumelos comeu? 5? 10?

Pansy realmente não estava com a melhor aparência ou no melhor estado. Sua maquiagem estava borrada, suas roupas amassadas, seu cabelo um pouco desgrenhado.

- Olha! – Cho exclamou.

- O quê? – Pansy perguntou.

- Tem insetos na sua cabeça.

- Tem? Tira, tira! – Pansy começou a sacudir os cabelos, querendo tirar os insetos inexistentes.

- Para com isso, Cho! – Gina exclamou, então foi até Pansy – Não tem nada no seu cabelo.

O sorriso sarcástico de Cho desapareceu.

- Vadias. As duas. Vadias! Doidas para abrir as pernas pros meus homens.

Gina respirou fundo. Precisava manter a calma.

- Cho, a gente só veio te procurar. Não queremos briga...

Cho começou a rir... Mas então já não estava rindo, estava chorando.

- Por favor – ela pediu, dirigindo-se a Gina -, não o tire mim. Harry é tudo que eu tenho, por favor...

O coração de Gina amoleceu.

- Eu sinto muito, Cho. Não fui eu quem o tirou de você, foi ele quem se afastou.

Pansy ficou observando a cena sem dizer nada. Gina se aproximou e abraçou Cho, que depois de um segundo a empurrou.

- Tire suas mãos de mim! Você é burra! Acha que realmente pode tirá-lo de mim? Ha! Eu consigo tudo que eu quero. Tudo, ouviu bem? Isso serve para você também – falou com Pansy. – Eu só te convidei porque dirige e tem um carro grande. Você arruinou a minha noite, todos os meus planos! E está envergonhando a si mesma! É triste ver como se atira no namorado de outra.

- Cho...

- Não estou sendo chata nem nada. Acho que você nem percebe o que está fazendo, Pansy. É só que... faz você parecer uma vadia desesperada.

- Cho, por favor! – Gina pediu.

- Você se acha tanto! – Cho continuou falando com Pansy - Se acha tão melhor do que eu, tão bonita, tão irresistível, tão boa! E nunca vai ter Cedrico, porque não consegue ter nada. Você fode com tudo!

- Cala a boca! – Pansy gritou – Me deixa em paz!

- Deixar você em paz? Eu deixar você em paz?

- Sim!

Pa!

A mão de Cho subiu e desceu e estalou na face de Pansy.

- CHO! – Gina repreendeu.

- Você que sempre está no meu caminho, Pansy! – Cho continuou – Você estraga a vida de todo mundo.

- Cala a boca, cala a boca! – Pansy estava começando a chorar. Aquelas palavras representaram alguma verdade para ela.

Pa! Outro tapa.

Dessa vez Pansy procurou revidar. Mas estava tão zonza pelos cogumelos que ficou numa enorme desvangem. Cho estava batendo fácil em Pansy enquanto Gina gritava e não vazia nada. Só quando Cho se colocou sobre Pansy e começou a estapeá-la seguidamente Gina a empurrou e entrou na briga. Elas rolaram pelo chão usando os punhos, mãos e unhas, puxando cabelos e dando pontapés.

Pansy, num canto, estava confusa. O mundo estava embaçado e rodando... as estrelas estavam no chão e havia folhas de árvores no céu...

Quando tudo entrou mais ou menos em foco, ela pôde ver Gina e Cho separadas, sem fôlego.

- Você nem o quer realmente, não é? Harry é só um casinho para você, Gina. É só sexo! Deixe-o em paz, deixe-o para quem realmente o ama: eu!

- Você?! Isso não é amor, é posse!

- Eu to cansada! – Pansy se levantou e segurou a cabeça entre as mãos, chorando silenciosa - Vamos sair daqui, Gina, vamos...

- Cala a boca! – Cho gritou e depois partiu para cima de Gina; as duas recomeçaram a brigar indiferentes a Pansy.

- ...se você tentar tocar qualquer coisa minha de novo – Cho dizia - , eu vou foder legal com você. Entendeu?

Gina não respondeu. Ela não poderia. Cho estava apertando a garganta dela com força... Mas então a jovem ruiva conseguiu empurrá-la e derrubá-la com um soco preciso no olho. Pansy saiu dali abraçada a si mesma e enxugando as lágrimas. Se elas queriam brigar, que brigassem!

