N/A: Antes de mais nada eu sei que não há desculpa para o tamanho da minha demora. T.T Eu realmente sinto mto e espero que voces me perdoem por ter enrolado tanto assim. Não foi de propósito, mas por algum motivo escrever hentai é sempre muito complicado, não importa o quanto eu escreva...
Outra coisa... O hentai desse capítulo ta me deixando um pouco insegura... Ja que uma ducha de chuveiro foi usado de uma maneira que com certeza não aparece nos manuais... XP Mas eu garanto que nenhum aparelho de banho foi sexualmente molestado para a criação dessa cena XD Eu agradeceria toda e qualquer opinião sobre o hentai, mesmo que seja negativa...
Mais uma vez, mil perdões pela demora. Vou tentar não fazer mais isso, mas infelizmente não tem como prometer nd T.T
Capítulo 10
Não tinha alguma música que falava ai de acordar com uma batida na cabeça? Porque era exatamente isso que estava acontecendo com ela agora. Havia um martelo martelando insistentemente um... O que quer que seja que martelos martelem.
Kami, ela nunca mais ia beber. De verdade. Ela ia renunciar a toda essas coisa feitas de... Bom, o que quer que martinis tenham que faça mal. Deve ser a cereja.
-Ah minha cabeça... –ela reclamou em voz alta.
-Ninguém manda beber.
A voz sexy, mas mal-humorada foi como um balde de água fria. O que ela tinha feito?
Ino sentou-se de repente e se arrependeu. Sua cabeça doeu ainda mais. Mas ela estava com esse mau pressentimento que tinha que verificar.
Jogou um olhar ao seu lado e la estava o imbecil, em toda a sua glória: lençol cobrindo-o apenas da cintura para baixo, o peitoral perfeito exposto para os raios de sol, o braço direito jogado sobre seu rosto de forma descuidada, deixando apenas aquela boca deliciosa a vista.
Ah Kami, não diga que ela...
Ino tentou se afastar dele tão rápido que acabou caindo da cama.
-Você está bem ai? –ele perguntou de forma entediada, sem nem ao menos se mexer.
-Por favor, por favor! Me diga que eu não transei com você! –a loira pediu se sentando no chão.
-Você prefere que eu minta ou te diga a verdade? –ele perguntou, ainda sem se mexer, mas um canto de sua boca levantou-se em um pequeno sorriso.
Ino respirou fundo.
-OK, tarde demais para reclamar, ja entendi. –ela respirou fundo –A gente usou camisinha pelo menos?
-Todas as vezes. –ele afirmou.
Ino não ia perguntar quantas vezes tinham sido. Não mesmo.
-Ah que droga. –ela levantou-se –Você bem que podia ter sido um cavalheiro, levado em conta que eu estava bêbada e ido embora.
Sasuke tirou o braço do rosto e jogou a Ino um olhar tão cafajeste que a loira teve que se segurar para não pular na cama e abusar um pouco mais do corpo do Uchiha.
-Em todos esses anos que nós nos conhecemos eu alguma vez fiz alguma coisa que te levasse a crer que eu era uma cavalheiro? –ele perguntou.
Ino achou melhor não responder essa. Foi para o banheiro antes que resolvesse voltar para cama. E certamente não seria para dormir.
Hinata deixou a água quente cair por sua cabeça e ombros, relaxando-a e acordando-a. Itachi ainda estava dormindo, mas ela tinha que ir embora. Ja era mais de dez da manhã e não demoraria muito até que seu pai ou Neji começassem a ligar atrás dela.
Estava na hora de arrumar um apartamento seu, sair da casa de Hiashi e viver uma vida só sua, algo mais independente de sua família. Não era mais uma criança e estava cansada de prestar contas como uma.
O som da porta do banheiro abrindo-se a fez pular.
-Itachi!
Aquele homem sem roupa era um pecado. Ele devia ser proíbido de tirar a roupa, porque se uma coitada despreparada visse tudo aquilo era capaz de morrer.
Ele passou a mão na cintura dela e puxou-a para um beijo. Era incrivel como passara a noite toda com ele e mesmo assim ainda o queria. Mais incrível ainda era que ele passara a noite toda com ela e ainda não enjoara.
