Elouise estava nas masmorras, em sua Sala Comunal. Folheava um livro sobre dragões com um pequeno brilho no olhar e mal percebeu quando alguém entrou na sala. Só quando um pequeno grupo de pessoas parou ao seu lado que a loirinha levantou os olhos, notando os amigos.

- Ah…! O que vocês estão fazendo aqui? – ela parecia confusa.

- Precisamos da sua ajuda. – Clarissa, George e Lino falaram ao mesmo tempo.

- Para…? – Elouise ainda não entendia o que estava acontecendo.

- É sobre o Fred. – falaram George e Lino juntos.

- E a Ana. – acrescentou Clarissa.

Elouise pareceu entender.

- O que houve agora?

- Bom, acontece que hoje nós conhecemos um rapaz da Beuxbatons agora no jantar – George começou a explicar, se sentando no sofá diante da poltrona ocupada por Elouise – que também se chama Frederick. A Ana e a Giulia foram bem amigáveis, como sempre, mas o cabeça-dura do Fred ficou com ciúme.

Elouise riu, debochando do ruivo ausente.

- E o que esperam que eu faça? – a loirinha fechou o livro que tinha em mãos e agora parecia interessada na conversa.

- Nós queremos que você dê um jeito de o Fred estar no Corujal hoje exatamente à meia-noite. – Clarissa foi quem respondeu.

- Ta… E por que eu? – Elouise ficou confusa.

- George e Lino estão responsáveis pela Ana e eu… Bom, eu já tenho um compromisso. – Clarissa parecia animada – Aliás, já estou atrasada para ele! Beijinhos, amores!

E ao terminar de falar, a loira mais alta saiu alegre da Sala Comunal da Sonserina.

- Eu, hein? Que bicho a mordeu? – Elouise franziu o cenho.

- Dracus Malfolis. – George revirou os olhos.

Elouise riu da piada. Transformar o nome de Malfoy em um nome científico de um animal qualquer era algo em que só ele ou Fred pensaria.

- Ok, voltando ao ponto agora… O que pretendem mandando os dois para o corujal à meia-noite? – a loira se ajeitou na poltrona.

- Fazer o Fred entender de uma vez que é tudo ou nada. – Lino suspirou – Afinal, a Ana parece ter uma queda por Fred's. – o moreno franziu o cenho, se lembrando das histórias que a morena já tinha contado aos amigos. Sempre tinha um Frederick no meio.

Elouise e George também se lembraram das mesmas histórias, ficando com a mesma expressão de Lino. Dependendo do sucesso ou não do plano de George (Elouise logo descobriu ter sido bolado pelo ruivo e não pelos dois amigos da Grifinória), Ana e Fred podiam ou não ter um futuro juntos.


Ana estava deitada em um sofá próximo da janela na Sala Comunal da Grifinória, cantarolando algo baixinho e brincando com a varinha. Na poltrona a sua esquerda, Frederick Boulevard se encontrava sentado. Na da direita, Roselinde. A garota da Durmstrang tinha se unido ao grupo logo depois do jantar e parecia que sempre estivera ali, com eles.

Giulia tinha saído por poucos minutos, dizendo que ia procurar por Fred. Não demorou muito para ela voltar com um ar de derrota para a sala, atraindo a atenção dos amigos. E enquanto ela explicava que o Weasley não queria voltar à Sala Comunal por razão nenhuma, George e Lino conversavam sobre o plano (desconhecido pelo resto do grupo, com exceção de Clarissa) com Elouise.

- Será que eu fiz algo que o magoou? – Fred Boulevard parecia se sentir culpado e realmente estava.

- Ah, fez nada. A culpa é daquele ruivo mesmo que não sabe pensar em outra coisa senão ele. – Ana estava visivelmente brava com o gêmeo, mas não sabia dizer por qual motivo.

- Olha, eu não sei direito quem ele é, mas se ele for mesmo como o irmão, então é ciúme. Simples assim. – Rose deu os ombros.

- E por que acha isso? – Giulia tinha um ar inocente ao perguntar.

- É só um palpite. – Rose sorriu de canto, com um ar gentil.

- Ah… Entendi. Mas eu fiquei preocupada agora. E se tiver acontecido alguma coisa com o Fred? – Giulia tinha uma leve agonia saindo com as palavras.

- Aí ele vai parar na enfermaria e Madame Pomfrey vai cuidar dele. – Ana se sentou no sofá e deu os ombros.

- Bom, mudando de assunto. – Rose se ajeitou onde estava – E o resto dos seus amigos? Onde estão?

- Ah… Devem estar com Elouise… Clarissa os arrastou para a Sala Comunal delas e não nos deixou ir junto por alguma razão. – Ana parecia um pouco curiosa sobre o assunto.

- E não querem descobrir? – Frederick pareceu confuso.

- Queremos, mas não sabemos a senha da sala da Sonserina. – Giulia pareceu meio desanimada ao falar, se sentando ao lado de Ana.

- Ah, então foi por isso que tiveram de dizer aquilo na entrada. – Fred e Rose finalmente entenderam a razão do "sapos de chocolate", dito em coro por Ana e Giulia antes de entrarem na Sala Comunal da Grifinória.

As duas grifinórias riram.


- Ok… Deixe-me ver se entendi. – Elouise tinha o cenho franzido – Fred e Ana vão estar sozinhos no Corujal no meio da noite. Ela provavelmente vai falar com ele ou lançar um super gelo. O Fred, no primeiro caso, vai acabar se acertando com ela e tudo bem. No segundo caso, ou eles ficam em um clima super ruim ou vão acamar como um casal. É isso?

- Basicamente – respondeu Lino –, mas também tem a chance de eles acabarem como um casal oficial no primeiro caso.

- Ou de apenas se acertarem em qualquer um deles. – respondeu George.

- Não é nenhum plano brilhante e é bem passível de falhas, você sabem, né? – a loira não punha muita fé no plano do ruivo.

- Sabemos, mas foi no que deu para pensar entre o jantar e a vinda para esse ninho de cobras. – George deu os ombros.

Elouise suspirou. Se o plano não desse certo, as coisas podiam ficar bem piores…