- DOIDA! – Gina gritou a Cho, segurando-a firme sob si – Draco está certo: ninguém quer você, vai ficar sozinha também! Se a Pansy estraga tudo com as pessoas, você é igual! Egoísta, mesquinha, acha que tem o rei na barriga! É grossa com todo mundo, destrata sua melhor amiga, sempre tentou mandar no Harry... Vai se foder, Cho! - ela se levantou, deixando a outra no chão. Quando voltou a falar, já estava calma: – Você é triste. Eu sinto pena de você. Pena.

Gina deu a volta e saiu dali, voltando para o acampamento.

xXx

Pansy olhou para o céu. Ele parecia girar, como se tivesse muito, muito, muito distante...

Ah, é. Ele estava mesmo distante.

A garota se apoiou numa árvore tirou os tênis e as meias. As folhas sob seus pés estavam mortas há muito tempo, e a cada passo que dava podia sentir o frio invadir seu corpo.

Ela andou ao redor do acampamento e, em dado momento, parou. Tinha visto algo. Sorriu e recomeçou a andar.

Pansy parou de novo e se abaixou. Ali estava, em um saco de dormir, Cedrico.

Ela esticou a mão e tocou de leve o rosto dele, apenas com a ponta dos dedos. Demorou alguns segundos, mas ele acordou e, num gesto rápido e por susto, sentou segurando o pulso dela. Se encararam por alguns segundos.

- Me bate – Pansy pediu.

- O quê?

- Só uma vez. Eu quero sentir alguma coisa. Me bate! – então sussurrou: - Eu te desafio.

Cedrico ficou olhando-a por mais alguns instantes. Então a beijou com vontade. Pansy retribuiu com o mesmo fervor, passando a mão pelos cabelos dele.

Quando o beijo ficou mais lento, eles se afastaram o suficiente para Cedrico tirar a blusa dela e ela tirar a dele. Se beijaram novamente. As mãos de Pansy deslizaram pelo tronco dele, e as dele, pelas costas dela.

Cedrico enxugou as lágrimas silenciosas de Pansy. Eles se deitaram e voltaram a se beijar, tocar, sentir... Tudo bem lentamente.

xXx

No acampamento, as lanternas e a fogueira estavam apagadas, havia silêncio e aparentemente todos dormiam.

Cho foi até sua barraca, Cedrico não estava lá. Provavelmente ele quis ficar sozinho. Ela juntou suas coisas, chorando sem saber exatamente o porquê. Iria embora naquele instante. Mesmo que tivesse que andar um pouco até conseguir sinal no celular para chamar um táxi, iria embora. Não ficaria ali por nem mais um segundo, humilhada e machucada como estava. Além disso, não queria ver ninguém.

Entrou na trilha e caminhou. Chegou ao ponto onde Pansy tinha estacionado o carro, na entrada para a floresta. Logo estava na estrada. O dia começava a amanhecer.

Cho seguiu a placa de sinalização e partiu de volta para casa. Havia andado menos de vinte minutos na estrada quando viu um carro cinza e velho estacionado num canto. Será que lhe dariam uma carona? Teria que perguntar para descobrir.

Quando chegou ao carro e olhou pela janela aberta do motorista, reclamou:

- Merda!

Draco, dentro do automóvel, encarou-a e perguntou:

- O que aconteceu com seu olho?

Cho respirou fundo e deu a volta no carro, entrando nele.

- Me leve para a cidade – mandou.

- Alguém te deu um soco?

- Sim. Agora me leva para a cidade.

- Quem?

- Vai me levar de volta ou não?!

- Vai me dizer quem te bateu ou não?

Cho bufou.

- Gina Weasley.

Draco riu alto.

- Mas eu bati também! – a garota garantiu – Agora me leve para casa.

- Não.

- O QUÊ?

- Não. Que obrigação eu tenho? Nenhuma. Eu não vou te levar para lugar algum. – ele se debruçou por Cho, no banco do carona, e abriu a porta – Pode sair.

- O-o quê?! Não! Você tem a obrigação...

