Capitulo 10: O sequestro.

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Como sempre ocorria em Hogwarts, só bastaram dois dias para que todos os alunos se inteirassem do "acidente" de Ron Weasley, seguido de seu início de namoro junto com Blaise Zabini. Para os professores, este segundo dispositivo foi quase um alívio, porque opacou bastante a curiosidade dos alunos de saber como era exatamente que Ron pôde se ter envenenado.

-Oh! Olá, Remus! - exclamou a enfermeira do Colégio, dantes de sorrir. - Precisa algo…?

-Bem… eu… - castanho se ruborizou ligeiramente, mas tinha um sorriso em seus lábios. A seu lado, Camila franziu o cenho a seu papai.- Preciso que me faça uma revisão.

-Sente-te mau, querido? - perguntou a enfermeira, atuando em seguida, escoltando a uma cama e olhando-o com preocupação. Não era segredo para ninguém, que da época dos Marotos, Remus sempre foi seu favorito, como era agora Harry Potter. Ainda que era algo irônico também, porque esse carinho se devia a que ela os tinha atendido tantas vezes que se poderia dizer que os rapazes tinham uma cama com seu nome na Enfermaria.

-Eh, não… não…

-Se tens vindo para uma revisão é porque sente-te mau. - disse Madame Pomfrey, com uma mirada severa.

-Oh, Madame. - sorriu. - Não é nada grave. - murmurou tímido, agachando a cabeça. - É só que Lucius e eu achamos que posso estar esperando…

-Merlin! Está seguro?! - Remus assentiu, um ligeiro rubor em suas bochechas. Esta mulher era praticamente sua mãe! E dava-lhe algo de pudor. - Isso é maravilhoso! A ver… tira-te a camisa que te vou revisar.

Comum de Slytherin.-

-Que te passa?

Draco lhe grunhiu a Theodore e estreitou seus olhos.

-Acho que algo lhe passa a meu papai… mas não consigo detectar que…

-Teus instintos veelas te dizem?

-Sim… - assentiu seriamente. - Estão bastante aumentados, antes não me incomodavam… mas com a aproximação da primavera… - um ligeiro rubor apareceu em seu rosto, enquanto tentava aparentar que não estava afetado.

-Vejo. - murmurou Nott. - Tens falado com Potter ao respeito?

-Não… é algo vergonhoso. - suspirou. - Mas sei que ele sabe. Meu papai e Black falaram com ele durante as férias ao respeito, mas não tenho querido saber que foi exatamente o que lhe disseram, porque não desejo o pôr incômodo. Não agora que vamos muito bem.

-Mas a primavera acerca-se, Draco. Não porque não deseje o incomodar vai esperar até último momento. Recorda que Potter não é seu papai Remus, ele não vai reagir a seus instintos veelas da mesma forma que seu pai nos contou que reagia em seus tempos. Estou seguro que se seus instintos, apesar que sua proporção veela é menor, te fazem assaltar a Potter em algum corredor… ele não lhe tomará muito bem.

-Entendo. - murmurou Draco, mordendo seu lábio inferior. - Falarei com ele.

. noite.:.

de Astronomia.-

-Oh… bem…

-Não desejo te pressionar. - apressou-se a dizer, algo aterrorizado por ver a expressão do moreno. - Só é que… me pareceu conveniente que o saiba.

-Tranquiliza-te, Draco. - sorriu de lado, acariciando um ombro de seu casal. - Sirius disse-me algo ao respeito, ainda que ele o exagerou me dizendo que você praticamente tentaria a abusar de mim…

-Esse idiota. - sibilou venenoso.

-… mas depois seu papai falou comigo. - seguiu, ignorando o insulto a seu padrinho. - Sei muito bem como te vai pôr com a chegada da primavera e tudo o que isso implica. - inspirou fundo, enquanto um rubor aparecia em suas bochechas. - É por isso que… estou disposto… bem… você sabe… ao fazer. -tossiu. Draco teve que lutar contra seu veela para não saltar em cima de Harry nesse momento. Ruborizado e incômodo fazia que seu casal luzisse adorável.