-Por que você não me chamou para tomar banho? –ele quis saber, beijando o pescoço dela.
-Você parecia cansado. Eu não quis te acordar. –ela explicou, arqueando o pescoço para que ele tivesse mais espaço.
-Eu nunca estou cansado demais para estar com você. –ele declarou, mordiscando o ombro dela.
-Itachi...
Ele se afastou um passo.
-Vire-se, mãos contra a parede. –mandou.
Hinata obedeceu, porque sinceramente, ela adorava receber ordens de Itachi, pelo menos nessas horas. Sabia que o Uchiha fazia tudo pelo prazer de ambos e não porque queria domina-la ou alguma idiotice do genero.
Então virou-se e colocou as mãos contra a parede, como ele mandara. Logo sentiu os lábios dele em seu ombros esquerdo. Ele jogou os cabelos molhados dela por cima do outro ombro, deixando o pescoço e as costas dela livres para serem beijados. As mãos deslizaram pelos braços dela até pegarem as mãos delicadas e escorregarem-nas mais para cima na parede, fazendo-a ficar com os braços esticados a cima da cabeça.
-Não tire-as dai. –ele falou ao seu ouvido.
Hinata assentiu suavemente e então suspirou quando sentiu a língua dele em sua pele, pegando as gotas de água que a cobriam.
As mãos dele deslizaram por sua cintura, até que uma agarrou o seio direito dela e a outra mergulhou entre as pernas da morena, fazendo-a suspirar.
-Afaste um pouco as pernas. –ele indicou, ao passo que ela acatou de novo.
Assim ele teve mais espaço para toca-la e enlouquece-la. Hinata gemeu.
-Eu adoro a sua voz. –ele disse contra o ouvido dela –Quando você fala meu nome, quando ri, quando fala das coisas que gosta, mas principalmente, quando você geme. -inseriu um segundo dedo nela, fazendo-a gemer mais alto.
-Itachi.
Ele mordeu o lóbulo da orelha dela.
-Você não tem ideia do quanto eu te desejo. –ele falou no ouvido dela –Eu sinto como se pudesse passar uma semana trancado no quarto com você e ainda querer mais.
Se ele soubesse como ela se sentia provavelmente se afastaria, porque Hinata achava que uma vida inteira não a faria se cansar dele.
Itachi afastou sua mão das pernas dela e Hinata quase chorou de frustração.
-Quando essa negociação tiver acabado e a fusão for um negócio fechado eu e você vamos sumir. –ele continuou –Eu tenho uma casa no Havaí. Eu vou te levar para la, para ficarmos só nós dois, sem família, sem interrupções. Longe de tudo e de todos. E ai sim, Hinata, eu vou ter todo o tempo do mundo para fazer o que eu quiser com você.
Do jeito que ele falava parecia até que pretendia sequestra-la e nunca traze-la de volta. E sinceramente? Hinata não ligava. Quão patético podia ser querer tanto alguem que provavelmente se cansaria dela em um mês?
O problema era que Itachi não a fazia se sentir como se ela fosse apenas uma distração temporária. Quando estavam juntos ele agia como se ela fosse o centro de sua atenção e era exatamente assim que se sentia. Especial, querida, preciosa. Coisas que nunca sentira antes, com ninguem.
Os lábios dele encontraram o pescoço dela e suas mãos seguraram a cintura dela, mantendo-a onde ele queria.
Ela sentiu-o penetra-la lentamente. Na verdade, devagar demais. Itachi nunca era tão paciente.
-Itachi... –ela choramingou, impaciente e levemente frustrada.
-Sh. –ele sussurrou ao ouvido dela –Paciência.
Não, ela não tinha paciência. Não quando seu corpo parecia a uma passo de entrar em combustão e ele ainda estava movendo-se lentamente, tão lentamente que só podia ser tortura. Ele a penetrava um pouco e então recuava, para em seguida voltar a penetra-la, só mais um pouquinho...
