Need You Now

Capítulo 10 – Amor

POV Harry

Estávamos nos encarando, sérios, cara a cara no commom room. Expressões estranhas em nossos rostos, tipo bravas. Ginny e eu.

- Bom dia – ouvi Hermione chegar, e ela pareceu surpresa – Mas... Não se revolveram ontem?

Não respondemos, apenas continuamos a nos encarar.

- Era para dar certo! O que você fez de errado, Harry? – exclamou ela, aborrecida - Que estupidez você fez?

Os meus lábios se arreganharam num leve sorriso e Gin gritou:

- AHÁ! GANHEI! Pode passar os galeões, Harry!

Hermione, sem entender franziu a testa, com a boca entreaberta.

- O... quê?

- Ah, não vale! – contestei, apontando para Hermione – Ela roubou! Me fez rir!

- Ninguém roubou, e Hermione nem sabia! Então eu ganhei, ande, passe o dinheiro!

Desgostoso, remexi meu bolso e tirei os dez galeões que apostamos, entregando-os a ela. Ginny sorriu, satisfeita.

- Bom dia, Hermione – disse.

- Não acredito – falou ela, simplesmente, balançando a cabeça negativamente. – Uma aposta...

Ginny e eu nos entreolhamos, sorrindo.

- Nada mais romântico do que jogo do sério – concordei, passando o braço por sua cintura. – Não é, amor?

- Com certeza.

Hermione sorriu a contragosto, pois mesmo achando ridículo, ela estava feliz por nós dois.

- Vamos, pombinhos – disse, empurrando-nos pelo buraco do retrato. – Temos que tomar café.

Nós fomos, conversando, até o Salão Principal. Quando chegamos, ao longe, vimos Ron e Lavender discutindo, e Ginny e eu empacamos na porta, mas Hermione só passou calmamente por nós e se sentou na mesa.

- Ela está superando facilmente – comentou Gin, surpresa.

Concordei com a cabeça e nos juntamos à Hermione. Lavender passou, não muito tempo depois, irritada e batendo os pés por nós. Lancei um olhar na direção de Ron e vi que ele estava aliviado e assustado.

Ergui a mão no ar e estendi o dedão, como uma pergunta silenciosa para ver se ele estava bem e ele retribuiu o gesto, com um sorriso.

- Ron está bem – murmurei para Ginny.

- Hermione também – respondeu-me num sussurro.

Meu olhar foi até Mione, que estava com um sorrisinho no rosto, enquanto escolhia o que iria comer. Ginny suspirou ao meu lado e eu peguei sua mão.

- Um dia eles vão ficar juntos e vão me agradecer.

Ri e beijei o topo de sua cabeça.

- Tenho certeza que sim – falei enquanto Ron se sentava ao lado de Hermione.

- Oi – disse, olhando diretamente para Hermione antes de virar o rosto para nós.

- Oi – respondemos e eu sorri, confiante, para Ron.

- Posso ficar aqui? – perguntou ele. Gin e eu assentimos, enquanto Hermione dava de ombros, sem dizer nada.

O resto do café da manhã se passou rapidamente, sem Mione se interferir muito na conversa, mas ela pareceu prestar a atenção na hora em que Ron falou de Lavender.

- Eu não aguentava mais – admitiu ele, de boca cheia – Ela só queria me beijar, e aquela risadinha... Bah, estou feliz que tenha acabado.

- Eu também – Hermione murmurou, baixinho, com um sorriso no rosto, fingindo olhar para seu prato.

Ron sorriu também e lançou-me um olhar do tipo "Isso é bom, não é?". Ginny jogou o cabelo por cima do ombro.

- Vamos, se desculpem de uma maneira mais convincente – disse, juntando as mãos sobre o colo, observando os dois ficarem sem graça. – Andem, estamos esperando.

Assenti com a cabeça, concordando, encarando-os também. Ron se virou para ela, com as orelhas vermelhas, e estendeu a mão no ar:

- Trégua?

Mione olhou para sua mão e depois, muito rapidamente, jogou os braços em volta de seu pescoço, abraçando-o. Ginny, surpresa, olhou-me com a boca entreaberta, reprimindo um "aleluia!".

Hermione, tão rápido quanto o abraçou, se soltou dele, corada.

- Tudo em paz novamente – comentei, sorrindo para eles, ainda sem graça. Ron revirou os olhos para mim, sem conseguir parar de sorrir.