-Sim…? - Draco odiou-se ao escutar o tom esperançado e submisso que utilizou nessa simples pergunta.

-Sim, bem… mas não já! - exclamou algo aterrorizado. - Senão… daqui a pouco, ok? Eu te direi quando esteja pronto.

-Esperarei. - assentiu, antes de agachar-se a tomar os lábios de seu casal em um beijo.

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O Grande Comedor estava em um silêncio morto e isso era porque todos os alunos olhavam com diferentes graus de emoção a figura que estava sentado junto ao diretor.

-Meus queridos alunos, como vêem, a meu lado se encontra seu querido professor de poções, Severus Snape. - ante a mirada na cara do moreno, muitos contiveram uns bufos de debocha ao escutar o "querido". - É-me grato anunciar-lhes que, após seu pequeno acidente, ele agora está bem, recuperado e pronto para retomar suas classes. No entanto, não ao cem por cento como ele quereria, é por isso que o Professor Slughorn ainda permanecerá em nosso colégio e ficará em seu posto como o Chefe de Casa dos Slytherins e o professor Snape só se fará cargo das classes. Espero que todos lhe dêem as boas-vindas a seu professor como lhe merece… - deixou de falar e lhes deu uma mirada penetrante aos alunos. Relutantes, começaram a aplaudir. Dumbledore sorriu. - Bom, sem mais, podem todos começar o café da manha.

O tempo passou voando depois disso. Muitos dos alunos olhavam receosos a Snape, mas deviam admitir que o professor tinha voltado um pouco menos resmungão do que era antes de seu acidente. Todos pensavam que era porque ainda seguia com sequelas. Mas isto não era verdade, ele estava perfeitamente. A verdadeira razão pela que só o faziam professor era porque agora ele já foi expulso do círculo de comensais de Voldemort e se sabia que entre os alunos da Casa de Slytherin tinha alguns de treinamento, é por isso que decidiram que Slug seguiria com o cargo, porque a ele o respeitavam todos sem exceção e diminuiriam as possibilidades de que Severus pudesse receber um ataque.

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-Draco… deixa de amuar, não fazia essa cara tão infantil desde que tinhas oito anos.

Um ligeiro rubor apareceu nas bochechas pálidas do loiro. Grunhiu enquanto se descruzava os braços e relaxava seu gesto.

-Mas… é que… Outro bebê. - gritou. - Pensei que comigo e Camila era suficiente!

-Oh, por Merlin… - Remus pôs os olhos em branco e voltou à cadeira de seu escritório, com uma caneca de chocolate quente que acabava de se preparar. - Não o vou ouvir de novo. O feito, feito está, Draco Malfoy. Estou grávido de seu irmãozinho e vou tê-lo ainda que morras-te de ciúmes.

-Não estou zeloso!

-Sim, filho, claro.

-Mas por que justo agora? Estamos no meio da guerra…

-Sei-o, meu céu. - suspirou. - E crê-me, tivesse desejado que a natureza esperasse um pouco para me dar outro filho, mas se o destino quis que seja agora, pois… que assim seja. Terei que resignar-me a fazer a um lado quando tudo se desate.

-Preocupo-me por ti…

Remus sorriu.

-E aprecio-o, mas deve saber que é dever de seu pai cuidar de meu bem-estar, agora você já tens por quem te preocupar e deve concentrar todas tuas forças nele.

-Nunca ninguém será mais importante para mim que você, papai. - murmurou Draco levantando-se para ajoelhar em frente a seu pai e abraçar sua cintura.

Remus suspirou e sorriu, antes de acariciar os cabelos cor quase prata da cabeça que descansava em seu colo.

. depois.:.

de Snape.-

-Sente-se.

