Capítulo 10: A verdade de Sasuke

Sasuke's POV

Me lembro de sentir uma dor lancinante na cabeça, e depois ver um punho voando em direção ao meu rosto. Depois disso, fui tomado por minhas lembranças.

É meu primeiro ano nesta escola. Estou no 1º ano do Ensino Médio. E foi no primeiro dia de aula que a vi.

Loira, os cabelos cintilam como o Sol. Os olhos azuis parecem refletir o azul do céu e torná-lo mil vezes mais bonito, o sorriso dela me traz tranquilidade...

Ela está acompanhada por uma garota de cabelos cor de rosa. Também deve ser bonita, mas eu não saberia dizer. Pra mim, a loira é bonita. E só.

Senti uma sensação boa... como ver o mar pela primeira vez.

Eu fui falar com ela:

- Olá. Sou Uchicha Sasuke. E vocês?

- Eu sou Yamanaka Ino e essa é minha amiga Haruno Sakura.

Eu cumprimentei as duas e começamos a conversar. Ino tinha uma voz melodiosa, como o barulho dos sinos.

É, me apaixonei.

...

Não pode ser tão difícil assim. Já a conheço a alguns meses e aquela amiga dela, a Sakura, me disse que ela está a fim de mim. Então não pode ser tão difícil assim.

Eu descobri que rosas amarelas significam amor eterno, e é por isso que esse é o buquê que estou levando.

Sakura me disse o endereço dela, e agora estou parado aqui na porta que nem um paspalho. Kami-sama me ajude.

Eu toco a campainha e uma moça loira dos olhos castanhos atende, com certeza a mãe de Ino.

- Olá. Posso falar com Ino?

- Vou chamar, só um segundo.

Depois de um tempo ela aparece. Apesar de estar usando uma camiseta básica e um short de malha continua linda...

- Sasuke? O que foi?

- É... eu... trouxe pra você! - entreguei o buquê e ela.

- Ah, obrigada Sasuke! São lindas! Sabia que significam amor eterno?

- Não, eu não sabia. É... Ino?

- Oi.

- Quer sair comigo hoje a noite? - falei tudo em um jato só. Nem respirei direito. Agora eu fitava aqueles olhos azuis Extremamente nervoso...

- Claro!

- Passo aqui às oito!

E eu me despedi dela, então fui embora.

...

São oito horas. Perfeito. Toco a campainha e dessa vez é a própria Ino que atende. Eu a guio até meu carro. Eu tenho que ser gentil, então...

Já sei! Abro a porta do carona pra ela. Ela sorriu. Ponto pra mim!

Nós vamos ver um filme. Eu fiz questão de pagar os ingressos e a pipoca, isso também é gentil, eu acho.

Nós nos assentamos no fundo do cinema. É um filme de terror. Faz parte da minha estratégia.

Passa a primeira parte assustadora. Ela se agarra no meu braço.

Que pele aveludada...

Segunda. Ela enterrou a cabeça no meu peito. Eu aproveito para fazer um cafuné nos cabelos loiros dela e dizer no pé do ouvido:

- Calma Ino... não é real. Não precisa ter medo, eu estou aqui.

Ela ergue os olhos e me lança um sorrisinho feliz.

- É, ainda bem que está.

Nós nos beijamos e eu nem sei como termina o filme.

...

Me sentia como no dia em que a chamei pra sair pela primeira vez, muito nervoso. As rosas amarelas deram certo antes então estou levando outro buquê.

Ino-chan e Sakura estão assentadas no banco perto de uma árvore. Eu respiro fundo.

- Ino-chan!

- Olá Sasuke-kun.

Sakura teve o bom senso de dizer que Naruto estava a chamando, embora não fosse verdade.

- Ino... eu... te trouxe isso.

Entreguei as flores para ela, que abriu um grande sorriso.

- Obrigada Sasuke!

- É... Ino... eu quero te pedir em namoro.

- Como?

- Quer ser minha namorada?

- Eu... Uau! Sasuke eu... eu aceito!

Nunca fui tão feliz como naquele dia.

...

Estávamos no cinema. Eu, Ino, Sakura e Naruto.

De repente, Sakura-chan se levanta.

- Ino-chan - chamou Sakura. - Vou no banheiro, vem também? - mania de menina ir sempre no banheiro juntas.

- Pode ir indo na frente, assim que acabar essa cena eu vou.- respondeu minha Ino.

Ela foi. Segundos depois eu me levantei.

- Vou buscar mais refri.