Quando terminamos o café-da-manhã, Mione disse que tinha deveres para terminar e Ron a seguiu, dizendo que precisava de suas anotações.

- Estou feliz por eles – Ginny disse, enquanto me puxava pela mão pelos corredores. – Mas estou mais feliz por nós.

Coloquei-a contra a parede e a beijei, num corredor deserto. Suas mãos subiram para os meus cabelos e as minhas para sua cintura. Era um beijo apaixonado e urgente ao mesmo tempo, como se nós quiséssemos recuperar tempo perdido. Minha mão subia pelas suas costas, enquanto nossas línguas se acariciavam numa sincronia perfeita, enquanto as mãos de Ginny bagunçavam meus cabelos, causando-me um arrepio pela espinha.

Naquele momento, senti que a amava mais do que qualquer coisa. Ginny, agora, era o motivo da minha felicidade. Ela me entendia quando Ron e Hermione brigavam, ficava do meu lado. Ginny era a mulher da minha vida, eu tinha certeza.

Só quando o ar foi realmente preciso, nós nos separamos, e eu a abracei. Ginny pareceu perceber que eu estava tenso, pois me afastou o suficiente para me olhar nos olhos.

- O que houve?

- Nada – menti, com um sorriso fajuto, desviando o rosto.

- Harry, você não consegue mentir para mim – falou, tocando minha bochecha e virando meu rosto para que eu a encarasse. – O que houve?

Ao observar seu rosto delicado e preocupado, senti um aperto no coração e fechei os olhos, respirando firmemente.

- Eu estava só... pensando...

- No quê? – insistiu – Pode me contar.

- No futuro, Ginny.

Olhei-a e vi que ela tinha entendido. Dumbledore e eu descobrimos sobre as Horcruxes, e eu sabia que logo Voldemort iria atacar. Eu iria ter que ir procurar Horcruxes. E é algo que eu não poderei fazer, levando Ginny junto. A ideia de deixá-la era sufocante.

- O que tem o futuro? – perguntou, mesmo já sabendo a resposta.

- Sabe que não poderemos ficar juntos – murmurei, sentindo uma pontada no peito. Era mais difícil dizer em voz alta.

- Por que diz isso? – perguntou, com um olhar triste e inocente.

- Porque... Por causa dele, Gin. Eu tenho que lutar.

- Posso lutar com você – ela falou, parecendo decidida, mesmo não sabendo pelo que eu iria passar. – Estive na Dumbledore's Army, nós podemos...

- Não – interrompi-a – Não podemos. Ele é muito forte.

- Não estou nem aí! – contestou, sacudindo meus ombros – Vamos passar por isso juntos.

- Ginny, você tem que entender. Eu vou a esta guerra sozinho, é algo que não posso deixar que você venha, é muito perigoso – disse eu, nem tentando imaginar o que aconteceria comigo se ela se machucasse por minha causa.

- E se eu não me importar? – perguntou.

- Eu me importo.

Ficamos no silêncio do corredor deserto e eu me perguntei como havíamos passado do amor para isto. Suspirei e ela fez a pergunta que me abalou:

- Então estamos terminando?

- Não! – apressei-me. – Não. Ainda estamos no meio do ano, temos muito caminho pela frente. – interrompi-me e a encarei – A menos que você queira.

Ginny balançou a cabeça negativamente, abraçando-me novamente. Era um abraço reconfortante e eu a embalei com meus braços.

- Eu te amo – sussurrei em seu ouvido.

- Também te amo.


Nós corríamos pelos corredores, levando Ron para enfermaria. Hermione e Ginny me ajudando com o corpo molengo e desmaiado de Ron enquanto o Prof. Slughorn corria, ofegando, logo atrás. Entramos na enfermaria e Gin foi chamar por Madame Pomfrey.

Deitei-o numa cama, sentindo meu ombro me agradecer. Hermione parecia angustiada, mas se contentou sentando-se numa cadeira de plástico e envolvendo a mão de Ron.

- Mas o que houve aqui? – perguntou a enfermeira, em seu pijama e roupão.

- Poção do Amor – falei e expliquei-lhe que alguém havia deixado uma caixa de bombons no dormitório e Ron acabou por comer todos eles. Depois de leva-lo para a sala do Prof. Slughorn e conseguir reverter as coisas.

- E eu quis comemorar – disse o professor, parecendo se recuperar da maratona. – E abri uma garrafa de hidromel, mas ele estava... Bem, envenenado.

Madame Pomfrey se colocou ao lado de Ron e pôs a mão em seu pescoço.

