Fanfic: Amor Sublime Amor.
Autora: Viola Psique Black
Beta: Anna Clara Snape
Shipper: Severo X O.C
Classificação: M

N.A: Aqui começam os P.O.V do Sev... Agora sim as coisas começam a esquentar... Espero os reviews no fim desse capítulo!

10º Capítulo: Convívio! Ou não...

Acordei e me fiz apresentável para o café da manhã. Uma semana havia se passado desde a conversa que escutei entre Severo e Hermione Granger. Eu ainda não havia conseguido apagar a sensação de que Severo tinha uma paixão secreta; nesse meio tempo eu o observava, mas ele não demonstrava interesse em ninguém do sexo oposto (e nem do mesmo sexo). Em contrapartida descobri várias coisas interessantes ouvindo Pirraça. Ele estranhamente não me perturbava, e sim contava o excesso de informações que tinha; vulgo: fofoqueiro. Ele me contou que Severo não tinha uma, e sim um exército de fãs.

Essas garotas andavam pelo castelo com seu clube secreto e clandestino, a identificação: algum acessório preto na roupa.

Hermione desde aquela noite não parava de me observar sempre que eu estava com Severo, mas nunca comentou o acontecido quando eu me aproximava de Harry para conversar. Também não mudou sua atitude na sala de aula. Eu não sabia o que pensar a respeito dela, mas havia tomado a decisão de não me envolver. O que quer que esteja acontecendo envolvia somente ela e Severo, e eu não tinha o direito de me meter. Afinal, minha meta era me tornar uma assassina, não uma alcoviteira...

Ainda com tais pensamentos relembrei os motivos de minha vinda a Hogwarts. O primeiro: Harry; o segundo: Sirius. Eu estava demorando demais em obter resultados positivos em minha empreitada, mas não via outra saída... Eu teria que ser paciente.

Lembrei também do CD de antes de ontem; nosso segundo encontro e todos estavam progredindo! Severo sempre se portava de modo austero, mas estava bem claro para mim que ele gostava do clube.

Suspirei e me despedindo de Judy caminhei calmamente para o salão principal. Sentada a mesa dos professores achei que Severo estava meio tenso e irritadiço. Achei melhor não comentar nada. Poderia ser por certa aluna da Grifinória, e sobre esse assunto ele não parecia querer falar nenhum pouco...

O almoço chegou e o humor dele não melhorou, estava começando a ficar preocupada; será que ele estava com algum problema? Resolvi perguntar:

-Severo você está bem? Parece irritado...

-Estou ótimo. –Respondeu encerrando o assunto; e sim, definitivamente ele estava irritado.

-Ok... –Respondi distraída, o correio coruja aparecera e uma coruja grande e marrom pousava na minha frente.

Era uma carta de Carlinhos, eu a abri ali mesmo. E na carta ele pedia desculpas por demorar uma semana para responder minha carta. Dizia que arranjara um emprego de tratador e domador de dragões e finalizava seus estudos. Ficou feliz pelo sucesso do CD e desejou bons fluídos para as próximas reuniões.

Sorri feliz ao saber que tudo estava dando certo para ele. A carta de Fleur eu já havia recebido no meio da semana anterior; ela me incentivava a prosseguir em meus projetos (era a única que sabia minhas reais intenções por trás de minha vinda à Londres, e o mais impressionante: concordava com minhas atitudes) de fato ela era uma irmã para mim.

O almoço terminou e eu segui para a sala ministrar as próximas aulas. Na hora do jantar eu voltei para meus aposentos, e depois de tomar uma ducha e me arrumar eu voltei para o salão principal.

Severo não foi jantar, e isso me fez indagar se ele estava se sentindo mal ou se estava em missão pela Ordem da Fênix.

No fim do jantar eu voltei para meus aposentos e fui corrigir alguns trabalhos que havia passado para o 5º ano. Eu os corrigia e conversava com Judy que costurava um par de luvas de verão para minha mãe em Paris.

Quando o relógio soou às 01:00 h eu a convidei para dar um pulo na cozinha; e entre conversas baixinhas nós nos dirigimos ao porão onde se localizavam as cozinhas.

Conseguimos boas guloseimas lá, e meia hora depois voltávamos para meus aposentos. Pegamos um atalho e quando dobrávamos um corredor um vulto cambaleante se materializava a nossa frente.

Fui tomada de pânico quando uma nuvem saiu da frente da lua e iluminou um homem arrancando uma mascara de comensal da morte. Em uma fração de segundos minha varinha já estava à mão e eu mentalizava vários feitiços de ataque; mas outra nuvem saiu da frente da lua e agora eu podia ver que era Severo que tentava andar, parecia lutar contra a inconsciência por isso ainda não me via.