Harry assim o fez, deixando um bufo de enfado.

-Tivesse podido usar alguma outra desculpa, sabe? Deixou-me em ridículo em frente a todos meus colegas.

-Não é meu trabalho mima-lo, Potter. Para isso tem a todo mundo Mágico.

Os lábios de Harry franziram-se, mas não disse nada. Snape tinha-lhe dito que queria falar com ele e tinha jogado um ingrediente extra a sua poção de propósito para que estalara. Sabendo como de bem estava Harry na matéria desde início de ano, Severus não encontrou melhor forma de buscar uma desculpa, sem que ninguém suspeitasse e de passagem deixava em ridículo ao Gryffindor. Hmph, após tudo, ele é bom porque está usando meu livro. E falando de isso…

-Potter… meu livro só o usou para as poções, verdadeiro?

-Eh… bem… tenho aprendido alguns dos feitiços.

-Que?! - sibilou, franzindo o cenho. - Como quais?

-Mmmhhh… Levicorpus… e esse que se usa para colar a língua ao paladar e…

-Não desejo o escutar. - levantou uma mão. - Advirto-lhe que alguns desses feitiços são muito perigosos. Não os deve usar, Potter. A não ser que seja uma emergência.

-Oh… bem.

-E agora… veremos que tão bom se voltou em Oclumencia. Tem estado praticando, verdade?

-Sim, professor. Sirius tem-me estado ensinando no verão e… - Snape bufou.

-Duvido que esse pulgoso saiba algo da arte de ocluir uma mente.

Harry franziu o cenho, insultado em nome de seu padrinho.

-Pois tem feito um bom trabalho. E seu eh… - olhou para todos lados, nervoso.

-Pode falar sem problemas neste lugar. Está protegido contra intrusos indesejados.

-Uh… bem…- tossiu. - Rodolphus também me ensinou, quando Sirius não estava. Admito que ele era melhor que meu padrinho… - murmurou.

-De fato. - sorriu malicioso. - Agora tome sua varinha que lhe vou fazer algumas provas.

-…ok. - suspirou cansado.

O rapaz levantou sua varinha e preparou-se. Não passou muito para que Snape se metesse em sua mente. No entanto, desta vez Harry esteve preparado e defendeu-se com todas suas forças. Talvez com demasiada, porque se encontrou com que não só deteve o ataque de Snape, senão que também pôde entrar na mente do professor… e o que viu ali o deixou sem fôlego.

-Foi você…? - pediu com voz pequena.

Severus estava pálido e olhava a Harry com os olhos abertos pela surpresa e tinha algo de terror neles.

-Escute, Potter…

-Não! - gritou, lágrimas que ameaçavam com escapar de seus olhos. - Foi você! Você lhe disse a profecia a Voldemort! - sacudiu a cabeça, olhando com decepção a maior.

-Sim… - murmurou Severus, sabendo que não podia negar essa realidade. Tinha uma razão pela que mantinha essa memória em sua cabeça e não em sua pensaira, e era para poder se recordar sempre o grave erro que cometeu em um momento de fúria.

Harry arquejou em dor e saiu do despacho correndo, não desejando estar mais em frente a esse homem. Seu destino era o despacho do diretor, onde lhe pediria explicações ao homem.

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-Bem… temos terminado… - murmurou Malcolm, olhando o armário completamente restaurado. Hermione acariciou seu ombro.

-Devemos dar aviso à Ordem e a Dumbledore.

-Sim… e eu tenho que lhe dar aviso a ele. - cuspiu com desdém. Girou-se para olhar a sua noiva. - O inferno se desatará hoje, Hermione.

-Não se preocupe, a Ordem e o Diretor se prepararam para isto durante meses. A emboscada servirá e recuperaremos a seu irmão.

-Isso espero…- murmurou, acercando à rapariga, para a abraçar e enterrar sua cara no oco de seu pescoço. – Sinto falta dele.