Arrepios percorriam o corpo todo de Hinata e ela achava que estava a um passo de desmaiar ou perder o folego, ja que apesar do ritmo lento mal conseguia respirar, porque era como se todo seu corpo estivesse alerta, esperando o próximo movimento de Itachi.
Ela tentou se mover para apressa-lo, mas o Uchiha não queria ser distraído, segurou-a no lugar com facilidade. Então quando Hinata estava certa de que ia enlouquecer ele deu uma estocada forte, afudando-se totalmente nela.
E fácil assim ela gozou. Então Itachi esperou os tremores passarem antes de voltar a mover-se contra ela, ainda de forma lenta, recomeçando toda a tortura, e Kami, ela não tinha certeza se sobreviveria a mais uma rodada disso.
Bem quando ela estava sentindo o começo de um novo orgasmo ele parou de novo.
-Itachi! –reclamou sem folego –Assim você vai acabar me matando!
Ele deu um risada rouca e beijou o ombro dela.
-Não é essa a intenção. –ele falou, mordendo levemente o local que acabara de beijar –A intenção é fazer você ficar tão cheia de sensações que você mal consiga pensar.
Caso ele não tivesse percebido ela ja tinha passado desse ponto fazia tempo.
-Itachi... –ela choramingou mais uma vez, porque ele a estava matando.
O sangue dela parecia estar correndo tão quente que era um milagre ela ainda não ter derretido totalmente, a cabeça dela parecia estar rodando e não havia ar o suficiente naquele banheiro. O que mais Itachi poderia querer?
Então ela sentiu-o soltando uma das mãos do quadril dela e esticando o braço, como se tentasse alcançar algo, mas o que seria? De repente um jato de água gelada atingiu-a na barriga, fazendo-a sobressaltar-se e pressionar ainda mais o corpo contra o de Itachi, o que fez os dois gemerem em conjunto.
-Deixa comigo. –ele murmurou contra o ouvido dela.
Ela entendeu que ele estava com a ducha na mão, mas Hinata não estava entendendo exatamente o que ele planejava. Até que a água gelada atingiu seu clítoris em cheio.
-Ah meu... –dessa vez ela gritou de prazer, porque a sensação era extrema demais.
Seu corpo estava totalmente quente e a água estava muito fria, causando uma corrente elétrica perfeita, e bem nesse momento Itachi voltou a se movimentar dentro dela. Hinata apoiou a testa contra a parede e tentou ficar de pé, porque suas pernas estavam muito perto de falharem totalmente com a quantia de estímulo que seu corpo parecia estar recendo.
E dessa vez quando seu orgasmo a atingiu foi tão devastadoramente forte que se o Uchiha não a tivesse segurado ela certamente teria desabado no chão.
-Você queria mesmo me matar. –ela falou arfando.
Ele deu um um sorriso de canto de lábio e ela teve que beija-lo.
Itachi estava ajudando-a a enxaguar o cabelo quando o telefone tocou no quarto dele.
-Eu preciso atender. Estou esperando uma ligação importante. –ele deu um rápido beijo nos lábios dela –Termine aqui e vamos sair para tomar um brunch.
Hinata terminou o banho sorrindo. Certamente passar mais um tempo na companhia de Itachi não seria um problema...
Ela enrolou-se numa toalha e saiu do banheiro bem a tempo de ver Itachi encerrando sua conversa.
-Certo. Sim, vamos discutir isso melhor depois. Sim. Até amanhã. –ele desligou o telefone.
-Problemas? –ela perguntou com cuidado.
-Não. –Itachi respondeu –Só confirmando uma reunião para amanhã, com o Subaku.
Subaku no Gaara? O empresário árabe? –ela perguntou curiosa.
-Ele mesmo.
-Eu não sabia que ele estava no Japão.
-Ele não está. –Itachi falou simplesmente –Eu estou indo me encontrar com ele em Pequim.
Hinata travou na hora. O que?
-Oh. –ela não sabia exatamente o que dizer –De repente assim?
-Não foi de repente. –Itachi falou, começando a se vestir –Ja estava programado.
Foi quando Hinata finalmente reparou nas duas malas feitas que estavam dentro do closet dele. Um nó formou-se em sua garganta.
-Quando... –limpou a garganta –Quando você vai?