Mais do que rápido eu me aproximei e o segurei no instante que suas pernas fraquejavam.

-Severo! Mas o que...?! –Seu abdômen estava encharcado de sangue, sangue que empapava suas roupas. Ele me olhou alarmado, um lampejo de reconhecimento perpassou seus olhos.

-Eu vou te levar pra enfermaria! –Falei nervosa, agora podia ver a quantidade exorbitante de sangue que ele exsudava.

-Não! Meus aposentos... Me leve para meus aposentos! –Mesmo ofegante o tom imperativo não saiu de sua voz.

Tomando uma decisão eu disse:

-Judy! Vá aos meus aposentos; pegue minha maleta de poções e me espere nos aposentos de Severo!

Eu passei seu braço em meu pescoço e segurando seu quadril com cuidado eu o arrastei até as masmorras que graças a Merlin estavam próximas.

Quando chegamos à porta de seus aposentos ele levantou a varinha vacilante e a encostou a porta, ela se abriu e eu o puxei para dentro.

-Posso me cuidar. –Ele falou com uma careta quando eu o deitei em sua própria poltrona.

-Tenho certeza que sim! –Disse aborrecida, ele estava quase desmaiando.

Judy conjurou um banco e abriu a maleta enquanto eu rasgava as vestes de Severo. Economizando tempo assim, ela me passou uma poção antisséptica e eu rapidamente a embebi num pano que acabava de conjurar.

Com destreza passei o pano por todo o tronco de Severo, ele resmungou de dor. Seus olhos estavam semiabertos, me informando que ele estava semiconsciente.

Severo tinha várias cicatrizes distribuídas por seu peitoral e abdômen. Mas mal tive tempo de notar; pois Judy já me passava uma poção para repor sangue. Eu a dosei e levantando a cabeça de Severo o fiz engolir, passando dois dedos em sua glote, ajudando-o a engolir a poção.

Ele ficou mais corado, mas o ferimento ainda estava aberto. Passei diferentes emulsões no ferimento até a de anti-cruciatus começar a responder e fazer efeito.

Ainda precisaria repetir a ação várias vezes se quisesse que ele fechasse, e sumisse sem deixar cicatriz.

As horas passaram e eu continuava a espalhar a emulsão da lucidez no abdômen de Severo. Eu espalhava a pomada, e em uma hora e meia o ferimento terminava de sugá-la, e embora estivesse melhor e mais fechado eu tinha que repetir a ação para que a ferida sumisse até amanhã.

Quando o negrume da noite começava a abrandar eu estava exausta e piscava cada vez mais lentamente; Judy dormia encolhida numa cadeira que eu havia conjurado.

O machucado estava fechado e não havia marca alguma; eu suspirei cansada e satisfeita com o resultado obtido. E entre um piscar e outro a inconsciência me dominou e eu caí num sono imperioso.

SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

Severo P.O.V:

Sonhos; e lembranças... Eu estava lembrando e sonhando. Sonhando com ela... Isso já havia virado rotina para mim. Desde o primeiro dia que a vira na Sede da Ordem da Fênix. O modo atrevido como me cumprimentou depois que eu me apresentei. Só podia ser filha do Black mesmo... Depois na Floreios e Borrões quando me comprou um livro de poções. Quando ocupou o cargo que eu tanto desejava, e em seguida confessou desejar o meu cargo... Também quando me convenceu a participar daquele Clube de Duelos e até alguns dias atrás quando me obrigou a salvá-la de uma queda causada pela falta de tato de Hagrid. E durante todo esse tempo ela não saía de minha mente, por mais que eu tentasse não pensar. Depois ela passou a invadir meus sonhos também.

Eu sabia o que estava acontecendo, mas me negava a admitir... Mas a cada dia que passava ela se fixava mais em mim. Contra todas as minhas forças, todas as minhas barreiras, o sarcasmo, o cinismo, as alfinetadas e até o mau humor. Ela continuava próxima, a me invadir cada dia mais. A me deixar apaixonado, era isso... Eu estava apaixonado por ela.

Mas havia uma grande distancia entre estar apaixonado e me declarar ou admitir que o estivesse. E a cada dia, todos os dias; eu suportava seu cheiro de lírios, seus toques despreocupados e olhares doces e amigáveis. Suas piadas engraçadas e risadas contagiantes além das conversas inteligentes e comentários sagazes.

