Para Lílian Evans
Por Ayame N. Yukane
Capítulo 10
Castigada sem Motivo
A tão aguardada sexta-feira chegara. Melhor dia impossível para os alunos do 7º ano; eles teriam somente duas aulas pela manhã e a tarde seria inteiramente livre. Porém, inteiramente não era o melhor termo, já que a grande maioria sensata normalmente estudava. Pensando pelo lado positivo, era bem melhor do que se enfurnar em uma sala de aula.
Sem contar que sexta-feira era o dia mais comum para a formação de casais, já que era nesse dia que muitos recebiam convites de encontros secretos perto das estufas ou aos arredores da cabana de Hagrid. O sonho de toda e qualquer garota em Hogwarts era receber um convite dos marotos, que sempre tinham os mais dignos planos de divertimento para uma sexta-feira, como uma tarde no povoado de Hogsmeade ou um encontro em uma sala secreta... Qualquer bruxa babaria só de pensar em uma tarde dessas, menos Lílian Evans. Já era de praxe receber durante a semana convites assim, os quais recusava todas as vezes. Convites de Tiago Potter. Não somente às sextas; a ruiva também era convidada aos sábados, domingos, segundas, terças... O maroto não desistia. Ela também não pretenderia ceder, mas naquela sexta-feira tudo seria diferente.
Era quase nove horas quando Lílian acordou - mais do que atrasada - para as aulas matinais. Suas amigas já tinham saído do quarto e não a acordaram. Saiu de lá voando pelas escadas e chegou, enfim, à sala de Feitiços, arranjando uma boa desculpa para estar vinte minutos atrasada logo na primeira aula do dia. Sentou-se em um lugar vago ao lado de Cristiane.
- Que houve? – Perguntou a moça espantada pelo descomunal atraso da amiga.
- Sei lá. Perdi a noção do tempo – respondeu Lílian abrindo seu livro. - Quando vi já eram nove horas! E as meninas nem me chamaram! - Disse indignada.
A aula de feitiços estava uma balbúrdia, ótima para bater papo, e aquela manhã não foi exceção.
- Aconteceu alguma coisa ontem? - Perguntou Cristiane preocupada.
- Como assim?
- Sei lá... É que quando eu perguntei de você pra Kate ela desconversou, achei que vocês tivessem brigado, talvez.
- Não. Quer dizer, ontem eu fiquei muito brava. Você acredita que ela, a Mel e a Alice estavam armando pra me fazer ser a madrinha do casamento junto com o Potter?
Cristiane deixou escapar um leve sorriso atravessado, mas nada disse.
- Não vá me dizer que você também sabia?
- Sabia - confessou ela. - Mas o que você fez?
Lílian estava abismada de que todas suas melhores amigas armaram a maior maracutaia e a única que não sabia era ela. Respirou fundo pra não perder a paciência e continuou:
- Ora, o que é que eu podia fazer? Mandei uma coruja pra Alice ontem à noite dizendo que eu não vou mais ser a madrinha dela! Não com o Potter! Mas não briguei com a Kate...
- Ai, Lily! Eu não entendo porque você odeia tanto Potter, ele é tão legal com você!
- Ah, claro! Infernizando minha vida desde que eu coloquei os pés nesta escola... É, realmente ele é super legal!
- Mas e aí? A Alice já respondeu? - Perguntou curiosa a outra.
- Não sei, eu não tava no café da manhã...
- Você não acordou cedo hoje só porque foi no corujal ontem a noite, não é?
- Eu não fui só lá. Primeiro eu fui falar com a McGonnagal pra ver se ela trocava o horário da Orientação Vocacional e... – Lílian parou um pouco, sentia-se estranha falando aquilo.
- E o quê? – Perguntou Cristiane enquanto tentava fazer seus livros ficarem invisíveis, mas seu melhor resultado fora deixá-los cor-de-abóbora.
- E se eu conseguia deixar o cargo de monitora-chefe – disse a ruiva mordendo levemente o lábio inferior.
Cristiane olhou a ruiva como se tivesse endoidado de vez.