Já a alguns dias Sakura tem despertado uma espécie de desejo em mim... eu não sei explicar muito bem, mas meu namoro com Ino-chan já não é a mesma coisa e Sakura gosta de mim. O que é isso que eu sinto olhando pra ela? Eu tenho que descobrir... E só tem um jeito.

Lá está Sakura. Bem, tenho que falar com ela.

- Olá, Sakura-chan. - eu disse para Sakura que segurava a porta do banheiro, prestes a entrar.

- Oi Sasuke. - e ela se voltou para a porta do banheiro. Segurei o braço dela para que ela me esperasse um pouco e me ouvisse. Ah, não acho que pus força demais! Tenho que aprender a controlar isso. Continuando, ainda tenho o que falar com ela.

- Espera, Sakura-chan, vamos conversar.

- O que você pena que está fazendo Sasuke?

Ele a escorou na porta e sussurrei no ouvido dela:

- É verdade que você gosta de mim?

- É sim Sasuke-kun. Sempre gostei.

Então eu não sei o que deu em mim. Eu vi aqueles lábios tão bem desenhados na minha frente e perdi o controle.

Eu a beijei, mas eu sou o namorado da melhor amiga dela, então é óbvio que ela não ia querer me beijar.

É óbvio que Sakura não queria ser amante do namorado da melhor amiga dela.

Então ela deu uma joelhada... bem, vocês sabem onde, em mim, e eu fiquei urrando de dor, enquanto ela passava correndo nem sei pra onde.

Ino-chan se mostrou meio fria no resto do dia.

...

No dia seguinte o motivo de tanta frieza foi explicado. Ela sabia. Ela viu.

Ino berrava a plenos pulmões que eu era um traíra, vagabundo, enfim, todos os nomes feios possíveis.

Eu preciso dela! O que eu devo fazer? Eu ergo a minha mão para tocar aquele lindo rosto e dizer a ela para me perdoar, que tudo vai ficar bem...

Ela deve ter pensado que eu ia bater nela, pois ela mesma começou a bater em mim.

Eu vi aqueles profundos olhos azuis e não tive coragem de revidar. Ela batia em mim com toda a força que reunia e depois de um longo tempo eu desfaleci.

...

Há muito tempo eu não vejo Ino-chan, pois ela foi expulsa depois de me bater. Mas eu ouvi a Sakura-chan dizer onde ela estuda a um amigo então estou indo pra lá. E levo um buquê de rosas amarelas. Ela vai me perdoar. São rosas amarelas.

Então entrei na escola dela berrando que a amava mais que tudo, implorando a ela que voltasse pra mim.

Eu me aproximei, e ela estava abraçada com um ruivo. Não. NÃO É O NOVO NAMORADO DELA.

- Ino... quem é esse ruivo? - perguntei, receoso.

- Meu namorado. - isso doeu. Eu senti um aperto enorme no meu coração, como se ele estivesse sendo espremido por uma luva de ferro.

- Já me esqueceu? - depois de tudo... ela me esqueceu assim tão rápido?

- Eu te esqueci no dia em que te esmurrei. - mais uma vez a mão de ferro.

E o ruivo estava estranhamente calado. Não, pior. Ameaçadoramente calado.

- E você ruivo? - perguntei. - Não diz nada?

- Não tenho nada pra dizer. Ino já disse tudo. Estamos namorando. Isso devia bastar pra você dar o fora daqui.

- Ino-chan, eu... - senti lágrimas querendo escorrer dos meus olhos, mas eu ia segurá-las.

- Não me chame assim Sasuke! Você não tem mais esse direito! - meu coração estourou com o aperto da mão de ferro. Senti minha razão de viver se esvair junto com os restos do meu coração.

- Mas, até as rosas amarelas... elas significam amor eterno, lembra? - ela tem que lembrar o que essas rosas significam para nós. Ela tem que refazer meu coração.

- EU já te dei alguma?

- Não... mas eu já! - é verdade. Ela nunca me deu uma rosa amarela. Ah, mas geralmente é o homem que faz essa parte né?

- Essa é a diferença Sasuke. Eu não amo você, e que eu me lembre, nunca disse que amava.

Eu repassei nossos momentos tentando me lembrar de um eu te amo ou qualquer coisa assim que ela tivesse me dito.

Não consegui. Ela nunca disse.

Agora eram meus pulmões que pareciam estourar.

- Viu? É o Gaara que eu amo.

- Mas você conheceu esse cara há dois meses! - eu não acredito no que estou ouvindo.

- Sasuke! Não é a convivência que importa!

- OK Ino, Ok. Acreditarei em você se olhar nos meus olhos e disser que não me ama.

Ela fez uma cara convencida, como se fosse fácil.

