Capítulo Anterior
Era triste e infeliz ver uma história de amor tão bonito acabar de forma tão trágica. A expressão de sofrimento em seu rosto demonstrava o quanto estava atormentado. Era um homem perseguido por fantasmas de seu passado e agora viveria mais um sofrimento terrível que se transformaria em mais um de seus fantasmas perseguidores. Só restava-me rezar para que encontrasse um amor para curar-lhe mais uma ferida de seu coração marcado.
"Pode deixar-me a sós com ela, Tohru?" – Sua fala embargada fez-me acordar de meus devaneios e concordar desajeitadamente com uma afirmativa leve de cabeça.
Estava preste a fechar a porta dos aposentos com a intenção de deixá-lo quando algo me fez prestar atenção por alguns instantes.
"Perdão, Kana. Eu poderia ter evitado tudo isso. Eu sou o culpado, minha querida. Eu tinha de lhe contar, mas não podia". – Dizia acariciando sua face pálida enquanto chorava e beijava-lhe sua mão – "Meu sentimento foi verdadeiro. Você foi um balsamo para mim e sei que não poderei viver sem você".
O senhor Hatori não parava de chorar um só instante e minha mente não entendia o por quê dele pedir perdão e se sentir culpado pelo que houve. O que ele deveria ter lhe contado? Qual a sua relação com esses acontecimentos sinistros e com a morte de Kana? Não fazia sentido. Nada mais fazia sentido.
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N/A: Desculpa gente! Eu sei que demorou... Na verdade eu havia perdido completamente as idéias para a fic, mas elas ressurgiram com a ajuda de uma amiga muito especial n.n. Muito Obrigada Bee-chan xD. Você não sabe o quanto ajudou... Na verdade foi ela inclusive que escolheu o título da fic na época que eu tive a idéia. Resumindo... Ela foi quase uma co-autora n.n. Agradeçam a ela, gente xD.
Reviews! Weeh! lol
AnaisaHua, eu ainda estou na escola carrasca, mas já peguei o ritmo da coisa lol. Sim, sim, eu sei que sou má! Muahahahaha! A morte da Kana era necessária fofa xD. Existem coisas que a gente não pode mudar, mas acredite Hatori terá um final feliz lol. Só vou dizer isso xD. Beijos e até o próximo capítulo!
Haruka-chan: Romance policial de Agatha Christ? Nossa… que coisa mais exagerada Haruka-chan. Você exagerou legal lol. A mulher é a assassina e pronto pô... Você quer que eu diga mais que isso? xDD. Sinto muito Haruka-chan, você vai ter que conviver com a sua curiosidade lol.
Rei MG: Que bom que você entendeu que a morte de Kana precisava acontecer lol. Nossa que legal que você esteja gostando tanto assim da fic! Uah, eu to feliz xD. Espero que você goste deste capítulo também! Beijões xD
lulux: Nya, que legal! Você está gostando (olhinhos brilhando). No próximo capítulo terá uma grande surpresa! Um novo personagem irá aparecer lol. Isso eu posso adiantar pra você! Sinta-se feliz porque não vou dizer mais nada, amore xD. Eu sou uma autora má! Ah, sim desculpa pela demora ok? U.u
Isis: Que legal que você esteja gostando tanto assim! Nossa eu fico até meio emocionada, sabe? É muito bom saber que a gente escreve e existem pessoas que valorizam isso. Da mais vontade de continuar! Beijões e continue acompanhando, por favor xD.
Honda S.: Há, que bom que esteja gostando! Sim, a Kana morreu, mas pense bem... Ela ta lá no céu tocando harpa com os anjinhos lol. Continue acompanhando a história, por favorzinho! Beijões lol.
Karerin: Nossa, sério que você já acompanha a fic faz tempo e esse é o primeiro review? Bom, bom que legal saber que existem leitores anônimos e que curtem a fic assim! Seu desejo por inspiração foi atendido e aqui está mais um capítulo, fresquinho lol. Mande mais reviews e mais desejos de inspiração por favor xD. Beijos xD.
Ultra Especial Nada Importante 7
Enfim... Depois de muito... Sim, muito tempo. Eu reapareço com toda a minha glória lol. Ahn... Talvez não com tanta glória assim. Cara, eu tava totalmente sem idéias pra fic. A morte de Kana já era algo planejado desde o início, a questão é que um problema surgiu e eu fiquei louca, completamente louca xD! Mas enfim... Voltei de viagem e li um livro que me clareou muito a cabeça e agora a fic vai ficar cem por cento melhor! Uah!