- Tem certeza de que você não precisa se internar no St. Mungus?
- Eu estou falando sério – disse Lílian revirando os olhos. - Eu não estou conseguindo me focar nos N.I.E.M.s desse jeito; é muita coisa pra uma pessoa só!
- Lily, mas você sempre quis isso!
- Sempre, até eu descobrir que é um caos! Mas não adiantou nada, ela disse que eu não posso deixar o cargo agora – disse ela desanimada, fingindo que não escutara o "Ela está certa!" que a amiga soltara. – Como eu já tinha perdido o jantar, fui lá na cozinha pra comer alguma coisa.
- Nossa! Que horas você voltou pra sala comunal?
- Eram mais de meia-noite. Mas o esquisito é que eu encontrei o Pettigrew lá na cozinha...
- Ah, que grande novidade! – Ironizou Cristiane.
- Não é isso! – Riu-se Lílian. – É que ele disse assim: "Ah, que lugar estranho pra se esconder!", sabe, nada a ver! E depois eu falei pra ele não aprontar e ele falou: "Olha quem fala!".
- Por quê? Você por acaso aprontou alguma coisa?
- Não, isso é o mais estranho. Quero dizer, eu não aprontaria nem se eu quisesse, sou monitora chefe e blá-blá-blá... – disse com um olhar curioso no rosto.
- Então é por isso que você quer deixar o cargo? – Brincou Cristiane fazendo Lílian em vez de fazer o Feitiço da Invisibilidade fazer o da Ilusão. - Nossa, Lily, quando é pra você iludir você não consegue, agora que é pra fazer outra coisa você consegue... - disse soltando uma risadinha.
- E os seus livros continuam laranjas, Cris! - Disse ela brava. - Quer ficar no meu lugar? Eu não ligaria nem um pouco se você fosse a monitora-chefe e não eu!
A outra balançou a cabeça negativamente como se Lílian estivesse dizendo absurdos. Esta, por sua vez, quando olhou para o outro lado da Sala, viu Kate a encarando emburrada, cochichando com Mel.
- Ahn... Cristiane? Quando você perguntou de mim pra Kate, o que ela disse? - Perguntou Lílian receosa.
- Ela não disse, desconversou. Ela só falou que você tava dormindo e depois perguntou quem tinha entrado no time da Corvinal esse ano; afinal, você sabe que eles vão jogar contra a gente e ela não pretende perder. Mas eu não quis entregar o troféu!
Lílian fingiu indiferença e continuou sua tentativa do feitiço até que conseguiu fazer sua mochila ficar invisível, juntamente com sua carteira inteira. Flittwick tratou logo de parabenizá-la e dizer que todos deveriam seguir seu exemplo. Lílian não se sentiu satisfeita como antes fazia, pelo contrário; afinal, Mel e Kate continuavam olhando para ela de cara feia.
Herbologia simplesmente era uma aula parada quando tudo o que se tem para fazer é desenhar as partes de uma semente. Nada de varinhas.
"Afinal que adianta para um auror saber que uma semente pode se transformar em outra se não for utilizada corretamente?", pensava Lílian. Aquilo não tinha nenhuma utilidade para ela, a não ser – talvez – passar nos N.I.E.M.s.
Mas havia realmente algo estranho acontecendo. Kate e Mel não paravam de encará-la e não haviam lhe dirigido a palavra, nem mesmo quando Lílian perguntou se havia chegado alguma carta para ela no café. Kate limitou-se a olhar para ela decepcionada e virou a cara.
- Você viu isso? – Perguntou a Cristiane. – Será que é só porque eu não quis ser madrinha com o Potter?
- Ah, não acho que elas iam ficar bravas por isso – respondeu Cristiane sensatamente.
- Mas que outro motivo haveria?
- Não sei. Posso tentar perguntar a elas mais tarde...
Lílian assentiu enquanto ia entregar o pergaminho ao professor. Ao se virar para retornar a sua carteira, deu uma trombada com Sirius.
- Ah... Desculpe...