- Uchicha Sasuke, - ela começou enquanto eu fitava aqueles olhos cor azul-céu. - eu não amo você, nunca amei e nunca vou amar pois o meu coração pertence ao Gaara, e a mais ninguém.

Eu senti tudo dentro de mim estourar, me abandonar. Senti que ia morrer.

- O que esse ruivo tem que eu não tenho? - eu preciso saber para tê-la de volta um dia.

- UM CORAÇÃO! - ela berrei.

Eu me virei bruscamente para ir embora. Doeu ouvir isso dela, pois era verdade. Ela acabou de destruir meu coração, então eu de fato não tenho um.

- Uchicha Sasuke, não é? - me dei conta de que o ruivo me seguira.

- Qual é o problema ruivo? - perguntei, me virando.

- Eu me controlo na maior parte do tempo pois da última vez que eu agi com meus instintos quase matei alguém, mas eu vou deixar uma coisa bem clara: se você se meter comigo, eu suporto, mas encoste um dedo na Ino-chan, e pode encomendar o seu caixão.

- Está me ameaçando para defender aquela vadia da Ino? - as palavras saíram antes que eu me controlasse.

Ele me agarrou pela gola da camiseta.

- Acaba de vir pedir perdão à ela e a chama de vadia. Você é o pior tipo de gente que eu já vi!

- O que eu falo ou deixo de falar não é da sua conta ruivo.

- É quando se refere à mulher que eu amo!

Eu fiquei atordoado. Ele ama ela? AMA?

- Escute aqui Sasuke, se você voltar a encher o saco da Ino, não vou perdoar.

Ele me largou no chão e se virou pra ir embora.

Eu acabei por dar um murro raivoso nas costas dele.

Ele me deu um murro na cara e eu revidei. Logo estávamos brigando.

Eu tenho que vencer essa briga. Pela Ino.

Bem, é claro que eu Ino vei separar.

Ela se enfiei no meio tentando nos separar. O ruivo parou de tentar me bater, com medo de me acertar, e eu quis me aproveitar, mas nunca me arrependi tanto. Acertei um muro na cara de Ino. Sem querer.

Certo, depois dessa o ruivo vai querer me bater, e eu mereço. Ele que bata o quanto quiser, eu não vou revidar. Eu mereço por ter batido na Ino-chan.

Ele me segurou Ino e a passou para as costas dele.

- Eu te disse para não encostar na Ino-chan.

Então ele acertou um murro no meio da minha cara, e tudo ficou escuro.

...

Ato covarde, infantil. Comecei a ouvir as conversas de Sakura e Naruto às escondidas, à espera de que ela me desse alguma informação útil.

Ela deu.

Passou correndo ao meu lado enquanto dizia ao Naruto que estava indo ao hospital por que o Temari estava indo no hospital fazer um exame por causa do bebê. Aí o Naruto fez uma cara confusa e ela disse:

- Você sabe, Naruto. O afilhado da Ino e do Gaara.

Era tudo que eu precisava ouvir. Esperei mais um pouco até ela comentar o endereço do hospital e sai correndo até o meu carro.

Enquanto dirigia eu digeria a informação: esses dois estão tão unidos que vão ser padrinhos de uma criança. Eu conti as lágrimas que começavam a se formar: eu não vou chorar, sou mais forte que isso. Desci correndo do carro e fui andando pelo hospital, à procura. A encontrei na lanchonete.

- Ino! Precisamos conversar.

- Sasuke, pare! Eu não tenho nada pra falar com você! - rude, como sempre desde que terminou comigo.

- Só conversar, juro!

Ela parecia meio relutante mas depois de um tempo o ruivo encorajou. E ela veio. OK ruivo, ponto pra você dessa vez.

- Qual é o problema? - ela me perguntou.

- Fiquei sabendo que você e o ruivo vão ser padrinhos de uma criança.

- O ruivo tem nome.

- Gaara. - aquele nome era como veneno misturado com agulhas. Terrível de ser pronunciado.

- Sim, vamos. Por quê?

- Isso que vocês tem chega tão longe assim?

- Chega. Sasuke eu já te disse: eu AMO o Gaara. Punto i basta.

- Ino... eu amo você...

- Sasuke, por favor...

- Tudo bem. Mas eu vou deixar uma coisa clara pra você: eu não desisto fácil.

Eu tenho um plano. Eu só tenho que beijá-la para tudo voltar ao normal. Então já sei o que vou fazer.

...

Eu sei da época em que namoro Ino que a essa hora não tem ninguém em casa. Sei também que tem uma chave extra debaixo do tapete, pois uma vez ela esqueceu a dela e tivemos que usar essa pra entrar. Então eu entrei e me larguei no sofá, e cerca de meia hora depois ela apareceu.