- Eu não tenho obrigação nenhuma.

- Tem sim! Você estragou a minha noite!

- E você não me convidou para a festa!

- Eu não gosto de você, Malfoy.

- Mais um motivo para eu não te levar. Sai.

Cho jogou suas coisas no banco de trás e não saiu.

- Não vou sair.

- E eu não vou te levar. Pelo menos não enquanto você não pedir com educação.

- Por favor.

- Não. Pedir com educação, não com má vontade.

Cho encarou-o com raiva.

- Draco, você poderia, por favor, me levar em casa? Eu agradeceria muito – seu tom era puro sarcasmo.

Ele sorriu.

- Claro.

Os dois fizeram o trajeto em silêncio, a não ser por um ou outro comentário solto aqui e ali, cada um perdido em seus próprios pensamentos. Quando Draco parou o carro em frente a enorme e moderna casa de Cho, perguntou:

- Não vai me convidar para entrar?

Ela encarou-o num misto de ódio e desprezo.

- Não. Não estou tão desesperada assim.

- Você está perdendo uma ótima oportunidade...

- Tchau, Malfoy!

Cho pegou suas coisas e saiu do carro batendo a porta. Já estava claro e um sol fraco iluminava o dia.

Ela entrou em casa e teve uma surpresa: havia malas no hall. Malas de sua mãe.

- Mamãe?

Na sala, ela viu sua mãe no sofá, com uma mão na cabeça e de olhos fechados.

- Oi, Cho – ela estava claramente aborrecida.

- O que está fazendo aqui, mãe? Você tinha que estar em lua-de-mel...

- Nem me fale desse assunto! – sua mãe quase gritou, abrindo os olhos – Acabou. Outro casamento chegou ao fim. Terminou. Finito.

- Mas... Foi tão rápido.

- Eu sei, eu sei.

- Bem – Cho deu um riso fraco e se sentou no chão em frente à mãe -, é bom você estar de volta. Tanta coisa aconteceu, mãe, você não faz idéia do quanto...

- Cho, não, não! – a mulher se levantou, brava – Eu acabei de voltar e você já quer me encher com seus problemas?!

- Eu só ia contar...

- Ah, pelo amor de Deus! - ela chutou o sofá e subiu as escadas, deixando Cho sozinha.

- Desculpe – a garota pediu baixo, e sua mãe não ouviu.

A menina ficou parada no meio da sala por alguns instantes. Então subiu também e, no banheiro de seu quarto, ligou o chuveiro, entrando com roupa e tudo.


Respondendo as reviews:

ooo Marininha Potter: harry e gina passaram por mt coisa até ficarem juntos, não? mas a fic ainda não acabou... ainda tem o que acontecer com os dois. beijo.

ooo danda jabur: oh, não tem um porquê concreto da mione ficar com o draco. foi algo físico, sabe? e só. qnt a ordem dos capítulos, devo dizer que não será a mesma e muito menos uma ordem diferente. a fic está acabando, não haverá mais caps dos personagens. beijo.

ooo Patty Carvalho: tadinho do draco. eu tenho pena dele, de certa forma. ele é mt mais do que aparenta. acho que nos últimos caps deu pra ver um pouco disso. é só, fico por aqui. beijo.

ooo Oraculo: ohh, tadinho do draco. creio que ele gosta realmente da pansy... mas ela gosta do cedrico. beijo.

ooo Pedro Henrique Freitas: a Pansy não ficou para cuidar do Draco. eu terminei essa parte qnd ela começou a chorar, não mostrei ela ficando com o Draco nem nd. e eu escrevi "a história de um candidato sem propostas, desinteressado e festeiro nas eleições estudantis" apenas pelo contexto da história. beijo.

ooo Grace Black: ooh, obrigada pelas palavras tão animadoras e gentis! fico feliz que tenha gostado, pq essa fic é mesmo diferente. obrigada pela review! beijo.

ooo Vanessa RB.: Draco é um pouco mais do que aparenta, mas ele e Pansy... bem, não vai dar muito certo, não? ela gosta de outro. e teve mais confusão nesse cap, pq a roupa suja precisa ser lavada, rs. beijo.