-Não se preocupe, hoje o terá contigo.

de Dumbledore.-

-Bem… quero que todos estejam alertas. Eu tenho que me ir a buscar algo, mas os deixo a cargo de tudo. Não bem Malcolm lhes do sinal de que eles estão adentro, todas as portas às Salas Comuns se travarão, para impedir que os comensais possam fazer dano aos alunos e…

-Professor! - gritou Harry, entrando ao despacho. Um rubor apareceu em suas bochechas ao notar que a maior parte dos membros da Ordem estava ali e o olhavam com surpresa.

-Que faz a estas horas aqui, Potter? - perguntou Minerva, com brusquidão.

Nesse momento, Harry recordou seus motivos e sua cara endureceu, enquanto olhava ao homem maior.

-Preciso falar com o diretor em privado. É importante.

Ah… Severus. Que tens feito agora?

-Bem, Harry. - disse, sorrindo amavelmente. - Se esperas-me um momento, terminarei de falar com meus colegas e depois atendo-te.

-Bem. - assentiu. - Espero afora.

Ao final, Dumbledore convenceu a Harry de que confiaria a Severus sua vida e, por outro lado, o convidou a que se fossem à gruta onde poderia estar uma Horcruxe. Foi um assunto difícil, o despedir de seus amigos, porque algo lhe dizia que esta noite passaria algo importante. A cara de Hermione já lhe dizia, mas não teve tempo de perguntar. E não se despediu de Draco, porque sabia que o loiro lhe faria um escândalo se sabia que estava a ponto de fazer algo assim de perigoso. O remordimento roeu em coração, mas sabia que era o melhor… Draco poderia chegar a enlouquecer e não ver a verdade quando se tratava dele e estava seguro que o loiro faria questão de ir com ele se lhe dizia.

-Ron… peço-te que olhe a Draco.

-O farei, Harry. - disse o ruivo, seriamente. - Boa sorte.

-Obrigado… a precisarei.

outro lugar.-

-Vamos, bebe… Por que não te dormes?

Remus suspirou e seguiu mexendo a sua filha em seus braços, que lhe franzia o cenho e não desejava se dormir apesar que já eram altas horas da noite.

-Não tenho sono…

-Isso vejo… - suspirou. De repente uma sirena soou em todo o colégio e todo o corpo do licantropo tensou. Merda! Essa é a sirena de emergência! - Sento-o, bebe. Mas deverá ficar-te sozinha na habitação, papai tem coisas que fazer.

-Não! Papi!

Lupin fez um gesto de apreensão, suspirou e deu-se meia volta, só para topar-se de cheio com um corpo humano.

-Lucius! Assustaste-me!

Seu esposo estava vestido com uma túnica que ele odiava, era a túnica dos comensais. Em seu comando estava essa máscara que era igual de odiada que a túnica.

-Olá, meu amor. - murmurou, agachando-se para capturar seus lábios.

-Que faz vestido assim?

-Pensei que o sabia. - sibilou, levantando uma sobrancelha. - Pus-me meu antigo traje para infiltra-me na fila de meus "ex parceiros" e poder atacar pelas costas. - sorriu malicioso. Mas depois franziu o cenho. - Por que chora nossa filha?

-Não quer ficar sozinha nem se dormir. - murmurou Remus, franzindo o lábios. - Mas temo-me que deverá ficar sozinha enquanto vamos a nossos postos e…

-Desculpa…? Aonde diz que vai?

Remus mordeu seu lábio inferior e olhou de relance a seu esposo, podia ver como todo o corpo do maior estava tensado e como seu poder veela se poderia já sentir.

-Desejo ajudar, Luc.

-Não. - sentenciou o loiro.

Remus arquejou ao sentir como o poder veela se apoderava de seu corpo, fazendo que seu lobo interno choramingava em medo. A sua idade adulta, o poder maduro do veela que compartilhava sangue com o mago dentro de Lucius era tão forte que podia domesticar sem problemas ao lobo interno de Remus.