- Ora ora Ino. Demorou. Estou te esperando a um bom tempo.

- O que você está fazendo aqui? Quem te deixou entrar? - ela parecia aterrorizada.

- Ino... eu vim te ver! E ninguém tem que me deixar entrar. Não tem ninguém em casa e que eu me lembre tem uma chave embaixo do tapete. Que tática mais ridícula.

- Saia da minha casa. Agora!

- Não sem fazer o que eu vim fazer aqui. Não vou desperdiçar o momento.

- Que droga Sasuke! Eu já disse que não quero mais nada com você!

- Mas eu quero!

- Há! Estupro é crime sabia? E eu acho que com virgens como eu o caso é um pouco mais grave.

- Eu não preciso estuprar você. Vai transar comigo por que você quer. - porque depois de um beijo tudo vai voltar a ser como era, mas melhor.

- Assédio também é crime.

- Ino eu só preciso de um beijo para te ter de volta. Esse Gaara não é de nada. Sou eu que mereço você.

- Pare com isso Sasuke! Entenda de uma vez por todas! EU NÃO QUERO VOCÊ!

- Quer sim! Eu vou te provar.

Eu me levantei e caminhei lentamente em direção à ela.

- Alguém! Me ajude!

Ela cerrou os punhos para me bater. Não vai acontecer de novo. Já superei minha fraqueza em relação à ela.

- Você não tem força para bater em mim! Aquilo, naquele dia, foi uma falha minha, não êxito seu. Você é fraca.

Ela tentou me dar um murro.

Eu segurou a mão dela com uma força que eu considerei suficiente e antes que ela tentasse me bater com a mão livre. a segurei também. Eu segurei as duas mãos dela com uma minha, e usei a outra mão para empurrá-la pro sofá. Eu deitou em cima dela e segurou seu rosto com a mão livre, enquanto a beijava.

Algo estava errado. Aqueles não eram os beijos da minha Ino. Era diferente, eram os beijos da Ino do ruivo.

Não, eu me recuso a acreditar que de fato ela não seja mais minha. Tem que ter uma maneira... Eu tirei minha blusa.

Desabotoei a blusa dela e beijei seu colo, ainda com esperanças, mas... esse não é o colo da minha Ino. E o colo da Ino do ruivo.

Então tudo se resume a isso? Amei Ino com todas as minhas forças e no fim ela não me pertence?

Ela não usa mais as mesmas roupas, mudou até o jeito de falar.

Ela mudou porque não é minha.

Ino pertence a Sabaku no Gaara.

Então vou deixá-la ir.

Antes que eu pudesse dizer isso a ela, o ruivo me arranca de cima de Ino e nós estamos brigando de novo. Por que ele não pára por tempo suficiente para que eu diga o que preciso dizer?

Ino saiu correndo por detrás de mim. Me lembro de sentir uma dor lancinante na cabeça, e depois ver um punho voando em direção ao meu rosto. Depois disso, fui tomado por minhas lembranças.

...

Abro os olhos em um local que obviamente é um quarto de hospital. O relógio indica que estou aqui à 3 horas. Vejo um par de olhos azuis me fitar, e a dona desses olhos está sendo abraçada por um ruivo.

Não senti ciúmes, não senti tristeza. Eu fiquei feliz. Feliz por que Ino está feliz com ele.

É, eu amo Ino. Mas agora eu percebo que é como uma irmã, nada mais.

- Ino - eu chamei - você ama o ruivo, não é?

- Sim. Eu já disse.

- Me desculpe. Você não é minha. Eu fui um baka. Sejam felizes. E você rui... Gaara, amigos? - eu estendi a mão, esperançoso. Ele a apertou.

- Sim. Amigos.

- Agora que está tudo certo e você finalmente entendeu as coisas - disse Ino. - chame a Sakura para sair. Ela sim, ama você.

- Sakura-chan...?

Eu pensei naqueles cabelos róseos que me seduziram no cinema.

É, talvez não fosse má ideia.

Enfim, revelados

os sentimentos mais puros de Sasuke à mostra. Eu disse que ele não era um monstro.

Perdão pela demora, mas vocês perceberam que esse capitulo foi bem grande e ontem eu tive uma festa pra ir então tava meio esgotada.

Respostas:

Vivi Akemi: amou esse tbm? cara eu tava com ele na kbça a um tempao mas agr q eu fui escrever. Ficou maior do q eu imaginava.

Me mandem reviews!

Continuem acompanhando, por favor.

Bjs, xau galera!