Ele fez questão de fuzilar a garota com os olhos, deixando-a pra trás e completamente sem ação. Até Sirius estava bravo com ela! Fora a gota d'água para Lílian. Dirigiu-se a Cristiane e disse irritada:
- Acho bom você descobrir logo o que houve, porque eu não entendo mais nada. Até o Sirius me encarou agora! Deve ser brincadeira! Só pode ser isso! – reclamava ela indo para o almoço.
Em seu caminho, enquanto Lílian passava por um corredor quase deserto exceto por duas terceiranistas conversando escondidas atrás de uma estátua cinzenta.
- Ah, eu não sei, não, se foi uma boa idéia ter te passado a senha da Grifinória... – disse uma delas. - Acho melhor você não aparecer lá...
- Tá, Rapha, eu não vou "aparecer lá" – respondeu a segunda garota. Lílian desistiu de ir para o almoço com tanta pressa. Sentou em uma mureta perto da janela ao lado da estátua e ficou escutando as duas conversarem. – O meu plano não deu certo. Eu preciso pensar em outra coisa...
- Acho que você devia desistir. Nem a Operação das Ninfas deu certo! – Dizia a primeira garota, que era uma grifinória morena.
- Eu não vou desistir! Não importa o que você diz!
A ruiva ouviu passos pesados se distanciarem, então resolveu sair de trás da estatua de cavaleiro e se dirigiu a morena, que estava parada de braços cruzados, com uma cara amarrada.
- Oi – disse Lílian, com um sorriso nem um pouco amigável.
A garota se assustou ao ver a monitora-chefe ao seu lado, correu os olhos desesperadamente para o resto do corredor vazio, abaixou a cabeça e disse:
- Oi.
- Pode começar. Diga-me que história é essa de passar a senha da Grifinória para sua amiguinha.
- Desculpe – entregou-se ela.
- Qual o seu nome?
- Raphaela Perks – respondeu ela em voz baixa.
- Muito bem, Senhorita Perks, eu sinto muito, mas nada de Hogsmeade pra você amanhã. Acho que isso será melhor do que uma detenção. Vou comunicar à Profª. McGonnagal o seu descuido e a senha da Torre será trocada. Entendido?
- Sim, monitora – murmurou ela com voz de enterro.
- Ótimo. E quanto à sua amiga, é melhor avisá-la para não se meter em encrencas – fez Lílian em tom de quem termina um assunto, saindo pelo corredor e indo almoçar.
Aquele almoço realmente não seria muito agradável. Sabia que Mel e Kate não estavam falando com ela; Sirius também, apesar de ultimamente não serem mais tão amigos, mas Lílian continuava o achando bastante engraçado.
"Até que não é má idéia ter uma conversa com Remo, ele é sempre tão legal comigo... E, além disso, a gente tem que fazer o relatório. Vou falar com ele", decidiu a ruiva ao chegar na mesa da Grifinória, sentando-se à frente do garoto.
Começou a se servir, então percebeu o quanto estava com fome, não tinha tomado café da manhã.
- Ah, Remo, eu queria falar com você! É que...
- Olha, Lílian, eu só queria dizer que... Você não devia ter feito aquilo – ele a interrompeu medindo bem o que ia dizer. – E quero deixar bem claro que nunca ia dar certo... Acho que foi muito egoísmo da sua parte fazer o que fez... Eu não vou perder uma amizade de tantos anos por causa daquilo – ele terminou de falar e saiu do salão, deixando seu prato intocado sobre a mesa e Lílian ainda mais confusa.
Isso sem falar que ao ouvir as palavras de Remo, Mel e Kate encararam a ruiva como quem diz "Foi muito bem feito!", Sirius demonstrou satisfação com aqueles de seus sorrisinhos sarcásticos. Pedro a encarou por alguns segundos e murmurou "Eu avisei", mas logo voltou sua atenção para a comida que Remo deixara no prato. Já Tiago... Tiago não estava ali, notou Lílian.
"Potter deve estar aprontando pra variar; pelo menos desta vez ele não levou o Sirius pra se ferrar junto com ele".
Lílian não estava se sentindo muito confortável ali no meio deles, tratou de comer o mais rápido possível, saiu dali e se enfurnou outra vez na biblioteca.