-Hoje a noite. –falou enquanto abotoava a camisa.
-E quando você volta?
-Daqui a três semanas.
-Oh.
Tudo bem, não tinha nada demais. Era negócios, eles viviam disso. Neji e Hiashi viviam fazendo viagens para outros países, era normal. Absolutamente normal.
Então por que o fato de Itachi estar indo fazia parecer que seu coração estava sendo despedaçado?
Porque ele não disse que ia viajar. Porque, talvez se ela não tivesse ouvido a conversa, ele não teria contado. Porque se ela não tivesse perguntado ele não teria nem dito quanto tempo ia ficar fora. Porque acabara de dizer que queria sumir com ela e agora estava sumindo sozinho.
Hinata ia respirar fundo e relaxar. Sorrir e acenar, afinal, sua vida inteira fora assim: se decepcionando e então voltando como se nada tivesse acontecido.
Sorriu e, nunca em toda sua vida, fora tão difícil sorrir. Nem no casamento de Naruto e Sakura doera tanto.
-Nós ainda vamos tomar nosso brunch?
Ino ia matar o Uchiha mais velho, com requintes de crueldade. Para um suposto gênio Itachi agia como uma anta. E ela ia mata-lo logo.
A loira analisou a amiga sentada a sua frente. Hinata estava se esforçando muito para não aparecer arrasda pela ausência do Uchiha, mas Ino conseguia ver além do sorriso falso. A Hyuuga estava sim, triste. Devia ser porque o imbecil se fora há uma semana. Uma semana e até agora não mandara nem um e-mail pra dar sinal de vida!
Por isso Ino ia mata-lo lentamente. E matar Sasuke junto, só pelo bônus.
-Eu estou bem, de verdade, Ino. –Hinata sorriu fracamente –Eu ja devia saber que isso ia acontecer.
Ino não estava gostando nada daquele tom. Ela tinha convidado a morena para ir atpe um café, que era pequeno, porém maravilhoso, e que ficava numa das áreas mais afastados do centro da cidade. Tudo para ver se ela relaxava e esquecia um pouco do idiota-mor. Mas o tira saíra pela culatra, porque aparentemente aquele lugar era perto do apartamento de Itachi e os dois ja tinham ido até ali juntos.
-Isso o que? –Ino perguntou –Que ele ia agir como um idiota e sumir?
-Que ele ia cansar de alguem tão comum como eu. –Hinata falou, encarando a xícara de chá que tinha diante de si.
O queixo de Ino caiu.
-Você está louca? Aquele imbecil devia dar graças aos céus que uma mulher do seu porte se dignou a falar com ele! Hinata, ele é um idiota por não te dar atenção.
Hinata sorriu de novo, mas ainda não era sincero.
-Hinata, relaxa! Se ele não ter quer quem perde é ele! Não vai ficar do mesmo jeito que você ficou por causa do Na... –Ino parou de falar na hora. Kami, como podia ser tão burra e insensível?
Hinata não falou nada, mas nem precisava, só a expressão dela ja foi o bastante para que Ino quisesse se matar.
-Desculpa, eu não devia ter dito isso. –a loira falou, totalmente arrasada por ter falado o que não devia.
-Não tem problema, Ino-Chan. –Hinata assegurou –O Naruto é passado. Acho que eu tenho problemas maiores agora.
Ino esticou o braço para poder segurar a mão da amiga.
-Hina-Chan, ele não te merece. –insistiu, mas sabia que era inútil, Hinata era insegura demais. Claro que ia achar que Itachi era bom demais para ela.
Ino não queria nem pensar nisso, mas estava na hora de ter uma conversinha com o Uchiha Junior. E ela estava indo tão bem em evita-lo...
Sasuke sentia uma dor de cabeça vindo. Aliás, uma enxaqueca, tinha certeza disso. O Uchiha odiava enxaquecas.
A culpa era toda de Itachi que ia viajar e o deixava sozinho, além de ligar todos os dias para perguntar do banco e de Hinata. Como se Sasuke soubesse de Hinata!