-Mas meu amor…

-Não vou discutir isso contigo, lobo. - sibilou friamente. - Está grávido e não pode deixar a nossa filha sozinha.

O professor fechou seus punhos em impotência, mas não discutiu, porque, ao escutar a forma de falar de seu esposo, sabia que quem estava falando não era seu Lucius, senão o veela.

-Está bem. - grunhiu, sua impotência que fazia que seu lobo se enfadasse.

-Bem. - assentiu, acalmando-se ao saber que suas ordens não seriam desobedecidas. - Ficará aqui ou irás à Sala Comum de Gryffindor?

-Ficarei, para esta hora já todas as Salas Comuns estarão seladas.

-Perfeito. - murmurou, levantando a máscara da caveira para fazer um feitiço que a aderiria a sua cara uma vez que lhe colocasse. - Me irei então a meu posto. - acercou-se à cama e beijou a cabeça da menina que fazia bicos neles. - Dorme-te em seguida, Camila. Não faça enojar a papai.

-Beno… - murmurou, não deixando sua atitude amuada.

Com outro beijo a seu esposo, Lucius saiu da habitação e Remus pôde sentir que o loiro agregava seu próprio feitiço protetor à porta. Ele o conhecia, era um que só poderia se romper se o que estava adentro queria sair. Sendo um veela dominante, Lucius sabia que, até que ele não viesse ao buscar, seu casal não desobedeceria a ordem que lhe tinha dado.

Remus suspirou e caminhou até sentar-se junto a sua filha. Carregou a Camila em seus braços e abraçou-a.

-Agora estamos você e eu sozinhos, meu céu. Esperemos que todo saia bem.

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-Que fazem vocês aqui?- grunhiu Severus, ao ver que Draco, Theodore, Lucas e Blaise estava fora da Sala Comum.

-Vi-Viemos a ajudar. - balbuciou o loiro, ao ver a mirada furiosa de sua padrinho.

-Ajudar?! - exclamou. - Em que poderiam ajudar em uns sextos anos como vocês?!

Os três rapazes arrepiaram-se, ultrajados por ser tratados como meninos débeis. Lucas nem se imutou, já estava acostumado a essa atitude de seu tio.

-Deixa-os, Snivellus, pode que nos resultem úteis.

-Black! - grunhiu o pocionista, fulminando com a mirada a seu primo político.

-Ron! - gritou Blaise, acercando a seu namorado, para rodear o pescoço do ruivo com os braços e estampar um grande beijo. A seu lado, Hermione e Ginny puseram os olhos em branco.

-Gin-Gin! Que fazes aqui?! Eu sou o cavaleiro de prateada armadura! Não você!

-Oh… por Salazar. - mumurou Severus, massageando sua cabeça.

-Onde está, Harry? - Os três Gryffindors se tensaram ao ouvir a pergunta do Malfoy menor. Isto não passou desapercebido para o meio veela. - O-n-d-e e-s-t-á?- sibilou, estreitando os olhos.

-Mmmhhh… bem… ele… - Ron olhou desesperadamente a sua amiga.

-Não te podemos dizer. - disse ela, tranquilamente.

-Que?! Como que não?! Onde está?!

-Jujuju… seguro está com algum amante.

-Cala-te idiota!

-Ssshhh… já se calem! - grunhiu Olho-louco Moody que estava em seu posto cerca de uma estátua, onde outro dois membros da Ordem também se escondiam. - O fedelho tem feito o sinal.

Todos olharam a onde podiam ver a porta que dava entrada à Sala Precisa. Todos se tensaram e olharam como de um a um, os comensais foram saindo. Tinham que esperar, já que sua ordem era esperar a ver se é que buscavam algo em particular de dentro do Colégio ou só vinham para atacar.