Enquanto estudava as tabelas de temperos para a Poção do Morto-Vivo, Lílian viu Cristiane entrar na biblioteca e se dirigir a ela.
- Oi, Lily!
- Oi.
- Bom, amanhã o Maurício vem pra Inglaterra me visitar e nós vamos juntos a Hogsmeade... Hum... Só estou te avisando porque talvez você esperasse ir junto comigo... E...
- Não, Cris, eu vou ter que ir com o Potter, pra minha infelicidade... Tudo bem.
- Tá, eu... Eu tenho que ir. Vou me encontrar com a Kate no campo de quadribol antes do treino dela... Depois te conto o que aconteceu.
- Por favor... – disse em tom suplicante e cansado.
Enquanto Cristiane ia embora, Lílian se perguntava quem poderia ser o tal Maurício, mas pensou que poderia ser um dos bruxos asiáticos que conhecera em suas férias de verão. Se bem que o nome não era muito asiático, mas logo parou de pensar no assunto.
Em seguida, largou um pouco as tabelas e o livro e puxou um pergaminho da bolsa. Era a resposta de Alice que chegara no café; Kate havia pedido para Cristiane lhe entregar. Aquilo estava ficando cada vez mais estranho.
"Lily,
Sinto muito pela brincadeira de mau gosto, mas eu não aceito a sua desistência!
Vou dar um jeito na situação, mas não desista, por favor!
Adoro você!
Alice"
Lílian acordou muito bem humorada naquele sábado, afinal tinha visita a Hogsmeade. Então, a realidade finalmente a atingiu:
"Ah, não, vou ter que ir com o arrogante do Potter!".
Acabou lembrando que, apesar de ir sair com ela no dia seguinte, Tiago não fizera nenhuma brincadeira para irritá-la sobre os dois indo juntos para o povoado. Realmente estranho, mas Lílian não ficou nem um pouco chateada, em vez disso, achara que por parte dele era um grande progresso.
Com muito custo se levantou da cama e foi até o armário, colocou um aerodinâmico vestido verde e ficou um tempo parada olhando para si mesma no espelho.
"Merlin, por favor, ajude-me, não deixe o Potter estragar meu dia!", pediu ela em pensamento, sem saber ao certo se seria ouvida.
Lílian desceu as escadas pensando em tudo o que tinha acontecido; ela queria achar uma resposta para explicar os fatos.
"Será que toda essa tempestade é por causa do casamento de Alice?", pensava. "Certamente não", pois o que Remo havia lhe dito naquele almoço não batia com isso. E Pedro? Quando ela tinha pedido a ele para não aprontar, por que havia lhe respondido um 'Olha quem fala'? Eram muitas perguntas e poucas respostas, mas a maior dúvida que ela tinha era por que Mel e Kate, suas duas melhores amigas, estavam a ignorando? Coisas inexplicáveis da natureza? "Acho que não".
Lílian parou ao lado da estátua de Boris, o Pasmo, contou a quarta porta da esquerda para a direita e sussurrou:
- Pingos de lavanda.
O banheiro dos monitores era o único excepcionalmente limpo no castelo, ou pelo menos era essa a impressão que Lílian tinha. Era grande, e todo marmorizado, havia cerca de cem pias douradas na parede do fundo. Na parede direita, encontrava-se uma porta para as cabines sanitárias, e bem ao centro, havia uma pequena piscina rebaixada.
Lílian foi até o armário no qual guardava suas coisas, pegou uma toalha e uma pequena maleta que continha inúmeros frascos de loções. Trancou a porta do banheiro, abriu a torneira da banheira e despiu-se.
- Oi, Lílian - disse uma voz ao fundo da sala.
- Oi, Tecxy, como tem estado?
Tecxy era a sereia do único quadro do banheiro, era loira, e muito bonita, diferente da maioria dos sereianos.
Lílian gostava dela, embora tivesse a impressão de que era a única que a achava simpática. Volta e meia, sempre tinha um monitor reclamando que, enquanto se banhava, Tecxy fazia comentários bem indiscretos.