Divagando sobre isso eu começava a ficar desperto. E uma memória me voltava à mente, olhos preocupados e mãos quentes tomavam meu corpo, me curavam.

Abri rapidamente os olhos. Não, não poderia ser real... Meu corpo ficou completamente quente e meu coração batia rápido em meu peito. Havia uma mão sobre ele, uma mão pequena e delicada. E encaixada em meu ombro e pescoço Psiquê dormia tranquilamente suspirando vez ou outra. Precisei de todo meu controle e de alguns minutos para não fazer algo que me arrependesse depois.

Levantando rápido e bruscamente eu a despertei enquanto tomava uma decisão...

-Severo?! Ah... Bom dia sente-se melhor? –Ela bocejou e se mexeu me fazendo perceber que não estava deitada ao meu lado, e sim ajoelhada no chão. Aproximou as mãos para tocar meu abdômen onde eu estava ferido. Mas eu a repeli enquanto dizia:

-Porque não me disse que estava tão desesperada por companhia masculina Srta. Black? A situação seria melhor resolvida e a senhorita não precisaria invadir meus aposentos... –Ela me olhou surpresa e depois confusa enquanto indagava:

-Eu o quê?!

-O que você ouviu. Invadiu-meus-aposentos-e-se-aproveitou-da-situação. –Falei pausada e acidamente.

-Ora seu...! Salvei sua vida ontem e ao invés de me agradecer me acusa de molestá-lo?! Pois se soubesse disso te deixaria agonizando naquele corredor a noite toda! –Ela respondeu ríspida.

-Não me lembro de pedir sua ajuda. –Cortei ácido.

-Não, não pediu. Eu que fui tola o suficiente para ajudar alguém que não sabe o que é ter amigos! –Exclamou furiosa e continuou:

-Não se preocupe Snape, esse erro não vai mais se repetir! Vamos Judy! –Prometeu e instou com a elfa que a essa altura acordara e tremia ante nossa discussão.

Ela partiu pisando duro e assim que passou pela porta tive a sensação de que não gostaria do que minha ação desencadearia.

Fui tomar banho, teria que dar aulas em pouco tempo. Enquanto estava debaixo do chuveiro toquei o lugar onde noite passada havia um profundo ferimento; agora não havia nada... Recusei-me a lembrar dela e de seu toque quente; de sua mão em meu peito, e sua respiração em meu pescoço... Tarde demais, agora não conseguia não pensar nela.

Cortei o pensamento e fui me vestir. Encaminhei-me para o salão principal e encontrei Dumbledore no caminho.

-Bom dia Severo.

-Bom dia, precisamos conversar sobre a reunião que fui ontem. –Falei lacônico.

-Sim, passe de tarde em meu escritório quando estiver livre. –Ele respondeu tranquilo.

-Oh, olá Srta. Black. Senta-se conosco para o desjejum? –Dumbledore chamou Psiquê que entrava no salão principal pela porta lateral.

-Oi professor Dumbledore, bom dia! Ah vejam, Heathcliff chegou. Sinto declinar o convite, mas como estou desesperada por companhia masculina vou me sentar com ele. –Ela respondeu calmamente a Dumbledore, mas me lançou um olhar ferino.

Saiu e foi sentar com Heathcliff iniciando uma conversa animada.

-Não sei o que aconteceu entre vocês, mas eu o aconselho a se desculpar. –Dumbledore falou calmamente.

O café da manhã foi mais que irritante. Psiquê conversava e ria comHeathcliff enquanto Dumbledore me observava. Minhas tripas ardiam e meu maxilar teimava em travar, a comida estava insossa; por Merlin! Como aquele cretino ousava olhar para ela assim? Como se fosse devorá-la a qualquer momento!

Irritado me levantei e saí em direção às masmorras. As aulas passaram e quando a hora do almoço chegou, eu me encaminhei de volta ao salão principal.

Dobrando um corredor eu avisto Mm Ponfrey e Psiquê conversando e se dirigindo também ao salão principal. Psiquê me viu, mas resolveu ignorar minha presença; respondendo a pergunta oportuna de Ponfrey:

-Estou lhe achando meio pálida e cansada, você está bem?

-Sim Ponfrey. É que passei a noite cuidando de vermes cegos...

-Mas isso não é trabalho para o Hagrid fazer?

-Sim, mas acho que vou dar veneno a esses... –Respondeu friamente obviamente se dirigindo a mim.

Continua...

N.A: Então? Que acharam? Sev é muito cabeça dura mesmo... Até girls!