Ainda bem que amanhã o próprio Sasuke estava indo para a China. Quem sabe assim Itachi ligava para Hinata ao invés dele.
-Ah que se dane! –o moreno bufou levantando-se. Vivia fazendo hora extra, hoje estava indo embora mais cedo e ponto.
Tinha acabado de levantar-se e estava indo pegar seu paletó quando a porta de seu escritório foi escancarada.
-Uchiha, eu e você precisamos ter uma conversa muito séria. Agora. –Ino declarou com as mãos na cintura.
Karin surgiu logo atrás da loira, parecendo desesperada.
-Uchiha-San, me perdoe! –ela pediu –Eu tentei impedi-la, mas...
-É, eu imagino. –ele revirou os olhos –Pode deixar, Karin. E feche a porta.
Karin ainda pareceu hesitar um segundo, antes de fazer o indicado.
-Sabia que você não conseguiria ficar longe, Ino. –ele falou com um sorriso arrogante. Se bem que, para ser sincero, ela tinha demorado mais do que ele esperara para vir atrás dele.
Ino bufou.
-Não seja ridículo, Uchuha. Eu vim aqui falar de outra coisa. –ela falou caminhando até o sofá de couro preto que ficava ali na sala e sentando-se sem cerimônia alguma.
-Por que você não se senta e fica a vontade, Ino? –ele falou irônico.
-Obrigada, eu vou. –ela falou com falsa doçura, cruzando as pernas.
Sasuke pediu forças aos céus. Minissaia e salto alto? É, Ino queria fazer da vida dele um inferno.
Uma semana atrás a loira saíra do banheiro como uma hárpia, vestira-se rapidamente e saíra do próprio apartamento, pedindo para ele não esquecer de trancar a porta e entregar a chave ao porteiro.
Dizer que ele ficara chocado era dispensável.
Durante toda a semana que se passara ficara esperando que ela viesse atrás dele, mais ou menos como agora, que ligasse, que exigisse... Alguma coisa. Mas não, Ino simplesmente sumira e agora ressurgia como se fosse dona do escritório dele.
-Você não devia estar trabalhando ou alguma coisa do tipo? –perguntou impaciente –Você tem um trabalho, né? –essa última foi mais para provocar. Claro que sabia que Ino trabalhava.
-Só você trabalha até depois das 7, colega. Eu ja saí do meu escritório faz uma hora.
Sasuke achou melhor não falar que na verdade estava até indo embora cedo. Normalmente ficava ali trabalhando até as 9 ou 10. Ino só ia enche-lo mais se soubesse disso.
-O que você queria mesmo, Ino? –perguntou impaciente.
-Falar do idiota do seu irmão. –a loira retrucou irritada.
Ino era uma das poucas pessoas que falava de Itachi dessa forma. A maioria o achava perfeito. Era, de certa forma, reconfortante ouvir alguem falar o oposto.
Sasuke não odiava o irmão, nem tinha ressentimento dele. Mas era complicado crescer ao lado de alguem "perfeito". Comparações eram inevitáveis e, de certa forma, Sasuke era o que sempre saía perdendo.
-O que tem o Itachi? –ele quis saber.
-Quando você me procurou para falar do caso dos dois eu disse que só ia ajudar a ficar de olho para que ele não magoasse a Hinata. –Ino declarou séria –E agora ele a está magoando, Sasuke. Se seu irmão cansou de brincar e resolveu partir para outra, ele poderia ter pelo menos a decência de falar com a Hinata!
Sasuke bufou. Itachi era um idiota.
-Ino, o Itachi liga todo dia, todo dia, para me perguntar duas coisas: como vai o banco e como vai a Hinata. Não necessariamente nessa ordem. –falou irônico –Acredite: não acabou.
-Então por que o imbecil não liga para ela? –Ino insistiu.
-Porque apesar de ser um gênio em praticamente tudo Itachi é um idiota no que se refere a relacionamentos humanos. –Sasuke explicou –Ele simplesmente supõe que todas as partes envolvidas pensam como ele. Por exemplo: a Hinata sabe que ele está na China, a trabalho e que volta em três semanas. Pronto acabou. Dai para frente se ele precisar falar com ela, ele liga e supõe que ela faria o mesmo. Como ele tem que falar comigo de qualquer jeito ele se poupa o trabalho e pergunta dela pra mim.