- É hoje que vocês vão a Hogsmeade, né? - O quadro puxou assunto.
- É sim, como é que você soube?
- Ontem à noite, quando o Remo Lupin estava tomando banho, eu o ouvi falando com alguém - disse ela em tom esclarecedor.
- Ah...
Tecxy começou a dar risadinhas, assim deixou Lílian curiosa, como se soubesse de algo que ela não sabia. Lílian não agüentou e perguntou:
- Qual é a graça?
- Nada...
- O que foi? – Perguntou a ruiva já irritada.
- Acho que você vai se dar muito mal.
- Eu? – Perguntou surpresa – Me dar mal? Por quê?
- Todo mundo está bravo com você, não é?
- Sim... - assumiu a ruiva - Mas eu não faço a mínima do porquê.
- O Lupin disse que você é muito fria.
- Disse o quê? – Perguntou surpresa. - Eu não fiz nada pra ele! Nós sempre fomos tão amigos...
A sereia soltou mais uma risadinha, como se não acreditasse muito no que a ruiva estava dizendo.
- O que mais ele disse? – Perguntou Lílian em tom urgente.
- Disse que você é um bocado insensível, e que não deveria ter feito o que fez. Disse também que, no mínimo, poderia ter falado com ele antes.
- Mas você sabe porque ele falou isso?
- Eu o ouvi falando de Tiago Potter, que ele está com muita raiva de você... Porque ele "gostava de você de verdade". O Remo achou que o que você fez com ele e com o Tiago foi maldade.
- O QUE FOI QUE EU FIZ? - Gritou Lílian irritada com a enrolação da sereia. - Eu já disse que não faço a mínima idéia!
- Acho que se foi uma coisa tão ruim assim você deveria se lembrar, não?
Mas Lílian não se lembrava. Não havia nada em sua mente que ela pudesse ter feito que teria magoado tanto seus amigos. E quanto mais ela pensava, menos explicações plausíveis ela encontrava.
Quando a ruiva terminou de enxaguar seus cabelos, abriu o ralo da banheira e enrolou-se numa toalha branca e fofa. Pegou um dos frascos cor de rosa com bolinhas brancas.
Creme Para Pentear Dora Corsiva,
Trata Bem Os Cabelos Da Verdadeira Bruxa Vaidosa.
Para Loiras, Morenas, Ruivas, Negras,
Grisalhas, Carecas, Cabeludas ou Azuladas.
Trata os Fios Longos, Médios, Curtos, Muito Curtos,
Quebradiços, Secos, Armados, Parecendo Arame,
Hidratados, Oleosos, Sebosos,
Com Pontas Duplas, Triplas, Optavas, Doze ao Quadrado,
Ou, simplesmente,
Cabelos Normais.
Lílian espalhou o produto nos cabelos e em seguida os penteou. Foram dezessete segundos e meio para que os seus fios perdessem totalmente a umidade e adquirissem grandes cachos nas pontas. Ela os prendeu com uma fita vermelha em um rabo de cavalo, deixando somente uma mexa caída no rosto. Em seguida, Lílian vestiu uma blusa vermelha de botões e uma calça preta.
-Lílian, talvez você realmente não tenha feito nada para seus amigos... – disse a sereia pensativa.
- Mas eu já disse que não fiz! - Respondeu ela impaciente. - Eu realmente não sei porque eles estão bravos comigo!
- Talvez, Lílian, alguém tenha armado pra cima de você.
Claro! Era única possibilidade! Finalmente Tecxy, a sereia, havia falado algo inteligente na sua vida de pintura de banheiro!
Por que não havia pensado nisso antes? Era tão óbvio! Agora só restava descobrir quem e quando. E o mais importante, o que essa pessoa havia feito para deixar seus amigos tão bravos.
C.O.N.T.I.N.U.A.
N/A: Olá a todos!!
Gostaram do capítulo? Agradeço muito pelas reviews, estão me deixando cada vez mais contente, a cada review ganho um novo sorriso estampado no rosto!
Muito obrigada a todos! Espero reviews!
Beijinhos!!
AyaNayru