- E como o garoto não morreu? – perguntou ela, horrorizada.

- Eu achei um bezoar – falei, apoiando-me na beirada da cama de Ron.

- Sabem de quem veio o hidromel? – perguntou outra voz, vinda das portas da enfermaria. Nós nos viramos, abruptamente. Dumbledore e Profª McGonagall.

- Da Rosmerta, claro – respondeu Horácio – Eu ia... Dar de presente para o senhor, diretor.

Dumbledore caminhou calmamente até a cama e deu uma olhada em Ron, e em seguida para M. Pomfrey.

- Conseguirá resolver isso, Papoula?

- Claro – respondeu a enfermeira, parecendo ofendida, como se ele duvidasse de sua capacidade.

- Poderia me levar até a sua sala, Horácio? – pediu Dumbledore – Acho que gostaria de ver esta garrafa de hidromel.

O Prof. Slughorn assentiu, parecendo preocupado, enquanto limpava a testa num paninho de bolso.

- Minerva, poderia acordar o Prof. Snape e dizer que eu gostaria de falar com ele, na sala de Horácio em cinco minutos? – pediu Dumbledore, novamente.

McGonagall assentiu e se retirou, sendo seguida logo depois pelo diretor e o professor.

- Que estranho – falei, quando ficamos sozinhos com Ron – M. Pomfrey havia ido buscar poção.

- O quê?

- Primeiro o colar enfeitiçado, e agora o hidromel... Não parece que alguém está tentando matar o Dumbledore?

Ginny e Hermione se entreolharam.

- Afinal, o colar e o hidromel eram para Dumbledore – disse eu, tentando fazer com que elas acreditassem.

Hermione abriu a boca para falar algo, mas Madame Pomfrey havia voltado.

- Que horror, que horror – murmurava, enquanto arrastava os pés apressadamente, de modo que suas pantufas faziam barulhos engraçados. – Vocês podem ir embora. Podem voltar amanhã, se quiserem.

Ginny e eu nos levantamos, e ela veio até mim, passando o braço em volta da minha cintura. Descansei meu braço em cima de seu ombro e esperamos por Hermione.

- Podem ir – disse – Eu vou depois.

Ignorando o olhar severo da enfermeira, Hermione voltou a olhar para Ron. Dando de ombros, nós dois saímos da enfermaria e percorremos os corredores escuros, até o commom room, conversando distraidamente.

- Harry, eu bolei um plano – Ginny falou, com voz de sono, com a cabeça encostada em mim.

- Um plano? – perguntei, tentando não rir de sua voz grogue.

- É, um plano para que eles fiquem juntos.

- Oh – fiz eu, balançando a cabeça, mesmo ela não vendo. – Que plano?

- Nós vamos ter um encontro quádruplo.

- Eu já disse que gosto das suas ideias?

- Já, mas diga novamente.

- Eu gosto de suas ideias – repeti, sorrindo, beijando o topo de sua cabeça em seguida.

Ginny suspirou, jogando os cabelos dramaticamente por cima do ombro.

- Eu sei.

Rimos, entrando no commom room, agora deserto. Demos boa noite um para o outro e eu subi para o dormitório, escuro.


N/A: Olá, pessoas! Sim, eu postei um dia antes. Bem, amanhã eu vou viajar e, bah, não daria tempo, então eu postei mais cedo. Sim, sim, eu deveria ganhar um prêmio Nobel. Obrigada pelas reviews! Elas são lindas! Ah, ah! Só mais uma coisa: Leiam a fanfic You Belong With Me! Está bem divertida. Ah, ah! E ideias são bem-vindas! Le responder:

Lys Weasley: lol face Obrigada, Always! Espero que não mate o Harry, eu vou precisar dele :} Não tem problema (: Espero que tenha gostado!

Naty Weasley Potter: Obrigada! E aí está, Romione (*O*). Mais beijos Harry e Ginny também (:

EmmerlyK: Ela não cobrou, mas o Harry vai pagá-la de algum modo ~le suspense~

DaikPotterDelacour: Não tenho, não! :} Eu não coloquei o sonho porque ia ficar um capítulo muito grande, mas vai ser o começo do próximo (:

Leather00Jacket: Awn, eles são tão lindos *-* Bah, o Harry não é fofo, eu imagino ele assim lol Obrigada!

Hugh Black xD : Hey, leitor lindinho! Que bom, continue assim! lol Obrigada! *-*

Até quinta

Lola xx