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-Já têm passado hora e meia desde que teu papai se foi… - murmurou Remus, olhando para a porta. Camila já estava dormindo em seus braços e ele não deixava de retorcer-se pelos nervos. Era tão desesperante estar encerrado sem saber que passava, sabendo que os membros de sua banda poderiam estar em perigo.

Deixou à menina na cama, e foi para seu aparador para sacar umas folhas de chá, invocou uma chaleira com água fervendo e agregou-as, para depois pôr-se a esperar a que as folhas deixassem o sabor na água. Suspirou refregando seus braços, para que a sensação de angústia abandonasse um pouco seu corpo, mas era inútil. Uns golpes fortes à porta fizeram-no saltar e olhou assustado para o lugar. Mordeu seu lábio inferior e acercou-se da pouco para ela.

-Q-Quem é…? - tartamudeou. Pelo que sabia, poderia ser o inimigo.

-Professor! - escutou-se um grito aterrorizado do outro lado. - Faz favor, abra-nos!

-Que? Quem são? - perguntou, assustado ao escutar que era de um aluno.

-Somos de Hufflepuff! - respondeu a voz de uma menina. - Estávamos na cozinha quando escutamos um alarme! Regressamos a nossa Sala Comum, mas não pudemos entrar! Faz favor, abra-nos! Vimos pessoas estranhas e temos medo!

-Mas… - murmurou para si. Não sabia que fazer! Sim, poderia destruir o feitiço que pôs seu esposo, mas depois Lucius se daria conta e o repreenderia. Mas… esses meninos soavam desesperados e muito assustados. Mordeu seu lábio inferior e suspirou longamente. - Está bem… abrirei.

-Obrigado!

Lentamente, Remus abriu a porta e seus instintos "maternais" estalaram dentro dele. Uma vez aberta a porta, ele pôs suas mãos nos quadris e fulminou ao rapaz e rapariga que estava ali.

-Por que estavam afora a estas horas?! Vocês deveriam…!- sua voz perdeu-se e pestanejou várias vezes, olhando aos rapazes. Os alunos que não pareciam a mais de quinze anos, lhe sorriam, mas não de uma maneira amável, senão com sorrisos maliciosas e seus túnicas não eram de Hufflepuff… senão de Slytherin. - Mas… que…?

-Ao fim volto a ver-te… cachorro. - disse uma voz áspera desde uma esquina escura.

Todo o corpo do licantropo se tensou e arquejou. Lentamente, com medo, girou a cabeça e seus olhos posaram-se sobre outros olhos dourados, uma pele pálida, mas suja, cabelos negros imundos e roupas andrajosas.

-F-F-Fenrir?

O licantropo Alfa, um dos maiores ativos de Lord Voldemort, conhecido como Fenrir Greyback sorriu, mostrando seus dentes fortes e amarelentos.

-Portaste-te muito mau, cachorro e seu Alfa tem vindo a pôr em teu lugar.

-Não! - gritou Remus e tentou voltar a seu despacho e fechar a porta, mas foi demasiado tarde, os dois Slytherins empurrar com todas suas forças e entraram ao despacho.

-Tsk, tsk, tsk… muito mau, Remus. Muito mau…

Em sua cama, Camila acordou ao escutar um riso que enviou tremores a todo seu corpo pequeno.

Em algum lugar de Hogwarts, Lucius deteve sua varinha de lançar-lhe um "Diffindo" (Dumbledore tinham feito questão de que não usassem feitiços muito perigosos) ao comensal novato com o que estava lutando. Dentro dele seu veela rugiu ao sentir como seu casal lhe mandava um chamado de alerta.

Remus… está em perigo?

Continuará…

Nota tradutor:

Ufa... pronto mais um capitulo! Vamo que vamo... só falta seis capítulos para tudo chegar ao fim… espero que vocês gostem do capitulo, vejo vocês na próxima

Ate breve moças!

Fui…