Ino arqueou a sobrancelha.
-Você quer dizer que ele não liga para ela, porque na cabeça do gênio Hinata está aqui sentada, toda bonitinha, esperando por ele? –a voz da loira pingava de sarcasmo.
-Da mesma forma que ele está la sentado, todo bonitinho, esperando voltar para ela. –Sasuke retrucou, não sem sarcasmo também.
A loira suspirou.
-Olha, eu não digo que não acredito em você, Uchiha. –ela falou por fim –Afinal, o irmão é seu e você sabe como ele pensa. Mas o resto do mundo não é assim. A Hinata... Ela é insegura. Ela acha que o Itachi ja cansou dela e não liga mais. Você sabe como funciona, Sasuke, mulheres são bichos estranhos. Ele não liga, ela supõe que está tudo terminado –Sasuke abriu e boca e Ino o cortou –Não, ela não pode ligar para ele, porque acha que ele não quer falar com ela.
-Vocês são mesmo bichos estranhos. –Sasuke resmungou. Então soltou um suspiro –Ok, Yamanaka, você venceu. Eu estou indo mesmo para Pequim amanhã. Eu falo com ele.
-É só o que eu peço. –Ino disse.
-Agora se você ja disse o que queria...
Ino revirou os olhos e levantou-se.
-Quanta educação, hein Uchiha? Não precisa me expul...
Mas Sasuke obviamente não estava a fim de discutir com Ino, porque assim que ela se firmou ele a jogou contra a parede e a beijou. E talvez Ino devesse ter pelo menos fingido resistir, mas se tinha uma coisa que a loira aprendera ao longo dos anos era não se privar do que queria. Então...
Ino abriu a boca e deixou sua língua enroscar com a de Sasuke num beijo praticamente furioso. Os dedos dela agarraram-se aos cabelos dele, enquanto Sasuke pôs uma de suas coxas entre as dela.
A loira arranhou a nuca dele e o Uchiha puxou uma das pernas dela, fazendo-a enlaçar sua cintura.
Ok, as coisas estavam começando a ficar sérias e desse vez Ino não teria a desculpa de que estava bêbada, então talvez fosse melhor...
Os pensamentos dela se perderam e um gemido escapou de sua boca quando Sasuke moveu-se contra ela, numa maneira extremamente erótica. Ok, hora de parar mesmo!
Reunindo mais força de vontade do que achava ter, Ino colocou as mãos no ombro de Sasuke e empurrou.
-Quando eu voltar da China, eu e você vamos... Continuar essa conversa. –ele falou, os olhos deslizando pelo corpo dela –Eu vou na sua casa.
Ah droga.
-Você ta se achando demais, Uchiha. Quem disse que eu quero que você passe na minha casa. –ela desafiou.
Sasuke arqueou uma sobrancelha.
-Você quer que eu te deite na minha mesa e prove o quanto você quer?
Sim!
-Hum, não. –Ino o empurrou de novo –Vai para a China falar com o idiota do seu irmão. Qualquer outra coisa pode esperar.
-Contanto que você saiba que vai haver outra coisa... –ele deu de ombros.
Ele tinha esse jeito tão deliciosamente arrogante que quase dava vontade de beija-lo de novo, mas Ino achou melhor ignora-lo. Afastou-se arrumando a saia e o cabelo.
-Boa viagem, Uchiha. Espero que seu avião não caia. Na verdade... Espero que caia sim. –ela falou com doçura exagerada, caminhando para a porta.
-Só mais uma coisa, Ino.
A loira bufou e virou-se.
Eu gosto de mulheres em lingerie vermelha. –ele informou –Te vejo em duas semanas.
Ino bateu a porta e saiu dali, ainda ouvindo a risada do Uchiha mais novo.
N/A: Mais uma vez mil perdões pela demora T.T Eu não to merecendo reviews, mas eu agradeceria se vcs fossem bonzinhos comigo...
A próxima atualização é em "Na rua, na chuva, na cabana"
xoxo