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A Marca da Morte
Capítulo 10 – As Três Facas
Já não sabia mais o que fazer. Em minha mente só havia nevoas e brumas. Era difícil pensar sobre a morte de Kana. O velório havia sido naquela manhã e foi algo tão simples, tão simplório perto do que Kana de fato merecia. O Senhor Hatori fez de tudo para realizar algo mais pomposo, mas a própria Kana queria daquele jeito. Algo simples para que suas cinzas fossem jogadas ao mar logo após a cremação.
Akito não deu sequer um ien e nem compareceu ao enterro. Foi o Senhor Hatori quem arcou com tudo.
Um clima fantasmagórico se abateu sobre todos naquele dia e mesmo assim o bordel iria se abrir como se nada tivesse acontecido na noite passada. Pelo que pude ouvir, Akito havia dado um jeito de abafar as notícias sobre a morte de uma de suas meninas, afinal não queria que o movimento diminuísse e ele tinha dinheiro para isso. Quanto mais agora que era o tutor dos irmãos Sohma.
Meu peito estava tão apertado. Eu queria ver minha mãe. Eu precisava vê-la! Tinha que abraçá-la para recobrar minhas forças, para tentar manter a ilusão de que tudo terminaria bem.
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Kagura
Desde a morte daquela pobre moça, dormir era uma palavra que eu começava a desconhecer. Sentia medo de tudo e de todos, como se o assassino vivesse ali dentro. Ao meu lado. Espreitando-me e conhecendo todos os meus pecados... Os meus desejos. Esperando um movimento em falso para que meu destino fosse selado.
Kyou não mais me procurava nem me dirigia à palavra. Nem sequer fazia questão de esconder que estava me ignorando e aquilo me machucava tanto... Como se me torturasse, pois ele não me recusava nem me aceitava. Era uma neutralidade incômoda.
Os dias passavam tediosos, já que sair daquele bordel sozinha estava completamente fora de cogitação. Sentia necessidade de desabafar com alguém. Dividir minhas frustrações. E muitas vezes eu pensava em Tohru. Ela parecia uma pessoa amigável, razoável e que entenderia meus sentimentos. A questão é que ela, querendo ou não, havia se transformado em minha rival.
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Com um pouco de dificuldade convenci Akito para ver a minha mãe. Estava com tanta saudade! Assim que o carro parou, não me contive e abri a porta de maneira efusiva correndo até a casa branca onde minha mãe vivia.
Ela estava com uma aparência mais saudável e o rosto marcado pelo sofrimento ganhou uma luz radiante ao me ver no portão sorrindo para ela.
"Tohru, minha querida filha! Como você esta? Aconteceu alguma coisa?"
"Não mãe, eu estou bem. Só estava com saudade".
"Ah minha linda, eu também estava morrendo de vontade de lhe ver!"
Ela me apanhou pela mão e me fez entrar, sentando de junto dela na varanda fresca que ela mesma havia tido o trabalho de reavivar. Já que de acordo com ela, aquele jardim era uma combinação de mato com ervas daninhas por todo o canto. E aquilo não me surpreendia.
"Ah mãe, estou tão confusa! Meu destino esta tão incerto, me sinto perdida".
"O que esta havendo, Tohru?"
"Tantas coisas... Muitos problemas".
"Filha, gostaria de ver as cartas?"
"Hum? Do que esta falando?"
"A enfermeira que cuida de mim é muito gentil e me ensinou a ver o destino pelas cartas. É só uma brincadeira. Algo bobo e supersticioso. Mas mesmo assim... Você gostaria de ver?"
"Tudo bem..."
Minha mãe entrou pela casa e chegou carregando um pacotinho de veludo. Ela foi embaralhando as cartas com destreza e mandou-me cortar com a mão esquerda. Aos poucos as cartas foram saindo e de nada aquilo significava para mim, mas o rosto dela era de puro espanto.
"Tohru..."
"O que há mãe? O que as cartas dizem?"
"Existem três facas cravadas em seu destino. Três facas..."
"E o que isso significa?"
"Eu não sei... Nunca vi isso acontecer".
Conversamos por mais alguns instantes e pouco depois chamei o motorista para irmos. Akito não poderia se enfurecer, caso contrário não teria mais permissão de ver minha mãe.
Durante todo o trajeto de volta a minha cabeça dava voltas e mais voltas. Três facas... O que isso poderia significar?
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O sol já se escondia no horizonte quando toquei meus pés no bordel novamente. Teria que subir as escadas que davam ao meu quarto e me preparar para mais uma noite, mesmo que me mantivesse intocada.
Akito nem desconfiava disso. Ele estava crente que havia uma briga entre Kyou e Yuki e que os dois disputavam as noites comigo. De certa forma, Akito estava satisfeito com aquela perturbação infundada.
No meio daquela tortuosa escada, meus devaneios foram embora ao me deparar com Kyou recostado ao batente. Ele olhou para mim como se perscrutasse os meus pensamentos, sondando cada pedaço de meu ser.
"Kyou...?"
"Tohru... Onde esteve?"
"Visitei minha mãe. O que houve? Você está estranho".
Num ato impensado, eu levantei minha mão levando-a a sua testa com o intuito de checar a sua temperatura.
"Você está um pouco quente. Acredito que esteja febril. Venha comigo, vou levá-lo ao seu quarto".
"Não!" – Kyou puxou a mão que estava encostada com a sua pele quente, fazendo com que meu corpo se chocasse ao dele. – "Tohru... Você não entende! Eu quero você! Eu preciso de você!"
Os olhos dele pareciam duas chamas que faiscavam. Fiquei petrificada, não sabia o que fazer e nem o que queria. Havia duas vozes... Uma delas mandava-me abraçá-lo, a outra me mandava repeli-lo.
No segundo seguinte todo o meu raciocínio foi tomado e eu fui arrebatada. Kyou estava me beijando! Um misto de desespero, paixão e talvez amor. Deixei-me levar e sem consciência alguma, levei minhas mãos envoltas de seu pescoço incentivando-o a continuar.
Ele jogou o meu corpo amolecido no batente que antes esteve recostado. Pude sentir a respiração forte e agoniada contra a minha face. Estava completamente entregue. Kyou passou as mãos pelos meus lábios sem ligar com o fato de estarmos num lugar não tão privativo.
Pude senti-lo beijar as proximidades de meus seios, tentando afastar a blusa para que seu alcance fosse maior. Eu me agarrava ao seu cabelo gritando para mim mesma que parasse com tudo aquilo antes que fosse tarde demais. Ao sentir que ele havia levantado as minhas pernas e colocado-as envoltas a sua cintura, minha razão finalmente voltou e eu o empurrei.
Corri para longe do alcance dele. Corri para tentar afastar-me daqueles fantasmas que me perseguiam. No que eu estava me tornando afinal? Por quê eu gostei tanto daquelas carícias tão íntimas? E por quê meu corpo reclamava pela falta de algo que não veio?
Naquela corrida desenfreada e tomada por pensamentos sombrios, choquei-me com alguém. Cai para trás alisando os quadris doloridos com o baque. Levantei os olhos lacrimejantes, pronta para pedir desculpas e mais uma vez fui tomada pela surpresa.
"Tohru? Você está bem? Machucou-se?" – Ele levantou-se rapidamente erguendo sua mão para mim, que eu prontamente aceitei.
"Não, Yuki. Eu estou bem".
"Então por quê está chorando?"
"Não estou..."
"Ah, não?" – Ele ergueu uma de suas sobrancelhas, como se dissesse que não estava convencido. – "Vamos Tohru, eu me preocupo com você. E você sabe disso". – Dizendo isso, ele aproximou-se e tocou em meu cabelo, levando uma pequena mecha aos seus lábios... Como se pudesse saborear o aroma.
Meu coração começou a bater de forma desenfreada. O olhar de Yuki era meigo, cheio de promessas e acalmava todos os meus medos. Ele levou um de seus dedos ao meu rosto, contornando as minhas feições.
Ele sorriu e beijou-me a face, me abraçando forte logo em seguida. Aquele abraço era tão quente e aconchegante... Poderia viver nele pro resto de minha pobre existência.
Pouco depois, senti o olhar dele direcionado aos meus lábios, ainda inchados pelos beijos violentos de Kyou, e ele os tocou... Beijando-os levemente.
O que eu estava fazendo? Eu era o pior de todos os seres! O mais sujo... O mais nojento. Desvencilhei-me de Yuki, vociferando um inaudível pedido de desculpas. E corri sem parar até o meu quarto, trancando-me nele.
Apaixonada por dois irmãos! Eu amaldiçoava o meu próprio destino, as três facas cravadas nele. Quem eu deveria escolher? Kyou, com sua crueza e sua sede desesperada? Ou Yuki, com o coração amoroso que tranqüilizava minha mente, sem deixar espaço para a mágoa e a solidão, fazendo com que eu não precisasse de mais nada? Um poderia morrer por mim. O outro poderia não viver sem mim.
Continua...
